Caso Henry: morte do filho de 04 anos não tirou a mãe da ‘vida normal’

Nas conversas com babá, ela demonstrava preocupação, mas não deu sinais de ter tomado alguma providência sobre as agressões

Conversas por aplicativo de mensagem entre Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, e a babá dele, Thayná Ferreira, obtidas pela Polícia Civil, indicavam que ela tinha alguma preocupação com agressões sofridas pelo filho de 4 anos. Mas qualquer indício disso ficou obscurecido pelo comportamento da mãe após a morte do menino – ela deu impressionantes sinais de frieza e de uma “vida normal” incompatível com o trauma da perda violenta que sofreu.

Detalhes que vieram à tona na investigação ajudam a conhecer um pouco a professora que trocou o emprego de R$ 4 mil em uma escola na zona oeste do Rio por um cargo de R$ 12 mil no Tribunal de Contas do Município. Também passou a morar com o namorado, Dr. Jairinho, em um condomínio na Barra da Tijuca.

Foi uma mudança e tanto para Monique, que se separou do pai de Henry no ano passado, e foi morar com Dr. Jairinho. Nas conversas com a babá Thayná, a professora parecia dividida. Demonstrava preocupar-se com o que acontecia com o garoto. Mas não deu sinais de ter tomado alguma providência. Na prática, segundo a polícia, permitiu as agressões e se tornou cúmplice dos crimes.

Suas preocupações, aparentemente, eram outras. Quando o caso foi descoberto e passou a repercutir, Monique pediu a amigos e parentes, por WhatsApp, “um grande favor”, segundo revelou a revista Veja. Queria uma declaração escrita sobre como ela se relacionava com o filho. O objetivo era apresentá-la como uma pessoa carinhosa e incapaz de causar mal à criança.

Sem luto

Os relatos apontam, porém, para uma mulher que parece não ter demonstrado sentimentos pela morte do próprio filho de 4 anos. Quando voltou às redes sociais, por exemplo, postou a foto de uma bolsa Louis Vuitton ao lado de copos de café da marca California Coffee. Um dia após o enterro, gastou R$ 240 num salão de beleza. E, antes de prestar depoimento à Polícia, testou mais de um look e consultou o advogado: queria escolher a vestimenta ideal.

A polícia diz não haver indícios de coação de Monique por Dr. Jairinho. Mas a versão não convenceu todo mundo. “Me chamou a atenção um diálogo divulgado entre a mãe e o pai de Henry sobre a reação dele em não querer voltar para casa. Ela parecia atordoada, não parecia só uma dificuldade de lidar com o filho”, aponta Raquel Narciso, coordenadora do CDVida (Centro de Defesa da Vida), voltado para o combate à violência doméstica. “É possível que a mãe de Henry estivesse num relacionamento abusivo, passando por coação.”

Fonte: O Estadão

 

Está faltando testosterona no Congresso, já passou da hora de alguém bater na mesa

Em nova decisão monocrática, o STF invade competência de outro poder mediante decisão monocrática de um de seus membros. Não lhes basta interferir na política nacional segundo um ativismo nunca antes visto. Não lhes basta a toda hora largarem de mão o carro de bombeiro e botarem fogo no circo. Não lhes basta emitirem opiniões pessoais destemperadas e desbragadas, como se fossem líderes mal educados de facção política. Não lhes bastam os votos ridículos recheados de adjetivos e interjeições.

Querem, mesmo, desestabilizar o país interna e externamente.

Quando os deputados federais mantiveram a absurda prisão do colega preso de modo totalmente irregular, assustados talvez porque o ministro Alexandre mostra os dentes quando fala (vá que morda), o problema de que trato aqui começou a se evidenciar. Colhe-se aquilo que se semeia e nada mais.

Neste momento, dezenas de pedidos de pedidos de impeachment se amontoam nas duas casas do Congresso. No Senado, especificamente, há CPIs contra o presidente e pedidos de impeachment contra ministros do STF. Recentemente ingressou um contra Alexandre de Moraes com quase três milhões de assinaturas populares. E nada!

Ah! – dirá alguém – o ministro atendeu à Constituição, que manda instalar as CPIs quando os três requisitos nela alinhados são atendidos. É verdade. Mas não tem sido assim. E é bom que não seja porque, se fosse, o Congresso não cuidaria de outras coisas, pois sempre existe um terço das Casas querendo desfrutar de alguém no paredão dos interrogatórios e impropérios. A matilha, quando longe do poder, está sempre ouriçada. Danem-se as consequências internas e externas da instabilidade política. O nome disso é irresponsabilidade.

Ademais, como bem disse o dócil Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, não há como fazer uma CPI em sessões virtuais. Aliás, em sessões virtuais o Congresso tem aprontado cada uma!…

Parece evidente, ao menos para mim, que está faltando ao Parlamento, doses de reforço daquele hormônio próprio da masculinidade, a testosterona, que responde por algumas características do macho na espécie humana. Nada contra as senhoras congressistas, mas já passou da hora de alguém bater na mesa. É do parlamento a ação prioritária para isso. E não é necessariamente do seu presidente que até agora só mostrou altura e voz grossa. É atribuição do plenário, que, aliás, já fugiu de votar a lava-toga.

Por que não andam os pedidos de impeachment dos ministros do STF que se acumulam no Senado? Por que nenhum senador atravessa a rua e cobra do Supremo atitude simétrica, desta feita contra eles mesmos?

São perguntas que vejo sem resposta nesta manhã do dia 9 de abril, quando sinto cada vez mais evidente a consigna “Acuse-os do que faz”, a que me referi quando abordei o plano golpista que as forças militantes da mídia e da oposição, atribuíam ao presidente.

Percival Puggina

Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país

 

Dr. Jairinho pode ser o primeiro vereador cassado no Rio

Mesmo com o histórico de prisões de vereadores nos últimos 20 anos, nenhum deles perdeu o mandato 

Preso nesta semana por suspeita matar o enteado de 4 anos, o vereador carioca Dr. Jairinho (Solidariedade) pode ser o primeiro parlamentar cassado pela Câmara do Rio. O caso do menino Henry despertou um choque tão grande entre os colegas que o Legislativo deve caminhar rumo a esse desfecho – que é até hoje inédito, mesmo com o histórico de prisões de vereadores nos últimos 20 anos.

Ex-ocupantes das cadeiras do Palácio Pedro Ernesto, nomes como Nadinho de Rio das Pedras, Jerominho, Cristiano Girão e Luiz André Ferreira da Silva, o Deco, foram presos no âmbito de investigações que miraram envolvimentos com grupos milicianos. Apesar de medidas temporárias impostas pela Casa, nenhum deles perdeu efetivamente o mandato por decisão dos colegas.

O caso de maior impacto para o político criminoso foi o de Girão que perdeu as funções por ter passado mais de 120 dias ausente da Câmara – afinal, estava preso – em 2009. Foi, contudo, um mero cumprimento do regimento interno.

Com Jairinho, a brutalidade da morte de Henry levou os vereadores a sugerirem medidas que vão além dos trâmites tradicionais da Casa. Atualmente, ele está com os salários suspensos e será afastado se tiver a prisão estendida – a decisão impõe detenção temporária de 30 dias, enquanto a Câmara prevê o afastamento a partir do 31º dia de ausência.

Como é quase certo que ele ficará pelo menos 120 dias preso, o Legislativo poderia seguir o caminho natural de aguardar esse prazo para cassar o mandato. Há, no entanto, um movimento que busca antecipar essa punição.

“É o mínimo que esta Casa pode fazer diante de tamanha barbárie. São muitas as evidências, não é possível conviver numa casa de leis com alguém acusado de um crime tão cruel e covarde”, aponta a vereadora Teresa Bergher (Cidadania), que está no quinto mandato e preside a Comissão de Direitos Humanos. “Acho que ele deveria ter sido afastado imediatamente, e não só daqui a um mês. Essa resposta à sociedade chega tarde. A Câmara precisa rever as regras do Conselho de Ética, que são muito brandas.”

Já afastado do Conselho de Ética, do qual fazia parte, Jairinho deu lugar a Luiz Ramos Filho (PMN), que também cobra uma resposta “que com certeza virá”: “Estamos todos muito chocados com este caso.”

Assim como os ex-colegas presos, Jairinho é suspeito de envolvimento com milicianos; o nome dele aparece na CPI das Milícias, finalizada em 2008 pela Assembleia Legislativa do Rio.

Seu pai, o ex-deputado Coronel Jairo (PSC), também é mencionado no relatório e foi preso em 2018 no âmbito da operação Furna da Onça, que focou no suposto pagamento de “mesada” para parlamentares aprovarem projetos de interesse do governo estadual, no âmbito dos esquemas do ex-governador Sérgio Cabral (MDB).

Fonte: R7

 

Relembre o passado do ministro Barroso e a defesa “ferrenha” do terrorista Cesare Battisti

No programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan, Augusto Nunes e Guilherme Fiuza falaram sobre o passado do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

Analisando a postura e relembrando algumas situações da carreira do ministro, Augusto Nunes relembra a ocasião em que Barroso defendeu Cesare Battisti, terrorista italiano, condenado por quatro assassinatos.

“Com a cumplicidade do ministro da Justiça da época, Tarso Genro, eles transformaram um assassino psicopata num refugiado político, e aí o próprio Battisti esclareceu tudo ao chegar à Itália. Disse: ‘Não, eu matei sim.’ Eles negaram a participação do Battisti nos homicídios. Esse é o ministro Barroso”, diz Nunes.

Já Fiuza analisou a postura de ‘progressista’ do ministro:

“Ele é um personagem que cultiva uma inserção numa burguesia invernizada de progressismo (…) Ele não é esquerdista. Ele faz o que é conveniente para se inserir numa elite burguesa invernizada desses decalques todos, aí, que são só afetações de virtude. Ele vive disso”, comentou Fiuza.

 Jornal da Cidade Online

 

Raul Cutait: médicos não podem adotar achismo contra a covid-19

Raul Cutait, médico atuante do hospital Sírio-Libanês, de São Paulo

Cloroquina contra a covid-19 “não ajuda nada” porque, ao menos por ora, tratamento precoce para a doença é “sonho de uma noite de verão”. A proclamada autonomia do médico, preconizada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), não o autoriza a seguir procedimentos em desacordo com “a medicina baseada em evidências”. O Brasil enfrenta “dificuldade maior” no enfrentamento da pandemia por não ter feito, como outras nações, uma política nacional e centralizada de controle do SARS-CoV-2.

Sempre cuidadoso com o que declara, Cutait observa que não é especialista da área, mais afeta a médicos infectologistas. Mas fala com a autoridade de quem conheceu a doença de três perspectivas diferentes. Primeiro, como médico atuante do hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, onde se tornou um dos mais reconhecidos cirurgiões gástricos do país. Segundo, como pesquisador obsessivo, com vários livros e mais de uma centena de trabalhos científicos publicados no Brasil e no exterior, além de professor livre-docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Terceiro, como paciente grave de covid.

Raul Cutait infectou-se há mais de um ano, nas primeiras semanas da epidemia no país, e diz se lembrar de pouca coisa do tempo em que permaneceu internado, tão grave era o seu quadro infeccioso. Mas se recorda do momento fundamental em que teve a nítida sensação de que iria morrer e se recusou a jogar a toalha. “Não posso morrer”, disse a si mesmo, concentrando o pensamento na família, nos amigos, em seus projetos profissionais e nos “pequenos prazeres” que ainda pretende desfrutar em vida. Além dos cuidados dos colegas e funcionários do Sírio, ele credita a essa sua reação e à “sorte” o fato de ter se recuperado plenamente, sem nenhuma sequela da doença.

Na entrevista, ele enfrenta alguns mitos bastante populares no Brasil, inclusive entre médicos. Afirma que o tratamento precoce “não tem o aval da grande literatura médica”. “Nada disso funciona”, resume. “E o grande problema é as pessoas acharem que estão protegidas e não tomarem as corretas medidas de proteção”, acrescenta, referindo-se ao uso de máscaras, à limpeza constante das mãos e à necessidade de evitar aglomerações e de ter cuidados redobrados nos contatos interpessoais, entre outros procedimentos.

Também relativiza a “autonomia do médico”, invocada pelo CFM e pelos conselhos regionais para permitirem a livre prescrição de medicamentos, incluindo o famigerado tratamento precoce. “A autoridade do médico não é bem ampla, como se poderia pensar”, esclarece.

“O que os médicos não podem” – prossegue – “é falar ‘eu acho que’. ‘Eu acho que’ é coisa do passado, é coisa de meados do século 20. Essa é a medicina que se fazia antigamente. Hoje não. Hoje, você tem que usar a medicina baseada em evidências”.

Apesar de reconhecer que ainda se sabe “muito pouco” sobre a covid-19, observa que o conhecimento científico disponível não pode ser desprezado: “As pessoas precisam acreditar que o achismo não funciona. Tem que seguir o que a ciência já descobriu”.

Lamenta ainda que o Brasil não tenha planejado e executado uma política nacional para enfrentar a SARS-CoV-2, nome científico do vírus causador da covid-19: “A grande maioria dos países seguiu políticas centralizadas, nacionais. No Brasil, tivemos uma dificuldade maior, que foi a falta de uma coordenação central que interagisse com os governadores, os prefeitos e tomasse as decisões que permitissem entender que o país tem que se comportar como um país”.

Congresso em Foco

 

Transporte coletivo é o forte vetor do vírus da covid-19, dizem especialistas

  • Com a pandemia vigente há mais de um ano, governo e prefeitura de São Paulo ainda não têm solução
  • Ônibus e vagões lotados são potentes vetores para o novo coronavírus, dizem especialistas
  • Sugestões vão da ampliação de frotas e horários à diminuição de intervalo de espera

No período mais letal da pandemia e com maior número de internados por covid-19 em leitos de UTI no Estado, o transporte público de São Paulo continuou registrando aglomerações mesmo durante a fase emergencial do Plano SP. Com pouco mais de um ano de quarentena decretada, o governo estadual e a prefeitura paulistana ainda não encontraram um meio de impedir a superlotação nos ônibus e nos vagões da CPTM e do Metrô.

A fase mais restritiva, em vigência desde 15 de março, não foi o bastante para barrar a alta concentração de pessoas no transporte coletivo, um dos mais potentes vetores para o vírus sobretudo em regiões populosas como a Grande São Paulo, com mais de 20 milhões de habitantes e média de 10,9 milhões de passageiros por dia antes da pandemia e 4 milhões nas últimas semanas.

Profissionais da epidemiologia, infectologia e saúde pública avaliaram ao R7 a gravidade do problema até hoje não resolvido e apontaram possíveis medidas para amenizá-lo enquanto não há vacinação em massa para a população.

O epidemiologista Paulo Petry, professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), explica que a aglomeração de muitas pessoas num pequeno espaço e com pouca ventilação é um fator de risco excessivo para a proliferação do vírus.

“Com a grande quantidade de pessoas que usam o transporte público, como em São Paulo o risco de contaminação é altíssimo. E pior: essas pessoas quase com certeza vão espalhar o vírus para quem vive com elas em casa”, diz.

Um estudo de especialistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos e das universidades da Flórida e de Guanghzou, na China, aponta na mesma direção da fala de Petry: a chance de infecção pelo novo coronavírus é de 2,4% quando as pessoas envolvidas vivem em locais diferentes, e sete vezes superior (17%) quando moram na mesma residência.

Médico sanitarista e professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Gonzalo Vecina Neto, considera o transporte coletivo como a questão mais complexa para se resolver na pandemia. “Parece que se trata pouco do assunto porque achamos que não tem jeito. Como se, já que se pensa que não há o que fazer, fosse melhor nem falar sobre”, comenta Vecina, o fundador da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Uso incorreto da máscara aumenta a chance de proliferação do vírus

A unanimidade entre os especialistas para impedir de fato as aglomerações – no transporte público ou outros locais – é o endurecimento das restrições às atividades econômicas na pandemia, inclusive com a adoção do regime de lockdown em determinados casos.

Além das medidas restritivas, outra sugestão apontada por eles é o aumento da frota de ônibus, trens e metrôs – atualmente, os dois últimos operam na capacidade padrão e os ônibus com 88% da capacidade. Apesar da demanda reduzida alegada pelos governos, as aglomerações não foram evitadas.

“Não somente aumentar a frota, mas também diminuir o intervalo entre um carro e outro e ampliar os horários de funcionamento”, comenta Marcos Vinícius da Silva, médico especialista em Saúde Pública e doutor em doenças infecciosas e parasitárias.

Em relação à sugestão do médico, no entanto, a realidade é a oposta: segundo pesquisa da Rede Nossa São Paulo sobre mobilidade urbana, 49% dos usuários de ônibus afirmam que a lotação aumentou nos carros e 33% consideram que está igual. Em relação ao tempo de espera nos pontos ou terminais, 53% viram aumento e 33% apontaram que permaneceu o mesmo.

A respeito do escalonamento de horários para cada setor de atividades essenciais, sugestão da secretaria estadual de transportes, os especialistas se dividem: Gonzalo Vecina Neto e Marcelo Burattini, professor e infectologista da Universidade Federal de São Paulo, se mostram de acordo. “Assim quebramos o horário de pico e reduzimos as aglomerações”, considera Burattini.

Da Silva se põe contra: “seria como aquele rodízio maluco que fizeram no ano passado. Tem uma série de setores que têm turnos que não tem como mudar. Tinham é que ampliar horários dos locais de atendimento que funcionam, assim como de metrôs e ônibus. Com isso, haveria o espaçamento entre as pessoas, evitando as aglomerações em horários de pico”.

Fonte: R7

 

Mãe de Henry tirou selfie na delegacia ao depor sobre morte do filho

Monique Medeiros depois do sepultamento do filho foi ao salão de beleza. Ele escolheu look luxuoso para ir depor na delegacia. Em momento algum deixou transparecer que estivesse sendo pressionada pelo médico, vereador e companheiro dr. Jairinho, o que complica ainda mais a sua situação de participação no crime do próprio filho.

A mãe de Henry Borel, Monique Medeiros, tirou uma selfie na 16ª DP (Barra da Tijuca), no dia do  primeiro depoimento à polícia sobre a morte do filho, que ocorreu nove dias depois do ocorrido.

Na foto, Monique aparece com as pernas em cima de uma cadeira e um leve sorriso. Na ocasião, Monique não revelou aos agentes que sabia das torturas que a criança sofria por parte do padrasto, o vereador Dr. Jairinho.

As investigações apontaram que a mãe de Henry foi avisada por meio de mensagens pela babá do menino, em fevereiro, sobre agressões praticadas pelo padrasto, quando o menino reclamou de dores na cabeça e joelho.

Segundo informações da Record TV, Monique foi a um salão de beleza no dia seguinte ao enterro do filho, onde teria feito o serviço de pés, mãos e cabelo, gastando cerca de R$ 240 nos procedimentos.

Monique e Jairinho foram presos temporariamente nesta quinta (8), sob acusação de atrapalharem as investigações da morte de Henry.

Para o delegado Henrique Damasceno, responsável pelo caso, ‘não resta a menor dúvida’ que a mãe e o padrasto da criança causaram a morte do menino. Segundo ele, o casal será indiciado por homicídio duplamente qualificado, com emprego de tortura e sem chances de defesa da vítima.

Após a prisão, ela foi exonerada do cargo no TCM (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), que assumiu após começar a namorar Jairinho, no qual recebia cerca de R$ 12 mil. Antes de se relacionar com o vereador, Monique era diretora de uma escola municipal, função que lhe rendia o salário de R$ 4.400.

A mãe de Henry Borel está presa no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, onde passou a madrugada desta sexta-feira (9).

Fonte: R7

 

Onde há mais aglomerações? Nas missas e cultos religiosos ou na superlotação dos coletivos?

Com a decisão do STF de permitir governadores e prefeitos exercerem o poder de proibição de celebrações presenciais em templos católicos e evangélicos, mesmo protegidos por medidas de distanciamento e outras regras estabelecidas pelas autoridades sanitárias, surge mais uma vez a questão da omissão das autoridades para a superlotação nos transportes coletivos de São Luís e da região metropolitana.

As aglomerações permanecem em todos os terminais e os coletivos trafegam geralmente superlotados, o que caracteriza que a frota não atende a demanda, o que não é de agora que o Serviço de Transporte Coletivo é deficiente e se tornou pior depois da farsa da concorrência pública. As empresas que dominam todo o sistema detêm suporte com coletivos para atender a prestação de serviços eficientes à população da capital, mas se acostumaram a serem movidas com vantagens, muitas das quais intermediadas por políticos.

Enquanto são apontadas às Igrejas Católicas e Evangélicas como riscos para avanços da pandemia, mesmo com toda a transparência às restrições estabelecidas, as superlotações de todos os dias dos coletivos permanecem ignoradas.  As desinfecções em terminais e em alguns coletivos podem ter as suas ações preventivas, mas as aglomerações continuam e nas paradas também não são diferentes. Infelizmente, o maior perigo para o avanço do vírus é dentro dos coletivos, que basta uma pessoa assintomática infectada para levar a doença para milhares de outras, numa espécie efeito dominó.

O deputado estadual Duarte Junior, quando candidato a prefeito fez uma viagem em um transporte coletivo superlotado (foto acima), para mostrar a realidade de ontem e que continua hoje. A sua intenção então de critica, desapareceu depois que foi derrotado nas eleições. Se ele tivesse pelo menos um mínimo de responsabilidade e respeito para com o povo, poderia permanecer na cobrança no parlamento, mas sabe que tem impedimentos por causa da MOB e da Fiscalização Sanitária, instituições ligadas ao Governo do Estado, e que ele não deve e nem pode criticar, para não ser repreendido pelo seu chefe e mentor político.

Fonte: AFD

 

 

Senador Clovis Viana: “É Hora de darmos o primeiro impeachment de um ministro do STF”

O senador Carlos Viana (PSD), subiu o tom contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.

Segundo o parlamentar, as autoridades devem “ajudar o país a vencer esse momento”, não tomar decisões que piorem o Brasil.

De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, a decisão de Barroso que determinou a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 no Senado Federal, será para investigar o próprio Governo Federal.

Carlos Viana, visivelmente irritado com a situação, disparou:

“Sou a favor que essa decisão do ministro Barroso seja alvo de uma investigação pelo Senado, que nós questionemos a Casa se, de fato, ela tem vigência legal. Se chegarmos a conclusão que não embasamento da constituição, ao meu ver, é hora de darmos, quem sabe, o primeiro impeachment de um ministro do Supremo. Está na hora da gente começar a encarar.”

E prosseguiu:

“O Supremo não pode ir além do que está escrito na Lei. Então, que o parlamento comece a exercer o seu papel.”

O parlamentar afirmou que o processo de impeachment do ministro começa com o recolhimento de assinaturas para posterior apresentação ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que pode ou não colocar o tema em pauta.

Jornal da Cidade Online

 

Bolsonaro detona Barroso: “Falta coragem moral e sobra militância política; Conhecemos seu passado!”

Na manhã desta sexta-feira, 09, o presidente Jair Bolsonaro rompeu o silêncio sobre o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o presidente, a decisão monocrática de Barroso, determinou que o Senado Federal instale uma CPI da Covid contra o presidente Jair Bolsonaro.

Em frente ao Palácio da Alvorada, Bolsonaro detonou:

“Ao que parece, falta coragem moral para o Barroso e sobra ativismo judicial! […] Um ministro do STF faz politicalha!”

E disse mais:

“Barroso, nos conhecemos o teu passado e a tua vida e o que você sempre defende, inclusive, como chegou no Supremo: defendendo o terrorista Cesare Battisti. […] Se tiver um pingo de moral, mande abrir o processo de impeachment contra alguns de seus colegas do STF.”

Nas redes sociais, o presidente ainda disse mais:

“Barroso se omite ao não determinar ao Senado a instalação de processos de impeachment contra ministro do Supremo, mesmo a pedido de mais de 03 milhões de brasileiros.”

“Falta-lhe coragem moral e sobra-lhe imprópria militância política.”

 Jornal da Cidade Online