
O Palácio dos Leões ainda não absorveu os resultados das duas operações policiais realizadas em São Luís por instituições e objetivos diferentes. A primeira foi pela Policia Federal que desenvolvimento da Operação Fake, que apreendeu farto material de informática no Sistema Nacional de Emprego, regional de São Luís e prendeu vários empregados do Procon, pela prática de crime de estelionato qualificado por fraudes no Programa Seguro Desemprego e apreendeu farto material de informática.
A Policia Federal prendeu e recolheu a carceragem da instituição, os empregados do Procon em São Luís e São José de Ribamar que estão no cárcere são: Ananda Morais Ribeiro, Geordana de Brito Ramos, Herbert Reis, Raissa Pereira Pinheiro e Rosenir Batista de Lima, que vinham desenvolvendo ações para aplicar um grande golpe no Programa Seguro Desemprego, que foi interceptado pela Caixa Econômica e a Policia Federal, que poderia desviar em São Luís e no município de Redenção no Pará, mais de 800 milhões de reais.
Apesar de ter afetado apenas um dos inúmeros serviços prestados pelo Procon, a instituição como um todo, acabou sendo atingida e para recuperar a credibilidade não será fácil, principalmente que se trata de um serviço bastante procurado e que vai gerar muitas desconfianças.
A Prisão de um Major e a Exoneração de um Delegado da Elite da Segurança Pública
A outra operação que a princípio seria apenas a apreensão de armas, munição e bebidas importadas de origem contrabandeada, resultou em prisões do MajorPM, Luciano Fabio Farias Rangel, SargentoPM, Joaquim Pereira de Carvalho Filho e o soldado Fernando Paiva Moraes Júnior, os quais foram autuados em flagrante pela policia civil e recolhidos ao quartel da PM. Todos foram flagrados dentro do depósito dos produtos e com veículos para fazerem o transporte do material que estava chegando.
O fato registrou-se nas comunidades de Quebra Pote e Arraial, local em qu foi encontrada grande quantidade de mercadoria e no dia seguinte na Vila Esperança foi estourado outro depósito da quadrilha com mais mercadorias que teriam sido contrabandeadas do Suriname.
Depois das operações, a policia chegou a conclusão que o delegado Tiago Bardal, então Superintendente Estadual de Investigações Criminais, por ter sido visto duas horas antes da operação nas proximidades do Quebra Pote, ser um integrante do grupo criminoso, que o secretário de segurança Jeferson Portela, qualifica como quadrilha altamente perigosa e que pretendia auferir lucros de mais de dois milhões de reais, com as vendas das armas, munições e bebidas.
Pelas informações que são públicas, nenhum dos militares presos fizeram acusação contra o delegado Tiago Bardal e até à tarde de hoje, as autoridades ainda não tinham justificativas para o envolvimento do delegado, hoje um dos mais credenciados do Sistema Estadual de Segurança Pública.
A Secretaria de Segurança Pública informou que o delegado Tiago Bardal foi exonerado pelo governador Flavio Dino e hoje também foi pedida a prisão preventiva do ex-titular da Seic. Apesar de todas essas informações, o delegado até o início da tarde de hoje não havia sido comunicado oficialmente da sua exoneração e desconhece pedido de prisão preventiva contra sua pessoa. ’ Relatou que está há nove anos na policia civil, mediante concurso público e nunca sofreu qualquer punição por deslize ou desvio de comportamento. Muito pelo contrário, tenho sido distinguido pelo meu trabalho e recentemente fui homenageado pelo governador Flavio Dino”.
Por outro lado, surgiram nas últimas horas, especulações de que o delegado Tiago Bardal é vítima de articulações perigosas de procedências então desconhecidas, e que também teriam origem de operações que comandou e que causou muita insatisfação a gente poderosa.