Denúncias graves da Vaza Toga 2 expõem força-tarefa secreta com supostos abusos do STF e TSE

Em 4 de agosto de 2025, a apresentação da Vaza Toga 2 no Senado transformou a Casa em palco de um embate sem precedentes sobre os limites do poder do Judiciário brasileiro. Documentos, áudios e mensagens vazados, atribuídos a jornalistas como Michael Shellenberger, David Ágape e Eli Vieira, reacenderam o debate sobre supostos abusos cometidos no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), especialmente sob a condução do ministro Alexandre de Moraes.

O material, comparado por analistas à Vaza Jato de 2019, indica a possível criação de uma força-tarefa secreta dentro do Judiciário para monitorar redes sociais, utilizar dados biométricos e produzir relatórios informais de inteligência. Essas informações teriam fundamentado prisões e bloqueios de contas bancárias, muitas vezes sem provas concretas ou direito ao contraditório. A oposição afirma que houve violação explícita da Constituição; aliados do governo acusam adversários políticos de tentar enfraquecer as instituições e blindar Jair Bolsonaro.

As denúncias citam nomes e funções de integrantes desse núcleo paralelo. No centro da coordenação estaria Cristina Yukiko Kusahara, chefe de gabinete de Moraes no STF, que administrava um grupo de WhatsApp usado para repassar ordens e instruções operacionais. No TSE, Eduardo Tagliaferro, então chefe da Unidade Especial de Combate à Desinformação, seria responsável por elaborar as chamadas “certidões”, documentos sem valor jurídico formal, mas que serviam como base para manter presos do 8 de janeiro sem provas materiais. O juiz auxiliar Marco Antônio Martins Vargas, também do TSE, teria dado aparência legal a essas ações. Já Airton Vieira, juiz e assessor judicial no STF, atuava nas audiências de custódia e ajudava a formatar relatórios para aparentar legalidade.

Além do núcleo interno, as denúncias apontam “parceiros externos” não oficiais. Entre eles, a Agência Lupa, que teria coletado informações em redes sociais e grupos privados; a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que teria fornecido suporte técnico para análise e cruzamento de dados; e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que teria colaborado academicamente na classificação e monitoramento de alvos. Essas ações incluiriam infiltração em grupos de WhatsApp e Telegram sem mandado judicial, envio de informações para e-mails pessoais de autoridades e uso de critérios ideológicos para determinar prisões preventivas.

O caso ganhou fôlego em duas frentes no Congresso. Na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, senadores denunciaram perseguição ideológica em decisões do STF, citando o caso do coronel Jorge Eduardo Naime, que pede a anulação de seu processo alegando manipulação de provas. Na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, o depoimento de Mike Benz, ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA, inflamou o debate ao acusar a USAID de financiar ações de censura digital durante as eleições de 2022. A oposição e a base governista se dividiram imediatamente: de um lado, o discurso de “conspiração internacional” contra Bolsonaro; do outro, a defesa de que as medidas visavam conter ameaças golpistas.

A tensão chegou ao plenário. Deputados e senadores aliados do ex-presidente obstruíram votações exigindo o impeachment de Moraes, a anistia dos condenados pelo 8 de janeiro e o fim do foro privilegiado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, rejeitou abrir processo contra o ministro, afirmando que “nem com 81 assinaturas” o faria, mas prometeu pautar a anistia. A prisão domiciliar de Bolsonaro, decretada dias, antes acendeu protestos nas ruas e inflamou discursos no Congresso.

No meio jurídico, a Ordem dos Advogados do Brasil pediu “pacificação”, mas foi acusada por oposicionistas de omissão. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, classificou as denúncias como “tempestades fictícias”. Moraes declarou que todos os procedimentos foram documentados e enviados à Procuradoria-Geral da República (PGR). A PGR e o Conselho Nacional de Justiça arquivaram representações contra o ministro por falta de indícios de ilegalidade. A Polícia Federal, por sua vez, indiciou Eduardo Tagliaferro por violação de sigilo funcional, sem conexão direta com Moraes.

Para parlamentares como Rogério Marinho e Sóstenes Cavalcante, o caso expõe um “direito penal do inimigo”, no qual o próprio relator acumula funções de investigador, acusador e juiz, ferindo o princípio da separação dos poderes e o devido processo legal. Entre os exemplos citados estão a prisão de uma idosa de 74 anos acusada de “se esconder” e a detenção de um homem por publicações feitas nas redes sociais em 2018. Juristas como Ives Gandra Martins e Luiz Fernando Casagrande Pereira apontam excesso de protagonismo judicial e falhas no contraditório. Articulistas como J. R. Guzzo e Malu Gaspar afirmam que o STF vive sob uma “juristocracia” marcada por decisões de ocasião. Os documentos vazados, somando mais de seis gigabytes, indicam ausência de cadeia de custódia, uso de provas frágeis e centralização de poder em um único ministro. Há ainda menções à Lei Magnitsky, que poderia embasar sanções internacionais por supostas violações de direitos humanos.

As “certidões” do 8 de janeiro são apontadas como o exemplo mais contundente da prática denunciada. Criadas pela força-tarefa, não tinham valor jurídico formal, não eram apresentadas às defesas e não faziam parte dos autos, mas serviam para manter manifestantes presos por meses ou anos. Entre os critérios estariam críticas ao STF, apoio a Bolsonaro, uso de roupas verde-amarelas, curtidas em publicações sobre urnas eletrônicas, participação em grupos do Telegram e até o compartilhamento de memes.

Sem investigação independente, o caso foi capturado pelo jogo político, cada lado moldando-o para reforçar sua narrativa. O risco institucional é claro: obstruções paralisam o Legislativo e a confiança no Judiciário se deteriora. A Vaza Toga 2 não é apenas um escândalo sobre provas frágeis e vigilância política, mas um alerta sobre o estado da democracia brasileira, cada vez mais refém da disputa pelo controle da narrativa.

Carlos Arouck

Policial federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.

 

As 5 denúncias da embaixada americana contra Alexandre de Moraes e o silêncio do magistrado

A Embaixada dos Estados Unidos passou a utilizar as redes sociais para denunciar o ministro Alexandre de Moraes. Foram pelo menos 5 denúncias diretas ao magistrado.

O site poder 360 fez um breve relato desses casos. Confira:

“Defesa de Bolsonaro

Logo após o anúncio da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, a embaixada divulgou nota endossando o discurso de Donald Trump em defesa de Bolsonaro: ‘A perseguição política contra ele, sua família e seus apoiadores é vergonhosa’. Depois, o órgão traduziu post de Darren Beattie, subsecretário de Trump, sobre uma carta em que o presidente dos EUA condena as ações contra Bolsonaro.

‘Caça às bruxas’

Em 18 de julho, quando Alexandre Moraes e outros ministros do Supremo Tribunal Federal tiveram os vistos americanos revogados, o perfil da embaixada republicou mensagem do secretário de Estado, Marco Rubio, em que afirma ter sido motivado pelo que as autoridades daquele país classificaram como ‘política de caça às bruxas’ do magistrado, que ‘criou um complexo de perseguição e censura’.

‘Perseguição e censura’

A embaixada voltou a traduzir e respostar mensagem de Darren Beattie no dia 24 de julho, quando o subsecretário de Trump publicou que Moraes seria o ‘coração pulsante do complexo de perseguição e censura’ contra Jair Bolsonaro. Ele afirmou ainda que o governo dos EUA estava ‘prestando atenção e agindo’. Beattie atua em um órgão que equivale ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

‘Que isso sirva de alerta’

Seis dias depois, quando os Estados Unidos anunciaram a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes, o perfil da embaixada traduziu uma mensagem de Marco Rubio afirmando que o ministro teria cometido ‘graves violações’ de direitos humanos.

‘Que isso sirva de alerta a todos que atropelam os direitos fundamentais de seus compatriotas: togas não oferecem proteção contra a justiça’, escreveu.

Ameaça

Na última quinta-feira, o perfil oficial do órgão divulgou um novo post de Darren Beattie no qual chama Moraes de ‘principal arquiteto da censura e perseguição contra Bolsonaro e seus apoiadores’. Em outro trecho ameaça ‘aliados’ do ministro do STF. ‘Os aliados de Moraes no Judiciário e em outras esferas estão avisados para não apoiar nem facilitar sua conduta’, diz a publicação.”

Moraes mantém silêncio.

Jornal da Cidade Online

 

STF decide que Ministério Público pode interferir em entidades desportivas, como a CBF e federações estaduais

O Plenário do Supremo Tribunal Federal formou maioria para decidir que o Ministério Público tem legitimidade para intervir em assuntos de entidades desportivas em casos de ofensas a direitos. O julgamento está marcado para terminar às 23h59 desta sexta-feira (8/8). Na mesma ação, discutia-se a permanência de Ednaldo Rodrigues na presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas esse pedido foi arquivado, pois o ex-presidente da entidade foi afastado do cargo e desistiu do recurso.

STF decidiu que MP pode interferir em questões de direito de entidades desportivas

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) moveu a ação no STF para questionar intervenções judiciais e do MP em entidades desportivas. O embate começou com um termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado entre o MP e a CBF em 2022 para encerrar discussões sobre alterações estatutárias promovidas pela entidade desportiva. O acordo permitiu a eleição de Ednaldo. Em dezembro de 2023, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou o TAC e destituiu Ednaldo da presidência da CBF.

No mês seguinte, o PCdoB alegou que a anulação do TAC contrariava o artigo a autonomia dessas associações, garantida pela Constituição, e violava as prerrogativas do MP. Poucos dias depois, Gilmar suspendeu a decisão do TJ-RJ e Ednaldo pôde reassumir o cargo. No último mês de maio, o TJ-RJ afastou Ednaldo da presidência da CBF, devido a indícios de irregularidades no acordo feito entre a entidade e dirigentes da Federação Mineira de Futebol (FMF) pelo fim dos questionamentos sobre a assembleia geral eleitoral de 2022. Pouco depois, Ednaldo desistiu de seu pedido no STF por meio do qual tentava voltar ao cargo, mas a discussão sobre o mérito da ação permaneceu.

Voto do relator

O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, entendeu que o MP tem legitimidade para atuar em assuntos referentes às entidades desportivas em caso de ofensa a direitos, mas que o Estado e o Judiciário não podem intervir em questões internas dessas associações. Ele foi acompanhado até o momento pelos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Para Gilmar, o MP tem legitimidade para atuar em assuntos ligados às entidades desportivas e à prática de esporte quando houver ofensa a direitos difusos, coletivos ou individuais homogêneos, e também quando entender necessária a proteção do patrimônio público social e cultural brasileiro.

Ele ainda propôs que não é possível a atuação estatal, incluído o Judiciário, em questões meramente internas das entidades desportivas, especialmente no que diz respeito à autogestão dessas associações. Na visão do relator, a intervenção judicial deve se restringir às hipóteses em que leis desportivas contrariam a Constituição e a atuação estatal só pode acontecer em caso de investigação de ilícitos penais e administrativos relacionados às entidades.

“A legitimidade do Ministério Público para atuar em assuntos referentes às entidades desportivas e à prática do desporto se mostra salutar com ainda maior intensidade no que se refere à esfera extrajudicial, tendo em vista que as medidas dessa natureza, em especial a celebração de TACs, tendem a privilegiar a consensualidade”, afirmou.

Fonte: CONJUR

Empresa da família do ministro Luís Barroso teria filiais em paraísos fiscais

Telube investe onde há isenção de impostos e falta transparência pública comuns a países democráticos. Varanda no prédio em que a empresa da família do ministro Barroso tem apartamento em Miami. A empresa de familiares do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, que registrou um apartamento avaliado em cerca de R$ 27 milhões em Miami voltou à pauta de debates, após a identificação de supostas filiais da Telube Florida LLC, em paraísos fiscais.  A discussão sobre ética pública e conflito de interesse envolve a descoberta de empresas registradas com o nome “Telube” integrando suas razões sociais, em jurisdições do exterior que protegem investimentos da cobrança de impostos e da transparência pública comuns a países democráticos.

Em publicações que circulam nas redes sociais, a offshore é citada como tendo filial em Singapura. Além de ter mencionados registros de empresas com nomes formados pelas sílabas iniciais de parentes de Barroso: na Holanda Telube C.V.; em Curaçao, Stichting Telube; e nas Ilhas Virgens Britânicas, Telube (BVI) Ltda.  A mais recente dessas empresas foi a registrada quando Barroso já presidia o STF, em novembro de 2024, nas Ilhas Virgens Britânicas. Em anúncios, investidores são atraídos para este paraíso fiscal oferecendo garantia de que esta jurisdição oferece “impostos mínimos sobre propriedade e folha de pagamento”, além de “isenções fiscais, políticas de confidencialidade, estabilidade jurídica, acesso ao mercado e uma forte reputação bancária”.

A Telube é a junção das sílabas “Te” de Tereza Cristina Van Brussel Barroso, esposa falecida do ministro; “lu” de Luna van Brussel Barroso, filha; e “be” de Bernardo van Brussel Barroso, filho do presidente do Supremo.

Diário do Poder

Secretamente, Trump ordena ação militar na América Latina contra cartéis de droga

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou secretamente uma diretriz para o Pentágono começar a usar força militar contra cartéis de drogas na América Latina, considerados grupos terroristas, segundo fontes ouvidas pelo jornal The New York Times, em reportagem publicada nesta sexta-feira (8). A decisão cria uma base oficial para a possibilidade de operações militares diretas em solo estrangeiro. Autoridades militares dos EUA começaram a elaborar opções sobre como os militares poderiam perseguir os grupos.

Donald Trump pressiona as autoridades para ampliar o combate ao crime organizado.

Em fevereiro, o governo americano designou seis cartéis mexicanos e duas gangues latino-americanas como organizações terroristas. Entre os grupos listados estão o Tren de Aragua, facção criminosa nascida em prisões venezuelanas e hoje presente em ao menos oito países sul-americanos, e a Mara Salvatrucha (MS-13), gangue fundada em Los Angeles por imigrantes de El Salvador, conhecida por sua brutalidade e tráfico internacional de drogas. A medida também atinge os principais cartéis mexicanos: Sinaloa, Jalisco Nova Geração, Cartéis Unidos, Cartel do Nordeste, Clã do Golfo e Família Michoacán. Há duas semanas, o governo Trump também adicionou o Cartel de los Soles, da Venezuela, à lista, afirmando que o grupo é liderado pelo presidente Nicolás Maduro, da Venezuela, e outros funcionários do governo venezuelano.

Em paralelo, nesta sexta-feira, o governo dos EUA dobrou uma recompensa, agora oferecendo US$ 50 milhões, por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro.

De acordo com Washington, o ditador Maduro violou as leis de narcóticos americanas e tomou o poder de forma não democrática na Venezuela. Em um vídeo publicado nas redes sociais, a procuradora-geral, Pam Bondi, acusou o presidente venezuelano de ter ligações com grupos criminosos, como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa. Ela também disse que a DEA, agência anti-drogas dos Estados Unidos, aprendeu 30 toneladas de cocaína ligadas a Maduro e seus associados.

Jornal da Cidade Online

A “ditadura” brasileira está acuada e o processo de fritura já começou

Fato inédito: o apoio ao ministro Alexandre de Moraes entre seus parceiros do STF, no meio político e até na imprensa de aluguel da esquerda vai encolhendo, desaparecendo. O que obriga o cara a uma ação também inédita: a de correr atrás de apoio. Moraes pediu agora o apoio de Lula contra as ações norte americanas e pressiona seus parceiros do STF para apoiá-lo na insana ação contra o ex-presidente Bolsonaro, a quem persegue incansavelmente. Mas não está funcionando. No meio ‘pragmático’ ao qual pertence, amigos de infância e amor incondicional são esquecidos imediatamente assim que o rabo de um dos parceiros entra na mira de um canhão grosso e poderoso.

No caso, o canhão de Donald Trump.

Serão eles, provavelmente, que ameaçados em seus privilégios, acenderão o fogo debaixo da panela onde Moraes esperneia, num processo de fritura esperado. Ao mesmo tempo em que comete mais uma -talvez a mais grave- infração, ao decretar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, Moraes terá também que enfrentar as verdades expostas pelo ex-funcionário do governo norte americano, Mike Benz, verdades extremamente graves sobre a manipulação das eleições de 2022.

E outras dezenas de acusações referentes à violação de direitos humanos, perseguição, censura, ataques a cidadãos dos EUA e atos ilegais à revelia da Constituição brasileira. Moraes já perdeu o visto brasileiro – agora proibido de entrar nos EUA – e virou um pária do mercado financeiro mundial, sujeito à lei Magnitsky. Moraes foi longe demais. Seus atos foram grandes demais para seu tamanho, como está prestes a perceber.

E a reação está sendo, igualmente, enorme, gigantesca. E devida.

Marco Angeli Full

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.

 

Governadores criticam ‘marcha da insensatez’ de Lula contra os EUA

Os mais importantes governadores do País discutem na casa de Ibaneis como ajudar o Brasil a superar a crise. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que coordena o Fórum de Governadores, recebeu em sua residência na noite desta quinta-feira (7) oito dos mais importantes chefes de Executivo estaduais para discutir iniciativas que estabeleçam alguma a negociação com o governo do Estados Unidos para o tarifaço.

O governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), que esteve no encontro, relatou depois que os governadores estão preocupados com a escalada da crise alimentada pelo governo Lula (PT) com os Estados Unidos, negligenciando iniciativas para resolver o impasse do tarifaço. “Existe uma questão de imprudência em termos de relação internacional”, disse ele.

Tarcísio criticou duramente a irresponsabilidade do governo Lula:

“A gente está muito preocupado com a escalada da crise, com a marcha da insensatez, e estamos preocupados com os efeitos deletérios do tarifaço, do estres com os Estados Unidos. A gente está preocupado com os setores da nossa economia que vão ser afetados. Então, a reunião nasce com a preocupação com as empresas, com os negócios e com os empregos,” afirmou.

Além do anfitrião Ibaneis Rocha e de Tarcísio, estiveram presentes ao encontro os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais), Ronaldo Caiado (Goiás), Mauro Mendes (Mato Grosso), Wilson Lima (Amazonas), Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Jorginho Mello (Santa Catarina), Ratinho Júnior (Paraná).

Diário do Poder

Juiz dá salvo-conduto para paciente cultivar 279 pés de cannabis (maconha) por ano

O juiz Fernando Tonding Etges, da 1ª Vara Federal de Chapecó (SC), concedeu salvo-conduto a um paciente com ansiedade, que pediu para importar sementes e cultivar 279 pés de cannabis por ano, uma vez que usa a erva há vários anos no tratamento do problema de saúde. O magistrado se pautou na jurisprudência dos tribunais superiores, que já entenderam que é direito do cidadão ter acesso à planta e a seus derivados para fins medicinais.

Paciente com ansiedade poderá cultivar pés de maconha em casa para seu tratamento. O homem, que sofre de déficit de atenção e ansiedade, usava remédios derivados da planta desde 2023 e alegou que os medicamentos têm alto custo. Ele pediu, então, autorização para cultivar a planta. Nos autos, consta que o autor juntou ao processo um laudo médico da psiquiatra, um laudo agronômico que atestava que ele precisa cultivar 279 pés de cannabis para seu tratamento anual, um certificado de uma escola de cultivo e uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar produtos extraídos da planta por dois anos.

Para o julgador, recusar a demanda seria incorrer no risco de cercear a liberdade do impetrante, pois ele já faz uso dos medicamentos com o princípio ativo da planta há algum tempo. Para o julgador, os documentos atestaram a necessidade do cultivo para extrair as substâncias necessárias para o tratamento. “Segundo o Superior Tribunal de Justiça, tribunal responsável por dar a palavra final sobre a interpretação da lei, por seu órgão máximo na seara penal (3ª Seção), é direito do cidadão, caso respaldado por documentos médicos, importar sementes, semear, cultivar e colher a Cannabis sativa para fins de uso de seus derivados em tratamento de saúde”, escreveu o juiz.

Fonte: CONJUR

Com 11 ministros, STF quer aumentar seu orçamento para R$1 bilhão em 2026

Gasto com segurança de ministros saltará para R$72 milhões, em 2026. O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou por unanimidade, na sessão desta quinta (7), uma proposta orçamentária de R$ 1 bilhão para o ano de 2026, R$ 47 milhões maior que o orçado para este ano de 2025. O STF é composto apenas por 11 ministros e, de cordo com levantamento recente do Tesouro Nacional, comanda o Judiciário mais caro do mundo. O texto reforça gastos com a proteção da sede e com segurança dos ministros da cúpula da Justiça do Brasil.

O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, argumentou que o suposto aumento das hostilidades ao Supremo justificam a destinação de R$ 72 milhões segurança da estrutura e dos integrantes da mais alta Corte do Judiciário. A proposta que será enviada ao governo de Lula (PT) para compor o Projeto de Lei Orçamentária Anual, que será submetida à apreciação e à aprovação do Congresso Nacional.

“Essa é uma despesa que tem causas externas ao tribunal. Vem do aumento das hostilidades ao Supremo Tribunal Federal, que são fato público e notório. O risco à segurança aumentou a necessidade de investir em infraestrutura, tecnologia e equipamentos e aumento de pessoal [servidores e terceirizados], com severo impacto no orçamento, mas inevitável”, argumentou Barroso.

O valor é R$ 32 milhões maior que o destinado à mesma proteção da sede e dos ministros do STF, em 2020. E é justificado pelo presidente do Supremo como resultado de “fatores externos”. O mais evidente diz respeito à escalada de tensionamento relativa aos julgamentos de réus acusados de supostos crimes para “trama golpista” contra o resultado da eleição de Lula. Estas ações incluem entre os denunciados o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e são relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes. O magistrado foi alvo de protestos nas ruas e pedidos de impeachment protocolados jo Congresso Nacional, e foi punido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com sanções da Lei Magnitsky, pela acusação de liderar uma “perseguição judicial” no STF contra Bolsonaro e seus aliados, opositores do governo Lula.

Em 8 de janeiro de 2023, manifestações violentas destruíram as sedes dos Três Poderes da República, em Brasília, inclusive do Supremo, com prejuízo de R$ 8,6 milhões com a reparação dos danos e objetos furtados.

Diário do Poder

 

Internado com infecção grave, Faustão passa por dois transplantes de uma só vez e continua estável

O apresentador Fausto Silva, de 75 anos, foi submetido a dois procedimentos complexos nesta semana no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ele recebeu um transplante de fígado na quarta-feira (6) e passou por um retransplante de rim nesta quinta-feira (7), conforme informou boletim médico divulgado na noite de hoje. Internado desde 21 de maio, Faustão deu entrada no hospital com um quadro de infecção bacteriana aguda com sepse. A equipe médica destacou que, durante esse período, ele foi submetido a tratamento intensivo para controle da infecção, além de um processo de reabilitação clínica e nutricional, visando à estabilização do seu estado de saúde antes das cirurgias.

Segundo o boletim, o retransplante renal estava previsto há cerca de um ano e foi realizado após a Central de Transplantes do Estado de São Paulo confirmar a disponibilidade e compatibilidade dos órgãos, provenientes de um único doador. O procedimento duplo — hepático e renal — foi possível graças à pronta mobilização da equipe médica da instituição. O apresentador já havia enfrentado outras intervenções importantes nos últimos anos. Em 2023, passou por um transplante de coração, seguido por um transplante de rim em 2024. No início deste ano, ele também precisou ser hospitalizado para tratar uma infecção.

O quadro clínico de Faustão segue sob acompanhamento rigoroso de uma equipe multidisciplinar composta pelos médicos Álvaro Pacheco e Silva Filho (nefrologista), Marcelo Bruno de Rezende (cirurgião especializado em transplante hepático), Fernando Bacal (cardiologista) e Eliezer Silva (diretor executivo de sistemas de saúde do Einstein).

O boletim completo afirma:

“São Paulo, 7 de agosto de 2025 – Fausto Silva está internado no Einstein Hospital Israelita desde o dia 21 de maio de 2025 devido a uma infecção bacteriana aguda com sepse. Durante o período, passou por controle infeccioso e reabilitação clínica e nutricional, para estabilização do quadro de saúde.

O paciente foi submetido a um transplante de fígado nesta quarta-feira, 6 de agosto, combinado a um retransplante renal, planejado há um ano, e realizado hoje, 7 de agosto. Os procedimentos ocorreram após o Einstein ser acionado pela Central de Transplantes do Estado de São Paulo e confirmar a compatibilidade dos órgãos doados por doador único.

Dr. Alvaro Pacheco e Silva Filho, nefrologista do Einstein Hospital Israelita; Dr. Marcelo Bruno de Rezende, cirurgião da equipe de transplante hepático do Einstein Hospital Israelita; Dr. Fernando Bacal, cardiologista do Einstein Hospital Israelita; Dr. Eliezer Silva, diretor executivo de sistemas de saúde do Einstein Hospital Israelita”

Jornal da Cidade Online