Autorizada pelo STF para usar mensagens hackeadas em processo contra Sergio Moro, defesa de Lula recusa

Como os procuradores da “Lava Jato” já haviam previsto uma “farsa” em torno do compartilhamento das mensagens roubadas dos celulares de integrantes da operação.

Por 4 votos contra 1, a Segunda Turma do STF confirmou a decisão do ministro Ricardo Lewandowski e concedeu ao petista acesso às mensagens. Mas, misteriosamente, os advogados dele resolveram substituir as mensagens conseguidas com o auxílio de um hacker para afirmar que a suspeição do ex-juiz federal e ex-ministro da justiça, Sérgio Moro, é comprovada por fatos importantes como a interceptação telefônica do escritório de advocacia que defende o ex-presidente, em 2016.

Além da interceptação, a defesa alega que Moro quebrou o sigilo de um trecho da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, seis dias antes do primeiro turno das eleições de 2018, creditando ao fato uma suposta decisão para integrar o Governo Bolsonaro. O ministro Gilmar Mendes sinalizou que deve pautar o caso no primeiro semestre deste ano.

A grande interrogação que fica, é que as mensagens foram conseguidas de maneira desonesta e não teriam as informações necessárias que poderiam proporcionar uma mudança radical no processo e como seria validar possíveis provas conseguidas de forma ilícita.

Jornal da Cidade Online

 

“Quase R$ 100 milhões sumiram dos cofres públicos” com o Consórcio do Nordeste

O Jornal Manhã de Notícias de quarta-feira (10) recebeu o médico Cézar Leite, que foi o único candidato da direita conservadora a disputar a prefeitura de Salvador, para falar sobre os desafios da política na região, dominada pela família ACM.

“No que diz respeito a finanças e organização, ACM Neto melhorou bastante a cidade. O que nós discutimos é em relação ao aumento exagerado dos impostos, a necessidade de redução do establishment, muitos cargos comissionados na prefeitura, muitos cargos combinados com partidos, é uma política antiga que a gente já conhece”, ressaltou Leite.

Já em relação à gestão do governador do estado, Rui Costa, do PT, Leite fez duras críticas.

“É terrível, a pior educação do Brasil, pior saúde do Brasil. Aqui o governador, que era presidente do Consórcio Nordeste, fez a compra de quase 300 respiradores, não vimos os respiradores chegarem na pandemia, o que é muito grave, e foram quase R$ 100 milhões que sumiram dos cofres públicos.

A negociação foi feita pelo WhatsApp e o dinheiro foi liberado em 48 horas”, afirmou Leite. Outros governadores que estão envolvidos no negócio escuso, ainda procuram meios para tentar justificar o dinheiro desviado. Já era tempo da Polícia Federal chegar ao Covidão do Consórcio do Nordeste

 Jornal da Cidade Online

 

Um livro contra as fake news

                                                                                                                                                                   Carlos Nina*

               Em 2020, pela Editora JusPodium (Salvador,BA), o juiz estadual do Maranhão, Paulo  Roberto Brasil Teles de Menezes, publicou um livro que, como informa no Prefácio Francisco Balaguer Callejón (Catedrádico de Direito Constitucional da Universidade de Granada), “é uma versão desenvolvida e ampliada da dissertação de mestrado” apresentada por Menezes perante a banca presidida por Callejón e que “obteve o conceito máximo por decisão unânime da comissão examinadora”, no Curso de Mestrado Oficial em Direitos Fundamentais em Perspectiva Nacional, Supranacional e Global, da Universidade de Granada

O título do livro manteve o da dissertação: Fake News: modernidade, metodologia e regulação.

A abordagem do Autor tem um referencial eminentemente constitucional. Sua preocupação: a democracia. Nem por isso deixa de analisar o fenômeno em si, fazendo-o notadamente no segundo capítulo de seu livro, quando responde às questões sobre o que são, como são, modalidades, formas e finalidades.

No capítulo seguinte sua análise volta-se para o conflito fake news e liberdade de expressão. Entra, então, na polêmica que o mundo vivencia, desdobrando esse embate abordando a liberdade de informar e ser informado, a liberdade e a vigilância da internet, censura pública, estatal e privada, regulação e intervenção do Estado no espaço cibernético, a importância das instituições e da sociedade civil.

Paulo Brasil Menezes enfrentou com inequívoca segurança um tema difícil, infinito (teórica e matematicamente mesmo), apresentando um resultado relevante não só para quem quer estudar ou conhecer o que são e avaliar as consequências das fake news, mas para quem quer conhecer a realidade em que vivemos hoje, ao que estão sujeitas as pessoas de bem, que passam pela vida sem saber que estão sendo manipuladas, usadas, vigiadas.

É inevitável ler esse livro de PBM (ele lançou outro, Diálogos Judiciais entre Cortes Constitucionais, pela Lumen Juris, Rio, 2020), sem trazer à mente, ao longo de toda a leitura, as câmeras do Grande Irmão com as quais George Orwell prenunciaria, com um livro escrito antes de 1949, ano de sua publicação, o célebre Nineteen Eighty-Four, publicado no Brasil sob o título 1984.

Nesse livro, Goerge Orvell (fake news de seu nome verdadeiro, Eric Arthur Blair) trata também sobre a liberdade e a vigilância estatal, que acabou se consolidando, tanto que já não se discute se estamos ou não sendo espionados, mas quem está fazendo isso e quanto invasiva tem sido essa vigilância, pois é ampla, total e descontrolada.

Apesar do alerta de Orwell, há 70 anos, e até de Bill Gattes, Nathan Myhrvold e Peter Rinearson,  em The Road Ahead, publicado nos Estados Unidos em 1995 (traduzido no Brasil para A Estrada do Futuro), só em 23 de abril de 2014 o Brasil teve sua lei (12.965) tratando de um marco civil da internet. Norma essa alterada pela  Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018, que dispunha sobre a proteção de dados pessoais e foi alterada pela Lei 13.853, de 8 de julho de 2019, tratando sobre a proteção de dados pessoais e a criação de uma Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Há pendente, no Congresso Nacional, o Projeto de Lei 2630/2020, de autoria do Senador Alessandro Vieira, que institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. Antes de encerrar seu livro, Paulo Menezes analisa esse PL, que é um dentre dezenas de outros que tratam das notícias fraudulentas. E o faz com a inteligência, o bom senso e o equilíbrio com que desenvolveu sua dissertação.

As fake news, porém, como as entendo, ganharam apenas um novo nome, sofisticado como gostam os intelectuais, contra os quais Orwell se insurge no seu terceiro romance (1984 foi o sexto e último), publicado no Brasil sob o título Mantenha o sistema (São Paulo, Hemus), conclamando para um lugar “lá embaixo”, onde “você não tinha contato nem com o dinheiro, nem com a cultura. Nenhum cliente, do tipo intelectual, para quem você tivesse de bancar o intelectual.”

            Paulo Menezes sabe disso: “A disseminação de fake news, por certo, não é uma atividade exclusiva dos tempos modernos, tampouco é privilégio da sociedade contemporânea. (…) As fake news já despontam de ‘outros carnavais’”, (…) já vem ocorrendo desde os tempos das civilizações antigas …”, afirma (p.49). O privilégio do ineditismo pertence à serpente, que enganou Eva, no Paraíso.

A própria Constituição tem suas fake news. Tanto que o presidente José Sarney sentenciou que aquela Carta tornaria o Brasil ingovernável.

As FN, portanto, não foram criadas pela web. Nela apenas ganharam mais velocidade e puderam ser utilizadas de forma mais eficaz, para a desinformação.

É contra isso a bela dissertação de Paulo Brasil Menezes. É contra a propaganda do Big Brother que a mídia poderosa propaga, para desinformar a população, instigar o ódio, deteriorar os valores da decência e da moralidade, da honestidade e da responsabilidade, proclamando como o Grande Irmão: Guerra é Paz. Liberdade é Escravidão. Ignorância é Força.

Sua esperança, com certeza, está nos versos de Mary Ann Pietzker publicados em 1872 e com os quais o Autor abre seu livro, citando-a na sua Introdução (p. 39) e nas Considerações Finais (p. 287), acreditando que as pessoas, antes de falar, devem fazer-se as seguintes perguntas: É verdadeiro? É necessário? É gentil?

Mas o ser humano (para evitar o patrulhamento de gênero) é bom e a sociedade é que o corrompe, como disse Rousseau, ou é o lobo de seu semelhante, como preferiu Hobbes?

*Advogado e jornalista. Ex-Promotor de Justiça. Juiz de Direito aposentado.

 

 

OAB-Maranhão é uma das que tentam anular “Bolsa Banda Larga” paga a desembargadores do TRF-1

Medida foi tomada em conjunto com outras 10 seccionais do Brasil contra o pagamento de R$ 80 a servidores que ganham R$ 35 mil

Onze Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entraram, nesta terça-feira (9/2), com uma representação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que seja cancelada a chamada “Bolsa Banda Larga”, a qual desembargadores do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) têm direito por usar a própria internet para trabalhar. O salário médio desta categoria é de R$ 35,4 mil.

Na peça, os representantes da OAB do Distrito Federal, Bahia, Tocantins, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Maranhão, Piauí e Santa Catarina disseram que não faz sentido um servidor público de alto salário ganhar reembolso por um serviço “que, por certo, ele já possui em sua residência e pago como o seu salário”.

Os advogados frisaram que a resolução ignora os outros servidores do TRF-1, os quais, inclusive, recebem salários menores que os desembargadores. “Dessa forma, é latente o privilégio concedido a um grupo de servidores públicos do alto escalão em detrimento aos demais servidores do Tribunal”, afirma o texto.

As seccionais lembraram ainda das dificuldades que boa parte da população brasileira vem enfrentando durante a pandemia da Covid-19, com menos dinheiro e pouco auxílio. “Tal benefício se traduz em uma verdadeira afronta à sociedade brasileira que financia esses privilégios por meio do pagamento de altos impostos, enquanto grande parte da população sequer tem acesso à rede de internet em suas residências”, dizem os signatários.

Segundo o presidente da OAB-DF, Délio Lins e Silva Junior, “o ato do TRF-1 é injusto com o cidadão brasileiro, indecente para a sociedade e imoral para o Direito”.

Fonte: Metrópoles

 

As aglomerações do dia a dia e riscos nos terminais de coletivos que as autoridades se recusam a ver

                Desde o ano passado, tenho procurado mostrar para as autoridades e também para o Ministério Público, a questão inerente as aglomerações nos terminais e dentro dos coletivos superlotados, mas infelizmente eles tratam o sério problema com muita indiferença. Na visão dos fiscalizadores, a contaminação através do vírus é maior e pode se constituir em riscos sérios para o avanço da pandemia, estão em bares, restaurantes e casas de eventos, daí o controle e restrições aos estabelecimentos.

Um coletivo para 50 passageiros no máximo pode fazer uma média diária de 10 viagens diárias e todas superlotadas, em razão principal do reduzido número de coletivos que fazem o transporte de mais de 300 mil pessoas todos os dias. Em operação atualmente estariam pouco mais de 600 ônibus e grande parte não cumpre a determinação do número de viagens estabelecidas, dando origem a todo tipo de esculhambação.

A foto acima foi encaminhada para o blog por uma usuária de transporte coletivo para mostrar o verdadeiro sacrifício diário para embarcar e desembarcar de um veículo no terminal da Cohama. Como se pode fazer distanciamento entre as pessoas não existe, e o que tem de passageiro sem máscaras é bem acentuado e os motoristas e cobradores não têm condições de fazer cobranças por temerem represália, a afirma a usuária.  A fiscalização nos terminais de integração, antes visíveis e que favoreciam a formação de filas e o uso de máscaras, atualmente são inexistentes e a superlotação começa dentro do próprio terminal.

Não sei o que impede a fiscalização e nem como as autoridades avaliam a questão da superlotação nos coletivos, mas sem quaisquer discussões o risco a que estão expostos os usuários de coletivos é bem maior, e a visibilidade para eles na questão da prevenção é praticamente nula, até mesmo pelo Ministério Público, que procura ostentar muita determinação e força. Os discursos das instituições de que as pessoas que não observarem a prevenção podem levar a covid-19 para casa e colocar em risco toda a família, parece não se aplicar aos usuários de coletivos.

 

 

Ré pelo assassinato do marido e na impunidade, deputada Flordelis comemora aniversário com namorado

Flordelis participou de uma festa surpresa em comemoração ao seu aniversário, na presença de amigos e filhos. A deputada federal, que completou 60 anos de idade, é ré no processo de assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo.

Em publicação nas redes sociais, a parlamentar contou que o evento foi uma surpresa preparada por filhos e amigos. A celebração contou com lembrancinhas, bolo e um painel com a palavra “gratidão”.

As comemorações continuaram na igreja que Flordelis ajudou a fundar, em São Gonçalo, Rio de Janeiro. Os congregados fizeram um culto para homenagear a pastora.

Emocionada, Flordelis subiu ao palco, cantou e falou sobre a morte do pastor Anderson.

“Eu perdi o meu marido de forma trágica. Entreguei nas mãos de Deus e tudo vai vir a tona na hora dEle. Eu sei o preço que estou pagando”, comentou.

Na festa de aniversário da pastora, uma presença chamou a atenção: a do produtor musical Allan Soares. Os dois chegaram a posar juntos, abraçadinhos, na mesa do bolo. No Ministério “Cidade do Fogo”, realizado na manhã de domingo em homenagem ao aniversário da pastora, Allan sentou-se na primeira fila, gravou vídeos e depois deixou o local acompanhado da deputada.

No próximo dia 23 de fevereiro, cinco desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro vão definir se Flordelis deverá ser afastada do cargo de deputada federal até a conclusão do processo da morte do marido.

Jornal da Cidade Online                                                            

 

MPF diz que Zé Dirceu utilizava contrainteligência e pede nova condenação do corrupto

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou, nesta segunda-feira (8), a condenação dos réus José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil no Governo Lula, Gerson de Mello Almada e Luiz Eduardo de Oliveira e Silva em ação penal por prática de crimes de lavagem de dinheiro e corrupção em contratos firmados entre a Petrobrás e as empreiteiras Engevix e UTC Engenharia.

O órgão enviou parecer ao juiz federal da 13ª Vara Federal de Curitiba pelos procuradores da República que compõem o núcleo do Grupo de Atuação e Combate ao Crime organizado, no Paraná. Também são apontados na ação os nomes João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, e Walmir Pinheiro Santana.

O MPF acusa José Dirceu de ter recebido propina por acordos firmados pela “Entrelinhas” – que possuía contrato com a JD Assessoria, empresa de Dirceu – por pagamento de serviços em períodos, em que a Engevix assumia os custos em favor da empresa do político.

“Imputa a exordial acusatória, ainda, no contexto dos crimes antecedentes perpetrados no bojo de contratos firmados pelo Grupo UTC com o Governo Federal, especialmente com a PETROBRAS, a celebração de 02 (dois) aditivos contratuais de prestação de serviços ideologicamente falsos entre a UTC e a JD ASSESSORIA (empresa de José Dirceu), datados de 01/02/2013 e 01/02/2014, os quais ensejaram a emissão de notas fiscais no montante total global de R$ 1.536.000,00 e a transferência de valores líquidos, após a dedução de impostos e contribuições sociais, no montante global de R$ 1.441.536,00, mediante 21 (vinte um) pagamentos”, diz trecho da denúncia.

O MPF cobra a repressão dos delitos e afirma que os réus utilizaram técnicas de contrainteligência para garantir impunidade e que os fatos englobam a existência de um “cartel que se relacionava de forma espúria com diretorias da maior estatal do país por mecanismo de corrupção que era praticado com elevado grau de sofisticação, envolvendo a realização de acordo prévio e genérico de corrupção que posteriormente era concretizado em situações específicas, com a utilização de diversos e velados mecanismos.”

Jornal da Cidade Online

 

 

Senador flagrado pela PF com dinheiro na cueca do lado da bunda vai voltar ao Senado

O senador licenciado e ex-vice-líder do governo, Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado com dinheiro escondido entre as nádegas, vai retornar ao Senado em fevereiro. Interlocutores do congressista confirmaram a informação ao Congresso em Foco.

O  parlamentar é acusado de desviar recursos que seriam destinados para o combate da covid-19 em Roraima. Após ser pego com cerca de R$ 30 mil na cueca, Chico Rodrigues pediu afastamento do Senado por 121 dias. Finda a licença, o senador quer retomar seu posto no próximo dia 17 de fevereiro.

Davi Alcolumbre (DEM-AP), então  presidente do Congresso e correligionário de Chico Rodrigues, não convocou Pedro Arthur Ferreira Rodrigues (DEM-RR), filho e primeiro suplente do senador, para assumir a vaga durante seu afastamento.

Segundo fonte próxima ao senador, não houve movimentação para que Davi convocasse o suplente, mesmo precisando de votos para seu apadrinhado na eleição da Mesa, Rodrigo Pacheco. Procurada, a comunicação de Davi Alcolumbre não respondeu aos questionamentos do Congresso em Foco.

Segundo a assessoria do senador, o dinheiro encontrado pela polícia “é declarado em imposto de renda e as emendas que Chico Rodrigues destinou para covid-19 ainda não foram pagas, não havendo nada ilegal”.

Relembre o caso

Em outubro de 2020, a residência do senador Chico Rodrigues em Boa Vista (RR) foi um dos alvos da operação da Polícia Federal intitulada Desvid-19. Eram investigadas contratações realizadas no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde envolvendo aproximadamente R$ 20 milhões que deveriam ser utilizados no combate à pandemia. A polícia apreendeu dinheiro vivo dentro da cueca do senador. Os investigadores encontraram cerca de R$ 30 mil na residência de Chico Rodrigues.

No dia seguinte à operação, o presidente Jair Bolsonaro disse que seu governo “defende o combate à corrupção” e minimizou a relação com o então vice-líder do governo. “Vocês estão há quase dois anos sem ouvir sobre corrupção no meu governo. Meu governo são os ministros, estatais e bancos oficiais – esse é meu governo”, declarou, desvinculando-se das acusações contra o senador. No mesmo dia Chico Rodrigues pediu para sair do posto de vice-líder do governo.

De acordo com a ferramenta do Congresso em Foco que mede o governismo dos deputados e senadores, Chico Rodrigues foi fiel a Bolsonaro em 97% das votações nominais em plenário. No Senado, o alinhamento médio ao governo era de 87%.

Advogados do senador emitiram uma nota em outubro afirmando que o dinheiro encontrado nas nádegas do congressista tinha origem lícita e seria destinado para o pagamento de funcionários.

Segundo mostrou o Congresso em Foco, durante o período de afastamento dos trabalhos legislativos, Chico Rodrigues não recebe o salário mensal (de R$ 33.763,00) não tem acesso à estrutura administrativa do gabinete parlamentar, mas mantém plano de saúde e imóvel funcional. O plano de saúde permite ressarcimento de despesas médicas e é vitalício, sendo usufruído inclusive por ex-parlamentares.

Congresso em Foco

 

 

 

Graças ao ministro Fux e ao CNJ, em quatro meses de calote o Itaú faturou R$ 28 milhões

Na última sexta-feira, 06, completaram 04 meses de um dos maiores calotes aplicados no Brasil com a ajuda do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por um banco privado contra um acionista. E além de não pagar o que deve, o banco ainda vem faturando alto com isso.

O valor da dívida é de R$ 2,09 bilhões, que deveriam ter sido pagos em setembro do ano passado, se o ministro Luiz Fux não tivesse interferido abusivamente no processo que transitou em julgado contra o Itaú no Tribunal de Justiça do Pará. Esse dinheiro, que não foi bloqueado por uma falha no sistema do Itaú com o SISBAJUD, e se tivesse sido teria sido devolvido por ordem de Fux, se investido rende uma média de R$ 235 mil por dia, em aplicação conservadora. A grosso modo, teríamos um lucro estimado de R$ 28.200.000,00 no período de 4 meses (dia 6 de outubro de 2020 – data em que Fux levou o caso a conhecimento público – a 6 de fevereiro de 2021). Como o banco opera no mercado global, com corretores tarimbados, o lucro certamente está sendo o dobro ou o triplo disso.

O caso é escandaloso, e afeta diretamente as competências do Conselho Nacional de Justiça, que não pode interferir em questões de natureza jurisdicional, ou falando em português claro, não pode o CNJ interferir em decisões judiciais, cabendo ao órgão apenas rever assuntos de natureza administrativa. Recursos e decisões devem ser feitos no processo, obedecendo às instâncias recursais.

O que Fux fez foi desobedecer essa regra, determinando que o dinheiro do banco fosse desbloqueado (caso tivesse sido) e devolvido ao Itaú, e ainda proibiu a magistrada de promover qualquer ato no processo. Isso ocorreu em 24 de setembro e foi levado ao conhecimento dos demais conselheiros no dia 6 de outubro. Fux amparou sua decisão em uma reclamação feita pelos advogados do banco, com alegações mentirosas e distorcidas. Eles se queixaram do fato da juíza Rosana Lúcia Canelas Bastos não ter feito uma prévia comunicação do bloqueio, e por isso teria agido ‘parcialmente’. Alegaram que foram proibidos de acessar os autos do processo, mas ‘esqueceram’ de informar ao CNJ que eles não tinham procuração e o processo tramita sob sigilo a pedido do Itaú, e por fim encaminharam uma comunicação alegando que ‘o dinheiro estava disponível’, sendo que as próprias telas por eles enviadas, mostravam o contrário (detalhes mais abaixo).

Fux não levou nada disso em consideração, pelo contrário, ainda defendeu sua posição alegando que é preciso preservar as instituições financeiras. Mas ele foi lembrado durante o julgamento pelo conselheiro Mário Guerreiro que o CNJ não é instância revisional e que independente do valor, contas tem que ser pagas.

Mas Fux não vem dando muita bola ao assunto. O julgamento está parado por conta de dois pedidos de vista, sendo um deles regimental e ele não pautou o assunto, que fere de morte a segurança jurídica para a primeira sessão do CNJ, que acontece nesta terça-feira, 09.

Fonte: Painel Político    

Flávio Dino não quer saber do projeto Haddad e será candidato ao senado

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), disse a aliados que não topa fazer parte de uma aventura eleitoral ao lado do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Aos correligionários, Dino reforçou que vai concorrer ao Senado em 2022.

No Maranhão, Flavio Dino tem apoio de prefeitos, deputados federais e sabe que não terá dificuldades para chegar ao Senado. Apesar disso, a cúpula do PCdoB pressiona o governador maranhense a embarcar em uma disputa presidencial.

O Antagonista