Ministro Guedes confirma antecipação do 13º a aposentados

O ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou nesta sexta-feira que o governo vai antecipar o pagamento do décimo terceiro aos aposentados este ano como uma medida de enfrentamento à crise da pandemia, como já feito em 2020, e que também já está trabalhando na renovação do programa BEM, que oferece uma complementação de renda a trabalhadores que tenham sofrido redução de jornada e de salários.

“Assim que aprovar o Orçamento, vão ser antecipados também o décimo terceiro justamente dos mais frágeis, dos mais idosos, como fizemos da outra vez. O BEM, que é o programa de preservação de empregos, já estão sendo disparadas as novas bases. Então, tem mais coisa vindo por aí”, disse Guedes em entrevista a jornalistas na portaria do Ministério da Economia, sem dar detalhes.

Normalmente, a primeira parcela do 13º da Previdência, com 50% do valor do pagamento, é paga com o benefício de agosto e a segunda parte, com o de novembro. No ano passado, o 13º do INSS foi integralmente pago no primeiro semestre, no valor total de 47,5 bilhões de reais.

Guedes também voltou a defender a importância do processo de vacinação em massa para a recuperação da economia e criticou os embates políticos no país, ressaltando que “essa guerra sem fim” não ajuda o Brasil.

“Eu acho que nós precisamos de um espírito construtivo, nós temos que construir juntos, é um compromisso construir o Brasil”, afirmou. “Eu tenho dito que essa briga política, essa guerra sem fim, não vai nos ajudar a chegar no melhor lugar.”

As declarações de Guedes vêm um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro ter atacado as medidas de restrição de circulação que estão sendo adotadas pelos governadores contra a Covid-19.

Na quinta-feira, Bolsonaro também demonstrou irritação com aqueles que cobram em redes sociais que o governo federal compre vacinas contra a Covid-19, chamando-os de idiotas e dizendo que só poderia comprar imunizantes “na casa da tua mãe”.

“Agora o grande desafio é a vacinação em massa, porque na saúde nós precisamos avançar rapidamente para não derrubar a economia brasileira de novo. Além da dimensão humana da tragédia das famílias, tem o perigo de você derrubar a economia de novo, aí você agudiza todo o problema brasileiro”, disse Guedes a jornalistas.

Falando ao lado do relator da PEC Emergencial na Câmara, deputado Daniel Freitas (PSL-SC), com quem esteve reunido, o ministro também ressaltou a importância de a liberação para o pagamento de novas parcelas do auxílio emergencial vir no âmbito de um novo marco fiscal, e disse que a questão está bem encaminhada no Congresso. A PEC foi aprovada em dois turnos no Senado esta semana e está prevista para ir à votação no plenário da Câmara na próxima quarta-feira.

Agência Reuters

 

Trégua defendida por Roseana Sarney com união para o combate a pandemia é ignorada por Flavio Dino

                Há poucos dias, através das redes sociais, a ex-governadora Roseana Sarney defendeu uma ampla trégua política e a união de esforços de todas as correntes partidárias para ações objetivas e efetivas de enfrentamento  a pandemia da covid-19. Ela tem uma dimensão acentuada, vendo que a nova onda da doença com o surgimento de variantes pode se constituir em um sério e grave problema de consequências inimagináveis, colocando em riscos milhares de vidas.

Para o governador Flavio Dino, que já havia ignorado as recomendações do Consórcio de Governadores do Nordeste e posteriormente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, que fizeram advertências sérias, não seria um pedido de uma política que o faria mudar as suas ideias e visão tosca sobre a covid-19.

Flavio Dino concentra as suas ações governamentais, voltadas para interesses políticos, principalmente que permanece alimentando o sonho de ser candidato à presidência da república, mas não tira o olho da única vaga ao senado federal em disputa no Maranhão em 2022. Além de Roberto Rocha que deve ser candidato à reeleição, desponta também entre os candidatáveis, o deputado estadual  Othelino Neto, presidente da Assembleia Legislativa do Estado e defensor da candidatura do senador Weverton Rocha ao Governo do Estado, além de outros pretensos.

Apesar de ainda não ter se manifestado sobre o seu retorno a política partidária, a ex-governadora Roseana Sarney é sem dúvidas, uma das maiores preocupações do governador Flavio Dino. Como sabe que não terá chance de compor uma chapa com grupo forte e tentar por pequenos partidos se tornará chacota nacional, não desloca o olho da vaga do senado. Se a ex-governadora decidir entrar na disputa com a sua liderança e o considerável apoio popular, pode perfeitamente ser bem sucedida, levando em conta os sucessivos desgastes do governador e os conflitos internos do grupo político que integra, na iminência de um racha, em que os dissidentes podem fortalecer  muitas candidaturas.

Diante da seriedade e das consequências que podem ser muito graves da covid-19 e variantes, atender uma sugestão e mais precisamente de Roseana Sarney, para Flavio Dino nem pensar. Como não atendeu o Consórcio de Governadores do Nordeste e muito menos o Conass, que tem como presidente o seu secretário Carlos Lula, o governador segue com o seu empirismo fazendo o que bem entende, sem deixar de lado criticas e agressões ao presidente da república, deixando de concentrar esforços no enfrentamento a pandemia que coloca em riscos milhares de vidas maranhenses. Há suspeitas de que o governador espera apenas a definição do novo auxilio emergencial pelo governo federal para então se posicionar favorável ao lockdwn.

 

 

 

 

 

 

 

Ao mestre, com carinho

Carlos Nina*

Conheci Alberto José Tavares Vieira da Silva na Faculdade de Direito da Rua do Sol, quando ali lecionou Direito Penal para a minha turma. Passou a ser, a partir de então, meu professor, e assim o tem sido ao longo desses últimos 50 anos. Mais que um professor, uma referência, um parâmetro de competência, responsabilidade, disciplina, ética, respeito. Daí a lealdade do amigo, que lhe diz não o que você quer, mas o que você precisa ouvir.

Não é este um registro privilegiado, pois professor Alberto tem muitos amigos e admiradores, exatamente pelas qualidades mencionadas e ser verdadeiramente amigo dos seus amigos, ao ponto de com eles se preocupar e ajudá-los, sem que sequer muitos deles tenham sabido ou saibam que gozam de tamanha bênção.

Nas audiências e sessões que presidiu, o magistrado Alberto Tavares mostrou sempre firmeza e equilíbrio, bom senso, conhecimento da matéria objeto da lide, fosse ela de qualquer natureza, tratando a todos com a dignidade que a função exige, ensejando a admiração de quantos presenciavam verdadeiras lições de conteúdo, educação e elegância, marcas de sua conduta.

Para seus alunos, foi um professor exemplar, pelo domínio da matéria, pela didática e, acima de tudo e mais uma vez, pelo respeito com que sempre revestiu sua conduta. Daí porque granjeou para si o querer bem de seus incontáveis alunos.

A par de suas atividades como magistrado e no magistério, orador nato que é, tornou-se um conferencista disputado, não só em eventos de natureza jurídica, mas fora desse âmbito, tratando com invulgar conhecimento sobre outros assuntos, inclusive ética, enriquecido por sua formação em Filosofia, e permeando suas falas quase sempre com referência ao padre Antônio Vieira, cuja obra conhece profundamente.

Há, entretanto, uma particularidade que muito contribuiu para sua formação e que por isso mesmo a ela se mantém ligado, como um compromisso então assumido, qual seja a de ter servido ao Exército brasileiro, de 1958 a 1963, quando saiu, apto a 1º Tenente. Fiel às Forças Armadas, está sempre presente quando convidado, seja para uma solenidade, seja para proferir a palestra de instrução aos novos alunos do NPOR que adentram, ano a ano, o portão principal do 24º Batalhão de Infantaria de Selva, em São Luís, ou com outra finalidade. Encargos esses que recebe e cumpre como missão.

O conhecimento, a experiência e a sabedoria do professor Alberto Tavares estão, portanto, espalhados mundo afora, para além do universo jurídico e universitário, em academias, associações, quartéis, conselhos profissionais, clubes de serviço, instituições governamentais e outros auditórios, onde quase sempre, nas plateias, estão alunos seus, magistrados, membros do Ministério Público, delegados de Polícia, defensores públicos, procuradores, advogados e no exercício de inúmeras outras atividades.

Há dois anos, paralelamente a toda a sua intensa atividade intelectual, a meu convite, tem presidido a Comissão Julgadora dos concursos anuais de texto promovidos pelo Grêmio Lítero Recreativo Português, com os temas “A importância das Forças Armadas para a Democracia” (2019), “O sesquicentenário do Exército brasileiro em São Luís: evolução histórica, tecnológica e atuação social” (2020) e “A presença portuguesa em São Luís: arquitetura, culinária, cultura, economia e política” (2021).

Não lhe bastam essas atividades. Professor Alberto encontra tempo para cultivar outros prazeres, como o tango, que, mercê de seu domínio sobre a língua espanhola, conhece sua história, letras e música e, não raro, deixa que sua voz revele o talento de um cantante que já esteve nas melhores casas de tango de Buenos Aires, ali fazendo e cultivando amizades. Acrescente-se a essa vertente a miúda gaita por onde extravasa sua sensibilidade musical, através dos acordes de tangos de sua preferência.

Antes do tango, há outro lado desse magistrado exemplar e professor querido por seus alunos.  É sua vocação como homem do campo, onde, desde criança, aprendeu a montar, cuidar de animais e a atirar, tornando-se exímio atirador.

Seriam necessárias incontáveis páginas para escrever a história do professor Alberto, por se tratar de um ser que é um universo imenso, com uma contribuição impagável e incalculável à Justiça brasileira, como magistrado e pela árdua tarefa de instalar e primeiro a presidir, em Brasília, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, o de maior extensão territorial do País, enfrentando percalços que por si só contêm episódios marcantes da grandeza de seu caráter e de sua integridade moral.

O mesmo pode-se dizer de sua vida no magistério, onde episódios desafiadores testaram sua inteligência, seu equilíbrio e seu domínio sobre a palavra, não só como professor, mas como orador igualmente extraordinário, vivenciando-os e aproveitando cada momento para dar uma bela lição. Contribuiu para a formação de milhares de jovens e adultos, estudantes e profissionais, como educador comprometido com os valores da decência e da moralidade.

Apegado ao Maranhão, após ter sido instado a instalar o TRF em Brasília e ter sido seu primeiro presidente, ali encerrou suas atividades judicantes, renunciando a cargos mais elevados que o futuro lhe reservava, para voltar à Ilha de São Luís e à Baixada maranhense. O Poder Judiciário restou diminuído. Ganhamos nós, seus amigos e todos aqueles que não cessam de demandá-lo, na busca de conselho, orientação ou  uma simples conversa, sempre acolhedora, rica de sabedoria e experiência.

Quis eu, nestas singelas palavras, extrapolar da figura do magistrado e  professor Alberto Tavares para destacar outros aspectos de sua singularidade, que ratificam o ser humano extraordinário que ele é e o homenagear pela passagem de seu aniversário, ocorrido dia 2 de março.

No começo da manhã desse dia, o professor Alberto Tavares recebeu  bela homenagem do Exército brasileiro, certamente por iniciativa do Comandante do 24º BIS, Tenente-Coronel Sérgio Henrique Lopes Rendeiro, prestada através da banda do Batalhão Barão de Caxias, que, na calçada do edifício onde reside o aniversariante, entoou o Parabéns a Você e outras melodias de seu vasto repertório.

Convocado e disciplinado, o aniversariante desceu para receber, perfilado e  ao lado de sua esposa, Dra. Nazaré, tão significativo e honroso presente, reconhecimento a um patriota que, em todos os momentos de sua vida tem procurado servir ao Exército brasileiro, fiel aos versos da canção da Infantaria, sua arma:

Brasil, te darei com amor

Toda a seiva e vigor

Que em meu peito se encerra.

Parabéns, querido professor! Vida longa ao casal Alberto e Nazaré.

 *Advogado. Ex-Promotor de Justiça e Juiz Estadual aposentado. Aluno do Professor Alberto Tavares.

 

MPF recomenda aos municípios do Maranhão ordem prioritária de vacinação contra a covid-19

Secretários municipais de saúde devem registrar em tempo real as doses já aplicadas.

O Ministério Público Federal (MPF) enviou recomendação aos secretários de saúde dos 26 municípios que estão sob sua área de atribuição da Procuradoria da República no Município de Balsas (PRM/Balsas) para que obedeçam de maneira rigorosa a prioridade estabelecida no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19 e registrem, em tempo real, as doses já aplicadas no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SI-PNI).

A recomendação foi enviada às prefeituras dos municípios de Balsas, Alto Parnaíba, Barão de Grajaú, Benedito Leite, Carolina, Colinas, Feira Nova do Maranhão, Formosa da Serra Negra, Fortaleza dos Nogueiras, Grajaú, Jatobá, Loreto, Mirador, Nova Colinas, Nova Iorque, Paraibano, Pastos Bons, Riachão, Sambaíba, São Domingos do Azeitão, São Félix de Balsas, São João dos Patos, São Pedro dos Crentes, São Raimundo das Mangabeiras, Sucupira do Norte e Tasso Fragoso.

De acordo com o documento, os municípios devem obedecer a ordem estabelecida para a imunização de grupos prioritários e as diretrizes da Secretaria Estadual de Saúde. Além disso, o MPF pede transparência nos procedimentos da vacinação nos respectivos portais oficiais dos municípios, indicando-se a quantidade de doses aplicadas e em estoque.

Caso haja dificuldade na alimentação do sistema SI-PNI, os municípios devem encaminhar à Secretaria Estadual da Saúde as planilhas, em meio físico ou eletrônico, contendo informações sobre as pessoas imunizadas.

Portanto, as secretarias municipais de saúde devem se manifestar dentro do prazo de 72 horas sobre a recomendação, quanto ao acatamento ou justificando o não atendimento dos pedidos feitos pelo MPF.

Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal no Maranhão

 

Com covid-19 o senador Major Olimpio é internado em UTI

O senador Major Olimpio (PSL-SP) apresentou piora em seu quadro de saúde devido à covid-19 e está internado na UTI de um hospital particular de São Paulo. A assessoria do senador nega que ele esteja intubado, conforme havia informado o Congresso em Foco anteriormente com base em relatos de parlamentares próximos ao senador paulista.

Pelo menos quatro funcionários do gabinete de Major Olimpio também testaram positivo para covid-19. De acordo com a assessoria do senador, ele procurou o Hospital São Camilo há alguns dias de maneira preventiva e seu estado, até então, era considerado estável.

Nesta semana o parlamentar participou de uma sessão do Senado remotamente, quando já estava hospitalizado. Na tarde dessa quinta-feira (4), o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), decidiu cancelar, a partir da próxima semana, todas as sessões presenciais. Com isso, os senadores voltarão às votações remotas.

Nos últimos dias, outros dois senadores também foram diagnosticados com covid-19: Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Lasier Martins (Podemos-RS).

Levantamento feito pelo Congresso em Foco mostra que até o dia 11 de fevereiro, Câmara e Senado tinham registrado ao menos 35 casos de covid-19 entre servidores e trabalhadores desde o início dos trabalhos semipresenciais, no começo daquele mês. Eram 27 identificados na Câmara dos Deputados e oito no Senado.

No fim do mês, caravanas de prefeitos e vereadores de todo o país visitaram as dependências do Congresso, provocando aglomeração nas duas Casas. Questionada sobre o número de servidores infectados ou afastados em decorrência do novo coronavírus, a assessoria da Câmara não respondeu. Já a assessoria do Senado disse não ser “praxe a divulgação de balanço de casos de covid-19 entre os seus servidores, colaboradores e parlamentares.”

Congresso em Foco

 

Fiocruz mostra o Maranhão no alerta critico de leitos de UTI para Covid-19 no Brasil.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta sexta-feira (05) uma série de mapas que mostram o agravamento da pandemia do coronavírus no Brasil.

Ao olhar o gráfico, é possível observar que para representar o atual momento do país é preciso colorir quase todo o mapa de vermelho, a pior cor na classificação — as cores (verde, amarelo e vermelho) equivalem a situação de cada estado.

“Observar na sequência de 17 mapas, mesmo no período entre a segunda metade de julho e o mês de agosto, quando foram registrados os maiores números de casos e óbitos, não tivemos um cenário como o atual, com a maioria dos estados e Distrito Federal na zona de alerta crítica”, diz trecho do novo documento.

A série histórica de mapas evidencia que a ocupação de leitos de UTI para Covid-19 em todos os Estados e Distrito Federal vem crescendo nas últimas semanas e levando alguns lugares ao colapso hospitalar.

Em 1º de março de 2021, apenas o Sergipe está no nível de alerta baixo. Outros sete Estados estão em alerta médio e todos os outros em nível crítico de alerta.

Desde julho de 2020, o Observatório Covid-19 tem publicado boletins quinzenais sobre a doença e apresenta dados sobre Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), casos e óbitos por Covid-19 e taxa de ocupação de leitos de UTI para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Yahoo Noticias

 

“Agora não é mais comprar todas as vacinas que têm. Temos que comprar as que funcionam”

Nelson Teich, ex-ministro da Saúde, em conversa com O Antagonista, voltou a dizer que o governo federal e os estaduais parecem estar agindo sem qualquer planejamento em meio ao agravamento da pandemia da Covid-19.

Ele disse que ficar tentando prever número de mortes não ajuda muito e acredita que o mais importante a ser feito continua sendo algo que é dito desde o início da pandemia: o rastreamento de casos. As medidas restritivas, para Teich, estão sendo impostas sem um trabalho de inteligência de dados.

“Seria necessário criar urgentemente um forte programa de rastreamento, para saber o que faz a doença aumentar e onde ela está aumentando. Fechar tudo dois dias e deixar cinco dias aberto, fechar de noite e abrir pela manhã: não sei qual vai ser a diferença disso. Teríamos que tentar rastrear os casos novos. Parece que estão tomando decisões sem dados concretos.”

O ex-ministro, que sucedeu Luiz Henrique Mandetta e ficou menos de um mês no cargo, também afirmou que não adianta esperar resultado de medidas que estão sendo tomadas somente agora.

“Em termos práticos, qualquer coisa que façamos hoje só terá efeito daqui a duas semanas. Nada do que for feito agora vai mudar o cenário das próximas duas semanas. O que pode ser feito é cuidar e preparar o sistema para o que já vai vir e, insisto, rastrear os casos para conseguirmos minimamente prever o que vai acontecer. Agora é se estruturar para cuidar do que vem em função do que aconteceu nas últimas semanas, seja por causa das variantes, seja porque as pessoas passaram a interagir mais. Mas, se não mapear, adiantará muito pouco.

Teich insistiu que “as coisas não parecem estar sendo feitas com planejamento estratégico” no Brasil e reforçou o alerta sobre o risco de a vacinação em massa não ser a panaceia que se espera.

“Estamos vendo aumentar a prevalência das variantes. Qual a eficácia da vacina nas variantes? Se a vacina funcionar menos, e a prevalência da variante for muito alta, a possibilidade de o futuro melhorar com a vacinação cai. E temos que nos preparar para isso. Precisamos dessa resposta muito rápido. Agora não é mais comprar todas as vacinas que têm. Temos que comprar as vacinas que funcionam. Não vai adiantar mais sair correndo agora.

O Antagonista

 

STF envia à Câmara queixa-crime de Flavio Dino contra Bolsonaro sobre evento no Maranhão

O ministro Marco Aurélio Mello enviou à Câmara uma notícia-crime em que Flávio Dino acusa Jair Bolsonaro de calúnia. O ministro esclareceu que somente os deputados, por maioria de dois terços, podem autorizar a abertura de ação penal por crime comum contra o presidente.

Dino diz que Bolsonaro cometeu calúnia ao acusá-lo injustamente do crime de prevaricação, por dizer que teve de cancelar a participação num evento evangélico no Maranhão no ano passado, porque o governador não teria providenciado uma comitiva da PM para fazer a segurança.

Dino pediu explicações a Bolsonaro numa interpelação apresentada anteriormente ao STF. Em resposta, o presidente confirmou a acusação, anexando ofícios enviados ao Secretário de Segurança do Maranhão e ao comandante da polícia.

Dino afirmou que não recebeu os pedidos de reforço da segurança e, por isso, Bolsonaro teria mentido ao dizer que ele negou providenciar a escolta dos policiais. Acusou então o presidente de “manipulação de informações com o objetivo de ofender a honra de adversário político”.

No despacho enviado à Câmara, Marco Aurélio destacou que só após a aprovação por ao menos 342 dos 513 deputados, o STF pode analisar se abre um processo criminal contra o presidente.

“O juízo político de admissibilidade, por dois terços da Câmara dos Deputados, considerada acusação contra o Presidente da República, precede ao técnico-jurídico, pelo Supremo, concernente ao recebimento da queixa-crime. Somente após autorização da Câmara dos Deputados é adequado dar sequência à persecução penal no âmbito do Tribunal”, diz o despacho.

O Antagonista

 

Mais de 75 mil lojas fecharam no Brasil em 2020, diz a CNC

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou levantamento, nesta segunda-feira (01), apontando que 75 mil estabelecimentos comerciais – com vínculos empregatícios – encerraram as atividades no Brasil, em 2020, primeiro ano da pandemia da Covid-19.

Esse número é calculado a partir da diferença entre o total de abertura e de fechamento das lojas. As micros e pequenas empresas responderam por 98,8% dos pontos comerciais fechados. Todos os estados brasileiros registraram saldos negativos.

São Paulo (20,30 mil), Minas Gerais (9,55 mil) e Rio de Janeiro (6,04 mil) foram os estados que mais sofreram no ano passado e essa retração anual dos estabelecimentos comerciais é a maior registrada desde 2016, quando 105,3 mil lojas saíram de cena devido à recessão econômica naquele período.

Mas, nem tudo é negativo: apesar do número elevado de pontos comerciais fechados em 2020, as vendas no varejo tiveram queda de apenas 1,5%. De acordo com a Confederação, foi o menor percentual esperado para um momento tão crítico.

O comércio eletrônico e a distribuição do auxílio emergencial mantiveram o nível de consumo e foram determinantes para o reaquecimento do comércio no Brasil.

“Na primeira metade do ano, quando o índice de isolamento social chegou a atingir 47% da população, as vendas recuaram 6,1% em relação a dezembro de 2019. Na segunda metade do ano, quando se iniciou o processo de reabertura da economia e foram registrados os menores índices de isolamento desde o início da crise sanitária, as vendas reagiram; avançando 17,4%”, analisa o estudo.

Fonte: Agência Brasil

 

Bolsonaro desabafa: “Se o STF deixar, tenho plano pronto para a pandemia”

O presidente Jair Bolsonaro fez um desabafo, nesta quarta-feira (3), e disse estar pronto para colocar em prática seu plano de enfrentamento à crise sanitária instalada no país devido à propagação da Covid-19. Mas, ele justificou que é preciso que o Supremo Tribunal Federal (STF) entenda que é responsabilidade da administração dele determinar as medidas de combate à doença.

A declaração foi dada, após o presidente comentar sobre o pedido de secretários estaduais de saúde clamarem por um toque de recolher nacional ou alguma outra política federal.

“Se eu tiver poder para decidir, eu tenho o meu programa e o meu projeto pronto para botar em prática no Brasil… Preciso ter autoridade. Se o Supremo Tribunal Federal achar que pode dar o devido comando dessa causa a um poder central, que eu entendo ser, legitimamente, meu, eu estou pronto para botar meu plano”, explicou Bolsonaro à imprensa, após reunião na Embaixada do Kuwait com representantes de outros países do Golfo.

A afirmação do chefe do Executivo diz respeito à determinação de do Supremo Tribunal Federal (STF), de abril de 2020, em que o STF decidiu que Estados e municípios tinham autonomia para executar as medidas necessárias para conter o avanço do novo coronavírus em suas localidades; esvaziando, assim, os direitos da União de interferir em questões de combate à Covid-19.

“Infelizmente, o poder é deles (Estados e municípios). Eu queria que fosse meu”, lamentou o presidente sobre a decisão da Corte.

Ele também destacou que o governo liberou “uma quantidade enorme” e “vultosa” de recursos para Estados e municípios e informou que nunca faltaram verbas federais para atender as unidades federativas do país. Mesmo assim, os governadores solicitaram ao ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mais dinheiro para, supostamente, o combater a pandemia.

Com relação à compra de imunizantes pelo Ministério da Saúde, o presidente destacou ter editado três Medidas Provisórias de crédito para a negociação com laboratórios. Porém, não havia doses disponíveis no mercado.

“Alguns falam que tem que comprar, mas me diga aonde”, disparou.

Ressaltando a capacidade nacional na produção de imunizantes, o chefe do Planalto afirmou que o Brasil seria um dos poucos países com condições de produzir e aplicar vacinas, o que permitiria, inclusive, ajudar os países vizinhos.

“Devemos também, depois que nosso povo estiver vacinado, buscar maneiras de atender aos países que fazem divisa conosco”, adiantou.

E finalizou, afirmando que economia e saúde andam de “mãos dadas”:

“Mas, emprego também é vida. Uma pessoa desempregada entra em depressão, tem problemas, se alimenta mal, é mais propensa a pegar outras doenças”, defendeu.

 Fonte: Estadão