Casal de empresários é assassinado a facadas em condomínio de luxo em Balsas no Maranhão

A Polícia Civil investiga se a morte de Gaspar Alves Loiola e Lucinalva Silva Loiola está relacionada a problemas de dívidas e agiotagem. O desligamento das câmeras do condomínio de luxo, local do crime, pode ser o caminho para elucidação do fato. Não está descartada a possibilidade de crime de encomenda.

Um casal de empresários foi morto a facadas no condomínio de luxo conhecido por Jardim do Sol, no município de Balsas, a cerca de 800 km de São Luís. De acordo com a Polícia Civil do Maranhão, os corpos de Gaspar Alves Loiola e Lucinalva Silva Loiola foram encontrados no interior da residência na noite da última quinta-feira (8).

O veículo do casal foi levado pelo autor do crime, e depois de algumas horas a polícia o localizou abandonado, próximo ao condomínio. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Balsas é se o crime foi motivado por problemas com dívidas.

Durante quase 20 anos, Gaspar e Lucinalva moraram nos Estados Unidos com a filha. Em outubro do ano passado, eles decidiram retornar para Balsas, sua cidade natal. Ao R7, um familiar das vítimas, que prefere não ser identificada, disse que o casal construiu a mansão no condomínio, pois tinha o sonho de voltar para morar o Brasil. Eles também tinham uma fazenda no interior do estado.

            Muitas suspeitas de facilitações

As autoridades policiais suspeitam de que o crime não foi de uma pessoa isolada, mas de um conjunto, haja vista que as câmeras de videomonitoramento estariam desligadas, o que deve ser apurado se foi por ordem do condomínio ou a mando de alguém, além de outras motivações. As autoridades procuram pelos celulares do casal e quer fazer um levantamento de pelo menos da movimentação dele, nas 48 horas que antecederam aos assassinatos. Outro fator determinante para a elucidação das mortes, são as movimentações financeiras do casal, haja vista de teriam negócios com agiotagem em dólar. São algumas versões que estão surgindo, em que a polícia vem trabalhando, sem no entretanto dar maiores informações, mas existem fortes suspeitas de que os assassinatos podem envolver várias pessoas e que as execuções teriam sido encomendadas e praticadas por pessoa ou pessoas conhecidas das vítimas.

Fonte: R7

 

Médicos e enfermeiros do SUS deveriam usar câmeras como os policiais. Sugere jornalista

Em vários estados há projetos de colocar câmeras nos policiais para garantirem que os abordados terão um “atendimento correto” do servidor público. Eu sugiro que coloquem também nos médicos e enfermeiros do SUS, que também são servidores públicos e atendem a população em momentos tensos, assim como a polícia, principalmente nos postos de saúde.

Muitas dúvidas seriam tiradas com essas imagens, seja pela agressividade e grosseria dos pacientes, seja pela má vontade por parte dos profissionais. Se é para cuidar e garantir um atendimento correto por parte dos servidores públicos, acho coerente que policiais, médicos e enfermeiros usem, a não ser que o projeto tenha foco exclusivo para garantir apenas o direito dos “pacientes” atendidos pela polícia.

Raquel Brugnera

Pós Graduanda em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político – Universidade Estácio de Sá – RJ.

 

Ação no STJ revela grilagem e violência na cidade de Balsas no Maranhão

Está no Superior Tribunal de Justiça (STJ) processo envolvendo um suposto esquema de invasão e grilagem de terras que persiste há mais de uma década em Balsas, no Maranhão, terra do loquaz ministro da Justiça, Flávio Dino. No processo, relatado pelo ministro Raul Araújo, um Jorge Henrique Pes, vulgo Jorge da Serrana ou Jorge Gaúcho, é acusado de utilizar documentos fraudados e até de violência na atividade apontada como criminosa, tudo isso sob a vista grossa do poder público.

Tortura

Jorge Pes também figura em uma centena processos em vários Estados, incluindo denúncias de violência contra famílias de agricultores.

Viúva virou vítima

Nem uma viúva septuagenária escapou de Jorge Pes, que tenta tirar dela uma fazenda em Balsas, adquirida nos anos 1980 pelo marido falecido.

Até terras públicas

Há denúncias de “venda” de terras públicas e uso danoso de agrotóxicos. A coluna não conseguiu contato com Pes, mas deixa o espaço aberto.

Coluna do Claudio Humberto

 

Crianças e bebê são encontrados vivos após queda de avião na Colômbia há 40 dias

Segundo informações preliminares, as crianças estão desidratadas e com picadas de inseto pelo corpo, após mais de 40 dias na mata fechada

Foram encontrados com vida as três crianças e um bebê que estavam desaparecidos desde 1º de maio, após um acidente de avião na Colômbia. Segundo informações preliminares, as crianças estão desidratadas e com picadas de inseto pelo corpo.

“Uma alegria para todo o país. As quatro crianças que estavam desaparecidas há 40 dias na selva colombiana foram encontradas com vida”, informou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, por meio do Twitter.

Após o acidente, as crianças ficaram mais de um mês em uma região de mata fechada, na Amazônia colombiana. A operação de resgate contou com a participação de mais de 120 militares, além de cerca de 70 indígenas. As informações são do jornal El Tiempo. As forças de segurança da Colômbia realizaram vários dias de buscas pelos pequenos e cada nova pista aumentava a esperança dos agentes.

As forças de segurança da Colômbia realizaram vários dias de buscas pelos pequenos e cada nova pista aumentava a esperança dos agentes.

O jornal colombiano informou que um helicóptero está a caminho do local para que as crianças sejam resgatadas e levadas à cidade de San José del Guaviare, onde receberão atendimento médico.

O acidente de avião resultou na morte do piloto, Hernando Murcia Morales; da copiloto, Herman Mendoza Hernández; e da mãe das crianças, Magdalena Mucutuy Valencia. As três crianças têm 13, 9 e 4 anos, enquanto o bebê tinha apenas 11 meses quando desapareceu. Em 17 de maio, Petro chegou a anunciar, por meio das rede sociais, que as crianças haviam sido localizadas. No dia seguinte, porém, ele publicou um pedido de desculpas pelo anúncio equivocado.

Fonte: Metrópoles

 

Lula tem ainda R$ 31,5 bilhões em emendas para gastar em 2023 com o Congresso no toma lá dá cá

Presidente tem recebido críticas feitas por parlamentares devido à falta de articulação política do Executivo com o Legislativo

Com dificuldades no Congresso Nacional e em meio à pressão de congressistas pela liberação de mais recursos, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda tem em caixa R$ 31,5 bilhões em emendas para gastar em 2023. Até maio deste ano, foram gastos R$ 5 bilhões, incluindo o recorde de R$ 1,7 bilhão em um único dia.

Nos primeiros cinco meses deste ano, foram pagos R$ 3 bilhões em emendas individuais impositivas. No mesmo período em 2022, haviam sido pagos R$ 2 bilhões. Até maio de 2023, foi pago mais de R$ 1 bilhão em emendas de bancada. No mesmo período do ano passado, o pagamento dessa rubrica foi de R$ 800 milhões.

Os dados foram repassados por fontes do Ministério das Relações Institucionais, comandado por Alexandre Padilha, responsável pela articulação política do Executivo com o Legislativo. Parlamentares têm disparado críticas à interlocução do governo. Neste momento, Lula não cogita uma troca ministerial nas pastas localizadas no Palácio do Planalto.

Para demonstrar descontentamento, a Câmara dos Deputados barrou no mês passado mudanças promovidas por Lula no marco do saneamento básico, aprovou o projeto de lei do marco temporal de demarcação de terras indígenas e retirou de pauta o texto das fake news. Já o Senado possui ambiente mais favorável ao petista. As derrotas fizeram com que o governo se movimentasse para cessar a insatisfação dos parlamentares, e até partidos da oposição foram contemplados com emendas.

O PL, por exemplo, foi o partido que mais recebeu recursos, sendo atendido com R$ 385,8 milhões. Outra legenda bastante beneficiada foi o PP, com R$ 337,6 milhões. O PT liderou a distribuição de emendas, com R$ 575,9 milhões, e partidos que comandam ministérios também tiveram prioridade, como PSD (R$ 568,7 milhões), MDB (R$ 353,4 milhões) e União Brasil (R$ 304,4 milhões).

A maioria dos recursos liberados no mês passado será utilizada em ações na área do Ministério da Saúde. Serão pelo menos R$ 4,1 bilhões para projetos da pasta. O valor restante será destinado para iniciativas de outros 13 ministérios, entre eles Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (R$ 240,3 milhões), Defesa (R$ 69,4 milhões) e Integração e Desenvolvimento Regional (R$ 48,8 milhões).

Lula em campo

Como mostrou o R7, Lula deve diminuir o ritmo de viagens nacionais, com exceção das já previstas, e se reunir com senadores e deputados federais após o feriado de Corpus Christi, dizem ministros do governo. Na última segunda-feira (5), havia a expectativa de uma reunião separada entre o presidente e os líderes partidários da Câmara e do Senado. No entanto, o governo cancelou o encontro com o primeiro grupo e se reuniu apenas com senadores.

A reunião teve a participação da maioria dos senadores que compõem a base do governo na Casa. De acordo com Jaques Wagner, o encontro tinha o objetivo de possibilitar a Lula transmitir os agradecimentos pela aprovação da medida provisória que reestruturou a Esplanada dos Ministérios. Na prática, o texto, alterado no relatório feito pelo deputado relator, esvaziou o poder de pastas como Meio Ambiente e Mudança e Clima e Povos Indígenas, pautas defendidas pelo petista durante a campanha eleitoral de 2022.

Após a agenda, na semana dos dias 12 a 16, Lula deve reduzir o ritmo de viagens e se concentrar em “arrumar a casa”, nas palavras de um ministro do governo. A agenda, segundo essa fonte, deve contar com reuniões com parlamentares de diversos partidos e bancadas. O governo vem sendo criticado pela falta de articulação política, inclusive com recados públicos do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

“Há uma insatisfação generalizada dos deputados com a falta de articulação do governo”, disse Lira recentemente. Daqui para a frente o governo tem que andar com as próprias pernas, e não haverá nenhum tipo de sacrifício dos parlamentares. O governo sabe e tem consciência de que a acomodação política não está feita e não tem base consolidada.

Lira e Lula conversaram pelo menos três vezes sobre a questão. A última reunião entre os presidentes dos dois Poderes ocorreu na última segunda (5). O alagoano disse em entrevista que, com a presença do petista na articulação política, é possível ter uma construção mais sólida na base do governo no Congresso Nacional.

Fonte: R7

 

Generais e Flavio Dino estão na lista das 40 pessoas que a CPMI pode convocar na próxima sessão

Pauta da CPMI da próxima terça-feira traz 98 requerimentos com pedidos de convocação e convite de 40 pessoas, entre autoridades e suspeitos

A próxima sessão da CPMI do 8 de Janeiro pode votar a convocação ou o convite de até 40 pessoas, entre autoridades e suspeitos de financiar os atos golpistas. Ao todo são 98 requerimentos sobre possíveis depoimentos que estão na pauta da sessão da CPMI da próxima terça-feira (13/6). Mas parte dos requerimentos traz pedidos semelhantes.

Por exemplo: muitos dos parlamentares querem que o colegiado escute o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid e o ex-ministro do GSI Gonçalves Dias. Há também sob a mesa requerimentos de convocação para ouvir o ex-ministro da Defesa Braga Netto e um convite para o atual ministro da Justiça, Flávio Dino, dentre os nomes de autoridades mais conhecidos.

Ao todo, são 25 autoridades que podem ser chamadas para falar à comissão de inquérito do Congresso. Há ainda o nome de 9 empresários suspeitos de financiar os atos, que podem ser convocados. A comissão também pode chamar os suspeitos de armar um atentado com uma bomba em uma via de acesso ao aeroporto de Brasília.

Confira os nomes que podem ser convocados:

  1. Anderson Torres, ex-secretário de Segurança do DF
  2. Tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro
  3. Marco Edson Gonçalves Dias, general e ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI)
  4. Augusto Heleno Ribeiro Pereira, ex-ministro-Chefe do GSI
  5. Jorge Eduardo Naime Barreto, comandante do Departamento de Operações (DOP) da PMDF
  6. Saulo Moura da Cunha, diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin(
  7. Flávio Dino, ministro da Justiça
  8. Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa
  9. Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal
  10. Antônio Elcio Franco Filho, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde
  11. Marília Ferreira de Alencar, então subsecretária de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do DF
  12. Ricardo Garcia Cappelli, secretário-executivo do Ministério da Justiça
  13. Jorge Teixeira de Lima, delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)
  14. Gustavo Henrique Dutra de Menezes, ex-chefe do Comando Militar do Planalto (CMP)
  15. Fernando de Souza Oliveira, ex-secretário-executivo da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal
  16. Fábio Augusto Vieira, ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal
  17. Robson Cândido, delegado-geral da Polícia Civil do Distrito Federal
  18. Marcelo Fernandes, delegado da Polícia Civil do Distrito Federal
  19. Márcio Nunes de Oliveira, ex-delegado-geral da Polícia Federal
  20. Milton Rodrigues Neves, delegado da Polícia Federal
  21. José Ferreira de Sousa Bezerra, coronel da Polícia Militar do Distrito Federal
  22. Paulo José Ferreira de Sousa Bezerra, coronel da Polícia Militar do Distrito Federal
  23. Leonardo de Castro, diretor de Combate à Corrupção e Crime Organizado da Polícia Civil do Distrito Federal.
  24. Júlio Danilo Souza Ferreira, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal
  25. Valdir Pires Dantas Filho, perito da Polícia Civil do Distrito Federal
  26. Ailton Barros, ex-militar, amigo de Jair Bolsonaro
  27. Edilson Antonio Piaia, empresário e produtor rural, suspeito de financiar atos bolsonaristas em estradas
  28. Diomar Pedrassani, empresário, suspeito de financiar atos golpistas
  29. Argino Bedin, empresário, suspeito de financiar atos golpistas
  30. Albert Alisson Gomes Mascarenhas, herdeiro da Construtora Meirelles Mascarenhas, suspeito de participar de atos golpistas
  31. Leandro Pedrassani, empresário, suspeito de financiar atos golpistas
  32. José Carlos Pedrassani, empresário, suspeito de financiar atos golpistas
  33. Joveci Xavier de Andrade, empresário, suspeito de financiar atos golpistas
  34. Ainesten Espírito Santo Mascarenhas, empresário, suspeito de financiar atos golpistas
  35. Adauto Lucio de Mesquita, empresário, suspeito de financiar atos golpistas
  36. Roberta Bedin, suspeita de financiar atos golpistas
  37. Jeferson Henrique Ribeiro Silveira, motorista, dirigia o caminhão-tanque no qual foi acoplada uma bomba no DF
  38. Wellington Macedo de Souza, suspeito de estar envolvido no atentado com uma bomba no aeroporto de Brasília.
  39. George Washington de Oliveira Sousa, suspeito de armar um atentado com uma bomba no aeroporto de Brasília
  40. Alan Diego dos Santos, suspeito de armar um atentado com uma bomba no aeroporto de Brasília

Coluna do Igor Gadelha – Metrópoles

 

Marginais do Poder

                                                                              Jorge Motta

Transcrevo matéria publicada em 13 de outubro de 2012, no jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, de autoria de Marco Antônio Villa, historiador brasileiro, mestre em sociologia, doutorado em História Social.

A saber: “Vivemos um tempo curioso, estranho. A refundação da República está ocorrendo e poucos se estão dando conta deste momento histórico. Momento histórico, sim. O Supremo Tribunal Federal (STF), simplesmente observando e cumprindo os dispositivos legais, está recolocando a República de pé. Marian – símbolo da República Francesa e de tantas outras, e que orna nossos edifícios públicos, assim como nossas moedas-havia sido esquecida, desprezada. No célebre quadro de Eugene Delacroixi, é ela que guia o povo rumo à conquista da liberdade. No Brasil, Mariana acabou se perdendo nos meandros da corrupção. Viu, desiludida, que estava perdendo espaço na simbologia republicana, sendo substituída pela mala – a mala recheada de dinheiro furtado do erário.

Na condenação dos mensaleiros e da liderança petista, os votos dos ministros do STF têm a importância dos escritos dos propagandistas da República. Fica a impressão de que Silva Jardim, Saldanha Marinho, Júlio Ribeiro, Euclides da Cunha, Quintino Bocayuva, entre tantos outros, estão de volta. Como se o manifesto Republicano de dezembro de 1870 estivesse sendo reescrito, ampliado e devidamente atualizado. Mas tudo de forma tranquila, sem exaltação ou grandes reuniões. O ministro Celso de Mello, decano do STF, foi muito feliz quando considerou os mensaleiros marginais do poder. São marginais do poder, sim. Como disse o mesmo ministro, “estamos tratando de macro delinquência governamental, da utilização abusiva, criminosa, do aparato governamental ou do aparato partidário por seus próprios dirigentes” E foi completado pelo presidente Carlos Ayres Brito, que definiu a ação do PT como “um projeto de poder quadrienalmente quadruplicado. Projeto de poder de continuísmo seco, raso. Golpe, portanto”. Foram palavras duras, mas precisas. Apontaram com crueza o significado destrutivo da estratégia de um partido que desejava tomar para si o aparelho de Estado de forma golpista não pelas armas, mas usando o Tesouro como instrumento de convencimento, trocando as balas assassinas pelo dinheiro SUJO.

A condenação por corrupção ativa da liderança petista-e por nove vezes- representaria em qualquer país democrático, uma espécie de dobre de finados. Não há no Ocidente na História recente, nenhum partido que tenha sido atingido tão duramente como foi o PT. O núcleo do partido foi considerado golpista, líder de “uma grande organização criminosa que se posiciona à sombra do poder”, nas palavras do decano. E foi severamente condenado pelos ministros.

Mas como se nada tivesse acontecido, como se o PT tivesse sido absolvido de todas as imputações, a presidente Dilma Rousseff, na quarta-feira, deslocou-se de Brasília a São Paulo, no horário do expediente, para, durante quatro horas, se reunir com Luiz Inácio Lula da Silva, simples cidadão e sem nenhum cargo partidário, tratando das eleições municipais.

O leitor não leu mal. É isso mesmo: durante o horário de trabalho, com toda a estrutura da Presidência da República, ela veio a São Paulo ouvir piedosamente o oráculo de São Bernardo do Campo. É inacreditável, além de uma cruel ironia, diante de condenações pelo STF do núcleo duro do partido da presidente. Foi uma gigantesca demonstração de desprezo pela decisão da Suprema Corte. E ainda dizem que Dilma é mais “institucional” que Lula…

Com o tempo vão ficando mais nítidas as razões do ex-presidente para pressionar o STF a fim de que não ocorresse o julgamento. Afinal, ele sabia de todas as tratativas, conhecia detalhadamente o processo de mais de 50 mil páginas sem ter lido uma sequer. Conhecia porque foi o principal beneficiário de todas aquelas ações. E isso é rotineiramente esquecido. Afinal, o projeto continuísta de poder era para quem permanecer à frente do governo? A “sofisticada organização criminosa”, nas palavras de Roberto Gurgel, o procurador-geral da República, foi criada para beneficiar qual presidente? Na reunião realizada em Brasília, em2002, que levou à “compra” do Partido Liberal por R$ 10 milhões, Lula não estava presente? Estava. E quando disse – especialmente quando saiu da Presidência – agora com as decisões e condenações do STF que não existiu o mensalão, que tudo era uma farsa? E agora, com as decisões e condenações do STF, quem está mentindo? Lula considera o STF farsante? Quem é o farsante, ele ou os ministros da Suprema Corte?

Jorge Mota é colunista do Diário do Poder

 

Senador envia ofício a Alexandre de Moraes e cobra explicações a respeito das condutas do ministro

O senador Marcos do Val anunciou que enviou um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, requerendo explicações a respeito das condutas do ministro.

Ao divulgar o ofício, o senador disse:

“…’Traidor da constituição é um traidor da pátria!’ 

Essa frase foi proferida pelo Ulysses Guimarães no dia da promulgação da nossa constituição. Ela se encaixa perfeitamente para descrever os atos anticonstitucionais do ministro Alexandre de Moraes. Encaminhei hoje esse ofício para o ministro.

Aproveito para informar que em conjunto com outros senadores, já estamos finalizando uma petição para que possamos dar início o mais breve possível uma CPI do STF.

Como a constituição diz que cabe unicamente ao Senado Federal o poder de investigar, afastar e até impeachment os ministros do Supremo Tribunal Federal, assim o faremos seguindo e respeitando a constituição e defendendo a democracia!”.

Leia petição apresentada pelo senador Marcos do Val: 

“Senhor Ministro,

Nosso sistema constitucional, como bem sabe Vossa Excelência, se baseia na separação e harmonia entre os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, que se controlam mutuamente em mecanismos de “pesos e contrapesos”, consagrados por Montesquieu, em sua obra “O Espírito das Leis”.

Particularmente em relação ao Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional tem a atribuição de fixar os subsídios de seus Ministros, cabendo ao Senado Federal, privativamente, aprovar previamente, após arguição pública, seus magistrados (art. 52, II, a, e art. 101, parágrafo único, da CF) e processar e julgar os Ministros do STF, no caso de crimes de responsabilidade (art. 52, II, da CF).

Assim, por força das atribuições dos cargos públicos que ocupamos, Vossa Excelência como Ministro do Supremo Tribunal Federal e eu como Senador da República, encaminho, de modo público, os seguintes questionamentos, esperando que, no cumprimento de seu dever, Vossa Excelência ofereça as devidas explicações ao Senado Federal e ao povo brasileiro:

  1. Por que, segundo denúncias, os advogados e defensores públicos encarregados da defesa das pessoas presas no âmbito dos inquéritos acima mencionados, tiveram suas sustentações orais reduzidas a meros vídeos de 15 minutos, sendo a decisão proferida no minuto seguinte?
  2. Também, por que foram efetuadas audiências de custódia em “lotes”, o que é uma afronta ao que dispõe a lei?
  3. Qual a base legal para se determinar a prisão, em massa, de mulheres, homens e até crianças em um mesmo local, ferindo de morte direitos humanos?
  4. Como justificar as recentes decisões arbitrárias de Vossa Excelência em relação a este Senador, sem respeitar as prerrogativas do Senado Federal e o exercício da representação popular?
  5. Conforme relatório de inteligência da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), cópia anexa, que transcreveu mensagens enviadas nos grupos de Whatsapp do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) e da Célula Integrada de Inteligência de Segurança Pública do Distrito Federal (CIISP/DF), no dia 06/01/2023, Vossa Excelência teve conhecimento, na condição de Relator do Inquérito dos Atos Antidemocráticos e Presidente do TSE, que “haveria depredação e ataques violentos nos Três Poderes”. Como explicar que nenhuma providência foi adotada por Vossa Excelência para prevenir que esses atos gravíssimos não viessem a ocorrer, como, de fato, ocorreram?
  6. Qual a justificativa para autuar “petição autônoma e sigilosa”, no âmbito do Inquérito nº 4.923/DF, com o objetivo de investigar este Senador da República, uma vez que, após reunião, em 13/12/2022, onde expus a Vossa Excelência fatos de extrema relevância, não soube da adoção, por parte de Vossa Excelência, de quaisquer medidas processuais? Por que, após o contato que teve comigo, Vossa Excelência não se declarou impedido?”

Fonte: Jornal da Cidade Online

“Aprendi da forma mais dura como o sistema comanda a engrenagem de assassinar reputações”

Ingressei na política para cumprir uma missão de vida. Por ser militar e estar sempre servindo longe do meu domicílio eleitoral, jamais havia votado. Sempre justificava na sessão mais próxima. Meu 1º voto foi justamente na minha própria candidatura, em 2018, para deputado estadual. Ser eleito era uma grande dúvida e algo bem distante da realidade. Acabei sendo o mais votado naquele pleito.

Na eleição seguinte, fui candidato a deputado federal. Mais uma vez o campeão de votos no Rio Grande do Sul. Confesso que tudo ocorreu muito rápido. Para o bem e para o mal. O mais próximo que cheguei de cometer algum deslize foi quando levei uma advertência no quartel pelo cabelo fora do padrão.

Na política, aprendi da forma mais dura como o sistema comanda a complexa engrenagem de assassinar reputações. Da noite para o dia virei um incentivador de atos antidemocráticos. O embasamento jurídico para tal denúncia foi um punhado de postagens em redes sociais de outubro a novembro de 2022, quando ainda estava na Assembleia Legislativa. Eu sequer participei das manifestações.

Pela completa falta de elementos comprobatórios, o Ministério Público Estadual entendeu que minha conduta não foi criminosa, pois não se moldava a crime algum. Até o chefe da Polícia Civil gaúcha confirmou que nada havia contra a minha pessoa. No fatídico 8 de janeiro estava com minha família descansando no interior de Santa Catarina. Assim que assisti àquelas cenas lamentáveis fiz questão de me pronunciar nas redes sociais condenando os atos de vandalismo.

A vida seguiu de forma tranquila até eu propor a criação da CPI do MST para investigar a escalada de invasões de terra no país. Na mesma semana em que fui designado presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, as denúncias que já estavam superadas e devidamente esclarecidas ressurgem com força e requintes de crueldade.

É preciso destacar que eu não sou congressista com origem no setor rural. Minhas pautas sempre foram segurança pública, escolas cívico-militares e o combate ao câncer. A cada construção de uma narrativa tentando me desqualificar, aumenta minha convicção de que estamos no caminho certo e essa certeza alimenta meu ímpeto de buscar a verdade real sobre os objetivos dos movimentos que invadem propriedades de terceiros e sobre os interesses dos financiadores dessas ações criminosas.

A mais nova “acusação” é de supostamente cortar o microfone de uma deputada federal. Minha atuação tem seguido rigorosamente o Regimento Interno na Câmara dos Deputados. Meu papel é garantir o bom andamento dos trabalhos e o que temos visto são tentativas de impedir votações de requerimentos e o depoimento de convidados por meio de estratégias desrespeitosas.

É lamentável que uma congressista instrumentalize a imprensa para criar factoides que, por sua vez, serão utilizados para instrumentalizar a Justiça com denúncias falsas e caluniosas. Estou tranquilo e à disposição para quaisquer esclarecimentos. E mais motivado do que nunca para ajudar a devolver paz ao campo. Seguirei fazendo o que é certo, não o que é fácil.

Tenente-coronel Zucco

Deputado Federal

 

Vem aí a “Rede Lula de Rádio e Televisão,” seguindo a ditadura venezuelana

A visita de Maduro ao Brasil parece ter influenciado Lula. Agora, o PT está na iminência de conseguir concessão de Rádio e TV do próprio governo. Regimes ditatoriais controlam a mídia e tem na TV estatal a principal fonte de disseminação ideológica de suas doutrinas.

Melhor do que fazer propaganda é ter uma emissora de rádio e televisão para monopolizar a informação e o conteúdo que chega ao espectador. O próximo passo deve ser cassar concessões de quem não concorda com o governo petista. A visita do perverso ditador Maduro ao Brasil e a defesa escancarada e vergonhosa feita por Lula ao regime venezuelano, mostra que uma rede de televisão do partido de esquerda é o início para o controle da mídia.

Comentários: Anderson Oliveira