Seminário debate implantação da segunda etapa do Plano Geral de Carreiras e Cargos dos servidores públicos do Estado

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O atuante líder sindical Cleinaldo Lopes, presidente do Sintsep

  O Fórum de Defesa das Carreiras do Poder Executivo do Maranhão debateu a Campanha Salarial Unificada 2017, durante um seminário promovido pela entidade na última sexta-feira (3), no Auditório da OAB-MA. O consultor e ex-secretário de Gestão e Previdência, Fábio Gondim, apresentou e explicou todos os pontos da proposta de implantação do Plano Geral de Carreiras e Cargos (PGCE), que foi aprovada pelos servidores.

                Participaram do seminário, representantes das entidades que integram o Fórum e servidores do funcionalismo público estadual, que puderam tirar dúvidas e dar sugestões para as próximas mobilizações. O centro do debate foi a implantação da segunda etapa do PGCE, bem como a reposição da inflação de 2014, 2015 e 2016.

                O Governo do Estado também foi convidado a participar da discussão, mas encaminhou ofício informando que não poderia comparecer por incompatibilidade de agenda. O Executivo afirmou que está disposto a receber o Fórum em data e horário a serem previamente acordados.

               A proposta elaborada por Fábio Gondim levou em consideração a Lei de Responsabilidade Fiscal, sem colocar em risco as contas do Governo do Estado, além de adotar números bem menores que o próprio Executivo assume, como o crescimento da Receita Corrente Líquida (RCL), entre outros indicadores.

            “Nós mantivemos as questões das tabelas do Plano anterior, por entendermos que aquela estrutura salarial está boa, em termos de 11 referências, quatro classes e uma carreira com 46% entre a menor e a maior referência. Tudo isso com o objetivo de valorizar o servidor público estadual”, explicou Gondim.

               Cleinaldo Lopes, presidente do SINTSEP e coordenador do Fórum de Defesa das Carreiras, assegurou que o estudo foi feito com responsabilidade e com a preocupação de não inviabilizar a administração do Estado. “Queremos que o Governo do Maranhão veja a questão dos servidores públicos com bastante sensibilidade, pois hoje estamos percebendo que o governo está inflexível”, assinalou.

                Os servidores aprovaram a proposta de implantação da segunda etapa do PGCE encomendada pelo Fórum, que deve protocolar o documento na Casa Civil. Uma reunião com os membros da entidade está marcada para na próxima semana, na sede do SINTSEP, na Casa do Trabalhador. Também serão definidas as próximas mobilizações da campanha salarial.

Fonte SINTSEP

Secretário Jota Pinto, da Articulação Politica e o vereador Cézar Bombeiro trocam informações no legislativo municipal

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O prefeito Edivaldo Holanda Junior, durante a sua administração passada enfrentou algumas dificuldades na relação com a Câmara Municipal por falta de uma articulação entre o executivo e o legislativo e chegou até a sobrecarregar o Secretário de Governo. Ao chamar o ex-vereador e ex-deputado estadual Jota Pinto para a Secretaria de Articulação Politica, o prefeito abriu um leque para discussões de questões políticas, requerimentos, projetos e encaminhamentos diversos feitos pelos  vereadores independentes de correntes partidárias.

           O secretário Jota Pinto, com a sua larga experiência  e conhecimento da maioria dos vereadores tanto antigos como novos, tem procurado abrir importantes diálogos e não perde oportunidade para deixar bem claro, que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior quer entendimentos estreitos com todos os vereadores.

           O vereador Cézar Bombeiro, que conhece o secretário Jota Pinto, disse a ele, que a iniciativa é importante e que pode perfeitamente ser bem salutar no encaminhamento de interesses coletivos e até aproximar o legislativo e o executivo da população.

Receita corrente liquida do Maranhão cresceu 16,17% em 2016

           A Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento (Seplan) divulgou, no final do mês de janeiro, o Relatório de Gestão Fiscal referente ao 3º quadrimestre de 2016. O documento aponta um crescimento, em termos nominais, de 16,17% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Maranhão em comparação ao ano de 2015. Desse total, 39,10% foram gastos com despesa total de pessoal, estando abaixo tanto do limite máximo, quanto do prudencial ou de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal.

              Desde o ano passado, o governador Flávio Dino tem afirmado, reiteradamente, que a administração não tem condições de arcar com o reajuste salarial dos servidores por conta da crise econômica pela qual o país passa. No entanto, os dados apontados no último relatório contradizem o discurso do governador e demonstram que o Maranhão está em uma situação confortável. Ou seja, está arrecadando mais e devendo menos.

              Na reunião que teve com o Fórum de Defesas das Carreiras do Poder Executivo e outras entidades sindicais no ano passado, o governador Flávio Dino afirmou que, enquanto a economia do Maranhão não se recuperasse, não haveria reajuste salarial para o funcionalismo público em 2016, 2017 e 2018. Disse ainda que o Maranhão era um dos poucos estados que estavam pagando a folha em dia, sem parcelamentos ou atrasos.

          O SINTSEP segue a espera de um diálogo concreto com o Executivo, que se comprometeu em receber o Fórum de Defesa das Carreiras para uma reunião nos próximos dias.

Fonte – Sintsep

Pela Força da Palavra

                                                                Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte

               A credibilidade perde espaço no mundo contemporâneo em razão do enfraquecimento da palavra. Este é um tempo de “palavra fraca” e os impactos negativos dessa situação têm incidência nos diferentes âmbitos. Diz-se que é, mas não é. Promete-se e não se cumpre. Definem-se prazos que não são respeitados. Garante-se que foi e não foi. Afirma-se desconhecer, mas conhece intimamente. Compromete-se em ir e não vai. Ensina e não se abre à aprendizagem. Elogia com falsidade. Passa a ideia de convicção sem, de fato, ter certeza. Fala uma coisa e é outra. Refere-se a preceitos morais e não os cumpre. Jura que não fez, mas continua fazendo. Usa a palavra para camuflar o que deve ser revelado. E assim, constata-se uma interminável ladainha que fragiliza a palavra.  Desconsidera-se que a palavra é, por si, uma força que cria e recria.

              É inconsistente o dito popular: “palavras são apenas palavras e nada mais”. Recorde-se o Salmo 33 que sublinha a força da palavra, quando se canta que pela palavra de Deus foram feitos os céus, pelo sopro de sua boca todos os seus exércitos.  E em Jesus Cristo, o filho de Deus Pai, a Palavra se fez carne e veio morar entre nós.  Vale ler e reler as narrativas iniciais dos primeiros capítulos do Livro do Gênesis, 1-3, e compreender o sentido, o alcance e a força da palavra: “Faça-se!”.

             Pela palavra, até mesmo no silêncio, Deus fala e vem ao encontro de cada pessoa. A palavra tece os diálogos, fazendo-os autênticos e construtivos quando a sua força se manifesta, não pela imposição, mas a partir da transparência e da verdade. Há de se constatar que o falar não é qualquer coisa. A palavra é essencial na construção da vida pessoal, na edificação da sociedade e na busca por novos horizontes.  Assim, a palavra, para edificar vínculos duradouros na verdade e no amor, em vista da justiça e da paz, não dispensa sinceridade, transparência, honestidade e o compromisso com o bem comum. É incontestável que a sociedade contemporânea precisa avançar na recuperação do sentido da palavra, para que por sua força possam ser sanadas as consequências das incompreensões, distorções, equívocos que têm como parâmetro a mesquinhez. Esses males conduzem o mundo rumo a fracassos, incompetências institucionais, familiares, governamentais e religiosas.

               Embora a contemporaneidade seja tão marcada por grandes avanços tecnológicos, que incluem as redes intermináveis para a transmissão das palavras, em velocidades surpreendentes, ainda é tempo de se aprender a falar. Esse é um investimento indispensável no alicerce básico da consciência humana, que abrange a individualidade e a clareza de pertencimento comunitário e familiar.  Deus, em diálogo com cada pessoa – porque Ele fala – estabelece uma dinâmica que leva a esse necessário aprendizado, cultivando nos corações o gosto de ser sincero, bom, lúcido e capaz de agir como instrumento da paz.

                O segredo, portanto, é dar centralidade e primado à Palavra de Deus.  Ao escutar a Palavra, cada pessoa abre-se à verdade, aprende as lições do amor, capacita-se para ser justo.  Mais que outras escutas, é essencial ouvir a Palavra de Deus que também revela, inevitavelmente, a dramática possibilidade de o homem subtrair-se a esse diálogo de aliança com Deus. O resultado nefasto é a expansão de domínios perversos no coração.

                Proclamar a Palavra é investir no cumprimento da tarefa dada pelo Mestre Jesus, a Palavra encarnada. Cristo quer o Povo de Deus congregado em uma “Igreja em saída”, missionária, próxima de todos, presente especialmente nos lugares mais pobres e sofridos, em diálogo com a sociedade. Uma Igreja que ajude a confeccionar o tecido da cultura solidária e da vida.

                Nenhuma outra palavra tem a força da Palavra de Deus, capaz de renovar a Igreja, as pessoas e reconstruir a sociedade contemporânea tão marcada pelo cansaço, fracasso e pelas banalizações. Proclamar a Palavra é o compromisso primeiro, entre muitos outros, assumido pela Arquidiocese de Belo Horizonte, como Igreja no mundo e a serviço do Povo. É seu Projeto de Evangelização, para que surja o novo pela força da Palavra de Deus, iluminando as palavras de cada cidadão.

Fonte – CNBB Nacional

O que impede o Ministério Público recomendar a CAEMA não cobrar dos consumidores de São Luís os dias de falta do produto?

             aldir

No período de 16 e 19 de janeiro, grande parte da população de Imperatriz ficou sem abastecimento de água, em razão do rompimento de uma adutora. O Ministério Público Estadual, argumentando princípios emanados do Código de Defensor do Consumidor, recomendou a Caema, a exclusão de faturamento, dos dias em que deixou de fazer o bombeamento e que inclusive proporcionou aos consumidores  gastos não previstos para atender as suas necessidades. A Caema, após ter recebido a recomendação informou ao Ministério Público que acataria de imediato, inclusive reconhecendo a legitimidade da orientação.

              Lamentavelmente, não existe recomendação semelhante em defesa dos consumidores de São Luís. Constantemente, o precioso líquido deixar de chegar a milhares de residências da capital e em muitas ele jamais atendeu aos direitos dos cidadãos e cidadãs, mas mesmo assim, as contas chegam regularmente com valores que são verdadeiras extorsões.

              Quando há registros dos constantes rompimentos da adutora do Italuís,  principalmente no conhecido trecho do Campo de Perizes, grande parte de consumidores da cidade de São Luís é obrigada a comprar água. A Caema apenas destaca o registro do problema e os prejuízos causados ficam por conta de cada pessoa, com se fosse um fato normal as sucessivas falhas da empresa estatal. O rompimento de canos em quaisquer pontos da cidade, os furtos de água para serviços de lava jato em diversos pontos da cidade e em praças públicas para flanelinhas lavarem veículos são computado às contas dos consumidores.

               Hoje a Caema, como maneira para lesar ainda mais os consumidores, deixa de fazer as devidas leituras de hidrômetros e estabelece valores para cobrança sempre crescentes.

               No prédio em que eu moro existem 12 apartamentos, dos quais 03 estão fechados e existe uma campanha interna quanto ao consumo de água, mas mesmo assim, as contas são bem crescentes, em razão da falta de leitura correta. Constantemente são feitas reclamações, em algumas são feitas correções, mas na verdade todos os consumidores do prédio se sentem lesados. Quando há a suspensão do bombeamento, o condomínio é obrigado a adquirir dois carros pipas para atender o período de regularização, e são disponibilizasos 600 reais rateados entre moradores e a Caema, simplesmente ignora as suas responsabilidades.

                O interessante é que na capital, onde o abastecimento é bastante falho, o Ministério Público Estadual não tem ação correta como foi em Imperatriz e muito menos o poderoso PROCON, que sempre procura atacar de maneira contundente as instituições privadas em defesa do consumidor, mas quando se trata do poder público, pode até atuar, mas necessário se torna ser provocado, muito embora os problemas sejam públicos e graves e que afetam diretamente direitos e até a dignidade de milhares de consumidores.

 

 

 

 

 

 

 

Justiça do Maranhão condena o site Decolar.com e a empresa LATAM por causa de multa a cliente que cancelou compra de passagem aérea

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    O Poder Judiciário em Estreito proferiu uma sentença na qual condena o site Decolar.com e a LATAM Linhas Aéreas por causa de uma multa a um cliente que cancelou a compra de uma passagem. Consta que A. V. L. adquiriu uma passagem aérea, mas realizou o seu cancelamento. Ocorre que foi cobrada uma multa de 51,5%, sem a interrupção da cobrança das parcelas e sem qualquer restituição. Por essa razão, o Judiciário entendeu que os réus devem pagar a repetição do indébito ao autor da ação. A Justiça determinou que a multa deve ser reduzida a 10%, bem como proceder ao pagamento de R$ 806,80 (oitocentos e seis reais e oitenta centavos) ao autor da ação.

           Quando citados sobre o caso, os demandados compareceram à audiência una, apresentando contestações, nas quais apontam a responsabilidade para o outro corréu. “A causa suporta julgamento no estado em que se encontra, eis que não é necessária a produção de provas, conforme disposição das próprias partes. Tenho que a ação proposta deva ser parcialmente acolhida nos termos em que formulada a pretensão deduzida. Com efeito, reputa-se comprovado o fato articulado na preambular, no sentido de que deve ser restituído ao Autor o valor pago pela passagem com o desconto da multa”, diz a sentença.

          A Justiça entendeu que não há se falar em repetição do indébito em dobro, vez que foi o próprio autor da ação o responsável pelo cancelamento. Na hipótese, restou comprovado, pelos documentos juntados aos autos, que o autor adquiriu passagem aérea e posteriormente solicitou o cancelamento. Portanto, o valor pago pelo consumidor deveria ser reembolsado, com o devido desconto da quantia referente à multa pela rescisão contratual, nos termos do artigo 740 do Código Civil.

          “Todavia, a aplicação de multa no patamar de 51,5%, mesmo para tarifas promocionais, se mostra abusiva, motivo pelo qual entendo que a multa deva ser reduzida para 10% (dez por cento) do valor pago pelo autor, visando manter o equilíbrio da relação, onde o consumidor se encontra em situação de vulnerabilidade. Deixo de acolher o pedido de dano moral, uma vez que não foi verificada qualquer agressão a direito da personalidade”, diz a sentença.

              E finaliza: “Resta demonstrado, portanto, que a mencionada conduta é de responsabilidade de ambos os Réus, um por ser o vendedor da passagem e o segundo por ser o prestador de serviço, ou seja, ambos integram essa relação de consumo complexa apresentada nos autos. Os réus devem efetuar solidariamente a repetição do indébito em favor do Autor com a devolução do valor descontada a multa já reduzida para 10% (dez por cento)”. A sentença foi proferida pela 2ª Vara da Comarca de Estreito.

Assessoria de Comunicação

Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão

Termo de Ajuste e Conduta do Ministério Público e a prefeitura de Codó impede festival de contratações

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Pelo Termo de Ajuste de Conduta, o prefeito Francisco Nagib vai ter que fazer concurso público no município de Codó

 

  Documento objetiva substituição gradativa de servidores contratados de forma irregular. A verdade é que o prefeito Francisco Buzar pretende a prefeitura de terceirizados, como forma de atender compromissos de campanha.

        Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto, em 8 de fevereiro, pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) ao Município de Codó, estabelece a realização, até 31 de dezembro de 2017, de um concurso público para preencher todos os cargos vagos na administração municipal.

          Assinado pela titular da 1ª Promotoria de Justiça da comarca, Linda Luz Matos Carvalho, e pelo prefeito Francisco Nagib Buzar de Oliveira, o TAC objetiva substituir o grande número de servidores públicos contratados temporariamente, sem prévia aprovação em concurso.

DIVULGAÇÃO

         Pelo documento, todos os atos referentes ao certame (nomeação da comissão de licitação, publicação de edital, habilitação, qualificação, aprovação e homologação, nomeações e posse dos aprovados) devem ser divulgados de forma ampla.

         O TAC prevê, ainda, que, o Município faça, até o início do ano letivo de 2018, a convocação dos candidatos aprovados, segundo a classificação, de acordo com o número de vagas.

          A primeira categoria a ser substituída gradativamente é a de professores. Devem ser garantidos, no mínimo, 200 dias letivos e 800 horas de efetivo trabalho escolar, como determina a Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

 MULTA

           A multa por descumprimento estipulada no Termo de Ajustamento de Conduta é de R$ 1 mil diários. O montante deve ser transferido ao Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (Lei nº 7.347, de 24 de julho de 1985).

 Fonte: CCOM-MPMA

Vereador Cézar Bombeiro e lideranças do Conjunto Promorar estiveram reunidos com a Secretaria de Estado de Cidades

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Flavia Alexandrina Almeida Moreira, Secretaria de Estado de Cidades recebeu em audiência o vereador Cézar Bombeiro e lideranças da Liberdade e do Conjunto Promorar. O vereador registrou que as obras da avenida Quarto Centenário, tem causado muitos problemas para os moradores do conjunto, que podem futuramente assumir proporções sérias. A secretária debateu as questões levantadas pelas lideranças comunitárias e sensível à problemática levantada, propôs uma reunião no próprio local da avenida com engenheiros das obras e a empreiteira para um diagnostico mais pertinente.

                   O vereador Cézar Bombeiro sugeriu a secretária, que diante da existência de muitas residências dos lados da avenida, uma solução para os problemas delas poderiam ser resolvidos pela Secretaria de Cidades, dentro de uma importante contribuição governamental como ação social para o Conjunto Promorar. Integraram a comissão de moradores, Nilson Oliveira, Carlos Elias, Joel Silva e João Evangelista.

Ministro Fachin manda investigar Sarney, Renan e Jucá

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   O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de inquérito para investigar o ex-senador José Sarney, os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá, e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Atendeu a um pedido do procurador-geral da República Rodrigo Janot, que acusa os quatro de tentar obstruir a apuração do escândalo do petrolão.

           Este é o primeiro inquérito aberto por Fachin desde que assumiu a relatoria da Lava Jato, no lugar de Teori Zavascki, morto em acidente de avião. A investigação tem como base o acordo de delação premiada firmado por Sérgio Machado com a força-tarefa da Lava Jato. Acomodado na Transpetro por indicação de Renan, o delator passou 12 anos na presidência da subsidiária da Petrobras. Entregou à Procurdoria seis horas de gravações de conversas que manteve com Sarney, Renan e Jucá (leia trechos).

          Nos diálogos, Sarney, Renan e Jucá, todos filiados ao PMDB de Michel Temer, fizeram comentários que indicavam a intenção de obstruir a Java Jato. Jucá foi o que soou mais explícito. Disse que era preciso firmar um pacto para “estancar a sangria” provocada pelas investigações.

          Na petição que entregou a Fachin, Janot anotou: “É chocante, nesse sentido, ouvir o senador Romero Jucá admitir, a certa altura, que é crucial ‘cortar as asas’ da Justiça e do Ministério Público, aduzindo que a solução para isso seria a Assembleia Constituinte que ele e seu grupo político estão planejando para 2018.”

          Noutro trecho, Renan revela a Machado que tentou brecar a recondução de Janot à chefia do Ministério Público Federal. Ele chama o procurador-geral de “mau caráter”. Sem saber que Machado o gravava, Sarney fala da necessidade de aproximação com o então relator da Lava Jato, Teori Zavaschi.

        ”Há elementos concretos de atuação concertada entre parlamentares, com uso institucional desviado, em descompasso com o interesse público e social, nitidamente para favorecimento dos mais diversos integrantes da organização criminosa”, escreveu Janot no pedido que deu origem ao novo inquérito.

Fonte – UOL Noticias

Perigo! Embalagens fast-food podem ter composto tóxico

              Análise de 27 amostras de embalagens de alimentos revela que a maioria ainda possui composto nocivo do grupo dos PFCs, que são nocivos à saúde humana e foram banidos por alguns fabricantes.

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Embrulhos resistentes à gordura contêm compostos tóxicos à saúde. Foto: Creative Commons


             Há novos motivos para evitar o consumo de comida fast-food além de prevenir o ganho de peso, especialmente se o pedido for entregue a domicílio. Pesquisa norteamericana divulgada ontem mostrou que a maioria dos invólucros que protegem a comida possui compostos tóxicos à saúde da família dos perfluorados, mais conhecidos como PFCs (do inglês perfluorinated compounds).

             A pesquisa, a maior  já feita, analisou 400 amostras de 27 cadeias de fast-food nos Estados Unidos. O trabalho foi publicado no jornal Environmental Science & Technology Letters e é assinado por cientistas de institutos públicos, universidades e organizações não governamentais.

             A equipe descobriu que quase metade dos embrulhos de papel (como embalagens de hambúrguer e sacos) e cerca de 20% das embalagens de cartão (como as caixas para batatas fritas e pizza) continham flúor, considerado um marcador da presença de alguns dos compostos do tipo investigado e condenado. As caixas de alimentos Tex-Mex e sobremesas, em particular, se mostraram mais sujeitas a ter flúor.

               Os cientistas encontraram os compostos tóxicos da família dos PFCs  em várias concentrações, sugerindo que algumas embalagens foram deliberadamente tratadas com compostos fluorados. Em outros casos, os produtos químicos podem ter vindo de materiais reciclados, do meio ambiente e outras fontes. Mesmo que sejam eliminados, esses produtos químicos são altamente persistentes no ambiente.

              Há suspeita de que essas substâncias possam contaminar os alimentos e causar danos à saúde humana ao serem ingeridas rotineiramente. Diversos estudos indicam que existe uma ligação entre o consumo de alimentos com traços de PFCs e a redução da imunidade, distúrbios de tireoide, alterações no metabolismo, problemas de fertilidade e aumento do risco para alguns tipos de câncer. Como não se degradam, eles podem se depositar nos alimentos. Seus mecanismos de ação no organismo humano estão em estudo.

              Outro agravante é que seis entre 27 amostras analisadas em separado pelos pesquisadores continham C8, um produto da família dos PFCs comprovadamente perigoso. Desde 2011, diversos fabricantes de embalagens norteamericanos voluntariamente concordaram em interromper o uso do  C8 em produtos de consumo por riscos à saúde. O mesmo não vale para outros países. Porém, ainda que muitas empresas tenham substituído o C8 por outros compostos diferentes quimicamente, o estudo apontou que também parecem ser igualmente nocivos .

              “Os compostos de substituição dos PFCs não têm se mostrado seguros para a saúde humana”, diz a co-autora Arlene Blum, fundadora do Green Science Policy Institute.  “É por isso que precisamos reduzir o uso de toda a classe de compostos altamente fluorados. A boa notícia é que existem alternativas não fluoradas disponíveis.”

Estudos têm demonstrado que os PFCs de produtos de consumo se acumulam em aterros sanitários e podem migrar para águas subterrâneas, contaminando o abastecimento de água potável.  “Todos os PFCs, incluindo as novas substituições, são altamente resistentes à degradação e permanecerão no ambiente por um longo tempo”, diz o físico Graham Peaslee, da Universidade de Notre Dame e co-autor do estudo. “Por causa disso, não devem ser usados em qualquer produto que possa acabar em um aterro”.

Fonte – Saúde!Brasileiros