No Dia Internacional da Mulher Cézar Bombeiro foi à Escolinha de Música Coronel Carlos Augusto homenagear professoras e alunas

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   Embora a defesa dos direitos e da dignidade da mulher deva ser exercida todos os dias pela igualdade, hoje pelo menos é um dia de luta e de ampla reflexão sobre a inserção cada vez mais das mulheres no contexto amplo da sociedade, disse hoje o vereador Cézar Bombeiro às alunas e professoras da Escola de Música Coronel Carlos Augusto Castro Lopes, no bairro da Liberdade, que tem como benfeitores o vereador e o seu irmão Cleinaldo Bil Lopes, presidente do SINTSEP do Maranhão.

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Os meninos também participaram das homenagens parabenizando as colegas por incentivo do vereador Cézar Bombeiro

               As estudantes foram surpreendidas pela presença do vereador, mas manifestaram-se reconhecidas pela singela homenagem prestada pelo vereador. Algumas disseram que, ficaram emocionadas e que as palavras de Cézar Bombeiro serão estendidas às suas mães, irmãs, professoras e amigas.

               O professor Moisés Dias, um dos dirigentes da escolinha de música, aproveitou a oportunidade para dizer às alunas, que a maior riqueza que elas terão consigo, é o  conhecimento, e  que a música é realmente um instrumento de inclusão social e formação profissional para toda a vida, possibilitando a cada uma delas caminharem além fronteiras e serem protagonistas das suas próprias histórias com a música.

               Cézar Bombeiro depois de cumprimentar todas as meninas com uma abraço fraterno estendeu as felicitações aos familiares de cada uma.

Auditora Leylane Maria da Silva assume a Superintendência da CGU no Maranhão

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A nova Superintendente da CGU promete combate a corrupção. Leylane Silva é funcionária de carreira da instituição federal.

Com o desafio de promover o aperfeiçoamento e a transparência da gestão pública, a prevenção e o combate à corrupção, com participação social, por meio da avaliação e controle das políticas públicas e da qualidade do gasto dos recursos públicos federais no estado do Maranhão. A auditora Leylane Maria da Silva é formada em Ciências Contábeis e Direito pela UFMA, foi empossada formalmente, como nova superintendente da Controladoria Geral da União na manhã desta quinta (08), de março durante solenidade que ocorreu no auditório do Ministério Público Federal.

                 Leylane Maria foi apresentada pelo ministro substituto Wagner de Campos Rosário (Transparência), que esteve em São Luís acompanhado do secretário executivo José Marcelo Castro de Carvalho, do secretário federal adjunto Roberto César de Oliveira Viégas (Controle Interno) e do coordenador Israel José Reis de Carvalho (Operações Especiais). Eles compuseram a mesa de honra do ato junto com o procurador-chefe do MPF-MA, José Raimundo Leite Filho.

                 Wagner Rosário revelou que está apenas 10 anos na CGU, menos tempo que a Leylane, com que aprendeu muito, destacando o exemplo de pessoa que ela é para todos, independente de ser mulher, devido à sua capacidade de enfrentar desafios, sempre com discrição, o que considera uma de suas principais características. Continuou afirmando que, em 2017, foram enviados à CGU-MA cerca de 19 milhões em recursos para ações e que, para 2018, a previsão é do mesmo montante, somado ao aprimoramento dos canais de informação para o cidadão e políticas de desburocratização dos serviços públicos, simplificando-os.

                  Leylane, que assumiu o cargo de acordo com a Portaria 2.754 CGU, atua no órgão há 15 anos, onde já realizou trabalhos de auditoria e fiscalização de órgãos federais, do Governo do Estado e municípios, participando também de diversas operações com a Polícia Federal, MPF e MPE, coordenando e executando atividades. Ainda atuou como instrutora de cursos de combate a fraudes nas Escolas Superiores do MPF, MPE e AGU.

                  Em seu discurso, Leylane expôs ser uma honra, não apenas para ela, mas para qualquer pessoa, liderar um grupo tão qualificado de profissionais, sempre dedicados em buscar o melhor resultado. “Estar à frente desta instituição em um estado que amarga índices sociais alarmantes em grande parte provenientes da má gestão da coisa pública, torna o desafio maior e mais nobre ainda. Devemos acreditar que por pior, ou melhor, que seja o cenário, as nossas escolhas podem ser boas e importantes não apenas para nós mesmos, mas também para o próximo. Que a mudança que tanto queremos e tanto exigimos do mundo comece dentro de cada um de nós”. Finalizou agradecendo a mãe – que não pode comparecer por motivo de saúde, e ao pai falecido pela educação recebida e por terem-na feito acreditar que sonhos grandes são possíveis mesmo quando os olhos não são capazes de enxergar.

Fonte: Ascom CGU-MA 

 

 

Justiça de Cururupu bloqueia documentos e cartões de dono de loja que lesou clientes com falso consórcio

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Para assegurar o pagamento de dívidas de uma empresa que responde a diversas ações na Justiça, o juiz da comarca de Cururupu, Douglas Lima da Guia, determinou a suspensão do passaporte, da Carteira Nacional de Habilitação e o bloqueio dos cartões de crédito do proprietário pela empresa F.R. Lucena – Lojas Eletrokita. Na decisão, o juiz afirma que várias ações tramitam na comarca, necessitando de cumprimento para que o devedor pague todos os seus débitos, objetos de ações judiciais indenizatórias em fase de execução, que totalizam cerca de R$ 750 mil.

                      O caso em questão envolve as Lojas Eletrokita, que oferecia uma espécie de consórcio de motocicletas e fez negócios em diversas cidades da região da baixada maranhense. Entretanto, foi apurado que os consumidores pagavam uma média de sete a oito parcelas e o proprietário fechava a loja e partia para outra cidade, não entregando a motocicleta aos consumidores.

                     A atividade irregular teria passado ainda pelos municípios de Pinheiro e Santa Helena. “Tramitaram aqui no fórum de Cururupu cerca de 80 ações contra o requerido. Com as ações finalizadas, foi verificado que nenhum bem constava no nome do proprietário, daí a necessidade dessas medidas”, explicou Douglas da Guia.

                 Segundo o juiz, nos diversos processos que tramitam contra o proprietário constam informações da inexistência de bens penhoráveis para execução das dívidas, já que ele não possui bens registrados em seu nome, com diversas tentativas infrutíferas por parte do Juízo, o que terminaria por levar ao arquivamento dos processos.

                  Diante dessa situação, o magistrado seguiu o que expressa o Novo Código de Processo Civil, que estabeleceu nova sistemática no ordenamento jurídico no sentido de salvaguardar a efetividade da prestação jurisdicional e a satisfação integral do crédito, com a ideia de que o processo precisa alcançar sua finalidade. O código, no artigo 139, confere ao juiz a possibilidade de adotar medidas coercitivas, no objetivo de zelar pelo cumprimento das decisões judiciais, medida já adotada em outros tribunais do Brasil em casos atípicos e extremos, como o caso em análise.

                “Muitos consumidores foram lesados, pagando as parcelas e deixando de receber os bens, o que justifica a adoção de medidas constritivas para garantir a restituição dos valores e uma duração razoável dos processos”, afirma o juiz.

 
Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão

Depois de denuncia o suplente de senador Pastor Bel, do Maranhão devolve dinheiro público que gastou em réveillon

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Pastor Bel: “Perguntei à minha assessoria o que eu podia e não podia fazer. Disseram que era normal chegar ao estado e pedir ressarcimento no Senado”

                     O suplente de senador Pastor Bel (PRTB-MA), que exerce o mandato na vaga de Edison Lobão (PMDB-MA), pediu desculpas por ter usado verba pública em restaurantes de Fortaleza durante o réveillon. Em discurso no Senado, Bel apresentou comprovante de que devolveu à Casa R$ 1,2 mil utilizados indevidamente durante passeio à capital cearense com sua família na virada do ano.

                       O pedido de desculpas e a devolução do dinheiro ao Senado ocorreram após o Congresso em Foco revelar o uso indevido, por parte dele, da verba indenizatória. O senador disse que jamais esteve envolvido em irregularidade e nunca foi a “porta de delegacia”.

                        Bel também responsabilizou sua assessoria por não ter lhe explicado corretamente as regras do benefício garantido aos senadores. “Minha assessoria não me comunicou [que era proibido o uso da cota para compromissos pessoais]. Perguntei à minha assessoria o que eu podia e não podia fazer. Disseram que era normal chegar ao estado e pedir ressarcimento no Senado”, declarou.

                      “Me desculpem, me perdoem, não foi minha intenção torrar dinheiro do país. Vim com a intenção de atender o país. Quero me retratar com o Brasil e meu estado do Maranhão e dizer que está devolvido o dinheiro que gastei com o restaurante, mesmo sabendo que é um direito que tenho como senador”, afirmou.

                          O pastor disse que viajou ao Ceará para se reunir com o presidente do Banco do Nordeste e aproveitou para levar a família para passar o réveillon na capital cearense. Como revelou o Congresso em Foco, em 31 de dezembro ele recebeu uma nota fiscal no valor de R$ 410,30. Um dia depois, no feriado de 1º de janeiro, foi a vez de o parlamentar visitar o tradicional Chico do Caranguejo, restaurante especializado em frutos do mar à beira das areias da Praia do Futuro, também na capital cearense. A conta ficou em R$ 812,50. Os gastos somaram R$ 1.222,80.

                      Uma consulta ao portal da Transparência do Senado revela que as despesas com alimentação do Pastor Bel nos festejos do réveillon foram ressarcidas pela Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar dos Senadores (Ceaps), antes conhecida como verbas indenizatória.

                      O benefício, que tem um valor fixo de R$ 15 mil mensais, pode ser utilizado pelos senadores para custear, por exemplo, aluguel, manutenção de escritórios políticos, alimentação, compra de passagens aéreas e combustível, divulgação da atividade parlamentar e contratação de consultorias especializadas. Todos os gastos, porém, têm de estar atrelados ao exercício do mandato. A regra é clara: a verba não pode ser utilizada para bancar despesas pessoais fora das atividades parlamentares.

                      Integrante do grupo político da família Sarney, Heber Waldo Silva Costa, o Pastor Bel, comanda a Assembleia de Deus em Santo Antônio do Lopes, município maranhense localizado a 815 km de Fortaleza, cidade onde fez suas refeições no réveillon em pleno recesso parlamentar. O Congresso em Foco procurou o senador antes da publicação da reportagem na última sexta-feira, mas ele preferiu não comentar o assunto.

Fonte: Congresso em Foco

TSE revoga dispositivos de resolução que regulamenta pesquisas eleitorais

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  O plenário do TSE decidiu nesta quinta-feira, 8, por unanimidade, revogar dispositivos da resolução 23.549/17, que estabelece regras sobre a realização de pesquisas eleitorais.

Os ministros votaram pela revogação dos parágrafos 10º e 11º da norma. O primeiro vedava a aplicação de perguntas sem relação com a eleição em questionários usados em pesquisa de opinião pública. Já o segundo impedia a realização de questionários que contenham informação caluniosa, difamatória ou injuriosa sobre determinado candidato.

Insegurança jurídica

              A resolução foi aprovada em dezembro de 2017, mas, no último dia 1º, dois dispositivos foram acrescentados à norma. De acordo com o presidente do TSE, ministro Luiz Fux, o acréscimo causou “incerteza jurídica sobre seu alcance”, o que gerou questionamentos por parte de entidades que realizam pesquisas eleitorais. Por isso, segundo Fux, a Corte decidiu revogar os parágrafos.

                “No plano administrativo, nós temos o poder de aferirmos se determinada norma gerou dúvidas e atenta contra a segurança jurídica que nós temos como dever de ofício transmitir, portanto, temos, sim, o dever de reavaliarmos essa norma que gerou essa dúvida.”

                O ministro ressaltou que, ainda que seja papel do TSE expedir resoluções interpretativas da legislação de regência, a matéria permanece no âmbito da competência do Tribunal, por se tratar de texto regulado por lei. Por isso, cabe à Corte verificar se houve cumprimento ou descumprimento da norma. “O que não pode é a resolução, no afã de explicitar a lei, criar estado de dúvida e controvérsias acerca da real interpretação do diploma legal”, declarou.

              Fux explicou ainda que as regras processuais também estabelecem clareza em decisões no âmbito judicial e, por isso, a finalidade do Tribunal deve ser zelar pela uniformização de entendimento para que se evite a insegurança jurídica.

              “A finalidade do Tribunal é uniformizar o direito e gerar decisões que não acarretem incertezas e dúvidas. Temos de exarar decisões que sejam imunes de contradições, de obscuridades. A própria lei processual estabelece que qualquer pronunciamento judicial deve ser certo e determinado e, quando um pronunciamento judicial deixa margem à dúvida, a parte ingressa com embargos de declaração para esclarecer aquele conteúdo.”

Informações: TSE

 

DIEESE divulga relatório sobre o custo da cesta básica no mês de fevereiro que aumentou 0,43% em São Luís

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Em São Luís, a cesta de alimentos básicos aumentou 0,43% em relação a janeiro e custou R$ 356,74.

              Em fevereiro, o custo do conjunto de alimentos essenciais diminuiu em 13 capitais e aumentou em sete, segundo os dados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Em São Luís, a cesta de alimentos básicos aumentou 0,43% em relação a janeiro e custou R$ 356,74. A cidade apresentou o sexto menor valor para o conjunto básico de alimentos, entre as 20 pesquisadas pelo DIEESE. Em 12 meses, a variação anual foi de 0,65% e, nos dois meses de 2018, houve alta de 6,77%.

               Entre janeiro e fevereiro de 2018, houve elevação no valor médio do tomate (9,16%) e do leite integral (2,17%). O pão francês não apresentou variação. Os demais produtos apresentaram retração: feijão carioquinha (-5,21%), manteiga (-2,64%), açúcar refinado (- 2,44%), arroz agulhinha (-2,11%), carne bovina de primeira (-1,97%), farinha de mandioca (- 1,92%), café em pó (-1,67%), óleo de soja (-0,80%) e banana (-0,38%).

                Em 12 meses, dois produtos acumularam alta: tomate (63,27%) e manteiga (4,70%). Os outros dez itens mostraram redução: feijão carioquinha (-38,63%), açúcar refinado (-31,82%), arroz agulhinha (-18,63%), óleo de soja (-17,00%), leite integral (-12,23%), farinha de mandioca (-11,37%), café em pó (-6,50%), banana (-2,77%), carne bovina de primeira (-1,50%) e pão francês (-0,85%).

CESTA BÁSICA X SALÁRIO MÍNIMO

               O trabalhador ludovicense, cuja remuneração equivale ao salário mínimo, necessitou cumprir jornada de trabalho, em fevereiro, de 82 horas e 16 minutos, maior que o tempo necessário em janeiro, de 81 horas e 55 minutos.

                Em fevereiro de 2017, a jornada era de 83 horas e 13 minutos. Em fevereiro de 2018, o custo da cesta em São Luís comprometeu 40,65% do salário mínimo líquido (após os descontos previdenciários). Em janeiro, o percentual exigido era de 40,47% e, em fevereiro de 2017, de 41,12%.

Fonte: SINTSEP Noticias

Reflexão para o Dia Internacional da Mulher. Aplicação da lei Maria da Penha é desigual no Brasil.

                  Na semana em que se rememora as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres ao longo dos anos, a lei Maria da Penha não poderia estar de fora. Citada pela ONU como uma das pioneiras no mundo na defesa dos direitos das mulheres, a lei 11.340/06 foi um marco fundamental para mudar o conceito de violência doméstica.

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Os crimes cometidos contra a mulher deixaram de ser casos de cesta básica ou de mera multa, já que, antes da lei, a violência contra mulher era considerada crime de “menor potencial ofensivo”. A lei Maria da Penha trouxe punições mais severas e dentre os principais avanços, estão as medidas de proteção como a determinação de afastamento do lar e proibição de aproximação por quaisquer meios de comunicação. Conheça a história da mulher que deu início à luta contra violência doméstica:

Histórico

A lei Maria da Penha completa, em 2018, 12 anos; mas os motivos de sua origem são conhecidos da sociedade há tempos: bebida, ciúmes, raiva e irresignação são algumas desculpas que os homens alegaram ao longo dos anos, e ainda alegam, para tentar justificar o crime contra mulher. Embora os porquês sejam subjetivos, os números demonstram a gravidade palpável da violência contra mulher no Brasil:

  • A cada dia cerca de 13 mulheres são assassinadas no Brasil.
  • O Ligue 180 recebeu mais de 560 mil ligações no 1º semestre de 2017.
  • O Datafolha apontou que 40% das mulheres acima de 16 anos já sofreram algum tipo de assédio
  • Segundo o CNJ, 212.501 novos processos de violência doméstica foram abertos em 2016.

É interessante observar também como o país reagiu à lei Maria da Penha desde que ela entrou em vigor. Logo no ano seguinte de sua promulgação, o número de denúncias caiu. À época, a delegada Márcia Salgado, responsável pela coordenadoria da defesa das Delegacias de Defesa da mulher, disse que “a impressão é de que a possibilidade de prender o marido fez a vítima pensar duas vezes antes de registrar a queixa”. Mas essa perspectiva durou pouco. A lei foi sendo melhor explicada e as mulheres conseguiram denunciar.

Mudanças

No decorrer desses 12 anos, a lei não estagnou; muito pelo contrário, ela acompanhou as mudanças sociais. O texto foi a primeira referência legal no país a contemplar a orientação sexual da vítima. Vale lembrar também que a lei Maria da Penha é uma lei de gênero, ou seja, mulheres transexuais também são protegidas pelo dispositivo.

            Art. 2º Toda mulher, independentemente de classe, raça, etnia, orientação sexual, renda, cultura, nível educacional, idade e religião, goza dos direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sendo-lhe asseguradas as oportunidades e facilidades para viver sem violência, preservar sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual e social.

Uma de suas últimas mudanças significativas foi sancionada pelo presidente Michel Temer no ano passado. O atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica ganhou novas regras, sobretudo, no que se refere a atuação das autoridades policiais. O atendimento policial e pericial especializado, deve ser feito preferencialmente por servidoras mulheres.

“Já que a nossa lei é considerada uma das melhores, vamos fortalecê-la”

Em entrevista exclusiva ao Migalhas, Maria da Penha faz um balanço da aplicação da lei no Brasil. Embora a cearense reconheça o avanço que o dispositivo trouxe na luta para o combate da violência contra mulher, ela também sabe dos desafios que precisam ser transpostos.

Um deles é a aplicação igual da lei no país todo. Segundo Maria da Penha, os municípios menores são os que sofrem mais com a falta de infraestrutura. A cearense considera que são nestas pequenas cidades onde ocorrem maior incidência de violência contra mulher porque “se a a mulher não tem onde denunciar, ela não tem como se orientar, ela permanece naquela situação que ela sempre viveu, de violência no lar.” Ainda sobre a aplicação da lei nos diferentes lugares do país, Maria da Penha ressalta:

A gente percebe, inclusive com as pesquisas que o instituto fez mais recente, que a violência ainda está muito presente na sociedade na região nordeste do pais e também há um descaso do Poder Público em criar as políticas que atendam a eficácia da lei. Então a gente tem nas grandes cidades, que são geralmente as capitais, uma estrutura razoável. Mas nos pequenos municípios, é muito difícil encontrar uma estrutura que atenda as mulheres daqueles municípios.

Confira a entrevista com Maria da Penha:

aldirCom a lei Maria da Penha em vigor por mais de uma década, como a senhora avalia a evolução dela no país?

Nós percebemos com as pesquisas que o instituto fez mais recente, que a violência ainda está muito presente na sociedade na região nordeste do país e também há um descaso do Poder Público em criar as políticas que atendam a eficácia da lei. Nas grandes cidades, que são geralmente as capitais, temos uma estrutura razoável. Mas nos pequenos municípios, é muito difícil encontrar uma estrutura que atenda as mulheres daquelas cidades. Infelizmente com doze anos que vamos fazer agora em agosto com a ascensão da lei, infelizmente o Poder Público ainda continua muito omisso nesses pequenos municípios.

Como a senhora enxerga criação de outras leis de proteção a mulher, como a lei do feminicídio?

Acredito que é algo muito positivo. No momento em que um agressor, responsável pela morte da sua companheira, é julgado como homicídio simples, existe uma falha do Estado. O feminicídio é um fenômeno muito mais grave que o homicídio. O feminicídio é um crime em que as mulheres vão permanentemente sofrendo violências, e se a mulher não tem onde denunciar, ela mantém aquele estado de ser vítima de violência até determinado momento em que seu agressor premedita o crime e o pratica com requinte de perversidade. Por exemplo, a mulher não quer continuar um relacionamento, e esse homem promete que vai mudar, e nesse momento que estão relativamente bem na relação, ele premedita o crime e essa mulher desaparece. Muitas vezes, só depois, só com a polícia procurando e investigando, observa-se que a mulher foi assassinada pelo companheiro, e ela acreditou no que ele disse.

Como a senhora se posiciona perante a fala de algumas pessoas que dizem que a lei Maria da Penha infringe o art. 5 da CF, em que todos são iguais perante a lei?

Eu questiono às vezes como pessoas que querem até fazer graça ao dizer essa besteira. Porque sabe-se sim que, as mulheres são vítimas costumadas de seus agressores, a maioria delas. Enquanto 98% da população feminina pode sofrer ou já sofreu algum tipo de violência, 2% dos homens podem sofrer ou conviver com esse tipo de violência. A mulher é impotente diante da força do homem, das estratégias que o homem usa para agredi-la. Eu não falo nem de agressão física, mas outras que são graves, como a psicológica, a sexual, a patrimonial, que são todas aquelas agressões que estão tipificadas na lei Maria da Penha. E o homem, muitas vezes, sofre violência em situação quando está mais fragilizado, às vezes é uma pessoa idosa que casa com uma pessoa mais jovem, então esse homem pode sofrer um tipo de violência, mas isso não quer dizer que esse homem não seja atendido pelo poder público e pela constituição. Claro, se ele sofre violência doméstica, que é errado tanto o homem quanto a mulher sofrer, este homem pode ir a uma delegacia comum e denunciar a sua companhia o agrediu. Nesse caso, ela vai responder processo. Agora, a lei Maria da Penha tem que ter um componente especializado, por isso existe a delegacia da mulher, o juizado, porque é assim que ela pode funcionar, é assim que a mulher se sente mais confiante em colocar suas intimidades a uma outra mulher.

Como a senhora acha que a lei pode evoluir?

Primeiro de tudo ela deve ser uniformizada em todo país, todos os municípios terem uma atenção especial as mulheres a mulher do seu pequeno município, por menor que ele seja. Existem estratégias que podem ser criadas para a lei Maria Penha se faça presente em todos os pequenos municípios também.

Quais seriam essas estratégias?

Como o centro de referência da mulher é um dos mais importantes que pode atender a lei Maria da Penha, seria necessário que houvesse um entendimento entre os prefeitos dos municípios menores para que cada um deles criasse uma estrutura de atendimento a lei. Isso serviria para que a mulher de um pequeno município tivesse um centro de referência caso ela esteja correndo risco de vida. Se ela precisar mudar para uma casa abrigo, que essa casa seja no município, não no próprio dessa mulher, mas em outro onde existe esse pacto. Então aquele grupo de pequenos municípios podem colocar a necessidade de ser criada num deles o centro de referência da mulher, aliás, em todos. Nos outros, em determinado município se cria a casa abrigo; no outro o juizado e no outro a delegacia da mulher. Com tanto que essas mulheres possam ser enviadas ou para a delegacia ou para a casa abrigo com a estrutura do seu município de morada e os outros também tenham condição de levar essa mulher. Não é preciso criar quatro políticas públicas em um só município pequeno, mas que cada um ajude os demais da sua região.

Em 2015, o tema da redação do Enem foi a violência contra a mulher. Como a senhora avalia essa discussão na sociedade com os mais jovens?

O ideal era que mais e mais jovens discutissem isso, mas infelizmente o Brasil ainda não atendeu ao pedido do Comitê interamericano dos direitos humanos, nesse que faz parte do relatório que finalizou com a criação da lei. Quer dizer, além da OEA ter solicitado a mudança legislativa do país para que os crimes de violência contra a mulher não ficassem na impunidade, ela solicitou duas recomendações: a inclusão do tema nas escolas do nível fundamental, médio e na universidade, isso ainda não aconteceu. Só algumas universidades que colocaram a discussão em seus currículos, infelizmente o único dispositivo que o ministério da educação fez em relação à lei maria da penha foi nessa vez do vestibular.

O que impede uma mulher de sair de uma situação de violência?

São vários os motivos. Às vezes ela não tem independência econômica; às vezes ela não pode dar uma condição de vida aos filhos que o pai, mesmo sendo agressor, tem o poder de dar uma condição de vida melhor aos filhos do casal; às vezes é porque ela ama demais esse homem e não se reconhece vítima de violência, principalmente dos outros tipos de violência, que não seja a física. Muitas vezes, essa mulher diz que “o meu marido nunca me bateu”, isso a faz permanecer no tipo de violência patrimonial, sexual ou psicológica.

Fonte: Migalhas

 

Cabo Campos vai a tribuna faz um drama com acusação a esposa, não fala da agressão e não comove seus pares

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O Cabo Campos, afastado do parlamento desde quando agrediu a sua esposa Maria José Brandão Marques Campos, que teve que ser hospitalizada decorrente da violência com que sofreu diversos golpes do militar reformado. O deputado evangélico não levou para o plenário a sua bíblia, mas estava movido pelo sentimento de acusar a sua vítima, tendo feito acusações de que ela seria agressiva constante da filha do casal Laila Campos, por questão de opção sexual e que sentia uma profunda dor ao ver inúmeras cenas.

                    O deputado chegou a chorar em busca da piedade dos seus pares, mas não conseguiu em decorrência da omissão em falar da agressão praticada. Cabo Campos, chegou a dizer que as sequelas da esposa foram decorrentes de uma queda sofrida por ela, estratégia bastante utilizada por mulheres que são espancadas pelos maridos e temem denunciar. Esses argumentos foram totalmente contra ele, o que chegou a causar indignação entre algumas deputadas presentes ao plenário.

                     Cabo Campos utilizou outro argumento para fazer a sua defesa, dizendo que ama esposa e que quer reunir toda sua família, mas em momento algum conseguiu sensibilizar os seus pares, nem mesmo quando chorou e por pouco quase que soluçava. A verdade é que a sua estratégia foi muito frágil, mesmo querendo criar justificativas para um fato, que realmente foi marcado pela violência voraz.

                        Depois da sessão, a deputada Valéria Macedo, Procuradora da Mulher da Assembleia Legislativa do Estado voltou a confirmar que dará prosseguimento ao pedido de afastamento do deputado Cabo Campos, por 60 dias e está  que agilizando a denúncia contra ele na Comissão de Ética, com embasamento nos registros policiais e judiciais.

                         Feministas farão movimento hoje contra o Cabo Campos

                    Amanhã Dia Internacional da Mulher, grupos de ativistas feministas irão à Assembleia Legislativa do Estado participar de um importante evento em defesa dos direitos e  dignidade da mulher. Elas devem pedir ao parlamento estadual punição severa contra o Cabo Campos, destacando que o Poder Legislativo não pode e nem deve proteger um covarde agressor de companheira. Essas colocações acima, são partes da estratégia de um movimento que estava em plena organização hoje pela manhã no Reviver.

O golpe do STJ em Sepúlveda Pertence

                             aldir

O advogado Sepúlveda Pertence deixou hoje o Superior Tribunal de Justiça (STJ) cabisbaixo e visivelmente abatido. Há quem diga que já está arrependido de ter entrado nessa empreitada inglória.

A negativa da ministra Cármen Lúcia em recebê-lo foi o primeiro baque, coisa que ele jamais imaginou. Ambos sempre tiveram uma excelente relação, mas a ministra se recusa e não admite os tais ‘embargos auriculares’.

E Sepúlveda imaginava que com esse procedimento fosse obter sucesso. Não conseguiu sequer ser recebido em audiência pela presidente da corte.

Sepúlveda confiava no tratamento reverencioso que todos os ministros sempre lhe dispensaram. Esse foi o seu grande erro.

A reverência era para o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, não para o advogado de Lula. E nesta terça-feira (6), a derrota acachapante foi um verdadeiro massacre, jurídico e moral.

Conversou com todos os ministros e perdeu de 5 a 0. O causídico baqueou…

Fonte: Jornal da Cidade Online

Justiça do Trabalho condena Sindicato Portuário do Maranhão e ex-presidente em R$ 8,2 milhões

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De acordo com investigações do MPT-MA, a entidade e o ex-dirigente deixaram de convocar assembleia geral para convenção coletiva de trabalho

 

O Sindicato dos Operadores Portuários do Estado do Maranhão (Sindomar) e o ex-presidente da entidade, Antônio José Jansen Pereira, foram condenados pela justiça trabalhista a pagar, respectivamente, R$ 8 milhões e R$ 200 mil de dano moral coletivo. A ação civil foi ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA).

 

Segundo as investigações, o Sindicato deixou de convocar assembleia geral para celebrar a convenção coletiva de trabalho 2015/2017, o que fere a legislação brasileira (artigo 611 da Consolidação das Leis do trabalho – CLT).

 

De acordo com a procuradora do MPT-MA responsável pelo caso, Virgínia de Azevedo Neves, ao deixar de convocar assembleia geral para autorizar a celebração da convenção coletiva, os réus causaram inúmeros prejuízos aos trabalhadores, impedindo a participação deles na negociação e gerando a suspensão dos efeitos desse dispositivo, como, por exemplo, o reajuste salarial.

 

Na sentença, o juiz titular da 3ª vara do trabalho de São Luís, Manoel Veloso Sobrinho, confirmou a tutela provisória que determinou que o Sindomar e Antônio Jansen Pereira se abstenham de celebrar convenções coletivas sem a convocação de assembleia geral para tal fim, sob pena de pagarem multa no valor de R$ 50 mil pela inobservância de qualquer formalidade, acrescida de R$ 1 mil por trabalhador prejudicado.

 

O juiz também determinou que os R$ 8,2 milhões de dano moral coletivo, a serem pagos pelos dois réus, sejam destinados a projetos e instituições que atuem em defesa dos interesses dos trabalhadores do Maranhão ou ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

 

“É clara a conduta, no mínimo negligente, dos demandados em celebrar convenção coletiva sem que tenha havido convocação da assembleia geral. A categoria dos portuários tem direito a uma negociação coletiva transparente, que respeite todas as formalidades necessárias”, pontuou Veloso.

 

Fonte: Ascom MPT-MA