Pesquisa: 81% da população vê um Brasil mais dividido. Sem justiça, não haverá paz!

Por Bernadete Freire Campos

Pesquisa Quaest, divulgada em 8 de novembro de 2026, revela que 81% dos brasileiros consideram que o país saiu mais dividido das eleições. Alguma surpresa?

Há uma questão concreta que, a meu ver, impede a pacificação nacional: a forma como foram conduzidas as investigações, prisões e condenações relacionadas ao 8 de janeiro de 2023. Entre os atingidos estão cidadãos sem antecedentes criminais, idosos, militares, ex-integrantes do governo Bolsonaro e o próprio ex-presidente. Há também brasileiros que deixaram o país em meio às investigações e restrições judiciais. Somam-se a esse quadro relatos de aproximadamente uma dezena de falecimentos entre pessoas envolvidas nesses processos, ocorridos em diferentes circunstâncias.

Desde a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência, em 2019, o ambiente político tornou-se cada vez mais hostil. Nas redes sociais, ainda encontramos manifestações de ódio contra bolsonaristas, inclusive comentários que defendem sua eliminação. Na minha avaliação, o governo Lula tem responsabilidade política por esse ambiente e não demonstra disposição para conviver com uma oposição forte. Como pedir pacificação enquanto tantos brasileiros enxergam perseguição e vingança?

A oposição existe para fiscalizar, denunciar erros e cobrar resultados. Não é inimiga do governo, mas um contrapeso indispensável à democracia. O direito de discordar não pode ser confundido com ameaça às instituições.

Não queremos anistia. Queremos anulação! Defendo a anulação integral dos processos do 8 de janeiro, que considero comprometidos desde a origem. Essa reivindicação exige o exame das alegações de irregularidades e o respeito às garantias constitucionais.

O novo Congresso Nacional precisa colocar essa questão entre suas primeiras prioridades. É necessário um movimento nacional, dentro da legalidade, pela revisão das restrições judiciais, pela anulação dos processos considerados inválidos e pela libertação dos envolvidos, conforme a situação jurídica de cada um. Afinal, que democracia é essa que tantos brasileiros não conseguem reconhecer na justiça aplicada em seu nome?

Sem justiça para o 8 de janeiro, não haverá pacificação nacional.

Bernadete Freire Campos

Cidadã brasileira, especialista em neurociência, estudiosa do comportamento humano no contexto político.

 

Senador eleito Carlos Jordy vê pressão do STF por Alcolumbre e alerta contra chantagens

 

 

O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ), eleito senador em outubro, fez um alerta sobre a possível interferência de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na disputa pela presidência do Senado. Ao comentar informações de que integrantes da Corte estariam atuando nos bastidores pela reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP), Jordy criticou o que considera uma tentativa de pressionar parlamentares por meio de processos judiciais.

A preocupação dos ministros, segundo a reportagem comentada pelo deputado, seria a possibilidade de um novo presidente do Senado dar andamento a pedidos de impeachment contra integrantes do Supremo, uma das bandeiras defendidas por parlamentares eleitos em outubro.

Jordy afirmou que também enfrenta processos no STF e criticou a possibilidade de senadores cederem a pressões para preservar suas situações judiciais.

“Eu tenho dois processos totalmente absurdos que foram feitos por ministro do Supremo contra mim”, declarou. O parlamentar afirmou que outros políticos também respondem a ações na Corte, mas ressaltou que alguns não se intimidam.

Disputa no Senado

Para Jordy, a eleição de fevereiro de 2027 será decisiva para a relação entre os Poderes. O deputado criticou a proximidade entre Alcolumbre e o ministro Alexandre de Moraes e defendeu que o Senado tenha independência para analisar pedidos de impeachment contra integrantes do STF.

“É o Senado que tem o poder de dar um basta nisso”, afirmou. O parlamentar também prometeu expor eventuais tentativas de influência sobre os futuros senadores. “Eu vou começar a denunciar seduções, pressões que sejam feitas contra qualquer um de nós, porque tá chegando já algumas informações”, disse.

Jordy defendeu a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência da Casa e anunciou que pretende atuar contra a recondução de Alcolumbre até fevereiro.

“Perder essa eleição será a maior vitória do sistema, a maior vitória de Alexandre de Moraes e do Supremo Tribunal Federal”, declarou.

Diário do Poder

 

Deltan Dallagnol denuncia ameaça de prisão após críticas ao Banco do Brasil

Senador eleito acusa governo Lula (PT) de tentar silenciar opositores e cobra reação do Senado; Banco do Brasil contesta declarações. O ex-procurador da Lava Jato e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) denunciou ter recebido uma notificação do Banco do Brasil exigindo a retirada de um vídeo com críticas à gestão da instituição. Segundo ele, o banco deu prazo de 24 horas para apagar a publicação e ameaçou recorrer à Justiça, inclusive na esfera criminal.

“Em vez de responder aos números, o banco preferiu me processar, me acusar, me ameaçar com processo civil e até criminal. Cadeia”, afirmou Deltan, em vídeo divulgado nas redes sociais neste sábado (7).

O ex-procurador relacionou o episódio a processos contra parlamentares de direita no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele citou os deputados eleitos senadores Marcel van Hattem (Novo-RS) e Gustavo Gayer (PL-GO), que enfrentaram procedimentos judiciais relacionados a declarações contra autoridades.

Deltan também mencionou um levantamento segundo o qual mais de 80% dos casos analisados no Supremo contra deputados atingiram parlamentares de direita. A pesquisa citada por ele inclui 46 casos relacionados a manifestações e publicações na internet.

“Se eles censuram senadores e deputados que têm imunidade prevista na Constituição para todas as suas falas, imagina o que que o sistema pode fazer com você”, declarou.

As críticas foram direcionadas ainda ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acusado por Deltan de não reagir ao que considera abusos contra a liberdade de expressão. O senador eleito aproveitou a manifestação para reforçar o apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) ao comando da Casa.

Diário do Poder

 

Lula, vingativo, tenta alternativa para descartar Davi Alcolumbre

Lula (PT) não perdoa desfeitas ou o que considera “traições”, e o troco costuma ser cruel. Aliados e assessores próximos dizem que o presidente reeleito sonha com uma alternativa que permita a ele deixar Davi Alcolumbre falando sozinho. O presidente sempre se irrita quando lembra das derrotas que lhe foram impostas pelo presidente do Senado, como a humilhante rejeição de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). O PT também não gosta de Alcolumbre, “difícil, limitado, que se acha gênio”, como definiu veterano senador do PT da região Norte.

Prazo de validade

Governistas apostam que Lula seguirá com Alcolumbre até dezembro, mas depois, se puder, a ideia seria “largar a mão” do aliado de ocasião.

Só em último caso

Lula se manterá de “mãos dadas” se não houver alternativa para tentar barrar o avanço da direita liderada por Rogério Marinho (PL-RN).

Velho pragmatismo

Com Arthur Lira (PP-AL) senador, Lula espera negociação “pragmática” com o centrão, como tantas outras vezes, e enfim descartar Alcolumbre.

Conheceu, vazou

Virou piada no gabinete de Lula referências ao fato de Alcolumbre não obter apoio nem dos outros dois senadores do seu Estado, o Amapá.

Coluna do Claudio Humberto

 

Estadão faz nova denúncia contra o PGR Paulo Gonet, revelando sociedade com empresário

Reportagem publicada neste domingo (8) no jornal Estadão revela que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, é sócio de Zilmar Santana em uma empresa de cursos e palestras, a Direito em Perspectiva Estudos Científicos. Zilmar, por sua vez, é dono da ABFP, que obteve R$ 5 milhões em contratos públicos.

A ABFP organiza eventos com ministros como Gilmar Mendes e Flávio Dino, pagando cachês, diz a reportagem. A parceria entre Gonet e Zilmar levanta questões sobre conflitos de interesse, já que a Lei Orgânica do Ministério Público proíbe membros de participarem de sociedades comerciais, exceto como cotistas ou acionistas. Zilmar também é dono da Gooleran Academia de Formação e Pesquisa, registrada no mesmo endereço da empresa de Gonet, uma sala comercial no setor oeste de Goiânia.

Tudo junto e misturado…

Jornal da Cidade Online

 

Pesquisa Quaest: Brasileiros menos otimistas com a economia após reeleição de Lula

 

 

O otimismo dos brasileiros em relação à economia recuou após a reeleição de Lula (PT). Pesquisa Quaest divulgada neste domingo, 8, mostra que 39% esperam uma melhora nos próximos 12 meses, mesmo percentual dos que preveem piora. Outros 19% acreditam que a situação ficará como está. É a primeira vez, durante o terceiro mandato do petista, que otimistas e pessimistas aparecem empatados. Em agosto, antes da eleição, 46% esperavam melhora e 24%, piora. Parte inferior do formulárioEm dezembro de 2022, logo após a vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro (PL), a diferença também era favorável ao otimismo: 47% a 29%.

Pessimismo entre os mais ricos

A avaliação negativa se concentra entre os brasileiros de maior renda e escolaridade e nos moradores do Sul. Entre quem recebe mais de cinco salários mínimos, 49% esperam piora da economia, ante 30% que projetam melhora. Na região Sul, os pessimistas são 58%, contra 24% de otimistas. Entre os entrevistados com ensino superior, a relação é de 46% a 31%. Entre os mais pobres, o cenário se inverte: 48% dos que recebem até dois salários mínimos esperam melhora, enquanto 29% preveem piora. No Nordeste, são 50% os otimistas e 25% os pessimistas. A posição política também pesa: 84% dos bolsonaristas esperam uma piora, ante 2% dos lulistas.

Economia lidera preocupações

A pesquisa mostra que 48% dos entrevistados estão mais preocupados do que otimistas com o futuro do país. Entre os preocupados, 27% apontam a economia, os gastos públicos, a dívida e os juros como principal motivo. Segurança pública aparece em seguida, com 17%, enquanto corrupção e relação com o Congresso registram 12% cada. As prioridades cobradas do novo governo também se concentram na área econômica e no trabalho. O fim da escala 6×1 aparece em primeiro lugar, citado por 17% dos entrevistados. Em seguida vêm a isenção de impostos sobre a cesta básica, com 16%, e a valorização do salário mínimo, com 11%. O levantamento ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, entre 30 de outubro e 2 de novembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

O Antagonista

Com impeachment e prisão do presidente, o Paraguai ensina a penalizar político ladrão

Ministério Público pediu prisão preventiva do ex-presidente e do ex-chefe do Banco Central por suspeitas envolvendo recursos públicos. O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña, destituído e preso na sexta-feira (6), agora enfrenta acusações criminais pelo escândalo do Ueno Bank. Neste sábado (7), o Ministério Público formalizou o indiciamento do político e pediu à Justiça sua prisão preventiva. O ex-presidente do Banco Central paraguaio, Carlos Carvallo, também foi indiciado. A investigação aponta que Peña teria usado a influência do cargo para favorecer o banco, com o qual manteve vínculos empresariais. A suspeita é de interferência na fiscalização da instituição e na destinação de recursos públicos, incluindo fundos previdenciários, que chegaram a aproximadamente US$ 850 milhões.

O ex-presidente do BC, Carlos Carvallo, por sua vez, é acusado de produzir documentos públicos com informações falsas sobre a situação do banco e de atuar em benefício próprio. Os investigadores também solicitaram medidas para identificar bens, contas e movimentações financeiras dos dois ex-dirigentes.

O caso ganhou proporções nacionais depois que o Banco Central determinou a liquidação do Ueno Bank por insolvência. O fechamento da instituição, que atendia milhões de paraguaios, deixou clientes sem acesso ao dinheiro e provocou protestos.

A crise derrubou Peña da Presidência na sexta-feira, após o Senado aprovar seu impeachment. O vice-presidente Pedro Alliana assumiu o governo. Peña nega irregularidades, enquanto a Justiça ainda deverá decidir sobre os pedidos de prisão preventiva apresentados pela promotoria.

Diário do Poder

 

UOL Notícias denúncia “articulação” de ministros do STF para reeleição de Davi Alcolumbre contra impeachment

Ministros do STF fazem articulação que, segundo o UOL, ganhou intensidade inédita nas últimas semanas. Magistrados têm atuado nos bastidores para favorecer a reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Diz o portal:

O motivo central é o receio de que um presidente alinhado à nova composição do Senado leve adiante uma das principais bandeiras de campanha de parte dos parlamentares eleitos em outubro: o impeachment de ministros do Supremo.

A reportagem percorreu gabinetes de senadores e conversou com interlocutores de parlamentares que têm investigações em andamento, pendências judiciais ou candidaturas sujeitas a desdobramentos na Justiça. Também foram procurados políticos recém-eleitos, alguns dos quais já estão no radar de integrantes da Corte. O que emerge desses contatos é uma movimentação de ministros para preservar um interlocutor que, se permanecer no comando do Senado, terá influência decisiva sobre o andamento dos pedidos de afastamento de integrantes do tribunal.

Um dos principais elos dessa articulação é a relação próxima entre Alcolumbre e Alexandre de Moraes. O ministro já atuou como interlocutor para tentar conter crises envolvendo o senador. Foi o caso do rompimento entre Lula (PT) e o presidente do Senado, que se arrastou por meses após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF, em abril. Moraes trabalhou para aproximar os dois e reduzir o desgaste entre o Planalto e o Congresso.

Fontes do Supremo ouvidas pelo UOL afirmam que a abordagem de ministros a políticos não é exatamente uma novidade em Brasília. O que chama a atenção, desta vez, é a frequência e a intensidade dos movimentos. O temor de uma ofensiva do novo Senado contra a Corte teria elevado a articulação a outro patamar.

As conversas não são descritas como ameaças explícitas. A lógica, segundo os relatos, seria mais sutil: uma espécie de entendimento tácito de que os dois lados têm interesses que podem ser preservados. De um lado, políticos que não querem ver suas pendências judiciais avançarem no Supremo; de outro, ministros que não querem enfrentar processos de impeachment no Senado.

Nem sempre a interlocução ocorre diretamente com os senadores. Segundo apurou o UOL, em alguns casos, os recados chegam por meio dos advogados que representam os políticos.

As revelações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master atingiram ministros de diferentes perfis e ajudam a explicar a convergência de interesses dentro do Supremo. Moraes está no centro de uma das frentes mais delicadas. Uma análise do celular apreendido de Vorcaro identificou 316 registros de interação entre o banqueiro e o ministro nos dois meses anteriores à prisão, em novembro de 2025. Vorcaro também contratou por quase R$ 130 milhões o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, para prestar serviços jurídicos ao banco. O ministro nega irregularidades.

Dias Toffoli também passou a enfrentar questionamentos depois que vieram à tona vínculos empresariais entre fundos ligados ao universo do Banco Master e empresas de familiares do ministro. Um desses fundos teve participação na Tayayá Administração e Participações, empresa ligada ao resort que pertenceu a familiares de Toffoli. O ministro deixou a relatoria do caso Master em meio à pressão provocada pelos fatos que vieram à tona.

Outro foco de preocupação envolve Kassio Nunes Marques. Mensagens encontradas pela PF (Polícia Federal) no celular de Vorcaro mencionam um contrato de honorários de R$ 427 milhões associado à chamada “Turma do KN”, expressão usada para se referir a pessoas apontadas como próximas ao ministro. O acordo previa pagamentos condicionados a resultados favoráveis em ações de interesse do Master relacionadas a precatórios.

O receio das consequências políticas e institucionais dessas revelações tem aproximado ministros até então situados em campos distintos. Magistrados que não necessariamente compartilham os mesmos interesses políticos passaram a convergir em torno da reeleição de Alcolumbre.

O próprio, por sua vez, também está ligado a um dos desdobramentos do caso. Em fevereiro de 2026, a PF deflagrou a Operação Zona Cinzenta para investigar aplicações de aproximadamente R$ 400 milhões da Amapá Previdência (Amprev), fundo responsável pelos recursos previdenciários dos servidores estaduais, em letras financeiras do Banco Master. Entre os alvos estava Jocildo Silva Lemos, então presidente da Amprev e ex-tesoureiro da campanha de Alcolumbre. O irmão do senador, Alberto Alcolumbre, integra o Conselho Fiscal da entidade na época dos aportes. Após a operação, Alcolumbre defendeu que tudo seja “apurado, devidamente investigado, esclarecido e conduzido com transparência e respeito ao devido processo legal”.

Nomes da oposição

Hoje, dois oposicionistas estão em campanha contra Alcolumbre: Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, e Tereza Cristina (PP-MS). Ambos mantêm suas pré-candidaturas, mas a expectativa é que os grupos convirjam para um único nome à medida que a eleição se aproxime. Marinho conta com o apoio do PL, que terá uma bancada de 29 senadores, enquanto Tereza busca reunir setores do centro e do agronegócio.

Hoje, a pauta do impeachment não se limita aos parlamentares da oposição. Senadores de diferentes campos políticos se elegeram ou foram reconduzidos defendendo maior fiscalização do Supremo e a responsabilização de ministros. O presidente do Senado tem papel decisivo nesse processo: cabe a ele dar encaminhamento inicial às denúncias. Sem essa iniciativa, os pedidos não avançam para análise dos demais senadores. A eventual condenação exige, posteriormente, o apoio de dois terços da Casa.

A pressão também encontra respaldo na opinião pública. Pesquisa AtlasIntel/Estadão divulgada em setembro mostrou que 60,5% dos entrevistados defendiam o impeachment imediato de Dias Toffoli e 49,8% apoiavam a mesma medida em relação a Alexandre de Moraes. Outros levantamentos também apontam que a responsabilização de ministros do Supremo se tornou uma demanda presente entre os brasileiros, ultrapassando o campo da oposição bolsonarista.

O interesse dos ministros na permanência de Alcolumbre se soma ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também apoia sua reeleição. Nas últimas semanas, o senador se mostrou um aliado importante do Planalto ao viabilizar a aprovação de pautas prioritárias do governo, como a proposta de redução da jornada de trabalho na escala 6×1 e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Segurança Pública.

A reeleição de Alcolumbre interessa, portanto, a dois grupos que têm motivos distintos, mas o mesmo objetivo é de evitar que o novo Senado se transforme em uma ameaça em 2027 aos seus interesses dentre eles, impunidade aos que fizeram da Corte, instituição de negócios ilícitos.

Fonte: Jornal da Cidade Online

 

Rogério Marinho chama Lula de ‘mitomaníaco’ e o acusa de barrar investigação contra Lulinha

Senador aponta contradição entre discurso do presidente e atuação de governistas na CPMI do INSS. Rogério Marinho (PL-RN) acusou o governo Lula (PT) de dificultar as investigações da CPMI do INSS e chamou o presidente da República de “mitomaníaco”. A crítica veio após ser questionado sobre a declaração de Lula de que não se oporia a investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

“Há uma distância, uma distância muito grande entre o discurso e a materialidade, entre a intenção e o gesto. O Lula é um mitômano, é um mitomaníaco”, afirmou Marinho, que também ironizou o presidente: “Ele mente por minuto, mais ou menos a velocidade do Speed Racer”. Disse o senador durante uma entrevista.

O senador, que participou da comissão por quase cinco meses, afirmou que aliados do Planalto impediram quebras de sigilo, dificultaram o acesso a documentos e comemoraram o encerramento dos trabalhos. A CPMI chegou a aprovar a quebra dos sigilos de Lulinha, mas terminou sem a prorrogação defendida pela oposição.

O senador eleito e ex-procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol (Novo-PR), também criticou o desfecho da investigação e responsabilizou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por não encaminhar o pedido de prorrogação, apesar das assinaturas reunidas pelos parlamentares.

“Quando o Congresso se omite, o governo se protege e o povo perde o direito de conhecer a verdade”, declarou Dallagnol, que associou o episódio à candidatura de Marinho à presidência do Senado.

A pressão por novas investigações continua. Um requerimento apresentado pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT) busca instalar outra CPMI para apurar suspeitas envolvendo Lulinha. Segundo o balanço da coleta de assinaturas, a iniciativa já reúne 35 senadores e 134 deputados. São necessários 27 apoios no Senado e 171 na Câmara, onde ainda faltam 37 assinaturas para alcançar o mínimo exigido.

Diário do Poder

 

Chico, Caetano e Gil: Um exílio milionário

*Sílvia Gabas

Sempre me chamou a atenção o fato de Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil serem tratados feito deuses pela imprensa e arrastar um exército de discípulos cegos que os veem como uma espécie de oráculo, a meu ver, vazio, mas que rende muito para os três em termos econômicos, sob o disfarce de relevância ideológica. E aí me pergunto, intrigada, quando foi, afinal que tudo isso começou,  e o que fizeram de tão importante na vida política brasileira para que tenham alcançado esse posto de autoridades inquestionáveis, exercendo um domínio completo sobre toda a classe artística, sem precisar respaldar suas “ordens” com mais ninguém, sendo em si mesmos a última palavra sobre temas que não lhes competem, mas acabam sendo aclamados e reverenciados como poucos em todo mundo e nada, absolutamente nada na vida cultural acontece ou vinga sem a sua extremosa benção?

Pois bem.

A resposta a ser dada é a tal da ditadura militar acontecida lá atrás, em passado distante, mas que essa turma toda que lá fez seu nome teima em manter viva a todo custo e isso por um motivo clássico: Ganham – e ganharam -muito com isso, tanto em relevância artística como em recompensa financeira, transformando o trio em pessoas ricas e burguesas, mas agarradas feito náufragos nas tetas generosas da narrativa da ditadura em que aparecem como heróis colocados para correr pelos militares da época. E a próxima pergunta é o que fizeram, afinal, que dores sofreram nas mãos de seus algozes, que vida árdua levaram para que tivessem sido alçados a esse patamar de porta-vozes oficiais da ideologia que professam, acabando no triste papel de serem eles agora, nesta triste atualidade, os apoiadores de um regime que comete os mesmos erros de um passado que dizem combater?

Vejamos Chico Buarque:

Nunca foi preso ou torturado fisicamente pelo regime militar. Foi detido para interrogatórios em algumas ocasiões por conta das letras das suas músicas e de uma viagem a Cuba em 1978, quando já havia retornado de um autoexílio na Itália por um período de 14 meses, retornando ao país depois disso.

Caetano e Gil ficaram presos por 54 dias em 1968 por conta de mensagens do movimento tropicalista encaradas como indevidas para a ordem institucional. Soltos em fevereiro de 69, foram forçados ao exílio em Londres, de onde retornaram em 1972. Por conta disso passaram os próximos 50 anos lucrando muito com seus ideais, e não parecem dispostos a largar o osso de heróis da revolução enquanto vivem em nababescos apartamentos regados a whisky, vinhos e comidinhas “gourmet” da melhor procedência. Seriam os primeiros a reconhecer um regime de exceção do longe, e estar na primeira fileira daqueles que se empenham a garantir liberdade de expressão para todos e não compactuar com perseguições, prisões e exílios somente pelo fato de que passaram na própria pele o que tantos hoje passam, sofrem – muito mais do que eles mesmos passaram – em tempo no qual o que prevalece no poder é a esquerda a qual pertencem, esquerda essa que foi reprimida naqueles anos do regime militar, de maneira inversa.

Mas qual o que!

São os primeiros a gritar “Sem anistia”, a mesma anistia que receberam, assim como tantos outros que recebem, inclusive, reparações financeiras geradas pela Lei da Anistia de 1979. São hoje parte integrante de um Sistema que persegue implacavelmente a oposição, e que se regozija com suas dores físicas e emocionais, com os inocentes humildes presos como verdadeiros bois de piranha, com os exilados que saem do país em busca de segurança política, assim como eles próprios fizeram há meio século.

Hoje são os algozes. Por que assim o fazem?

“Follow the money”, e terá resposta para tudo.

Silvia Gabas. @silgabas