Vereador Cézar Bombeiro encaminha emendas ao orçamento municipal a ser votado na Câmara

O vereador Cézar Bombeiro encaminhou emendas ao orçamento do município que será votado no legislativo municipal. Ele pediu a inclusão de obras de cobertura de galerias no bairro da Liberdade com orçamento estabelecido de R$ 400 mil; Asfalto no Residencial 500 Anos no bairro do São Cristovão II, no valor de R$ 300 mi; WIFI no Mercado da Liberdade, no valor de R$ 100 mil e R$ 200 mil para a recuperação geral do telhado e pintura no Colégio Mario Andeazza, no bairro da Liberdade.

Cézar Bombeiro diz que as emendas apresentadas se destinam a serviços emergenciais e que já poderiam ter sido feitos pelo poder público. A cobertura das galerias será de fundamental importância e prevenção a doenças, haja vista que atualmente elas se tornam autênticos criadouros de aedes egypti, proporcionando a que as famílias vivam doentes todos os dias do ano. Quanto ao colégio Mario Andreazza, funciona em um prédio que faz parte da memória e onde foi a administração do antigo Matadouro. Quanto ao asfaltamento para o Residencial 500 Anos é uma aspiração popular das famílias que moram no local e finalmente o WIFI no Mercado da Liberdade é de grande importância para os feirantes e para milhares de pessoas que fazem compras todos os dias no local, que inclusive é uma importante atração para os bairros da Camboa, Fé em Deus, Monte Castelo, Vila Passos e do centro da capital, afirmou Cézar Bombeiro.

 

Homologação de acordos de colaboração na Lava Jato no STF mais de R$ 780 milhões foram recuperados

Até agora são 300 inquéritos instaurados na Corte, dos quais 18 foram arquivados, 13 declinados a outras instâncias e 65 redistribuídos a outros ministros.

Os acordos de colaboração premiada homologados pelo STF no âmbito da operação Lava Jato resultaram no pagamento de multas no valor total de R$ 782.219.865,00. A informação consta de balanço divulgado nesta segunda-feira, 10, pelo ministro Edson Fachin, relator da operação no STF.

No total, foram homologadas 110 colaborações premiadas desde 2016. O relator original da operação, saudoso ministro Teori Zavascki, homologou 21 acordos, com multas fixadas R$ 77,3 milhões. Seu sucessor, o ministro Edson Fachin, foi responsável pela homologação de 12 acordos, com multas no valor de R$ 171,9 milhões. Os 77 acordos celebrados por executivos do Grupo Odebrecht, homologados pela ministra Cármen Lúcia, na qualidade de presidente do Tribunal, antes de ser sorteado o novo relator da operação, resultaram na arrecadação de R$ 532,9 milhões.

Inquéritos

Desde seu início, a operação Lava Jato teve 300 inquéritos instaurados no STF, dos quais 18 foram arquivados, 13 foram declinados a outras instâncias e 65 processos foram redistribuídos a outros ministros, por não ter sido reconhecida a prevenção com o processo de origem. Entre os inquéritos com denúncia oferecida, 13 tiveram as denúncias examinadas, com 8 recebidas e convertidas em ações penais. Os outros 11 inquéritos estão em fase de processamento.

Ações penais

Até o momento, foram instauradas 8 ações penais, das quais 2 foram julgadas, uma resultando em condenação e outra em absolvição. Nas ações em tramitação, duas estão em diligências complementares (com instrução penal encerrada), duas conclusas ao revisor, uma em instrução criminal e outra em fase de citação do réu.

Petições

Dos procedimentos sem definição de classe, ainda estão em andamento 345 petições (PETs). Esses procedimentos referem-se a feitos como colaborações premiadas, pedidos de abertura de inquéritos, compartilhamento de provas, restituições de objetos apreendidos entre outros pedidos. No total, foram 5894 petições e expedientes protocolados pelo Ministério Público, pelas defesas dos investigados e por outros órgãos com interesse ou atuação nos processos.

Ações Cautelares

Atualmente há 133 ações cautelares referentes à Lava Jato em andamento no STF. Por meio dessas ações são analisados pedidos como prisões temporárias e preventivas, buscas e apreensões, interceptações telefônicas, quebras de sigilos bancários e telefônicos e quebras de sigilos de dados.

Fonte: Migalhas

 

Homem abre fogo na catedral de Campinas e mata quatro pessoas fere outras e se suicida

Reprodução/EPTV

Um homem abriu fogo na Catedral Metropolitana, em Campinas (SP), e deixou ao menos cinco pessoas mortas e três feridas no início tarde desta terça-feira (11). O suspeito de realizar o tiroteio dentro da igreja teria cometido suicídio em frente ao altar logo após o ocorrido, segundo a Polícia Militar. De acordo com a prefeitura de Campinas, um homem de cerca de 30 anos de idade entrou na Catedral atirando por volta de 13h — havia uma missa ocorrendo no local desde 12h15.

O Corpo de Bombeiros e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram enviadas ao local por volta das 13h20 após a polícia receber um chamado. Segundo os bombeiros, foram apreendidos uma pistola e um revólver calibre 38. Além das quatro pessoas mortas, outras quatro ficaram feridas. Duas foram encaminhadas ao Hospital Municipal Mário Gatti, uma seguiu para o Hospital de Clínicas da Unicamp e outra foi para hospital Beneficência Portuguesa.

“No fim da missa uma pessoa entrou atirando e fez algumas vítimas. Ninguém pôde fazer nada, ajudar de forma nenhuma”, relatou o padre Amauri Thomazzi, que rezava a missa de 12h15 no momento em que o atirador entrou no local.

Em postagem nas redes sociais, o pároco aparece com voz trêmula e emocionada, relatando como foi o incidente visto de dentro da igreja. “Foram mais de 20 tiros aqui dentro e depois ele se matou”, conta. O padre finaliza o vídeo pedindo orações às vítimas e às famílias: “Está tudo bem, mas ainda estamos muito abalados com o que aconteceu”.

As vítimas ainda não foram identificadas e a polícia investiga qual teria sido a motivação do crime. O entorno da Catedral, localizada no centro da cidade, foi isolado pela polícia e câmeras de monitoramento da Central Integrada de Monitoramento de Campinas (Cincamp) serão utilizadas para rever imagens gravadas na área.

 (Com informações do portal G1 e da rádio BandNews FM)

 

Novo governo poderá mudar aposentadoria de policiais e professores

A aposentadoria especial pode ter suas regras alteradas no próximo governo; entenda por que e saiba o que pode mudar a partir do ano que vem.  A equipe econômica de Jair Bolsonaro estaria estudando mudanças nas aposentadorias especiais. Esse tipo de benefício é pago a profissionais de categorias como professores e policiais e, como o nome sugere, possui condições especiais.

O problema é que em alguns municípios esse tipo de aposentadoria já consome grande parte do orçamento, e a expectativa é de que esse rombo seja ainda maior nos próximos anos, se não houver nenhuma mudança. Dados do Tesouro apontam que em Minas Gerais e Rio Grande do Sul, os profissionais com aposentadorias especiais correspondem a 80% do total.

Aposentadoria especial

De acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS, a aposentadoria especial é concedida “ao cidadão que trabalha exposto a agentes nocivos à saúde, como calor ou ruído, de forma contínua e ininterrupta, em níveis de exposição acima dos limites estabelecidos em legislação própria”. Nesses casos, o tempo total de contribuição pode ser de 25, 20 ou 15 anos, dependendo dos agentes nocivos a que fica exposto o profissional.

O que pode ser feito?

A ideia da equipe do próximo governo é alterar os artigos da Constituição que tratam das regras para os servidores, incluindo, por meio de leis, itens como idade mínima para aposentadoria e a regra de cálculo. Outra mudança que pode acontecer é a volta da competência das aposentadorias de policiais e bombeiros para a esfera federal, e não estadual, como se encontra atualmente.

Em entrevista ao jornal O Globo, Rogério Nagamine, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), explica que o problema das aposentadorias especiais no país é que elas não são excessão. Com o aumento da expectativa de vida e a falta de mudanças nas regras desse tipo de aposentadoria, as cidades e estados acabam ficando sobrecarregados, com o orçamento mais apertado em duas áreas extremamente importantes: educação e segurança.

Fonte: Yahoo Noticias

Bolsonaro é diplomado Presidente da República pela Justiça Eleitoral

Presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), discursa após ser diplomado no TSE Imagem:

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) realizou nesta segunda-feira (10) a cerimônia de diplomação do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e seu vice, o general Hamilton Mourão (PRTB). No evento, foram entregues os diplomas, documentos assinados pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber, atestando o resultado das eleições. O ato permite que os eleitos tomem posse no cargo. A posse está programada para o dia 1º de janeiro, em cerimônia no Congresso Nacional.

Durante a execução do Hino Nacional, Bolsonaro não cantou, mas se emocionou. Ele enxugou as lágrimas ao receber de Rosa o diploma confirmando sua eleição.

Além da ministra Rosa Weber, estiveram presentes na cerimônia os outros membros do TSE, o ministro Luiz Fux, como representante do STF (Supremo Tribunal Federal), Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos Deputados, Eunício Oliveira (MDB), presidente do Senado, Claudio Lamachia, presidente da OAB, e Raquel Dodge, procuradora-geral da República. A entrada do presidente eleito e de Mourão desfez o clima protocolar no plenário do TSE, com aplausos efusivos e alguns gritos de “mito” da plateia. Dezenas de convidados filmaram a cena com seus celulares.

A dupla foi a última a entrar no espaço, que fica no subsolo da sede do tribunal, em Brasília. A futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro, a filha do casal, Laura, e três filhos do presidente eleito —o senador eleito Flávio (PSL-RJ), o deputado federal Eduardo (PSL-SP) e o vereador Carlos (PSC-RJ— se sentaram na primeira fileira do plenário. Durante a cerimônia, Michelle usou um smartphone para gravar o marido.

Em seu discurso, Bolsonaro agradeceu o apoio da família e de aliados, disse que a eleição marcou o início de um “novo tempo” e firmou um compromisso “de amor à pátria e compromisso de um presente de paz e futuro mais próspero”. Em seguida, Rosa Weber também fez um pronunciamento em que referendou a soberania do voto popular que elegeu Bolsonaro e Mourão. A ministra, no entanto, gastou grande parte do tempo de seu discurso para fazer uma defesa da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que nesta segunda celebra 70 anos. Durante a fala da presidente do TSE, Bolsonaro manteve a fisionomia séria e tapou a boca com a mão para falar no ouvido de Mourão, sentado ao seu lado direito.

Família, Deus e “confiança” de opositores

Jair Bolsonaro agradeceu a Justiça Eleitoral por ter realizado, em outubro, eleições “livres e justas”. O presidente também fez menções a sua família, a Deus e a seus eleitores.

                  Quero agradecer a Deus por estar vivo, e também agradecer a Deus por essa missão à frente do Executivo. Tenho certeza que, ao lado dele, venceremos os obstáculos
Presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL)

Bolsonaro também pediu a “confiança” daqueles que não votaram nele e afirmou que irá governar “em benefício de todos, sem distinção de origem social, raça, cor, sexo ou religião”. O presidente eleito ainda repetiu bandeiras de sua época de campanha: “Não mais à corrupção, não mais à violência, não mais às mentiras, não mais à manipulação ideológica”, disse, afirmando que seu “dever” é transformar “anseios históricos” da população brasileira, como segurança pública, combate ao crime e respeito ao mérito, em realidade.

“Vivenciamos um novo tempo. As eleições revelaram uma realidade distinta das práticas do passado. O poder popular não precisa mais de intermediação”, afirmou, mencionando que as novas tecnologias permitiram uma relação “direta” entre o eleitor e seus representantes. A campanha de Bolsonaro foi feita majoritariamente através das redes sociais.

O presidente eleito encerrou seu discurso dizendo que, em sua gestão, “vamos resgatar o orgulho de ser brasileiro” e também pelas cores da bandeira e do hino nacional. “O Brasil deve estar acima de tudo. Que Deus abençoe nosso país e os brasileiros.”

Fonte: UOL Noticias

 

O Brasil tem 4.536 áreas de conflitos agrários: O Maranhão e Pará concentram o maior número das quilombolas

Neste momento, em 4.536 pontos do território brasileiro, conflitos humanitários e choques ambientais podem estar ocorrendo sem que ninguém, a não ser os atingidos, tenha conhecimento. Nesses locais, indígenas, quilombolas, trabalhadores rurais e áreas verdes protegidas são vizinhos de atividades legalizadas de mineração.

São 245 áreas indígenas (40% do total), 183 comunidades remanescentes de quilombolas (46%), 1.079 unidades de conservação (61%) e 3.029 assentamentos (43%) classificados como locais de possível conflito socioambiental pela reportagem.

O mapeamento inédito das áreas de risco de conflito partiu de dados coletados na ANM (Agência Nacional de Mineração) que apontam existência de 30.554 empreendimentos extrativistas legalizados no Brasil. Após localizar cada um deles no mapa, a reportagem cruzou essas informações com dados oficiais sobre terras indígenas, comunidades quilombolas, assentamentos rurais e áreas verdes protegidas.

No Brasil, há 30.554 empreendimentos minerários legalizados e ativos.A prefeitura de Santa Sé Em todos esses casos, a distância entre eles e as atividades de mineração é igual ou inferior a dez quilômetros. Como indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais utilizam a terra de formas diferentes do extrativismo minerário os dois interesses dividem o mesmo território, e por isso, pode abrigar conflitos ditos socioambientais.

Hoje, segundo o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), alguns desses locais contam com conflito ocorrendo, como em Ourilândia do Norte, ou na estrada Transgarimpeira, ambos no Pará.

“Os nomes já denotam o interesse no local. Existe essa pressão [ali]. A gente tem trabalhado para desativar esses garimpos, mas precisamos realmente que a sociedade tenha a visão disso”, diz Roberto Cabral Borges, coordenador de Operações e Fiscalização do Ibama do instituto. Para é preciso ter claro que “a proximidade não necessariamente significa um conflito”. “Caso tenha um licenciamento para exploração mineral, pode até acontecer. O problema é quando isso ocorre sem o licenciamento, ainda mais em áreas de conservação ou em áreas indígenas, que é onde atuamos fortemente na fiscalização”, completa Borges. Ele diz que a ação do garimpo ilegal preocupa o Ibama.

Nordeste concentra maior número de locais de risco

Com 1.730 casos, o Nordeste concentra 38% dos conflitos socioambientais latentes mapeados pelo estudo. É o dobro do registrado no Norte (886) e no Sudeste (876) e mais que o triplo do identificado nos estados do Sul (544) e do Centro-oeste (500). Isso acontece porque o Nordeste tem 1.412 assentamentos próximos à áreas de mineração – quase metade dos 3.029 casos relacionados a trabalhadores rurais em todo o país.

Também está no Nordeste a maior quantidade de comunidades quilombolas vizinhas ao extrativismo mineral. São 74, quatro vezes mais que no Sul, com apenas 20. Os estados do Sudeste lideram em unidades de conservação ameaçadas. Lá estão 498 das 1.079 registradas – 46% do total. Com 72 casos, a maior parte dos conflitos latentes relacionados a indígenas está no Norte. “Somos a fronteira que existe entre a riqueza e os interesses. Se a riqueza mineral e da biodiversidade existem é porque preservamos elas nas comunidades, pelo jeito e pela forma de lidar com os recursos naturais”, afirma Denildo Rodrigues, da Conaq (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas).

Rodrigues afirma  que é no Pará e no Maranhão que as comunidades quilombolas mais enfrentam problemas com mineradoras, o que coincide com os dados obtidos pelo mapeamento dos conflitos socioambientais. Com 31 conflitos latentes indicados, o Pará lidera o ranking nacional. O Maranhão, com 20, está em terceiro lugar.

“Tem também a região do Vale da Ribeira, em São Paulo, que o futuro presidente [Jair Bolsonaro, do PSL] disse que vai abrir para a exploração [mineral]. Ali tem uma das maiores reservas de Mata Atlântica do país. Tem riqueza de biodiversidade e mineral, que é do interesse [do extrativismo]. Nossas comunidades quilombolas estão nessa área, com potencial mineral grande”, alerta o coordenador quilombola.

Considerados separadamente, Amazonas e Mato Grosso empatam em número de áreas indígenas vizinhas da mineração, com 25 cada um. O Pará tem 31 comunidades quilombolas nessa situação – número maior que todos os casos verificados nas regiões Sul e Centro-oeste. E 291 assentamentos, outro recorde. Quando o assunto são as unidades de conservação, é o Rio de Janeiro que desponta. São 163 conflitos ambientais latentes no estado.

Projeto mapeou áreas “latentes”

O mapeamento é resultado do projeto jornalístico Latentes, idealizado pela agência de jornalismo Livre.jor, realizado com o apoio do Fundo Brasil de Direitos Humanos e publicado pelo UOL. Fundação Ford, Fundação Open Society e a Climate Land and Use Alliance financiaram a iniciativa. Os dados utilizados, a forma como foram analisados e os resultados estão abertos a partir desta segunda, data em que é celebrado o Dia Internacional dos Direitos Humanos, para consulta na internet.

O conceito de conflitos latentes foi criado com o propósito de identificar esses locais nos quais a proximidade com o extrativismo mineral existe, mas passa despercebida. Diz-se que são “latentes” em decorrência da pouca informação disponível a respeito dos conflitos que, pela divergência de interesses, podem estar ocorrendo nesses lugares. Eles serão considerados latentes até serem analisados. Por isso a relação nominal, além do mapa com os dados georreferenciados, foi tornada pública. O projeto conta com o envolvimento da sociedade para verificar quantos destes 4.536 pontos apresentam possíveis choques ambientais e conflitos humanitários. Após o mapeamento, o projeto Latentes buscará fontes locais e na imprensa para averiguar a situação dessas populações. O objetivo é concluir o levantamento em 2019.

A Agência Nacional de Mineração disponibiliza dados à população, mas de uma forma que privilegia só quem conhece as entranhas do extrativismo. O Cadastro Mineiro, que é a principal fonte de informação sobre o setor, por exemplo, exibe na internet 849 mil registros diferentes. Destes, 190 mil referem-se a processos ativos – mas só os 30 mil resultados exibidos no Projeto Latentes correspondem às extrações de fato autorizadas e em operação. Também é deficiente o Sistema de Informações Geográficas de Mineração, criado para permitir a visualização no mapa do Brasil dos dados armazenados no Cadastro Mineiro.

As informações utilizadas pelo Projeto Latentes  foram obtidas em bases de dados públicas da Agência Nacional de Mineração, do Ministério do Meio Ambiente (MMA), da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e da Reforma Agrária (Incra). A compilação foi analisada pela consultoria Pixsat Geotecnologias.

Fonte: UOL Noticias

Deputado Cabo Campos foi derrotado nas eleições e levou os seus defensores Rogério Cafeteira e Graça Paz

Assembleia Legislativa do Estado através do corporativismo e a omissão das mulheres deputadas, que não tiveram a devida e necessária solidariedade com uma mulher vítima de violência praticada por um colega de parlamento, receberam a resposta nas urnas e pelo menos quatro delas não passaram no crivo popular e foram reprovadas.

O deputado Cabo Campos de maneira covarde e truculenta agrediu a sua esposa Maria José Brandão Nogueira Campos, que devido a violência da pancadaria recebida teve que ser internada em uma casa de saúde. Ela denunciou o covarde deputado e todas as providências foram adotadas pelas autoridades policiais, pelo Ministério Público e o Judiciário. O Cabo Campos escapou de ser preso em razão da imunidade parlamentar, mas como não foi reeleito, a partir de fevereiro de 2019 estará a disposição das autoridades para responder pelo crime praticado.

 

As denúncias encaminhadas a Assembleia Legislativa com detalhes da agressão e inclusive com a comprovação de laudo do Instituto Médico Legal da Secretaria de Segurança Pública, mereceu  denuncia, que foi encaminhada a mesa diretora , que tratou de encaminhar o problema para a Comissão de Ética, presidida pelo deputado Rogério Cafeteira. Este por sua vez  criou uma subcomissão  presidida pela deputada Graça Paz, que nunca se manifestou na denuncia  até o presente momento, mas que poderá fazer a partir de agora, quando a legislatura chega ao seu final e o acusado não foi reeleito.

O interessante dentro do contexto é que o deputado Rogério Cafeteira, presidente da Comissão de Ética e a deputada Graça Paz, que tinha a responsabilidade de denunciar o Cabo Campos, acabaram sendo reprovados nas urnas e há quem afirme que seria decorrente do protecionismo corporativista ao colega.

Por outro lado, o Cabo Campos não esconde de que luta para ser indicado pelo governador Flavio Dino para a Secretaria de Igualdade Racial, e assim permanecer na impunidade. Caso tenha fundamento, a indicação de um agressor covarde para uma pasta da maior importância será bem contraditório e uma guerra declarada do governo as instituições que lutam em defesa dos direitos e da dignidade das mulheres e aos movimentos sociais de defesa das mulheres

O jogo promiscuo de Renan Calheiros pela presidência do Senado

Caso Renan Calheiros consiga êxito na eleição para a presidência do Senado Federal, teremos tido uma amostragem do que nos reserva a próxima legislatura da casa, que já terá se revelado tão ruim e promíscua quanto a atual.

Para a oposição, Renan garante independência em relação a Jair Bolsonaro. Para os novos senadores, o devasso alagoano estaria efetuando uma distribuição dos cargos comissionados da presidência e dos diversos órgãos que compõem a estrutura do Senado Federal, como Corregedoria, Conselho de Ética, Procuradoria Parlamentar, Procuradoria da Mulher, Representação no Mercosul, Ouvidoria e Conselho de Estudos Políticos.

Como se não bastasse, também para os novatos, Renan estaria acenando até mesmo com a possibilidade de melhores gabinetes, maiores e mais bem equipados.

É o vale tudo eleitoral.

E para Renan, totalmente sem escrúpulos, vale tudo mesmo.

Fonte: Revista Crusoé

Denúncias de assédios pelo médium João de Deus geram medo em cidade do interior Goiás

– Silêncio. A palavra, repetida como orientação em quadros e cartazes pendurados por todos os lados da Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia (GO), retrata parte do cenário na cidade de menos de 15 mil habitantes desde que denúncias de abuso sexual envolvendo um dos médiuns mais famosos do país vieram à tona. Nas ruas, poucos moradores do município que gira em torno das atividades de João de Deus, nome pelo qual é conhecido o médium João Teixeira de Faria, aceitam falar abertamente sobre o tema. Atribuem a decisão ao temor de represálias e ao silêncio também de João, que fundou o hospital espiritual no município em 1976.

Desde sábado, mais de dez mulheres acusam o médium de tê-las abusado sexualmente durante atendimentos espirituais dentro do escritório que ele mantém na Casa Dom Inácio, local que recebe mais de mil pessoas por dia entre quartas e sextas-feiras. As denúncias mudaram a rotina na cidade. No início da manhã deste domingo (9),  o clima entre turistas e moradores era de incerteza.

Enquanto a Casa tentava seguir as atividades programadas, brasileiros e estrangeiros que viajaram ao local em busca de tratamento espiritual se dividiam entre a defesa do médium e preocupação diante dos relatos. “Até então, tudo estava indo bem. Mas quando vimos as notícias na TV, ficamos pensando: e se ele for um charlatão?”, diz Demir Ali Selen, 28, que veio da Turquia junto com os tios em busca de tratamento para o sobrinho, de três anos, diagnosticado com câncer no cérebro. “É difícil ouvir sobre isso sabendo que levamos mais de 24h só para chegar até aqui.” Apesar da incerteza, a mãe do menino, a dona de casa Sibel Ozture, 42, diz que não planeja desistir por enquanto do “tratamento” espiritual recomendado ao garoto para ser administrado junto com o tratamento médico.

Desde julho, quando a família fez a primeira visita ao local, o menino já passou por uma espécie de “cirurgia invisível”, feita com orações, e toma comprimidos de passiflora adquiridos na farmácia no local. “O que temos visto é muito diferente do que ouvimos nos últimos dias”, afirma. “As pessoas dizem isso, mas todas as vezes em que passamos por ele, notamos que ele nunca faz contato com o olhar. Como isso pode ter acontecido?”

Para Andrea Tagliarini, 55, que coordena viagens da Argentina a Abadiânia há sete anos, a situação representa uma espécie de “provação” –não ao médium, mas ao município cuja rotina e economia em boa parte giram em torno da fé. Nos dias de atendimento de João de Deus, por exemplo, pessoas que chegam à Casa em busca de cura fazem filas que se estendem ao longo da Casa. O médium pode conversar com o visitante ou ficar calado. Em alguns casos, ele entrega um rabisco em um papel,  em que indica a necessidade de terapia a base de passiflora.  Em outros, indica cirurgias que podem ser visíveis ou invisíveis.

Em todos os momentos, João diz ser guiado por “entidades” que incorpora -entre elas, está Santo Inácio de Loyola, que tem uma estátua dedicada a ele no centro da Casa. Desde que apareceu na TV em programas como o da apresentadora americana Oprah, o local tem sido alvo de peregrinações de turistas de todos os lados.

“Visitantes me mandaram mensagens preocupados”, afirma Andrea, que mudou há um ano para a cidade goiana para trabalhar como guia e tradutora para turistas, dentro da Casa Dom Inácio. “Encaro isso como uma provação não para o João, mas para nós vermos se nossa fé é verdadeira ou não. Meu afeto por ele está mais firme do que antes”, defende.

Entre membros de hotéis e pousadas, a avaliação é que o impacto das denúncias deve ser visto com maior clareza na quarta-feira, próxima data marcada para atendimentos do médium na casa. Uma funcionária de uma pousada próxima ao local, no entanto, relata à Folha que ao menos três pessoas que planejavam chegar na terça-feira já avisaram: podem desistir da reserva. “Disseram que esperam um depoimento dele para decidir o que fazer”, afirma ela, que pede para não ser identificada.

Pela manhã, a reportagem contou ao menos 70 pessoas, a maioria estrangeiros, que se reuniam em uma das salas da Casa para fazer orações (intercaladas em alemão, inglês e português) e cantar como “Let it be”, “Amazing grace” e “What a wonderful world”.

Enquanto esperava na saída, a vendedora de toalhas de mesa Marlene Soares, 40, diz ter estranhado o movimento um pouco menor do que o costume neste domingo. Em geral, diz, a maioria dos brasileiros chega na terça-feira, enquanto estrangeiros costumam estender a estadia por mais de uma semana. “Sempre vendo alguma peça. Mas hoje ainda não vendi nenhuma”, relata.

Abordados pela reportagem, parte das pessoas que frequentavam o local diziam não saber das denúncias de abuso ou ter ouvido apenas “rumores”. Alguns, assustados, evitaram comentar o caso. “Se for verdade, não quero ter meu nome envolvido nisso”, disse uma turista. Outros saíram em defesa do médium. Voluntário na casa há 19 anos e dono de uma pousada na cidade, Norberto Kirst, 75, afirma que João é um homem comum, mas com uma “missão espiritual”.

“O que está sendo falado é sobre o homem João. Jesus já disse: quem puder que atire a primeira pedra. Mas hoje vemos que são jogadas pedras em cima de todo mundo”, diz. “A verdade é mesmo como estão falando? Ou é mentira ou recalque? João já respondeu a processos. Se tudo que já foi dito é verdade, ele não teria sido absolvido”, completa.

“A verdade é só Deus quem sabe”, disse uma canadense de 38 anos à Folha. “Mas a minha experiência foi positiva. Estou rezando para que ocorra o melhor para todos”, afirma ela, que pede para não ter seu nome revelado. Para Guy Ribbens, 57, que veio da Bélgica há uma semana em busca de tentar fortalecer sua “espiritualidade”, “o futuro vai mostrar quem está certo”. “O que você faz de bom ou mal, é você quem vai pagar por isso”, diz.

Fonte: Folhapress

 

Cubanas do programa Mais Médicos pedem ajuda à OAB para conseguir refúgio no Brasil

Profissionais que não atenderam a convocação de Cuba para retornar ao País são consideradas desertoras

Médicos Cubanos foram chamados de volta à Ilha, após rompimento de acordo com o Brasil

Quatro médicas que atendiam a população de Nova Odessa (SP) pelo programa Mais Médicos protocolaram na última quinta-feira pedidos de refúgio no Brasil. As profissionais não cumpriram a convocação de Cuba para retornar à ilha e, lá, são consideradas desertoras. Segundo o presidente da subsecção local da Ordem dos Advogados do Brasil, sem apoio das prefeituras onde trabalharam, essas médicas estão  batendo às portas da OAB para pedir ajuda. “Algumas cidades fizeram jantares de despedida para os cubanos, disseram que iam apoiar, mas viraram as costas para aqueles que ficaram aqui. Mesmo os que constituíram família não podem exercer a profissão porque não estão sendo readmitidos no programa Mais Médicos e não têm sequer Carteira de Trabalho para tentar outro ofício”, disse Alessandre Pimentel.

Das oito cubanas que atendiam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Nova Odessa, cinco decidiram ficar no País, mas só uma se casou e regularizou a situação de permanência. Para não serem consideradas clandestinas, a OAB encaminhou os pedidos de refúgio das outras quatro à Polícia Federal, em Piracicaba (SP). “Se forem para Cuba, vão sofrer retaliações. Há orientação do governo cubano de que o médico chamado de volta que não atende à convocação ficará oito anos proibido de entrar em Cuba. As autoridades cubanas consideram-nos desertores.”

A cubana Liseti Aguilera, uma das solicitantes, disse que quer revalidar o diploma de médica obtido em Cuba e trabalhar em atenção básica no País. “Vim com a maior boa vontade e encontrei um povo amigo. Quero muito ficar, mas preciso de trabalho até poder fazer a prova.” Suleidys Gonzales, outra cubana, disse que não vai voltar à ilha pela ligação com os pacientes que atendeu em Nova Odessa. “Somos quase como família.”

Em nota, a prefeitura de Nova Odessa informa ter providenciado transporte e acompanhado as cinco médicas que foram requerer a Carteira de Trabalho anteontem. O prefeito Benjamin Vieira (PSDB), diz o texto, entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores para discutir o caso.

Pelo Estado. Em outras cidades, cubanos que se casaram e decidiram ficar no País também enfrentam problemas. “Estamos sendo discriminados, pois saiu edital (para suprir o quadro do programa Mais Médicos) para os que já têm o CRM (registro no Conselho Regional de Medicina) e outro para formados no exterior. Estão dando prioridade para brasileiros que se formaram no exterior e excluindo a nós, cubanos, que já estávamos trabalhando há três anos, sem reclamação de ninguém”, disse a cubana Lissete Quiñonez, de São Miguel Arcanjo (SP).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.