EUA abrem escritório antinarcóticos no Paraguai e o tráfico para o Brasil mudará de rota

Pacote de US$ 11,75 milhões foi anunciado após visita de Christopher Landau a Assunção. Os Estados Unidos vão instalar em Assunção um escritório do Bureau de Assuntos Internacionais de Narcóticos e Aplicação da Lei (INL), do Departamento de Estado, que será o polo regional de programas de segurança no Cone Sul. O anúncio foi feito após a visita do subsecretário de Estado, Christopher Landau, ao Paraguai, entre 19 e 21 de outubro. Em nota, a pasta descreveu os investimentos como uma alternativa “confiável e transparente” ao que chamou de “financiamento predatório de concorrentes estratégicos”, sem citar países.

O que foi acordado

Interceptação aérea: Landau e o chanceler paraguaio, Rubén Ramírez Lezcano, assinaram em 19 de outubro o Acordo de Assistência para Interceptação Aérea. O texto prevê troca de dados de radar e de inteligência e assistência técnica para monitorar aeronaves civis suspeitas, principalmente as ligadas a rotas do narcotráfico. As decisões de interceptação seguem a lei paraguaia, e o acordo só entra em vigor após troca de notas diplomáticas.

Recursos: US$ 5,5 milhões para combater o financiamento do terrorismo, reforçar a segurança de fronteiras e a análise de provas digitais, e US$ 6,25 milhões para o combate ao crime organizado transnacional, num total de US$ 11,75 milhões.

Contraterrorismo: um assessor será enviado a Assunção, posto que o Departamento de Estado descreve como o primeiro desse tipo na região.

Fronteiras: foi assinado também um memorando de intenção para implantar o sistema PISCES, de verificação de passageiros e gestão de fronteiras.

O presidente paraguaio, Santiago Peña, viajou a Washington para encontros com o diretor da CIA, John Ratcliffe, e com outras autoridades de segurança.

Contexto regional

O Escudo das Américas foi criado em março de 2026, por iniciativa do presidente americano, Donald Trump, e reúne os EUA e outros 14 países. Em setembro, o grupo propôs sanções coletivas contra 24 organizações criminosas, entre elas o PCC e o Comando Vermelho.

Diário do Poder

Campanha expôs o envolvimento político no TSE interferindo na eleição

As eleições de 2026, sobretudo as presidenciais, entram para a História pelo protagonismo exacerbado, com notas de engajamento político, da maioria governista do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) do “TSE paralelo”, de prontidão para desfazer decisões que desagradem o candidato à reeleição. Foi Lula quem escolheu a dedo e nomeou 4 dos 7 ministros do atual TSE, que fizeram a oposição quase esquecer do engajamento do TSE de 2022. Ministros assumiram protagonismo maior que os próprios candidatos.

Sintonia fina

A bancada governista no TSE não desapontou quem nomeou seus integrantes e se tornou talvez o maior suporte da campanha de Lula.

Ministro contra ministro

Ministros lulistas dispensaram o “TSE paralelo” de atuar, neutralizando de véspera até decisões não tomadas do presidente da corte.

Zagueiros em ação

Nesta sexta, ministro lulista anulou eventual suspensão do grupo lulista de Whatsapp, grande aposta de Lula no 2º turno, que difunde fake news.

Isonomia enterrada

Governista levou em média 67 dias para decidir demandas da oposição, com demora de até 230 dias, e poucas horas para atender aos petistas.

Coluna do Claudio Humberto

 

Lula tentou vergonhosamente a maior compra de votos da história para vencer a eleição

Faltando poucos dias para o segundo turno, Luiz Inácio Lula da Silva abandonou qualquer disfarce e transformou o governo em uma verdadeira máquina de distribuição de benesses eleitoreiras. O pacote de medidas anunciadas na reta final da campanha já chega a R$ 298,4 bilhões, segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado. É o maior esforço de compra de votos visto em décadas — e o preço será pago por todos os brasileiros, com mais dívida, mais impostos e mais inflação, conforme afirma o deputado federal recém-eleito Gustavo Victorino:

“A desfaçatez das medidas eleitoreiras tomadas há duas semanas das eleições no segundo turno mostra que o limite entre a ética e a vergonha na cara se foi com corda e tudo. Um eleitorado cabrestado e ignorante aplaude medidas sem o mínimo conhecimento do que elas custam para ele mesmo.

A militância transcendeu a razão e a decência, hoje se criou um exército de zumbis que mais parecem personagens de filmes vagando sem rumo e sem compreensão do mundo que os cerca.

A política brasileira apodreceu, se corrompeu e hoje vive do discurso fácil e da irresponsabilidade gerencial sempre coberta pelo aumento da carga tributária e o discurso canalha de distribuição de renda. Isso tem um nome: ‘extrema esquerda corrupta e corruptora’, o que acabou virando o apelido do Brasil pelo mundo”, lamentou.

A longa lista de medidas para ‘virar voto’

Os Ministérios da Fazenda, Planejamento e Orçamento, e de Minas e Energia anunciaram, na sexta-feira (9/10), que o governo irá zerar os impostos federais sobre a gasolina por um mês. Ainda segundo o governo, os novos anúncios terão um custo de R$ 5,2 bilhões para as contas públicas. Vale lembrar que, em 2022, no governo Bolsonaro, ministros do TSE consideraram crime diminuir preço de combustível em ano eleitoral. Mais uma vez, dois pesos, duas medidas. Os repasses do Bolsa Família de outubro começaram a ser depositados nas contas dos beneficiários na segunda-feira (19/10), seguindo os reajustes realizados pelo governo federal em meados de setembro. Ao invés de terminar no dia 30 de outubro, os depósitos foram unificados para terminarem já na quarta-feira (21/10), às vésperas do segundo turno das eleições, que acontecem no domingo (25/10). Detalhe importante: Durante os 4 anos de seu governo, Lula ignorou completamente o valor do Bolsa Família, reajustando somente agora. Quando questionado, o petista afirmou que não sabia que o valor ainda era o mesmo desde agosto de 2022.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o custo da medida será de R$ 5,8 bilhões neste ano, a partir da folha de outubro, e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027. O Senado Federal aprovou, na quinta-feira (15/10), o Projeto de Lei Complementar (PLC) que amplia o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), aumenta a possibilidade de contratação de funcionários e perdoa dívidas de microempreendedores inadimplentes. A iniciativa pode beneficiar cerca de 3,6 milhões de empreendedores com débitos junto à União, eliminando dívidas que somam aproximadamente R$ 12,6 bilhões. O projeto de lei complementar que prevê o perdão de dívidas terá impacto fiscal de R$ 3,04 bilhões entre 2027 e 2029.

Ainda na esfera do MEI, o governo Lula lançou o PIX MEI, uma transferência direta de renda para estruturar a atividade econômica. Trata-se de um capital semente de até R$ 5.000,00 depositado diretamente para o microempreendedor investir no aumento da sua produtividade. Diferente das linhas de crédito bancárias comuns, o Pix MEI não é empréstimo nem financiamento: o recurso é não reembolsável (a fundo perdido), o que significa que o trabalhador não precisará devolver o dinheiro e nem pagar juros. E quem vai pagar essa conta? Fica a pergunta. Para o advogado Enio Viterbo, as medidas deveriam ter sido coibidas pelo Tribunal Superior Eleitoral ou pelo Tribunal de Contas da União:

“Só que na composição atual do Tribunal Superior Eleitoral, os ministros André Mendonça e Kássio Nunes Marques não têm força suficiente para frear essas medidas, porque pelas mudanças que ocorreram naquele tribunal, eles ficaram sem a maioria necessária para coibir esse tipo de atitude do presidente Lula, que agora goza de maioria na corte.

Então o Tribunal Superior Eleitoral provavelmente não vai tomar as medidas necessárias para poder inclusive punir a chapa do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, que deveria sofrer uma série de sanções eleitorais por causa de todas essas medidas que ele está tomando ao arrepio da lei e da Constituição”, ressaltou.

E não para por aí… Lula também anunciou a proposta de criar o programa Pé-de-Meia Universitário, voltado a estudantes do ensino superior, com pagamentos de R$ 700 por mês durante dez meses do ano e uma poupança adicional de R$ 2.500 anuais. Em vídeo gravado ao lado de universitários, Lula afirmou que a proposta está sendo preparada para o próximo governo e que, ao final de uma graduação de quatro anos, o estudante poderá acumular R$ 10 mil para iniciar a vida profissional. O custo estimado da ‘bondade’ gira em torno de R$ 4,6 bilhões por ano. O deputado federal Gilson Marques fez duras críticas às medidas e lembrou que, antes do primeiro turno, Lula já tinha proibido bet que ele mesmo autorizou e anunciou caneta emagrecedora no SUS.

“Agora o que ele está fazendo no 2° turno fez o 1° parecer pouca coisa:

1- Anunciou o “pé-de-meia” universitário. O Brasil não consegue alfabetizar e ensinar matemática, mas vai conseguir desembolsar 40 mil reais por graduando de curso superior…

2- Pix de 5 mil para os MEIS. Em vez de atualizar o faturamento do Simples, o governo falou que vai o “Pix Mei de 5 mil reais”. Sim, o governo acha que vai comprar o voto do eleitor com o seu próprio dinheiro, pior, com a promessa de gastar o seu próprio dinheiro, pois até agora ficou só na conversa.

3- Tarifa zero no transporte público fim de semana. Lula quer que você passeie agora que tem 2 dias de descanso. Só tem um problema: ninguém tem dinheiro para descansar. 40 milhões de brasileiros precisaram entrar na “economia do bico” para complementar a renda. Em vez de baixar impostos para o trabalhador ter poder de compra e adquirir um automóvel, ele quer que você fique sem dinheiro, dependendo do governo até para se locomover.

A conta de todas as medidas populistas para Lula tentar se reeleger já passa de R$ 300 bilhões. Não tem condições deste governo continuar. Ninguém aguenta mais. Por isso no domingo dia 25, eu voto 22!”, afirmou.

Sem apoio da mídia

E a velha imprensa parece que soltou a mão de Lula de vez… O Estadão classificou a ofensiva de medidas de uma verdadeira “orgia eleitoral”:

É impressionante a desfaçatez com que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem usado a máquina pública para impulsionar suas chances de reeleição. Faltando exatos 12 dias para a disputa eleitoral, o petista anunciou que perdoará as dívidas tributárias dos microempreendedores individuais (MEIs). É compra de votos descarada, como todas as medidas populistas anunciadas por Lula na reta final da campanha.

E, certamente, não vai parar por aí. Até o dia 25 de outubro, data do segundo turno, Lula decerto distribuirá mais dinheiro para se manter competitivo, independentemente do custo e do mérito das medidas.

O caso dos MEIs é particularmente escandaloso. Trata-se de um regime simplificado de tributação extremamente vantajoso para quem adere, mas um fracasso enquanto política pública. Sua intenção inicial era formalizar pequenos negócios e trabalhadores de baixa renda. Na prática, o MEI incentivou a migração de regime por empresas que já existiam e a “pejotização” de profissionais qualificados que antes trabalhavam como celetistas, tudo para pagar menos impostos.

Já A Folha de São Paulo reconheceu que Lula “perdeu os pruridos” no uso da máquina pública:

Sob o risco de uma derrota que pode antecipar o fim de sua carreira política, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abandonou qualquer prurido no uso da máquina pública em favor de sua candidatura. A desordem orçamentária que promoveu com medidas eleitoreiras já soma R$ 290 bilhões neste ano e no próximo —um legado amargo para a futura administração.

Só no Orçamento de 2027, ainda em discussão no Congresso, será necessário fazer ajustes imediatos de quase R$ 40 bilhões em despesas primárias (não financeiras), dada a enxurrada de benesses na reta final da campanha.

Enquanto o TSE se omite e o governo gasta sem freio, o Brasil afunda ainda mais na dívida pública, que já supera 82% do PIB.

Nesta edição, o leitor terá acesso a artigos que analisam o estrago que as ‘benesses’ de Lula deixarão para o próximo governo — seja ele qual for. Porque, no final, quem paga a conta da compra de votos nunca é o candidato. É sempre o povo que, ingenuamente, ainda acredita estar ganhando coisas ‘de graça’.

Jornal da Cidade Online

 

Filho de Lula fez turismo de hiper-luxo nos Alpes suíços pago por lobista investigada

Diária de Lulinha custou R$133 mil em um complexo de chalés privativos em Crans-Montana com estadia de R$1,5 milhão. O dinheiro para ostentações foi dos aposentados do INSS e outras roubalheiras bem inerentes ao governo Lula e o PT.  A revista Veja revelou nesta sexta-feira (24) que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula (PT), realizou viagens de alto padrão aos Alpes suíços e franceses entre 2024 e 2025, com custos bancados pela lobista Roberta Luchsinger. Os registros constam de material apreendido pela Polícia Federal no celular de Luchsinger e integram inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal.

Segundo a reportagem de Robson Bonin, Lulinha, sua esposa Renata Moreira e familiares se hospedaram nos primeiros meses de 2025 no Ultima, complexo de chalés privativos em Crans-Montana, nos Alpes suíços. As diárias no local ultrapassam 22 mil francos suíços (R$133 mil). O refúgio oferece spa de mil metros quadrados, piscina externa aquecida, cinema particular, chef com experiência em cozinhas Michelin, mordomo, motorista e serviços personalizados. Fotos e vídeos mostram ainda o uso de jatos privados, instrutores exclusivos de esqui, equipamentos de neve e consumo de champanhe na neve.

Marina Mantega, filha do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, teria indicado o destino ao grupo. A estadia nos Alpes suíços foi estimada em cerca de R$1,5 milhão. Em 2024, Luchsinger também bancou uma temporada em Courchevel, nos Alpes franceses, destino frequentado por ultraricos. Fontes da investigação apontam que só as viagens detalhadas na reportagem somam mais de R$ 2 milhões.

Para investigadores, o principal “produto” oferecido por Luchsinger em sua atividade de lobby era o acesso a Lulinha e aos benefícios que o filho do presidente poderia proporcionar a empresários interessados em influenciar a gestão federal. A empresária já declarou disposição de negociar delação premiada para relatar o que viu e ouviu nos últimos anos de governo.

O episódio ganha relevância política porque Lula afirmou publicamente não conhecer Luchsinger e a classificou como “pilantra”. A lobista, por sua vez, respondeu chamando o presidente de covarde, mentiroso e misógino. Lulinha, que mantém relação antiga de amizade com a empresária — anterior ao atual mandato de Lula, segundo ela —, permanece na Espanha enquanto a PF avança nas apurações sobre possível tráfico de influência. A reportagem destaca que apenas Luchsinger sofreu buscas até o momento.

As revelações se inserem em um conjunto mais amplo de apurações da Polícia Federal sobre a relação entre Lulinha e Luchsinger, que incluem outras viagens internacionais de luxo (como à Escandinávia para ver a aurora boreal, com orçamento superior a R$ 1,8 milhão) e suspeitas de intermediação de interesses privados no governo. O material documentado nos Alpes, segundo a Veja, contrasta com o discurso de “pai dos pobres” do presidente em plena campanha eleitoral de 2026.

Veja destaca que as imagens e registros estavam “escondidos no inquérito que tramita a passos lentos no STF”. Não há, até o momento, condenação ou indiciamento formal de Lulinha ou Luchsinger especificamente por essas viagens, que a defesa tem caracterizado como deslocamentos privados entre amigos.

Diário do Poder

Na casa do inimigo com cenário adverso, a vitória incontestável no debate do melhor candidato

*Por Victor Vonn Serran

É preciso entender que todo o cenário desse debate foi montado para que Lula tivesse vantagens que não teve no debate anterior. Mesmo assim Flávio se saiu melhor, mostrou menos nervosismo e conseguiu passar confiança ao eleitorado. Lula vai se arrepender de chamar o “Gugo”.

Essa era a última oportunidade de esperança de uma virada impossível. A voz de Lula, suas irritações e essa soberba de dizer que foi melhor em tudo enterra de vez qualquer possível chance. Tarcísio preparou Flávio com serenidade, e ele em território inimigo se saiu muito bem.

Para quem sentiu saudade das mitadas, o DNA gritou e Lula ouviu mais do que não queria. Foi o duelo do dinossauro analógico contra o candidato digital.

Victor Vonn Serran

Articulista

 

Consagração do jornalista Lima Coelho: Da premiação internacional ao Apocalipse dos Anônimos

*Por Neres Pinto

Autor de 40 livros publicados, o renomado jornalista, radialista e escritor maranhense Carlos Alberto Lima Coelho deve movimentar o cenário literário local com o lançamento de sua próxima obra, intitulada Apocalipse dos Anônimos (Memórias de um Repórter). O livro, que está em fase de preparação, promete seguir a linha humanista e espiritualista que consagrou o autor em publicações anteriores.

Com décadas de atuação na comunicação do Maranhão, inclusive no O IMPARCIAL, Lima Coelho é amplamente reconhecido por sua capacidade de conectar-se com o público de forma sensível e empática. O anúncio ocorre em um momento de consagração para o autor, que no ano de 2024 cruzou as fronteiras nacionais ao ser premiado pela prestigiada Academia Internacional de Literatura Brasileira, sediada em Nova York, que elegeu sua obra “Navegando nas Ondas das existências’ como o Melhor Livro Científico daquele ano. Se em sua obra premiada de 2024 Carlos Alberto ofereceu uma bússola intelectual e filosófica para compreender as complexidades e oscilações da vida moderna, em Apocalipse dos Anônimos o autor promete voltar seus olhos — e sua escrita generosa — para aqueles que movem o mundo em silêncio. Longe do sentido catastrófico que o senso comum atribui ao termo, a palavra “Apocalipse” é resgatada aqui em sua matriz etimológica mais pura: o ato de tirar o véu, de trazer uma revelação profunda.

Sobre o propósito e o perfil do novo livro, o próprio Lima resume a essência do projeto: “Às vezes a vida nos joga umas bolas… umas curvas, outras retas, e a gente precisa se virar, né? E foi justamente dessa confusão toda, desse turbilhão de sentimentos e pensamentos que o mundo, ou pelo menos uma parte dele, parecia estar vivendo, que nasceu o Apocalipse dos Anônimos. Sim, o título já dá um certo frio na barriga, confesso que até para mim, que vivi tudo de perto, foi uma montanha-russa de emoções intensas.
Quem eram os anônimos? Lima Coelho explica um pouco mais sobre o perfil do livro que está em fase de conclusão:

“Pensa comigo: o mundo todo com os olhos fixos no que parecia ser o fim, mas quem eram as pessoas de verdade vivendo aquilo? Eram os anônimos, aqueles rostos que a gente vê todo dia na rua, no mercado, no trabalho, mas que a gente raramente para e escuta. E eu, com a minha profissão de repórter, me vi nessa posição meio intrigante, de tentar ouvir essas vozes que estavam ali, sussurrando medos, esperanças e, às vezes, até umas piadas hilárias em meio a tudo aquilo”, enfatiza. Nesta aventura pelo Apocalipse dos Anônimos, Lima Coelho promete desvendar como o fogo, o caos e a escuridão, esses elementos tão simbólicos, se transformaram em manchetes e sussurros em cada esquina.“Vamos entender como a ficção, aquela que a gente ama em filmes e livros, às vezes pode nos pregar umas peças, alimentando medos que nem sempre têm fundamento. E, ah, vamos falar muito sobre a tal desinformação, essa senhora tão astuta que adora espalhar pânico feito fogo em palha seca.

Vou contar alguns bastidores, das informações que torceram a verdade, e de como algumas figuras públicas adoram surfar nessa onda”, afirma o escritor, atento ao seu tempo. A expectativa em torno de Apocalipse dos Anônimos consolida Carlos Alberto não apenas como um cronista atento de seu tempo, mas como um intelectual necessário. Aliando o rigor analítico que o consagrou internacionalmente à sensibilidade espiritual que sempre foi sua marca registrada, o escritor promete entregar ao público mais do que um livro, mas um manifesto de respeito à alma humana. A data oficial e o local do lançamento da obra em São Luís devem ser anunciados em breve.

*Neres Pinto é jornalista e advogado

 

Saiu a última pesquisa Datafolha/Globo com Flavio destacado com 51% dos votos e Lula com 49%

Acaba de sair a última pesquisa Datafolha antes da eleição de amanhã. Eis o resultado: Flávio Bolsonaro tem 51% dos votos válidos e Lula, 49%. Pesquisa realizada na sexta-feira (23) e neste sábado (24) ouviu 4.050 eleitores, em 124 municípios, e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou menos. A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela TV Globo, e está registrada no TSE sob o código BR-09540/2026.

Jornal da Cidade Online

A dignidade do trabalhador e o fosso da esquerda: O pobre não pediu tutor. Pediu para trabalhar em paz

* Por Renato Codeco

Por que o trabalhador brasileiro está virando as costas para quem jura defendê-lo? A resposta não está nos livros que a esquerda lê. Está na rua. Segundo o Datafolha, seis em cada dez brasileiros preferem trabalhar por conta própria a ter carteira assinada. Entre os jovens, quase sete em cada dez. Não é rebeldia. É gente que quer ser dona do próprio destino.

Pense na manicure que conquistou a clientela uma a uma, ou no motorista de aplicativo que decide a que horas sai de casa. Para eles, liberdade não é verbete de sociologia: é ferramenta de trabalho. Em coluna de 8 de outubro, o filósofo Luiz Felipe Pondé resumiu: a dignidade do trabalhador está em ganhar a própria renda e mandar na própria vida. E deixou um recado aos progressistas: “desçam do salto alto”.

A esquerda não desce. Desde Marx, ela enxerga o mundo dividido entre oprimidos e opressores. Nesse roteiro, o pobre tem papel fixo: vítima. E vítima não escolhe; espera. Por isso, quando o pobre vota na direita, o diagnóstico da esquerda de gabinete já vem pronto: foi enganado, não sabe o que faz. É mais fácil xingar o eleitor do que reescrever o roteiro. A esquerda ama o pobre, desde que ele continue pobre e agradecido. Na fé, aconteceu o mesmo. Hoje, um em cada quatro brasileiros é evangélico. Em 2016, frei Betto, que ninguém acusará de simpatia pela direita, registrou uma frase que circulava entre os próprios católicos: a Igreja fez a opção pelos pobres, e os pobres fizeram a opção pelos evangélicos. O povo foi atrás de quem fala de trabalho, família e prosperidade. A esquerda ficou com a teoria. O povo ficou com o futuro. Esse trabalhador sabe uma coisa que muito doutor esquece: o Estado não produz nada. Cada real que o governo gasta saiu do suor de alguém, muitas vezes da própria manicure e do próprio motorista.

Dirão que o pobre também precisa do Estado. Precisa, e eu concordo. Milhões de famílias dependem do Bolsa Família, e o próprio Pondé reconhece que o programa é essencial para muitas delas. Também defendo amparo para quem não tem como competir: o pobre, o doente, o idoso, a criança em desvantagem. Por isso apoio a cota social, pela renda, e não pela cor ou pelo gênero. A diferença está no objetivo. Amparo bom é trampolim: ajuda a pessoa a ficar de pé e seguir sozinha. Amparo ruim vira cerca. E, para muita gente na esquerda, o sucesso de um programa se mede por quantos entram, não por quantos saem.

A manicure e o motorista não pedem para ser salvos. Pedem para ser deixados trabalhar: imposto que não sufoque, regra que não mude todo ano, escola que ensine o filho a ler e a fazer conta. O fosso entre a esquerda e o trabalhador não foi cavado pelo pobre. Foi cavado por quem, em vez de ouvi-lo, preferiu explicá-lo. Resta saber se a esquerda vai descer do salto ou continuar falando sozinha.

*Renato Codeco

Contador e licenciado em matemática, com MBA em Finanças, Auditoria e Controladoria pela FGV, e escreve sobre tributação, contas públicas e instituições.

 

Adicione Desesperado, Lula disse no debate que governo vai “acabar com a polícia.” O PCC e o CV, representados

Petista cometeu ato falho ao comentar propostas sobre a área de segurança pública. O presidente Lula (PT) cometeu um ato falho nesta sexta-feira, 23, ao afirmar que seu governo, caso seja reeleito, vai “acabar com a polícia”. O petista comentava as propostas para a área de segurança pública e o combate ao crime organizado durante o debate da TV Globo. Na sequência, Lula afirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública e prometeu combater a criminalidade.

“Ele [Flávio] quer entregar pro Trump cuidar daqui. Eu quero cuidar aqui. Aprovada a PEC da Segurança, eu vou criar o Ministério da Segurança Pública e aí você vai ver o governo acabar com a polícia e deixar o território livre. Pro trabalhador, proteção. Pro bandido, cadeia”, disse.

O presidente também acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL) de ter relações com pessoas ligadas à milícia no Rio de Janeiro e citou a concessão de uma condecoração a um miliciano.

“Todo mundo sabe a relação dele com coisa ruim no Rio de Janeiro. Todo mundo sabe dele oferecendo condecoração pra miliciano, dando emprego. A mãe da Ana Clara. A mãe da Marielle tá aqui, sabe disso. O Freixo sabe disso. Ele não vai fazer nada. É bravata”, afirmou.

O Antagonista

 

Para o Instituto Quaest, Flavio Bolsonaro foi o vencedor do debate na Globo e Lula voltou a perder

Flávio superou Lula entre os eleitores classificados como independentes na avaliação do debate presidencial da TV Globo. Segundo relatório da Sala de Debate da Quaest, o senador recebeu nota 6 nesse segmento, enquanto o petista ficou com 5,2. O levantamento avaliou as falas dos dois candidatos ao longo do programa e dividiu os participantes em cinco segmentos político-identitários: lulistas, esquerdistas, independentes, direitistas e bolsonaristas.

Lula teve desempenho superior entre os grupos mais identificados com a esquerda. O petista recebeu nota 8,7 entre lulistas e 6,5 entre eleitores de esquerda. Flávio marcou 3,4 e 4,2, respectivamente. A situação se inverte entre independentes e eleitores identificados com a direita. Além da vantagem de 6 a 5,2 entre independentes, Flávio recebeu nota 7,4 entre eleitores de direita, contra 3,9 de Lula. Entre bolsonaristas, o senador chegou a 9, enquanto o petista ficou com 3. O momento mais bem avaliado de Flávio ocorreu no segundo bloco, quando Lula questionou o adversário sobre suas propostas para a saúde. Na resposta, o senador afirmou que faria um “tesouraço” na corrupção, na burocracia e nos impostos.

Flávio também criticou a atual gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), mencionou a falta de medicamentos e as filas para atendimentos especializados. A intervenção recebeu nota geral 8,1. Entre independentes, marcou 6,7; entre eleitores de direita, 7,9; e entre bolsonaristas, 9. Outro momento de destaque ocorreu quando Flávio tratou do poder de compra dos brasileiros. Ao responder a Lula sobre salário mínimo, afirmou que a renda das famílias havia sido prejudicada pelo atual governo e relacionou o cenário aos gastos públicos e à taxa de juros. Entre bolsonaristas, a fala recebeu 8,6; entre eleitores de direita, 6,5.

A análise da Quaest também separou o confronto por assuntos. O relatório classificou Flávio como o candidato que dominou as discussões sobre política e alianças, segurança pública, infraestrutura e mobilidade e assistência social e pobreza. O petista chegou a dizer que acabará com a polícia.

Lula, por sua vez, teve, segundo o instituto, domínio atribuído nos temas emprego e renda, saúde e agro, indústria e desenvolvimento. Corrupção e integridade, economia e custo de vida e educação foram classificados como bem disputados.

Jornal da Cidade Online