Justiça Federal manda retirar nomes de pessoas vivas de bens públicos de dois municípios do Maranhão

A ação foi ajuizada pelo MPF, tendo em vista as constantes desobediências a lei que não permite nomes de pessoas vivas em prédios públicos. Além da remoção dos nomes, a sentença suspendeu repasses federais nos dois municípios

O Ministério Público Federal (MPF) obteve sentença que obriga os municípios de São João do Soter e Senador Alexandre Costa, no Maranhão, a substituírem nomes de pessoas vivas em bens públicos em até 120 dias. Além da remoção dos nomes, a Justiça Federal também determinou que a União suspenda os repasses financeiros aos dois municípios, exceto para áreas de saúde, educação e assistência social, até que a decisão seja cumprida.

De acordo com a legislação brasileira, é proibido atribuir nome de pessoa viva a bem público como escolas, ruas e praças, para evitar a promoção pessoal e o destaque indevido. Nesse sentido, o MPF instaurou procedimento para investigar a existência de bens públicos com nomes de pessoas vivas na área de atribuição da Procuradoria da República no Município de Caxias (MA). Em 2014, durante o inquérito, o MPF recomendou a 26 municípios a remoção desses nomes de bens públicos.

Além disso, a recomendação também orientava a alteração formal do nome de todos os bens e logradouros públicos em um prazo de 30 dias. Caso a modificação necessitasse da revogação de legislação existente, os municípios deveriam submeter um projeto de lei ao Poder Legislativo, no mesmo intervalo de 30 dias.

Entretanto, o município de São João do Soter não cumpriu a recomendação e o município de Senador Alexandre Costa informou apenas a lista de bens municipais aos quais foram atribuídos nomes de pessoas vivas, sem indicar as providências adotadas. Por isso, o MPF precisou ingressar com a ação judicial, para garantir o cumprimento da legislação.

Assessoria de Comunicação

Ministério Público Federal

 

Ronaldo Caiado: Decreto de Lula que limita atuação das forças de segurança é “Chantagem e falta de inovação”

Em entrevista à Jovem Pan, governador de Goiás critica documento e diz que regra tenta “demonizar a figura do policial”

A maior bandeira do mandato do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) — a segurança pública e o combate ao crime organizado — está no centro de mais uma polêmica entre os governadores de oposição e o governo Lula. Desta vez, a crítica de Caiado é sobre o decreto publicado no fim de 2024, que muda a atuação das forças policiais no Brasil.

Em entrevista à emissora de TV Jovem Pan, Caiado disse que “o decreto vem com uma dose enorme de chantagem, no momento em que diz que nós [governo] é que vamos definir os procedimentos operacionais padrão.” Para o governador goiano, isso já é uma regra que existe em todas as polícias, não há novidade alguma. 

“O que se esperava era algo que viesse em forma de dizer: em relação ao crime organizado, nós vamos ceder o acesso ao Coaf, vamos dividir as informações com as polícias dos estados, vamos auxiliar os estados na construção de penitenciárias, dotar os estados com drones. Nós esperávamos um decreto robusto e não este decreto demagógico”, declarou o governador.

Governadores unidos

Logo no início da entrevista, Caiado citou outros governadores que, assim como ele, também se opuseram ao decreto, como Mauro Mendes (MT), Ratinho Junior (PR), Romeu Zema (MG) e Tarcísio de Freitas (SP). Que, inclusive, três dias após a publicação do documento, se uniram na divulgação de uma nota pedindo a revogação do decreto. 

Outra crítica feita pelo gestor diz respeito às restrições que os governos podem sofrer caso não cumpram os termos previstos no documento. 

“Os governadores que não cumprirem as normas que nós [governo] estipularmos não terão acesso ao Fundo Penitenciário e nem ao Fundo de Segurança Pública. Isso não constrói. Estão tentando, cada vez mais, demonizar a figura do policial.”  

Outro ponto citado por Caiado foi sobre a Força Nacional, que segundo o governador, durante um ano de atuação no Rio de Janeiro, fez apenas a apreensão de uma arma e de 10 mil carteiras de cigarro. Citando este exemplo, Caiado questionou: “Como o Ministério da Justiça quer decidir sobre procedimentos sendo que ele está falando de crime de baixo potencial lesivo? Nós precisamos de batalhões especializados em inteligência e operacional para conseguir competir com organizações [criminosas] que têm armas que nem nós temos.”

Caiado ainda conclui dizendo que o decreto se trata de “algo demagógico, sem resultado prático e que tenta comprometer a imagem do policial.” 

BRASIL 61

 

STF registra um recorde histórico de pedidos de afastamentos de ministros de relatorias de processos

O Supremo Tribunal Federal (STF) registrou um recorde histórico no ano de 2024 no que diz respeito ao número de arguições de impedimento para afastar ministros da relatoria de processos. No total foram 107 pedidos, dos quais 103 tiveram como alvo do ministro Alexandre de Moraes. De acordo com informações do jornal O Globo, das 103 solicitações contra Moraes, 101 já foram negadas. Entre os autores dos pedidos está o ex-ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entretanto, a maior parte partiu de réus do 8 de janeiro.

Cabe ao presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso a decidir acatar ou não o pedido de afastamento. Em caso negativo, o autor da arguição pode entrar com um recurso, que será avaliado pelo plenário, excetuando o ministro que é alvo da solicitação. Os quatro pedidos de afastamento de relator que restam miram o ministro Flávio Dino. Moraes acumula a maior parte dos inquéritos criminais que tramitam no Supremo atualmente, mantendo sob sua relatoria 21 das 37 investigações em questão. Os dados foram recolhidos pelo painel Corte Aberta e não incluem os inquéritos que estão sob sigilo.

Jornal da Cidade Online

 

Flavio Dino determina transparência em repasses de emendas para universidades

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que no prazo de 30 dias o governo federal e os estados publiquem normas e orientações sobre prestação de contas no uso de emendas parlamentares pelas instituições de ensino superior e suas respectivas fundações de apoio.

Segundo Dino, universidades têm sido usadas para repassar valores de emendas

A decisão foi tomada nos autos de uma arguição de descumprimento de preceito fundamental. A determinação foi dada em resposta a petições apresentadas por fundações de apoio depois de o ministro ter suspendido o repasse de recursos para 13 organizações não governamentais (ONGs) e entidades do terceiro setor que não adotam mecanismos adequados de transparência ou não divulgam informações sobre a aplicação de verbas decorrentes de emendas parlamentares.

A suspensão, determinada pelo ministro no último dia 3, levou em consideração o relatório técnico da Controladoria-Geral da União que apresentou os resultados de uma auditoria sobre entidades sem fins lucrativos que receberam os maiores valores de emendas parlamentares entre 2 de fevereiro e 21 de dezembro de 2024.

Na nova decisão, Dino apontou que muitas dessas entidades são fundações de apoio a universidades que, ao contratarem ONGs sem critérios claros, têm sido usadas para repassar valores de emendas parlamentares. Assim, é imperativa a adoção de métodos de controle dos repasses, segundo o ministro.

O prazo de 30 dias é direcionado ao Ministério da Educação, à CGU e à Advocacia-Geral da União, que devem adotar providências no âmbito de suas competências administrativas. Por simetria, os estados e o Distrito Federal também deverão orientar a prestação de contas das emendas parlamentares federais pelas instituições de ensino estaduais e suas fundações de apoio.

Com informações da assessoria de imprensa do STF.

 

PagSeguro um dos grandes bancos do país anuncia demissão em massa

O PagBank (PagSeguro) começou o ano promovendo uma reestruturação que resultou no desligamento de cerca de 500 funcionários, o que representa aproximadamente 10% da equipe, segundo o site Layoff Brasil e o jornal Valor Econômico. Ex-funcionários compartilharam relatos sobre as demissões nas redes sociais nos últimos dias. Em comunicado, o PagBank, parte do Grupo UOL, justificou as demissões como parte de uma estratégia para “melhorar a eficiência da companhia”. A nota reforçou o compromisso da empresa em “facilitar a vida financeira de pessoas e negócios por meio de um ecossistema simples, seguro, acessível e digital”.

Apesar das demissões, o PagBank tem registrado evolução em seus resultados financeiros. Entre julho e setembro de 2023, a empresa alcançou lucro líquido ajustado de R$ 572 milhões, um crescimento de 5,6% em relação ao trimestre anterior e de 30% na comparação anual. A receita também foi robusta, somando R$ 4,8 bilhões, um aumento de 6% no trimestre e 20% em 12 meses. Contudo, as ações da empresa acumulam queda de 50% no último ano.

Apesar do PagSeguro ter a preocupação de registrar evolução dos seus resultados financeiros, a queda acentuada de 50% em suas ações no exercício de 2024, causam preocupações e com certeza afeta a credibilidade no mercado financeiro, daí a demissão em massa, que com certeza impactará em seus negócios.

Jornal da Cidade Online

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Gestão de Márcio Pochmann no IBGE alinhada ao PT causa revolta e demissão de diretores do órgão, diz colunista

O plano de destruição do PT é maligno. Estatais que no governo Bolsonaro deram lucro, passaram a apresentar prejuízos bilionários. E órgãos eminentemente técnicos estão claramente sendo desviados de suas funções para gerar uma falsa realidade que seja mais favorável ao PT.

Isso está acontecendo no IBGE. Lauro Jardim de O Globo define assim o cenário:

“O ar está perto do irrespirável na cúpula do IBGE.”

E segue o jornalista descrevendo o que está acontecendo no órgão:

“Na semana passada, dois diretores pediram demissão: Elizabeth Hypolito e João Hallak Neto, respectivamente diretora e diretor-adjunto de Pesquisas Econômicas, a mais importante do órgão. Até o fim do mês, devem sair Ivone Batista e Patrícia Costa, diretora e diretora-adjunta de Geociências. O motivo do adeus é o mesmo nos dois casos: insatisfação com a gestão de Marcio Pochmann, ex-presidente do Ipea colocado pessoalmente por Lula no IBGE.”

O GLOBO

O bate-boca em público entre o jornal ESTADÃO e o presidente do STF

Não é sempre que se presencia um bate-boca em público entre um jornal tradicional e um ministro do STF. Hoje é um desses raros dias. Na página do editorial, a enésima crítica do Estadão à invasão de competências por parte do STF. Na página seguinte, um artigo do presidente do tribunal, Luís Roberto Barroso, fazendo a defesa da Corte, e sugerindo que o jornal faz o jogo daqueles que “sabemos de onde vieram e onde pretendiam chegar”, ao contribuir com um ambiente de “ódio institucional”. Daqui a pouco, é capaz de o Estadão ser incluído no inquérito das fake news. O artigo de Barroso tem o DNA petista. Lista uma série de “conquistas”, e sugere que quem não concorda com as decisões do Supremo é porque não gosta da Constituição. O discurso petista é o mesmo, substituindo “Constituição” por “pobres”. Trata-se de um artigo mistificador do início ao fim.

O problema é que Barroso gasta 5 mil caracteres cantando loas a si mesmo, e não endereça as principais críticas do editorial, quais sejam o inquérito sem fim das fake news e a loquacidade de alguns ministros fora dos autos, quando não em convescotes pagos por empresários com interesses na Corte. Sobre esse último ponto, o ministro dá uma de João-sem-braço, ao dizer que os holofotes se devem à transmissão obrigatória das sessões do plenário. O presidente do STF certamente acha que está conversando com parvos.

O artigo de Barroso é útil por dois motivos: o primeiro é colocar a nu a má-fé e o complexo de superioridade do ministro; o segundo é demonstrar que os editoriais do Estadão incomodam o poder e que, portanto, têm a sua utilidade. O editorial de hoje elogia o ministro Edson Fachin, que disse o óbvio: o juiz aplica a lei, não fabrica a lei. Com certeza o editorialista sabia que o texto de Barroso seria publicado logo em seguida ao do editorial, e o fez propositalmente, de modo que o leitor pudesse confrontar as duas visões.

Por fim, e como nota cômica, seria interessante imaginar como esse tipo de debate entre o editorial e o ministro seria mediado por checadores de fatos. O ministro elenca uma série de fatos verdadeiros para construir uma realidade que não conversa com a crítica do editorial, a que o ministro reduz a um “ódio institucional”. Os checadores certamente dariam razão ao ministro e não seriam capazes de alcançar o nível subterrâneo do discurso. Portanto, classificariam o editorial como “fake news”, expressão de mil e uma utilidades para desclassificar a crítica de opositores.

Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.

 

A crueldade do veto de Lula à indenização por dano moral as crianças com microcefalia e suas famílias

Lula decidiu vetar integralmente o projeto de lei que previa indenização por dano moral e concessão de pensão especial a crianças que nasceram com microcefalia e outras deficiências permanentes decorrentes de síndrome congênita associada à infecção pelo vírus da zika. Esse veto é uma atrocidade, mais uma cueldade do ex-presidiário, numa demonstração plena de falta de sensibilidade e desrespeito a dignidade humana das crianças infectadas e suas famílias O texto previa um pagamento de R$ 50 mil às famílias e pensão vitalícia às crianças seguindo o teto do INSS, atualmente em R$ 8.092,54. Segundo estimativas, 1.589 famílias seriam beneficiadas.

Lula editou na quinta-feira (9), uma medida provisória para indenizar em R$ 60 mil as famílias de crianças de até 10 anos com microcefalia causada pelo vírus Zika durante a gestação. O texto foi no Diário Oficial da União (DOU).

A medida é uma alternativa à proposta de indenização e pensão, para esses mesmos casos, que havia sido aprovada pelo Congresso Nacional em 2024. O texto aprovado pelos parlamentares foi totalmente vetado por Lula.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestou nesta sexta-feira (10) nas redes sociais a respeito da decisão de Lula e outros políticos criticaram o veto de Lula. No seu perfil do Instagram, a senadora Mara Gabrilli (PSDB) – autora do projeto – disse que recebeu “com indignação” a mensagem de veto ao PL e disse que tentará derrubá-lo.

Repercutiu bastante e com forte solidariedade, as palavras do ex-presidente Bolsonaro: “Não há razão para este veto do governo que contraria a luta de uma década contra a negligência e omissão do Estado; Continuaremos na luta pelas crianças e adolescentes, que são desassistidas pelo governo. Contem com todo o meu apoio e luta pela derrubada do veto”, declarou.

Jornal da Cidade Online

 

Morre ex-presidente da OAB, Marcello Lavenère advogado que assinou o impeachment de Fernando Collor

O ex-presidente do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Marcello Lavenère Machado Neto morreu neste domingo (12) aos 86 anos. O jurista e advogado alagoano Lavenère era presidente da OAB em 1992 e ficou conhecido por assinar o pedido de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Ele presidiu a entidade entre abril de 1991 e março de 1993.

Ele também era membro vitalício do Conselho Federal da OAB e consultor jurídico em Brasília. Também atuou como professor de direito civil na UnB (Universidade de Brasília) e na Escola Superior do Ministério Público.

A OAB anunciou luto de sete dias pelo falecimento de seu ex-presidente. O presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, afirmou que Lavenère, se constituiu em uma das importantes referências para a advocacia brasileira, destcando:

“O sentimento que nos toma é de tristeza. Quem partiu foi um dos imprescindíveis profissionais da advocacia. Um homem com alma generosa e solidária. O presidente Marcelo nos deixa ensinamentos de coragem e altivez. Que descanse em paz na eternidade. À família e aos amigos, registro meu sincero pesar,” afirmou.

A causa da morte não foi informada, e o corpo será velado e cremado em Brasília nesta segunda-feira (13).

Jornal da Cidade Online

Acreditem? O mentiroso quer controlar a mentira dos outros

O desespero do governo Lula com os novos rumos da Meta (Facebook, Instagram e WhatsApp) é notório e facilmente explicável. E a sociedade já percebeu isso claramente. Mentem despudoradamente e querem controlar a mentira dos adversários. Isso é repugnante. Pior é fazer isso dizendo que estão querendo defender a democracia, enquanto fecham os olhos para as atrocidades praticadas pelo ditador Nicolas Maduro, na Venezuela.

Um artigo do jornalista Rodolfo Borges, publicado no site O Antagonista, é elucidativo.

Transcrevemos:

“Para ignorar as violações de direitos humanos cometidas pelo regime amigo de Nicolás Maduro na Venezuela, o governo Lula resolveu tratar as mudanças na moderação de conteúdo da Meta como uma questão de Estado. Enquanto a líder da oposição Maria Corina Machado era sequestrada e o ditador consumava sua farsa eleitoral com uma posse ilegítima, sob aplausos dos petistas, a cúpula do governo se reunia para deliberar sobre a melhor forma de convencer os distraídos de que o problema mais urgente do Brasil hoje é o Facebook.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que a adoção de notas da comunidade em detrimento de bloqueios determinados a partir de agências de checagem de fatos “tende a intensificar a desordem informacional em um ecossistema digital que já enfrenta desafios significativos relacionados à disseminação de fake news e discursos de ódio”.

Apontar mentiras é fácil

O que Messias não disse é que sua Advocacia Geral da União (AGU) participa da “desordem informacional” ao mesmo tempo em que alega combater mentiras. Aconteceu na crise das enchentes do Rio Grande do Sul e na disparada do dólar, quando a AGU se fez de besta para tentar limpar a barra de Lula. Esse jogo de apontar as mentiras dos outros é muito fácil. Difícil, para o governo Lula, é admitir as próprias mentiras — e parar de contá-las.

Por exemplo: João Brant, secretário de Políticas Digitais da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, disse que “a repriorização do ‘discurso cívico’ significa um convite para o ativismo da extrema-direita”.

Verdade ou mentira?

Se isso for verdade, o Facebook estava cerceando um determinado espectro político, como sempre alegaram os políticos de direita. Mas o fato é que poder falar de política abertamente beneficiaria todos os espectros políticos, inclusive a “extrema esquerda”.

O pior, contudo, foi ler Brant dizer que a “Meta vai asfixiar financeiramente as empresas de checagem de fatos”. Só por não mais patrociná-las? Como um checador de fatos classificaria essa informação? Imprecisa? Maliciosa? Exagero? Mentira?

O trabalho dos checadores de fatos tem valor, desde que feito de forma crível. Diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg disse que as agências de checagem “contribuíram mais para destruir a confiança do que para construí-la”. É verdade, por mais que os checadores esperneiem.

Quem define o que é verdade?

Zuckerberg reconheceu, em entrevista ao podcast Joe Rogan, que os checadores não são necessariamente maliciosos, mas disse que a maioria deles segue uma agenda específica. Quer dizer, checam alguns temas e outros, não. Isso ocorre porque o trabalho de guardião da verdade é dificílimo.

É impossível policiar todos os assuntos, e, portanto, as checagens seguem agendas, assim como faz o noticiário. Vacinas e urnas eletrônicas se destacaram nos últimos anos como temas para checagem, enquanto os membros do governo Lula mentem livremente sobre a economia brasileira e o dólar. Aliás, não mentem tão livremente assim, porque sites como O Antagonista (e o Jornal da Cidade Online), entre outros, fazem questão de apontar as mentiras dos petistas. E é assim que se combatem as tais das fake news, com verdades, mas apenas depois que elas são ditas, e não antes, como pretendem autoridades como o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

STF também não é árbitro da verdade

Os próprios ministros do STF, que se apresentam como guardiões da verdade, têm disseminado suas fake news, como nos casos em que Dias Toffoli tentou dar prosseguimento a ações contra a Transparência Internacional e contra a Lava Jato, no caso da narrativa reciclada sobre os grampos de Alberto Youssef.

Num ambiente em que não existe ninguém ou nenhuma entidade com moral ou confiança o bastante para definir o que é verdade, a regulação precisa ser feita pelo maior número de pessoas possível, e não por uma casta de iluminados apontados como árbitros do que deve ou não ser publicado.

Tratar a mudança de moderação anunciada pela Meta como risco à democracia ou a “crianças, adolescentes e idoso, as pessoas mais vulneráveis do nosso país”, como fez Messias ao lado do ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, é disseminar desinformação. São essas pessoas que pretendem definir o que é verdade ou mentira?”

Jornal da Cidade Online