Divergências internas e denuncias preocupam o Palácio dos Leões

RoseanaSarneyAs divergências internas, o envolvimento de membros em questões que começam a ser investigadas pela Policia Federal, inclusive com a prisão de um doleiro em nossa capital, que estaria negociando precatórios com o Governo do Estado e a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás, que deve chegar às obras de terraplanagem da sonhada refinaria Premium, causam uma grande apreensão ao grupo Sarney, além de inúmeros problemas inerentes a corrupção.  Já bastante desgastada com a violência na capital e no interior, cada vez mais crescentes e as barbáries incontroláveis no Sistema Penitenciário, deixaram a administração da governadora Roseana Sarney tão debilitada, que ela teve receio de renunciar ao governo para se candidatar ao Senado Federal.

             O candidato imposto pela chefa do executivo teve que ser substituído, apesar de ter tido toda a máquina governamental nas mãos, não conseguiu se viabilizar e foi alijado do processo por ela, que em ato contínuo acatou sugestão do ministro Edison Lobão, das Minas e Energia para a indicação do seu filho, o suplente de senador Edison Lobão Filho. A exemplo do primeiro candidato apresentado pelo Palácio dos Leões, nunca disputou uma eleição e também não tem carisma e muita gente, ainda lembra, quandoele, se constituiu num verdadeiro dono do poder, quando o seu pai foi governador do Maranhão. A recepçãopara recebe-lo em nossa capital, foi marcada pela presença bem acentuada de membros da burguesia que vivem em torno do poder. O povo, o eleitor e os cidadãos, que sonham com mudanças ficaram bem distantes e devem continuar assim.

             As fragilidades da oligarquia ficam bem expostasquando as divergências tomam dimensões desagradáveis entre os vários políticos que postulam a indicação para a candidatura ao Senado Federal pela situação. Dentre eles está o deputado federal Gastão Dias Vieira, que até ha poucos dias ocupava a pasta do Ministério do Turismo. Se posiciona com o aspecto umaacentuada legitimidade, naturalmente dando a entender que aos demais falta o que no seu entendimento é privilégio dele. Foram dele as declarações de que reconhecia que o grupo politico do qual faz parte o responsável pelas desigualdades sociais, a fome, a miséria e exclusão social no Maranhão. Infelizmente, faltou-lhe tutano para segurar as suas próprias palavras, e tentou por todos os meios negar, depois de ter sido chamado à catraca pela família Sarney.

           O deputado Arnaldo Melo, presidente da Assembleia Legislativa do Estado é postulante a indicação, tendo como forte cacife, um grupo considerável de deputados, os quais lhes deram sustentação para ser o candidato a governador, caso Roseana Sarney renunciasse ao executivo. Esse conflito dentro do grupo da situação já sinaliza conflitos e rompimentos iminentes, levando-se em conta que a governadora não tem apoio da maioria no legislativo estadual. O deputado federal Pedro Fernandes, do PTB é um dos postulantes à indicação para o Senado e tem uma grande articulação, além de ser irmão do deputado estadual Manoel Ribeiro, que já mandou alguns recados desaforados para o Palácio dos Leões. A verdade é que a batata está assando e muitos questionamentos à vista. É só aguardar.

Peregrinos acampam na Praça de São Pedro no Vaticano, um dia antes da canonização dos papas João XXIII e João Paulo II.

EFE –

Às vésperas da inédita canonização de dois papas, João XXIII e João Paulo II, milhares de fieis ocupavam a praça de São Pedro, no Vaticano, em busca de um lugar onde passar a noite.

Os espaços previstos dentro e fora da praça nem sempre garantem uma boa visão. Por um bom lugar, vale a pena acampar desde sábado, pensam muitos, ainda que telões tenham sido espalhados por toda Roma para transmitir a cerimônia.

Para os milhares de peregrinos – estima-se cerca de 1 milhão – especialmente aqueles que vieram da Polônia e da América Latina, qualquer esforço vale para estar presente neste evento sem precedentes na história: dois papas canonizados perante dois papas vivos.

– Seminaristas e latino-americanos entre as testemunhas –

Um dos grupos que mais chamam atenção é o dos 33 seminaristas do Instituto RedentorisMater de Macerata, do sul da Itália, que está acampado praticamente na porta do escritório da assessoria de imprensa da Santa Sé, a um passo da praça de São Pedro.

Estenderam mantas pelo chão, levaram sanduíches para aplacar a fome e fizeram algo como um piquenique, com violões e muito canto: o repertório foi de “La Bamba” a “Volare”, passando pela clássica “O Sole Mio”. Quem passava, aplaudia os jovens religiosos com entusiasmo.

“Viemos celebrar João Paulo II, que inaugurou a pedra fundamental do nosso seminário, e pedir-lhe que nos ajude na evangelização, especialmente na China”, contou à AFP Joel Levi, um seminarista da Costa Rica.

– E o papa Francisco? –

E o papa Francisco? “É uma pessoa maravilhosa. Agora temos um papa que é missionário, que nos convida a sair da Igreja”, disse.

Mais adiante, um grupo de chilenos com a bandeira nacional em mãos repetia “Chi ChiChilelele, viva Chile” em alto e bom som. No grupo estavam várias senhoras de meia-idade, que foram a Roma especialmente para a canonização.

“João Paulo II ajudou muito quando esteve no Chile para que voltássemos a ter democracia. Nos deixou grandes ensinamentos”, disse Teresa Salamanca, de Santiago.

“João XXIII foi quem mudou a forma de viver a fé com o Concilio Vaticano II”, comentou.

E o papa Francisco? “O papa Francisco está voltando ao que nós devíamos ser porque muitos dos valores da Igreja se perderam. Estamos mais pelo consumismo do que pela fé”, lamentou.

Dentro da praça, uns 25 peruanos, com a bandeira nas costas, também procuravam um espacinho para dormir.

“Algumas pessoas vieram de Lima. Outros da Europa. Eu vivo na Alemanha. Não podia deixar de participar de um evento de dimensões históricas, que homenageá dois papas tão queridos”, disse Cecilia Straeder.

NatividadVacuilima, uma senhora de origem indígena do Equador, contou que era a primeira vez que ela ia a Roma e que o fez porque João Paulo II “fez uma visita ao Equador e desde então temos muita fé nele”.

Quatro ciclistas pararam para descansar perto da praça. São poloneses, pelo que dizia as regatas vermelhas com a seguinte frase: “Canonização de João Paulo II”.

O grupo pedalou da Polônia até Roma por 21 dias. Percorreram 2.200 km, contou à um deles.

“Para nós, é muito importante a canonização de João Paulo II, nós o amávamos. Por isso estamos aqui’, confessou Andrzej Michalski, devoto do papa polonês.

Plano Nacional de Mineração e a nova versão do Programa Grande Carajás. Entrevista especial com o missionário Dário Bossi

Brasileira de Justiça Ambiental.
Confira a entrevista.

minério

O Programa Grande Carajás alterou profundamente a história, a geografia e o ambiente da Amazônia Oriental, e suas consequências continuam presentes na vida cotidiana das cidades”, diz padre Dário Bossi, que há sete anos atua como missionário comboniano no Pará e na região amazônica. Segundo ele, 21 dos 27 municípios dos estados do Pará, Maranhão e Tocantins, atravessados pela Estrada de Ferro Carajás, “possuem Índice de Desenvolvimento Humano – IDH menor que a média dos seus Estados”.

O Programa, criado pela Vale do Rio Doce durante o governo João Figueiredo (1979 a 1985), surgiu com a promessa de proporcionar à região diversas oportunidades, desde projetos de industrialização do minério extraído, até beneficiamentos para a agroindústria e o reflorestamento. Contudo, 30 anos depois de sua implantação, “muito disso ficou no papel. (…) No chão de nossas regiões ficaram os enormes buracos das minas da Serra Norte; no coração da Floresta Nacional de Carajás, a ferrovia de 900 Km entre Parauapebas (PA) e o porto de São Luís do Maranhão (para uso exclusivo da Vale), com um fluxo que hoje chega a escoar mais de 100 milhões de toneladas de minério de ferro por ano”, informa.

Na entrevista a seguir, concedida por e-mail, Bossi frisa que o Plano Nacional de Mineração, que irá estimular a exploração de minérios no Brasil até 2030, tende a agravar a qualidade de vida das pessoas que vivem na região amazônica, especialmente por conta do segundo Programa Grande Carajás, previsto para ser implantado nos próximos anos. “A Vale disfarçou, chamando-o de ‘expansão’, ‘capacitação logística’ ou alegando que se trata de ajustes estruturais a alguns segmentos da ferrovia. Na prática, está sendo aberta uma nova mina, construída uma segunda ferrovia e ampliado o porto com a instalação de um píer totalmente novo”, relata. Para ele, o projeto é ilegal porque “não foi realizado um adequado Estudo de Impacto Ambiental e não foram realizadas audiências públicas nas comunidades atingidas como prevê a Lei. E acrescenta: “Em poucos anos, até 2017, a Vale pretende chegar a escoar 230 milhões de toneladas de minério de ferro, mais que o dobro de hoje.

Passarão trens em frente às comunidades com uma média de 27 minutos entre um e outro; já que, ao passar do trem, o barulho interrompe toda atividade ao longo de quatro minutos (pense, por exemplo, nas escolas), isso significa um sequestro do tempo dos moradores de quase duas horas por dia!”.

As implicações do Projeto Grande Carajás serão discutidas no Seminário Internacional “Carajás 30 anos: resistências e mobilizações frente a grandes projetos na Amazônia Oriental”, na Universidade Federal do Maranhão, em São Luís, entre os dias 5 e 9 de maio.

Padre Dário Bossi, missionário comboniano, é membro da rede Justiça nos Trilhos e da Rede

IHU On-Line – Como e em que contexto foi criado o Programa Grande Carajás e como o avalia, 30 anos depois?

careca
Dário Bossi – O Programa Grande Carajás foi criado pela então estatal Companhia Vale do Rio Doce (hoje, privatizada, chama-se simplesmente Vale). Visava, principalmente, garantir as condições infraestruturais para a exploração e transporte das gigantescas jazidas de minério de ferro do sudeste do Pará. Foi ideado no contexto de políticas desenvolvimentistas da ditadura militar (governo Figueiredo), com a participação ativa de grandes grupos econômicos privados e com o financiamento de agências multilaterais de desenvolvimento.
Extinto oficialmente em 1991, tem financiado, com dinheiro e dívida pública, o escoamento de minério para o exterior e a instalação de polos siderúrgicos tecnologicamente pobres e de alto impacto ambiental. O Programa Grande Carajás alterou profundamente a história, a geografia e o ambiente da Amazônia oriental e suas consequências continuam presentes na vida cotidiana das cidades, dos povoados rurais, dos povos indígenas, dos quilombolas, dos ribeirinhos, dos grupos sociais tradicionais, além de ter provocado intensas alterações nos biomas e paisagens.
Esse projeto planejado desde cima, sem interlocução com as comunidades e sem um plano integrado de gestão sócio-econômico-ambiental, a serviço do interesse exclusivo da mineração e siderurgia, nem soube proporcionar uma efetiva distribuição à população dos benefícios econômicos. Entre as maiores consequências negativas, vejo: desmatamento, trabalho escravo, migrações e descontinuidade no processo de identificação das comunidades em seus territórios, conflitos por terra, agressão e dizimação das culturas e da vida indígena e quilombola, poluição, desorganização urbana e violência devidas ao intenso êxodo em busca de trabalho e vida.
Hoje, o desemprego é maior nos municípios atravessados pela Ferrovia (taxa de 16,9%) do que a média dos Estados do Maranhão (11,8%) e do Pará (13,7%); 21 dos 27 municípios atravessados pela ferrovia possuem IDH menor que a média dos seus Estados.
IHU On-Line – Desde quando o senhor atua como missionário na região amazônica?
Dário Bossi – Moro em Piquiá, uma das comunidades mais atingidas pelo ciclo de mineração e siderurgia, há sete anos. Não é muito tempo, mas ao longo desses anos fiz questão de escutar com atenção as histórias de dor e resistência e os sonhos infringidos de muitas pessoas e comunidades, na convicção de que a história tem que ser aprendida e narrada ‘desde baixo’.
IHU On-Line – Ao longo desses anos em que o senhor está engajado com a luta contra os impactos da mineração, quais são suas impressões dessa questão, especialmente da forma como ocorre o processo de extração do minério e o subdesenvolvimento das cidades próximas às minas?
Dário Bossi – Um dos livros que inspirou a vocação missionária de muitos de nós é a obra de Eduardo Galeano, As veias abertas da América Latina. Essa é a impressão física que se sente ao morar nessas regiões amazônicas feridas e saqueadas. Um fluxo contínuo de recursos e vida que vai abastecer a fome de outros. Imaginem: conhecemos famílias que sobrevivem com menos de um salário mínimo ao mês, e ao lado de suas casas passam cotidianamente 12 composições, três locomotivas e 330 vagões carregados de minério de ferro (é o trem maior do mundo), cujo valor bruto corresponde a mais de 80 milhões de reais por dia!
No Maranhãochegaram, algumas décadas atrás, caravanas de pobres de outras regiões do nordeste, mão de obra barata para os grandes projetos de ‘desenvolvimento’ e o latifúndio extensivo. O Eldorado da mineração atraiu muitos deles para uma nova migração aos garimpos da Serra Pelada, às minas da Vale em Parauapebas, e hoje aos grandes projetos de devastação da Serra Sul ou à construção da enorme barragem de Belo Monte. Cansamos de ver várias dessas pessoas voltando afinal de novo para cá, decepcionadas e vencidas, tendo que correr atrás da vida sem nunca encontrá-la. E o silêncio ensurdecedor dessas amplas pastagens, aqui onde 40 anos atrás era floresta nativa, fala mais alto que qualquer propaganda da Vale ou do governo sobre sustentabilidade.
IHU On-Line – Quais foram os projetos desenvolvidos pelo Programa Grande Carajás na Amazônia Oriental nestes 30 anos? Quem se beneficiou com ele?
Dário Bossi – O programa previa a instalação, no Pará e no Maranhão, de serviços de infraestrutura para o escoamento do ferro, a ampliação do sistema portuário, hidrovias e aproveitamento hidrelétrico das bacias hidrográficas, uma extensa malha de rodovias, vários aeroportos, grandes hidrelétricas. Por outro lado, visava também oferecer à região projetos de industrialização do minério extraído, agricultura, pecuária, pesca, agroindústria, florestamento, beneficiamento e industrialização de madeira. Pretendia proporcionar à região diversas oportunidades, bem além da simples exploração do minério de ferro. Mas muito disso ficou no papel.
No chão de nossas regiões ficaram os enormes buracos das minas da Serra Norte; no coração da Floresta Nacional de Carajás, a ferrovia de 900 Km entre Parauapebas (PA) e o porto de São Luís do Maranhão (para uso exclusivo da Vale), com um fluxo que hoje chega a escoar mais de 100 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
A população sofre pelos impactos da ferrovia: nos últimos nove anos, 77 pessoas foram atropeladas e mortas pelo trem da Vale (além dos animais de criação, sustento e fonte de renda de muitas comunidades). O barulho do trem e da buzina, dia e noite, é muito forte, bem como as vibrações de 26 mil toneladas de carga que passam a cada hora e provocam rachaduras nas casas e desmoronamento dos poços.
Também foi construída a Hidrelétrica de Tucuruí, principalmente para abastecer a produção energívora das plantas de produção de alumínio em São Luís e Belém. E o território do Maranhão está progressivamente sendo dominado pelo monocultivo de eucalipto: depois que as siderúrgicas desmataram a floresta nativa para conseguir carvão vegetal no processo de produção do ferro-gusa, as empresas chamam isso de ‘reflorestamento’, enquanto nossas comunidades o consideram ‘deserto verde’.

“A frente de exploração mais visada, em que existem mais solicitações para licença de pesquisa e lavra, é a Amazônia”
IHU On-Line – Qual a relação da Vale com os governos dos estados do Pará, Tocantins e Maranhão?
Dário Bossi – Por ocasião de cada campanha eleitoral, a Vale financia de maneira transversal candidatos de diversos partidos, garantindo assim uma certa influência sobre as administrações e os políticos. A isenção fiscal sobre bens e produtos exportados diminui sensivelmente a contribuição pública da Vale aos cofres públicos; no Pará, sobra para o estado 23% do total de royalties pagos pela companhia, sendo esses (no caso do ferro) 2% do faturamento líquido das atividades da Vale no estado. Ao Maranhão, não vai nem essa contribuição.
O contraste de uma empresa extremamente rica operando em estados entre os mais pobres do país chega a gerar dependência dos governos e das administrações municipais para com a filantropia estratégica da Vale.
Dessa forma, a mineradora negocia com os estados a participação da empresa no financiamento a projetos sociais no campo da educação, da saúde ou da moradia (mas não na reparação de danos provocados pela atividade mineira). Os estados vinculam-se à empresa, precisam desses fundos de investimento social e abafam eventuais críticas, implicitamente chantageados e dependentes desse dinheiro.
IHU On-Line – Em que consistem os movimentos de resistência ao Programa Grande Carajás? Como eles se articulam e quais suas conquistas nesse tempo de atuação?
Dário Bossi – Vou falar da rede Justiça nos Trilhos, onde eu atuo e que conheço melhor.
Temos três eixos de ação:
(a) Dizer não à expansão do saque dos recursos minerais. Nesse campo, estamos lutando contra a duplicação do sistema mina-ferrovia-porto da Vale, que é ilegal, não foi debatida com a população e agride territórios e comunidades. Conseguimos uma liminar que suspendeu as obras de duplicação por 45 dias e estamos ainda aguardando a sentença definitiva do Tribunal. Levamos esse caso até a Comissão Interamericana dos Direitos Humanos.
(b) Reparação de danos. Acreditamos que é importante garantir aos atingidos pela Vale as devidas indenizações por danos materiais e morais. Exigir também compensações sociais e ambientais no caso de projetos já instalados é estratégia para evitar que a empresa, atacada no seu ponto mais sensível (que é o lucro), continue amplificando os ritmos de atividades e, consequentemente, os danos.
(c) Alternativas a esse desenvolvimento. Trabalhamos intensamente na educação popular, para o protagonismo das comunidades na gestão política e econômica de seus territórios. Promovemos experiências produtivas e de autossustentação alternativas ao modelo de enclave imposto pela mineração. Esforçamo-nos na disputa política e ideológica contra o mito do desenvolvimento e na afirmação de outros modelos de vida.

“A isenção fiscal sobre bens e produtos exportados diminui sensivelmente a contribuição pública da Vale aos cofres públicos”
IHU On-Line – O senhor disse recentemente que novos projetos estão sendo planejados para a região amazônica, entre eles, a expansão do Sistema Norte da Vale, que pretende abrir uma enorme nova mina no coração da Floresta Nacional de Carajás, duplicar a Estrada de Ferro Carajás e expandir o porto de Ponta da Madeira em São Luís. Em que consistem esses projetos?
Dário Bossi – É um segundo Programa Grande Carajás. A Vale disfarçou, chamando-o de “expansão”, “capacitação logística” ou alegando que se trata de ajustes estruturais a alguns segmentos da ferrovia. Na prática, está sendo aberta uma nova mina, construída uma segunda ferrovia e ampliado o porto com a instalação de um píer totalmente novo.
Essa duplicação é ilegal, pois para um projeto de tamanha complexidade e magnitude não foi realizado um adequado Estudo de Impacto Ambiental e não foram realizadas audiências públicas nas comunidades atingidas como prevê a Lei.
Em poucos anos, até 2017, a Vale pretende chegar a escoar 230 milhões de toneladas de minério de ferro, mais que o dobro de hoje. Passarão trens em frente às comunidades com uma média de 27 minutos entre um e outro; já que, ao passar do trem, o barulho interrompe toda atividade ao longo de quatro minutos (pense, por exemplo, nas escolas), isso significa um sequestro do tempo dos moradores de quase duas horas por dia!
Esse projeto trará um lucro enorme à Vale. A extração e o escoamento do minério de ferro até o porto custa à empresa 22 dólares por tonelada. No porto, o minério é vendido por mais de 115 dólares a tonelada (cinco vezes mais!). Ao mesmo tempo, o segundo Programa Grande Carajás trará enormes impactos à população.
O Seminário “Carajás 30 anos” quer refletir sobre a história passada, evitar repeti-la, consertar os erros e propor à sociedade e à Amazônia um modelo novo!

“Cansamos de ver várias dessas pessoas voltando afinal de novo para cá, decepcionadas e vencidas, tendo que correr atrás da vida sem nunca encontrá-la”
IHU On-Line – Quais as consequências do Plano Nacional de Mineração para a região amazônica?
Dário Bossi – O Plano Nacional de Mineração visa facilitar a exploração mineira no país. Segundo o Plano, até 2030 a exploração de bauxita e ferro deverá aumentar três vezes, a do ouro três vezes e meia, e a do cobre e níquel mais de quatro vezes.
A frente de exploração mais visada, em que existem mais solicitações para licença de pesquisa e lavra, é a Amazônia. A pressão para rápida discussão do PL sobre mineração em terras indígenas é outro indicador preocupante para essa região.
A única concessão que o novo Marco Legal da Mineração vem oferecer à sociedade que vive no entorno das regiões ‘mineráveis’ ou que está ameaçada pela infraestrutura do escoamento é o aumento dos royalties. Essa medida, em si, ainda não garante justa repartição da riqueza, por não existirem garantias de adequado controle social.
Por outro lado, paradoxalmente, se isolada de um conjunto de outras medidas importantes, pode chegar a amplificar ainda mais a sede de mineração, pelo interesse de municípios e estados em acumular compensação financeira.
O Comitê em Defesa dos Territórios frente à Mineração tem uma série completa de propostas alternativas e eficazes que garantiriam uma boa reforma do velho Código de Mineração e a defesa da região amazônica, bem como de todo o território e as populações do Brasil.
IHU On-Line – Que temas serão discutidos no Seminário Internacional “Carajás 30 anos: resistências e mobilizações frente a projetos de desenvolvimento na Amazônia Oriental”?
Dário Bossi – O Seminário pretende escutar as comunidades que se consideram atingidas pelo Programa Grande Carajás, especialmente nos estados de Pará e Maranhão. A partir do ponto de vista de agricultores rurais, moradores de periferias urbanas, indígenas, quilombolas, com a contribuição analítica do mundo acadêmico e de algumas instituições públicas e com a reflexão militante de vários movimentos sociais, o objetivo é verificar se o ‘desenvolvimento’, prometido a essas populações 30 anos atrás, efetivamente as beneficiou e garantiu qualidade de vida, integridade das relações interpessoais e com o meio ambiente.

 

Ex-diretor da Petrobras diz que foi ameaçado pela PF

Por Felipe Luchete

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa teme ser enviado ao presídio de Catanduvas. Preso há 36 dias, depois de ser alvo da chamada operação lava jato, Costa escreveu um bilhete pedindo ajuda a seus advogados, afirmando que foi ameaçando por agentes da Polícia Federal em sua cela, na carceragem da PF em Curitiba. Segundo a carta, um agente disse que ele “estava criando muita confusão” por ter cobrado melhores condições de tratamento, como o direito a ter banho de sol, e que, por isso, seria transferido para o presídio federal de Catanduvas (PR).

O ex-diretor da Petrobras está preso desde 20 de março. Ele já tentou ser transferido para o Rio de Janeiro, onde tem domicílio, e conseguir Habeas Corpus, mas teve seus pedidos negados pelo juiz federal que acompanha o caso, Sergio Fernando Moro, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Supremo Tribunal Federal. A defesa alegou — em 15 de abril — que ele vivia uma “situação cruel e degradante”, pois passava os fins de semana sem tomar banho nem ter contato com a luz do sol, o que poderia lhe causar danos à saúde.

No dia 19, o juiz federal Eduardo Fernando Appio, relator do pedido de HC no TRF-4, determinou que a autoridade policial garantisse, “caso seja possível”, banho higiênico e banho de sol. Depois dos pedidos da defesa, Costa disse que o agente da PF que o abordou classificou a conduta dele como “um tiro no pé”. Na carta de sua autoria, ele questiona a um de seus advogados se seria válido conversar com o juiz Moro.

Costa é engenheiro mecânico e assumiu em 2004 a Diretoria de Abastecimento da Petrobras. Hoje aposentado e consultor na área de petróleo e gás, ele teve o nome envolvido em operação que investiga supostas remessas ilegais pelo doleiro Alberto Youssef. A PF afirma que, em um e-mail usado por Youssef, foi recebida nota fiscal de um veículo em nome de Paulo Roberto Costa, no valor de R$ 250 mil. Por isso, a PF atribui indícios de pagamento de vantagem, o que poderia configurar crime de corrupção ativa.

A prisão temporária foi decretada após Moro avaliar que alguns familiares de Costa participaram da ocultação de provas, retirando da casa dele grande quantidade de documentos enquanto a PF deflagrava operação em seu escritório. Quatro dias depois, a prisão foi convertida para o caráter preventivo. A defesa alega não haver qualquer indício de que o cliente tenha cometido crimes contra o sistema financeiro nacional ou de lavagem de dinheiro.

Fonte – Revista do Consultor Jurídico

 

Canonização de papas já atrai peregrinos ao Vaticano

EFE – O Estadão

Os peregrinos estrangeiros começaram a movimentar a Praça de São Pedro e os arredores do Vaticano nesta véspera da canonização, domingo, dos papas João XXIII e João Paulo II. O tráfego já está proibido a veículos nas ruas laterais e diagonais, onde só podem entrar pedestres. Às 19 de amanhã, sábado, as restrições serão maiores, com bloqueios nos principais acessos.

Bares serão proibidos de abrir as portas na área e o comércio deixará de funcionar, por iniciativa própria, por causa das dificuldades de abastecimento para servir a uma demanda muito grande. Calcula-se que perto de 5 milhões de peregrinos – mais que a população de Roma – assistirão à cerimônia de canonização, às 10 horas de domingo. Os fiéis poderão entrar na Praça de São Pedro a partir das 6 horas.

A polícia está fazendo blitz nos pequenos hotéis bed&breakfast para verificar suas condições de conforto, segurança e higiene. Milhares de peregrinos ficarão hospedados em conventos e casas de movimentos religiosos, pagando uma diária de 30 a 40 euros, com direito a café da manhã. A Prefeitura de Roma estima em 11 milhões de euros os gastos com a canonização. O Estado do Vaticano entrará com “só” 500 mil euros para pagar as despesas.

Os católicos vindos de outros países e do interior da Itália chegam de trem e em ônibus de turismo, enfrentando dois a três dias de viagem. Hospedam-se em geral nos arredores da cidade. O alojamento é mais barato, mas, em compensação, há dificuldades de acesso ao Vaticano.

Nesta tarde de sexta-feira, o agricultor polonês WlademirOleksy, de 52 anos, foi cercado por curiosos ao chegar à Praça de São Pedro com um cajado nas mãos e uma mochila nas costas. Ele chegou da cidade de Powroznik a pé, na fronteira da Polônia com a Eslováquia. Percorreu 1.700 quilômetros em 42 dias, dormindo em hotéis baratos, paróquias e casas de família. Em Roma vai se hospedar na Casa dos Peregrinos Poloneses.

“Estive aqui em 1º de março de 1981, dois meses e meio antes do atentado a tiros aqui nesta praça”, disse Wlademir. Ao lado dele, 60 concidadãos que vieram de ônibus de Cracóvia, em dois dias de viagem, ouviam o relato de sua aventura e posavam para fotos, com bandeiras vermelhas e brancas nas mãos.

Fonte EFE e o Estadão

 

Papas e santos

Dom Demétrio Valentini
Bispo de Jales (SP)

Neste domingo se realiza em Roma a canonização simultânea de dois Papas, João 23 e João Paulo II.

 É evidente que o fato se reveste de excepcionalidade.

Em primeiro lugar, por se tratar de dois papas de forte apelo popular. Tanto que para facilitar o acesso de peregrinos, o corpo de João 23 já foi trazido para a nave central da Basílica de São Pedro, e se fez uma nova abertura no subsolo para facilitar o fluxo de peregrinos que visitam o túmulo de João Paulo II.

Acresce a isto o fato da canonização simultânea ter sido decidida pelo Papa Francisco, que por conta própria vem atraindo multidões, interessadas em acompanhar seus ensinamentos, especialmente nas “catequeses” de quarta-feira e nas mensagens de domingo.

Por tudo isto se prevê uma multidão enchendo a Praça São Pedro e se espraiando pelas ruas adjacentes, tomando conta de todo o espaço até as margens do Tibre.

Sobretudo a Polônia vai se sentir eletrizada pelo evento, e vai esgotar as reservas de passagens e de estadia. Tanto que já não existem mais vagas nos hotéis e nas casas de acolhida de peregrinos em Roma.

Quando da pesca milagrosa, Pedro pediu ajuda aos companheiros para arrastar a rede. Agora serão três papas a arrastar a multidão.

A decisão de canonizar a ambos, na mesma oportunidade, foi estratégica. Foram dois papas que marcaram profundamente a Igreja. Mas cada qual com seu carisma próprio. A diferença de personalidades poderia facilmente levar a comparações desgastantes, se um fosse canonizado antes do outro.

Assim, ficou de bom tamanho a decisão de canonizá-los no mesmo dia.

É muito interessante conferir a lista dos papas a partir de 1870, quando a Igreja perdeu os “Estados Pontifícios”, ficando reduzida ao minúsculo território do Vaticano. Até parece que na medida em que se diminuiu o espaço institucional da Igreja, foi aumentando sua influência na sociedade.

Foram todos nomes de destaque, a começar por Pio IX, seguido do grande papa Leão XIII, depois Pio Décimo, Bento 15, Pio IX, Pio XII, depois João 23, Paulo VI, João Paulo I e João Paulo Segundo, Bento 16, e agora o nosso Papa Francisco.

Diante desta lista impressionante de personalidades, alguns propõem que se faça como nos primeiros séculos da Igreja. Cada papa que morria, era acrescentado, simplesmente, à lista dos santos que a Igreja de Roma venerava, dando assim um bom exemplo para as outras dioceses guardarem, elas também, a memória das pessoas que deixavam um bom testemunho de vida.

Outros sugerem que se faça, uma vez por século, a canonização simultânea de todos os papas daquele período. Assim se evitaria uma espécie de discriminação entre eles.

De fato, desta vez parece-nos ouvir o questionamento de João 23, que em sua simplicidade, perguntaria: “por que só nós dois?” E não haveria dúvida que ele convidaria para a festa do próximo domingo, no mínimo Pio XII e Paulo VI, seus companheiros de longos anos de vivência eclesial.

Seja como for, o acontecimento de domingo envolve toda a Igreja, que se reconhece tanto na multidão da praça como na ladainha dos seus santos.

São João 23 e São João Paulo II, rogai por nós!

Papa liga para mulher divorciada na Argentina

Francisco disse que não há nada de errado em ela comungar

Uma mulher argentina teria recebido um telefonema do papa Francisco, no qual ele disse que um divorciado que comunga não está fazendo nada de errado. A ligação foi uma resposta a uma carta enviada por ela ao Pontífice sete meses antes.

Na correspondência, a mulher lamentava por não poder participar do sacramento após se casar no civil pela segunda vez. O caso foi relatado pelo seu atual marido, JulioSabetta, em sua conta no Facebook. “Aconteceu uma das coisas mais bonitas  da minha vida, depois do nascimento das minhas filhas”, escreveu o homem, que mora na cidade de San Lorenzo, sobre o telefonema do Papa.

Em uma entrevista ao site Infobae, Sabetta explicou que sua mulher queria um conselho, uma vez que não podia comungar por ser divorciada. “Ela queria saber o que fazer, porque sentia que se fizesse isso estaria rompendo uma regra da Igreja”, acrescentou. Sete meses depois (a carta foi enviada em setembro), Francisco ligou e, apresentando-se como “padre Bergoglio”, pediu desculpas pela demora na resposta e afirmou que esse assunto está sendo discutido no Vaticano, “porque o divorciado que comunga não está fazendo nada de errado”.

CPT lança relatório sobre “Conflitos no Campo Brasil 2013”

CPTA Comissão Pastoral da Terra, organismo vinculado à CNBB, divulgará na próxima segunda-feira, 28, às 14h, na sede da CNBB, em Brasília, a 29ª edição do relatório “Conflitos no Campo Brasil”. O texto apresenta dados sobre os conflitos e violências sofridos pelos trabalhadores e trabalhadoras rurais no país, entre eles indígenas, quilombolas e outros povos tradicionais, no ano de 2013.

Estarão presentes no evento o presidente da CPT, dom EnemésioLazzaris, o secretário da coordenação nacional do organismo, Antônio Canuto, o professor da Universidade Federal Fluminense, Carlos Walter Porto-Gonçalves, entre outros.

Segundo dados da Comissão, em 2013, foram assassinadas 34 pessoas em situação de conflitos no campo, sendo 15 indígenas. Houve 15 tentativas de assassinatos registradas no relatório, também 10 se referem a indígenas. Além disso, 33 indígenas foram ameaçados de morte, de um total de 241 pessoas.

A CPT informa, ainda, que a Amazônia permanece como palco principal dos conflitos. Dos 34 assassinatos, 20 ocorreram na região.

 Fonte CNBB Nacional

 

Nota da CNBB sobre a viagem do índio Tupinambá ao Vaticano

cnbbA Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou hoje, 24, nota sobre a viagem do índio Tupinambá ao Vaticano. O texto, assinado pelo bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, explica que o cacique Babau Tupinambá viajaria ao Vaticano junto com o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, para participar da missa de ação de graças pela canonização do padre José de Anchieta, que esteve presente entre o povo Tupinambá. “A representação do povo Tupinambá teria um significado especial na celebração em Roma”, afirma dom Leonardo. Leia, na íntegra, a nota:

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB lamenta a impossibilidade da viagem ao Vaticano do índio Rosivaldo Ferreira da Silva, conhecido como cacique Babau Tupinambá.

Babau foi convidado pela CNBB para participar da missa de ação de graças pela canonização do Padre José de Anchieta, celebrada hoje, 24 de abril, na Igreja de Santo Inácio de Loyola, em Roma. A missa foi presidida pelo Papa Francisco.

O índio viajaria à Itália junto com o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, Cardeal Raymundo Damasceno Assis, no último dia 23. São José de Anchieta esteve entre o povo Tupinambá. O cacique Babau pretendia apresentar ao Santo Padre documentos sobre as violações dos direitos indígenas no Brasil, sobretudo com relação ao povo Tupinambá.

Com o passaporte suspenso, Babau foi impedido de viajar devido a um mandado de prisão temporária, expedido, no dia 20 de fevereiro, pelo juiz substituto da Vara Criminal de Una, na Bahia. O mandado não foi executado, tendo o cacique Babau moradia fixa.

Hoje, 24, cacique Babau participou da audiência unificada das comissões de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, em Brasília, e, em seguida, apresentou-se à Polícia Federal, em Brasília.

Esperamos que as acusações sejam investigadas de modo justo, sem mais prejuízos ao povo Tupinambá, que sofre com a questão da regularização das terras no sul do Bahia.

A representação do povo Tupinambá teria um significado especial na celebração em Roma.

 Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

Depois de abominar a família Sarney, Edinho Lobão volta as suas origens

    Lobão Edinho Lobão criticou família Sarney e depois retornou ao ninho antigo

O suplente de senador Edison Lobão Filho, quando teve o seu nome anunciado como substituto de Luís Fernando Silva, para ser o candidato da situação ao Governo do Estado, em entrevista concedida ao Jornal Pequeno, abominou o grupo Sarney e insinuou que a sua campanha seria distante deles e que empunharia uma bandeira própria com o seu pai, o senador licenciado Edison Lobão, Ministro das Minas e Energia. Ninguém acreditou em Edinho Lobão, que nunca disputou uma eleição e sabe perfeitamente que o seu genitor cresceu e se desenvolveu dentro do grupo Sarney e ele também. Ontem, ao ser recepcionado no aeroporto de São Luís e na Assembleia Legislativa do Estado, ele estava colado na governadora Roseana Sarney, e sabe que se quiser ir a algum lugar o caminho será o determinado pela família Sarney.

       A ausência do poderoso Ricardo Murad, na recepção festiva para Edinho Lobão foi bem notada, e deu origem a diversos comentários. O primeiro é que Edinho Lobão já teria manifestado para Roseana Sarney, que gostaria ter sob o seu controle as pastas da Saúde, Sedes e Infraestrutura para dar uma maior dimensão à sua candidatura. Na saúde, segundo propostas do candidato, há necessidade de humanização com a socialização de ações preventivas, sem o desespero de construções de unidades hospitalares, que depois o próprio governo não terá meios eficazes para mantê-los. Na área das Sedes, o candidato defende politicas efetivas no meio rural, sem clientelismo que não leva a nada e naturalmente um combate a pobreza extrema, que nunca foi executada em nosso Estado. Na infraestrutura, se trata de um acompanhamento das obras de construção de estradas, para que quando ela esteja sendo concluída,não se retorne a tapar buracos no início delas.

       O comandante da saúde e da segurança não teria gostado da ideia de Edinho Lobão em ter o controle da gestão da saúde e está tomando distância do candidato da situação, mesmo sabendo que não lhe restará outra alternativaa não ser apoiar a decisão do grupo politico, do qual faz parte. Há quem acredite que muitos questionamentos venham surgir e haverá necessidade de muito jogo de cintura para a reparação de arestas.