Metade das mulheres brasileiras passou a cuidar de alguém na pandemia

Metade das mulheres brasileiras passou a cuidar de alguém na pandemia. A conclusão é de pesquisa que analisou os impactos da disseminação do novo coronavírus (covid-19) tendo como foco as mudanças no trabalho e na inserção econômica das brasileiras. Entre as mulheres do campo, o índice das que passaram a cuidar de alguém sobe para 62%. Entre as negras o percentual é de 52%, enquanto entre as brancas ficou em 46%.

O estudo, realizado pelas organizações Gênero e Número e Sempreviva Organização Feminista (SOF), identificou variações nesse fenômeno.

“O cuidado está no centro da sustentabilidade da vida. Não há a possibilidade de discutir o mundo pós-pandemia sem levar em consideração o quanto isso se tornou evidente nesse momento de crise global. Trata-se de uma dimensão da vida que não pode ser regida pelas dinâmicas sociais pautadas no acúmulo de renda e de privilégios”, defendem as autoras do estudo.

Para 72% das ouvidas, aumentou a necessidade de monitoramento e companhia. É o caso de quem possui demanda de cuidar de crianças, idosos ou pessoas com deficiência. O texto alerta que essa é uma dimensão do cuidado que muitas vezes fica inviabilizada por não se tratar de uma atividade específica, mas ocorre em paralelo às outras ocupações das mulheres, como o trabalho.

“Entre as ouvidas, 35% disseram serem as responsáveis exclusivas pelo trabalho de suas casas. A maioria diz que a divisão permaneceu a mesma ou foi reduzida. Para as mulheres, a sobreposição do cuidado, trabalho doméstico e atividade remunerada, bem como das preocupações associadas a esses, marca muito mais do que quem está trabalhando, mas se dedicando aos seus projetos”, disse Tica Moreno, socióloga da Sempreviva Organização Feminista.

Sustentação – A pesquisa revelou que para 40% das consultadas a pandemia colocou a sustentação da casa em risco, índice elevado para 63% no caso das mulheres em ambientes urbanos. Do universo pesquisado, 16% disseram estar em casa sem trabalho.

A percepção alcançou patamar maior entre as negras (55%), que também conformam 58% das desempregadas (contra 39% das brancas). Em consequência, esse é o segmento com maior percentual de pessoas trabalhando por conta própria.

“A redução do apoio externo para o cuidado é uma realidade para a maioria das mulheres, mas 42% disseram que já cuidavam de alguém e a maioria dessas mulheres são negras. Além da desigualdade entre a responsabilidade de homens e mulheres, também entre as mulheres a gente vê as diferenças marcadas pela renda e pela raça”, analisa Tica Moreno.

Sobrecarga – Entre as entrevistadas, 41% informaram ter continuado o trabalho durante a pandemia, com maior carga de tarefas. Entre brancas e negras, os percentuais foram, respectivamente, de 55% e 44%.

“Além disso, as relações entre trabalho e atividades domésticas se imbricaram ainda mais, e se antes pagar por serviços era a solução possível para algumas, a pandemia mostrou a intensificação do trabalho das mulheres”, analisam as autoras.

Violência – O estudo apontou que 8,4% das ouvidas manifestaram ter sofrido alguma forma de violência durante a pandemia. Entre as que estão na faixa de renda mais baixa, o índice sobe para 12%.

Entre as negras, as práticas violentas mais comuns são o ato de trancar em casa, bater ou espancar deixando marcas e quebrar coisas ou rasgar roupas. Já entre as brancas, as práticas mais citadas foram o controle sobre as atividades e comportamentos e a desqualificação sexual, sugerindo que procurariam outras mulheres.

A ampliação e intensificação da violência doméstica durante este período foi percebida por 91% das mulheres ouvidas. “Compreender a disparidade entre percepções gerais das mulheres e seus relatos sobre suas experiências exige compreender e dar visibilidade a uma dinâmica complexa de formas de violências que se reproduzem nas relações cotidianas e íntimas e cujo reconhecimento é ainda um desafio que se impõe às ações de enfrentamento à violência contra a mulher”, aponta o estudo.

Na avaliação das autoras, os resultados demonstram que “as dinâmicas de vida e trabalho das mulheres se contrapõem ao discurso de que ‘a economia não pode parar’, mobilizado para se opor às recomendações de isolamento social. Os trabalhos necessários para a sustentabilidade da vida não pararam – não podem parar. Pelo contrário, foram intensificados na pandemia”, ponderam

Metodologia – A pesquisa ouviu 2.614 mulheres em abril e maio. Os índices foram ajustados para aproximá-los de uma estimativa da composição da população brasileira.

Fonte: R7/Diário Digital

 

Ministro Fachin revoga liminar de Toffoli que dava a Aras acesso aos dados da Lava-Jato

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin revogou a decisão liminar concedida pelo presidente do STF, Dias Toffoli, durante o plantão judiciário e suspendeu a ordem concedida à Procuradoria-Geral da República para obter cópias dos bancos de dados das forças-tarefas da Lava-Jato. O assunto virou a principal frente de atrito entre a PGR e as forças-tarefas.

“Nesse cenário, constata-se que a negativa de acesso às bases de dados estruturadas e não estruturadas mantidas pelas forças-tarefas da denominada “Operação Lava Jato” no âmbito das Procuradorias da República dos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná, situação fática informada na presente reclamação, não se amolda, com o grau de precisão que o procedimento desta ação constitucional requer, à decisão proferida pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADPF n. 482, já que não se cuida, aqui, de providência relacionada à remoção de membros do Ministério Público.”, escreveu.

Em 9 de julho, Toffoli atendeu a um pedido da PGR, que relatou enfrentar “resistência ao compartilhamento” e à “supervisão de informações” por parte dos procuradores da República.

Na decisão de Toffoli, as forças-tarefa deveriam entregar “todas as bases da dados estruturados e não-estruturados utilizadas e obtidas em suas investigações, por meio de sua remessa atual, e para dados pretéritos e futuros, à Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise do gabinete do procurador-geral da República”.

Na decisão desta segunda-feira, Fachin também retirou o sigilo sobre a ação. O ministro do STF afirmou que o tipo de ação utilizada pela PGR não era cabível para tratar do compartilhamento de dados já que o recurso ao STF usou como base um julgamento do tribunal sobre deslocamentos de procuradores dentro do próprio MPF.

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A Feira do Peixe da Madrugada no Anel Viário com sujeira e fedor originou criadouro de urubus

A Feira do Peixe do Anel Viário, na área do antigo Portinho e ao lado do Mercado do Peixe, vem se constituindo como um novo cartão postal para a cidade de São Luís, com o integral apoio das autoridades. Para incrementar uma melhor visibilidade do local, com comida farta todos os dias, os urubus decidiram na área de mangue bem próxima do verdadeiro restaurante popular que têm a disposição, instalar um grande criadouro, daí a movimentação diária com grande concentração deles.

Os urubus no local aumentam bastante decorrente de que a Feira do Peixe da Madrugada funciona até às sete horas, e como não há uma limpeza geral no local, logo os urubus transformam a área em território próprio, tratando de se alimentarem e levarem para os filhotes.  Os usuários de transportes coletivos com uma parada bem próxima, não toleram o enorme fedor por falta de limpeza, que também se estende ao Mercado do Peixe e a alguns restaurantes das proximidades, o que já levou os proprietários de alguns mudarem de local.

Infelizmente, as autoridades a quem cabem a responsabilidade de fiscalizar e determinar a limpeza e adotar outros procedimentos corretos para a comercialização do pescado, não se mostram dispostas a zelar pela saúde pública e colocam em suspeição a venda dos produtos da Feira da Madrugada, inclusive com muitos deles, bem próximo de sarjetas e esgoto correndo a céu aberto, já mostrado várias vezes por emissoras de televisão local. A impressão que fica é que os gestores públicos queiram fazer de urubus atração turística, uma vez que o local é próximo do Reviver.

 

 

 

Abuso de autoridade na igreja. Problemas e desafios da vida religiosa feminina

“Uma questão que ainda não recebeu atenção suficiente é o abuso dentro das congregações femininas. Na maioria das vezes, assume a forma de violência sexual e não diz respeito a menores; no entanto, isso não significa que seja menos importante, e tem consequências relevantes. Da experiência pastoral e das conversas sobre o assunto, trata-se principalmente de abusos de poder e consciência”, afirma o artigo de Giovanni Cucci, publicado por Civiltà Cattolica, Quaderno 4083-4084, p. 218 – 226, 01-08-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

Um tema quase inexplorado

A Igreja tem tratado repetidamente dos temas dos abusos, também nos tempos recentes, tanto em termos de reflexão quanto em providências e protocolos operacionais [1]. No entanto, a relevância do tema dirigiu-se principalmente contra os abusos sexuais e psicológicos de menores por parte de ministros da Igreja, especialmente de presbíteros. Estes são, sem dúvida, aspectos predominantes, mas certamente não exaustivos.

Uma questão que ainda não recebeu atenção suficiente é o abuso dentro das congregações femininas. Na maioria das vezes, assume a forma de violência sexual e não diz respeito a menores; no entanto, isso não significa que seja menos importante, e tem consequências relevantes. Da experiência pastoral e das conversas sobre o assunto, trata-se principalmente de abusos de poder e consciência.

O fascínio do poder nas congregações femininas

O vento de renovação gerado pelo Concílio Vaticano II e pelo magistério subsequente não foi vivido da mesma maneira nas várias congregações religiosas. Alguns deram origem a uma difícil, mas eficaz obra de atualização e reforma; outras, por outro lado, não foram bem-sucedidos nesse objetivo, seja por falta de forças ou por estarem convencidas de que as práticas até agora praticadas ainda pudessem constituir a modalidade ideal de governo. Infelizmente, a história ensina que, sem esse esforço de confronto e busca de novos caminhos, corre-se o risco de perder o frescor do carisma, iniciando um declínio lento, mas irrefreável.

Também se deve acrescentar que as dinâmicas da vida religiosa feminina se mostram muito diferentes daquela masculina em vários aspectos. Os estudos e as muitas possibilidades pastorais daqueles que receberam as Ordens permitem que os religiosos homens vivam a vida fraterna e os votos religiosos com maior abertura e autonomia.

Além disso, a resposta vocacional e o entusiasmo que uma jovem percebe no início de seu caminho nem sempre permitem avaliar com precisão a diferença entre os vários institutos religiosos; o impulso para frente e uma certa inconsciência típica daqueles que estão no início do caminho às vezes são tristemente soldados com a habilidade de algumas superioras, capazes de identificar almas generosas, mas também vulneráveis às manipulações. Lentamente, a fidelidade ao carisma torna-se fidelidade aos gostos e preferências de uma pessoa em particular, que decide arbitrariamente quem possa ou não usufruir das possibilidades de formação ou de estudo, consideradas uma forma de premiação concedida aos mais fiéis e dóceis, em detrimento de quem expressa um pensamento diferente. Disso decorem formas de chantagem para obter uma gestão do poder sem limites.

Infelizmente, são situações conhecidas e generalizadas, a ponto de terem sido mencionadas publicamente em um dicastério papal. Em entrevista concedida à revista Donne Chiesa Mondo, o card. João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, expressou-se com clareza: “Tivemos casos, felizmente não muitos, de superioras gerais que, uma vez eleitas, não saíram mais de seu cargo. Contornaram todas as regras. Uma até quis mudar as constituições para permanecer superiora geral até a morte. E nas comunidades há religiosas que tendem a obedecer cegamente, sem dizer o que pensam. Muitas vezes existe o medo, no caso das mulheres é ainda mais evidente, o medo da superiora. Na verdadeira obediência, pelo contrário, é necessário dizer o que o Senhor sugere interiormente, com coragem e verdade, para oferecer ao superior mais luz para decidir” [2].

A situação de algumas comunidades religiosas

Dá o que pensar o fato de que, no contexto cultural atual, onde a autoridade parece impopular e uma fonte de estresse (a ponto de vários superiores maiores de congregações masculinas estarem pedindo uma rotação antes do tempo), em alguns institutos femininos se nota, ao contrário, a tendência oposta, de estender o mandato recebido a todo custo. Em uma congregação (atualmente sob intervenção), a mesma religiosa foi conselheira geral por 12 anos, depois superiora geral por 18 anos e conseguiu ser eleita vigária geral novamente, “pilotando” o capítulo, a fim de continuar a governar de fato nos anos seguintes.

Tal situação levanta a questão de saber se o governo pode ser considerado uma forma de garantia de privilégios negados a outros membros, como, por exemplo, no caso em questão, confiar às comunidades os familiares e parentes, que são hospedados e tratados gratuitamente, repassando o trabalho a religiosas enfermeiras, que certamente não estão em condição de agir de outra forma. Em alguns casos, os familiares também foram enterrados no túmulo da congregação. As jovens religiosas, principalmente estrangeiras, assim registram a mensagem de que o poder é um atalho que facilita favores também para os familiares e que o imperativo de “deixar o pai e a mãe” diz respeito apenas a elas.

Em outro instituto, a superiora, sem consultar ninguém, levou sua mãe para a comunidade de irmãs até sua morte, permitindo-lhe também compartilhar os espaços comunitários por cerca de vinte anos. Todo verão, deixava a comunidade para levar a mãe de férias.

Ser superiora parece garantir outros privilégios exclusivos, como usufruir dos melhores cuidados médicos, enquanto quem é uma simples freira não pode nem ir ao oftalmologista ou ao dentista, porque “é preciso economizar”. Infelizmente, os exemplos dizem respeito a todos os aspectos da vida cotidiana: da roupa à possibilidade de tirar férias, ter um dia de descanso ou, mais simplesmente, de poder sair para um passeio, tudo deve passar pela decisão (ou capricho) da mesma pessoa. Se uma peça de roupa mais quente for solicitada, é preciso aguardar a deliberação do Conselho, ou a solicitação será recusada “por razões de pobreza”. No final, algumas freiras acabam pedindo ajuda a seus familiares. Portanto, fica ainda mais triste para elas saber que o guarda-roupa da superiora está cheio de roupas compradas sem consultar ninguém com o dinheiro da comunidade, enquanto outras mal possuem uma troca de roupa [3].

Estes são exemplos que podem parecer desconcertantes e difíceis de acreditar para aqueles que vivem em congregações masculinas, e diante das quais podemos nos limitar a sorrir. Infelizmente, para algumas freiras, essa é a realidade cotidiana: uma realidade que, na maioria das vezes, não conseguem contar a ninguém, porque não sabem quem procurar ou por medo de retaliação.

Até a gestão patrimonial de um Instituto como propriedade pessoal é outro ponto doloroso de algumas congregações femininas, onde a cumplicidade entre a superiora geral e a tesoureira (também, de fato, vitalícia, apesar dos limites de idade) acaba permitindo o controle completo dos bens.

Como no conto La roba de Giovanni Verga, tudo acaba se concentrando nas mãos de uma só pessoa (que faz da Congregação uma gestão familiar, contratando pessoas sem competência, mas com as quais tem laços de parentesco), apesar das prescrições do direito canônico. e as regras do próprio Instituto: como a superiora geral é a instância suprema, ninguém pode verificar a gravidade da situação. Em detrimento de quem vier depois, principalmente das irmãs mais novas.

Uma mensagem eloquente

Que ideia de vida religiosa é comunicada por esses casos? Evidentemente que governar é sinônimo de privilégio, em detrimento dos mais fracos. Esses mesmos institutos não têm mais vocações na Itália há mais de 50 anos. Será uma coincidência?

Obviamente, as vocações estão em declínio, mas por que outras terras e outras comunidades experimentam uma continuidade também nesse aspecto?

De qualquer forma, a falta de vocações parece não ter colocado nenhuma questão a esse respeito, nem levantou a necessidade de dar vida a uma pastoral vocacional atualizada, valorizando ao máximo os carismas das irmãs mais capazes. Ao contrário das orientações expressas pela Igreja há muitos anos, continua-se a praticar o costume de importar vocações de outros países, empregando as jovens como “tapa-buracos“, em vez de lhes garantir uma melhor formação [4]. As recém-chegadas geralmente não têm possibilidade de se defender, tanto pela dificuldade da língua quanto pela absoluta incapacidade de se orientar para fora da casa religiosa da qual geralmente não podem sair e que, ao invés de ser uma comunidade, acaba sendo vivida como uma prisão.

O card. João Braz de Aviz também lembra casos de abuso sexual sofridos pelas noviças por parte das formadoras; uma situação mais rara do que nas congregações masculinas, mas talvez, precisamente por esse motivo, ainda mais grave e dolorosa. E ele também espera nesse campo a coragem de esclarecer e tutelar os mais fracos como uma missão própria da Igreja [5].

O drama de quem sai da Congregação

O que foi exposto acima, embora de forma anônima, é infelizmente a dolorosa realidade cotidiana de algumas religiosas. Uma situação que também havia sido reconhecida com clareza no magistério. O documento Para vinho novo, odres novos, fazendo um balanço da situação da vida religiosa pós-conciliar, não deixa de apontar situações problemáticas devidas à falta de confiança e dependência em tudo: “Quem exerce o poder não deve incentivar atitudes infantis que possam induzir a comportamentos responsáveis […]. Infelizmente, deve-se reconhecer que tais situações são mais frequentes do que se pode se aceitar e são mais evidentes nos institutos femininos. Essa é uma das razões que parece motivar numerosos abandonos. Para alguns, são a única resposta para situações que se tornaram insuportáveis” [6].

Mas também o tempo do abandono da vida religiosa, já difícil e doloroso em si, traz consigo mais sofrimentos, principalmente desconhecidos para quem pertence a congregações masculinas. O card. de Aviz mencionou a trágica condição em que essas religiosas acabam se encontrando: em muitos casos não receberam nenhuma ajuda, ao contrário, tentaram de todas as formas impedir que encontrassem uma acomodação [7].

O problema tornou-se tão grave que o Papa Francisco decidiu construir uma casa para aquelas que, principalmente as estrangeiras, não têm para onde ir. – Fui – disse o cardeal – visitar essas ex-freiras. Encontrei um mundo de feridas ali, mas também de esperança. Há casos muito difíceis em que os superiores seguraram os documentos de freiras que desejavam deixar o convento ou que foram mandadas embora. Essas pessoas entraram no convento como freiras e se encontram nessas condições. Também houve alguns casos de prostituição para poder se sustentar. Elas são ex-freiras! As irmãs escalabrinianas assumiram o cuidado desse pequeno grupo. Mas alguns casos são realmente difíceis, porque estamos diante de pessoas feridas com as quais se deve reconstruir a confiança. Devemos mudar a atitude de rejeição, a tentação de ignorar essas pessoas, de dizer “não é mais nosso problema”. E depois, muitas vezes essas ex-freiras não são acompanhadas de forma alguma, não é dita uma palavra para ajudá-las … tudo isso deve absolutamente mudar” [8].

Algumas freiras permanecem em seu Instituto apenas porque não veem outra possibilidade de viver de maneira diferente, não conhecem a cidade, o idioma, não conseguiram nenhum título de estudo. Uma situação de chantagem psicológica que desperta grande tristeza. Outras, por outro lado, apesar de terem deixado a Congregação, não deixaram de lado o desejo de se consagrar ao Senhor, mas buscam uma modalidade que possa respeitar a sua dignidade.

É impressionante como algumas formas de consagração que permitem um maior espaço de liberdade a quem pertence a elas, como a Ordo Virginum, registrem um número crescente de adesões. Em vários casos, trata-se de ex-religiosas que deixaram sua Ordem muitas vezes pelas razões mencionadas acima. Elas buscam uma autonomia e uma coerência de vida que não sejam incompatíveis com a consagração (poder sair,

Governo do Estado abandona obras de alargamento da avenida Jerônimo de Albuquerque no Angelim

O Governo do Estado, simplesmente decidiu abandonar as obras de alargamento da avenida Jerônimo de Albuquerque entre o viaduto da cohab e a entrada do bairro do Bequimão. As obras foram até o prédio de apartamentos do Angelim, e muito material foi abandonado na pista a ser construída, se constituindo em sério risco para acidentes e com as chuvas, o perigo será bem maior.

O pior de tudo é que no trecho em que os serviços foram paralisados, o fluxo do trânsito ficou bastante prejudicado com constantes engarrafamentos, afetando bastante os transportes coletivos e naturalmente os milhares de passageiros que se locomovem nos ônibus superlotados, em que a maioria dos usuários, diante do forte calor acaba por baixar as mascaras para o pescoço,

Os moradores do conjunto residencial Angelim se mostram bastante indignados, uma vez que foram seriamente afetados no direito de ir e vir para os seus apartamentos, levando-se em conta interdições e dificuldades acesso aos portões de entrada e saída do conjunto.

A Secretaria de Estado da Infraestrutura ainda não se manifestou sobre o abandono das obras, o que com certeza vai causar mais transtornos e prejuízos para a população, e de uma maneira mais acentuada para os usuários de transportes coletivos, o que se enquadra perfeitamente dentro das observações da população, que quando se trata de prejudicar os pobres, o poder tudo pode.

Edivaldo Holanda Jr abandonou o prédio da Seplan municipal no centro histórico que pegou fogo

Por inúmeras vezes o prefeito Edivaldo Holanda Junior prometeu publicamente que o prédio, onde foi a Secretaria Municipal de Planejamento e que pegou fogo, seria totalmente recuperado, mas tudo não passou de mais um das suas inúmeras promessas, que acabam gerando revolta e indignação na população. Existem informações de que o prédio seria da prefeitura de São Luís, mas também é registrado que o imóvel é particular e permanece alugado.

A verdade é que se trata de um prédio localizado na rua do Sol, com uma distância máxima de 200 metros da praça João Lisboa, local em que a prefeitura executa obras de recuperação do logradouro. Atribuir dificuldades financeiras para recuperar o prédio não é justificativa, uma vez que ele é uma séria referência da inoperância e dos descasos que marcaram os dois períodos da administração do prefeito Edivaldo Holanda Júnior.

O que restou do incêndio no prédio foram as paredes externas, uma vez que as demais internas e o telhado foram totalmente destruídos pelo fogo e posteriormente sepultadas pelas chuvas. Elas estão escoradas por peças de madeiras, mas não devem resistir por muito tempo, além de que não houve a recuperação, foi por simples incompetência da administração municipal e total desrespeito ao acervo público que deram reconhecimento a São Luís ser patrimônio mundial da humanidade.

 

Governo recebe 10 mil denúncias de fraudes no auxílio emergencial

O governo federal acumula 10 mil denúncias de cidadãos sobre possíveis fraudes no auxílio emergencial em dois meses, informou a revista Época.

Segundo dados do Painel Fala.Br, mantido pela CGU (Controladoria-Geral da União), foram recebidos 73 mil tipos de manifestações que, além de denúncias, incluem 26 mil reclamações, 18 mil solicitações, 15 mil comunicações e duas mil sugestões feitas entre 22 de maio e 24 de julho.

A maioria das participações, de acordo com a publicação, foi encaminhada ao Ministério da Cidadania, responsável pelo benefício de R$ 600 pagos a trabalhadores informais afetados financeiramente pela pandemia de coronavírus.

O Fala.Br registrou outros tipos de manifestações, incluindo 1,6 mil denúncias contra empresas, 1,4 mil reclamações sobre hospitais, 524 denúncias contra prefeituras, 219 denúncias sobre descumprimento do isolamento social e 16 denúncias sobre cultos em funcionamento, entre outros chamados.

“Alguns (governadores), estão defendendo auxílio emergencial indefinido. Esses mesmos que quebraram os estados deles, esse mesmo governador esta defendendo o emergencial de forma permanente, só que por mês são R$ 50 bilhões. Vão arrebentar com a economia do Brasil”, disse o presidente.

Indagado se seria algum governador específico, Bolsonaro respondeu: “Você sabe de quem eu estou falando”.

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Governo do Maranhão afronta a lei e o CRM com médicos cubanos sem registro profissional

O médico Abdon Murad, presidente do Conselho Regional de Medicina vem cobrando do secretário Carlos Lula, da Saúde do Estado, a imediata retirada de médicos cubanos, que estão atuando ilegalmente nas UPA’s da capital e do interior e até no hospital Carlos Macieira. Os cubanos não têm seus diplomas revalidados no Brasil e nem registro no Conselho Regional da Medicina, o que demonstra que estão exercendo a medicina ilegalmente e infelizmente com o respaldo do Governo do Estado, que se contrapõe aos princípios emanados da lei, destaca o CRM.

O governador Flavio Dino tentou atropelar o Conselho Regional de Medicina, quando ingressou na Justiça Federal com uma ação com pedido de liminar, para que médicos formados no exterior e sem revalidação do diploma obtivessem registro profissional para o exercício profissional. A Justiça Federal indeferiu ação, mas mesmo assim o governo já colocou médicos cubanos na capital e no interior do estado.

O presidente do Conselho Regional de Medicina voltou a solicitar providências ao secretário Carlos Lula, da Saúde do Estado, observando que a contratação de médicos sem revalida é ilegal e uma afronta aos princípios emanados da lei, que para quem já foi juiz e quem é advogado sabe perfeitamente que se trata de um desrespeito a lei.  Caso não haja uma reparação imediata para a correção da ilegalidade pelo Governo do Estado, o presidente do CRM do Maranhão, Abdon Murad em consonância com o Conselho Federal de Medicina ingressarão com ação para a reparação pela Justiça Federal, de uma verdadeira afronta que está sendo praticada no Maranhão.

Para o secretário Carlos Lula, atualmente dirigente do Conselho de Secretários de Saúde Estaduais do Brasil, um fato de tal natureza gera desconforto e afeta a própria credibilidade do dirigente, principalmente quando se tenta impor pessoas não habilitadas para o exercício profissional da medicina.

 

O Maranhão é o Estado com mais pedidos ao Ministério da Saúde para Centros de Atendimentos ao Covid-19

O Ministério da Saúde credenciou 807 Centros de Atendimento de mais de 760 municípios brasileiros para o combate à pandemia da Covid-19. Esses centros vão servir para identificar, precocemente, casos do novo coronavírus e atender pessoas com síndrome gripal.

Os Centros de Atendimento vão prestar auxílio ao Sistema Único de Saúde (SUS). Nesses locais será possível identificar e tratar casos com sintomas leves de coronavírus. A expectativa é de que os centros ajudem a desafogar a demanda pelas unidades de saúde da Atenção Primária e, assim, esses locais voltem à rotina habitual, com serviços voltados para a saúde da criança, consultas de pré-natal e acompanhamentos de doentes crônicos, como diabéticos e hipertensos, por exemplo.

Além disso, essas unidades podem reduzir a ida de pessoas com sintomas leves aos serviços de urgências ou hospitais. O município de Manga, em Minas Gerais, já está se preparando para iniciar o atendimento à população no Centro de Atendimento a partir da próxima semana. A unidade adaptada fica no bairro JK, no centro da cidade.

O centro vai concentrar todos os testes para diagnóstico da Covid-19 no município e vai atender todos os pacientes com sintomas da doença, afirma a secretária de Saúde de Manga, Paula Beatriz de Almeida. Segundo ela, isso vai permitir que as outras unidades de saúde tenham mais estrutura para retomar o atendimento de rotina.

“Vamos voltar o atendimento da atenção básica para a proposta inicial de atendimento ao hipertenso, ao diabético que, hoje, não é que teve que ser interrompido, mas houve a necessidade de um olhar diferenciado para a questão do coronavírus”, justifica.

Adesão

De acordo com o Ministério da Saúde, qualquer município brasileiro pode implantar um Centro de Atendimento. Para isso, basta solicitar credenciamento junto ao órgão. A solicitação passa por análise técnica e orçamentária e deve ser feita pela página e-Gestor AB.

Dos mais de 5 mil municípios do país, 767 já aderiram à iniciativa. Por meio de uma portaria, o Governo Federal liberou mais de R$ 250 milhões para que os gestores dessas cidades deem o pontapé inicial na instalação das unidades. Os municípios são livres para criar um espaço específico para o Centro de Atendimento ou aproveitar estruturas já disponíveis na rede de saúde local, como unidades de saúde, unidades mistas, policlínicas e centros especializados. Os centros devem ter consultório e salas de acolhimento, isolamento e coleta, além de funcionar 40 horas por semana. A equipe que atende no local tem que ser composta por médico, enfermeiro e técnico ou auxiliar de enfermagem.

Preocupada com o avanço da Covid-19 no município de Sarandi (PR), a secretária de Saúde local, Aparecida Rodrigues Schwarz, comemorou o credenciamento do Centro de Atendimento junto Ministério da Saúde. A unidade já estava em funcionamento e, com o cadastro junto ao órgão, mais recursos vão chegar para reforçar a equipe de profissionais.

“Para nós a portaria foi uma novidade, porque desde que começou a pandemia, estamos lutando com todas as forças, cortando recursos de outros setores para socorrer a área do Covid. Com essa solução conseguiremos dar uma respirada, porque vamos ter fôlego para contratar mais médicos pois, os que temos, são a conta do atendimento normal do dia-a-dia”, destaca.

Segundo a secretária, o Centro de Atendimento, localizado no Jardim Independência, zona norte da cidade, recebe qualquer pessoa que esteja com sintoma característico do novo coronavírus, como febre, tosse e dificuldade para respirar. “Estamos testando todas as pessoas com sintomas ou que já tiveram algum caso de pessoas próximas contaminadas pelo vírus”, explica.

Nordeste puxa a fila

A Região Nordeste responde por mais de 60% dos municípios que foram contemplados com recursos para os Centros de Atendimento. Ao todo, são 469 cidades. O Maranhão é o campeão nacional na intenção de implantar as unidades. São 99, até aqui. Em seguida vem outro estado nordestino, a Bahia, com 91 municípios.

Em terceiro lugar entre os estados está Minas Gerais, que tem 81 municípios cadastrados. Na classificação por região, a segunda é a Sudeste (140). Depois vêm o Sul (81), o Norte (48) e o Centro-Oeste (29). Há casos, por exemplo, em que há baixa intenção, até o momento, de criação de centros de atendimento. É o caso de Roraima, onde apenas o município de Amajari se cadastrou.

Tipos de Centro de Atendimento

De acordo com a portaria regulatória, os Centros de Atendimento da Covid-19 podem ser de três tipos: 1, para municípios de até 70 mil habitantes; 2, para municípios que têm entre 70 mil e 300 mil moradores; e 3, para municípios com mais de 300 mil habitantes.

Mais de 90% dos municípios que receberam recursos da portaria têm Centro de Atendimento do tipo 1. São 710, ao todo. Do tipo 2, são 51. Poucos são aqueles do tipo 3: seis. A classificação de cada um dos municípios e do Distrito Federal lhes dá direito a valores específicos que o governo vai repassar todos os meses, de junho até setembro, segundo a portaria. No entanto, o texto é claro ao afirmar que o prazo pode ser estendido a depender da situação epidemiológica do coronavírus no país.

Brasil 61

Maranhão tem sinal para segunda onda do covid-19. O alerta está no boletim da Infogripe-Fiocruz

Produzido pela Fiocruz, o Boletim InfoGripe traz a partir desta semana as estimativas de casos recentes para todas as capitais, além de dados por regiões e estados. A análise, referente à Semana Epidemiológica 30 (de 19 a 25 de julho), indica estabilização no número de novos casos semanais de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país, após a retomada do crescimento observado em junho. Os valores semanais, no entanto, ainda encontram-se muito acima do nível de casos considerado muito alto. O estudo tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-gripe) até 28 de julho.

É importante ressaltar que os dados de SRAG estão associados à Covid-19. Entre as ocorrências com resultado positivo para os vírus respiratórios, 96,7% dos casos e 99,1% dos óbitos ocorreram por novo coronavirus.

Segundo o Boletim, dos estados com tendência de retomada do crescimento no número de novos casos semanais após período de queda, com possível “segunda onda”, Amapá, Rio de Janeiro e Maranhão mantiveram o sinal de crescimento, sendo observada maior intensidade nos dois primeiros. Esses três estados também mostram sinais de retomada de crescimento em suas capitais – Macapá, Rio de Janeiro e São Luís.

“Já Fortaleza apresenta sinal de estabilização, com sinal fraco de possível retomada do crescimento. Por outro lado, o sinal de possível início de queda em Rondônia e em sua capital, Porto Velho, não se confirmou, sendo mantido sinal de crescimento lento. Como sinalizado nos boletins anteriores, a situação nas regiões e estados do país é bastante heterogênea. Portanto, o dado nacional não é um bom indicador para definição de ações locais”, informou o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.

Marcelo Gomes alerta que, em nível nacional, o cenário atual sugere que os casos notificados de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), independentemente de presença de febre, mostram tendência de crescimento, com ocorrência de casos semanais muito alta. Foram reportados um total de 316.984 casos este ano, sendo 161.927 (51,1%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 91.163 (28,8%) negativos e cerca de 42.179 (13,3%) aguardando resultado laboratorial. Levando em conta a oportunidade de digitação, estima-se que já ocorreram 356.149 casos de SRAG, podendo variar entre 342.547 e 375.218 até o término da semana 30. Entre os positivos, 0,7% foram de influenza A, 0,3% influenza B, 0,6% vírus sincicial respiratório (VSR) e 96,9% Sars-CoV-2 (Covid-19).

Fonte: Fiocruz