Justiça condenou a prefeitura de São Luís a realizar concurso público para educação

O município terá um prazo de um ano para realizar o concurso público, com um cronograma de ações a ser apresentado em até 90 dias

O município de São Luís foi condenado a realizar concurso público para preenchimento de cargos de professores na rede municipal de ensino. A sentença é resultante de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Maranhão, que questionava a prática de contratações temporárias de professores pela administração municipal. O Ministério Público argumentou que o município de São Luís, ao realizar contratações temporárias em vez de concursos públicos, desrespeitava os princípios constitucionais que regulam o ingresso no serviço público.

Em sua defesa, a prefeitura de São Luís alegou que a contratação temporária se justificava pela necessidade de reposição emergencial de professores devido a afastamentos por motivos diversos, o que impediria a interrupção dos serviços educacionais essenciais. A administração municipal afirmou que a Lei Municipal nº 4.891/2007 ampara a contratação temporária em situações específicas e urgentes.

A decisão do juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, destaca que a prática de contratações temporárias deve ser uma exceção e não a regra, conforme previsto na Constituição Federal. O magistrado enfatizou que a repetição de processos seletivos para cargos que deveriam ser ocupados por meio de concurso público configura uma violação à regra constitucional e aos princípios da administração pública.

A sentença concluiu que a necessidade contínua de professores na rede municipal caracteriza uma demanda permanente que deve ser atendida por servidores efetivos, contratados através de concurso público. Além disso, a manutenção de professores temporários, cujos contratos são sucessivamente renovados, descaracteriza a justificativa de necessidade temporária e excepcional.

O município de São Luís terá um prazo de um ano para realizar o concurso público, com um cronograma de ações a ser apresentado em até 90 dias. Em caso de descumprimento das medidas determinadas, foi fixada uma multa diária de R$1.000,00, a ser revertida ao Fundo Estadual de Direitos Difusos.

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça

 

Prorrogadas até 14 de junho as inscrições para o Enem

Estudantes de todo o Brasil e do Rio Grande do Sul (RS) têm mais uma semana para se inscrever no exame. Pagamento da taxa de inscrição vai até 19 de junho, com isenção para alunos da rede pública e do RS

Os estudantes de todo o Brasil, terão mais uma semana para se inscrever no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O novo prazo vai até dia 14 de junho e as inscrições podem ser realizadas pela Página do Participante, no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O prazo terminaria na sexta passada, 7 de junho. O Ministério da Educação (MEC) também anunciou que, neste contexto, outras datas do cronograma também foram alteradas e outras mantidas.

Confira:

  • Até 14 de junho: solicitações de atendimento especializado e tratamento por nome social;
  • Até 19 de junho: pagamento da taxa de inscrição;
  • 3 e 10 de novembro: aplicação das provas nas 27 unidades da Federação.

O cronograma e as regras da edição do Enem 2024 podem ser consultados no edital disponível na página do Inep.

Rio Grande do Sul

O Ministro de Estado da Educação, Camilo Santana, anunciou que a ampliação do prazo engloba tanto os estudantes do Rio Grande do Sul quanto de todo o país.

De acordo com a pasta, o balanço das inscrições apontou que, mesmo em meio às dificuldades em função das enchentes, o Rio Grande do Sul soma mais de 70% dos formandos da rede pública inscritos para a prova.

Como estudar para o Enem 2024

O Enem é um meio para ingressar no ensino superior no país. E a prova possui formato já conhecido, que se divide na aplicação em dois dias – sendo que a redação ocorre no segundo dia de provas e se consolida como elemento de peso para o cálculo da nota.

O professor de português e redação do Colégio Objetivo no Distrito Federal (DF), Willian Wallemberg, destaca a importância da dedicação ao aprimoramento das técnicas de redação para alcançar nota suficiente para ingressar no curso desejado.

“A redação do Enem repercute em um quinto da nota total que o aluno tem, então, uma redação muito bem desempenhada e construída vai proporcionar que esse candidato consiga ter uma nota significativamente alta e de maneira positiva ele conseguirá alcançar o curso que tanto almeja”, afirma.

Como as provas serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro, os estudantes têm pouco mais de cinco meses para a preparação. O professor menciona, que a leitura constante de diversos textos, assim como de noticiários colaboram para melhorar o repertório do candidato. Willian Wallemberg salienta, ainda, outros tópicos relevantes durante a preparação para os parâmetros exigidos na redação do Enem.

  • Repertório: leitura constante, atualidades, noticiário;
  • Diversidade de conteúdos: vincular conhecimentos de história, sociologia, filosofia, artes;
  • Estruturação da redação: quatro parágrafos, elementos coesivos, proposta de intervenção;
  • Prática constante: perceber seus erros e corrigir ao longo de cada tema estudado;
  • Atenção aos temas: o candidato tem que estar atento a saber argumentar sobre qualquer tipo de assunto. 

Segundo Willian Wallemberg, a melhor forma de preparação para o exame é apreciar o processo, gostar de entender todos os conteúdos e visualizá-los no cotidiano. “Isso vai fazer com que ele realmente desperte muito mais as suas compreensões nos diversos ramos disciplinares, nas diversas ciências”, diz.

Veja como funciona cada seleção de acesso à educação superior no Brasil, segundo o MEC:

  • O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) reúne as vagas ofertadas por instituições públicas de educação superior em todo o Brasil. O candidato pode concorrer a essas vagas utilizando a nota do Enem.
  • O Programa Universidade para Todos (Prouni) oferece aos estudantes que fizeram a prova a oportunidade de conseguir bolsas de estudo integrais (100%) ou parciais (50%) em instituições privadas de ensino superior. Critérios: para concorrer à bolsa integral, é preciso ter renda familiar bruta mensal de até um salário mínimo e meio por pessoa. Bolsa parcial: renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa.
  • O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) oferece financiamento para cursos em instituições privadas com taxas de juros reduzidas. A escala de financiamento varia conforme a renda familiar do beneficiário. 

Realização de sonhos

Com o sonho de cursar medicina em uma universidade pública, Vitória Andrade Couto, 18 anos, de Ibiassucê, na Bahia, fará a prova pela terceira vez em 2024. Ainda no segundo ano do ensino médio a estudante fez o exame como treineira, com o objetivo de se ambientar à estrutura da prova.

Para a preparação em 2024, Vitória precisou mudar de cidade para estudar. Longe da família e de amigos, na cidade de Vitória da Conquista (BA), ela conta que um dos desafios é o preparo psicológico, mas encontra forças no sonho de ser médica.

“É um grande desafio, porque além de estar me preparando para uma prova, eu tenho que me preparar psicologicamente para realizar este exame”, diz. “O que me dá força e o que me sustenta é a paixão pelo meu sonho de cursar medicina numa universidade pública e também de poder ajudar todos da minha família”, aponta Vitória.

Para não esquecer 

A taxa de inscrição é R$ 85 e o pagamento pode ser efetuado até o dia 19 de junho. Os moradores do Rio Grande do Sul terão isenção da taxa.

As provas serão aplicadas nos dias 3 e 10 de novembro. E a inscrição deve ser realizada na Página do Participante e utilizar o cadastro na conta gov.br. Estudantes que não concluíram o ensino médio também podem realizar a prova na condição de treineiros.

BRASIL 61

 

A voraz cobrança de impostos do Governo Lula faz preços dos combustíveis disparar

A medida provisória que restringe a compensação de créditos de PIS/Cofins vai levará à alta dos preços da gasolina, etanol e diesel, de acordo com distribuidoras e representantes de postos de combustível. O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) estimou um impacto de R$ 10 bilhões para o setor de distribuição de combustíveis.

O preço dos combustíveis deve aumentar até 11 centavos o litro. A medida do governo restringe o uso de créditos de PIS/Cofins pelas empresas de diversos setores para compensar o pagamento de outros tributos. A mudança começou a valer na última semana e foi anunciada para aumentar a arrecadação da União como compensação à desoneração da folha salarial dos 17 setores que mais empregam e dos municípios.

Jornal da Cidade Online

 

 

Governo com emendas quer ‘enquadrar’ deputados com o “toma lá, dá cá”

Alvo da desconfiança da oposição e hostilizado por governistas, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não tem compromissos com Lula (PT), apesar do assédio de cargos e vantagens. Mas, na prática, recebe o tratamento conferido aos inimigos: é dos poucos parlamentares, todos de oposição, cujas emendas permanecem retidas pelo governo, apesar de serem de liberação obrigatória. A jogada é obrigar Lira a pedir liberação, para então Lula impor suas condições no “toma lá, dá cá”.

Incômoda autonomia

Lira demonstra não ter a intenção de pedir a liberação de suas emendas, e está cada vez mais à vontade mantendo a Câmara independente.

Governo minoritário

Um ano e meio após a posse, Lula não consegue montar uma base governista, controlando cerca de cem dos 513 votos na Câmara.

Eis a questão

Com emendas de R$53 bilhões à mão, os deputados não querem se meter em escândalos aceitando cargos ou negócios para apoiar governo.

Gatos escaldados

O jeito PT de governar foi marcado pelo dinheiro vivo, no mensalão do primeiro governo, e no petrolão do segundo. Políticos hoje fogem disso.

Coluna do Claudio Humberto

 

“Mercearia de bairro” de Macapá, que venceu leilão de 147 mil toneladas arroz pode destruir o governo Lula

A empresa Wisley A. de Souza Ltda. é a principal vencedora do leilão para a compra de 300 mil toneladas de arroz importado pelo Governo Federal. A ‘mercearia de bairro’, conforme definiu o Estadão, conseguiu arrematar o maior lote do malfadado certame realizado na quinta-feira (6), correspondente a 147,3 mil toneladas do grão. Assim, deverá receber do governo petista a bagatela de 736,3 milhões de reais.

Evidentemente, a vitória dessa empresa no milionário leilão está sendo extremamente questionada. Parece inconcebível que um estabelecimento voltado para a venda de queijos na região central de Macapá (AP), tenha expertise para realizar uma importação tão vultosa.

Entretanto, a Wisley A. de Souza Ltda acaba de dizer o que parece inacreditável. A empresa afirma ter mais de 17 anos de experiência no comércio atacadista, armazenagem e distribuição de produtos alimentícios em todo Brasil. Diz ainda que é capacitada e está pronta para acelerar a importação de arroz. Fez essas afirmações numa nota distribuída para a imprensa. 

Entretanto, mesmo diante do que garante a ‘mercearia de bairro’ algumas questões estão no vácuo:

– Porque houve uma alteração nos dados do capital social da empresa dias antes do leilão?

– Qual estrutura a empresa dispõe hoje para importar e transportar 150 mil toneladas?

– A empresa vai pagar 5% dos R$ 700 milhões em tempo?

– De quem a empresa vai importar? Quais países?

– Quais operações a empresa tem, além da Queijo Minas em Macapá?

– Quais produtos a empresa distribui no Norte do país e qual o volume?

Parece que vamos ficar sem respostas.

Jornal da Cidade Online

 

TCE condenou ex-prefeito de Turiaçu, Raimundo Neto a devolver R$ 1,3 milhão em recursos de convênio

Na sessão do Pleno da quarta-feira (05), o Tribunal de Contas do Estado julgou irregular o convênio nº 27/2010, celebrado entre o Departamento de Infraestrutura e Transporte – Deint e a Prefeitura Municipal de Turiaçú, referente ao exercício financeiro de 2010. O convênio é de responsabilidade do então prefeito Raimundo Nonato Costa Neto e se destina à execução de serviços de recuperação de estradas vicinais.

Em razão da não comprovação ou aplicação irregular de transferências voluntárias recebidas, o ex-prefeito foi condenado a devolver aos cofres públicos um total de R$ 960.000,00 (novecentos e sessenta mil reais), valor atualizado para R$ 1,3 milhão. Além do débito, cabe ainda ao gestor o pagamento de multa no valor de R$ 13 mil, valor correspondente a 10% do dano aos cofres públicos.

Em situações como essa, a corte de contas julga a Tomada de Contas Especial instaurada pelo órgão convenente, no caso, a Secretaria de Estado de Infraestrutura – Sinfra, com o objetivo de apurar a responsabilidade quanto a não comprovação ou aplicação irregular de transferências voluntárias recebidas, ou seja, omissão no dever de prestar contas referente ao convênio em questão. A decisão do TCE contou com parecer favorável do Ministério Público de Contas (MPC). Cabe recurso.

Na mesma sessão, o TCE emitiu parecer prévio pela desaprovação das contas de Edilson Campos Gomes de Castro Junior (Palmeirândia, 2022) e Nicodemos Ferreira Guimarães (São Domingos do Azeitão, 2020).

Receberam parecer prévio pela aprovação as contas de Divino Alexandre de Lima (Conceição do Lago Açu, 2023, com ressalvas), Roberto Silva Araújo (Governador Newton Bello, 2022, com ressalvas), Bartolomeu Gomes Alves (Senador La Rocque, 2022, com ressalvas), Ramon Carvalho de Barros (Benedito Leite, 2018), Ilvane Freire Pinho (Presidente Médici, 2018), Carlos Augusto Furtado Cidreira (Viana, 2022), Aluísio Carneiro Filho (Esperantinópolis, 2021), Jonhson Medeiros Rodrigues (Serrano do Maranhão, 2018), Gilzania Ribeiro Azevedo (Sucupira do Riachão, 2020, com ressalvas), Adelbarto Rodrigues Santos (São Francisco do Maranhão, 2021), Valmir Belo Amorim (Araguanã, 2014, com ressalvas, em grau de recurso) e Arlindo de Moura Xavier Junior (Bernardo do Mearim, 2021).

Foram julgadas regulares as contas de James Alves de Oliveira (Câmara Municipal de Buritirana, 2021) e Moisés Coelho e Silva Neto (Câmara Municipal de Balsas, 2021).

ASCOM – TCE-MA

 

Custo da Justiça do Trabalho aumenta R$10 bilhões em 10 anos, com o número de funcionários quase inalterado

O custo da Justiça do Trabalho, para o pagador de impostos brasileiro, cresceu R$10 bilhões entre 2013 e 2023, apontam dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O valor total gasto no Brasil só com esse ramo da Justiça era de R$13,1 bilhões em 2013, segundo o Justiça em Números 2014. O relatório realizado este ano aponta que o custo da justiça trabalhista foi de R$23,1 bilhões em 2023. E o número total de funcionários continuou o mesmo nos últimos dez anos: cerca de 54 mil.

Conta simples

Em 2013, 53.988 funcionários da Justiça do Trabalho custavam R$13,1 bilhões. Em 2023, 54.217 custam quase R$23,1 bilhões.

Tudo na folha

Em 2013, 92,4% da fortuna bilionária foi gasta com a folha de pessoal da justiça trabalhista. Em 2023, a proporção aumentou para 95%.

Estagiários sem culpa

Só os estagiários da Justiça do Trabalho custaram R$46,4 milhões ao pagador de impostos em 2023.

Um Rio Grande

R$10 bilhões é o valor que o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), prevê gastar com a recuperação do estado este ano.

Diário do Poder

 

O ENTULHO PROTECIONISTA

                
                                             Lino Raposo Moreira, PhD
Economista Da Academia Maranhense de Letras

Eis-me de volta ao “Jornal Pequeno”, depois de tanto tempo. Eu não estreio hoje neste jornal. Estreio de novo, pois fui um dos colaboradores da Página da Juventude, dirigida por meu grande amigo Carlos Nina, aí por volta de 1966, notável advogado, ex-presidente da OAB-MA e líder de um grupo de entusiasmados jovens mal saídos da adolescência, dispostos a se arriscarem no mundo das letras. Éramos, além dele, Aldir Dantas, Viriato Gaspar, João Alexandre Viegas Costa Júnior, meu colega do Colégio Marista, bem como Lucideia Oliveira e Regina Teles.

Desta vez, foi o poeta Cassas quem me sugeriu o retorno e se deu o trabalho de falar com Vinicius Bogéa, que, por sua vez franquiou o jornal à minha colaboração. Muito obrigado a todos.

Não, não guardei nada publicado naquela época. Fiz bem.

O JP me desperta memórias afetivas de minha avó, Marcelina dos Santos Raposo. Foi seu hábito durante décadas comprar infalivelmente, durante décadas, diariamente, o “Jornal Pequeno”, que ela lia com verdadeiro prazer. Também todo dia, fazia sua fezinha no jogo do bicho, perto de onde morávamos, em frente ao SENAI, no Monte Castelo. Ao pensar no JP, sempre penso também nela. E vice-versa.

A seguir o texto desta semana.

A chamada PEC das blusinhas tratava inicialmente do Programa de Mobilidade Verde e Inovação – MOVER, de incentivo fiscal à produção de veículos não poluentes. A ela foi acrescentado, quando a PEC chegou ao Congresso, o jabuti da taxação das compras na internet de produtos de outros países, até 50 dólares. O contrabando trouxe de volta à vida polêmica velha de décadas, acerca da conveniência ou não para a economia brasileira da criação de barreiras alfandegárias contra produtos estrangeiros provenientes de diversos países, entre eles a China.

Qual a justificativa para mais esse imposto sobre os já excessivamente tributados contribuintes do guloso fisco brasileiro? Dizem seus defensores: 1) Esses produtos chegam aqui a preços competitivos porque recebem subsídios de seus governos, o que os torna mais baratos comparados com os do Brasil; 2) A receita tributária extra assim gerada para os cofres do Estado brasileiro será utilizada com o fim de equilibrar as contas públicas, medida tão necessário no combate à inflação; 3) A taxa das blusinhas seria temporária, a vigorar apenas pelo tempo das empresas nacionais crescerem e se capacitarem a enfrentar a concorrência externa, sem dependerem do poder público.

Há várias décadas, eu ouço tais argumentos. Já vão mais de cinquenta anos e a indústria nacional, beneficiária desse entulho protecionista, não é capaz de competir com os produtores externos, sem favores do governo.

Vejamos a seguir os argumentos protecionistas mais de perto.

SUBSÍDIOS CONCEDIDOS PELO GOVERNO DA CHINA AO PRODUTOR CHINÊS –Quando a PEC chegou ao Congresso Nacional, houve concordância geral sobre a necessidade de aprová-la no. Aí colocaram lá o tal jabuti, ou seja, medida estranha ao assunto da PEC. Dizia-se que, se o governo da China concedia benefícios fiscais às empresas de lá, então o Brasil não só poderia, como seria obrigado a corrigir o desequilíbrio, criando impostso sobre a mercadoria na chegada ao Brasil.

EQUILÍBRIO DAS CONTAS PÚBLICAS – Quem conhece o Brasil sabe como as políticas econômicas (a fiscal e a monetária) adotadas aqui por décadas e décadas têm sido usadas: completa irresponsabilidade com o futuro do Brasil. Um exemplo bem prosaico é o número de órgãos da administração federal direta: trinta e sete ministérios, com os respectivos cargos. Há ministros que sequer despacharam uma única vez com o atual presidente da República. As diversas administrações federais nunca deixaram passar oportunidade de aumentar despesas, atitude fundamentada em nova teoria econômica desenvolvida por Lula da Silva e Gleisi Hoffmann, ex-professores de economia de Harvard. Recentemente eles decretaram a obsolescência de todos os manuais de economia atualmente usados no ensino universitário ao redor do mundo. A teoria diz (pelo menos Lula afirma isso) que, quanto mais despesas públicas sejam feitas, mais riqueza será criada, levando-me a concluir pela chegada, ainda no nosso tempo de vida, do Paraíso na Terra. Elevados os gastos, todos nós ficaríamos ricos, no Brasil, no resto do mundo e por toda a vastidão do Universo, sem perigo do aumento descontrolado da inflação aqui na Terra. Lula é a favor do imposto sobre comprinhas com base nessas ideias. Quer mais dinheiro para gastar sem freios. Deveria se aconselhar com Dilma Roussef, a fim de evitar tombo semelhante ao dela, quando ela virou ex-presidente antes do tempo.

IMPOSTO DAS COMPRINHAS – Um leitor de meia idade poderá não se lembrar da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. Como o nome indicava, era para ser provisória e foi criada ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, em 1996. Lula, em 2007, queria prorrogá-la até 2011. Se deixassem, seria prorrogada indefinidamente, como habitualmente. No entanto, o Congresso, alegando o gigantismo da carga tributária no Brasil, frustrou a tentativa. Parece mentira, mas não é. O Legislativo afirmou na época que o governo deveria reduzir despesas e não aumentar impostos. O mesmo deveria ser feito hoje.

Infelizmente, há cerca de dois dias o novo imposto foi aprovado. Nos debates daí nascidos, falou-se muito sobre proteção à indústria nacional contra a concorrência estrangeira bem como sobre a preservação dos empregos locais. Pois bem, grupos de pressão empresarial, fizeram forte trabalho a favor da criação de barreiras às blusinhas, a fim de defender seus próprios interesses. Quem falou em defesa do consumidor, o prejudicado mais evidente nessa história? Ninguém.

Todavia, se os produtos chineses chegam aqui com isenção de imposto na origem, o racional seria diminuir ou eliminar os abusivos impostos daqui, como forma de manter o preço competitivo de nossa produção e não impor abusivamente novos tributos. O resto é manutenção do lixo protecionista de sempre. O consumidor brasileiro de baixa renda ficou ao deus-dará. E os empresários ao deus-já-me-deu.

Artigo publicado originalmente no Jornal Pequeno

Governo vai financiar câmeras corporais para PMs de Estados que aderirem ao protocolo

O governo federal vai financiar a compra de câmeras corporais para as Polícias Militares dos estados que aderirem ao protocolo estabelecido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para o uso desses equipamentos.

Essa revelação foi feita pelo secretário nacional de Segurança Pública, Mário Luiz Sarrubbo, durante o seminário Segurança Pública, Direitos Humanos e Democracia, organizado pelo Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (Iree) e pelo IDP. O evento, promovido em Brasília, na sede do IDP, teve início nesta quinta-feira (6/6) e foi encerrado nesta sexta (7/6). Em sua participação no seminário, Sarrubbo destacou que é bastante limitada a atuação da União na formulação de uma política de segurança pública para o país.

O principal instrumento para isso, em sua análise, é o Fundo Nacional de Segurança Pública, por meio do qual a União repassa verbas aos estados para apoiar projetos — entre os quais está a compra de equipamentos. Em 2024, está disponível R$ 1,08 bilhão para o fundo.

 “Vamos ser francos, o que vai acontecer com as câmeras corporais: vamos pagar. As câmeras estão à disposição dos estados que quiserem. O Ministério da Justiça e da Segurança Pública vai ceder esses equipamentos, desde que haja adesão aos protocolos que criamos.” Esses protocolos foram estabelecidos em portaria publicada no final de maio, criando diretrizes sobre o uso de câmeras corporais pelos órgãos de segurança pública. Elas precisam ser acionadas em 16 situações pré-definidas.

“Tenho grande convicção de que os estados vão aderir ao projeto. Essa política vai avançar. Mas, convenhamos, é muito pouco”, afirmou Sarrubbo, ainda no contexto das limitadas possibilidades que a União tem de estabelecer políticas de segurança pública.

Aqui, não

O uso de câmeras corporais pelas Polícias Militares chegou a ser tema de uma ordem do Superior Tribunal de Justiça. A 6ª Turma da corte deu prazo para os estados implementarem o equipamento ao decidir sobre uma causa de invasão de domicílio sem autorização judicial.

Essa determinação foi derrubada por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em dezembro de 2021. Ele deu provimento a um recurso do Ministério Público de São Paulo, entendendo que o STJ extrapolou a própria competência ao criar obrigação para as PMs.

Há estados em que as polícias usam câmeras corporais. Há outros, como São Paulo, em que o governador já foi contra, mas hoje promete adesão — a licitação para a compra de equipamentos pela administração de Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi contestada no STF. E há aqueles terminantemente contra, como é o caso de Goiás. O governador goiano, Ronaldo Caiado (União Brasil), falou no evento imediatamente depois de Sarrubbo e prometeu que nenhum policial da PM-GO vai usar o equipamento.

“Quem tem de ter câmera é aquele que está naquele sistema ali onde usa uma tornozeleira eletrônica, é aquele que sabe forjar a tornezeleira no tal do semiaberto. E vou botar câmera nas celas nas penitenciárias.”

Segundo Caiado, a maioria da população se preocupa com o avanço do tráfico de drogas e das organizações criminosas, que têm mais homens e melhores armamentos do que as polícias. Em sua opinião, a discussão sobre as câmeras acaba por tirar do foco o assunto principal.

“Eu devo ter alguma limitação, porque não consigo interpretar a lógica da câmera no policial. É um fator que vai inibir o narcotráfico de agir como está agindo? Aí você tem um policial que diz: ‘Eu vou construir prova contra mim? Eu não. Eu vou cruzar os braços’.”

Primeiro, Caiado disse que o lema, no seu estado, é “o bandido muda de posição ou muda de Goiás”. Depois, afirmou que há uma corregedoria que garante que a polícia não extrapole os limites. “Ali as pessoas sabem que minha polícia, quando sai, é pra resolver e proteger a população.”

Antes da participação do governador, Sarrubbo falou sobre a importância das câmeras corporais. Ele disse que o equipamento protege o bom policial, diminui a morte de agentes, reduz a letalidade contra a população, aumenta a eficiência do trabalho e qualifica as provas. “Não consigo conceber por que alguém pode ser contra câmera corporal.”

Fonte: CONJUR

 

Advogados foram à Câmara cobrar a aprovação do Projeto de Lei de eleições diretas na OAB

O projeto de lei (PL) que modifica o Estatuto da Advocacia e as normas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para permitir eleições diretas no Conselho Federal da entidade voltou a ser discutido na Câmara dos Deputados, após dois anos de inatividade. A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) foi nomeada relatora do PL nº 1.123/2022 na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC), nesta quarta-feira (5/6), depois de uma manifestação organizada por advogados no Salão Negro da Câmara no mesmo dia.

Advogados reivindicam eleições diretas no Conselho Federal da OAB

O projeto de lei foi apresentado pelo ex-deputado federal Guiga Peixoto, em 2022. Uma das principais mudanças sugeridas é permitir que todos os advogados do país, inclusive os inadimplentes, possam votar para escolher o presidente do Conselho Federal da Ordem (CFOAB) e os demais membros da diretoria nacional. Atualmente, essa eleição é indireta, realizada pelos 81 conselheiros federais. A proposta também visa proibir os membros da diretoria ou do conselho da OAB de utilizarem cartão corporativo ou bens da entidade para fins pessoais.

Entre os presentes na manifestação estava o advogado e ex-desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) Everardo Gueiros, que está se preparando para disputar as eleições da seccional da OAB no DF, em novembro.

“Depois de 40 anos de eleições diretas no Brasil, a Ordem ainda não tem um pleito aberto para escolha do presidente e da diretoria [do CFOAB]. A democracia na entidade é apenas da porta para fora; dentro, ela não existe”, criticou Gueiros após a manifestação.

Jornal da Cidade Online