Lula avalia saída do ministro Alexandre Padilha por fracasso na articulação política

Quando se deu conta de que três importantes medidas provisórias caducariam nesta sexta-feira (2), e sem resistência de deputados que o apoiam, inclusive petistas, o presidente Lula (PT) deixou cair a ficha. Passou a dar ouvidos a velhos companheiros que recomendam freio de arrumação. Começando pela retirada Alexandre Padilha, da articulação que virou desarticulação, substituindo-o por alguém mais experiente e que, leal a Lula, tenha a simpatia dos presidentes da Câmara e Senado.

Cansado de guerra

O problema não é Padilha nem de qualquer outro ministro, como observam políticos experientes, e sim o próprio Lula, cansado de guerra.

Olho no boné

Como Lula tem dificuldade de demitir quem ele gosta, a torcida petista é para Padilha pedir o boné e poupar o presidente de constrangimento.

Segue ministro

Se for consumado seu afastamento, o mais provável é que Alexandre Padilha fique no governo como titular ministro da Secretaria Geral.

Pedindo licença

Queixam-se os deputados também da falta de orientação para que os ministros comuniquem previamente as visitas que fazem a seus estados.

Coluna do Claudio Humberto

 

Uma estrela para Mario Cella, na Festa Italiana

                                                                                                                                           *Carlos Nina

O mês de junho é especial para a Itália e, neste ano (2023), extraordinário para a família do italiano Mario Cella.

Data especial para a Itália porque, no dia 2 de junho, os italianos comemoram a fundação de sua República, decidida nesse dia, no ano de 1946. Através de referendo popular – com a participação das mulheres, pela primeira vez exercendo o direito de voto -, os italianos, há 77 anos, optaram pelo fim da Monarquia.

Dia extraordinário para a família de Mario Cella porque ele foi distinguido pelo presidente da República da Itália, Sergio Mattarella, com a Ordem da Estrela da Itália, depois de ouvido o Conselho da Ordem.

A indicação do homenageado partiu do Agente Consular Honorário da Itália em São Luís, Francesco Cerrato, acatada pela Cônsul da Itália em Recife, Nicoletta Fioroni, que, por sua vez, fez a solicitação ao Ministro das Relações Exteriores da República italiana.

Pode-se dizer que é um fato honroso para o Brasil, particularmente para o Maranhão porque Mario Cella, que aqui chegou em 1965, integrou-se à comunidade ludovicense com sua alegria, seu entusiasmo e permanente disposição para enfrentar os desafios de um missionário em terras distantes de sua origem, Santo Stefano d`Aveto, Gênova, Itália.

Formado em Filosofia no Seminário Vescovile de Bobbio, Piacenza, e em Teologia, no Instituto Teológico de Verona, na Itália, especializou-se na Universidade Federal da Paraíba, em Lógica e Metodologia das Ciências, e, na Universidade Federal do Maranhão, em Metodologia do Ensino Superior e Filosofia da Natureza e da Sociedade, vindo, posteriormente a integrar o Departamento de Filosofia da UFMA, onde exerceu cargos de direção, inclusive o de Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação.

Mario Cella veio para São Luís como sacerdote. Contudo, as limitações que os votos religiosos lhe impunham não conseguiram conter a intensidade de seu espírito irrequieto e solidário, sua extraordinária capacidade criativa e disposição para o trabalho. Assim, com a sensibilidade e a extroversão natural de sua italianidade, abriu espaços para criar, desenvolver e estimular atividades culturais, nas áreas da música (foi o criador e coordenador do Coral de Santo Antônio), cinema, teatro, artes, enfim. E sucumbiu aos encantos da Ilha do Amor, ouvindo o canto dos sabiás. Casou-se com a advogada Dulce Passarinho, constituindo uma bela família, querida, respeitada e admirada por todos que a conhecem.

As qualidades de Mario Cella o levaram a inúmeros cargos no setor cultural, na Universidade Federal do Maranhão e nos Governos estadual e federal, sempre promovendo e difundindo a cultura artística no Maranhão. Tudo sem negligenciar sua preocupação com a comunidade italiana, o que o tornou uma referência dos italianos em São Luís, exercendo, inclusive, a representação consular da Itália no Maranhão.

Com dupla nacionalidade, após conquistar a cidadania brasileira, Mario Cella, mercê de toda a sua contribuição para a comunidade à qual se integrou, foi reconhecido pelo Parlamento Estadual como cidadão maranhense, título que usa para proclamar-se ítalo-maranhense.

Conciliador e congregante por natureza, está sempre presente nas iniciativas de reunião da comunidade italiana, do que são exemplo o Circolo Italia, hoje sob o comando de Mônica De Lucca, e o recém-criado Comitê Dante Alighieri de São Luís, do qual é um dos fundadores e cuja presidente é Isabella Pearce.

Assim, é justa e merecida a homenagem que Mario Cella recebeu no dia 2 de junho de 2023, de Cavaleiro da Ordem da Estrela da Itália, destinada a agraciar pessoas que tenham promovido a amizade e a colaboração entre a Itália e outros países.

Mario Cella faz isso há 58 anos. Como italiano, brasileiro e maranhense.

Parabéns ao querido amigo, a sua família e à comunidade italiana no Maranhão, pelo aniversário da República e pelo reconhecimento da Itália a quem, no Maranhão, pauta sua vida tendo a solidariedade humana como princípio.

*Carlos Nina é advogado e jornalista

 

Miriam Leitão diz que Lula ‘errou gravemente’ ao defender o ditador Maduro

A afirmação foi dada durante comentário na programação ao vivo do canal de notícias Globo News, em uma referência à absurda recepção oferecida ao ditador comunista da Venezuela, Nicolás Maduro.

“Lula errou gravemente, porque quando ele fez a campanha dele, foi em defesa democracia. E assim ele foi visto no mundo. Acabou a eleição no Brasil e ele teve apoio das democracias como ‘se agora o Brasil venceu o perigo autocrata’. Aí ele vai e pros amigos dele, pode? Os amigos dele podem infringir as estruturas da democracia. Isso é muito ruim, o Lula errou gravemente no tom em que ele recebeu o Maduro. É normal ter relações, conviver, mas o que não pode é ele abonar, aprovar, esse tipo de comportamento, porque aí todas as dúvidas que foram levantadas pela oposição contra Lula, elas reaparecem”, disse Miriam.

Vale lembrar que ela não é a primeira a reclamar, pois a fila já foi puxada por Gerson Camarotti, Delis Ortiz (a do soco no peito) e Guga Chacra (que tem se descabelado de descontentamento), entre outros.

Toda essa galerinha global que ‘fez o L’ tem mostrado a insatisfação com o desgoverno do Janjo. Mas quando Miriam Leitão demonstra que também está pulando do barco à deriva, é porque a coisa está feia pra valer! Os pregos já foram colocados no caixão… e agora estão sendo martelados, um a um, pelos próprios ‘cumpanheros’!

Jornal da Cidade Online

 

PT vai cobrar até R$ 5 mil no ingresso para “quadrilha” com Lula

A informação foi publicada no site oficial do PT e anuncia os valores exorbitantes dos ingressos, sem qualquer cerimônia: “Os convites para o evento serão vendidos a R$ 300,00, R$ 1.000,00 e R$ 5.000,00 e poderão ser adquiridos através de mensagem de texto por Whatsapp”, diz o texto, informando um número de contato ao final.

“O Arraiá do PT acontece no dia 1º de julho, em Brasília, no Distrito Federal, e terá a tradicional ‘festa na roça’, comidas típicas e atrações musicais.” E não esconde que o objetivo é arrecadar para bancar as tais ‘atividades de formação, mobilização e de comunicação que vêm sendo incrementadas nos últimos anos’ (leia-se ativismo e criação de narrativas nas redes sociais).

Gleide Andrade, a secretária nacional de Finanças do PT, que aparece em uma foto ao lado de Lula, em seu Instagram, com quem afirma que esteve reunida nesta semana, ressalta que ele confirmou presença na tal festa.

Pelos valores cobrados, fica evidente que a direção do partido já faz uma filtragem prévia, de maneira a garantir que só a ‘nata da militância’ consiga participar, ou seja, a aquela ‘cumpanherada’ de sempre voltou à cena do crime, está deitando e rolando e, agora, tem que ‘colaborar’ um pouquinho com o partido.

Jornal da Cidade Online

Crise na bancada do PT: namorado de Gleisi chama líder do partido de “ditadorzinho de m.”

Lindbergh Farias está revoltado com Zeca Dirceu por não ter sido indicado para a CPI dos Atos de 8 de janeiro

As sucessivas derrotas do governo no Congresso Nacional têm demonstrado que a falta de articulação política é um problema enorme a ser enfrentado pelo Palácio do Planalto. Mas essa não é a única questão. Na base do governo, o clima não é dos melhores entre figuras bastante próximas do presidente Lula. O deputado Lindbergh Farias, namorado da presidente do PT e também deputada Gleisi Hoffmann, tem disparado adjetivos pouco ou nada lisonjeiros contra o líder do partido na Câmara, Zeca Dirceu, filho de José Dirceu, o ex-todo-poderoso ministro de Lula que foi condenado no escândalo do mensalão.

Pelos corredores da Câmara, Lindbergh tem chamado Zeca Dirceu de “ditadorzinho de merda”. O ataque se deve, especialmente, à decisão do líder petista de não o incluir entre os deputados do partido indicados para integrar a CPI Mista que vai investigar os atos golpistas de 8 de janeiro.

Lindbergh queria integrar a comissão, mas acabou ficando de fora. O motivo declarado é a postura crítica do namorado de Gleisi ao projeto do arcabouço fiscal enviado à Câmara pelo governo Lula. Lindbergh, porém, não engole a explicação. E culpa Zeca Dirceu por ter sido escanteado na CPI.

A relação entre os dois deputados, ambos donos de ótima relação com Lula, já não é boa há algum tempo. No começo do ano, Lindbergh chegou a disputar com Zeca o posto de líder do PT. Desde então, o ambiente é de desavença. Nas últimas semanas, porém, a crise escalou.

Coluna do Rodrigo Rangel – Metrópoles

 

Lula é uma fantasia coletiva de metade dos brasileiros

Um dos fundadores do PT o achava “meio farsante”, “um oportunista”. O intrigante é como tanta gente do PT e de fora do PT acredita em Lula

Depois que Lula fez exatamente o que disse que faria, presentear o seu advogado de defesa com uma cadeira de ministro do STF, muita gente espantou-se (ou fingiu espanto) por ele ter contrariado o que afirmara na campanha: que não nomearia um chapa seu para a mais alta corte do Judiciário, como fez Jair Bolsonaro (“nomear” é o verbo que corresponde à realidade, “indicar” é o verbo da fantasia constitucional brasileira). Não há por que espantar-se com Lula. Nunca existiu princípio de impessoalidade para ele. Nem como líder sindical, nem como chefão de partido, nem como presidente da República. Lula é uma pessoa cuja única finalidade está em si mesmo — em atender, acima de tudo, às suas próprias conveniências.

É fato sabido, provado, registrado, mas estranhamente deixado de lado por metade dos brasileiros nas eleições. Um dos fundadores do PT, por exemplo, o sociólogo Francisco de Oliveira, que depois se filiaria ao PSol (era de esquerda de verdade) deu uma entrevista ao programa Roda Viva, em 2012, que causou imenso desconforto entre os petistas. Ele disse que “Lula é muito mais esperto do que vocês pensam. O Lula não tem caráter, ele é um oportunista”. Francisco de Oliveira também afirmou: “Se ele quiser, que me processe. O Lula é uma vocação de caudilho, a antessala do ditador”. Ou seja, a defesa que o atual presidente da República fez do tirano da Venezuela, Nicolás Maduro, é expressão límpida do seu pensamento, do seu desejo nada recôndito. E também das suas ações passadas, ora bolas, porque ele sempre foi apoiador declarado do regime chavista, que causou a diáspora de 7 milhões de venezuelanos. Onde está a surpresa?

Francisco de Oliveira morreu em 2019, na crença de que Lula não havia roubado dinheiro público. Mas, como homem de esquerda experimentado na militância política e provado pela tortura da ditadura militar, ele não nutria muitas ilusões. O seu depoimento para o livro, organizado por Angela Alonso e Natalia Dolhnikoff, é mais do que o relato de uma testemunha da história. Francisco de Oliveira foi um protagonista da história que, no final da vida, não tinha mais nada a perder, porque não tinha nada a ganhar.

Nos trechos que destaco abaixo, o sociólogo desfaz a mitologia criada em torno de Lula e do Comício da Vila Euclides, no final da década de 1970, episódio considerado capital para a luta pela redemocratização e que lançou o então líder metalúrgico Lula para a cena nacional. Entre outras coisas, Francisco de Oliveira diz que “quem derrotou a ditadura foi a classe média”. Sim, a classe média tão espinafrada pelo PT. Leia:

“Eu nunca achei que o Lula fosse o caminho da revolução, aliás, quem acertava em cheio no Lula era o Roberto Freire, o ‘partidão’ nunca apostou no PT. Um pouco por ciumeira, porque o PT passou o trator. Um pouco porque, como se dizia antigamente, o ‘partidão’ tinha uma teoria sobre o Brasil, coisa que o PT não tem e nunca teve, e nessa teoria sobre o Brasil o Lula não se encaixava bem. Eles nunca apoiaram o PT.

“Eu estava mais para o lado do ‘partidão’, embora nunca tivesse entrado no partido, achava o Lula um pouco farsante. Para mim era muito estranho que um líder operário não conhecesse a história operária. Ele não conhecia nada, nem conhece, na verdade ele foi empurrado para lá pelo irmão dele, que o povo chamava de Frei Chico. Esse era militante. O Lula não.”

“Direi uma coisa heterodoxa: quem menos liderou a redemocratização foi a classe operária. É que a gente, por causa do velho Marx, tem essa adulação. Quem derrotou a ditadura foi a classe média. Derrotou não como classe, derrotou entrando no MDB, derrotou fazendo todo tipo de política que era possível fazer, não foi a classe operária, isso é uma adulação boba, e já está na hora, não de desfazer qualquer coisa, mas de entender o movimento real da história que houve no Brasil. Você não tinha grandes movimentações.

“Quando chegou ao auge em que essa panela já borbulhava por fora, aí você tem o Comício de Vila Euclides, mas, se você olhar antes o trajeto, peguem fotografias da época, quem está liderando as passeatas? Ulysses Guimarães, Fernando Henrique, são eles que estão lá na frente. Mesmo porque a visibilidade política dessa fração da classe média sempre foi maior. Mas nos momentos de auge, no famoso Comício da Vila Euclides, aí se projetam também outras imagens. Mas na maior parte dos casos, sem nenhum desdouro, as figuras eram da classe política.”

O que me intriga, e sempre vai me intrigar, é como tanta gente do PT e de fora do PT acredita há tanto tempo piamente em Lula e ainda se espanta (ou acha que dá para fingir espanto) com o que ele diz que vai fazer e faz. Lula é uma alucinação coletiva permanente de um terço dos brasileiros e de metade deles há várias eleições.

Coluna do Mário Sabino – Metrópoles

 

CPI do MST já soma 135 convocações de apoiadores das invasões criminosas

Entre convites para participação de audiência e requerimentos de convocação, a CPI do MST tem 135 pedidos para ouvir pessoas como ministros, líderes do MST, parlamentares, pecuaristas, policiais e até suposta testemunha de extorsão de membros dos sem-terra. Quem mais acumula pedidos é César Fernando Schiavon Aldrich, atual presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, o Incra.

Topo do interesse

Só para convocar o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, há seis requerimentos e outros cinco para o chefão João Pedro Stédile.

Fatia ministerial

A fila de oitiva da CPI tem sete ministros, incluindo os titulares de Povos Indígenas, Justiça, Agricultura, Trabalho, Educação e Casa Civil.

STF na CPI

A especulada ida à comissão de Ricardo Lewandowski, aposentado do STF, com pedido de convocação, é improvável. Nem convite.

Raio-X

A comissão tem 37 convites, quando a pessoa não é obrigada a comparecer, e 98 convocações, quando não há escolha, tem que ir.

Coluna do Claudio Humberto

 

Lula é o que se acreditava que seria Bolsonaro, diz Arthur Virgílio

Fui colega de Bolsonaro na Câmara dos Deputados e depois, no Congresso, eu senador e ele deputado. Nossas relações eram frias, distantes, porque víamos o mundo com olhos bem diferentes.

No 2o turno da eleição presidencial, votei Bolsonaro, porque sua política econômica, delineada por Paulo Guedes, reduziu a relação dívida pública/PIB, diminuía o desemprego. Saiu-se melhor da pandemia que potências como EUA e fortes países europeus. Convivia respeitosamente com o Banco Central autônomo, presidido pelo pós-doutor em Economia, pela Universidade de Chicago, Roberto Campos Neto.

Votei em Bolsonaro, porque não podia votar no homem do mensalão e do petrolão, este útimo uma série de negociatas que surrupiou R$ 1 trilhão da Petrobras.

Sentia irritação quando via Bolsonaro falando coisas impróprias nas conversas diárias com seguidores, no tal “cercadinho”. Ficou marcado, pela grande imprensa, como um autoritário. Mesmo tendo ojeriza aos ditadores venezuelano, cubano, nicaraguense, russo e todos os demais.

Pois o “autoritário” Jair Bolsonaro, que falava bastante o que não praticava, jamais perseguiu ninguém, nem mesmo Lula, em seus quatro anos de mandato. Bolsonaro criou fama de ser o autoritário que nunca foi e Lula é. Nunca cabalou cassação de ninguém, junto aos tribunais. Ouvia as duras críticas, que eu próprio endossava a certas frases impróprias proferidas de forma improvisada e amadora no “cercadinho”. Mas não realizou nada do que dizia. Governou democraticamente. Não tinha amigos ditadores, respeitou a Constituição e a Suprema Corte. Arthur destaca, o Resultado: LULA É O QUE BOLSONARO PARECIA SER!

Vingativo, perverso, mesquinho, cheio de tramas antidemocráticas e promiscuidades fora das quatro linhas do respeito ao Brasil. Neste momento, trama através de prepostos, tornar Bolsonaro inelegível. Erro fatalmente infantil, porque o julgamento duro ao seu desgoverno, seria impiedoso em 2026! Anotem!

Arthur Virgílio é um político conhecido e bastante experiente, tendo sido senador e prefeito de Manaus

 

Governo já liberou R$ 4,9 bilhões em emendas parlamentares para aprovação de projetos e querem mais

Governo Lula abre cofre para atender pedidos de deputados e senadores. Apenas no mês de maio, considerado difícil para o presidente houve a distribuição de R$ 4,5 bilhões. Com o vergonhoso toma lá dá cá, a sangria aos cofres é cada vez maior para atender os insaciáveis parlamentares

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) liberou em maio pelo menos R$ 4,5 bilhões em emendas parlamentares. O montante representa quase o valor total do que foi repassado desde janeiro, foram R$ 4,9 bilhões até o momento. Os repasses ocorrem em um período de dificuldades na articulação política da União com o Congresso Nacional. O governo abriu os cofres especialmente após ver ameaçada a medida provisória que definiu a estrutura ministerial de Lula. Temendo não aprovar a matéria, o Executivo liberou em um dia R$ 1,7 bilhão aos parlamentares. O dinheiro foi disponibilizado horas antes da votação da MP na Casa, na terça-feira (30).

Antes de maio, o governo havia distribuído R$ 347,5 milhões aos deputados e senadores. Para demonstrar descontentamento, a Câmara barrou no mês passado mudanças promovidas por Lula ao marco do saneamento básico, aprovou o projeto de lei do marco temporal de demarcação de terras indígenas e retirou de pauta o projeto de lei das Fake News.

A casa também instalou uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Além disso, Câmara e Senado abriram uma CPI mista para apurar os atos de vandalismo de 8 de janeiro, em Brasília.

As derrotas fizeram com que o governo se movimentasse para cessar a insatisfação dos parlamentares, e até partidos da oposição foram contemplados com emendas. O PL, por exemplo, foi o que mais recebeu recursos, sendo atendido com R$ 385,8 milhões. Outra legenda bastante beneficiada foi o PP, com R$ 337,6 milhões. O PT liderou a distribuição de emendas, com R$ 575,9 milhões, e partidos que comandam ministérios também tiveram prioridade, como PSD (R$ 568,7 milhões), MDB (R$ 353,4 milhões) e União Brasil (R$ 304,4 milhões).

Para os próximos meses, os parlamentares esperam mais recursos. Nesta sexta-feira (2), Lula reconheceu as dificuldades de articulação com o Congresso e admitiu que não tem uma base sólida no parlamento, o que o força a buscar diálogo com a oposição.

A esquerda toda tem no máximo 136 votos [na Câmara], isso se ninguém faltar. Para votar uma coisa simples, precisamos de 257. E, para aprovar uma emenda constitucional, é maior ainda o número de deputados. É preciso que vocês saibam o esforço para governar. Não é só ganhar a eleição. Você ganha e precisa passar o tempo inteiro conversando para ver se consegue aprovar uma coisa.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República

A maioria dos recursos liberados no mês passado será utilizada para ações na área do Ministério da Saúde. Serão pelo menos R$ 4,1 bilhões para projetos da pasta. O valor restante será destinado para iniciativas de outros 13 ministérios, entre eles, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (R$ 240,3 milhões), o Ministério da Defesa (R$ 69,4 milhões) e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (R$ 48,8 milhões).

Fonte: R7

 

Jornalista Ricardo Noblat: “Lula está ficando gagá…”

O jornalista Ricardo Noblat, do portal Metrópoles, também ‘fez beicinho’ pelas honrarias que o Lula (PT) ofereceu ao ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. Segundo Noblat, ou Lula “está ficando gagá”, ou ele “sofre um apagão de inteligência”. 

“Na véspera de cortejar Maduro, Lula apresentou-o como um democrata. E aconselhou-o publicamente, como antes o fizera em particular, a construir uma narrativa para convencer o mundo que a democracia está viva na Venezuela. É tudo o que não está”, afirmou Noblat. Na sequência, ele afirmou que a oposição na Venezuela está “amordaçada” e que o país vive um “simulacro de democracia”, com opositores presos e 7 milhões de refugiados.

É bem mais simples que isso, não há necessidade de ‘construir narrativa’ basta Nicolas Maduro parar de prender, torturar adversários, permitir a volta da imprensa livre, cortar laços com narcotraficantes, começando pelo presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello (notório traficante de drogas).

Noblat continuou: 

“Os abusos do regime Maduro caem à vista de todos como frutas podres. Estão quase todos documentados pela Organização das Nações Unidas (ONU) e são investigados pelo Tribunal Penal Internacional, que apura crimes contra a Humanidade. Lula, contudo, finge desconhecê-los.” O colunista do Metrópoles ainda refutou a fala de Lula dizendo que há “preconceito contra a Venezuela” e que os “nossos adversários vão ter que pedir desculpas pelo estrago que fizeram” no país.

“Nossos adversários, quem, cara pálida? Adversários de ditaduras de esquerda ou de direita são meus amigos; aliados, meus inimigos. Ontem, ao invés de corrigir-se, Lula admitiu não poder avaliar a situação da Venezuela porque não a visita há 10 anos”, assinalou.

Por fim, Noblat diz que o presidente “sofre de um apagão de inteligência, na melhor das hipóteses”. É o “choro” descarado da “lacração”…

Fonte: Metrópoles e Jornal da Cidade Online