Bolsonaro passou mal na prisão da PF. Médicos foram acionados e o seu estado é muito grave

O vereador Carlos Bolsonaro informou que seu pai teve mais uma crise acentuada que já vinha se arrastando. “Persistência de soluços e refluxos que começaram durante a noite e continuaram ao longo do dia. Ele não vai sobreviver frente a essa injustiça. 

O sistema está assassinando de forma rápida e brutal o meu pai… o que fazer, Meu Deus?”, escreveu Carlos, no X. Jair Renan, que recentemente visitou o pai, também publicou:

“Os médicos do meu pai acabaram de ser acionados nesta tarde de hoje, dia 27/11. A crise de soluço voltou mais acentuada, ainda mais forte, e ele já havia me relatado que não conseguiu dormir durante a noite. Os episódios de refluxo que ocorreram ontem continuam persistindo ao longo do dia de hoje.

As providências para a melhora desse quadro estão sendo tomadas pela equipe médica. É doloroso ver tudo isso acontecer e nem poder segurar a mão dele para ajudar. Peço a Deus que lhe dê alívio. Nada machuca mais do que assistir quem a gente ama sofrer assim, sem poder fazer nada.”

Jornal da Cidade Online

 

A morte de Stephen Kanitz: Renomado economista, escritor e consultor brasileiro

A morte de Stephen Kanitz, anunciada na segunda-feira, 24, encerra a trajetória de um dos economistas e pensadores mais influentes na administração brasileira. O consultor, escritor e professor da USP morreu aos 79 anos, em São Paulo, sua cidade de origem. A família optou por não divulgar as causas do falecimento.

Boa parte de sua reputação sólida foi construída justamente na capital paulista, onde ele se dedicou a transformar o ambiente acadêmico e empresarial. Tornou-se referência no estudo da gestão moderna, da análise de risco e da contabilidade aplicada, áreas nas quais sua atuação teve impacto duradouro.

Kanitz formou-se em Contabilidade pela Universidade de São Paulo (USP) e, mais tarde, aperfeiçoou sua formação com um mestrado em Administração de Empresas na Harvard Business School, instituição de renome internacional que moldou muitas de suas abordagens práticas.

Reconhecido como professor titular da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP, prestou contribuição decisiva na formação de novos profissionais, influenciando centenas de administradores e contadores ao longo das décadas.

A projeção de Kanitz também se estendeu muito além das salas de aula, alcançando a mídia e a filantropia. Um de seus momentos mais marcantes ocorreu em 1974, quando publicou na Revista Exame o artigo “Como Prever Falências”. Nele, apresentou o algoritmo que ficaria conhecido como o “Termômetro de Kanitz”, ferramenta criada para avaliar o risco de crédito com base em dados contábeis. Esse modelo abriu espaço para democratizar o acesso ao crédito, favorecendo pequenos empreendedores e parcelas mais vulneráveis da sociedade, que antes encontravam barreiras significativas.

Em 1975, deu início à edição anual Melhores & Maiores, também na revista Exame. Este projeto introduziu no Brasil o conceito de benchmarking empresarial, oferecendo um ranking detalhado das empresas mais bem administradas — responsáveis por cerca de 20% do PIB. O levantamento consolidou-se como uma das bases de dados corporativos mais robustas do país e ajudou a difundir práticas eficientes de gestão.

A presença de Kanitz na imprensa foi igualmente marcante. Como comentarista da TV Cultura e colunista da revista Veja, especialmente na seção “Ponto de Vista”, manteve diálogo constante com o público sobre dilemas econômicos, sociais e filosóficos, sempre com tom crítico e reflexivo.

Sua carreira foi acompanhada de uma série de prêmios, como o ABAMEC Analista Financeiro do Ano, o Prêmio ANEFAC e o Jabuti, concedido pelo livro “O Brasil que Dá Certo”, publicado em 1994. Além disso, integrou conselhos relevantes e atuou como árbitro da BOVESPA na Câmara de Arbitragem do Novo Mercado, reafirmando sua defesa da transparência e da integridade no meio financeiro.

No universo corporativo, exerceu consultoria para empresas nacionais e internacionais, mas não restringiu sua atuação ao setor privado. Seu engajamento social tornou-se uma de suas marcas registradas. Em 1992, fundou o site Voluntarios.com.br, considerado pioneiro na articulação de trabalho voluntário no país. Posteriormente, lançou Filantropia.org, uma das primeiras plataformas brasileiras dedicadas a doações online.

Dois anos mais tarde, em 1994, criou o Prêmio Bem Eficiente, destinado a reconhecer anualmente as 50 organizações sem fins lucrativos mais bem administradas. A iniciativa reforçou sua convicção de que a boa governança é indispensável também no terceiro setor.

Sua trajetória intelectual foi caracterizada pela inquietação constante e pela busca de soluções aplicáveis. Além das aulas e consultorias, participou de centenas de palestras no Brasil e no exterior, onde frequentemente discutia maneiras práticas de aprimorar a gestão e estimular a responsabilidade social.

Em seu blog pessoal, Kanitz explorou temas como filantropia estratégica — defendendo que empresas direcionassem recursos com foco em impacto verificável e resultados mensuráveis — e reflexões existenciais. Em um de seus textos, ao discutir a morte, afastou-se de interpretações religiosas tradicionais e descreveu-se como “um ateu feliz”, posição que, segundo ele, fortalecia seu apreço pela liberdade de pensamento e pela ética baseada na responsabilidade individual.

Fonte: Jornal da Cidade Online

 

Congresso volta a derrotar Lula e derruba vetos sobre licenciamento ambiental

Com isso, valem os dispositivos que simplificam o licenciamento. Em nova derrota ao governo Lula (PT), o Congresso Nacional derrubou, nesta quinta-feira (27), vetos do petista à Lei Geral do Licenciamento Ambiental. Na Câmara dos Deputados, foram mais de 260 votos pela derrubada de 24 itens. No Senado, esses mesmos tópicos receberam 50 votos. Com a derrubada, voltam a valer dispositivos que flexibilizam o processo de licenciamento, reduzem exigências para alguns tipos de obras e ampliam o uso de licenças simplificadas. Inicialmente, 59 itens seriam votados, mas sete foram adiados após acordo entre líderes partidários. Todos são relativos à Licença Ambiental Especial (LAE), hoje regulamentada pela Medida Provisória 1308/25, ainda sob análise do Congresso.

Entre os trechos restabelecidos estão:

  • Licenciamento simplificado para atividades de médio potencial poluidor;
  • Ampliação do uso da Lac (Licença por Adesão e Compromisso), que dispensa análise prévia caso haja compromisso do empreendedor;
  • Regras mais restritas para exigência de estudos de impacto, como Eia (Estudo de Impacto Ambiental) e Rima (Relatório de Impacto Ambiental);
  • Dispositivos que reduzem o peso de pareceres de órgãos responsáveis por áreas indígenas, quilombolas e unidades de conservação.

Todos esses pontos haviam sido vetados por Lula.

Diário do Poder

 

 

Quando a Justiça perde o freio, a liberdade vai ao chão. Quando uma vigília é ameaça, a liberdade está em risco

Quando membros do Judiciário transformam suposições em sentenças, a democracia deixa de ser garantia — e passa a ser apenas um enfeite institucional. Quando uma vigília vira ameaça, é a liberdade de todos que está em risco. O episódio envolvendo o ex-chefe do Executivo poderia ser apenas mais um capítulo da nossa política tumultuada — não fosse o fato de que, neste caso, os detalhes dizem mais sobre o país do que sobre o acusado. Uma reunião pacífica, convocada como ato religioso, foi reinterpretada como ensaio de subversão. Não se sabe ao certo qual parte do encontro abalou tanto a República: se eram as orações, as mãos erguidas ou o risco incontrolável de alguém cantar um hino fora do tom. Mas, na lógica vigente, o sagrado virou suspeito e a devoção virou delito.

A justificativa apresentada na decisão não é apenas frágil; é um verdadeiro manual de criatividade jurídica. A vigília, segundo o despacho, representava “risco de tumulto”, “risco de constrangimento às diligências” e até “risco de fuga”. Mas risco de fuga simbólico? Nada baseado em fatos, tudo ancorado em “suposto potencial”. A palavra “risco” surge com tanta insistência que o Brasil parece ter inaugurado um Direito Penal das Hipóteses, no qual crimes imaginários — elaborados por uma mente fértil que não reconhece limites de poder — valem mais do que ocorrências concretas. Isto, sim, é um risco. Soma-se a isso o episódio da “caixa da tornozeleira”, interpretado de forma conveniente como sinal de fuga iminente — embora ninguém consiga explicar como essa fuga se materializaria, ou para onde. A narrativa beira o cômico: seria plausível imaginar que uma senhorinha com trombose ou labirintite conduziria o suposto “fugitivo” rumo à área dos consulados, a 13 quilômetros dali, passando debaixo do nariz da Polícia Federal que vigiava a casa 24 horas por dia com 4 policiais fortemente armado e, ao olhar para trás, repetiria ao Estado a célebre frase: “perdeu, mané”?

Vale notar que a tentativa de abrir a tal “caixa da tornozeleira” não revela intenção de fuga, mas o comportamento de um homem exausto e humilhado. Depois de anos, submetido a um processo de tortura institucional, que nada tem de justiça, é legítimo perguntar se ainda há algum cidadão capaz de preservar plena serenidade sob tamanha opressão. O espanto não está no desgaste — está na expectativa de que alguém suportaria tudo isso incólume.

Também não surpreende o fato de que os protagonistas do julgamento dispensam apresentações. Qualquer brasileiro que acompanha o noticiário sabe que, dentre os quatro votos da referida “Turma”, um é a própria vítima e também acusador, outro foi advogado pessoal do atual chefe do Executivo, e outro atribuiu publicamente ao acusado a figura de ser “o próprio diabo”. Fica claro como certas autoridades transformaram suas convicções e interesses pessoais em método de trabalho. Ou seja, há quem conduza inquéritos com a dedicação de quem defende uma causa íntima, não um princípio constitucional. Nesse ambiente, a aparência de imparcialidade — fundamento mínimo de qualquer sistema de justiça — simplesmente deixou de existir.

Como advertiu um dos grandes juristas americanos, não há ameaça maior à democracia do que um juiz que esquece que o seu poder tem limites. Da mesma forma, Rui Barbosa alertou: “a pior ditadura é a ditadura da toga, pois contra ela não há a quem recorrer.” Quando a toga se considera intocável, a lei deixa de ser fronteira — e o Estado de Direito vira peça decorativa.

Há de se destacar que a deterioração não começou agora. Durante as eleições de 2022, opiniões banais foram proibidas; afirmações sobre associações históricas com ditadores foram censuradas; vídeos desapareceram; jornalistas foram intimados; perfis críticos foram desmonetizados; ordens judiciais secretas surgiram como rotina e se multiplicaram como em um laboratório. Criou-se, na prática, uma espécie de “licença para interpretar intenções”, algo incompatível com qualquer democracia adulta.

E, claro, existe o inquérito que nunca termina — a investigação elástica, multifunção, que muda de forma conforme a necessidade política do dia, até se tornar um guarda-chuva amplo o bastante para abrigar tudo que incomoda o sistema. Não é instrumento de apuração; é claramente instrumento de contenção.

É por isso que reduzir tudo ao destino de um homem é ingenuidade.

O que está em jogo é o precedente — e precedentes, uma vez criados, não voltam para a gaveta. Punir o líder é pedagógico. O alvo real é o cidadão comum. A coerção não se instala pelo grito; instala-se pelo medo. O cidadão passa a medir palavras, opiniões, gestos. Fala-se menos. Pensa-se duas vezes. O silêncio vira virtude cívica.

Regimes não nascem declarados; nascem subterrâneos.

Nascem na soma de absurdos que vamos aceitando calados, um por vez.

E aqui está o ponto central que precisa ser sublinhado: nenhum sistema que ultrapassa seus próprios limites permanece seletivo por muito tempo. Hoje atinge um lado; amanhã, atinge todos. O poder sem freios não escolhe alvos permanentes — escolhe conveniências momentâneas.

Enfim, quando uma vigília vira ameaça, o problema não é o acusado.

É a nação inteira — que, aos poucos, vai esquecendo o que significa ser livre.

Texto de Claudio Apolinario. Vereador em São José dos Campos e pastor na Igreja Bíblica Vida.

 

Ministro de Flavio Dino e TJMA silenciam sobre uso, como particular, de blindados do tribunal

A utilização pelo ministro do STF, Flávio Dino e familiares de um veículo tipo SUV   blindado, modelo SW4, da Toyota, de placa descaracterizada, pertencente ao Tribunal de Justiça do Maranhão, continua provocando polêmica em meio à sociedade local, segundo relato do blog Luís Pablo, que publicou a informação em primeira mão. De acordo com o jornalista, tanto Dino quanto o presidente do TJMA, desembargador Fróz Sobrinho, não reagiram ao envio formal de pedidos de esclarecimento.

“A reportagem identificou que a SW4 preta adquirida pelo Tribunal com recursos do fundo destinado à segurança institucional dos magistrados está sendo utilizada de forma contínua por familiares do ministro em deslocamentos particulares na capital maranhense”, explica o site, informando ainda que “não se trata de uso eventual, nem vinculado a missões oficiais.”

A plataforma de notícia também informa haver recebido imagens e vídeos que mostram o veículo sendo utilizado para fins privados e sem relação com demandas de segurança do Judiciário ou do próprio ministro.

“Além disso, a reportagem teve acesso a um documento que, desde 2024, trata de cooperação entre o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal de Justiça do Maranhão”, diz, mas “o conteúdo não respalda o que vem ocorrendo: o ofício do STF não autoriza a cessão de veículo ao ministro, tampouco o uso por familiares, muito menos a utilização quando ele não se encontra no Maranhão Dino

Jornal do Povo

A “tortura” a que foi submetida Rebeca Ramagem e suas duas filhas menores de 7 e 14 anos pela PF

O relato da esposa do deputado Alexandre Ramagem é impressionante e inacreditável. Ela não é parte em nenhum processo no Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi alvo de buscas feitas pela Polícia Federal, determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, quando embarcava com suas duas filhas menores para Miami. Rebeca e uma das filhas tiveram os seus aparelhos celulares apreendidos.

Que país é esse onde pessoas que sequer fazem parte do processo são alvos desse tipo de medida judicial, constrangedora, causando pânico em crianças. Isso é uma espécie vil de tortura. Segundo os parâmetros do Protocolo de Istambul, o caso de Rebeca Ramagem configura tortura psicológica praticada por agentes do Estado, com agravante por envolver crianças e por ter motivação política.

A declaração de Rebeca Ramagem:

Jornal da Cidade Online

 

Ministro Luiz Fux (STF), propõe que a União apresente plano nacional de enfrentamento ao racismo

O Plenário do Supremo Tribunal Federal retomou nesta quarta-feira (26/11) o julgamento da arguição de descumprimento de preceito fundamental em que sete partidos pedem o reconhecimento de um quadro de violação massiva de direitos fundamentais e a adoção de políticas públicas de reparação para a população negra diante do racismo estrutural e do institucional. Na sessão, votaram o relator, ministro Luiz Fux, e o ministro Flávio Dino. A análise do caso será retomada nesta quinta (27/11).

O julgamento teve início em novembro de 2023, quando a sessão foi dedicada à apresentação dos argumentos das partes e das entidades e instituições admitidas como interessadas no processo (amici curiae). Fux votou pelo reconhecimento do chamado estado de coisas inconstitucional e pela admissão de que há uma omissão estatal sistêmica no enfrentamento às violações de direitos da população negra. Ele lembrou que, por causa do racismo, pretos e pardos concentram os piores indicadores sociais, econômicos, educacionais, de saúde, saneamento, violência e encarceramento no país. O ministro propôs que, em até um ano, a União elabore um plano nacional de enfrentamento ao racismo, com participação do Judiciário. O plano deve prever ações efetivas que priorizem áreas como trabalho e desenvolvimento econômico, educação, saúde, direitos humanos, segurança alimentar e nutricional, infraestrutura e apoio à juventude e aos povos e comunidades tradicionais.

Flavio Dino acompanhou o voto de Fux com acréscimos. Ele propôs que o plano nacional inclua campanhas públicas contra o racismo, o incentivo à presença de pessoas negras nas produções audiovisuais a partir da Lei Rouanet (Lei 8.313/1991) e a ampliação da capacitação de professores no ensino da história e da cultura afro-brasileiras, como já determina a Lei 10.639/2003.

Racismo histórico

Em seu voto, Fux ponderou que a realidade atual é distinta da do período anterior à abolição do regime escravocrata, em 1888, quando havia uma estrutura formal contra a população negra. Por isso, afirmou o relator, não se pode falar em racismo estrutural, mas em racismo histórico.

“Isso não significa que não haja omissão em relação a esse grupo majoritário da sociedade brasileira”, explicou. Segundo Fux, as gerações pós-escravidão ficaram presas a um ciclo de pobreza, resultado da incapacidade do Estado de criar condições reais de ascensão social. “Dizer que não há esse racismo histórico é negar a realidade. É só verificar órgãos públicos e universidades, mesmo com as cotas: pretos e pardos não têm a chance de alcançar cargos estratégicos.”

Genocídio permanente

A ADPF foi ajuizada por PT, PSOL, PSB, PCdoB, Rede Sustentabilidade, PDT e PV. Os partidos sustentam que ações e omissões do Estado vêm negando sistematicamente os direitos constitucionais à vida, à saúde, à segurança e à alimentação digna da população negra. Eles alegam ainda que essa parcela da sociedade está submetida a um processo de genocídio permanente, com destaque para a crescente letalidade decorrente da violência policial e o hiperencarceramento de jovens pretos e pardos pela política antidrogas.

As legendas defendem que esse cenário exige o reconhecimento de um estado de coisas inconstitucional e pedem a adoção de políticas de reparação, a partir de um plano nacional de enfrentamento ao racismo estrutural. Elas solicitam ainda a definição de obrigações a serem cumpridas pelo Judiciário, pelo Legislativo e pelo Executivo.

Com informações da assessoria de imprensa do STF.

 

Municípios de Peri Mirim e São Pedro da Água Branca no MA em situação de emergência na Defesa Civil Nacional

Estão na lista municípios dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Goiás, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta quarta-feira (26), a situação de emergência em 40 cidades afetadas por desastres nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Goiás, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. As portarias com os reconhecimentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). O município gaúcho de Erechim, atingido pelas fortes chuvas e queda de granizo que castigaram a região Sul no início desta semana, obteve o reconhecimento federal sumário de situação de emergência, que possibilita maior agilidade no repasse de valores para assistência humanitária.

Passam por um período de estiagem as cidades de Inhapi e Major Isidoro, em Alagoas; Baixa Grande, Bom Jesus da Serra, Buritirama, Chorrochó, Mortugaba, Mundo Novo e Piritiba, na Bahia; Uirapuru, em Goiás; Iracema, no Ceará; Peri Mirim e São Pedro da Água Branca, no Maranhão; Pacajá, no Pará, e Gado Bravo, Joca Claudino, Juazeirinho, Livramento, Olivedos, Passagem, Poço Dantas, Princesa Isabel, Riacho dos Cavalos, São Bento, São José da Princesa, São José do Bonfim, e São José dos Cordeiros, na Paraíba.

Já Passa e Fica e Upanema, no Rio Grande do Norte, enfrentam a seca, que é um período de ausência de chuva mais prolongado do que a estiagem. Por outro lado, os municípios paranaenses de Campo Mourão, Rancho Alegre D’Oeste e São Pedro do Ivaí foram atingidas por queda de granizo, enquanto Itambé, na Bahia, Pavão, em Minas Gerais, e Conselheiro Mairinck e Quedas do Iguaçu, no Paraná, por vendaval.

Ainda em Minas Gerais, a cidade de Araguari foi castigada por fortes chuvas, e Guarapuava e Virmond, no Paraná, obtiveram o reconhecimento federal de situação de emergência por causa de tornado. Agora, as prefeituras já podem solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros.

Como solicitar recursos

Cidades com o reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar ao MIDR recursos para ações de defesa civil. A solicitação pelos municípios em situação de emergência deve ser feita por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). Com base nas informações enviadas nos planos de trabalho, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e os valores solicitados. Com a aprovação, é publicada portaria no DOU com o valor a ser liberado.

Capacitações da Defesa Civil Nacional

A Defesa Civil Nacional oferece uma série de cursos à distância para habilitar e qualificar agentes municipais e estaduais para o uso do S2iD. As capacitações têm como foco os agentes de proteção e defesa civil nas três esferas de governo.

Fonte: BRASIL 61

Aposentadoria especial para agentes de saúde: o que muda e quem tem direito

A medida tem impacto direto para mais de 400 mil agentes que atuam na Atenção Primária em saúde pública no território nacional. O Plenário do Senado aprovou o projeto de lei complementar (PLP 185/2024) que propõe regulamentar a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate a endemias (ACE) em todo Brasil. A regulamentação estava prevista na Constituição desde 1988 e agora atingirá diretamente mais de 400 mil agentes que atuam na Atenção Primária em saúde pública em todo o território nacional. Por decisão unânime, o projeto agora segue para apreciação da Câmara dos Deputados.

O que muda com a proposta

A proposta reconhece que esses trabalhadores estão expostos diariamente a riscos biológicos, condições adversas e deslocamentos constantes, o que justifica regras diferenciadas de aposentadoria. As principais mudanças são:

  • Idade e tempo de serviço definidos – permite a aposentadoria com idade mínima de 52 anos para homens e 50 para mulheres, tendo ao menos 20 anos de serviço
  • Aposentados passam a receber a totalidade do salário que tinham como ativos
  • Os reajustes aplicados aos agentes da ativa serão estendidos aos aposentados
  • Direito à pensão por morte 

Impacto regional e municipal

A aprovação do projeto altera os regimes próprios de previdência e será necessária uma reorganização administrativa e financeira dos estados, municípios e do DF. Outros pontos apontam que a medida:

  • incentiva a profissionalização, o que reduz rotatividade dentro das equipes, melhorando os indicadores de saúde e a efetividade da Atenção Primária em nível local;
  • reduz a sobrecarga em UPA’s e hospitais; e
  • promove melhoria na gestão da saúde.

Impacto fiscal e “recado” ao governo

A análise do projeto ocorreu em meio a uma movimentação intensa nos bastidores de Brasília. Horas após o presidente Lula confirmar Jorge Messias como indicado ao Supremo Tribunal Federal — e não Rodrigo Pacheco, que era cotado para a vaga — o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), colocou o PLP em votação.

A decisão chamou atenção, já que o projeto tem alto impacto fiscal, estimado em valores bilionários para os próximos anos. Ainda assim, foi aprovado de maneira unânime, o que se especula ser um recado político no dia da indicação ao STF.

As informações são do site Senado Notícias e BRASIL 61

 

Senador Weverton Rocha, como relator da indicação de Jorge Messias a ministro do STF não agrada Lula e o PT

A sensação de que a arapuca de Alcolumbre está armada é cada vez mais forte para os petistas. Nesse sentido, aliados de Lula no Senado Federal e no Palácio do Planalto estão preocupados com a escolha do senador Weverton Rocha (PDT-MA) como relator da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. A designação foi anunciada nesta quarta-feira (26) e gerou apreensão entre os governistas devido às alianças políticas do parlamentar maranhense.

A principal inquietação está na relação de Weverton Rocha com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Embora o senador do PDT mantenha contato com Lula, sua proximidade com Alcolumbre é considerada mais forte. Este fator ganha importância porque o presidente do Senado demonstrava preferência por Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga na Corte Suprema.

O calendário definido para a tramitação também preocupa o governo. Alcolumbre determinou que a sabatina de Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) acontecerá em 10 de dezembro. O relatório de Weverton deverá ser apresentado em 3 de dezembro, uma semana antes. Assessores presidenciais temem que a falta de apoio do presidente do Senado possa comprometer a aprovação do nome indicado por Lula. Uma eventual rejeição seria um fato histórico, já que a última vez que isso ocorreu foi em 1894, há mais de 130 anos.

O governo inicialmente preferia adiar a sabatina para 2026, considerando a resistência de Alcolumbre ao nome de Messias. Esta estratégia buscava dar tempo adicional para o indicado construir apoios políticos no Senado. O ambiente político no Congresso Nacional também preocupa os defensores da indicação. Aliados de Messias avaliam que a recente prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro aumentou o nível de tensão entre os parlamentares, criando um clima desfavorável para a apreciação do nome sugerido por Lula para o STF.

Jornal da Cidade Online