Rigor do TSE contra celular é maior que nos presídios

Na realidade paralela do Brasil, a proibição do porte do celular na hora de votar, ordenada pelo Tribunal Superior Eleitoral, deve ser cumprida com mais rigor que a proibição de celulares dos bandidos nos presídios. A ameaça é de “prisão” do eleitor que descumprir a resolução do TSE, apesar de não ser crime ter um celular. Já contrabandear celulares para um presídio é crime previsto no Código Penal. Mas o Supremo ainda discute se celulares em presídios são protegidos por “sigilo dos presos”.

Pedala, ministro

O ministro Dias Toffoli é o relator do Agravo em Recurso Extraordinário (ARE) 1042075 que decidirá sobre o sigilo de celulares nos presídios.

Anote e compare

Só a operação Modo Avião, do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, apreendeu 6 mil celulares em 2021.

Para comparar

A operação do Depen no ano passado foi realizada apenas em 53 presídios, e conseguiu apreender, em média, 15 celulares por dia.

Recorrente

Apreensões de celulares em presídios estaduais e municipais têm batido recordes em 2022. Só em São Paulo, são mais de dez mil por ano.

Coluna do Claudio Humberto

 

Candidatos já gastaram R$ 3 bilhões na campanha eleitoral e 90% recursos públicos

Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, até o início da tarde deste sábado (10), os candidatos às eleições de outubro gastaram R$ 3.059.597.962,54 em suas campanhas. Desse valor, 96,5% (R$ 2,9 bilhões) saíram dos cofres públicos e os outros 3,5% (R$ 106 milhões) vieram de recursos privados.

O montante de despesas já contratadas, mas que ainda não foram pagas é ainda maior, supera R$ 3,4 bilhões. As informações estão disponíveis na página Divulga Cand Contas, do TSE, com detalhes sobre as candidaturas em todo o país.

As candidaturas a deputado federal representam a maior fatia do investimento, com R$ 229,2 milhões distribuídos entre 10.572 candidatos. As campanhas para governador já gastaram R$ 96,9 milhões. Já para deputados estaduais, o gasto foi de R$ 99,7 milhões. No caso de presidente da República, R$ 44 milhões. Já para senadores e deputados distritais, as campanhas gastaram R$ 34,3 milhões e R$ 3,6 milhões, respectivamente.

O TSE também detalha como as campanhas gastaram o dinheiro. Publicidade com material impresso já consumiu R$ 136,6 milhões; produção de programas de rádio e televisão, R$ 73,6 milhões; e impressão de adesivos, R$ 64,1 milhões. Despesas com impulsionamento de conteúdo nas redes sociais somam R$ 33,1 milhões. O Facebook é o campeão nessa categoria; a rede social recebeu R$ 11,1 milhões, já o Google recebeu R$ 5,2 milhões.

Desde o início da campanha eleitoral todas as candidaturas são obrigadas a enviar relatórios financeiros, com os dados de arrecadação de campanha a cada 72 horas, à Justiça Eleitoral.

Financiamento de campanhas

O valor reservado às eleições de 2022 é de R$ 4,9 bilhões, montante que foi disponibilizado pelo Tesouro Nacional. Os recursos foram distribuídos entre os 32 partidos políticos registrados no TSE, com base em critérios específicos.

“Diferente do Fundo Partidário, que custeia as despesas ordinárias dos partidos, o Fundo Eleitoral é o que paga as candidaturas nas eleições. A maior parte desse recurso é pública, mas também existe a possibilidade de pessoas físicas doarem aos candidatos, no limite de 10% do declarado no ano anterior no Imposto de Renda”, explica Acácio Miranda, especialista em direito constitucional e eleitoral.

As verbas não são uma doação do Tesouro Nacional aos partidos ou candidatos. “Os valores devem ser empregados exclusivamente no financiamento das campanhas eleitorais, e as legendas devem prestar contas do uso dessas quantias à Justiça Eleitoral”, informou o TSE. No caso de haver recursos não utilizados, eles deverão ser devolvidos à conta do Tesouro Nacional.

Os candidatos têm de 9 a 13 de setembro para a entrega do relatório parcial de prestação de contas de campanha. O relatório deve conter o registro ou a estimativa da movimentação financeira em dinheiro ocorrida desde o início da campanha, desde 16 de agosto até 8 de setembro.

Em 15 de setembro, o TSE divulgará a prestação de contas parcial de campanha de candidatos e partidos políticos com a indicação dos nomes, do CPF dos doadores e dos respectivos valores doados. Também deverá constar nas informações o CNPJ de todos os fornecedores.

É a partir das contas parciais que os órgãos de fiscalização passam a atuar efetivamente na identificação de irregularidades. O Núcleo de Inteligência da Justiça Eleitoral — formado pelo TSE, Tribunal de Contas da União (TCU), Receita Federal do Brasil (RFB), Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ministério Público Eleitoral (MPE) e Departamento de Polícia Federal (DPF) — faz o cruzamento de informações e o registro de irregularidades, direcionando assim as fiscalizações. A apuração é feita pelo Ministério Público Eleitoral.

Nas eleições de 2016, foram encontrados 387 mil indícios de irregularidade nas contas eleitorais, que envolveram a quantia de R$ 1 bilhão. Em 2018, foram 32 mil indícios, que representaram o total de R$ 98 milhões. E, no último pleito, em 2020, foram registrados 641 mil indícios, que envolveram o montante de R$ 2 bilhões.

Fonte: R7

 

Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio: Casos entre jovens preocupa especialistas

Sistema Único de Saúde oferece cursos de prevenção para formar multiplicadores na abordagem de adolescentes

Mais de um milhão de casos de suicídio são registrados em todo o mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, os registros ultrapassam 14 mil casos por ano – isso sem contar os episódios subnotificados.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio (ABEPS), Carlos Felipe, houve um aumento do número de suicídios entre os jovens, particularmente a ideação e a tentativa de dar fim à própria vida. O médico afirma que o suicídio é sempre explicável pela relação entre os fatores de riscos que podem levar o indivíduo a essa situação e os fatores de proteção.

“É como se fosse um equilíbrio entre fatores de risco e fatores de proteção. Atualmente observamos um aumento de determinados fatores de riscos na população jovem, notadamente por perda de suas relações sociais”, completa.

Segundo o especialista, essa perda de relações sociais está relacionada, por exemplo, à falta de recursos que fazem o jovem deixar a universidade, como familiares desempregados ou a perda do próprio emprego.

Formação de multiplicadores

As inscrições para cursos de Prevenção da Automutilação e de Prevenção ao Suicídio estão abertas até o dia 30 de novembro pelo site UniverSUS Brasil. O curso será ministrado a distância, com carga horária de 20 e 40 horas-aula. O objetivo é qualificar multiplicadores para a abordagem de adolescentes entre 11 e 18 anos no combate ao suicídio e à automutilação.

Os cursos são direcionados a profissionais das áreas da saúde, educação, profissionais dos conselhos tutelares, líderes de associações religiosas, entidades beneficentes e movimentos sociais. O material é organizado por módulos, com fascículos, cartilhas e videoaulas. 

O professor e doutor em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações, Felipe dos Anjos, explica que os motivos que podem levar uma pessoa a cometer suicídio são inúmeros e pessoais.

“O suicídio é um comportamento multifatorial e multideterminado, resultante de uma complexa teia de fatores de risco e fatores protetores que interagem de uma forma que dificulta a identificação e a precisão do relativo a cada um deles”, conclui.

Os cursos são gratuitos e para se inscrever, basta acessar o site UniverSUS Brasil, selecionar a opção de curso desejada e clicar em “inscrever-se”.

Brasil 61

 

 

Alexandre de Moraes nega pedido da PGR para anular decisão sobre buscas contra empresários

Ministro alegou que o agravo interposto pela PGR foi intempestivo, protocolado fora do prazo determinado pelo TSE

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou o pedido feito hoje (9) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular sua decisão que determinou buscas e apreensões contra empresários acusados de compartilhar mensagens antidemocráticas.

Na decisão, Moraes disse que a manifestação foi feita fora do prazo. “O agravo regimental interposto pela Procuradoria Geral da República, protocolado em 9/9/2022, é manifestamente intempestivo, pois foi protocolado após 18 dias da intimação, quando já esgotado o prazo de cinco dias previstos no regimento interno do Supremo”, decidiu Moraes,

Mais cedo, vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, pediu a anulação das buscas por entender que Moraes “violou o sistema acusatório”, já que, segundo ela, as diligências foram decretadas de ofício, sem prévia manifestação do Ministério Público e por apenas parte delas terem sido requisitadas pela Polícia Federal (PF).

Segundo a vice-procuradora, não há indícios que provem a prática de crimes pelos empresários e para justificar as buscas. Além disso, Lindôra afirmou que a decisão do ministro foi tomada com “base apenas em matéria jornalística”.

(Com informações da Agência Brasil)

 

Ministro Lewandowski envia à PGR denúncia contra o presidente Bolsonaro pelo ato de 7 de setembro

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, decidiu encaminhar para a Procuradoria Geral da República uma notícia crime contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) por uso eleitoral da celebração do Bicentenário da Independência no último dia 7 de setembro.

A notícia-crime foi apresentada pelo deputado federal Israel Batista (PSB-DF). O parlamentar acusa Bolsonaro dos crimes de peculato e prevaricação. Conforme a denúncia, o presidente se utilizou da burocracia estatal e da autoridade conferida ao cargo para fazer campanha e pedir votos.

O parlamentar ainda destacou o fato de o presidente discursar ao lado do empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, que é investigado por suspeita de participação no financiamento das milícias digitais e atos antidemocráticos investigados no bojo do Inquérito 4.781, de relatoria do ministro Alexandre de Moraes.

Ao analisar a denúncia, o ministro apenas aplicou o entendimento de que qualquer notícia-crime contra autoridade com prerrogativa de foro deve ser enviada à PGR. Cabe ao procurador-geral da República, Augusto Aras, examinar a denúncia e, se for o caso, promover investigações para apuração dos fatos ocorridos.

Fonte: CONJUR

 

Ferry São Gabriel não opera milagre, encalha e revolta o povo da Baixada

O ferry-boat São Gabriel, alugado recentemente pela Agência de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos para operar entre a Ponta da Espera e o Cujupe, apresentado com muita pompa e solução para o problema do transporte aquaviário entre São Luís e a Baixada Maranhense, criado pelo próprio Governo do Estado, começou a dar sinais de que outro péssimo negócio foi feito pelos gestores e naturalmente envolvendo muito dinheiro público

O que tem causado indignação e revolta acentuada é que as autoridades não estão avaliando a seriedade do problema do transporte aquaviário, que já dura alguns meses, causando muitos transtornos e prejuízos consideráveis a economia de vários municípios da Baixada Maranhense. Os improvisos constantes da MOB com a falta de seriedade e respeito aos usuários e comerciantes de dezenas de municípios, que têm sofrido constantes prejuízos, mostra claramente falhas e omissão do Governo do Estado é indiscutível.

Há poucos dias, o ferry São Gabriel apresentou um problema durante uma viagem demorou muito tempo para a conclusão, o tem causado desconfiança de que se trata da falta de manutenção e defeitos já existentes. No dia de ontem (08), o São Gabriel apresentou problemas com falhas na operação da rampa, mas mesmo assim, fez uma viagem de risco com ela aberta entre o Cujupe e a Ponta da Espera.

Hoje, a embarcação São Gabriel encalhou no Porto do Cujupe e até a tarde ainda não havia qualquer informação sobre o resgate do ferry. Nos dois portos, a insatisfação era muito grande entre as pessoas que utilizam os serviços. Há necessidade urgente por parte do Governo do Estado para uma solução do problema, levando-se em conta, que toda a problemática foi causada com a intervenção política do ex-governador Flavio Dino na empresa Servi-Porto, tendo inclusive se apropriado de 03 embarcações em pleno estado operacional e os sucateou.

A verdade é que a população precisa de respeito e o silêncio obsequioso das autoridades a quem cabe a responsabilidade de fazer valer o direito da população, é ainda mais vergonhoso, lamentavelmente.

O Povo tem a grande chance de dar resposta aos gestores públicos e a todos os políticos, principalmente aos autoritários e aos que procuram se esconder. O dia 02 de outubro está bem próximo. É uma grande oportunidade, que não pode ser desperdiçada.  

Fonte: AFD

 

 

Ministro Barroso vota pela suspensão do piso salarial dos enfermeiros

Voto do ministro foi dado no início da madrugada desta sexta-feira no plenário virtual, espaço eletrônico do Supremo Tribunal Federal

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve seu entendimento de suspensão do piso salarial dos enfermeiros de R$ 4.750. O voto do magistrado foi dado no início da madrugada desta sexta-feira (9) no plenário virtual, plataforma que permite o voto dos magistrados em processos de forma eletrônica.

No voto, Barroso diz que vota “pelo referendo da medida cautelar, para suspender os efeitos da Lei nº 14.434/2022”, até que sejam esclarecidos os seus impactos sobre:

– “a situação financeira de Estados e Municípios, em razão dos riscos para a sua solvabilidade. Intimem-se, para tal fim, o Ministério da Economia; os vinte e seis Estados-membros e o Distrito Federal; e a Confederação Nacional de Municípios (CNM)“;

– “a empregabilidade, tendo em vista as alegações plausíveis de demissões em massa. Intimem-se, para tal fim, o Ministério do Trabalho e Previdência e a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS)“; e

– “a qualidade dos serviços de saúde, pelo alegado risco de fechamento de leitos e de redução nos quadros de enfermeiros e técnicos. Intimem-se, para tal fim, o Ministério da Saúde; o Conselho Nacional de Saúde (CNS); o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass); o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems); e a Federação Brasileira de Hospitais (FBH)”.

O ministro também pontua que “os intimados terão prazo de 60 (sessenta) dias para aportar aos autos os subsídios necessários à avaliação de cada um dos pontos” e que “a medida cautelar se manterá vigente até que a questão seja reapreciada à luz dos esclarecimentos prestados”.

Até a última atualização desta reportagem, nenhum outro magistrado do STF havia manifestado seu voto no espaço eletrônico.

Decisão provisória

Em decisão provisória, no último domingo (4), o magistrado suspendeu o piso da categoria aprovado pelo Congresso Nacional e deu um prazo de 60 dias para que entes públicos e privados da área da saúde esclareceressem o impacto financeiro, os riscos para empregabilidade no setor e uma eventual redução na qualidade dos serviços.

O primeiro pagamento do novo piso ocorreria na última segunda-feira (5). De acordo com o ministro, foi preciso avaliar como fica o quadro de empregabilidade na área com a nova lei. Além disso, Barroso entendeu que a mudança poderia gerar problemas financeiros nos estado e haver risco de fechamento de leitos por falta de pessoal.

O ministro, quando decidiu pela suspensão, atendeu ao pedido da Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde), que questionou a constitucionalidade da Lei 14.434/2022 e alega que há risco de demissões em massa, pois o setor privado não teria condições de arcar com os novos salários.

“Barroso considerou mais adequado, diante dos dados apresentados até o momento, que o piso não entre em vigor até esses esclarecimentos. Isso porque o ministro viu risco concreto de piora na prestação do serviço de saúde principalmente nos hospitais públicos, Santas Casas e hospitais ligados ao Sistema Único de Saúde (SUS), já que os envolvidos apontaram possibilidade de demissão em massa e de redução da oferta de leitos”, informou o STF.

Fonte: R7

Perguntas, fatos e uma única resposta

“Quis custodiet ipsos custodes”?

A tradução do verso em latim do poeta romano Juvenal, só vai aparecer no final do texto, pois no momento faço algumas considerações:

Por que pagamos o salário de Rodrigo Pacheco, presidente do congresso, se ele não cumpre seus deveres?

Os salários de outros 80 senadores se eles, acompanhando Rodrigo Pacheco, também se fazem de rogados, cruzam os braços e insistem em não ver o que acontece no país?

Relembremos aos 80 senadores e ao seu presidente Pacheco o que está acontecendo no país:

– 11 ministros, que se intitulam juízes, que foram indicados por diferentes presidentes, sabatinados e aprovados pelos senadores, assumiram a corte jurando defender os princípios constitucionais. Quem fiscaliza seus atos são os mesmos senadores/sabatinadores que aprovaram essas pessoas.

E a lei diz que eles são encarregados de puni-los, freá-los, destitui-los. Sim, os mesmos senadores/sabatinadores que os aprovaram.

Os Senadores são os vigias do Supremo.

Os Senadores são os controladores do Supremo.

Os Senadores são os fiscalizadores do comportamento do Supremo.

Os Senadores são os verificadores dos atos do Supremo.

Essa vigilância constante do Senado sobre o Supremo reprime os abusos eventuais dos Ministros do Supremo sobre a nação e sobre os brasileiros. Mas…

O Senado faz vistas grossas… o Supremo avança sobre as liberdades dos brasileiros.

O Senado finge não ver as aberrações cometidas contra o povo… o Supremo avança prendendo deputados que são representantes do povo.

O Senado ignora a abertura de processos ilegais… o Supremo avança sobre o executivo.

Então os ministros inventaram para o grupo uma nova constituição, baseada na velha, só que com uma nova interpretação, agora dada por eles.

Nunca receberam um voto da população.

Nunca foram autorizados a sair de seus limites legais.

Disse a Gazeta do Povo em Editorial intitulado:

“A reação necessária contra toda forma de autoritarismo”

“…Foi preciso que Moraes avançasse ainda mais sobre as liberdades individuais, trazendo para o Brasil de 2022 os ecos da União Soviética stalinista ou da defunta Alemanha Oriental – que com sua eficientíssima Stasi era capaz de identificar ‘inimigos do Estado’ por meio de suas conversas privadas –, para que mais brasileiros percebessem que estamos às portas de um autoritarismo velado. 

Uma ditadura imposta não por tanques, mas por canetas, e que passa por legítima apenas porque as ordens, mesmo que arbitrárias, seguem trâmites regulamentares.

Decisão do Supremo se cumpre, por certo, mas o Supremo não pode se esconder atrás deste princípio para abolir o devido processo legal, o direito à ampla defesa, o princípio do juiz natural, a imunidade parlamentar, a liberdade de expressão. 

No entanto, é o que a corte tem feito nos inquéritos das fake news, dos “atos antidemocráticos” e das “milícias digitais”.

A Gazeta descreve fatos. Fatos. Não opiniões ou invenções.

Ora, não há remuneração para aquele que não trabalha, nem para aquele que é contratado para executar determinadas funções e não as executa.

Então por que continuamos remunerando Pacheco e os 80 senadores que se recusam a trabalhar?

Todos os tipos de súplicas, pedidos, clamores, exortações, petições, rogações, solicitando que ajam, que contenham o avanço do Supremo sobre os outros poderes e sobre o povo, já foram feitas aos Senadores e eles continuam com seus ouvidos moucos.

A frase que abre o texto “Quis custodiet ipsos custodes”? pertence ao poeta romano Juvenal e está na obra “As Sátiras” e é traduzida assim:

“Quem há de vigiar os próprios vigilantes?” ou “Quem vigia os vigilantes”?

Sabemos a resposta: os Senadores!

Sim, os Senadores são os encarregados de vigiar os Vigilantes!

Mas os Vigilantes, segundo as manchetes dos jornais, avançaram novamente sobre os poderes, neste mês em que o país comemora a independência:

– “Fachin limita decretos de Bolsonaro sobre compra de armas e munições – (05.09.22)”.

– “Moraes veta propaganda de Bolsonaro que estimula “Black Friday” brasileira” – (05.09.22).

– “Barroso suspende lei que criou piso para enfermagem – (04.09.22)”.

Note que Barroso, o mais arrogante, avançou sobre a lei que aprova o piso para os enfermeiros. Essa lei foi discutida, votada e aprovada por:

– 513 deputados que foram eleitos pelo povo para falar pelo povo;

– 81 senadores eleitos pelo povo para lutar pelos direitos do povo;

– A lei do piso salarial dos enfermeiros depois de aprovada por Deputados e Senadores, foi sancionada pelo Presidente Jair Bolsonaro que foi eleito com 57 milhões de votos para governar o país.

Chegamos a uma resposta única para tudo isso que assistimos: o país não precisa de Deputados, de Senadores, muito menos de Presidente, pois o Supremo governa por todos.

E alcançamos o resultado descrito pela Gazeta:

– “Uma ditadura imposta não por tanques, mas por canetas, e que passa por legítima apenas porque as ordens, mesmo que arbitrárias, seguem trâmites regulamentares”.

Carlos Sampaio

Professor. Pós-graduação em “Língua Portuguesa com Ênfase em Produção Textual”. Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

 

Bolsonaro resgatou a Bandeira do Brasil pisoteada e jogada no lixo pela esquerda

O “sistema” acusou o “golpe” que recebeu dos milhões de brasileiros que foram às ruas, praças e avenidas ontem. E num discurso que beira o desespero e ao ridículo, lança uma narrativa, tentando produzir a ideia de que Bolsonaro se apropriou do dia da Independência e da Bandeira do Brasil!

Escutei nas mídias sociais, dentre outros, dois discursos inflamados, com as jugulares querendo saltar do pescoço, do casal talco pom-pom Eliane Cantanhêde (Globo News) e William Waack (CNN) cobrando, quase aos berros e sem nenhuma classe, “providências”.

Essa turba não tendo mais o que dizer, aperta o botão do desespero. Perderam o texto da “ameaça à democracia” e do “risco de violência iminente” já que milhões de famílias, crianças, jovens, adultos e idosos lhes puxaram o tapete deixando-os literalmente com as bundas gordas no chão.

Ora, ora, ora!

Bolsonaro não se apropriou da Bandeira do Brasil. Ela foi jogada no lixo e pisoteada pela esquerda.

Ou esses debilóides pensam que esquecemos da tal de Bebel Gilberto, representante de uma esquerda caviar, sapateando sobre o Pavilhão Nacional num show nos EUA?

Ou da “marcha dos excluídos” com baderneiros vestidos de vermelho com suas bandeiras da mesma cor nas mãos, com camisetas do Che Guevara fechando os desfiles cívicos?

Ou das caravanas pintadas de carmim do MST?

Ou dos “black boc’s” queimando bandeiras?

Nada mais simbólico e significativo!

Eles nunca usaram nossa bandeira nem o verde amarelo!

E o 7 de setembro não foi apropriado propriamente pelo Presidente.

Ele, o Mito, só convidou os brasileiros que aceitaram o convite e foram festejar a Pátria.

De forma pacífica e ordeira.

Dessa vez a goleada foi outra…

E estes patriotas aos milhões, se vestiram de verde e amarelo, sem nenhuma imposição, de livre vontade, sem receber sequer um pão com mortadela, para tomarem posse do Brasil que lhes pertence!

Mas também foram dizer ao mundo e à aristocracia medieval que está incrustada no Estado brasileiro, que o Governo (não só o Presidente) tem uma base social sólida, atenta e participativa!

E junto veio um aviso – que na minha opinião não é uma ameaça – mas sim uma promessa:

– Não se metam a querer seguir cerceando nossas liberdades!

– Não atentem mais contra a nossa liberdade de expressão!

– Chega de censura!

– Basta de ativismo judiciário e de quebrar o devido processo legal.

– Não ousem querer atentar contra à Democracia nos gabinetes.

Nosso “Messias” tirou de casa um mar de gente.

Se quiserem, façam o mesmo e convoquem os seus.

Se a esquerda tiver coragem e gente para fazer seus encontros, não será necessário colocar “sniper’s” nos telhados.

No máximo reforçar o policiamento contra roubos.

E tenho dito!

Luiz Carlos Nemetz

Editorialista do Jornal da Cidade Online. Advogado membro do Conselho Gestor da Nemetz, Kuhnen, Dalmarco & Pamplona Novaes, professor, autor de obras na área do direito e literárias e conferencista. @LCNemetz

 

Morre a rainha Elizabeth II do Reino Unido aos 96 anos

 

 

A rainha Elizabeth recebeu no último dia 06 (quarta-feira) a nova Primeira Ministra da Inglaterra, Liz Truss

Morre a rainha Elizabeth II do Reino Unido, aos 96 anos, na Escócia, no palácio de Balmoral. A informação foi confirmada pelo Palácio de Buckingham nesta quinta-feira. Há mais de 70 anos como soberana de 15 Estados Independentes e chefe de um grupo de 53 nações, a monarca entrou para a história como a mais longeva, e influente, do mundo.

“A rainha morreu em paz”, afirma o comunicado emitido pelo Palácio de Bunckingham. Segundo o protocolo chamado de ‘London Bridge’, que rege as ações em caso de morte do monarca, o Reino Unido entra em luto e um longo rito começa imediatamente com o fechamento do comério, bolsa de valores e organizações governamentais.

Os últimos atos do mais longevo reinado da história da coroa britânica foi o fim do governo de Boris Boris Johnson e o convite à Liz Truss formar um novo governo em seu nome. Ela é a terceira primeira-ministra que lidera o Reino Unido com Elizabeth II, que já esteve com Margaret Thatcher e Theresa May.

Filha do rei George VI e da rainha consorte Lady Elizabeth Bowes-Lyon, a rainha mãe, ela nasceu em 21 de abril de 1926 e não estava na linha de sucessão direta ao trono. A então princesa Elizabeth Alexandra Mary Windsor mudou de posto após a renuncia de seu tio, o rei Eduardo VIII, e a ascensão de seu pai, George, ao trono. Desde os 11 anos ela é ensinada a reinar e assumiu a coroa aos 26, com o falecimento repentino do pai, que se recuperava do tratamento de um câncer.

Apelidada de “Lilibet” pela família, ela impressionava as pessoas desde muito nova. Winston Churchill disse, em 1928: “Ela tem personalidade, um ar de autoridade e uma concentração surpreendente em uma criança”. Elizabeth e a irmã mais nova, Margaret, foram educadas em casa sob a supervisão da mãe e da governanta, Marion Crawford. Elas estudavam história, línguas, literatura e música.

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