Dr.Washington apresenta proposta de criação da Secretaria Municipal da Juventude para Vitória do Mearim

ALDIRO médico Washington Oliveira promete uma revolução para Vitória do Mearim. A revolução do trabalho e do desenvolvimento.

O candidato a prefeito de Vitória do Mearim pela coligação“Juntos por Vitória”, Dr. Washington (Solidariedade 77), assegurou a implementação de uma política de valorização e de oportunidades para a juventude de Vitória do Mearim.

         “Nós vamos criar a Secretaria Municipal da Juventude e vamos implantar o Juventude Rural para assegurar a juventude vitoriense, tanto da sede como zona rural, todos os programas e ações que iremos implementar na área social”, salientou Dr. Washington ao destacar que vai buscar também a parceria com o governo do Estado para levar para Vitória do Mearim os programas CNH Jovem, para emissão gratuita de carteira de habilitação para jovens estudantes, e o Juventude Em Cena para transmitir a esses jovens conhecimentos para a produção de blogs, peças teatrais, exposições fotográfica, espetáculos de danças, dentre outras atividades artísticos e culturais.

         Dr. Washington também assegurou a criação do Conselho Municipal da Juventude para estabelecer um canal de diálogo aberto e permanente e implementar uma política eficaz e consistente para a inclusão social, econômica e cultural de jovens, em especial, os que mais precisam. O anúncio dessas medidas causou grande impacto entre os jovens de Vitória do Mearim, que através das redes sociais manifestaram ao Dr. Washington apoio, além de participarem na rua da campanha do candidato.

Assessoria do Partido Solidariedade 

Justiça recebeu 10% mais ações sobre agressão contra mulher em 2015

           Em 2015, a Justiça brasileira recebeu 10% mais processos sobre agressões contra mulheres, em comparação a 2014. Foram mais de 263 mil novas ações, enquanto que no ano anterior foram 239.930 novos casos nos tribunais estaduais. No período, o número de medidas protetivas aplicadas pelo Judiciário teve igual aumento, quando mais de 328 mil decisões nesse sentido foram concedidas. Em 2014, foram mais de 298 mil medidas protetivas.

 

ALDIR

Dados mostram que concessão de medidas protetivas acompanhou o aumento de ações por violência doméstica entre 2014 e 2015.
Os dados são de uma pesquisa, ainda incompleta, com ações criminais relacionadas à Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) e foram divulgados pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça.

Para a presidente do Fórum Nacional de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid), juíza Madgéli Frantz Machado, os dados expressam uma mudança de comportamento na sociedade ao lidar com essa questão. “Acredito que esses casos já vinham acontecendo […] As mulheres tomaram coragem de fazer essas denúncias e, hoje, um número muito maior delas busca o Judiciário quando se vê em situação de violência doméstica.”

Estrutura de atendimento
Segundo o Mapa da Violência do Brasil 2015, o Brasil está na quinta colocação em casos de assassinatos de mulheres. E, apesar da violência contra a mulher não ser algo recente, o Estado brasileiro estabeleceu parâmetros para lidar com a questão somente nos últimos anos.

Ao todo, o Brasil tem 106 varas especializadas em violência doméstica para cuidar de aproximadamente 430 mil processos. Há cerca de mil profissionais atuando nessas serventias judiciais exclusivas. Desse total, 100 foram criadas nos últimos dez anos. A criação de juizados exclusivos, formado por equipes multidisciplinares, foi uma recomendação do CNJ aos tribunais, seis meses depois que a Lei Maria da Penha foi aprovada.

Com informações da Assessoria de Imprensa do CNJ.

 

Igreja evangélica obrigada a realizar casamento de noiva grávida será indenizada

ALDIRCasal terá de indenizar a instituição em R$ 50 mil por afronta moral, violação da honra e por exposição, que causaram danos à igreja.

Uma igreja evangélica de Goiânia/GO receberá indenização por danos morais após ter sido obrigada a realizar um casamento em que a noiva estava grávida. O casal de noivos terá de pagar R$ 50 mil por afronta moral e violação aos costumes e à honra da instituição, que foi exposta em rede nacional após o fato. A decisão é da 5ª câmara Cível do TJ/GO, que manteve a sentença.

De acordo com os autos, a autora era frequentadora do templo, ao contrário do noivo. Em 2005, o casal teve negado pela Igreja Batista de Goiânia o pedido de celebração matrimonial porque não foram cumpridos os pressupostos exigidos pela igreja. Primeiro porque o noivo não seguia nenhuma religião, e depois porque a noiva estava grávida, situação que ia de encontro às normas de conduta da igreja evangélica, que não aceita a manutenção de relações sexuais antes do casamento.

Inconformados com a negativa, os noivos procuraram a Justiça. Alegaram que efetivaram todos os preparativos para a celebração do casamento e, destacando o direito à igualdade e não discriminação, pleitearam a autorização, com pedido de liminar, para a realização do matrimônio. A tutela antecipada foi concedida, de forma que conseguiram realizar a celebração mediante ordem judicial.

Além do direito à celebração, o casal pediu indenização por danos morais pelo fato de terem sido discriminados pela condição da mulher e pela humilhação diante da negativa. A igreja, por sua vez, requereu a inépcia da inicial e a carência da ação por impossibilidade jurídica do pedido. Além disso, formulou pedido contraposto de indenização por danos morais ante o achincalhe e exposição do templo.

Afronta moral

Em 1º grau, a juíza Rozana Fernandes Camapum acolheu o pedido da igreja quanto à impossibilidade jurídica do pedido, por entender que o Estado, sendo laico, não pode interferir nos dogmas da igreja.

Sobre a indenização por danos morais pleiteada pelo casal, entendeu a juíza que a instituição agiu em seu exercício regular, seguindo seus dogmas, e que os autores não foram surpreendidos com a negativa, visto que violaram as normas de conduta da religião, as quais são de conhecimento geral, “de forma que não podem querer após descumprirem as regras impor a todos os membros da Igreja suas opiniões e vontades pessoais”. Concluiu que a recusa não foi um ato discriminatório, ao considerar que não se tratou de “uma questão pessoal em relação à pessoa dos autores, mas de uma regra comum de conduta dirigida a todos aqueles que professam a mesma religião.”

Por fim, ao analisar o pedido da igreja, que alegou afronta às normas religiosas, a magistrada entendeu que era devida a condenação, ao casal, ao pagamento de indenização por danos morais à instituição religiosa. Para ela, ficou clara a afronta moral e a violação à honra a que foi exposta a igreja diante da “atitude impensada dos autores de forçarem a realização do casamento religioso sem o preenchimento dos requisitos mínimos necessários”.

“O chamamento da impressa e a exposição midiática causaram danos a imagem da Igreja Batista,de forma plena e insofismável.”

Estado laico

O casal apelou, mas o colegiado manteve a sentença sem reformas. O relator do voto, juiz substituto em 2º grau Delintro Belo de Almeida Filho, salientou que a instituição religiosa tem o direito de seguir seus próprios preceitos e, como no caso, a recusar a realização do casamento dos autores, que esperavam um filho.

No relatório, frisou o posicionamento da magistrada de 1º grau, no sentido de que “é notório e independe de provas que a religião evangélica não aceita as relações sexuais antes do casamento, sendo que este dogma é da igreja e contra qual o Estado não pode se voltar a título de infringência à CF”.

“A liberdade de organização religiosa é decorrência do Estado laico, o qual este não poderá interferir em assuntos internos das igrejas.”

Fonte – Migalhas

Com o inicio da campanha eleitoral no Rádio e TV o eleitor deve prestar a atenção para quem são os candidatos

          ALDIR

Foi iniciada hoje a campanha eleitoral no rádio e na televisão e durante 35 dias o eleitoral vai ter oportunidade de assistir por duas vezes diárias programas com os partidos políticos apresentando os seus candidatos a prefeito e vereador, além de uma média de 35 inserções durante todo o dia na programação das emissoras.

            Para o executivo municipal apesar de termos nove candidatos, apenas cinco conseguem demonstrar força para a disputa, mas ela deverá ser concentrada entre Eliziane Gama, Edivaldo Holanda Júnior, Welington do Curso e Fábio Câmara. A vereadora Rose Sales, por força de concorrer por um partido que ainda não tem grande expressão popular poderá enfrentar dificuldades, mas como a politica é dinâmica e com sempre existem surpresas na politica ela poderá surpreender, mas é um tanto difícil, no entanto não difícil.

  Para a Câmara Municipal tem muitos bons candidatos e candidatas, competentes, sérios e que podem corresponder a expectativas dos eleitores, até mesmo fazer a diferença pelos seus valores e seriedadepara com o povo e a cidade, mas sem medo de errar, a maioria são pessoas incompetentes, sem o mínimo compromisso e que tentam enganar os eleitores. Tem elementos desprovidos de quaisquer princípios e que já estiveram envolvidas em barbáries e corrupção com destaque amplo dentro de São Luís e que não sei como, se apresentam como candidatos e pasmem, se apresentando como éticos. Entendo que são tentativas para enganar o povo, que não aguenta mais gente dessa estirpe, e que com certeza deve ter a reprovação popular.

              Vou ficar atento a campanha e constantemente devo me pronunciar com respeito aos candidatos que realmente se posicionarem corretamente e que tenham  passado que os credencie a uma disputa, mas não hesitarei em criticar desonestos e bandidos que se travestem em busca de cargos públicos.

Quem vai garantir o pão de cada dia dos pescadores artesanais do rio Bacanga com a mortandade de peixes?

           ALDIR

  Hoje conversei com dois pescadores artesanais que moram na avenida dos Africanos, os quais não quiseram se identificar com receio de represálias, diante das criticas que vêm fazendo contra o Governo do Estado, o maior responsável pelo desastre ambiental causado pelas fragilidades das comportas da barragem do Bacanga e que resultou na morte de milhares de peixes de diversas espécies e sem avaliação do considerável número de alevinos que também foram mortos.

             Pelo tamanho e quantidade de peixes mortos pode-se perfeitamente avaliar, que dezenas de pais de famílias retiravam do rio Bacanga, o pão de cada dia para o consumo e a maior parte lhes proporcionava uma renda com clientela garantida. Robalos, tainhas grandes, bagres, pescadas, peixes pedras eram algumas da variedade de pescados que eram retirados para ser transformados em sustento de dezenas de famílias.

               Por inúmeras vezes chamamos a atenção da fiscalização da Secretaria de Estado do Meio Ambiente para a questão de uma resolução definitiva para as comportas da barragem, problema sério e que já causou inúmeros problemas para centenas de famílias.

                Diante de termos pedido temporariamente a pesca e sem outros meios para sustentar a família e com uma séria crise, entendemos que o Governo do Estado pode perfeitamente nos ajudar para não passarmos fome. Cestas básicas de acordo com o tamanho de cada família, apesar de não resolver o problema, pelo menos ameniza e qualquer ajuda diante da realidade, tudo será bem vindo, me disseram os dois pescadores artesanais.

Contra os apelos do grupo Desperta Liberdade prefeito de São Luís abandonou a construção de uma quadra no bairro

      geral

   Foram muitos os apelos do grupo comunitário Desperta Liberdade, para que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior retomasse a construção e conclusão de uma quadra esportiva localizada na comunidade Japão, integrante do bairro da Liberdade. Segundo alguns operários que residem no bairro e que trabalhavam na obra, foram vítimas de calote pela empreiteira, que por sua vez disse que foi enganada pela prefeitura de São Luís. A verdade é que os trabalhadores ficaram no prejuízo e o que seria benefício para os moradores correu o risco de ser transformado em doença.  As chuvas do inverno acumulavam água em áreas internas e externas da construção inacabada, se constituindo em locais próprios para a reprodução do aedesegypt. A boa vontade dos moradores das imediações e lideranças do grupo Desperta Liberdade, foram importantes para preservar a saúde de muitas famílias e com mais preocupação voltada para as crianças.

         O líder comunitário César Bombeiro e seus companheiros do grupoDesperta Liberdade fizeram muitas gestões junto as autoridades municipais para a conclusão da obra, mas não houve interesse do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. Com ferragens expostas e grades já corroídas, são marcas bem visíveis do desperdício do dinheiro público e do desrespeito ao povo da Liberdade, afirma César Bombeiro.

Ficha Suja: 5.179 candidatos estão irregulares para as eleições deste ano, diz Ministério Público Federal

Levantamento do Ministério Público Federal aponta que 5.179 candidatos estão irregulares para as eleições municipais deste ano. Os dados estão sendo analisados pelos promotores eleitorais, que podem pedir a impugnação dos candidatos considerados “ficha suja”.

O número foi obtido pelo Sisconta Eleitoral, sistema criado para receber e processar nacionalmente as informações de inelegibilidade pelos critérios da Lei da Ficha Limpa (135/2010). Foram considerados para o levantamento, segundo o MPF, os 488.276 candidatos que já pediram registro à Justiça Eleitoral em todo o Brasil.

O Sisconta recebe os dados de todos eles e faz o cruzamento com as informações de irregularidades fornecidas pelo Judiciário, tribunais de contas, casas legislativas e até conselhos profissionais. A partir da publicação dos pedidos de registro pela Justiça Eleitoral, os promotores têm cinco dias para apresentar a impugnação, nos termos da Lei da Ficha Limpa.

São Paulo foi o campeão em número de relatórios gerados: são 1.420 candidatos apontados com irregularidades. Depois vem o estado de Minas Gerais, com 640, e o Paraná, com 476. Esses números devem aumentar porque a Justiça Eleitoral continua analisando os pedidos de registro. Depois de ajuizadas as ações de impugnação caberá à Justiça Eleitoral decidir pelo deferimento ou não dos registros.

Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF

Prefeita de Chapadinha é obrigada a retirar as cores do seu partido de todos os bens públicos

           mapaA 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapadinha recomendou, em 23 de agosto, à prefeita Maria Dulcilene Pontes Cordeiro a retirada das cores do seu partido (verde e amarela) de todos os bens públicos e dos uniformes dos alunos e servidores municipais. Foi concedido prazo de 30 dias para o atendimento à Recomendação. A manifestação foi formulada pelo promotor de justiça Douglas Assunção Nojosa.

O Ministério Público do Maranhão recomendou, ainda, que sejam adotadas as cores oficiais da bandeira do município (azul e branca) para a confecção de placas, caracterização dos veículos, bens moveis, imóveis, vestimentas ou qualquer ato de governo.

No prazo de dez dias, o município deve informar ao MPMA as providências a serem adotadas. Em caso de descumprimento da Recomendação, a 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapadinha deverá adotar as medidas judiciais cabíveis.

Na manifestação, o promotor de justiça ressaltou que foi verificado o uso pela atual gestão de cores coincidentes com as do partido da prefeita nos bens móveis municipais e nos uniformes escolares. A prática, conforme observação de Douglas Assunção Nojosa,pode caracterizar autopromoção e desrespeito ao interesse público e ao princípio da impessoalidade.

Fonte: CCOM-MPMA

Governo responsabiliza fabricante de Coca-Cola por trabalho escravo

         geral

Produção de coca cola à custa da exploração de mão de obra escrava

  Uma fiscalização em dois centros de distribuição de produtos da Coca-Cola identificou 179 caminhoneiros e ajudantes de entrega sistematicamente submetidos a jornadas exaustivas que configuram, segundo os auditores responsáveis pela ação, condições análogas às de escravo. Entre agosto de 2015 e março de 2016, cada um deles realizou uma média de, ao menos, 80 horas extras por mês. Situações extremas incluíam ainda médias de 140 horas extras mensais e um dia inteiro de trabalho ininterrupto na mesma semana em que um trabalhador já enfrentara jornadas com mais de 12 e 14 horas.

A reportagem é de André Campos, publicada por Repórter Brasil e reproduzida por Leonardo Sakamoto

Num caso que exemplifica a realidade desses trabalhadores, ocorrido em fevereiro de 2016, um motorista relatou que, após encerrar uma longa jornada às 0h30min, chegou em casa por volta das duas da manhã com a obrigação de retornar em poucas horas, às 6h30. “Tomou um banho, jantou e ficou vendo televisão, pois se dormisse não conseguiria levantar no horário de trabalho”, informou em seu depoimento aos fiscais. “Sabia que, se não fosse trabalhar, receberia advertência no outro dia.”

Os problemas foram flagrados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na região metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, em duas unidades da Spal Indústria Brasileira de Bebidas, uma das empresas licenciadas para fabricar os refrigerantes e sucos da Coca-Cola no Brasil – que incluem Fanta, Sprite e Del Valle, entre outros. A fiscalização foi concluída na última segunda-feira, dia 22 de agosto.

“São jornadas completamente indignas”, avalia Marcelo Campos, auditor fiscal que coordenou a ação. Segundo ele, além de deteriorar a saúde dos funcionários, tal ritmo de trabalho também traz perigos à população local por aumentar o risco de acidentes de trânsito. De acordo com o artigo 149 do Código Penal, são quatro elementos que podem definir condições análogas às de trabalho escravo no Brasil: trabalho forçado, servidão por dívida, condições degradantes e jornada exaustiva – em que o trabalhador é submetido a uma sobrecarga que acarreta danos à sua saúde ou até risco de morte.. O crime prevê penas de dois a oito anos de prisão aos seus praticantes.

A Spal informou à Repórter Brasil que está analisando os autos de infração lavrados pelo governo federal para tomar as medidas necessárias. Diz também que está realizando ajustes operacionais relacionados à jornada dos caminhoneiros, mas nega existência de trabalho escravo em seus negócios.

Além de atuada pelo uso de mão de obra análoga à de escrava, a Spal foi multada pelo governo federal por extrapolar o limite de horas extras permitidos por lei, por não conceder ao menos 11 horas de descanso entre dois dias de trabalho e também por terceirizar o transporte de mercadorias de forma ilícita – um outro grupo de 229 caminhoneiros da Spal estava, segundo a fiscalização, sendo ilegalmente contratadopor meio de empresas terceirizadas. Os autos de infração foram encaminhados para o Ministério Público do Trabalho, que ainda está analisando as ações a serem adotadas na esfera judicial.

Virando a noite

A fiscalização do governo federal analisou os controles de jornada da empresa durante sete meses, entre agosto de 2015 e março de 2016. Constatou que cada um desses 179 trabalhadores submetidos a jornadas exaustivas realizou, na média do período, ao menos 80 horas extras mensais. No caso mais grave, citado no início dessa matéria, um caminhoneiro fez uma média mensal de 140 horas extras. Isso equivale a um cotidiano diário médio de 14 horas e 22 minutos entre o início e o fim de cada jornada – já contabilizando a pausa de uma hora para o almoço – num hipotético mês de 26 dias trabalhados.

Esse motorista campeão de horas extras é funcionário da unidade da Spal em Contagem. Chama a atenção a sua jornada numa semana específica, em novembro do ano passado Após dois dias em que trabalhou mais de 14 horas numa terça-feira e mais de 12 horas na quarta, ele retornou à empresa às 6 horas da manhã da quinta para uma jornada que durou exatas 23h59min. Nesse período, apenas um surpreendente intervalo de 26 minutos foi registrado no controle de ponto do caminhoneiro, entre 23h25min e 0h01min. No sábado dessa mesma semana, o motorista teve que se afastar por problemas de saúde.

As consequências para a saúde e vida dos funcionários foram registradas no relato dos motoristas, colhido pelos auditores do Ministério do Trabalho. O cotidiano de poucas horas de sono provoca dores no corpo, estresse, ausência de convivência com a família e tempo de lazer praticamente nulo, pois o fim de semana é aproveitado para dormir e descansar.

Problema antigo

A fiscalização do Ministério foi motivada por diversas sentenças judiciais encaminhadas pela Justiça do Trabalho ao órgão, entre 2013 e 2014. Eram processos movidos por ex-motoristas da empresa. Em uma dessas sentenças, o juiz Márcio Toledo Gonçalves, da 5ª Vara do Trabalho em Belo Horizonte, afirmou que os empregados da Spal estavam submetidos a condições degradantes de trabalho “em razão de jornadas de trabalho extenuantes”.

Em outros casos semelhantes, na Vara do Trabalho de Ouro Preto, a juíza responsável, Graça Maria Borges de Freitas, ressalta em suas sentenças que a Spal já foi condenada em diversos processos movidos naquela vara onde identificou-se motoristas submetidos a jornadas exaustivas. Ela destaca também que o descumprimento sistemático da jornada legal viola a dignidade do trabalhador e, em caso de jornada exaustiva, é uma das possíveis situações que configuram trabalho análogo ao de escravo.

“Havia jornadas começando entre quatro e cinco da manhã e se encerrando entre 22 e 23 horas”, disse a juíza em entrevista à Repórter Brasil. Em alguns meses, segundo ela, isso acontecia de forma sistemática, fato que levou a condenações por danos morais. “Notava-se uma grande rotatividade porque o trabalho era de fato muito cansativo. Eles não aguentavam e saíam da empresa”, explica Graça Freitas.

Posição da empresa

A Spal Indústria Brasileira de Bebidas é uma subsidiária do grupo Femsa, engarrafadora de origem mexicana que fabrica produtos da Coca-Cola em diversos países da América Latina. Procurada pela Repórter Brasil, a Femsa informou que está analisando os autos de infração lavrados pelo governo federal para tomar as medidas jurídicas necessárias. Segundo a empresa, já estão sendo adotadas ações para promover “restrições operacionais”, como a revisão da malha logística, o monitoramento de rotas e novos modelos de veículos para entrega. A empresa diz ainda não reconhecer a prática de trabalho análogo à escravidão em seus negócios.

“Apesar da ocorrência da sobrejornada de trabalho remunerada nos termos da lei, nossas práticas envolvem a garantia das condições adequadas de conforto e higiene a todos os nossos colaboradores”, reiterou a empresa

A Repórter Brasil também procurou a Coca-Cola Company, empresa detentora das marcas e que licencia a produção das bebidas para fabricantes como a Femsa. “A Coca-Cola Brasil tomou conhecimento da questão do excedente das horas extras trabalhadas pelos funcionários de Femsa, ainda que integralmente remuneradas, e já está acompanhando o plano de ação estipulado pelo fabricante para regularizar esta situação”, disse a empresa.

A política de direitos humanos estipulada globalmente pela companhia estipula que os engarrafadores parceiros devem estar “em conformidade com todas as leis locais e nacionais aplicáveis referentes ao expediente e à hora extra”. A Coca-Cola Brasil afirma demandar que os seus parceiros estejam em conformidade com as exigências da legislação brasileira.

 Fonte – IHUSINOS

Pacientes de Chapadinha submetidos à hemodiálise em São Luís pedem socorro urgente

Sem título

As imagens nos proporcionaram um misto de dor e indignação e os depoimentos revoltam pelo tratamento que o poder público dá a pessoas doentes e com sérios riscos de perder a vida. A reportagem exibida a níveis estadual e nacional mostra o tratamento que é dado aos pacientes que precisam se submeter a hemodiálise, enquanto elas alimentam as esperanças de um transplante de rim. O transporte três vezes por semana de Chapadinha para São Luís, o demorado atendimento por falta de um maior número de máquinas, que levam pelo menos 04 horas e a disponibilidade para se alimentar adequadamente é muito sério e grave.

Os gastos das pessoas adquirindo alimentos incompatíveis com os estados de saúde, mas infelizmente são os únicos acessíveis pela condição de cada pessoa, quando elas têm disponibilidade. As cenas são retratos vivos do que costumamos dizer que são de cortar coração.

O silêncio do Governo do Estado seria muito mais digno, do que dizer que pretende instalar unidades para hemodiálise em várias regiões, mas simplesmente não diz quando e nem se situa diante do quadro que não se resume apenas a Chapadinha, mas a inúmeros municípios maranhenses.

As declarações dolorosas dos pacientes tocaram profundamente as pessoas humanas, que vêm nelas os seus próximos a semelhança do Deus Pai, e conseguem assimilar a dor que sentem e o clamor de socorro mostrado em seus rostos.

Apesar da Constituição Federal do Brasil ser bem clara e objetiva de que todos os cidadãos têm direito a saúde e dignidade humana, muitos leigos sabem disso, mas desconhecem os meios para buscar os seus direitos, e naturalmente com maior interpretação aos princípios emanados da lei, um advogado, um promotor de justiça e um magistrado deveriam ter consciência plena para defendê-las e lutar para que sejam respeitada pelos gestores públicos, diante das realidades denunciadas publicamente. A Seccional do Maranhão da Ordem dos Advogados do Brasil chegou a ensaiar a um posicionamento público, mas ficou apenas em alguns discursos e foi facilmente convencida pelas instituições públicas a não se envolver nos fatos reais e bastante gritantes, que aumentam todos os dias.

Infelizmente, o que estamos vendo claramente é a banalização da vida nos serviços de saúde, em que viver ou morrer tanto faz. Recentemente pelo menos seis crianças morreram no Hospital da Criança e pelo menos se desconhece se houve ou não providências das autoridades para apurar as responsabilidades e como tem aquela história de que o poder tudo pode, a saúde vem sendo feita sem levar em conta a garantia de direitos e tudo depende dos gestores públicos e da determinação dos governos e dos seus gestores, quer sejam municipal, estadual e federal.

Aqui, quero fazer um importante apelo aos Ministérios Públicos Estadual e Federal, até por piedade para se posicionarem em fazer valer o direito e a dignidade humana das pessoas que precisam ser submetidas a hemodiálise e que vêm de Chapadinha, para que o Governo do Estado instale máquinas com estrutura capaz para atendimento no próprio município. Elas são seres humanos iguais a todos nós e precisam não apenas da solidariedade nossa, mas da misericórdia que vem sendo semeada pelo Papa Francisco para o Povo de Deus.