Empresário marido de delegada, que matou gari covardemente a tiros tem currículo de mentiras

O empresário Renê Nogueira Júnior alegava formações em universidades renomadas, mas, ao Metrópoles, as instituições negaram vínculo. Curso em universidade internacional renomada, graduação em instituição brasileira de prestígio e mestrado em uma universidade pública de destaque. Nas redes sociais, o empresário Renê da Silva Nogueira Junior, preso na última segunda-feira (11/8) suspeito pelo assassinato de um gari em Belo Horizonte (MG), ostentava um currículo exemplar. Mas boa parte dessa trajetória acadêmica é falsa. O Metrópoles contatou cada uma das instituições citadas por Renê em seu perfil no LinkedIn (rede social voltada para o mercado de trabalho) e constatou que parte das formações adicionadas era inventada ou distorcida, revelando um histórico recheado de informações não condizentes com a realidade.

Empresário mata gari a tiros

  • O empresário René da Silva Nogueira Junior é suspeito de matar a tiros o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos, durante o trabalho de coleta de lixo, em Belo Horizonte (MG), após uma discussão de trânsito.
  • O conflito começou quando René pediu que o caminhão de lixo fosse retirado da via para a passagem de seu carro elétrico. Testemunhas disseram que havia espaço para o veículo passar.
  • Após discutir com a motorista do caminhão, René desceu armado, ameaçou atirar no rosto dela e disparou contra Laudemir, atingindo-o na costela.
  • Laudemir foi socorrido, levado ao hospital, mas morreu devido a hemorragia interna causada pelo projétil, que ficou alojado no corpo.
  • Renê foi localizado e preso horas depois, em uma academia de luxo no bairro Estoril, em ação conjunta das polícias Civil e Militar.

A reportagem entrou em contato com a defesa do empresário em busca de posicionamento e esclarecimentos, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestações.

Mentiras no currículo

Renê Nogueira Júnior afirmava ter mestrado em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq-USP), em Piracicaba (SP). A instituição negou que ele tenha realizado o curso e esclareceu que, no máximo, ele pode ter feito algum curso de extensão, sem emissão de diploma. A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), onde o empresário alegava ter graduação em Administração, também desmentiu o vínculo, afirmando que ele “nunca fez nenhum curso, graduação ou pós-graduação” na instituição.

Na Harvard Business School, onde dizia ter cursado o “Manage Mentor Course”, não há registro de sua participação ou recebimento de diploma. O mesmo ocorreu com a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), que informou não haver histórico acadêmico do empresário. A Fundação Getulio Vargas (FGV), o Ibmec e a Universidade Estácio de Sá não forneceram detalhes, alegando que não divulgam informações sobre alunos ou ex-alunos.

Disputa judicial com a faculdade

Apesar de a Estácio não confirmar a formação, em agosto de 2023, Renê moveu ação contra a instituição. Ele alegava demora na emissão do diploma de Marketing e o trancamento de um curso de Nutrição, pedindo indenização por danos morais e materiais. A Justiça Estadual, porém, declarou-se incompetente para julgar o caso. Seguindo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), processos sobre emissão de diplomas em instituições privadas do Sistema Federal de Ensino devem ser analisados pela Justiça Federal. O processo foi extinto sem análise do mérito.

Único curso confirmado

A Universidade de São Paulo (USP) confirmou que Renê da Silva Nogueira Junior concluiu na instituição apenas um curso de especialização em Bens de Varejo e Consumo, em outubro de 2020. Não há registro de MBA ou mestrado, como ele afirmava.

Fonte: Site Metrópoles

Câmara aprova inclusão do crime de assédio sexual no Código Penal Militar

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que tipifica o crime de assédio sexual no Código Penal Militar (Decreto-Lei 1.001/1969) e define medidas protetivas e de prevenção nos ambientes profissionais. A proposta será enviada ao Senado. As medidas previstas no texto valerão tanto para os militares das Forças Armadas, das polícias militares e dos corpos de bombeiros quanto para as pessoas sob sua jurisdição administrativa ou disciplinar, independentemente do local em que se encontrem. O texto aprovado nesta quarta-feira (13/8) é um substitutivo da relatora, deputada Coronel Fernanda (PL), ao Projeto de Lei 582/2015, de autoria do falecido deputado e senador Major Olímpio. De acordo com a relatora, o texto busca estabelecer garantias específicas para a proteção de militares vítimas de assédio sexual, reconhecendo as assimetrias de poder e os obstáculos estruturais presentes no ambiente militar.

 “Para isso, são definidos os conceitos operacionais como escuta qualificada, revitimização, autoridade competente e reclamado, assegurando a adoção de medidas administrativas e protetivas desde a fase inicial da reclamação”, explicou ela. A deputada afirmou que sofreu assédio sexual em sua carreira militar. “Isso prejudica não só a militar, mas toda a sua família e toda a convivência no local (de trabalho).

Regras previstas

O projeto aprovado prevê a aplicação das normas aos fatos ocorridos nas dependências das instituições militares, durante atividades externas, em deslocamentos de serviço, em ambientes de instrução, operações, treinamentos ou quaisquer outras circunstâncias que decorram da função militar ou da relação funcional hierárquica. Todas as garantias serão aplicáveis ainda aos militares da reserva remunerada, reformados ou em licença, quando o assédio estiver relacionado a fatos ocorridos durante sua atividade ou se dela decorrerem efeitos concretos.

O assédio sexual é definido como toda conduta com conotação sexual, indesejada e reiterada, praticada no contexto funcional ou institucional. Essa conduta implica a utilização abusiva dos princípios da hierarquia e da disciplina que cause constrangimento, humilhação ou intimidação, independentemente da caracterização penal definitiva do fato.

No Código Penal, o crime é caracterizado como constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente de sua condição de superior hierárquico ou de sua ascendência. A pena será de detenção de dois a quatro anos, com aumento de até um terço se a vítima for menor de 18 anos, se a conduta ocorrer com emprego de violência física ou se for o assédio for praticado por superior imediato.

Medidas protetivas

O texto determina a adoção de medidas protetivas pela autoridade militar competente que tomar conhecimento de situação de assédio sexual envolvendo militar. Essas medidas devem ser adotadas por sua iniciativa ou por requerimento de qualquer pessoa com interesse legítimo e são destinadas a preservar a integridade física, psíquica, funcional e moral da vítima.

Entre elas, destacam-se:

— Deslocamento do reclamado para trabalhar em outra unidade ou setor de trabalho com preservação da remuneração e sem prejuízo do andamento do processo administrativo ou judicial;

— Determinação de restrição de contato, por qualquer meio, entre o reclamado e a vítima, inclusive por canais hierárquicos ou institucionais;

— Proibição do acesso do reclamado aos locais frequentados pela vítima, inclusive eventos ou treinamentos obrigatórios;

— Garantia de transferência funcional, a pedido da vítima, para unidade, setor ou área distinta, sem prejuízo de direitos e progressões funcionais a que faça jus;

— Permissão de a vítima ser acompanhada por pessoa de sua escolha para atos administrativos ou processuais, com audiência sem a presença do reclamado;

— Determinação de acompanhamento psicológico e terapêutico do reclamado.

A adoção das medidas protetivas deverá ser comunicada de imediato ao Ministério Público Militar, à ouvidoria competente e, quando for o caso, à autoridade judicial.

Na decisão eventual decisão que impuser medidas protetivas, a autoridade deverá detalhar as consequências de seu descumprimento por parte do reclamado.

Prevenção

Ao Estado caberá promover a capacitação permanente de profissionais civis e militares responsáveis pelo acolhimento, pela escuta qualificada e encaminhamento das reclamações de assédio sexual no ambiente militar. Já as instituições militares deverão adotar medidas permanentes de prevenção.

O PL 582/2015 lista sete tipos de medidas a serem adotadas para prevenção do assédio, como a inclusão de conteúdos sobre ética profissional, limites da hierarquia e enfrentamento ao assédio sexual nos cursos de formação, capacitação e promoção de carreira.

Além disso, deverão ser feitos periodicamente diagnósticos institucionais sobre cultura organizacional e clima de assédio, mantendo protocolos claros de encaminhamento das reclamações, vedada a interferência hierárquica indevida.

Com informações da Agência Câmara.

 

Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma pagou fiança de R$ 25 milhões para deixar a prisão por corrupção

O empresário Sidney Oliveira, dono da rede de farmácias Ultrafarma, e Mário Otávio Gomes diretor estatutário do grupo Fast Shop, foram soltos no final da tarde desta sexta-feira (15). A fiança para a concessão da liberdade foi arbitrada R$ 25 milhões e foram impostas medidas cautelares, como não se comunicar com outros investigados e não sair de casa após as 20h.

Eles estavam presos temporariamente desde a última terça-feira (12), quando foi deflagrada a Operação Ícaro, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), que investiga um suposto esquema bilionário de propinas e créditos de ICMS irregulares envolvendo auditores fiscais da Sefaz-SP (Secretaria da Fazenda do Estado). A soltura ocorreu porque o MP-SP não solicitou a prorrogação das prisões temporárias.

Já o auditor fiscal da Sefaz-SP Artur Gomes da Silva Neto, apontado como líder do esquema, teve a prisão temporária estendida pela Justiça.

Jornal da Cidade Online

Palestra do ministro Luís Roberto Barroso na USP é marcada por protestos de: “STF não rasgue a Constituição”

Lideranças sindicais e do movimento pró-trabalhadores protestaram nesta sexta-feira (15), durante palestra do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso. O magistrado discursava na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), quando manifestantes ocuparam o salão da universidade com faixas e cartazes escritos: “STF não rasgue a Constituição”; “somos trabalhadores e não parasitas”.

Os participantes dos protestos gritavam ainda: “não a pejotização”.

Desde 2017, com a reforma trabalhista, o STF analisa a legalidade da pejotização em diversos processos que questionam a validade de contratos de trabalho que, na prática, são relações empregatícias disfarçadas. A pejotização é uma prática em que empresas contratam trabalhadores como pessoas jurídicas (PJs), em vez de empregados com carteira assinada (CLT), para realizar tarefas que seriam tipicamente de um emprego formal.

Diário do Poder

 

Influencer e empreendedor afirma que tem ministro do STF “com mais de bilhão em terra, cavalo e gado”

Uma notícia dominou as redes sociais nesta quinta-feira (14). O ministro Luís Roberto Barroso teria adquirido o apartamento que tem em Miami à vista, pela bagatela de R$ 22 milhões de reais. Sem dúvida, uma cifra que impressiona, principalmente que o condomínio é citado no valor de R$ 20 mil e tributos anuais de R$ 270 mil. Afinal de contas, o luxuoso apartamento tem vista para o mar e nos dois últimos anos, a valorização atingiu R$ 27 milhões.

Porém, uma postagem do influencer e empreendedor do mercado financeiro, Renato Breia, alimentou uma nova polêmica. Ele afirma que tem um ministro do STF com mais de bilhão em terra, cavalo e gado.

E, pior, tudo isso no nome de uma sobrinha.

“Estão impressionados que ministro tem apartamento de R$ 22 milhões em Miami… imagina descobrir que tem ministro com mais de bilhão em terra, cavalo e gado. No nome da sobrinha. Quem será?

Jornal da Cidade Online

Justiça condena o Governo Federal regularizar a distribuição de medicamentos de alto custo ao Maranhão

Medida visa suprir falhas no abastecimento de remédios essenciais para doenças graves como hepatite C e esclerose múltipla. A Justiça Federal no Maranhão determinou que o Governo Federal regularize, de forma imediata, o fornecimento de medicamentos do Grupo 1A do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (Ceaf/SUS) ao estado do Maranhão. Esses medicamentos são essenciais para o tratamento de doenças graves, como hepatite C e esclerose múltipla e outras enfermidades raras. Além disso, o fornecimento, a aquisição e o financiamento desses fármacos são de responsabilidade exclusiva do Governo Federal, que deve assegurar sua distribuição regular aos estados.

A sentença judicial foi proferida pela 5ª Vara Federal Cível, em São Luís, depois que o Ministério Público Federal entrou com uma ação civil pública para assegurar o fornecimento dos medicamentos. De acordo com a Justiça, o Governo Federal deve apresentar um plano detalhado para regularizar o fornecimento, com metas trimestrais, cronograma de entregas e fontes orçamentárias. Após a aprovação do plano, o fornecimento completo dos medicamentos deve ocorrer em até 60 dias, de forma contínua, sob pena de multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 2 milhões, além de possível responsabilização da autoridade omissa. Após esse prazo, o Governo Federal deverá apresentar um relatório de cumprimento, com documentação comprobatória, em até 15 dias.

Irregularidades recorrentes  Conforme a ação apresentada pelo MPF à Justiça, o fornecimento de medicamentos pelo Governo Federal ao Maranhão vinha ocorrendo de forma irregular desde 2018, com atrasos e quantidades insuficientes, muitas vezes de forma fracionada. Essa situação levou ao desabastecimento total em alguns momentos, prejudicando diretamente a população e provocando o aumento de ações judiciais individuais para garantir o acesso aos medicamentos, comprometendo o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado.

Durante o processo, o MPF destacou que havia extensa documentação comprovando a omissão do Governo Federal, como a ausência de medicamentos essenciais, entre eles a Imunoglobulina Humana 5g, além de atrasos recorrentes na entrega de outros fármacos. O MPF também ressaltou que o problema de desabastecimento persistia mesmo após o governo afirmar que a situação havia sido regularizada, citando como exemplo as falhas no fornecimento de Micofenolato e Tacrolimo, medicamentos utilizados por pacientes transplantados.

Planilhas da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES/MA) e relatórios de consumo trimestral evidenciaram a ausência contínua de vários medicamentos de alto custo, como abatacepte, imunoglobulina humana, sofosbuvir, daclatasvir, tacrolimo e etanercepte. Muitos desses medicamentos foram classificados como “não atendido” na programação federal do segundo trimestre de 2019. Além disso, o Governo Federal, por intermédio da Coordenação-Geral do Ceaf, reconheceu a existência de “intercorrências contratuais” que impediram a disponibilização completa de medicamentos como fingolimode, sevelâmer, sildenafila, tacrolimo e ziprasidona.

Ainda assim, as entregas não ocorriam conforme o previsto. Embora tenha afirmado que as dificuldades de entrega eram resultado de má gestão de administrações passadas, descumprimentos por parte dos fornecedores e problemas nos processos contratuais, o Governo Federal reconheceu que havia pendências na programação do quarto trimestre de 2020 e lentidão nos processos de aquisição. O atraso por parte do Governo Federal impôs ao estado do Maranhão a necessidade de utilizar recursos próprios para suprir a falta de medicamentos, o que comprometeu o orçamento estadual. Além disso, a situação afetou diretamente terapias essenciais a diversos pacientes.

Assessoria de Comunicação

Ministério Público Federal

 

Alexandre de Moraes afasta Procurador Geral no Maranhão e ameaça o governador Carlos Brandão

Ministro alega descumprimento de ordens judiciais e medidas protelatórias. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou nesta sexta-feira (15) o afastamento imediato do Procurador-Geral do Estado do Maranhão, Valdênio Nogueira Caminha, e o proibiu de exercer qualquer função pública por acusações de descumprimento de ordens judiciais e suspeita de “desvio de finalidade” na condução de atos administrativos.

Tudo foi decorrente de liminares do próprio Alexandre de Moraes, no fim de 2024, suspendendo nomeações de aliados políticos do governador Carlos Brandão. adversário político do ministro do STF Flávio Dino, e da Assembleia Legislativa, por alegado “nepotismo cruzado”. Entre os afastados estavam Ítalo Augusto Reis Carvalho, Mariana Braide Brandão Carvalho, Melissa Corrêa Lima de Mesquita Buzar, Gilberto Lins Neto e Elias Moura Neto. Posteriormente, as medidas foram estendidas a Marcos Barbosa Brandão, Camila Corrêa Lima de Mesquita Moura e Jacqueline Barros Heluy, com suspensão de cargos, funções e remunerações.

O procurador-geral teria atuado para retardar exonerações, manter pagamentos indevidos e permitir que Gilberto Lins Neto continuasse exercendo, de fato, a presidência da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap) mesmo após ordem de afastamento. Moraes também apontou manobras protelatórias, pareceres favoráveis à manutenção de remunerações e indícios de favorecimento pessoal, incluindo a familiares do procurador. Moraes ainda advertiu que novas nomeações com desvio de finalidade configurarão crime de responsabilidade e improbidade administrativa, responsabilizando diretamente o governador Carlos Brandão, o adversário de Flávio Dino, em caso de descumprimento.

Diário do Poder

 

Othelino Neto: Trajetória marcada por interesses e traições políticas

Por algumas vezes fui surpreendido com entrevistas do deputado estadual Othelino Neto, defendendo políticas públicas e colocando algumas delas como condição para continuar na base do governo. Como parlamentar e por três vezes presidente da Assembleia Legislativa do Estado, nunca fez e nem procurou fazer, e muito menos cobrou do governador Flavio Dino, políticas públicas.

Qual foi a posição pública do Othelino Neto para a fome, a miséria, a exclusão social, a expulsão de milhares de posseiros das duas terras, o saneamento básico, a saúde e até o caso dos respiradores para a covid-19, que gastaram o dinheiro público e não receberam, que poderiam ter salvos muitas vidas.  Nenhuma. Como presidente da Assembleia e trânsito livre no Palácio dos Leões, não adotou pelo menos simbolicamente com gestos, a defesa dos direitos e a dignidade humana do povo que lhe outorgou mandato de parlamentar e do amigo governador. A verdade é que o governo Carlos Brandão herdou problemas sérios do seu antecessor.

O ex-presidente do parlamento estadual perdeu a legitimidade de pelo menos falar em políticas públicas, por não saber e nem vivenciar efetivamente, uma realidade que lhes é totalmente desconhecida. Ela é citada como argumento para tentar criar um grupo de oposição no parlamento, mas como não é confiável aos colegas, a tendência é que esteja no caminho do ostracismo, levando o seu passado marcado por muitas traições políticas, em que nem o seu grande benfeitor Flavio Dino, escapou.

Quando Flavio Dino acordou com o governador Carlos Brandão, que ele assumiria a presidência do PSB no Maranhão, a bancada do partido concordou plenamente e aliados de outras siglas partidárias. Othelino Neto ameaçou, que ele e a sua esposa senadora na vaga de Flavio Dino deixariam a base do governo e seriam oposição, foi interpretado como atitude pretensiosa, inconsequente e sem um mínimo de noção do ridículo, diante da sua falta de liderança e credibilidade entre os seus pares.

Sofrendo atualmente crise da abstinência de recursos públicos desde que deixou a presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão, o deputado Othelino Neto (PC do B) tornou-se, agora líder de uma rebelião contra o governador Carlos Brandão e a presidente do Legislativo Estadual, deputada Iracema Vale. A causa desse movimento de quase nenhuma adesão seria apenas a sua desesperada tentativa de retomar o controle da AL, ou então, de ser indicado para uma vaga de Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Com isso, vem provocando desconforto dentro do grupo que foi montado pelo governador Brandão e pelo ex-governador e atual ministro do STF, Flávio Dino. Utilizando um discurso de modernidade e de esquerda, tanta enganar os incautos, uma vez que sua carreira é pautada por oportunismo e traições. Sem respaldo popular, iniciou sua carreira política com dois retumbantes fracassos. Foi derrotado nas duas tentativas de se eleger vereador. Uma por São Luís e outra na cidade de São José de Ribamar.

Em 2001, aliou-se ao então deputado federal Sarney Filho, à época presidente estadual do Partido Verde (PV), e se propagou como o maior defensor do meio ambiente do Maranhão. Era o governo de Roseana Sarney e ele foi nomeado secretário de Estado do Meio Ambiente. Isso depois de passar anos a fio criticando o grupo Sarney, através de uma coluna que ele assinava em determinado matutino local.

Mas estava, agora, tudo bem com os Sarney. Ele chegou a afirmar pelo jornal O Estado do Maranhão, que Sarney Filho era nome ideal para ser governador do Maranhão. Em 2004, na esteira do rompimento de Zé Reinaldo, que havia assumido o governo no lugar de Roseana, por divergências familiares, Othelino Neto imediatamente adere ao governo do momento e a família Sarney volta a ser alvo de sua artilharia.

O oportunismo se mostrou latente naquele momento para Othelino Neto principalmente após a formação do movimento Frente de Libertação pelo Maranhão, que levou Jackson Lago ao poder.  Passou a atuar como se fosse uma forte liderança. A partir daí, Sarney Filho e a família que o haviam presenteado com o cargo de secretário, passaram à condição de inimigos mortais. Continuou à frente da pasta ambiental até que se candidatou a deputado estadual, não mais pelo PV, mas agora pelo PPS.

Ficou na suplência, mas a sorte lhe sorriu, em 2012, o titular, Luciano Leitoa se elege prefeito da cidade de Timon e Othelino é titularizado na Assembleia Legislativa em 2013. A convite de Flávio Dino, migra para o PC do B. Reeleito em outubro de 2014, tomou posse em fevereiro de 2015, elegendo-se 1º vice-presidente da Assembleia Legislativa, na chapa que teve o saudoso Humberto Coutinho como presidente. Em janeiro de 2018, assume a presidência da Assembleia, com a morte de Coutinho.

Já montado na formidável estrutura da Assembleia, no mesmo ano se reelege deputado e, em 1º de fevereiro de 2019, tomou posse para o exercício do seu 3º mandato, sendo eleito, novamente para a presidência da Assembleia Legislativa para o biênio 2019-2020.

Em 6 de maio de 2019, Othelino Neto foi reeleito à Presidência da Assembleia para o exercício do biênio 2021/2022, sempre com apoio de Flávio Dino, então governador do Maranhão.

Nem mesmo Flávio Dino escapou de sua sanha traidora. Na eleição municipal de 2020, Flávio Dino e Brandão deram sustentação ao então deputado estadual Duarte Júnior. Othelino Neto contrariou o grupo e foi apoiar o candidato do senador Weverton Rocha. Ao ser cobrado por Brandão, respondeu com ironia, posando junto com Weverton em Barreirinhas, cada um com uma camisa com a inscrição “deserte-se”. Numa referência à fala de Brandão, ao dizer que alguns aliados haviam desertado.

No seu bailado de rasteiras e oportunismo, imaginou que Weverton Rocha seria governador do Maranhão na última eleição. Iniciou a campanha com ele, mas, ao perceber que Brandão venceria o pleito, voltou para o grupo, então liderado por Flávio Dino, traindo agora a Weverton Rocha. Há quem diga que os dois estão aliados no momento, numa ofensiva contra Brandão e Iracema Vale.

No atual governo, foi contemplado com o cargo de titular da Secretaria de Representação Institucional do Maranhão em Brasília (Rebras). Mas como tudo para ele é sempre muito pouco, preferiu tentar dividir o grupo, visando forçar seu retorno à direção da Assembleia, o que praticamente impossível. Esta é a trajetória de um político, que começa a sentir que está a caminho do ostracismo, a não ser que venha a se recompor, o que a estas alturas já é um tanto difícil.

Fonte: Aldir Dantas

Publicado em 21 de março de 2024

 

 

 

A farsa do influenciador Felca: Defensor de criancinhas ou a serviço da esquerda para censura?

A divulgação de um vídeo do influenciador Felca, com milhões de seguidores que acaba de denunciar a exploração infantil, onde o cara comemora em setembro de 2024 a censura ao X, reforça a interpretação de que sua denúncia foi orquestrada pela esquerda, que a usa agora como mais um reforço para sua obsessão em calar a boca de seus adversários. Até onde se estende o poder da esquerda em cooptar ‘influenciadores digitais’ para usar em seu jogo sujo?

E até onde ‘influenciadores digitais’, como no caso notório da Mynd 8 -Choquei são simplesmente propagadores de desinformação a soldo de quem paga mais? Nesse caso específico, Felca, que começou nas redes como comentarista de games, mudando o foco para a crítica de costumes, conseguindo milhões de seguidores, e agora viraliza com sua denúncia, a conclusão é deprimente.

Casos de pedofilia e abuso infantil existem desde que o Brasil é Brasil, e foram denunciados por anos a fio por autoridades como a ex ministra e hoje senadora Damares Alves, por exemplo. E pouco ou nada tem sido feito a respeito, como se sabe, observando o Amazonas ou a ilha de Marajó, no Pará, onde pedofilia é prática comum e parte do folclore.

O que parece explícito, portanto, é que a denúncia do influenciador -chegando no momento exato em que o lulismo intensifica suas ações suja para censurar as redes, seu sonho dourado- não passa mesmo de mais uma estratégia usando os tais ‘influenciadores’. Que, diga-se de passagem, na maioria das vezes são mesmo propagadores de desinformação a serviço de patrões pagantes.

Caso conhecido, por exemplo, de Felipe Neto.

Infelizmente, parece também que o nível é exatamente proporcional ao número de seguidores: quanto maior, mais rasteiro e medíocre. Quando esses caras, antes conhecidos pelos malabarismos inócuos que faziam acabam se metendo em jogo político -o que parece inevitável- a coisa sempre acaba fedendo. É o caso do Felca, agora.

Jornal da Cidade Online

 

Casal autor de crime hediondo que chocou o país com a morte de criança, é visto em compras para o dia dos pais

Condenados pelo assassinato de Isabella Nardoni em 2008, Alexandre Nardoni (pai) e Anna Carolina Jatobá (madastra), atualmente em regime aberto, foram vistos juntos fazendo compras no bairro de Santana, em São Paulo. O flagrante, divulgado pelo Cidade Alerta (Record), mostra o casal circulando pelo mercado e caminhando pelas ruas em momentos distintos. Alexandre usava boné, enquanto Anna, agora loira, exibia um visual diferente.

A mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, reagiu com indignação às imagens.

 “Eu, enquanto mãe, enquanto família, [acho que] é de um absurdo tamanho maior… Estão levando hoje uma vida normal, plena, enquanto eu tenho que ficar aqui nessa batalha, nessa luta diária contra tudo o que acontece no sistema judiciário, sendo que minha filha, infelizmente, nunca mais vai voltar”, desabafou.

O casal reatou o relacionamento no início deste ano, segundo revelou o delegado aposentado Jorge Lordello. Eles haviam se separado em 2023, quando Anna passou ao regime aberto. Antes do crime, Alexandre e Anna estavam juntos havia quatro anos e tiveram dois filhos, hoje com 20 e 18 anos.

Anna Carolina foi condenada a 26 anos de prisão, mas removeu o sobrenome Nardoni e voltou a usar o nome de solteira, Anna Carolina Trota Jatobá. Alexandre recebeu pena de 30 anos e, após cumprir 16 na Penitenciária II de Tremembé, obteve progressão para o regime aberto, amparado por laudo psiquiátrico que destacou seu bom comportamento.

Jornal da Cidade Online