Segurança Pública retém viaturas para o combate a assaltos a coletivos

 coroneisCoronel Ivaldo Barbosa com os lideres rodoviários Gilson Coimbra e Isaias Castelo Branco

O coronel Ivaldo Barbosa, Comandante do Policiamento especial da PM, o presidente e o secretário do Sindicato dos Rodoviários, Gilson Coimbra e Isaias Castelo Branco, concederam entrevista coletiva a imprensa sobre o policiamento para os 25 corredores de transportes coletivos da capital. Atualmente, apenas 17 corredores estão sendo cobertos por viaturas, sendo em alguns, com veículos de pequeno porte, o que concorre paracolocar em risco a vida dos policiais, em casos de ações que podem resultar em enfrentamento e confrontos. A coletiva foi realizada no Quartel da PM, quando os dirigentes sindicais registraram que partir do momento em que a Policia Militar assumiu o policiamento dos 17 corredores, houve uma redução de 48% dos assaltos e se houvesse viaturas em todos os corredores, ela teria sido muito maior.

                     O coronel Ivaldo Barbosa, explicou que desenvolver ações com automóveis pálios é inteiramente impossível. Ele lamentou que 15 viaturas doadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, estão paradas na Secretaria de Segurança Pública, as quais já deveriam ser encaminhadas para a Policia Militar trabalhar com elas para a segurança da população, tanto na prevenção e repressão a violência com as ações desenvolvidas pela ROTAM, hoje a responsável  pelos 25 corredores de transportes coletivos. O coronel Ivaldo Barbosa foi bem taxativo em afirmar, que sem viaturas de porte, o que já foi feito pode ficar prejudicado, registrando que os percentuais da redução foram acompanhados de perto pelos Sindicatos dos Rodoviários e o das Empresas de Transportes Coletivos. Demonstrando certa indignação em não poder trabalhar mais efetivamente pela sua instituição em favor da população, deixou bem claro que a ROTAM conta hoje com apenas 10 viaturas, a maioria delas recuperadas.O que me preocupa é que a população pensa principalmente os usuários de transportes coletivos que a problemática seja decorrente da omissão da Policia Militar, o que na realidade não é, mas o cerne está concentrado na falta de viaturas em razão de burocracia.

                         Paralização dos Transportes Coletivos Pode Voltar

                    Os diretores do Sindicato dos Rodoviários disseram que, diante das descobertas de corredores de transportes coletivos, os assaltos tendem voltar a crescer, destacando que os sinais são evidentes, citando que de ontem para hoje foram quatro assaltos, sendo três a coletivos e o outro a uma van. Vamos esperar por uma solução para o problema que deve ser da governadora Roseana Sarney. Caso a situação volte a se tornar perigosa, não hesitaremosem retomar o movimento de paralização e recolhimento da frota no final da tarde, se essa é a vontade da Secretaria de Segurança Pública. Os rodoviários pretendem distribuir panfletos para os usuários de transportes coletivos informando a situação e esclarecendo que pode haver paralisação.

São iminentes os conflitos entre a família Sarney e Edinho Lobão

edinho_lobãoPrimeiramente o pré-candidato Edinho Lobão, queria as secretarias estaduais da Saúde, Infraestrutura e Desenvolvimento Social para através gestores indicados por ele, desenvolver ações para incrementar a sua candidatura. Posteriormente deixou bem claro que as administrações das secretárias de Segurança Pública e a de Justiça e Administração Penitenciária, que causaram enormes desgastes para a popularidade da governadora Roseana Sarney, deveriam sofrer mudanças para dar um basta na violência na capital e no interior e as barbáries dentro dos cárceres. O grupo Sarney, muito embora afirme que está apoiando a pré-candidatura do suplente de senador e filho do ministro Edison Lobão, não tem se movimentado para a prática a politica. Diante dos últimos fatos, principalmente a declaração feita por Edinho Lobão a vários prefeitos, sobre a existência de uma negociata entre o deputado federal Sarney Filho e Filuca Mendes, prefeito de Pinheiro, para emperrar a construção de uma ponte sobre o rio Pericumã, de grande importância para a interligação de dezenas de municípios da Baixada Maranhense do Litoral Norte. A questão passaria pela candidatura de Adriano Sarney a deputado estadual, filho de Zéquinha Sarney.

            A temperatura está bastante elevada e não duvidem se muitos estragos já estejam em andamento. A crise aberta pelo secretário Ricardo Murad, com a Polícia Militar, ainda resultará em mais problemas. Dentro da Policia Civil, o descontentamento, se antes era bastante difícil, agora com o autoritarismo imposto por quem não conhece nada da instituição fica mais difícil. Vários delegados competentes e comprometidos com a necessidade de uma efetiva politica de segurança pública,chegam a se assustam com o que vêm, e não sabem para onde caminham. Um deles me disse; “não se surpreendam se a violência dominar totalmente o Maranhão, uma vez que não existe nenhum planejamento estratégico para o enfrentamento”. As ações que temos visto são de delegados, que mesmo pelas dificuldades nas condições de trabalho e com equipes pequenas conseguem realizar bons trabalhos.

          O pré-candidato Edinho Lobão tem conversado com lideranças politicas, como parlamentares e prefeitos, mas como todos nós sabemos na politica tudo passa pelo que é dado para receber em troca e como a governadora Roseana Sarney está um tanto distante, assessores temem que a campanha de Edinho Lobão venha a morrer antes mesmo antes de nascer, não por falta de recursos, mas por falta de fortalecimento politico. Uma certeza é que se não houver acerto imediato, as coisas tendem a piorar. Quando chegar o momento em de vaca não conhecer bezerro, a debandada será muito maior em relação a atual.

“A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem diminuição do salário é justa”, afirmaCNBB

Durante a primeira coletiva de imprensa da 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, foi divulgada nota por ocasião do Dia do Trabalhador. No texto, o episcopado brasileiro reconhece os avanços conquistados pela classe trabalhadora, mas também pontua os desafios que ainda persistem neste campo. A CNBB se faz solidária aos trabalhadores, manifestando apoio às suas lutas e reivindicações.

A informação foi divulgada noBoletim da CNBB

“A nota sublinha situações que depõem contra a dignidade dos trabalhadores quando fala de um salário mínimo que ainda é baixo, mesmo reconhecendo que houve uma melhora. Também chama a atenção para as situações precárias de trabalho, o desemprego forçado e lembra dos imigrantes que estão chegando ao nosso país” explica o arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, durante a entrevista coletiva.

No texto consta, ainda, a palavra deixada aos trabalhadores por São João Paulo II em visita a São Paulo no dia 3 de julho de 1980. Além disso, fala as mortes decorrentes das obras da Copa do Mundo.

Dom Geraldo Lyrio Rocha explicou que é tradição da CNBB divulgar uma mensagem voltada aos trabalhadores sempre que a Assembleia ocorre no dia 1º de maio, e considera que a reflexão apresentada hoje traz pontos de “máxima relevância e de extraordinária atualidade”.

Eis a nota.

Reunidos na 52ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de 30 de abril a 9 de maio de 2014, em Aparecida-SP, nós, os bispos do Brasil, dirigimos esta mensagem de esperança aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros na comemoração de seu dia neste 1º de Maio. Ao saudá-los, pedimos que estejam com vocês a graça e a paz de Cristo Ressuscitado, o Filho do Carpinteiro, a quem confiamos a vida, a luta, os sonhos e as utopias de todos vocês.

O Dia do Trabalhador e da Trabalhadora é ocasião propícia para recordar que o trabalho “constitui uma dimensão fundamental da existência humana sobre a terra” (Laborem Exercens, 4). Vocês, trabalhadores e trabalhadoras, “conhecem a dignidade e a nobreza do próprio trabalho, vocês que trabalham para viver melhor, para ganhar para suas famílias o pão de cada dia, vocês que se sentem feridos na sua afeição de pais e de mães ao verem filhos mal alimentados, vocês que ficam tão contentes e orgulhosos quando lhes podem oferecer uma mesa farta, quando podem vesti-los bem, dar-lhes um lar decente e aconchegante, dar-lhes escola e educação em vista de um futuro melhor. O trabalho é um serviço a suas famílias, e a toda a cidade, um serviço no qual o próprio homem cresce na medida em que se dá aos outros” (São João Paulo II aos trabalhadores em São Paulo, 3 de julho de 1980).

Assegurar trabalho decente a todos, com condições dignas para exercê-lo e com justa remuneração, é responder a esta vocação que faz do homem e da mulher colaboradores de Deus na obra da criação. Assim, constitui sinal de esperança constatar a queda do desemprego em nosso país, bem como o aumento dos salários e a ascensão social de milhares de trabalhadores.

Reconhecemos, no entanto, a permanência de situações que depõem contra a dignidade dos trabalhadores. O salário mínimo ainda é muito baixo e se mantém distante do valor digno preconizado pela nossa Constituição. A disparidade salarial entre os que exercem a mesma função também é uma triste realidade em nosso país quando se observa o fator gênero e raça.

Persistem igualmente situações de trabalho precário e de desemprego disfarçado, em que pessoas entram nas estatísticas como ocupadas, quando, na verdade, estão inseridas no mercado informal à procura de novas e melhores ocupações. Esta realidade tem atingido a maioria dos nossos jovens. Acrescente-se também o trabalho escravo que vitima milhares de pessoas em todas as regiões do país, bem como as más condições laborais a que são submetidos muitos trabalhadores imigrantes, conforme denúncia da Campanha da Fraternidade 2014.

O Brasil tem uma das taxas de rotatividade no trabalho mais altas do mundo. Preocupa-nos o crescimento vertiginoso dos acidentes de trabalho e das doenças ocupacionais. Confirmam isso as recentes mortes de operários nas obras da Copa. A essas se somam as inúmeras mortes de trabalhadores que ficam no anonimato pelo país.

Outra realidade inquietante é a expansão da terceirização do trabalho no Brasil. Estudos do DIEESE (2011) revelam que o trabalhador terceirizado fica 2,6 anos a menos no emprego, tem uma jornada semanal de trabalho de três horas a mais e ganha 27% menos. A cada dez acidentes de trabalho, oito ocorrem entre terceirizados. A aprovação do Projeto de Lei 4.330, que regulamenta a prática da terceirização no país, poderá aumentar a precarização no mundo do trabalho.

A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem diminuição do salário é uma justa reivindicação dos trabalhadores que não pode mais ser protelada. Da mesma forma, a regulamentação da ‘PEC das domésticas’ é uma urgência que colocará fim a esta dívida social da nação brasileira. O mesmo se diga em relação aos aposentados que, após doarem sua vida com seu trabalho, são prejudicados com perdas na aposentadoria que lhes tiram o direito a uma vida tranquila e segura. Rever o fator previdenciário é demonstração de respeito e de reconhecimento aos aposentados.

Lembramos estas situações no Dia do Trabalhador e da Trabalhadora para chamar a atenção da sociedade brasileira para seu compromisso com os trabalhadores e trabalhadoras com quem a CNBB se faz solidária, manifestando apoio às suas lutas e reivindicações. Anime a esperança de nossos trabalhadores e trabalhadoras a palavra de Cristo: “tenham coragem, eu venci o mundo” (Jo 16,33).

A todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, nossa especial e carinhosa bênção. O operário São José alcance de seu Filho, Jesus Cristo, proteção e graça para todos.

Aparecida-SP, 1º de maio de 2014

Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Vice Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB

Coronéis e tenentes-coronéis da PM irão à justiça contra Roseana Sarney e Ricardo Murad

                  Rosegoverno Seis tenentes-coronéis e três coronéis da Policia Militar deverão ingressar na justiça contra a Medida Provisória do Governo do Estado, que proporcionou várias promoções dentro da instituição, somente pelo critério de merecimento sem atentar aos princípios da proporcionalidade para a antiguidade. Por outro lado, três coronéis estão também seguindo o caminho da justiça, uma vez que a medida provisória está sendo aplicada com retroação para prejudica-los.

                  A medida provisória assinada pela governadora Roseana Sarney, por intermediação do secretário Ricardo Murad, teve como objetivo principal promover alguns oficiais por merecimento, sem atentar para a antiguidade, em que estão tenentes-coronéis com mais de oito anos à espera de promoção. Quanto ao arbítrio da medida reside em que ela retroage para atingir três coronéis, dentro do prazo estabelecido para a permanência dentro do mais alto posto da Policia Militar. Os tenentes-coronéis e os coronéis decidiram que vão recorrer à justiça em busca de uma reparação contra a medida provisória, que criou um clima de hostilidade dentro da Policia Militar. O clima dentro da corporação começou a ficar tenso, desde quando o secretário Ricardo Murad decidiu intervir em uma área em que não conhece, além de tentar prevalecer o seu excessivo autoritarismo. A maioria do Estado Maior da PM demonstra indignação e entende que a governadora Roseana Sarney, que tinha um bom diálogo com a instituição, deixou-se influenciar e agora ficaram difíceis os entendimentos de outrora. Por outro lado, a própria instituição vem procurando resolver as promessas feitas pelo secretário Ricardo Murad para o encerramento da greve dos policiais militares e bombeiros, que ficaram apenas no discurso.

                 Hoje, o comentário geral era de que Ricardo Murad teria comunicado a governadora Roseana Sarney, que não deseja deixar a segurança e nem a saúde e quer administrá-las até o final do governo com as suas próprias regras. A governadora que pretendia entregar a pasta da segurança para uma pessoa indicada pelo candidato Edinho Lobão, agora vai causar desentendimentos dentro da sua própria base politica.

Rodoviários destacam a PM e registram queda aos assaltos a coletivos

CoronelO Sindicato dos Rodoviários e das Empresas de Transportes de São luís registraram a redução de quase 50% nos assaltos a transportes coletivos, depois que a Policia Militar com a Rotam, passou a patrulhar e fazer um serviço preventivo nos corredores de coletivos das principais áreas metropolitanas. De acordo com levantamentos feitos pelos dois sindicatos observando os acontecimentos anteriores, havia uma média de 60 assaltos ao mês, sendo que em abril houve uma redução para 34. Ao encaminhar o relatório do coronel Zanone Porto, Comandante Geral da Policia Militar, as entidades dos rodoviários e dos empresários destacaram que estão bem esperançosos por uma redução ainda maior. Destacaram que o importante comprometimento do coronel Ivaldo Barbosa, comandante da Rotam e as ações bem enérgicas e determinadas de toda a tropa são testemunhadas por motoristas e cobradores.

         Se houvesse um maior número de viaturas para a execução de mais ações preventivas, os resultados poderiam ser maiores e mais eficientes, disse o coronel Ivaldo Barbosa, registrando que o efetivo da Rotam é bastante determinado e tem como meta principal dar resposta paraa sociedade.

Ministério Público e Defensoria Pública recomendam recursos pedagógicos para deficientes

Em Recomendação conjunta expedida hoje, o Ministério Público do Maranhão e a Defensoria Pública do Estado pediram providências à Secretaria Municipal de Educação para a disponibilização de todos os recursos pedagógicos necessários aos alunos com deficiência. A manifestação objetiva a efetivação do direito fundamental à educação inclusiva.

As salas de aula das unidades de ensino do município devem oferecer recursos didáticos diversos, computadores adaptados com programa para aluno com deficiência visual e impressora em braile.

Também foi recomendado que as instituições de ensino se abstenham a discriminar pessoas com deficiência, notadamente de recusar, suspender, procrastinar, cancelar ou fazer cessar, sem justa causa, a inscrição dos alunos por motivos derivados da deficiência.

Foi concedido um prazo de 30 dias para que sejam concretizadas as medidas pela Secretaria Municipal de Educação.

No documento, foi destacado que “são recorrentes as reclamações acerca da inexistência de intérpretes, tradutores e cuidadores nas escolas municipais de São Luís”.

A Recomendação foi assinada, na sala de reuniões da sede das Promotorias de Justiça da capital, pelos promotores Ronald Pereira dos Santos (1ª Promotoria de Defesa da Pessoa com Deficiência), Marinete Ferreira Silva Avelar (2ª Promotoria de Defesa da Pessoa com Deficiência) e Maria Luciane Lisboa Belo (2ª Promotoria de Defesa da Educação). Da Defensoria Pública assinou o defensor Benito Pereira da Silva Filho.

“Este momento é importante porque demonstra a união e um pensamento comum das instituições do sistema de justiça em prol da sociedade, especialmente dos estudantes com deficiência”, enfatizou o promotor de justiça Ronald Pereira dos Santos, destacando a proposta conjunta da Recomendação.

No mesmo sentido, a promotora de justiça Maria Luciane Belo afirmou:  “Nós temos necessariamente que unir esforços para obrigar as escolas e os gestores a cumprirem a lei, ofertando educação adequada aos alunos com deficiência”.

Igualmente acompanhou a reunião o presidente do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência (Comdef), Márcio Azevedo. Também estiveram presentes representantes de entidades da sociedade civil de defesa das pessoas com deficiência, como Ilha Azul, dedicado a pessoas com autismo, e Fórum Maranhense das Entidades de Pessoas com Deficiência e Patologia.

 (CCOM-MPMA)

Justiça penhora recursos do Estado para fornecer remédio à pessoa com deficiência. Secretaria de Saúde descumpriu ordem judicial

Atendendo pedido da Promotoria de Justiça Especializada na Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Luís, o Poder Judiciário determinou o bloqueio de R$ 38.100 do Estado do Maranhão para garantir a compra do medicamento Idebenoma para a paciente Lucilândia Ferreira Rodrigues.

A Ação Civil Pública com pedido de antecipação de tutela foi ajuizada, em agosto de 2010, e obteve sentença favorável no ano seguinte. Mesmo assim, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) se recusou a cumprir a determinação judicial.

Sem a medicação, a paciente que tem ataxia de Friedreich, teve o quadro de saúde agravado. A doença degenerativa compromete a coordenação motora, diminuindo os reflexos nos membros inferiores. Os pacientes podem desenvolver deformidades ósseas na coluna e nos pés, problemas na fala, movimentos oculares anormais, doenças cardíacas e diabetes.

Segundo o promotor de justiça Ronald Pereira dos Santos, antes de ajuizar a ação, em 2010, o MPMA tentou obter da SES o fornecimento do remédio. “Oficiamos a Secretaria de Saúde por quatro vezes e não recebemos qualquer resposta”.

A situação se repetiu após a sentença judicial favorável ao pedido do MPMA, em 2011, determinando o fornecimento da medicação. “O Ministério Público questionou, por reiteradas vezes, o descumprimento e só agora, em 2014, a Justiça finalmente penhorou o valor necessário para a aquisição do medicamento”, afirmou Ronald Pereira.

(CCOM-MPMA)

Cotado para o TCU enfrenta questionamento do tribunal

Candidato mais cotado para assumir vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), o consultor legislativo do Senado Bruno Dantas enfrenta questionamento do próprio órgão por suposto envolvimento em irregularidades quando integrava o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Um relatório do tribunal, concluído em setembro do ano passado, propõe que Dantas e outros dez ocupantes do conselho em 2012 sejam ouvidos para explicar suspeitas de direcionamento de contratos a uma empresa de informática. A lista inclui o ex-ministro Cezar Peluso, então presidente do colegiado e do Supremo Tribunal Federal (STF).

Dantas se tornou o favorito para ocupar a vaga no TCU após o senador Gim Argello (PTB-DF) desistir da disputa em meio à ameaça de não ser empossado por ter condenação judicial. O ex-conselheiro do CNJ tem apoio dos principais caciques do PMDB no Senado, entre eles o presidente da Casa, Renan Calheiros (AL). Os nomes dele, do também consultor legislativo Fernando Moutinho e do auditor Sérgio Mendes devem ser apreciados no plenário do Senado nesta terça-feira, 29, ou nesta quarta, 30. Os três foram aprovados em sabatina.

O relatório do TCU, assinado por dois auditores da Secretaria de Fiscalização de Tecnologia da Informação (Sefti), diz que as exigências do edital de licitação restringiram a competitividade e favoreceram a contratação da empresa Núcleo de Tecnologia e Conhecimento em Informática (NTC), ligada à Oracle, para implantar um banco de dados com informações de tribunais de todo o País.

Segundo o relatório, não foi feito o planejamento adequado, o que resultou na contratação de infraestrutura tecnológica superdimensionada. O CNJ firmou dois contratos com a NTC, que somam R$ 48 milhões.

O caso também é investigado pela 3ª Câmara de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal em Brasília. Após questionamentos sobre a regularidade, o conselho desistiu do projeto por “inviabilidade técnica e política”. Ao TCU, informou ter gasto somente R$ 600 mil.

Os auditores do TCU sustentam que Dantas e os outros conselheiros, em reunião ocorrida em 26 de janeiro de 2012, “ratificaram a legalidade” do processo, apesar dos indícios de irregularidades, já suscitados à época. O “apoio” foi registrado na ata desse encontro, divulgada pelo CNJ. Por isso, os presentes integrariam o rol de possíveis responsáveis pela contratação, devendo ser ouvidos.

No entanto, em parecer do mês passado, o secretário responsável pela Sefti, Marcelo Eira, discorda da proposta e sugere apenas as audiências de Peluso e de servidores do CNJ. Para ele, embora tenham declarado “não ter dúvidas da regularidade do processo”, conforme registrado na ata, Dantas e os demais conselheiros não praticaram atos de gestão e não eram da estrutura administrativa do conselho.

A decisão sobre as audiências caberá ao plenário do TCU, que avaliará o caso com base em voto do relator, José Múcio. Se for nomeado para o cargo, o novo ministro poderá ter problemas no próprio tribunal.

Procurado, o ex-conselheiro negou ter ratificado a regularidade ou aprovado os processos de licitação e contratação. Segundo ele, a reunião extraordinária foi solicitada pelos conselheiros justamente para que então presidente, Cezar Peluso, pudesse dar explicações sobre os questionamentos ao projeto. Ao fim, segundo ele, os próprios conselheiros teriam pedido apuração do TCU. “O que está ocorrendo é transformar quem questiona a legalidade em partícipe do ato”, afirmou.

Dantas disse desconhecer os relatórios do TCU, mas adiantou que, se questionado, vai se manifestar nos autos. “Os conselheiros não dispõem de competência para praticar atos executivos ou de gestão”, acrescentou.

Em nota, Peluso informou não ter recebido comunicação do TCU a respeito. “Afianço que todas as licitações e contratações do CNJ sempre se pautaram pela absoluta legalidade, lisura e correção, e se basearam em pareceres de sua equipe técnica, como sucedeu com o processo em apreço”, sustentou.

Segundo ele, na sua gestão, os pontos suscitados agora pelo TCU foram apreciados pela equipe de auditoria interna e demais áreas do CNJ. A seu pedido, o caso teria sido revisto pela administração subsequente, do ex-ministro Ayres Britto, “o qual, de maneira expressa e documentada, concluiu pela absoluta legalidade, lisura e correção de todo o processo licitatório.”

Um dos presentes à reunião, o conselheiro Gilberto Martins disse que a ata não expressa o que, de fato, ocorreu na ocasião, uma vez que parte dos conselheiros, incluindo ele próprio, teria sido contra o processo de contratação. Ele explica que denunciou as irregularidades e encaminhou o caso ao Ministério Público.

Dilma cai a 37% na disputa eleitoral e Aécio sobe a 21,6%, diz CNT/MDA

Dilma2017A avaliação do governo Dilma Rousseff e sua aprovação pessoal pioraram em abril e a presidente perdeu terreno na disputa eleitoral, enquanto o senador Aécio Neves (PSDB) ganhou fôlego, mostrou pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira.

As intenções de voto de Dilma caíram para 37,0 por cento, ante 43,7 por cento em fevereiro, e Aécio subiu para 21,6 por cento (ante 17,0 por cento). O terceiro colocado na disputa, Eduardo Campos (PSB) avançou para 11,8 por cento (9,9 por cento), mas dentro da margem de erro da pesquisa, de 2,2 pontos percentuais.

No levantamento espontâneo, quando o nome dos candidatos não é mencionado, Dilma oscilou para baixo a 20,5 por cento (21,3 por cento), enquanto Aécio subiu para 9,3 por cento (5,6 por cento).

E Dilma tem a maior rejeição entre os três principais candidatos, com 43,1 por cento afirmando que não votariam nela de modo algum. Para Aécio esse percentual foi de 32,4 por cento e para Campos, 29,9 por cento.

Num eventual segundo turno entre Dilma e Aécio, a presidente ainda venceria, mas por uma margem bem menor que a mostrada em fevereiro: 39,2 a 29,3 por cento (46,6 a 23,4 por cento).

De acordo com o levantamento do instituto MDA, encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), 32,9 por cento dos entrevistados têm uma avaliação positiva do governo Dilma, ante 36,4 por cento em fevereiro, 35,9 por cento veem o governo como regular (37,9 por cento na sondagem anterior) e 30,6 por cento avaliam negativamente (24,8 por cento).

A aprovação pessoal de Dilma teve forte queda para 47,9 por cento, ante 55 por cento, enquanto a desaprovação subiu para 46,1 por cento, ante 41 por cento.

A pesquisa mostrou também que 39,5 por cento querem que o próximo governo mude completamente a forma de governar, ante 37,2 por cento em fevereiro.

PETROBRAS

Outro tema abordado pela sondagem foi a compra pela Petrobras da refinaria em Pasadena (EUA). Sobre o total de entrevistados, 33,4 por cento consideram que Dilma, que era presidente do Conselho da estatal na ocasião, tem responsabilidade pela compra.

Mas apenas 50,2 por cento dos entrevistados disseram conhecer o assunto. Nesse grupo, 66,5 por cento consideram que a presidente tem responsabilidade pela compra da refinaria.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 24 Unidades da Federação, entre os dias 20 e 25 de abril.

(Reportagem de Jeferson Ribeiro)

Depois de criar problemas na Policia Militar e se perder na Segurança Pública, Ricardo Murad fica apenas na saúde

ricardomuradA governadora Roseana Sarney, diante dos problemas criados em menos de um mês de gestão na pasta e a preocupação do pré-candidato a governador Edinho Lobão, de que as Secretarias de Segurança Pública e a de Justiça e Administração Penitenciária não venham prejudicar a sua campanha, como já fizeram com a atual administração estadual, decidiu tomar algumas providências. O poderoso Ricardo Murad deverá deixar a Segurança Pública e será substituído por um delegado de carreira, com o descarte do secretário adjunto Laércio Costa, indicado pelo próprio Ricardo Murad e o ex-secretário Aluísio Mendes.

         A princípio o cargo poderá ser ocupado pelo delegado Marcos Afonso, um homem experiente e que já exerceu a presidência da Associação dos Delegados do Maranhão, se constituindo também em uma pessoa que conhece de perto as dificuldades dos próprios colegas para o exercício profissional, além de constituir em uma aspiração da própria categoria em ter um delegado dirigindo a pasta. A verdade é que o delegado Marcos Afonso sempre teve uma postura bem identificada com os colegas e poderá colocar o Sistema de Segurança Pública no rumo correto, desviado desde o último ano da administração passada.

         Roseana Sarney também se apressou em tomar uma atitude, devido os sérios problemas criados por Ricardo Murad na Policia Militar. A promoção de quatro coronéis, todos por merecimento com avaliação do próprio secretário, criou um clima de hostilidade na corporação, levando-se em conta que existem vários tenentes coronéis com mais de oito anos aguardando promoção. Vários deles estão se articulando para recorrer à justiça contra a Medida Provisória do Governo do Estado, que se constituiu apenas para atender interesses políticos, além de criar um clima pesado dentro da instituição. Foi mais um sério desgaste criado para a combalida administração de Roseana Sarney.

         Por enquanto a governadora ainda não se manifestou de como deve controlar o Sistema Penitenciário para atender as preocupações de Edinho Lobão. As cobranças continuarão e qualquer problema, que venha a ser registrado dentro do falido sistema, a responsabilidade passará exclusivamente da própria dirigente do executivo estadual.