Passam de 16,5 mil os casos de pessoas que tomaram doses de vacinas diferentes

Segundo o Ministério da Saúde, troca de fabricantes entre a 1ª e a 2ª dose é considerada erro de imunização contra a covid-19

Um levantamento divulgado nesta sexta-feira (23) pelo Ministério da Saúde, com base em dados do Data Sus, revelou que pode passar de 16,5 mil o número de pessoas no país que receberam vacinas de fabricantes diferentes entre a primeira e a segunda dose da imunização contra a covid-19.

Na maioria dos casos, os pacientes receberam inicialmente a vacina Astrazeneca/Oxford e, depois, a Coronavac. Porém, a determinação da pasta é que o paciente receba as duas doses do mesmo fabricante, pois a troca é considerada por médicos como um erro de imunização.

Em Brasília, a técnica de enfermagem Luana Carolina Cavalcanti só percebeu o erro ao conferir a carteira de vacinação. “Acho que elas colocaram errado ou eu não vi. Fiquei indignada”, contou. No entanto, a secretaria de saúde do DF nega a troca de doses.

A cidade de Santo André, na Grande São Paulo, seria a primeira colocada entre as que mais apresentaram falhas desta natureza — o estado paulista também estaria na frente nesta relação. No entanto, a prefeitura andreense justificou que a falha teria ocorrido na transmissão de dados.

“Podemos garantir que não houve, até o momento, nenhum registro de vacinas trocadas entre a primeira e a segunda dose. O que ocorreu foi um erro na plataforma alimentada pelo governo do estado que transmite as informações que nós registramos para o Ministério da Saúde, frisou Márcio Chaves Pires, secretário municipal de saúde de Santo André.

Já a coordenadora-geral do Programa Estadual de Vacinação de São Paulo, Regiane de Paula, avaliou que na maioria dos casos, principalmente no município em que foi relatado um grande quantitativo de pessoas que teriam tomado doses diferentes, ocorreu um erro de registro.

“Esse erro de registro ja foi corrigido. Inclusive na plataforma VaciVida nós já revisamos e que não tinha sido informado ao Ministério, porque quando percebemos isso, já tinham sido imputados os dados ao Ministério da Saúde”, rebateu.

Diferenças entre os imunizantes

As vacinas têm intevalos diferentes de aplicação das doses. No caso da Coronavac, são 28 dias. Já para a Astrazeneca/Oxford, são estabelecidos três meses para a imunização completa.

A tecnologia usada no processo de fabricação também não é a mesma. A Coronavac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, usa o vírus inativo. Já a Astrazeneca/Oxforde, de responsabilidade da Fiocruz, utiliza outro vírus para carregar informações genéticas do novo coronavírus e estimular o sistema imunológico.

Ainda não há estudos que apontem as consequências nas pessoas que tomam uma dose de cada imunizante. Os médicos avaliam que essa pessoa não está imunizada. E, por isso, terá que tomar uma terceira dose de vacina de um dos fabricantes.

“O correto é [que] essas pessoas que receberam vacina de outro laboratório, que elas recebam a vacina do primeiro laboratório. O ideal, talvez, seja esperar em torno de duas semanas pra fazer a aplicacao da vacina correta, do primeiro laboratório, como recebeu anteriormente”, explicou o infectologista Marcelo Otsuka.

O que diz o Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde informou que a base de dados do SUS é alimentada por informações das secretarias estaduais. A pasta foi notificada sobre 481 ocorrências de trocas de fabricantes e reforçou também que cabe aos estados e municípios o acompanhamento de possíveis reações adversas em um prazo de 30 dias.

Fonte: R7

 

Fiocruz aponta que crescimento da covid-19 segue entre mais jovens

Observatório da Fundação mostra aumento de mais de 1.000% de óbitos entre pessoas de 20 a 29 anos, no período de 4 a 17 de abril

O boletim do Observatório Fiocruz Covid-19, divulgado na tarde desta sexta-feira (23), mostrou que segue o rejuvenescimento da pandemia no Brasil.

Os dados foram calculados com bases nos registros de 4 a 17 de abril, da 14ª e 15ª semana epidemiológica de 2021. As comparações são feitas com a primeira semana do ano da epidemia. De acordo com o estudo, o maior crescimento de óbitos pela infecção do SARS-CoV-2 aconteceu na faixa etária de 20 a 29 anos, com aumento de 1.081,82%.

Na primeira semana do ano, aconteceram 127 mortes de pessoas entre os 20 e 29 anos. Na 15ª semana do ano, que foi dos dias 8 a 14 de abril, os óbitos em pessoas desta mesma faixa etária foram de 1.074 pessoas. Já entre os novos casos da doença, as pessoas entre 40 e 49 anos foram as mais afetadas e o índice subiu 1.173,75%.

Além dessas evidências, quando é analisada as idades dos pacientes de unidades de Terapia Intensiva (UTI), fica claro que mudou a faixa etária dos doentes graves. Na semana epidemiológica um, a proporção de doentes com menos de 70 anos internados em UTI era 52,74%. Na 14 ª semana, 72,11% dos internados estavam abaixo dos 70 anos.

Números gerais

O documento registra um crescimento de novos infectados em todas as idades. O crescimento global de 642,80%. Algumas faixas etárias mantiveram crescimento superior ao global: 20 a 29 anos (745,67%), 30 a 39 anos (1.103,49%), 40 a 49 anos (1.173,75%), 50 a 59 anos (1.082,69%) e 60 a 69 anos (747,65%).

O aumento global do número de óbitos foi de 429,47%. As mesmas faixas etárias tiveram aumento diferenciado: 20 a 29 anos (1.081,82%), 30 a 39 anos (818,60%), 40 a 49 anos (933,33%), 50 a 59 anos (845,21%) e 60 a 69 anos (571,52%). No período analisado, quase todos os Estados apresentaram estabilidade no número de novos casos e óbitos, com exceção de Roraima. Lá, foi verificada nova alta tanto nos dois índices.

As maiores taxas de incidência de covid-19 foram em Rondônia, Amapá, Tocantins, Ceará, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, e no Distrito Federal. As taxas de mortalidade elevadas aconteceram nos estados de Rondônia, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal.

O Boletim alerta que as regiões Sul e Centro-Oeste são classificadas como críticas para as próximas semanas, o que pode ser agravado pela saturação do sistema de saúde nesses estados. Sobre a mortalidade, o Rio de Janeiro tem o pior índice do Brasil, com 8,3%, seguido de Paraná (6,2%), Distrito Federal (5,3%), Goiás (5,2%) e São Paulo (5,1%).

Segundo os pesquisadores, alta letalidade revela grave falhas no sistema de atenção e vigilância em saúde nesses estados, como a insuficiência de testes diagnóstico, identificação de grupos vulneráveis e encaminhamento de doentes graves.

MENOS MORTES

Por outro lado, entre janeiro e fevereiro, a vacinação da população ajudou a diminuir os óbitos em pessoas que receberam os imunizantes. Houve uma queda de 34% nas mortes por covid-19 entre as pessoas com 90 anos ou mais na rede pública da cidade do Rio. Na cidade de São Paulo, as mortes entre 85 e 89 anos despencaram 51% em fevereiro, com relação a janeiro.

Fonte: R7

 

 

Procurador que atuou na Lava Jato desafia Gilmar: “Gostaria de ler as duas biografias”

Gilmar Mendes não esperava por essa. Recentemente, o ministro afirmou:

“Se não zelamos por nossa biografia, zelemos pela biografia do tribunal.”

A frase não agradou nenhum pouco o procurador Roberson Pozzobon que atuou na Operação Lava Jato.

Em uma série de publicações em suas redes sociais, o procurador desafiou o ministro:

“…’Se não zelamos por nossa biografia, zelemos pela biografia do tribunal’, ministro Gilmar Mendes.

Interessante Sua Excelência mencionar isso.

E se o STF:

Julgasse todos os pedidos de suspeição de seus Ministros (às vezes o autorreconhecimento não vem).

Fosse mais Tribunal Constitucional e menos Corte Penal ou 4ª instância recursal;

Não aceitasse pedidos de vista a perder de vista (menos de ano certamente seria bom)

Não investigasse diretamente – por mais graves que eventualmente fossem – supostas infrações praticadas contra si (ser vítima, investigador e julgador ao mesmo tempo é esquisito né?!).

Não admitisse em seus processos a juntada de provas ilícitas, não fornecesse cópias de provas ilícitas, não permitisse o uso de provas ilícitas, inclusive para “argumentações laterais” do tipo, “não preciso nem estou usando esse ‘material’, mas vocês viram que…”

“Gostaria de ler essa biografia.”

Jornal da Cidade Online

 

Pão francês a partir de junho será vendido apenas por quilo

Preço do produto deverá ser afixado próximo ao balcão de venda, em local de fácil visualização pelo consumidor

A partir do dia 1° de junho, o tradicional pão francês (ou pão de sal) deverá ser comercializado apenas pelo peso e não mais por valor unitário.

O preço do quilo do produto deverá ser afixado próximo ao balcão de venda, em local de fácil visualização pelo consumidor, além de ser grafado com dígitos de pelo menos 5 centímetros de altura.

As determinações sobre como o produto deve ser comercializado constam de uma portaria do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) publicada nesta sexta-feira (23), no Diário Oficial da União.

A portaria acrescenta que a balança a ser utilizada deve ter, como característica, um medidor com divisão igual ou menor a cinco gramas, além da indicação de peso e preço a pagar.

Fonte: R7

 

Anvisa termina inspeção na Rússia e decide sobre Sputnik V na segunda

Governadores têm cobrado a agência para que autorize a importação da vacina russa ainda em abril 

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) terminou nesta sexta-feira (23) a inspeção realizada nas duas fábricas da vacina Sputnik V, na Rússia, e deverá decidir sobre a importação da vacina contra a covid-19 na segunda-feira (26).

Técnicos da agência participaram desde segunda-feira (19) de visitas de inspeção nos laboratórios que produzem a vacina russa. “Após a inspeção, a equipe retorna ao Brasil e consolida ao relatório de inspeção das duas plantas fabris. A elaboração do relatório é parte da inspeção”, informou a Anvisa em nota.

A Diretoria Colegiada da agência terá reunião extraordinária na segunda-feira, às 18h, para apreciar pedidos de importação da Sputnik V feitos por estados e municípios. A data foi marcada em razão do prazo de 30 dias definido por lei, e confirmado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), para que a Anvisa avalie os pedidos de importação de vacinas para covid-19 sem registro.

Os governadores têm cobrado a Anvisa para que autorize a importação da vacina russa ainda em abril. A agência alega não ter dados suficientes para atestar segurança da vacina.

O Brasil tem duas negociações paralelas com o instituto russo Gamaleya, fabricante da vacina, para obter a Sputnik: uma do Ministério da Saúde, que prevê a compra de 10 milhões de doses, e outra dos governadores, por mais de 60 milhões de doses.

Já na terça-feira (27), a outra reunião extraordinária da diretoria colegiada vai apreciar o pedido de uso emergencial da combinação dos medicamentos biológicos banlanivimabe e etesevimabe, do laboratório Eli Lilly do Brasil Ltda. A solicitação de uso emergencial foi encaminhada pelo laboratório no último dia 30 de março.

A agência também realizará na quinta-feira (29) a 8ª Reunião Ordinária da Diretoria Colegiada. A pauta traz uma série de temas relacionados às áreas de regulação da Anvisa.

Fonte: R7

 

Corte no orçamento impede o IBGE de realizar o censo em 2021

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, informou que o Orçamento de 2021 não traz recursos para a realização do Censo Demográfico; pesquisa será adiada. O governo federal cortou ainda mais a verba destinada à pesquisa neste ano. Segundo entidade, o Censo pode acontecer só em 2023

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, informou nesta sexta-feira (23) que o Orçamento de 2021 não traz recursos para a realização do Censo Demográfico. Portanto, segundo ele, a pesquisa será adiada.

“Não há previsão orçamentária para o Censo, portanto ele não se realizará em 2021. As consequências e gestão para um novo Censo serão comunicadas ao longo desse ano, em particular em decisões tomadas na Junta de Execução Orçamentária”, declarou.

O governo federal cortou ainda mais a verba destinada à realização da pesquisa neste ano, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em comparação a 2020 — ano em que foi adiada pela primeira vez.

Dos R$ 2 bilhões previstos, apenas R$ 71 milhões foram aprovados pelo Congresso Nacional no mês passado.

“As razões do adiamento foram colocadas no momento em que, o Censo não teve o recurso alocado no processo orçamentário e, como foi falado aqui, novas decisões sobre alocação e realização do Censo têm a fase preparatória, serão comunicadas, sempre atentando para as orientações que, do ponto de vista da saúde, vierem determinadas pelo Ministério da Saúde”, completou Rodrigues.

Fonte: R7

 

Jornalista compara Lewandowski a “advogado de bandido”

No programa Os Pingos nos Is da Rádio Jovem Pan, da noite desta quinta-feira (22), o jornalista Augusto Nunes criticou de forma dura a justificativa do ministro do STF, Ricardo Lewandowski, para a manutenção da suspeição do ex-juiz Sérgio Moro no julgamento de processos contra o ex-presidiário Luís Inácio Lula da Silva.

A decisão da segunda turma pela suspeição de Moro, em 23 de março, foi confirmada pelo colegiado do Supremo, por 7 votos a 2 (faltam ainda dois votos, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vistas por Marco Aurelio Mello.

Segundo o comentarista político, em seu voto, Lewandowski afirmou que o combate à corrupção promovido pela Operação Lava Jato, quebrou a Petrobras e foi o motivo para o Brasil deixar de ser uma das maiores economias do mundo.

A afirmação do magistrado, para Augusto Nunes, é típica de “advogados de bandidos” e de quem “tenta justificar a corrupção”.

Jornal da Cidade Online

Senador Girão quer ouvir ministro Marco Aurélio Mello, na CPI da Covid

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) está sendo cotado para assumir a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, o que está deixando a esquerda muito preocupada, afinal, com Girão à frente, o trabalho da comissão tende a ser mais isento e abrangente, como ele falou com exclusividade em entrevista à jornalista Berenice Leite, em Brasília.

“Não tenho conflito de interesses, não tenho filho governador, não tenho parente prefeito, não tenho interesse político para 2022”, ressaltou o senador.

Girão criticou a possibilidade de existir um ‘acordão’ no Congresso Nacional para definir quem seria o presidente e o relator da CPI.

“Jamais aceitaria um acordo como esse, pois não pode haver, no comando de uma CPI, conflito de interesses. Não pode haver blindagem a supostos investigados. Nós sabemos que essa CPI vai investigar a União e também as centenas de bilhões de reais, de verbas federais, para estados e municípios. E os escândalos a gente viu, inclusive eu relacionei, no pedido de CPI – sou autor de um requerimento, com a maioria dos senadores que assinaram, 45 senadores – coloquei os fatos determinados, cada operação da Polícia Federal no ano passado. O que estão querendo esconder? Estão com medo de quê?”, questionou o senador.

O senador comentou ainda que quer ouvir o ministro Marco Aurélio Mello, do STF, na CPI, pois, segundo Girão, ele tirou atribuições do poder Executivo, para dar a estados e municípios. De acordo com o senador, estão fazendo um requerimento para solicitar a presença do ministro na comissão.

“Agora estão cobrando as responsabilidades por tantas mortes, então, temos que ouvir também o Supremo Tribunal Federal, para entender porque fez isso”, destacou.

Para Girão, é importante que a CPI não enverede para palanque político eleitoral, e isso não é correto nesse momento que o povo brasileiro sofre, com crise de saúde, crise econômica, desemprego e fome.

“Temos que fazer algo técnico, e para fazer algo técnico, precisa realmente ter isenção, caso contrário, isso vai acabar virando pizza para alguns e pegando o fígado de outros”, frisou.

De acordo com Girão, o Senado precisa dar um passo ao encontro da sociedade, e não ficar apartado, como está.

Jornal da Cidade Online

 

Gilmar Mendes diz que Lula pode pedir indenização por ter ficado preso 580 dias

Lula não foi inocentado. Muito pelo contrário. A declaração do ministro Gilmar Mendes é, no mínimo, irresponsável. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, afirmou que o ex-presidente e ex-presidiário, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, pode – se quiser – pleitear indenização por ter passado 580 dias preso.

O ministro ainda destacou que a suspeição do ex-juiz federal Sérgio Moro, julgada pela Corte, não será revista.

“Essa questão está resolvida. Porque, de fato, nós julgamos o habeas corpus (da suspeição de Moro na Segunda Turma). Nós temos que ser rigorosos com as regras processuais. Não podemos fazer casuísmo com o processo, por se tratar de A ou de B. O que é curioso é que eu propus que a matéria fosse afetada ao plenário, na época, em 2018, no início do julgamento. E, por três a dois, a minha posição ficou vencida. E, agora, a decisão foi tomada”, comemorou.

De posse de sua elegibilidade para as eleições de 2022, Lula já entrou em contato com Paulinho da Força (Solidariedade) e outros membros da força sindical a fim de “intensificar” viagens pelo Brasil e aproximar-se de políticos do “Centrão”.

Antes de receber a “dádiva” do STF, o petista defendia o movimento “fique em casa” e chegou a fazer apelo para a população em entrevista veiculada nas redes sociais.

“Não saia. Não vá para festa. Não vá para aniversário. Fique em casa cuidando de você, cuidando da sua família, que é o melhor que a gente pode fazer”, ponderou, na época.

Em dezembro de 2020, mesmo pregando o “fique em casa”, Lula viajou a Cuba, foi diagnosticado com a Covid-19 e foi tratado em um hospital da ilha, ficando 14 dias em quarentena. Foi uma das viagens de ex-presidentes mais caras da história.

A comentarista política, Ana Paula Henkel, no programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, desta terça-feira (20), ironizou os comentários de Gilmar Mendes sobre uma possível “indenização” a Lula e disse que o STF não protege a Constituição brasileira.

“Acho que o Brasil deveria pleitear indenização em relação ao Gilmar Mendes rasgando a Constituição e virando praticamente toda a semana um cheerleader de pompom na mão para colocar o Lula ‘rodando’ o país, com um fique em casa gourmet”, criticou, lembrando que os ministros do Supremo atuaram em outros casos – como o do deputado federal Daniel Silveira e do jornalista investigativo Oswaldo Eustáquio – sem nenhum zelo pelas regras constitucionais.

JP News

Com a farra da impunidade do STF o dinheiro público apreendido será devolvido aos criminosos?

A quadrilha lulopetista está definitivamente de volta a ativa. E isso só vem sendo possível após decisões controversas de ministros da Suprema Corte, que soltaram condenados, anularam processos e, pior, estão a ponto de “jogar no lixo” absolutamente todo o trabalho de mais de uma década para desarticular o maior escândalo de corrupção que se tem conhecimento no país.

Primeiro foi Edson Fachin, em março, quando anulou as condenações do “apedeuta” Luís Inácio, ao considerar que a 13ª Vara de Justiça de Curitiba não teria mais competência para julgar os crimes da Lava Jato relacionados aos processos contra ele (Triplex do Guarujá, Sítio de Atibaia, Sede do Instituto e outros mais que viriam na enxurrada de acusações e delações premiadas).

Dias depois, veio a decisão da 2ª turma do STF, pela suspeição de parcialidade do ex-juiz Sergio Moro no julgamento dos mesmos processos, o que tornou todo o trabalho irregular. Curiosamente, além de Kássio Nunes Marques, Edson Fachin foi o outro ministro que votou contra a suspeição de Moro. Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, favoráveis, foram acompanhados pelo “voto supresa e alterado de última hora” de Carmen Lúcia (que já havia decidido anteriormente pela não suspeição).

E em votação iniciada na tarde desta quinta-feira (22), poderemos assistir, a “o martelo bater no último prego no caixão da Lava Jato”, com o julgamento do caso pelo colegiado (todos os 11 membros), o que pode jogar por terra todos os demais processos originados a partir da operação, em um efeito dominó, destruindo o trabalho da própria justiça, que recebeu as denúncias, dedicou milhões de reais, milhares de profissionais e de horas de trabalho na investigação e na confirmação de provas que levaram aos julgamentos e à recuperação de bilhões de reais desviados dos cofres públicos (e ainda há muito a se recuperado).

Dinheiro que, aliás, pasmem, pode voltar justamente para os bolsos dos acusados e também dos já condenados, cujos processos e penas também poderão ser anulados.

Todos poderão, assim, voltar à vida pregressa, sem grades, algemas e tornozeleiras eletrônicas, aguardando placidamente a prescrição dos crimes e rumando suas vidas felizes … tudo com a anuência da “justiça”.

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Jovem Pan, na manhã desta quinta, a jurista e procuradora Thaméa Danelon disse que é possível “que outros réus utilizem o entendimento de modo a anular as condenações proferidas por Moro, e que R$ 5 bilhões (será que há prova maior de que houve corrupção?) podem ser devolvidos.

“Estamos testemunhando o desmonte da maior operação anticorrupção do país. Estão sendo abertas as portas da impunidade”, finalizou Danelon.

Fonte: Jovem Pan