Presos do semiaberto e “ressocializados” saíram do albergue para trabalhar em sequestro

Dois dos quatro bandidos presos pela Polícia Militar, quando estavam em plena ação do sequestro do comerciante Dorivam Costa Ferreira, na manhã de ontem, são detentos do semiaberto do Sistema Penitenciário e residem em albergue no bairro do Monte Castelo. Eles residem no local, com a observação de que trabalham de dia e dormem no albergue, mas pelo visto, não são acompanhados, daí é que sob a proteção da progressão de pena, não encontraram maiores dificuldades para se manterem no exercício profissional do crime.

O elemento Daniel da Conceição Soares, tem em seu currículo dois assassinatos e vários outros, sendo um dos presos que já foi passar a semana santa, o dia das mães, dos pais, das crianças e na próxima semana com certeza estava pronto para passar o natal em família, tendo com referência a tal “ressocialização,” que na prática é mais uma justificativa para muitos gastos pelo Sistema Penitenciário e colocar em risco muita gente, como foi o caso do comerciante.

O comerciante sequestrado pelos 04 elementos escapou da morte, devido a ação da Polícia Militar, que rastreou a camioneta do comerciante e prendeu três dos quatro bandidos e a vítima saiu ilesa, muito embora tenha sido ameaçada de morte.

O fato de ontem é mais uma séria advertência as autoridades, dos sérios riscos de vida, que muita gente passa, quando centenas de elementos do semiaberto são autorizadas para passar uma semana na convivência familiar. Geralmente uma média de 5% dos tais “ressocializados” não retornam. Denúncias recentes apuradas pela Polícia Civil, agentes temporários revelaram, que inúmeros presos de elevada periculosidade, mediante suborno, são incluídos na lista do semiaberto para saírem e não voltarem mais.

A esculhambação no Sistema Penitenciário está muito séria. Recentemente presos amarraram agentes penitenciários terceirizados e fugiram da penitenciária de Imperatriz. O alarme foi dado pelos moradores das imediações do presidio, que avisaram os guardas da guarita. À semana passada no presidio Maracujá em Timon, dois presos perigosos chamados para descarregarem um caminhão no pátio da unidade prisional, encontraram a facilidade que buscavam a chave no contato. Ligaram o veículo e arrebentaram o portal e fugiram, abandonando o caminhão não muito distante e sumiram. Há suspeitas de que foi fuga facilitada.

A realidade é que os desmandos. com protecionismo exacerbado para um pequeno grupo e perseguição, assédios e até de torturas de presos são denunciados, mas de nada adianta. Quem manda e desmanda no Sistema Penitenciário, além do secretário e a república mineira importada pelo Murilo Andrade, que tem muita gente com acentuada saúde financeira, segundo os denunciantes.

Fonte: AFD

 

 

 

 

Francisco Carvalho quer usuários, sindicalistas, e associações acompanhando a CPI dos Transportes

Em entrevista concedida hoje a TV Mirante, o vereador Francisco Carvalho, presidente da CPI dos Transportes Coletivos, instalada na Câmara Municipal de São Luís, disse que ela está aberta a população e quer que segmentos sociais e comunitários acompanhem a Comissão Parlamentar de Inquérito e contribuam com informações, principalmente de usuários, associações comunitárias, trabalhadores e trabalhadoras e estudantes.

O vereador foi bem taxativo de que a CPI do Transporte Coletivo será bem transparente, salientando que ela está aberta a todos, e que o seu objetivo principal será de democratizar o serviço com direitos assegurados aos usuários e qualidade de locomoção digna de qualquer cidadão.

Recentemente surgiram informações de que os empresários do transporte coletivo estariam se disponibilizando a contribuir com a CPI. A partir daí começaram surgir preocupações em segmentos que buscam transparência, seriedade e serviço de qualidade, que em síntese não fazem parte dos planos dos empresários, e aliás nunca fizeram. A realidade é que as empresas maiores ficaram com filé das linhas, principalmente que não existe qualquer tipo de concorrência com outra empresa integrantes dos consórcios criados por eles e acatados pela prefeitura de São Luís e Câmara Municipal, o que tem causado precariedade em todo o serviço da nossa capital.

Outro fator sério dentro do contexto do transporte coletivo é a frota totalmente sucateada que todos os dias proporciona panes mecânicas em vários pontos da cidade, além que os coletivos que parecem novos, na realidade são chassis velhos com motores recondicionados com carrocerias novas.

Sinceramente, torço pelo sucesso de todos os integrantes da CPI do Transporte, além de que a população precisa de um serviço de qualidade e respeito como seres humanos dignos.

Fonte: AFD

 

Aposentadoria pelo INSS 2022: veja novas regras e o que mudou

Em novembro de 2019, o Congresso Nacional promulgou a Reforma da Previdência que apresentou diversas alterações nas regras para a concessão da aposentadoria. As mudanças recaíram também sobre as pensões para servidores, policiais e professores. Algumas dessas novas regras entraram em vigor de forma progressiva e vão passar a valer para o próximo ano.

Para quem vai dar entrada na aposentadoria em 2022, precisa estar atento a todas as documentações necessárias e compreender o que mudou para fazer a solicitação ao INSS.

Desse modo, o futuro segurado não correrá o risco de ter seu pedido indeferido pelo órgão competente.

Listamos a seguir quais mudanças feitas pela Reforma da Previdência passam a valer em 2022, confira:

  1. Prova de vida – novo calendário
  2. Requisitos para aposentadoria por idade
  3. Regra de transição por pontos
  4. Regra de transição por pedágio
  5. Aposentadoria especial
  6. Reajuste nos benefícios

Prova de vida – novo calendário

A partir de 2022, a prova de vida terá novo calendário. O procedimento previsto em lei serve para evitar fraudes e pagamentos indevidos e deve ser cumprido todos os anos por aposentados, pensionistas e pessoas que recebem benefícios assistenciais.

Em outubro, uma portaria publicada pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) determinou que para o próximo ano, a prova de vida deverá ser realizada no mês de aniversário dos beneficiários.

Em caso de ausência de comprovação de vida no mês de aniversário do titular do benefício, os créditos mensais da primeira e da segunda competências subsequentes serão encaminhadas à rede pagadora com marca de bloqueio.

Caso não seja realizada a comprovação de vida após o segundo bloqueio, o benefício será suspenso. Após seis meses de suspensão, o benefício será, então, cessado. O pagamento somente será reativado através da comprovação de vida por biometria realizada pelo aplicativo do Meu INSS ou por meio do serviço agendável nas agências do INSS.

Fonte: Yahoo Notícias

 

Projeto de Lei de deputada quer exclusão do “declaro marido e mulher” do Código Civil

A proposta de lei protocolada sustenta que o termo “marido e mulher” presente no CC/02 viola a dignidade de casais e milita em sentido contrário ao estabelecido na Constituição. Câmara dos Deputados recebeu um projeto de lei com proposta de alteração para a retirada dos termos “marido e mulher” do art. 1.535 do CC/02 para celebração de casamento civil. O PL 4004/21 prevê que a cerimônia seja realizada sem declarações que façam referência ao gênero dos noivos.

A autoria do projeto é da deputada Natália Bonavides que propõe a alteração do CC para modificar os termos da declaração feita pela presidência da cerimônia de casamento para celebração do casamento civil, assegurando o tratamento igual entre casais.

O final do texto do art. 1.535 do CC/02 dispõe que a frase narrada pelo presidente da cerimônia do casamento civil declarará efetuado o casamento nos termos: “De acordo com a vontade que ambos acabais de afirmar perante mim, de vos receberdes por marido e mulher, eu, em nome da lei, vos declaro casados”.

Todavia, segundo a deputada a norma viola a dignidade de casais e milita em sentido contrário ao estabelecido na Constituição, motivo pelo qual propôs a PL para: “De acordo com a vontade que acabam de declarar perante mim, eu, em nome da lei, declaro firmado o casamento”.

“Não basta o reconhecimento do direito ao casamento. Sem a adequação da cerimônia, casais homoafetivos têm sido submetidos a constrangimentos que são verdadeiras violações de direitos”, afirma a autora do projeto.

Por fim, Bonavides sustenta ser urgente a modificação do CC/02 para assegurar igualdade de tratamento para a diversidade de casais.

Fonte: Migalhas

PT teme prisão em 2ª instância e luta contra a votação na Câmara

Manobra do PT e “puxadinhos” provocou retirada de pauta da votação da proposta de emenda constitucional que restabelece a prisão após condenação em 2ª instância. Há políticos, grande parte petista, que morrem de medo dessa regra como o diabo da cruz. A votação da proposta, na comissão especial da Câmara, foi retirada de pauta três vezes, só esta semana. A voz de comando é de Lula, de acordo com um senador do campo de esquerda. Lula não quer ouvir falar nisso.

O acórdão Lula

A regra esteve em vigor por decisão do Supremo, mas, quando Lula foi preso após condenado em 2ª instância, o mesmo STF mudou de ideia. A soltura de Lula, após o recuo do STF, acabou por viabilizar sua pré-candidatura e a aniquilação dos processos.

Medo da segundona

Apesar de tantas vitórias na Justiça, Lula responde por crimes de corrupção, lavagem etc, e teme nova condenação em 2ª instancia. Advogados experientes não acreditam em nova condenação que devolva Lula ao xilindró. Acham que as decisões judiciais o blindaram.

Coluna do Claudio Humberto

 

Michel Temer livrou o Itaú de pagar R$ 25 bi em impostos através do CARF

Brasil tem dono. E o maior acionista é o Banco Itaú, que vem demonstrando seguidamente, mandar e desmandar na república. E paga quem quer e quando acha conveniente. E é tão bizarro, que o banco também é ‘dono’ da Federação Brasileira dos Bancos – Febraban, o poderoso clubinho dos muito ricos.

Em abril de 2017, tendo Michel Temer como presidente da República, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda – CARFperdoou R$ 25 bilhões em impostos do Itaú, que estavam sendo cobrados pela Fazenda Nacional.

O Conselho é composto por representantes da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), Confederação Nacionaldas Indústrias (CNI), Confederação Nacional do Comércio (CNC) e Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O relator do caso Itaú no CARF, foi o membro indicado pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), Luis Fabiano Alves Penteado, que, sem surpresa alguma, entendeu que “não houve irregularidades no pagamento de tributos decorrentes da operação pelo contribuinte e votou pelo cancelamento da autuação da Receita Federal“.

A cobrança feita pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, dizia respeito ao Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) na fusão com o Unibanco, em 2008. Para os conselheiros “não houve ganho de capital na operação e, portanto, não há razões para que a Receita cobre esses tributos“. Como se banco fizesse algo inocente, sem lucro algum, só uma simples operação.

A PGFN afirma que “a operação societária foi realizada de modo a ocultar o ganho de capital”. Já o Itaú afirma que a fusão foi validada pelo Banco Central, pela Comissão de Valores Imobiliários e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Na época, foram cinco votos favoráveis ao Itaú e três à Fazenda. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informou que pretendia recorrer da decisão e o questão foi judicializada. Daqui a uns 20 anos, quando o caso chegar ao Supremo, a União faz um acordo e o banco vai pagar uma ninharia, após protelar com todo tipo de recurso e pelo tempo que puder.

Agora vejam que interessante. Quem presidia o Ministério da Economia no período era Henrique de Campos Meirelles, que havia sido economista-Chefe do Itaú.

Quem presidia o Banco Central era Ilan Goldfajn, que havia sido Economista Chefe e Sócio do Itaú Unibanco  entre abril de 2009 a  maio de 2016. Ou seja, saiu do Banco Itaú direto para o Banco Central. Aliás, Ilan foi um dos primeiros nomes anunciados por Temer.

O governo de Michel Temer (MDB) através do Refis, perdão concedido pelo governo federal no parcelamento de débitos tributários, absolveu mais da metade das dívidasdos bancos Itaú, Santander, Safra e Rural.   Os quatro bancos negociaram uma dívida total de R$ 657,3 milhões, que conseguiram reduzir para R$ 302 milhões.

Estranha o fato desse calote bilionário, que representa um prejuízo astronômico aos cofres públicos, tenha sido tão timidamente divulgado pela imprensa, como se fosse uma situação normal. Não é.

O Banco Itaú, tudo dentro da ‘mais absoluta legalidade’, vem conseguindo aplicar sucessivos calotes na praça, seja no público, seja no privado. O escândalo mais recente diz respeito a uma dívida de R$ 2,09 bilhões que o banco se recusa a pagar a um acionista, que tenta receber os dividendos referentes a um lote de ações comprados em 1973. A questão foi judicializada e tramitava a passos de jabuti há 18 anos no Tribunal de Justiça do Pará. O juiz responsável levou 5 anos para dar-se por impedido e quando o fez, em 2020, o processo foi redistribuído. A juíza que assumiu, entendeu que o banco, que já havia inclusive sido multado por litigância de má-fé no mesmo processo, estava apenas protelando e, em 18 de setembro de 2020, determinou o bloqueio de R$ 2,09 bilhões nas contas do Itaú.

Escritório de Barroso e Fux entram na jogada

O banco então acionou o advogado Rafael Barroso Fontelles, sobrinho do ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. E no dia 24 de setembro, apenas seis dias após a juíza determinar o bloqueio, ela recebe um telefonema do Conselho Nacional de Justiça, de um assessor do presidente, Luiz Fux, determinando que ela se abstivesse de “promover qualquer ato no processo”, e comunicando que a decisão dela havia sido cassada por decisão de Fux como corregedor do CNJ.

A decisão, totalmente infundada proferida por Fux, por si só, já é um escândalo. Não é atribuição do CNJ revisar, cassar ou alterar decisão judicial, o órgão não tem competência para isso. Fux simplesmente rasgou as normas que regem o Conselho para favorecer o banco, a maior instituição financeira privada do país, mostrou que quem manda na justiça é o Itaú. O banco tem o poder de alterar as competências de um órgão fiscalizador. E para variar, segue sem pagar o que deve. Fux levou o caso ao CNJ em 6 de outubro, e após um pedido de vistas, nunca mais pautou a reclamação contra a magistrada, que segue suspeita no processo.

Fonte: Painel Político

 

Empresa com roubalheira na SEMUS e processo na PF fez contrato milionário com a SEAP

Pasta é comandada por Murilo Andrade. Em junho do ano passado, a Só Saúde foi alvo da Operação Cobiça Fatal

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, comandada por Murilo Andrade, contratou uma fornecedora que, segundo a Polícia Federal, é suspeita de ser empresa de fachada e operada por laranjas.

A C. J. Comércio Saneantes, cujo nome fantasia é Só Saúde Distribuidora, foi consagrada entre as vencedoras de licitação para fornecimento de insumos destinado à prevenção de transmissão da Covid-19. O contrato foi celebrado em outubro do ano passado.

Pelo valor global de R$ 40,4 mil, até 1,5 mil galões de 5 litros de álcool 70% em gel deveriam ser entregues à pasta. Assinam pela Administração Penitenciária o secretário Murilo Andrade, e pela Só Saúde, Ademar Cândido Almeida de Oliveira Sousa, que aparece como representante legal da empresa na negociação.

Em junho de 2020, a empresa foi alvo da Operação Cobiça Fatal, deflagrada em São Luís após investigações que tiveram auxílio da CGU (Controladoria-Geral da União) qualificarem a Só Saúde com capacidade técnico-operacional “duvidosa” e que “nunca teve um empregado vinculado ao seu CNPJ”.

À época, a empresa estava registrada na Receita Federal sob propriedade dos então sócios João de Deus Souza Lima Júnior e Maria do Socorro Salazar Sousa. Esta última, conforme informação policial no bojo de representação da PF à Justiça Federal pela prisão temporária do primeiro, não possui qualquer bem compatível com atividade empresarial e exerce trabalho em uma empresa que figura como sócio o pai de João de Deus.

Insistentemente procurada pelo ATUAL7 para se manifestar a respeito da contratação, a Seap informou, por duas vezes, que o “procedimento” é que a Comunicação do governo Flávio Dino (PSB), comandada pelo correligionário do mandatário, Ricardo Cappelli, responda inicialmente qualquer solicitação.

Embora também provocada desde o primeiro contato com a pasta de Murilo Andrade, a Secom de Dino não se manifestou.

A Operação Cobiça Fatal, que mirou na Só Saúde, teve como objetivo combater supostos crimes de fraudes licitatórias e irregularidades contratuais, corrupção ativa e passiva, associação criminosa e lavagem de dinheiro também destinado ao enfrentamento do novo coronavírus.

Fonte: do Blog ATUAL 7 – Yuri Almeida

 

“O Globo” reconhece que foi um “crime” deixar as crianças longe da escola na pandemia

É inacreditável, mas gradativamente a verdade está aparecendo. Aqueles que implantaram o terror estão sendo obrigados a reconhecer os seus erros.

E não foram poucos…O editorial de “O Globo” deste domingo (12) considera que foi um “crime” manter as crianças fora da escola por tantos meses. Na realidade, muitos foram os crimes praticados.

O texto, aliás, é muito claro e elucidativo:

“Foi um crime — não há outra palavra — manter as crianças longe da escola por tantos meses. Um crime de reparação longa e custosa, que deixará marcas profundas em toda uma geração. É essa a conclusão inescapável a tirar do relatório ‘A path to recovery’ (Um caminho para a recuperação), iniciativa conjunta de Unesco, Unicef e Banco Mundial publicada neste mês.”

E prossegue o texto:

“O fechamento das escolas, avalia o relatório, afetou 1,6 bilhão de crianças em 188 países. Na média, foram 121 dias de aula totalmente perdidos e 103 parcialmente. O ensino remoto ou híbrido apresentou resultados insatisfatórios, e a perda de aprendizado foi brutal. Quase dois anos depois da eclosão da pandemia, as aulas não tinham voltado ao normal para mais de 400 milhões. O documento estima em US$ 17 trilhões, ou 14% do PIB mundial, as perdas ao longo da vida dos afetados. Obviamente, os danos não se resumem ao custo econômico.”

E diz mais o editorial do jornal:

“A questão agora é como resgatar o que foi perdido. ‘As consequências para a geração atual de crianças e jovens serão duradouras se não agirmos rápido’, afirma o documento. A primeira — e mais óbvia — medida é reabrir as escolas imediatamente. Nesse ponto, apesar das resistências e exceções, até que o Brasil já tomou a atitude sensata. Mas só isso não basta. ‘Para evitar que as perdas se tornem permanentes, é essencial que os países implementem um pacote de recuperação do aprendizado; mesmo que o conjunto específico de intervenções possa ser diferente, o objetivo deveria ser garantir que as crianças e adolescentes fiquem na escola e alcancem pelo menos o mesmo nível de competência das gerações que não foram expostas à pandemia’.”

E a conclusão:

“As ferramentas sugeridas pelo relatório para isso vão da ampliação da carga horária à revisão de metodologia e pedagogia. Mas primeiro é preciso entender a urgência da questão. Ela deveria ser a prioridade imediata não apenas do ministério ou das secretarias estaduais e municipais de educação, mas de todos os candidatos que tentarão conquistar o voto dos brasileiros nas urnas no ano que vem. Ignorá-la seria cometer um novo crime contra as mesmas vítimas: nossas crianças e nosso futuro.”

Jornal da Cidade Online

Golpes com links falsos no Brasil cresceram 41% em 2021 e colocam o país em destaque mundial

Golpe é um dos mais praticados do país e tem o objetivo de roubar informações pessoas ou dados bancários a partir de links falsos

Os golpes virtuais por phishing, aqueles que tentam obter informações confidenciais de vítimas, que, como em uma pesca (fishing, em inglês), são “fisgadas” pelos golpistas por meio de e-mails ou mensagens instantâneas fraudulentas, não param de crescer no Brasil.

De acordo com uma pesquisa realizada pela filial brasileira da empresa de cibersegurança Avast, os golpes do tipo estão crescendo. Entre os mais de mil clientes que participaram do levantamento, 55% relataram ter sofrido ataques de phishing em 2021, contra 39% que fizeram esse tipo de relato em 2020, um aumento de 41% no período.

“A tentativa de phishing, infelizmente, tornou-se um golpe já conhecido no país. Essa tentativa de roubar os dados pode ocorrer por e-mail, por mensagens de WhatsApp, por SMS e até por sites falsos, que são similares aos sites oficiais”, explica Fellipe Guimarães, CEO da Codeby, empresa de tecnologia.

Para não cair nesse tipo de ataque, o internauta precisa ficar muito atento. Os golpes estão cada vez mais sofisticados e chamam a atenção com coisas como promoções irresistíveis, ofertas de vale compra, mensagens pedindo atualização de dados. Em comum, eles pedem apenas um clique em um link e pronto. O golpe está dado.

“É importante ressaltar que o phishing não atinge só as pessoas físicas. Pequenas, médias e grandes empresas também são alvos dos criminosos, que vão tornando as táticas mais complexas e sofisticadas à medida em que os alvos são mais difíceis de serem alcançados”, pontua Guimarães.

Segundo um outro levantamento, realizado em 2020 pela empresa russa Karspersky, outra das líderes do mercado de segurança digital, 19,9% dos internautas brasileiros tentaram abrir links enviados para roubarem seus dados pelo menos uma vez.

Nessa pesquisa, o Brasil foi o país com o maior número de cliques em links maliciosos, seguido por Portugal (19,7%), França (17,9%), Tunísia (17,6%), Camarões (17,3%) e Venezuela (16,8%). O WhatsApp foi apontado como um dos principais canais para a aplicação dos golpes.

“Parece óbvio, mas é muito importante reforçar: nunca clique em links se não tiver a certeza de que foram enviados por remetentes confiáveis. Jamais compartilhe seus dados pessoais, como número de documentos, número do cartão do banco e senhas, nem por mensagem, nem por ligação”, finaliza Fellipe Guimarães.

Fonte: R7.

 

Confira novas funções do PIX que estarão disponíveis em 2022

Com a rápida adesão dos brasileiros ao Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central (BC), em apenas um ano a autarquia já prepara novas funcionalidades para ampliar ainda mais o acesso à ferramenta.

Neste ano, já foi disponibilizado o Pix Saque, em que o cliente poderá fazer saques em qualquer ponto que oferte o serviço, como comércios e caixas eletrônicos, tanto em terminais compartilhados como da própria instituição financeira.

Já no Pix Troco, que começará a funcionar em 2022, o cliente fará um Pix equivalente à soma da compra e do saque e receberá a diferença como troco em espécie. O extrato do cliente especificará a parcela destinada à compra e a quantia sacada como troco.

“Essas duas novidades podem fazer com que haja uma redução de caixas eletrônicos na cidade, uma vez que o saque de dinheiro pode ser feito em qualquer comércio”, explica Alex Peguim, COO da Speedy.io, fintech de serviços financeiros focada em micro, pequenos e médios empreendedores. “Também vamos ter uma concorrência maior entre os métodos de pagamento, tanto em preço quanto em oferta de serviço”, avalia.

A mais recente novidade envolvendo o Pix é a utilização do sistema para arrecadação de recursos para as campanhas eleitorais de 2022. A medida foi autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última sexta-feira (9), e partidos e candidatos deverão usar o CNPJ ou CPF como chave de identificação. 

“Acho este um marco muito importante para nós brasileiros, pois o Pix garante a rastreabilidade eletrônica da fonte pagadora. Acredito que outras novidades, como o Pix Garantido e Pix Crédito, também vão agir muito bem em terrenos onde o cartão de crédito domina, como os serviços de mensalidade, pagamentos recorrentes e até mesmo parcelamentos”, afirma Alex.

Confira outras funcionalidades do Pix que devem chegar 2022:

  • Pix Offline: de acordo com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, essa modalidade ainda está em processo de avaliação, mas já está sendo testada com três tecnologias
  • Pix Aproximação: assim como com cartões de crédito, será possível fazer pagamento aproximando o celular da máquina de cartão, por exemplo.
  • Débito automático: será possível colocar contas de luz e telefone, por exemplo, para serem pagas automaticamente com Pix.
  • Pix Internacional: segundo Roberto Campos Neto, essa função ainda não tem data definida, mas o BC já conversa com a Inglaterra e Itália para permitir transferências internacionais instantâneas por meio da ferramenta.

Democratização do sistema bancário

Criado pelo Banco Central (BC) em novembro de 2020, o Pix é utilizado por mais de 106 milhões de brasileiros e mais da metade das empresas no país. A rápida adesão da população ao sistema de pagamentos instantâneos surpreendeu as instituições financeiras.

“Praticamente todos os bancos e instituições financeiras aderiram ao Pix. Dessa forma, todos os usuários podem facilmente transferir valores entre instituições sem qualquer tipo de espera de compensação e de forma gratuita. Também tem a facilidade da divulgação da chave, uma vez que já é um número conhecido por você” explica Alex Peguim.

As últimas estatísticas, de novembro de 2021, mostram que foram feitos mais de 1,2 bilhão de pagamentos pelo Pix, e a quantidade de transações supera as realizadas por boletos, TEDs, DOCs e cheques somados. A principal diferença entre esses meios de pagamento e o Pix é que não é necessário saber onde a outra pessoa tem conta. A transferência pode ser realizada a partir, por exemplo, de um telefone na sua lista de contatos, usando a Chave Pix.

Outra diferença é que o Pix funciona 24 horas, 7 dias por semana, entre quaisquer bancos, de banco para fintech, de fintech para instituição de pagamento, entre outros. Para Alex Peguim, a agilidade do sistema e o baixo custo são os principais atrativos.

“Tanto para física quanto para pessoa jurídica, o dinheiro cai na hora e o custo da operação é baixíssimo, ou nenhum. Muitas vezes, as pessoas não faziam TED ou DOC de valores muito baixos, pois a própria taxa poderia superar o valor a ser transferido. As vaquinhas, quando você vai fazer uma festa com os amigos, por exemplo, a divisão de contas, ficou muito mais simples com o Pix, uma vez que é possível fazer transferências de centavos”, pondera.

A aposentada Divina Maria de Sousa, de 65 anos, conta que teve receio de usar a ferramenta no começo, mas a praticidade do sistema chamou sua atenção. “Antes, a gente tinha que pagar taxa para fazer transferências, seria um gasto a mais para a gente. No início eu fiquei com muito medo de colocar meu CPF, celular ou e-mail, e alguém descobrir e pegar esses dados para fazer transferências. Mas, agora, eu acho muito mais prático e é uma economia pra mim”, ressalta.

Segundo o Banco Central, cerca de 40 milhões de pessoas no Brasil fizeram sua primeira transferência bancária por meio do Pix. Além disso, 14 milhões de brasileiros abriram uma conta bancária pela primeira vez em 2020, no auge da pandemia.

Na visão de Alex Peguim, o volume é resultado principalmente do Pix e do Auxílio Emergencial. “A população brasileira nunca teve acesso de forma tão barata e ágil a serviços financeiros. Hoje, temos uma rede de pagamentos mais barata, descomplicada e rápida”, afirma.

Brasil 61