Os desembargadores de Mato Grosso do Sul investigados pela Polícia Federal (PF) por lavagem de dinheiro, organização criminosa, extorsão e falsificação de escrituras públicas mantinham vínculos com escritórios de advocacia dos próprios filhos, que atuavam como “operadores”, ao manter contato com interessados na compra de decisões.
Participavam, em conjunto, o desembargador Vladimir Abreu da Silva e os filhos Ana Carolina Machado Abreu da Silva e Marcus Vinícius Machado Abreu da Silva; Desembargador Alexandre Aguiar Bastos e a filha Camila Cavalcante Bastos, atual vice-presidente da OAB em Mato Grosso do Sul, faziam parte da corrupção, assim como, o desembargador Divoncir Schreiner Maran e os quatro filhos, Divoncir Schreiner Maran Júnior, Vanio Cesar Bonadiman Maran, Rafael Fernando Ghelen Maran e Maria Fernanda Ghelen Maran e o desembargador Sideni Soncini Pimentel, com os filhos Rodrigo Gonçalves Pimentel e Renata Gonçalves Pimentel, integravam também a quadrilha instalada dentro da justiça
Segundo a PF, foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão contra os desembargadores e nove advogados, além de empresários suspeitos de se beneficiarem do esquema. Uma verdadeira devassa no tribunal está em andamento e muitas prisões ainda devem ser ocorrer, diante das revelações das operações da quadrilha do Judiciário de Mato Grosso do Sul.
Jornal da Cidade Online