Governo Federal entregou 179 empreendimentos e 6,4 mil moradias no Maranhão

Investimento federal no estado foi de R$ 277 milhões, entre recursos do Orçamento Geral da União e financiamentos do FGTS. Entre os destaques, está a retomada das obras de 3 mil moradias na capital São Luís

O Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), entregou, em 2021, 179 empreendimentos no Maranhão. Além disso, foram contratadas 93 obras e retomadas 49. Também foram entregues 6.490 mil moradias, que beneficiaram quase 26 mil pessoas com acesso à casa própria. O investimento federal no estado foi de R$ 277,7 milhões, entre recursos do Orçamento Geral da União (R$ 272,68 milhões) e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Entre as ações de destaque no Maranhão está a retomada de obras de 3 mil unidades habitacionais do Residencial Mato Grosso I, II e III, em São Luís. O Governo Federal vai investir mais R$ 90,2 milhões para dar continuidade ao empreendimento. Com isso, o investimento total será de R$ 254,8 milhões.

Em novembro, após solicitação de um apoiador no Palácio da Alvorada, em Brasília, o presidente da República, Jair Bolsonaro, cobrou empenho na retomada do empreendimento. O ministro Rogério Marinho e a equipe técnica do MDR se mobilizaram e uniram esforços para que, em menos de um mês, a assinatura de retomada fosse realizada.

“O Nordeste passou a ser respeitado, porque onde há desigualdade regional é aqui. Nós temos quase 30% da população e 14% do PIB [Produto Interno Bruto] nacional. Mas essa realidade está mudando, pois temos investido em habitação, mobilidade, segurança hídrica. Não foi por acaso que o presidente da República, quando nos convocou para o ministério, deu a orientação de trabalharmos muito, sempre abraçando, respeitando e tendo cuidado com o Nordeste brasileiro”, afirma o ministro Rogério Marinho.

Na área habitacional, por meio do Programa Casa Verde e Amarela, também foram entregues 1.440 casas a famílias de baixa renda do município de Itapecuru-Mirim. O investimento federal no Residencial Milton Amorim foi de R$ 79,2 milhões.

Saneamento

Na área de saneamento, o MDR autorizou o repasse de R$ 4,5 milhões para retomada de obras na capital São Luís e nas cidades de Itapecuru Mirim, Barra do Corda, Barreirinhas e Buriticupu. As ações nos sistemas de esgotamento sanitário dos municípios vão beneficiar mais de 35 mil famílias e gerar 7,4 mil empregos.

Em São Luís, haverá ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário Anil, Vinhais e São Francisco. Já em Itapecuru Mirim, o Sistema de Esgotamento Sanitário da sede municipal será ampliado.

Nos demais municípios maranhenses, o investimento tem como objetivo a elaboração de estudo de concepção, projetos básico e executivo de implantação ou ampliação do Sistema de Abastecimento de Água ou de Esgotamento Sanitário das sedes municipais.

Segurança hídrica

Somente em 2021, o MDR contratou 11 obras de segurança hídrica no estado, com investimento de R$ 15,1 milhões do Orçamento Geral da União. Serão beneficiadas as cidades de Governador Nunes Freire, Matões, Matões do Norte, Fernando Falcão, Cantanhede, Jenipapo dos Vieiras, Mata Roma, Pastos Bons, Chapadinha e Anajatuba.

Além disso, o Governo Federal abriu inscrições para o edital de seleção de consultoria para a realização de estudos com o objetivo de identificar as infraestruturas hídricas necessárias para a garantia de desenvolvimento sustentável nas bacias hidrográficas do Maranhão. O investimento federal nessa ação é de R$ 9 milhões e envolve outros estados do Nordeste.

A ação busca realizar avaliação estratégica integrada e planejar intervenções hídricas necessárias para o desenvolvimento sustentável nas bacias dos rios São Francisco, Parnaíba, Araguaia-Tocantins, Munim, Itapecuru, Mearim e na área do Projeto de Integração do Rio São Francisco.

Mobilidade urbana e desenvolvimento regional

Na área de mobilidade urbana e desenvolvimento regional, o MDR entregou, em 2021, 46 empreendimentos no Maranhão. Eles beneficiaram 36,5 mil pessoas com ações de pavimentação de vias urbanas, implantação ou melhoria de obras de infraestrutura, drenagem, entre outras. Ainda nessa área, foram retomados 40 empreendimentos e contratados 82.

Ao todo, em 2021, o Governo Federal investiu R$ 72,4 milhões em obras de mobilidade urbana e desenvolvimento regional, sendo R$ 67,5 milhões do Orçamento Geral da União e R$ 4,8 milhões por meio de financiamentos com recursos do FGTS.

Proteção e Defesa Civil

A Defesa Civil Nacional aplicou mais de R$ 990,6 mil em ações para reduzir os impactos de desastres naturais em quatro cidades do Maranhão. Os recursos do Governo Federal foram usados em ações de socorro, assistência e restabelecimento de serviços essenciais em Pedreiras, Arari, Trizidela do Vale e Conceição do Lago Açu.

Com o repasse do MDR, os municípios puderam adquirir, por exemplo, kits de limpeza e ajuda humanitária, combustível, colchões e cestas básicas.

Vinculadas

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) investiu mais de R$ 202,7 milhões no estado do Maranhão em 2021. Entre as entregas estão 26 sistemas simplificados de abastecimento de água, que envolvem perfuração de poço tubular, instalação de unidade de bombeamento, reservatório em fibra de vidro com estrutura elevatória e fornecimento de energia, entre outras ações. O investimento nesses empreendimentos foi de R$ 4,2 milhões.

Além das obras concluídas, a Codevasf retomou dois empreendimentos no estado. Eles são voltados à contratação integrada de empresa para execução de serviços técnicos especializados em elaboração de projetos, execução das obras, fornecimento de materiais e equipamentos, testes e pré-operação, para implantação de sistemas simplificados de abastecimentos de água, para atendimento a 17 mil unidades domiciliares nas mesorregiões do centro e oeste maranhense. O investimento é de R$ 79,5 milhões.

Também foram adquiridos 3,2 mil equipamentos para municípios maranhenses, com investimento de mais de R$ 42 milhões. Na lista de aquisições estão itens como caminhões, barcos, tratores e bomba térmica, entre outros.

Em números:

Total repassado ao Maranhão 2021:

  • R$ 272,68 milhões (OGU) – sem produção habitacional
  • R$ 5,05 milhões (FGTS – sem produção habitacional)

179 empreendimentos entregues

  • 3 de urbanização
  • 6 de proteção e defesa civil
  • 46 de mobilidade/desenvolvimento regional e urbano
  • 124 da Codevasf

6.409 unidades habitacionais entregues – Mais de 25,6 mil pessoas beneficiadas

49 empreendimentos retomados

  • 5 de saneamento
  • 1 de urbanização
  • 40 de mobilidade/desenvolvimento regional e urbano
  • 3 da Codevasf
  • 3.233 unidades habitacionais

93 empreendimentos contratados

  • 11 de segurança hídrica
  • 82 de mobilidade/desenvolvimento regional e urbano
  • 4.198 unidades habitacionais contratadas

Para saber mais sobre as ações do Ministério do Desenvolvimento Regional, acesse www.mdr.gov.br

Fonte: Brasil 61

 

A banalização de fugas no Sistema Penitenciário do Maranhão e a omissão das autoridades

Fugas de presos no Sistema Penitenciário do Maranhão é uma realidade sobre a banalização, decorrente das inúmeras fragilidades e inoperância da Secretaria de Administração Penitenciária. Para que se tenha uma dimensão da verdadeira esculhambação que está implantada na SEAP, quem manda e desmanda em tudo é uma República Mineira, integrada por elementos importados pelo secretário Murilo Andrade, que vem se dando muito bem no Maranhão.

Fator muito grave e infelizmente ignorado pelo Tribunal de Justiça e Ministério Público do Maranhão e também pelo Conselho Nacional de Justiça é que existe em todo o Sistema Penitenciário do Estado, menos de 20% de Policiais Penais concursados e com tendências de diminuição em razão de que alguns estão licenciados e outros a caminho da aposentadoria. O quadro de vigilância e segurança das unidades prisionais em todo o Estado é composto de agentes penitenciários e auxiliares, pessoas sem qualificação profissional e recrutada por interesses políticos, que hoje são mais de três mil contratados temporários.

O Governo do Estado não tem interesse em fazer concurso público para Policial Penal, em razão de o salário inicial com vantagens supera os R$ 6 mil e um recrutado pelo seletivo com restritivas vantagens no máximo pode chegar a R$ 2 mil. O interessante dentro do contexto é que o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e não sei do CNJ, que poderiam se manifestar diante da realidade, preferem a omissão, o que tem gerado inúmeros problemas dentro de todo o Sistema.

                  Denúncias de Assédios e estupro

São inúmeros casos de assédios no sistema e que até envolvem secretários adjuntos e com ações na justiça, assim como o estupro de uma detenta numa unidade do interior, sem falarmos nos vergonhosos casos de fugas por negligências dos responsáveis pela vigilância, e um serviço de videomonitoramento, que fica muito a desejar, muito embora seja bem caro, mas com vários pontos cegos.

                   A banalização das fugas

Em pouco tempo foram registradas fugas nas penitenciárias de Imperatriz, Timon (duas vezes) e mais recente em Coroatá, que está marcada por divergências sobre o local da evasão dos presos.

Na proporção em que os policiais penais vão deixando o Sistema Penitenciário, quer seja por licenças ou aposentadoria, a crise aumenta, observando-se um fator sério, em que as fugas geralmente são precedidas por facilidades que pesam em acusações feitas a temporários.

Para que tenha uma avaliação mais concreta das facilidades, quando da fuga dos presos em Imperatriz, câmeras de residências registraram o fato e o alarme foi dado por eles para um vigilante numa guarita armado e que disse não ter visto nada.

No primeiro caso de Timon, um caminhão colocado para ser descarregado dentro da unidade foi deixado com a chave no contato e foram chamados para fazer o descarregamento dois perigosos bandidos. Eles acionaram o caminhão em direção a saída principal, arrebentaram o portão e fugiram, acreditando-se de que tenha havido facilidades, uma vez que abandonaram o veículo da fuga e escaparam em outro. Na mesma semana, dois presos encarregados de transportar blocos de cimento de dentro do presidio para a parte externa, decidiram ir embora, uma vez que não havia vigilância.

O caso mais recente de fuga ocorreu em Coroatá. Há versões diferentes, quanto ao local do qual os presos escaparam. Há quem afirme que foi da unidade prisional e outros dizem que foi de uma delegacia, que no caso não deveria ter seis presos em local precário e não determinado, mas tudo é feito para tentar enganar a população. A propósito, não se sabe até hoje, quais as providências adotadas pela SEAP, quando a um falso motim na unidade de Coroatá foi simulado pela direção da unidade para massacrar vários presos, quando dois defensores públicos iriam conversar com eles, sobre denúncias de maus-tratos e torturas.

O diretor da unidade que comandou o massacre foi promovido imediatamente para a direção da penitenciária de Timon. Sobre a apuração dos fatos é desconhecido, levando-se em conta que o diretor é pessoa altamente ligada ao Secretário de Administração Penitenciária, inclusive com a demonstração da imediata promoção à direção da unidade de Timon.

Fonte: AFD         

Justiça Federal suspende licenças da SEMA para a exploração de ouro em Centro Novo a pedido do MPF

Segundo o MPF, a empresa J & A Mineração Ltda, ocupou área situada na região da Amazônia legal com o intuito de explorar ouro de forma indevida

Após ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal no Maranhão concedeu liminar determinando que o estado do Maranhão se abstenha de iniciar ou dar continuidade a qualquer processo de licenciamento ambiental, conceder ou renovar licenças de operação, para a empresa J & A Mineração Ltda, atualmente, A G da Silva Mineração Eireli e os seus sócios administradores, em razão de atividade minerária irregular, realizada no município de Centro Novo (MA).

Segundo o MPF, a empresa ocupou área situada na região da Amazônia legal, com o intuito de explorar ouro de forma indevida. Dessa forma, dissimulou informações para afastar a exigência de título minerário e obter licenças ambientais sem a intervenção da Agência Nacional de Mineração (ANM). Além disso, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) concedeu autorização para exploração da área sem efetiva avaliação dos documentos, estudos e informações obtidas no curso do processo de licenciamento.

A insuficiência de informações resultou na incompatibilidade entre a descrição da atividade executada pelo empreendimento e a classificação para a qual foi solicitado o licenciamento. Também ficou constatada a precariedade da análise dos documentos apresentados, uma vez que a Sema não se manifestou sobre a impossibilidade de exploração mineral na região, em virtude da consolidação do projeto de assentamento de reforma agrária Água Azul pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

A contínua exploração, realizada sem os cuidados técnicos necessários, acentuou a degradação ambiental na região da Amazônia legal, provocando acúmulo de resíduos contaminantes e alto grau de letalidade, cavas de larga extensão e grande supressão de vegetação nativa.

Em vista disso, a Justiça Federal determinou que o Estado do Maranhão, por meio da Sema, não conceda ou renove licenças/autorizações para o desempenho de atividade de exploração minerária do empreendimento J & A Mineração Ltda, sob pena de multa de R$ 1 milhão. O valor fixado, no entanto, não impede a adoção de medidas que possibilitem o cumprimento da decisão, tais como, busca e apreensão, remoção de pessoas e coisas, impedimento de atividades nocivas, indisponibilidade de bens e valores, com requisição de força policial, se necessário. Número do processo para consulta na Justiça Federal: 1019938-19.2021.4.01.3700

Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal no Maranhão

 

Distribuidoras de energia querem dar calote para consumidores pagar a conta

Insaciáveis, as distribuidoras de energia recorreram da decisão da Aneel, que lhes negou autorização para aplicar calote de R$5,2 bilhões referentes a novembro, no Mercado de Curto Prazo, e ainda pretendem avançar ainda mais no bolso dos “consumidores cativos” (e otários, faltou dizer). Pretendem, que caras de pau, não pagar mais os cerca de R$5 bilhões mensais até um mês depois da liberação dos empréstimos bilionários autorizados a contrair, a fim de serem pagos pelo cidadão.

Dois empréstimos

É a segunda vez que as distribuidoras de energia foram autorizadas a contrair empréstimos para o consumidor pagar. A primeira foi em 2020.

Mais de R$30 bi

Outra medida provisória de Bolsonaro, de dezembro de 2021, autorizou novos empréstimos semelhantes aos primeiros, de R$16,1 bilhões.

Alegação fajuta

As distribuidoras insaciáveis alegam “prejuízos”, apesar de haverem passado 2021 explorando os consumidores com bandeira vermelha P2.

Escassez de mentira

A parte mensal que cabe a cada “consumidor cativo”, no cativeiro das distribuidoras, está na conta de luz sob a forma de “escassez hídrica”.

Coluna do Claudio Humberto

 

STF suspende pensão vitalícia aos ex-governadores do Maranhão, Edison Lobão e José Reinaldo Tavares

Devido à possibilidade de grave lesão à ordem pública e ao erário, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu decisões do Tribunal de Justiça do Maranhão que restabeleciam o pagamento da pensão mensal vitalícia aos ex-governadores Edison Lobão e José Reinaldo Carneiro Tavares.

No pedido, o governo maranhense alegou ofensa à ordem administrativo-constitucional e à economia pública. Também lembrou que o STF já declarou a inconstitucionalidade de regras estaduais que previam a concessão de subsídio mensal vitalício para ex-governador.

Na ocasião do julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade 3.418, o Supremo decidiu que o direito adquirido não é fundamento idôneo para a preservação do recebimento da pensão vitalícia.

Rosa explicou que, conforme a Lei das ADIs, a produção de efeitos de decisão em ações do tipo é imediata e vincula a Administração Pública federal, estadual e municipal, além dos órgãos do Judiciário. Assim, “a questão não mais comporta controvérsia”.

Com informações da assessoria do STF.

 

Flavio Dino e mais 19 governadores recuam e congelam de novo ICMS de combustível

Prorrogação será por mais dois meses para reduzir a pressão inflacionária. O temor é o ano eleitoral

Governadores de 20 estados brasileiros e do Distrito Federal elaboraram uma nota pública, a que o R7 Planalto teve acesso, em que defendem a prorrogação por mais dois meses do congelamento do ICMS sobre combustíveis. A nota é assinada pelos governadores, do Amapá, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, Distrito Federal e São Paulo, tendo, portanto, entre os signatários, aliados e opositores do governo Bolsonaro.

A medida é considerada emergencial pelos governadores até que “soluções estruturais para a estabilização dos preços desses insumos sejam estabelecidas” e é justificada como um esforço dos governadores, que perdem arrecadação com a medida, para atenuar as pressões inflacionárias que atingem os brasileiros, especialmente os mais pobres.

Eles cobram solução permanente para o problema e citam o projeto de lei 1.472, de 2021, texto que está no Senado, como um texto que poderia resolver a questão estrutural do problema da alta dos combustíveis.

Terminam a nota enfatizando a necessidade de revisão da política de paridade internacional de preços dos combustíveis, “que tem levado a frequentes reajustes, muito acima da inflação e do poder de compra da sociedade”.

A verdade é que o temor da repercussão em ano eleitoral, ocasione prejuízos para muitos governadores, principalmente os que pretendem eleger seus sucessores e os que são candidatos ao senado federal. O interesse político sempre fala mais alto e  está acima do coletivo.

Fonte: R7

 

Lobby barrou na Câmara mais conforto para passageiros nos aviões

Sem ruborizar, deputado Macris chamou o espaço reduzido entre poltronas “contrapartida” pelos preços “reduzidos”

A lobby das companhias aéreas na Câmara produz resultados que nem o presidente da República imaginaria obter.

Em novembro, diante de um projeto que pretendia espaçamento entre poltronas para garantir um mínimo de conforto aos passageiros, o relator Vanderlei Macris (PSDB-SP) nem sequer ficou ruborizado em chamar o aperto entre assentos de “contrapartida” por voos supostamente “mais baratos”, além de classificar o conforto como uma “variável subjetiva”.

“Estaríamos na posição inédita e solitária de regular a configuração dos assentos visando ao conforto dos usuários”, diz o relatório, estupefato.

Exigir mais conforto “provavelmente atingirá com maior intensidade as empresas de baixo custo”, alegou Macris, sem exibir um dado sequer. Latam, com quase 40%, Azul e Gol com cerca de 30%, controlam praticamente todo o mercado da aviação civil brasileira.

Coluna do Claudio Humberto

 

O funeral dos partidos políticos brasileiros

Durante a Assembleia Nacional Constituinte teve início o longo funeral dos partidos políticos brasileiros. São duras estas palavras? Sei que são, mas as escrevo porque foi no consentimento proporcionado pelo silêncio, que chegamos à situação atual. Nela, só não olham indignados para o quadro político nacional aqueles que perderam a capacidade de reagir ante a iniquidade. Qual a influência positiva dos nssos partidos?

Desde 1988, o “centrão” é governo e aprendeu, com FHC, Lula e José Dirceu que o Estado é, e precisa ser, o butim dos vencedores, sem o qual a boa vida não rola. O modelo político gerado na Constituinte apodreceu nossa política. Foro privilegiado, dinheiro fácil, costas quentes, risco baixo, companheiros e camaradas no TCU e no STF inverteram e aceleraram o processo de seleção natural, atraindo os maus e expelindo os bons. Regionalmente há exceções, mas são exatamente isso, exceções.

Apesar do imenso relevo que tem a política entre nós, os partidos políticos não atraem e não formam novas lideranças. São meras siglas. As mais antigas, mandaram a própria imagem às cucuias; penso que não haja espelhos em seus diretórios nacionais. As muitas novas legendas são meras letras e números que raros, raríssimos, identificam desde fora do respectivo quadrado. Antigas e novas parecem ter o mesmo e único preceito em seus programas: aqui se busca o poder ou suas cercanias. Nada a dizer sobre a nação.

O Senado Federal é o habitat quase privativo das principais lideranças partidárias. Examine o quadro sucessório brasileiro e veja onde estão as figuras que dominaram cotidianamente os espaços da mídia militante brasileira, graças ao tipo de jornalismo que nela encarnou. Onde estão Rodrigo Maia (o ambicioso que queria ser primeiro-ministro ou presidente), Davi Alcolumbre (o vingativo), Rodrigo Pacheco (o grande omisso), Renan Calheiros (o Torquemada de ficha encardida), Simone Tebet (a bem falante), Alessandro Vieira (que confunde ar sério com seriedade)? E a propósito, cadê Rodrigo Maia (o ambicioso ex-presidente da Câmara que queria ser primeiro-ministro ou presidente)?

Observe agora, leitor, os partidos com maiores bancadas no Senado nas pesquisas da eleição presidencial. Deles, apenas o PMDB (15 senadores) tem a candidata Tebet (com 1%) e o PSDB (5 senadores) tem o candidato Dória (com 2 %). Ou seja, não têm nome a apresentar à sociedade. As outras bancadas numerosas ou tradicionais: PSD (11 senadores) testa Rodrigo Pacheco (0%) e o DEM (6 senadores) não tem uma carta que seja para colocar na mesa. O PODEMOS (9 senadores) foi buscar Moro fora dos seus quadros.

Os senadores e seus partidos, calaram-se quando deveriam falar. Falaram quando deveriam calar. Viraram as costas à sociedade. Durante três anos articularam, conspiraram e ocuparam com voracidade os generosos espaços que a mídia lhes concedeu. Gastaram a bateria dos holofotes para uma irresponsável oposição ao governo. Agora, na miséria de seus quadros, chegam ao pleito com as mãos vazias.

Percival Puggina

Membro da Academia Rio Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país.

 

Aumento nos preços dos materiais escolares podem chegar a 30%

A Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE) estima que, no início deste ano, os materiais escolares sofrerão uma alta de preços. De acordo com a Associação, os valores irão acompanhar a inflação e a alta do dólar. A entidade explica que as indústrias e os importadores estão sofrendo um aumento de custos considerável, o que vai refletir nos preços dos produtos finais. Desse modo, o aumento dos preços dos materiais escolares pode chegar a 30%.

A comerciante Renata Freire, mãe de dois filhos, estudantes do ensino infantil, em Águas Claras no Distrito Federal, conta que mudou as crianças de escola, e para a urpresa dela, o local não solicita o material de uso coletivo, o que faria com que a conta da lista de material ficasse mais barato, porém não foi bem assim.

“Não tem material coletivo, mas os livros são caros. Eu vejo que as escolas não utilizam os livros dos anos anteriores, para que os pais possam economizar. Então todo ano nós temos que comprar novos livros.”

Já no triângulo mineiro, em Uberaba, a administradora, Nayara Ribeiro, se assustou com o preço dos materiais escolares da filha Isadora, de apenas 7 anos. “Todos os anos eu tento economizar ao máximo com os materiais que não foram usados no ano anterior. Mas esse ano, foram mais de R$500 reais em objetos de atividades coletivas.”

O custo elevado é devido ao aumento frequente do valor das matérias-primas, como por exemplo, papel, papelão, plástico, químicos, embalagem, etc. Produtos importados aumentaram devido à variação do dólar no Brasil, os aumentos de custos na Ásia e a elevação dos preços de fretes internacionais, decorrente da falta de containers, de acordo com a ABFIAE.

Influência cambial e inflação

De acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação atingiu 10,06% em 2021, e um dos culpados seria o dólar que valorizou 8% frente ao real no ano passado. Como o Brasil depende de várias matérias-primas vindas do exterior, quando o dólar sobe, os insumos ficam mais caros, e o preço final para o consumidor aumenta, explica o economista Newton Marques.

“Se você compra material geralmente importado da China, isso acaba afetando. Todas as vezes que compra algum produto que tem influência cambial, com a desvalorização cambial aumentou bastante e ainda somada a questão da inflação.”

Crise marítima

A pandemia impactou fortemente o transporte marítimo internacional, ocasionando a falta de contêineres. Em 2021 com a retomada dos negócios entre os países, após períodos de retração por causa da pandemia, ocorreu no Brasil uma demanda maior do que a capacidade de transportar os produtos, e as empresas reclamam que estão atrasando o envio de mercadorias pelos portos porque não têm contêineres, explica o advogado especialista em Transporte Marítimo, Larry Carvalho

“O que está acontecendo é um problema grande de oferta e demanda. Você tem de um lado uma demanda grande por frete, por causa de economias aquecidas, você tem uma corrida de compras e o setor tem necessidade de transporte marítimo.”

Uma pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que consultou 128 empresas e associações industriais, apontou que o preço do contêiner, antes de US$ 1,8 mil a US$ 2 mil por unidade antes da pandemia, pulou para US$ 10 a US$ 12 mil. O resultado mostrou que mais de 70% dos entrevistados sofreram com a falta de contêineres ou de navios e mais da metade foi obrigada a cancelar ou suspender as atividades. A pesquisa também apontou que 96% das empresas perceberam um aumento no valor do frete de importação e 76% no das exportações.

Brasil 61

 

PT recua sobre CPI contra Sérgio Moro

No Papo Antagonista desta terça-feira, Claudio Dantas e Wilson Lima comentaram o recuo do PT da tentativa de emplacar uma CPI para “investigar” Sergio Moro. A presidente do partido, Gleisi Hoffman, disse que não vê necessidade de abertura de uma comissão. Segundo a petista, como os processos envolvem falências de empresas, não se sabe se a Câmara pode apurar a atuação do ex-juiz na Alvarez & Marsal.

O recuo segundo políticos experientes é decorrente das advertências feitas, de que uma CPI em um ano eleitoral e contra Sérgio Moro, numa espécie de vingança para Lula e tentativa de queimar a candidatura do ex-juiz, poderia ter uma receptividade contrária, que poderia elegê-lo presidente no primeiro turno, como vítima de políticos e do poder judiciário.

O Antagonista