Deputados representam contra o ministro Alexandre de Moraes no MPF por abuso de autoridade

                                                         Ministro Alexandre de Moraes e deputada Bia Kicis

O ministro Alexandre de Moraes terá que responder a uma representação proposta nesta sexta-feira (29) junto ao Ministério Público Federal, pelos deputados Bia Kicis, Aline Sleutjes, Carlis Jordy, Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro, Filipe Barros e Junior Amaral, por abuso de autoridade.

A prática ilícita cometida pelo magistrado do STF parece bem clara. Aliás, conforme enumerou a deputada Bia Kicis, são inúmeros os abusos cometidos.

A representação demonstra ainda que o inquérito 4781, o malfadado ‘inquérito das fake News’, é totalmente ilegal e fere a sistemática processual penal de investigação e a Constituição Federal.

A deputada Bia Kicis, logo após dar entrada no documento na sede da Procuradoria-Geral da República, fez uma explanação sobre a medida impetrada, que Moraes terá que responder e possivelmente será punido, caso a Justiça prevaleça.

Jornal da Cidade Online

 

Ministro Fachin deixa com plenário do STF decisão sobre inquérito das fake news

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu deixar com o plenário da Corte a decisão sobre a continuidade ou não das investigações do inquérito das fake news. Não há previsão de quando o tribunal vai analisar o tema.

Ao submeter o caso para o colegiado, Fachin optou por não conceder a liminar pedida pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, para suspender imediatamente a apuração, que atingiu empresários e aliados do presidente Jair Bolsonaro.

Fachin é o relator de uma ação do partido Rede Sustentabilidade que contesta o inquérito das fake news, aberto no ano passado por iniciativa do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, à revelia do Ministério Público.

Em maio do ano passado, Fachin já havia decidido levar ao plenário da Corte um pedido de medida liminar do partido Rede Sustentabilidade para suspender o inquérito das fake news, instaurado pelo próprio Supremo para apurar ameaças, ofensas e fake news disparadas contra integrantes da Corte e seus familiares. Até agora, os 11 integrantes do tribunal ainda não se debruçaram sobre o caso.

Bolsonaro declarou nesta quinta-feira que não admitirá “decisões individuais” e “monocráticas”. Bolsonaro fez um alerta velado ao Supremo dizendo: “Chega”. “Acabou, porra!”, esbravejou o presidente. “Não dá para admitir mais atitudes de certas pessoas individuais, tomando de forma quase que pessoais certas ações”, disse.

Na última quarta-feira (27), o STF fechou o cerco contra o chamado “gabinete do ódio”, grupo de assessores do Palácio do Planalto comandado pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-PR), filho de Bolsonaro.

Em uma operação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news, a Polícia Federal apreendeu ontem documentos, computadores e celulares em endereços de 17 pessoas suspeitas de integrar uma rede de ataques a integrantes da Corte e convocou oito deputados bolsonaristas a depor.

Considerada “abusiva” pelo Palácio do Planalto, a ação da PF estremeceu ainda mais a relação entre magistrados e o Palácio do Planalto, que avalia um contra-ataque.

No despacho que ordenou a operação, Moraes definiu o gabinete do ódio como “associação criminosa”, mas não incluiu Carlos ou seus fiéis aliados do Palácio do Planalto como alvo da operação desta quarta, 27, apenas aliados próximos, como o blogueiro Allan dos Santos, do site bolsonarista Terça Livre. As referências ao grupo, no entanto, indicam que eles podem ser alvo numa fase futura da investigação.

O ministro apontou ainda indícios de que empresários financiam de forma velada a disseminação de fake news e conteúdo de ódio contra integrantes do STF e outras instituições, como revelou o Estadão em março deste ano.

Segundo Moraes, há “fortes indícios” de que os investigados cometeram crimes de calúnia (6 meses a 2 anos de prisão), difamação (3 meses a 1 ano), injúria (1 a 6 meses), além de violações previstas na Lei de Segurança Nacional.

Entre os financiadores do grupo criminoso citados pelo ministro do STF estão os empresários Luciano Hang, da rede de lojas de departamento Havan, Edgard Gomes Corona, dono da rede de academias Smart Fit, Otavio Fakhoury, sócio do site Crítica Nacional, o humorista Reynaldo Bianchi Júnior e o coordenador do Bloco Movimento Brasil, Winston Rodrigues Lima. Eles foram alvo da operação de ontem.

“Há informações de que os empresários aqui investigados integrariam um grupo autodenominado de Brasil 200 Empresarial, em que os participantes colaboram entre si para impulsionar vídeos e materiais contendo ofensas e notícias falsas com o objetivo de desestabilizar as instituições democráticas e a independência dos poderes”, escreveu Moraes.

Revista Exame

 

Palestra de Sérgio Moro sobre “Combate a corrupção, democracia e estado de direito,” é censurada na Argentina

Um dia depois de ter a sua palestra cancelada na Argentina, Sergio Moro revelou que, depois do episódio, multiplicaram-se os convites para outras conferências na Argentina. “Eu devo realizar alguma outra conferência. Depois do cancelamento, muitos argentinos entraram em contato, lamentando o havido e ofereceram para realizar a conferência em outro cenário, em outro contexto”, revelou Moro em entrevista ao canal argentino de notícias La Nación Más (LN+).

A entrevista aconteceu nesta sexta-feira (29) logo após o cancelamento da palestra “Combate contra a corrupção, democracia e estado de direito”, que aconteceria na Faculdade de Direito da principal universidade argentina e uma das mais destacadas da região, a Universidade de Buenos Aires. O evento seria realizado pela plataforma digital Zoom no dia 10 de junho às 10 da manhã.

UOL Notícias

Flavio Dino posterga a sanção do projeto que suspende descontos de empréstimos consignados

A Assembleia Legislativa aprovou, em sessão virtual nesta segunda-feira (11), o Projeto de Lei 100/2020, que dispõe sobre a suspensão do desconto das parcelas de empréstimos consignados em folha de pagamento de servidores e empregados públicos, aposentados pelo Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (Fepa), além de empregados da iniciativa privada. A matéria foi aprovada por unanimidade e segue para sanção do governador Flávio Dino.

A suspensão do desconto corresponde ao período de três meses ou enquanto perdurar o estado de emergência pública, declarado pelo Governo do Estado, em razão da pandemia causada pelo novo coronavírus no Maranhão.

A proposição leva em consideração que grande parte dos trabalhadores tem seus salários comprometidos com consignados, e devem ser afetados pela recessão econômica provocada por esse período de crise sanitária.

Cleinaldo Bil Lopes, presidente do SINTSEP, destacou que a situação de pandemia está trazendo mais custos aos servidores, onde muitos precisam prestar auxílio aos familiares que estão sem poder trabalhar ou perderam seus empregos. Ele também agradeceu a iniciativa dos deputados Adriano (PV) e Helena Duailibe (Solidariedade), autores da proposição.

“É um benefício que vem em boa hora, porque muitos servidores têm vários empréstimos consignados e, também, muitos de nós temos algum parente que está passando por problema de saúde neste momento. De certa forma, isso vai aliviar o impacto financeiro em nosso rendimento. Agradecemos aos deputados por essa oportunidade, principalmente, a iniciativa do deputado Adriano e da deputada Helena Duailibe, que propuseram esse projeto de lei”, declarou.

“Esperamos que o governador Flávio Dino sancione esse projeto imediatamente, uma vez que ele traz benefícios para os servidores públicos e não tem nenhum custo para os cofres do Estado”, completou Cleinaldo Bil Lopes.

Pagamento

Ao final do estado de emergência pública, as instituições financeiras deverão oferecer condições facilitadas para o pagamento das parcelas vencidas durante o período de suspensão, assegurando o parcelamento do valor em atraso em, no mínimo, 12 meses.

Também fica assegurado ao servidor ou empregado público ou privado a opção pela manutenção do desconto salarial, autorizado perante o respectivo órgão pagador. Caso opte por manter o desconto, deverá ratificar junto ao órgão pagador a autorização para manutenção do desconto em sua folha de pagamento.

SINTSEP Imprensa

Ministro Luiz Fux defende Celso de Mello e manda recado a Bolsonaro

Com a ausência do presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, que se recupera de uma cirurgia, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, virou o principal intermediário da tentativa de apaziguar os ânimos entre o Palácio do Planalto e a corte.

Logo pela manhã, ministros do núcleo duro governista, como o general Braga Netto (Casa Civil), Jorge de Oliveira (Secretaria Geral da Presidência), e seu correligionários Onyx Lorenzoni (Cidadania), procuraram-no para uma avaliação de cenário. Nas conversas, os três deferiram críticas ao STF e ao que consideram abusos da corte contra o Palácio do Planalto.

No final da manhã, chegou ao governo, e foi retransmitido a Alcolumbre, a informação de que caso o ministro da Educação, Abraham Weintraub, se recusasse a depor sobre seus ataques ao STF, ele poderia ser preso.

Alcolumbre então procurou o presidente em exercício do STF, Luiz Fux, que deixou bem claro que as falas do presidente Jair Bolsonaro contra o ministro decano do STF, Celso de Mello, são consideradas um ataque a todo o Supremo Tribunal Federal. E que poderia haver uma resposta da corte mais incisiva. O recado de Fux foi transmitido por Alcolumbre ao Planalto.

Foi nesse momento que o governo planejou um encontro com todos os chefes de poderes. A tentativa fracassou. Bolsonaro não procurou ninguém de fato e o responsável por esse tipo de operação, o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Ramos, cumpria uma série de visitas a órgãos de imprensa em São Paulo a pedido do secretário de Comunicação, Fábio Wajngarten.

Bolsonaro, então, acabou falando apenas com Alcolumbre. O presidente do Congresso se prontificou a ir até o Planalto para encontrá-lo. Chegou a consultar no caminho o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e questioná-lo se ele queria ir, mas Maia, sem o convite presidencial, recusou-se a ir. Lá chegando, entrou na sala de reuniões onde já estavam os ministros Paulo Guedes (Economia), José Levi (Advocacia-Geral da União), André Mendonça (Justiça) e Fernando Azevedo (Defesa). Conversaram um pouco e depois Alcolumbre ficou a sós com Bolsonaro.

A conversa de ambos foi tensa. Bolsonaro repetia: “Eu sou o presidente” e “os excessos vêm do lado de lá”, em referência ao STF. Também declarou que “não tem ninguém mais democrata do que eu” e que “se quisesse teria destruído o vídeo” da reunião ministerial do dia 22 de abril, que embasou o pedido de oitiva de Weintraub. Alcolumbre pediu calma, disse que o Congresso quer ajudar, mas que o ambiente de tensão constante entre o Planalto e o STF não ajuda. E deixou o Planalto rumo ao Congresso, onde transmitiu sua conversa a senadores.

CNN Brasil

Procuradores manifestam insatisfação com Aras e promovem abaixo-assinado

Desde a escolha de Augusto Aras para a chefia da Procuradoria-Geral da República, procuradores vêm contestando suas ações e sua próxima relação com o governo Bolsonaro. Mesmo não estando na lista tríplice, Aras foi indicado à função pelo presidente, o que gerou críticas do Ministério Público.

Vem circulando entre membros do MP um abaixo-assinado para tentar convencer o Congresso a aprovar uma proposta de emenda constitucional que torne obrigatório o respeito à lista tríplice para a escolha do chefe da instituição pelo presidente.

“Com a finalidade de garantir à Procuradoria-Geral da República a efetiva independência
indispensável ao exercício da missão constitucional do MPF, é necessário fazer um debate amplo,
público e aberto sobre a institucionalização, mediante inclusão no texto constitucional, da regra de que o(a) Procurador(a)-Geral da República seja escolhido pelo(a) Presidente da República com base em lista tríplice escolhida pelos membros da instituição, a exemplo do que acontece com o(a) Procurador(a)-Geral de Justiça no Distrito Federal e nos 26 (vinte e seis) estados da Federação”, diz o documento que já conta com mais de 600 assinaturas.

Nos últimos dias, Aras vem sofrendo ainda maior pressão de seus pares. Procuradores e ex-procuradores ligados à força-tarefa da Lava Jato engrossam as críticas feitas por outros membros do Ministério Público ao atual PGR. Na avaliação das fontes ouvidas pelo Congresso em Foco, a atuação de Aras mira exclusivamente o benefício próprio – mais precisamente, uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Com essa nomeação em mente, sustentam os críticos, Aras tem sido omisso e promovido o aparelhamento do Ministério Público para atender a interesses do governo federal.

Durante sua live nas redes sociais nessa quinta-feira (28), Bolsonaro disse que já tem os candidatos mais fortes para indicar às duas vagas no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o presidente, o procurador-geral da República, Augusto Aras, não é um desses nomes. Porém, o chefe do Executivo disse que se vier a surgir uma terceira vaga, o nome de Aras é o favorito.

Na quarta-feira (27), o PGR pediu a suspensão do inquérito das fake news. Em sua manifestação, ele afirma que compete ao Ministério Público dirigir a investigação criminal, no sentido de definir quais provas considera relevantes para promover a ação penal, com oferecimento de denúncia ou arquivamento.

Ainda em abril, a Procuradoria-Geral da República emitiu um ofício circular para as procuradorias dos estados para que mantivessem o órgão informado sobre notícias de ilícitos envolvendo governadores durante a crise do novo coronavírus.

Segundo documento obtido pelo Congresso em Foco, em abril, a subprocuradora-geral, Lindôra Araujo, solicitou a remessa de “todas as notícias de fato/procedimentos/documentos envolvendo governadores” à PGR.

Por meio de sua assessoria, Aras informou que o ofício não foi para que as Procuradorias “mantivessem a PGR informada”. “O ofício foi para que as Procuradorias remetam à PGR os procedimentos envolvendo governadores de Estados que indiquem a existência de ilícitos. Nos termos do artigo 105 da Constituição, compete somente ao procurador-geral da República processar os governadores perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ)”, disse.

Congresso em Foco

Poder desagregador

                                                                                 Carlos Nina*

Quem tem ideia da estrutura da Constituição sabe que nela os poderes da União, Legislativo, Executivo e Judiciário, estão dispostos exatamente nessa ordem.

Não se trata de uma sequência aleatória, mas lógica, desde Montesquieu. A ideia era a de que o Legislativo fosse encarregado de elaborar a legislação, ciente de que “o poder emana do povo” (Parágrafo primeiro do art. 1º da CF).

Ou seja, o Legislativo deveria legislar de acordo com o interesse do povo. Já se sabe que não é bem assim. Mas não é disso que se trata este texto.

O Executivo é o Poder que executa as atividades de governo, mas está sujeito ao que aprova o Legislativo. Daí que quando a nação tem um Parlamento dominado por representantes de seus próprios interesses e dos grupos políticos, econômicos e organizações criminosas a que pertencem, chantageiam o Executivo e este fica tolhido em suas ações, por mais que visem a atender aos interesses da população.

Até aí pode parecer compreensível para as pessoas que essa luta pelo poder aconteça e que haja conflitos. Para dirimi-los e a todos os demais que existem no seio da comunidade, surge o terceiro poder, o Judiciário, cujos membros, os magistrados, têm a dignificante missão de julgar as demandas, com base nas normas vigentes no país. A Constituição é a principal delas.

Em sua obra política, Montesquieu, refere-se a três formas de governo: Monarquia, cuja soberania é exercida sob o princípio da honra; o Despotismo, regido pelo medo; e a República, onde a marca seria a virtude.

No caso das repúblicas, portanto, o princípio que deveria predominar seria o da virtude. Mas já se passaram mais de duzentos e setenta anos desde a publicação de O Espírito das Leis e esse conceito foi evidentemente alterado, ou, pior, deturpado.

Não haveria riscos se os Poderes mantivessem o princípio da virtude atribuído por Montesquieu. Se não tanto, um mínimo de compromisso com as responsabilidades dos cargos públicos. Mas isso não depende dos poderes em si, mas das pessoas que ocupam esses cargos. Aí começa o problema. E se agrava quando se trata do Judiciário, pois a ele é dada a função jurisdicional, ou seja, o poder de julgar. Deveria, portanto, ser integrado por pessoas em condições de exercer tão elevadas funções.

A Constituição exige para os tribunais superiores não só notável saber jurídico, mas reputação ilibada. Esses são requisitos mínimos que, quando não atendidos, os julgamentos são contaminados pela ignorância ou pela venalidade.

O pior é quando, dentre as cortes superiores, aquela que estiver no topo, não for composta por pessoas com um mínimo de decência, de respeito pela Constituição que deveriam respeitar e decidem, elas mesmas, violar os fundamentos elementares da República e da Democracia, intimidando e ameaçando, abusando e usurpando poderes, comportando-se como se estivessem acima da própria Carta que deveriam proteger.

Nesse momento, o Judiciário, que deveria ser o catalizador da paz, da harmonia, transforma-se na motriz da discórdia, da balbúrdia e, como déspota, espalhando o medo, quer assumir a plenitude dos Poderes, inclusive de investigar e punir. Não é esse o Judiciário de que trata a Constituição, pois sua grandeza não comporta nem abusos nem faniquitos de vestais.

*Advogado e jornalista

 

Veja quando será divulgado o pagamento da 3ª parcela dos R$ 600

O calendário de pagamento é determinado pelo Ministério da Cidadania em conjunto com o Dataprev

Cerca de 10 milhões de inscritos no programa ainda não receberam a primeira parcela do auxílio emergencial. A Caixa finalizou nesta sexta-feira, 29, o pagamento do segunda parcela do auxílio emergencial no valor de 600 reais para 51 milhões de inscritos no programa. A previsão é que o calendário da terceira parcela seja divulgado em duas semanas.

Em entrevista coletiva Pedro Guimarães, presidente da Caixa, explicou que quem determina o calendário de pagamento é o Ministério da Cidadania em conjunto com o Dataprev.

“Eles determinam e a Caixa só realiza o pagamento. A ideia é que as pessoas recebam os pagamentos intercalados. Os calendários têm um espaçamento. Ninguém receberá duas parcelas de uma única vez.”

Além do calendário da terceira parcela, a Caixa deverá divulgar o pagamento da segunda parcela para 8,3 milhões de brasileiros. Estes tiveram o pagamento escalonado pela data de aniversário. Nesta sexta-feira, os nascidos em dezembro receberem a primeira parcela.

O presidente da Caixa lembrou ainda que cerca de 10 milhões de inscritos no programa ainda não receberam a primeira parcela do auxílio emergencial. Segundo Guimarães, os dados estão sendo analisados pelo Dataprev. Destes, metade fez o pedido novamente após terem o pagamento negado por inconsistência de dados. A expectativa é que para este lote o calendário também seja divulgado em 15 dias.

Bolsa Família 

O calendário do pagamento da terceira parcela para os beneficiários do programa Bolsa Família já foi divulgado. E assim como os demais, seguirá Número de Identificação Social (NIS).

  • Final do NIS 1 –  pagamento  dia 17 de junho
  • Final do NIS 2 – pagamento  dia 18 de junho
  • Final do NIS 3 – pagamento dia 19 de junho
  • Final do NIS 4 – pagamento  dia 22 de junho
  • Final do NIS 5 –  pagamento dia 23 de junho
  • Final do NIS 6  – pagamento dia 24 de junho
  • Final do NIS 7 – pagamento  dia 25 de junho
  • Final do NIS  8 – pagamento dia 26 de junho
  • Final do NIS 9 – pagamento  dia 29 de junho
  • Final do NIS 0 – pagamento  dia 30 de junho

 Revista Exame

Bolsonaro diz que exame de Ordem da OAB é “caça-níquel”

Declaração foi dada hoje, 29, na saída do Palácio da Alvorada, no encontro diário com os apoiadores.

Na manhã desta sexta-feira, 29, o presidente Jair Bolsonaro disse que o exame da OAB é “caça-níquel”.

Ao responder um bacharel sobre “direito ao trabalho” dos advogados, o presidente falou da dificuldade em passar o tema no Congresso: “eu acho justo, fez faculdade tem que trabalhar. Não tem que fazer exame de Ordem, que é um caça-níquel, muitas vezes”.

O fim do exame da Ordem é tema antigo na agenda do presidente. Em 2007, quando era deputado Federal, Bolsonaro propôs o PL 2.426/07, a fim de que fosse extinto o exame. O projeto foi apensado a outro de 2005, proposto por Max Rosenmann, com mesmo tema. Os textos ficaram na gaveta e aguardam  parecer do relator na CCJ.

Migalhas

Polícia Rodoviária Federal recebe ordem para limitar atendimento à imprensa

A Polícia Rodoviária Federal (PFR) exonerou nesta segunda-feira (25/05) um dos chefes da área de comunicação depois que a TV Globo levou ao ar uma reportagem mostrando que aumentaram as mortes em acidentes nas rodovias federais em abril, por causa do afrouxamento do isolamento social adotado em março no país para conter a expansão do coronavírus.

Formado em jornalismo e policial concursado da PRF há sete anos, Fernando Oliveira chefiava o setor de comunicação da Superintendência do Paraná desde 2017. Ele disse à BBC News Brasil que foi exonerado da função porque seus superiores em Brasília consideraram a reportagem da TV Globo “desalinhada”, devido a abordagem de temas “sensíveis aos olhos do presidente” Jair Bolsonaro, como o uso de radares de velocidade e o isolamento social durante a pandemia.

A reportagem foi realizada após a própria PRF avisar veículos de comunicação sobre a Operação Nacional de Segurança Viária, que seria realizada em todo o país a partir de 14 de maio. O material, transmitido no dia seguinte no jornal Bom dia Brasil, usou estatísticas de acidentes da PRF, exibiu falas de policiais rodoviários durante uma operação de fiscalização em Curitiba, assim como uma infração de excesso de velocidade captada por um radar.

O setor de comunicação da PRF no Paraná atendeu às demandas da equipe da TV Globo para produzir a reportagem. Segundo Oliveira, minutos após a veiculação da reportagem houve uma ligação da direção da PRF em Brasília para a Superintendência do Paraná reclamando do “desalinhamento”. Depois, às 12h27 do mesmo dia, ele recebeu pelo WhatsApp uma mensagem do chefe da Coordenação-Geral de Comunicação Social da PRF (CGCOM), Anderson Poddis, disparada para todo o efetivo que trabalha na área determinando a centralização do atendimento à imprensa.

“Em reforço à mensagem enviada aos Diretores, Superintendentes e Superintendentes executivos, diante das matérias totalmente desalinhadas que surgiram na imprensa hoje em diversas localidades do país, informo que está PROIBIDO pautar imprensa sem expressa autorização da CGCOM do conteúdo do release e da entrevista”, diz a mensagem, segundo imagem disponibilizada por Oliveira à BBC News Brasil.

Direito de imagem Reprodução Image caption A reportagem recebeu mensagens atribuídas ao Coordenador-Geral de Comunicação Social da PRF sobre mudanças na relação com a imprensa No mesmo dia, foi alterado um documento oficial que trata da atuação da área de comunicação da PRF durante a pandemia (Ordem de Serviço Nº 9 de 2020 da CGCOM).

A versão original previa que as unidades regionais de comunicação deveriam pautar os veículos de comunicação no seu Estado para cobrir a Operação Nacional de Segurança Viária, a ser realizada pela PRF em todo o país para prevenir acidentes.

Já a nova versão do documento passou a estabelecer que “as Superintendências Regionais somente realizarão atividades de comunicação social se demandas e no formato estabelecido pela Coordenação Geral de Comunicação Social – CGCOM”. Além disso, também determinou que “qualquer entrevista em canais de mídia, seja televisiva, de rádio ou qualquer outro meio, está condicionada a prévia aprovação da Divisão de Comunicação Institucional”, em Brasília.

No dia 18, Oliveira foi comunicado que seria exonerado. Ele diz que sua atuação no caso da reportagem da TV Globo apenas seguiu a orientação inicial para pautar os veículos de imprensa sobre a operação da PRF.

“Por conta de o Paraná liderar o ranking de unidades da Federação com mais trechos de rodovias considerados críticos — com 23 pontos dos 150 espalhados pelo país — a afiliada local da Rede Globo destacou uma equipe de reportagem para cobrir uma das ações de fiscalização da PRF”, contou ainda.

BBC NEWS