Com um esquema bilionário corrupto roubou a dignidade de milhões de aposentados do INSS

Durante anos, aposentados brasileiros foram vítimas silenciosas de uma máquina de corrupção que operava dentro e fora do INSS. Um esquema que misturava crédito consignado, entidades fantasmas, lobistas influentes e servidores corruptos, desviando bilhões de reais de quem mais precisava: os beneficiários da Previdência Social. A investigação da Polícia Federal batizada de “Operação Sem Desconto” revelou uma estrutura empresarial e política operando como máfia institucionalizada. No centro: Maurício Camisotti, empresário ligado ao setor de saúde, ao mercado financeiro e ao escândalo da vacina Covaxin.

O golpe começa com o que parece uma ajuda: uma oferta de empréstimo consignado. Mas, por trás do contrato, aposentados eram automaticamente filiados a associações falsas, como a Ambec, Cebap e Unabrasil. A promessa de alívio financeiro se transformava em desconto mensal de R$ 45, sem autorização — dinheiro que alimentava uma rede oculta de políticos, empresários e servidores públicos. “Eles estão roubando gente pobre, frágil, que mal sabe ler. Isso é um crime contra a dignidade”, diz uma aposentada de 74 anos do interior de São Paulo, que teve R$ 1.080 descontados ao longo de dois anos.

Empresas como a HKM e o Balcão das Oportunidades agiam como operadoras do golpe. Vendiam o empréstimo e, ao mesmo tempo, cadastravam o aposentado na associação. Em troca, recebiam parte das mensalidades. Documentos mostram que a HKM embolsava a primeira mensalidade integral e 30% das seguintes — uma engenharia que tornava cada novo “filiado” uma fonte contínua de receita.

Nem mesmo a estrutura do Estado ficou de fora. Seis servidores do INSS e até um agente da Polícia Federal foram afastados por participação ativa no esquema. O ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, caiu. O ministro da Previdência, Carlos Lupi, também. Em um dos apartamentos investigados, a PF encontrou US$199 mil em espécie — guardados como quem sabe que o castelo está para ruir. O empresário aparece como o operador central da fraude. Suas empresas, como a Benfix, receberam R$ 43 milhões das entidades investigadas. Laranjas, familiares e empresas de fachada compunham uma teia usada para lavar dinheiro e esconder patrimônio. Uma de suas empresas movimentou R$ 150 milhões em quatro anos — valor incompatível com sua renda declarada.

Camisotti e seus aliados não atuavam sozinhos. Montaram em Brasília uma mansão-lobby, com o objetivo de criar uma federação nacional de aposentados e influenciar decisões do Executivo, Judiciário e Congresso. Contrataram até o escritório do filho do ministro Ricardo Lewandowski, tentando manter convênios com o INSS mesmo após alertas da CGU e TCU. As primeiras denúncias surgiram ainda em 2023. Mas apenas após a operação da PF em abril de 2025 o governo reagiu com firmeza. Até lá, os descontos indevidos cresceram 400% — e as entidades, como a Ambec, passaram de 3 associados a mais de 650 mil em três anos.

“O Estado falhou — por omissão, por negligência ou por conivência”, afirma um auditor do TCU sob anonimato.

A fraude do INSS não foi obra do acaso. Teve método, comando e objetivo: enriquecer poucos às custas de muitos. É preciso ir além dos alvos óbvios, responsabilizar os bancos que permitiram a atuação de seus correspondentes e revisar todos os acordos firmados com essas entidades.

Recomendações aos Aposentados

        –       Acesse o Meu INSS e consulte o extrato de pagamento.

        –       Use a ferramenta “Excluir mensalidade associativa” ou ligue para o 135.

        –       Denuncie práticas suspeitas à ouvidoria do INSS e ao Ministério Público.

 A Farra do INSS revela não apenas um crime de colarinho branco, mas um colapso institucional. É um teste à capacidade do Brasil de proteger seus mais vulneráveis.

Carlos Arouck

Policial Federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.

 

Ciro Gomes sobre troca de Lula: Carlos Lupi por Wolney Queiroz na Previdência, ‘Indignidade inexplicável’

Ex-presidenciável do PDT diz estar envergonhado com a escolha de Lula. O ex-ministro e ex-presidenciável Ciro Gomes (PDT) criticou publicamente a substituição de Carlos Lupi por Wolney Queiroz no comando do Ministério da Previdência, classificando a mudança como uma “indignidade inexplicável”. A manifestação ocorreu após o anúncio feito pelo próprio PDT nas redes sociais.

“Estou muito envergonhado! Isto é uma indignidade inexplicável”, escreveu Ciro na postagem do partido.

Lupi deixou o ministério após desgaste decorrente de uma operação da Polícia Federal que investiga um roubo bilionário em aposentadorias do INSS.  A nomeação de Wolney Queiroz, até então secretário-executivo da pasta, foi recebida com incômodo por parte da bancada do PDT na Câmara, a substituição foi uma “decisão pessoal” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), isto é, sem aval da bancada, segundo informou O Globo. O desconforto também se deve ao fato de que Wolney não apoiou Ciro Gomes na campanha presidencial de 2022, tendo demonstrado afinidade com Lula e participado do gabinete de transição do governo petista.

Embora a maioria do PDT tenha apoiado formalmente Lula no segundo turno de 2022, Ciro mantém uma postura crítica ao governo e uma relação próxima com Lupi, que reassumirá a presidência nacional do partido.

Diário do Poder

Senador Sérgio Moro faz um constrangedor questionamento sobre as “roubalheiras” de Lula

Diante de todos os escândalos de corrupção que estão vindo à tona na atual gestão do ex-presidiário Lula da Silva, o senador Sérgio Moro, que certa feita, na condição de juiz federal, fez a alegria do país ao colocá-lo na prisão, fez um questionamento no mínimo constrangedor e revelador da atual realidade do país.

Confira:

Em qual mandato presidencial do Lula houve mais corrupção? Alternativas:

1 – Lula I, com o mensalão;

2 – Lula II, com o assalto da Petrobras; ou

3 – Lula III, com o roubo dos aposentados e pensionistas do INSS.

A disputa é dura. Escreva sua resposta aqui.

No X, o Grok (inteligência artificial) deu a seguinte resposta:

“É difícil determinar com precisão o maior volume de dinheiro desviado nos governos Lula devido a dados variáveis.

No Lula I (2003-2006), o Mensalão envolveu cerca de 27 milhões a 4,9 bilhões de reais, segundo relatórios.

No Lula II (2007-2010), o escândalo da Petrobras, investigado na Lava Jato, desviou mais de 6 bilhões de reais, sendo o maior em escala.

No Lula III (2023-atual), alegações de desvios no INSS não têm valores claros ou evidências sólidas até maio de 2025. Assim, o caso Petrobras (Lula II) parece ter o maior impacto financeiro, mas investigações futuras podem mudar essa visão.”

Sim, com certeza, essa visão vai mudar. Eles voltaram à cena do crime e estão conseguindo se superar.

Jornal da Cidade Online

Ministro da Justiça Ricardo Lewandowski: A Polícia, além de prender mal, remuneração não é prioridade

Que o desgoverno Lula não tem políticas públicas para a área de segurança, o Brasil já sabe. Sabe também das duas escolhas infelizes para o ministério da justiça e segurança pública. Primeiro o Flávio Dino, que mesmo tendo em seu currículo o cargo de governador, nada fez pela pasta, a não ser dar ctrl C ctrl V no já fracassado PRONASCI, implantado no 2° Reich do ex-presidiário Lula. Além de conseguir a inexplicável proeza de entrar em uma favela no complexo da Maré (RJ) – dominada por facções criminosas – com pouca segurança. O segundo e atual ministro, Ricardo Lewandowski (ex STF) entrou completamente cego em uma pasta bastante complexa, em razão dos altos índices de criminalidade do país e inúmeros territórios dominados por facções e milícias espalhados pelo Brasil.

O grande feito do ex-ministro do STF foi comandar o impeachment da Dilma (presidente do STF), cassando-a, mas sem torná-la inelegível. Também implantou a audiência de custódia no judiciário quando presidia o CNJ, hoje uma das principais responsáveis pela impunidade no Brasil (a urgência de custódia). Como ministro da justiça e segurança pública coleciona frases que afrontam os policiais brasileiros de todas as forças.

As mais recentes e com certeza as mais graves foram:

Na ânsia de justificar as constantes liberações de criminosos em audiência de custódia, sem importar a gravidade do crime (tráfico, homicídio, porte de armas/fuzil, sequestros etc), Lewandowski afirmou em solenidade pública que “a polícia prende mal”, o que não é verdade. Em recente pronunciamento na Câmara dos Deputados, afirmou que como professor doutor da Universidade de São Paulo aposentado, ganha menos que um policial. O que também não é verdade.

Mas, o mais grave foi dito em seguida. Que “é melhor gastar com câmeras do que reajustar salários” e que “a remuneração de policiais não é prioridade”.

Que os policiais que votaram e apoiam esse desgoverno reflitam sobre o tratamento dispensado aos policiais brasileiros, que enfrentam diariamente a criminalidade, muitos dos quais foram mortos em cumprimento do dever.

Henrique Alves da Rocha

Coronel da Polícia Militar do Estado de Sergipe.

 

Ex-diretor escancara a ingratidão da Rede Globo com Boni, que nem convidado foi para os 60 anos

Um dos mais competentes diretores de novela da Rede Globo, sem dúvida foi Wolf Maia, que dirigiu novelas de sucesso como A Viagem, Senhora do Destino e Fina Estampa e trabalhou na empresa durante 35 anos. Wolf não foi homenageado, nem lembrado, entre as personalidades que contribuíram para o sucesso da emissora.

Wolf, entretanto, garante que não ficou chateado com isso. Ele afirmou não guardar mágoas e explicou que sua função sempre o manteve nos bastidores. “Já me acostumei com isso desde o início”, afirmou.

Porém, um outro fato deixou Wolf Maia indignado.

A ausência de uma homenagem a Boni, considerado um dos principais responsáveis pelo crescimento da Globo e por consolidá-la como uma das maiores emissoras da América Latina.

“É um absurdo não citarem o Boni, isso que é um absurdo”, disse. Boni sequer foi convidado para o evento comemorativo da emissora dos Marinho. “É inacreditável”, destacou Wolf Maya.

E concluiu:

“Acredito que ele não esteja ofendido porque ele sabe o tamanho que ele tem. Ele é um grande nome da comunicação do Brasil”. De fato, esse tipo de atitude é capaz de destruir os maiores gigantes.

Jornal da Cidade Online

 

Frei Chico, irmão de Lula e da roubalheira do INSS foi do esquema corrupto da Odebrecht, como Irmão Metralha

O esquema de corrupção da Odebrecht desviava dinheiro de obras públicas para distribuir a políticos de diversas formas. Doação oficial, caixa 2, pagamentos no exterior e, pasmem, ‘mesada’. Tudo isso para beneficiar a empresa em decisões dos governos, na aprovação de leis e em obras públicas. A delação de Antonio Palocci revelou, entre um infindável espetáculo de horrores e barbaridades, que o cidadão conhecido como Frei Chico, irmão de Lula, durante mais de 10 anos recebeu ‘mesada’ da Odebrecht.

Assim, como todo corrupto beneficiário desse esquema espúrio, Frei Chico tinha o seu codinome nas planilhas de propina da empresa. Como irmão do maior ‘cliente’ do nefasto departamento da construtora, que atuava no submundo do crime, Frei Chico ganhou um codinome bastante apropriado: Metralha. Duro é saber que, no caso da Odebrecht, os favorecimentos à família ‘Metralha’ não se restringiam aos ‘irmãos’, atingiam também filhos, sobrinhos e amantes.

Jornal da Cidade Online

 

Balcão de negócios: Lula já mandou pagar R$2,3 bilhões em emendas parlamentares

O governo Lula (PT) já pagou este ano R$2,3 bilhões em emendas parlamentares. O número é do Tesouro Nacional, já que o Portal da Transparência esconde desde o início do ano as despesas do governo petista. A maior parte da grana dos pagadores de impostos bancou emendas individuais (R$1,6 bilhão) e os R$780 milhões restantes em emendas de bancada. Apesar de todo o show do Planalto em consórcio com o STF, Flávio Dino à frente, as emendas têm sido transferidas regularmente todos os meses, este ano.

Nem um mês

O ministro do STF Flávio Dino “suspendeu” emendas, interferiu, fez reuniões, distribuiu ameaças, mas houve pagamentos de janeiro a abril.

Maior de todas

A maior emenda paga este ano pelo governo Lula foi para a bancada do Estado do Tocantins; R$40,5 milhões, só em fevereiro,

Chuva de dinheiro

Araguaína (TO) é o município que mais recebeu emendas em 2025: foram R$ 70,5 milhões, incluindo as duas maiores emendas individuais.

Coincidências

O senador Irajá (PSD-TO) é o campeão em emendas para Araguaína, cujo representante é José Guimarães (MDB), irmão do vice-prefeito.

Coluna do Claudio Humberto

STF tenta exaltar a “liberdade de imprensa” na internet, mas o povo não perdoa e detona a Corte de Justiça

Em resposta a uma publicação oficial do Supremo Tribunal Federal (STF) em celebração ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, diversas vozes críticas se manifestaram nas redes sociais, acusando a Corte de agir em desacordo com os princípios que afirma defender. Entre os que contestaram o post está o advogado e especialista em liberdade de expressão, André Marsiglia, que afirmou de forma categórica:

“Não há nada a comemorar”.

Marsiglia ganhou notoriedade ao atuar na defesa da revista Crusoé, no caso emblemático de 2019, quando o ministro Alexandre de Moraes determinou a retirada de uma reportagem do ar. O texto, intitulado O amigo do amigo de meu pai, apontava vínculos entre o ministro Dias Toffoli, o então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a empreiteira Odebrecht — investigada pela Operação Lava Jato. O episódio foi duramente criticado por entidades de jornalismo à época, e o caso permanece sob investigação no controverso inquérito das fake news, instaurado de ofício pelo próprio STF.

Em suas declarações recentes, Marsiglia destacou as implicações graves dessas investigações prolongadas, classificando o inquérito como uma “anomalia” dentro do sistema processual brasileiro. Ele também chamou atenção para a situação de jornalistas que, segundo ele, estão exilados por conta de perseguição judicial — como Allan dos Santos e Oswaldo Eustáquio, que residem atualmente nos Estados Unidos e na Espanha, respectivamente. Ambos os países se recusaram a extraditá-los, sob a alegação de que suas atividades se enquadram na liberdade de expressão.

Outro caso mencionado por Marsiglia é o do jornalista norte-americano Glenn Greenwald. Segundo depoimento prestado por Greenwald à Comissão de Segurança da Câmara, há indícios de que ele possa estar sendo alvo de investigações a mando do ministro Moraes, em razão de seu trabalho jornalístico.

“O STF comemora algo que ele próprio enfraquece diariamente. Jornalistas com contas bloqueadas, veículos censurados e investigações intermináveis mostram o cenário real da liberdade de imprensa no país”, declarou Marsiglia.

Também o advogado Maurício Pierre reforçou as críticas, publicando uma mensagem na qual destaca que “o STF reiteradamente promove atos de censura prévia”, em violação direta à Constituição brasileira e a tratados internacionais de direitos humanos.

“Desde 2019, o STF tem corrompido a Constituição”, escreveu Pierre.

O analista político e colunista Flávio Gordon foi direto ao comentar o tuíte da Corte: “O cinismo desse tuíte é espantoso”.

Jornal da Cidade Online

Revolta da OAB ao STF, que restringe celular em sessões, prega boicote e pode recorrer a corte internacional

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reagiu com firmeza à recente determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que restringe o uso de celulares em sessões de julgamento. Em nota divulgada nesta quarta-feira (30), a entidade orientou os advogados a não comparecerem à próxima sessão da Primeira Turma da Corte, marcada para terça-feira (6), caso a proibição permaneça em vigor. A medida foi motivada por decisão do ministro Cristiano Zanin, que, em uma sessão anterior, determinou que celulares fossem recolhidos e lacrados durante o julgamento de uma denúncia envolvendo um suposto plano de golpe de Estado. A imposição atingiu advogados e também jornalistas presentes, gerando ampla repercussão negativa entre profissionais do Direito.

Para a OAB, essa exigência é “injustificada” e fere diretamente as prerrogativas da advocacia previstas no Estatuto da categoria. A entidade considera que a iniciativa do Supremo carece de respaldo legal e representa uma ameaça à autonomia do exercício profissional, além de criar um precedente perigoso para a atuação da defesa em processos judiciais. Na nota, a OAB orienta que, caso a imposição se repita, os advogados deixem a sessão imediatamente e comuniquem a situação à entidade. O presidente nacional da Ordem, Beto Simonetti, afirmou que, se necessário, a organização acionará tribunais internacionais de direitos humanos para proteger as garantias da categoria.

Simonetti ainda fez uma referência direta ao passado profissional do ministro Zanin, lembrando que ele próprio, quando advogado de defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já contou com o apoio da OAB em ações internacionais para garantir suas prerrogativas. “Se o STF mantiver a ordem de lacrar celular de advogado, a OAB vai acionar os tribunais internacionais de direitos humanos”, declarou.

Jornal da Cidade Online

 

A nomeação do novo ministro de Lula: continuidade ou conivência?

Substituição na Previdência segue a lógica da proteção política sem o compromisso com a moralização da gestão pública. A escolha do sucessor de Carlos Lupi em meio a um escândalo bilionário no INSS levanta questionamentos sobre a real disposição do governo em enfrentar as próprias falhas. A nomeação de Wolney Queiroz Maciel como novo ministro da Previdência Social, em meio ao escândalo bilionário de fraudes no INSS, representa mais do que uma simples troca de nomes no governo Lula: é o reflexo de um sistema político que prefere blindar aliados a encarar com seriedade as consequências da própria omissão.

Queiroz, histórico quadro do PDT e braço direito de Carlos Lupi, seu antecessor, não chega ao cargo como reformista nem técnico independente. Pelo contrário: foi secretário-executivo da pasta, participou de decisões estratégicas e esteve em reuniões em que denúncias de fraude foram diretamente ignoradas. Isso o torna corresponsável — se não juridicamente, ao menos politicamente — pelo descontrole institucional que permitiu o avanço de um esquema que desviou mais de R$ 6 bilhões dos cofres públicos. E pior: dinheiro que deveria ir para os aposentados mais pobres do país.

O caso mais evidente dessa conivência institucional ocorreu em junho de 2023. Durante uma reunião do Conselho Nacional de Previdência Social, da qual Queiroz participou, foram feitas denúncias claras sobre as fraudes nos benefícios rurais. A resposta? Nenhuma. O silêncio durou quase um ano. A máquina pública só se mexeu quando o escândalo explodiu na imprensa e ficou impossível de esconder. Outro ponto crítico: Queiroz se reuniu com representantes da Contag, uma das entidades sob investigação por suposto envolvimento nas fraudes. A reunião, embora institucional, ocorreu em um contexto de alerta e deveria ter motivado maior cautela. Não motivou. O governo seguiu ignorando os sinais. O encontro pode não provar dolo, mas comprova, no mínimo, descuido grave diante de denúncias já conhecidas.

A escolha de Queiroz expõe também a fragilidade ética da coalizão governista. A permanência do PDT à frente da Previdência — mesmo após o desgaste de Carlos Lupi — não se explica por mérito técnico nem por sinalização de mudança, mas pela lógica da acomodação política. Em nome da governabilidade, evitou-se um racha. Mas, na prática, premiou-se a omissão com promoção. O novo ministro terá agora a difícil tarefa de recuperar a credibilidade de uma pasta corroída por escândalos. Suas promessas de reforçar a fiscalização soam mais como controle de danos do que como sinal de mudança.

Enquanto isso, quem paga a conta são os aposentados. As vítimas principais do esquema seguem esperando não só justiça, mas respeito. Não poderia ter um exemplo pior de administração conduzida por um partido dito de trabalhadores que lesar um aposentado depois de anos dedicados a trabalhar, recebendo um salário pequeno ao final da vida. Nomear alguém diretamente vinculado ao centro do problema para liderar a solução parece menos uma tentativa de correção e mais uma manobra para preservar aliados. A nomeação do número dois de Lupi não é esse gesto. É um recado que mostra a falta de percepção da gravidade do problema. Um recado ruim.

Jornal da Cidade Online