Foi líder de Bolsonaro traiu Dilma e descobriu que sempre foi Lula

Ex-líder do governo Jair Bolsonaro, Fernando Bezerra (MDB-PE), mesmo sem mandato, é um prodígio: em troca de cargos, o ex-senador apoiou presidentes dos mais diferentes matizes. Não foi diferente agora com Lula, que o recompensou com a ambicionada Codevasf. Na gestão anterior, de Bolsonaro, indicou apadrinhados para a mesma Codevasf, antro de corrupção em vários governos, e “aparelhou” a Chesf, indicando o presidente e um diretor, Hemobrás e Fundação Joaquim Nabuco.

Petistas não esquecem

O ex-senador foi ministro de Dilma, mas, quando o impeachment parecia inevitável, o primogênito Fernando Filho votou pela cassação da petista.

Sopa de letrinhas

Fernando Bezerra não valoriza a coerência partidária: “mudanças de vento” o levaram ao PDS, PFL, PMDB, PPS, PSB e de novo MDB.

Um antro

A Codevasf é o sonho de políticos complicados, como Juscelino Filho, ministro das Comunicações acusado de tráfico de influência no órgão.

Adesista militante

Bezerra apoiou os governos FHC (PSDB), Lula e Dilma (PT), Michel Temer (MDB) e Bolsonaro (PL). E fará o mesmo no próximo governo.

Coluna do Claudio Humberto

 

Lula ‘submete’ aos ministros do STF opções de nomes para vaga

Decisão é só dele e já deve estar tomada, mas, esperto, Lula faz “consulta”

Lula aprendeu com os erros do passado, incluindo o passado recente, de Jair Bolsonaro. Malandro, ele fez chegar aos atuais ministros Supremo Tribunal Federal (STF) uma lista de opções para a vaga de Ricardo Lewandowski na Corte. Puro fingimento: é ele quem vai decidir e não costuma abrir mão dessa prerrogativa, mas fez um gesto político. Na lista estão nomes como os ministros do STJ Benedito Gonçalves e Luís Felipe Salomão e do seu próprio advogado, Cristiano Zanin. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Os dois ministros têm uma vantagem importante, na disputa pela vaga no STF: a nomeação também abre preciosa vaga no STJ. Além dos ministros do STJ, políticos próximos a Lula foram incluídos na relação, como Flávio Dino (Justiça) e Alexandre Padilha (Articulação).

A indicação de membros de tribunais superiores ou federais pode criar uma sucessão de vagas abertas no Judiciário.

Diário do Poder

Economista e ex-ministro da Fazenda esclarece ações de Haddad e acende alerta ao Brasil

O economista, ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, de 80 anos, concedeu entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta sexta-feira (31), e comentou sobre o arcabouço fiscal proposto pelo ministro do Governo Lula (PT), Fernando Haddad. Embora Haddad tenha proposto zerar o déficit público em 2024 e aumentar o PIB em 1%, a nova regra petista promete também começar a cobrar imposto de pessoas que, antes, não eram taxadas.

“Tem um aspecto positivo, que é a criação de um limite para despesas. O que se imaginava há dias e meses atrás era de que haveria a adoção da dívida como âncora, isso seria uma âncora muito frágil porque a dívida pode subir por fatores alheios à vontade e diligência do governo”, explicou.

Nóbrega avaliou que, apesar do governo ter criado um limite para os gastos, o teto é muito flexível e gera um incentivo para aumentar a receita da União.

“No fundo, é um teto. Mas é um teto muito flexível relativamente ao que está em vigor atualmente. No caso do teto em vigor, que vai desaparecer logo após a aprovação da lei do arcabouço fiscal, é de que a despesa só pode crescer pela variação da inflação. Agora a despesa pode crescer como 70% do acréscimo de arrecadação. O que significa que esse arcabouço fiscal gera um incentivo para buscar aumento de receita”, ponderou o experiente economista.

Maílson da Nóbrega ainda deixou um alerta:

“Quanto mais aumentar a receita, maior será a capacidade de gasto do Governo Federal. Embora o ministro da Fazenda tenha negado que vai ter aumento da carga tributária, provavelmente ele vai desmentir a si próprio, porque, em algum momento, vai haver aumento da carga tributária. Ele mesmo já anunciou recentemente que depois de aprovada as duas PECs da reforma tributária do consumo, virá a proposta de reforma do Imposto de Renda. 

Nessa, provavelmente estará incluída a tributação dos dividendos, o que significa aumento da carga tributária”, concluiu.

Jornal da Cidade Online

 

Lula está preso em um labirinto de cobranças que não vai honrar

Desde que assumiu a presidência, Lula se viu preso em um labirinto de cobranças sobre economia. Suas declarações sobre o teto de gastos causaram grandes desgastes, sendo que neste tema, o governo tem sempre apanhado, mesmo de aliados da mídia. Causa estranheza o fato do tal “Arcabouço Fiscal” não ser divulgado por Haddad, visto a recessão internacional anunciada e os problemas de articulação no Congresso, que inevitavelmente refletem no cenário econômico.

Mas para surpresa zero de todos, o tal arcabouço foi divulgado no dia 30, pela manhã. O que estava programado para o dia 30 março, de manhã, as 07:30hs?

O retorno de Bolsonaro.

Não se apegue a ideia de que Lula ignora o retorno do ex-presidente Bolsonaro. Lula sabe que a imagem de “Retorno do exilado” traz mensagens poderosas. A primeira é que se havia um exílio, era porque não havia democracia plena no novo regime. A segunda é a da própria volta, que sinaliza a decadência da gestão.

A divulgação do arcabouço, junto com uma tentativa pífia de Gleisi ao fazer um vídeo de “Não é bem vindo”, aliada uma ajudinha extra da PF, que não mediu esforços para esconder o ex-presidente, tinham por objetivo ofuscar o retorno de Bolsonaro. A Globo simplesmente filmaria o aeroporto vazio, omitindo a determinação do MJ, e a impressão seria a de um ex-candidato derrotado, tanto nas urnas, como na popularidade.

Mas o aeroporto e a sede do PL estavam cheios, assim como as redes sociais, que explodiram de visualizações. Se o objetivo era mostrar alguém que estaria fora da política brasileira, por uma série de motivos baseados em narrativas, esse objetivo falhou miseravelmente.

Bolsonaro voltou com capital político grande, e renovado. Mesmo com escândalos arranjados para as próximas semanas, seus opositores já entenderam que independente do que se construir, o ex-presidente vai ser uma sombra poderosa na política do Brasil.

E que negar a realidade não vai ajudar o governo em nada, se observarmos também, as dezenas de promessas feitas à população, dentre as quais a da picanha e a cervejinha ou pinga do fim de semana.

Victor Vonn Serran

Articulista

 

Dia da Conscientização sobre o Autismo: saiba como identificar o transtorno

Entre os sinais estão a repetição de movimentos ou palavras e a dificuldade em estabelecer contato visual. O 2 de abril é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo

O Transtorno do Espectro Autismo (TEA) se refere a uma série de condições caracterizadas por algum grau de comprometimento no comportamento social, na comunicação e na linguagem, e por uma gama estreita de interesses e atividades que são únicas para o indivíduo e realizadas de forma repetitiva.

Paulo Lobão, neuropediatra, explica que os sinais para a identificação do autismo são diversos, mas entre eles estão:

  • Dificuldade na comunicação verbal e não verbal;
  • Dificuldade em estabelecer contato visual;
  • Repetição de movimentos ou palavras;
  • Resistência às mudanças na rotina;
  • Interesse restrito em atividades ou assuntos específicos.

O neuropediatra explica que de acordo com o que a pessoa necessita, o TEA é classificado em 3 níveis de suporte, 1,2 e 3. “Não existe autismo leve, moderado ou grave, mas de certa forma associa-se 1 ao leve, 2 ao moderado e 3 ao grave. Mas a gente classifica esse nível de suporte tanto para a comunicação e interação social, quanto para os comportamentos de interesse restritos e repetitivos”, completa.

O especialista esclarece que essas duas áreas são classificadas com os níveis de 1 a 3, mas que não necessariamente a pessoa que é nível 2 em uma delas também tem o mesmo nível na outra. Os níveis podem ser diferentes em cada uma das categorias.

O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, 2 de abril, foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007. A data foi instituída no Brasil pela Lei 13.652/2018. A ideia é promover conhecimento sobre o espectro autista, bem como sobre as necessidades e os direitos das pessoas autistas.

Thiago Araújo, de 31 anos, é músico, morador de São Paulo e pai do Benjamin, de 7 anos. Ele conta que ele e a esposa começaram a desconfiar do autismo do filho desde bebê. Enquanto era amamentado, Benjamin não correspondia ao contato visual.

“Depois outros sinais começaram a aparecer, por exemplo, andar na pontinha do pé, girar no mesmo lugar, ele balançava também as mãozinhas e depois na escola com 1 ano e meio, nós começamos perceber também o não entrosamento com as outras crianças e também o fato de não desenvolver a fala”, conta Thiago.

Após perceberem os sinais, optaram por procurar ajuda profissional. “Hoje o Benjamin faz todo o acompanhamento, todas as terapias, todas as especialidades no Instituto Jô Clemente (IJC), que fica em São Paulo. Então, de segunda a sexta das 8 horas ao meio dia, ele faz todo o acompanhamento em clínica, onde tem todas as especialidades que ele precisa”.

Tratamento 

Marina Rodrigues Alves, supervisora de Neurodesenvolvimento Infantil do IJC, informa que o tratamento mais indicado para o Transtorno do Espectro Autista é o acompanhamento interdisciplinar. A criança tem que ter um acompanhamento médico e da equipe multidisciplinar, com psicólogo, fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional.

Segundo a supervisora, a intervenção mais indicada é a Análise do Comportamento Aplicada (ABA), que é uma intervenção intensificada desses profissionais para que eles possam estimular e promover autonomia e funcionalidade nas atividades básicas diárias.

Causas

Ainda não se sabe ao certo o que causa o TEA, mas pesquisas sugerem que é uma combinação de fatores genéticos e ambientais. Algumas apontam que mutações genéticas podem aumentar o risco de desenvolver o transtorno, enquanto outros estudos indicam que fatores ambientais, como a exposição a certos produtos químicos ou infecções durante a gravidez, também podem contribuir.

BRASIL 61

 

Senado desarquiva projeto sobre prisão após condenação em segunda instância

O requerimento aprovado no plenário é do senador Sergio Moro

O Senado Federal aprovou o requerimento de autoria do senador Sergio Moro (União Brasil-PR) para o desarquivamento do projeto de lei que trata da prisão após condenação em segunda instância.

“E que, doravante, no futuro, nós possamos discutir um momento oportuno para a pauta, mas, neste momento, o desarquivamento eu pediria, porque faz parte, na verdade, de toda essa luta que temos que ter como nação, como país, essa luta contra a impunidade”.

Moro ressalta a importância do retorno da análise do tema com foco no combate à impunidade e à criminalidade em geral.

“Isso não é só a impunidade contra a corrupção, mas a impunidade contra o crime em geral, o crime violento, o crime organizado. E a nossa tarefa não estará completa se nós não nos preocuparmos e não trabalharmos com esse tema”.

O projeto de lei em questão é de autoria do ex-senador Lasier Martins (Podemos -RS) e foi aprovado em 2019 na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Casa.

O PLS 166/2018 altera no Código de Processo Penal (CPP) o dispositivo que condiciona o cumprimento da pena de prisão ao trânsito em julgado da condenação, ou seja, esgotamento de todas as possibilidades de recurso.

Atualmente o artigo 283 do CPP prevê que que “ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva”.

De acordo com o  projeto aprovado pela CCJ, a prisão poderia acontecer “em decorrência de condenação criminal por órgão colegiado”. A proposta altera o que é hoje considerado “trânsito em julgado”, abrindo a possibilidade para a prisão após condenação em segunda instância.

O texto também altera a redação de outros trechos do CPP para permitir que o tribunal determine execução provisória de penas privativas de liberdade sem prejuízo do conhecimento de recursos que venham a ser apresentados.

Diário do Poder

 

Vídeo do comunista Flávio Dino elogiando Sérgio Moro é resgatado e viraliza

Um vídeo de tempos passados está viralizando nas redes sociais e traz uma entrevista do atual ministro da Justiça, o comunista Flávio Dino, quando ainda ocupava a cadeira de juiz no Maranhão. Dino, é questionado sobre Sérgio Moro, de quem era ‘colega’ na Justiça Federal:

“Como que é Sérgio Moro”, pergunta o entrevistador.

Eis a resposta:

“É um bom juiz, um juiz técnico, muito respeitado pelos colegas. Realmente conheço ele desde os anos 90 e de modo geral acho que ele tem acertado.”

Uma segunda questão busca entender se Moro tinha algum tipo de ativismo ou agenda política no cargo.

Dino nega.

“Nós buscávamos combater a impunidade, a corrupção. E isso é muito recorrente no mundo a ideia de que quando um juiz adquire um certo protagonismo, ele o faz porque está vinculado a algum partido. O que eu aprecio são fatos e acho que de um modo geral, ele tem se comportado corretamente.”

Só elogios e confirmações da idoneidade do juiz que condenou Lula nos processos da Lava Jato.

Imagine, agora, se Lula tiver acesso a essas declarações de seu ministro.

Jornal da Cidade Online

 

Editorial da CNN confirma que governo Lula sabia com antecipação sobre os atos de 8 de janeiro

Um editorial veiculado pelo canal de TV CNN Brasil apresentou as provas de que tanto o ministro da Justiça, o comunista Flávio Dino, quanto ao próprio presidente, o Lula ficaram sabendo com antecipação sobre tudo o que viria a acontecer nos atos de 8 de janeiro. Incluindo a quantidade de pessoas envolvidas, os horários das manifestações, os riscos de invasões e quebra e até os métodos que poderiam ser utilizados.

Um documento apresentado na véspera pelo delegado da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao próprio Flávio Dino. E para piorar a situação, havia ainda toda a orientação para evitar o ocorrido, o que foi ignorado pelo ministro e também pelo Palácio do Planalto.

Tal prova deverá ser a primeira apresentada assim que ocorrer a abertura dos trabalhos da CPMI dos atos de 8 de janeiro e o suficiente para já enquadrar Lula e Dino no crime de prevaricação. Não há mais como negar os fatos.

Jornal da Cidade Online

 

TSE arquiva 03 processos envolvendo o PT por uso de recursos ilícitos desviados da Petrobras

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu arquivar três processos que apuravam o uso de recursos ilícitos desviados da Petrobras nas campanhas eleitorais de 2014, envolvendo os seguintes partidos: PT, PMDB e PP. Os casos estavam relacionados às revelações de caixa dois (recursos não declarados) provenientes da Operação Lava Jato. As três representações haviam sido abertas em 2016, por iniciativa da então corregedora-geral eleitoral, ministra Maria Thereza de Assis Moura. Ela decidiu abrir os processos após receber grande volume de documentos encaminhados pelo ex-juiz Sergio Moro, então responsável pela Lava Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba.

“Constato, nesta análise preliminar da documentação, indícios de práticas ilegais tanto por parte do Partido dos Trabalhadores (PT), quanto pelo Partido Progressista (PP) e pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)”, escreveu ela na ocasião. 

No mesmo despacho, ela havia decidido pela distribuição – por sorteio – dos casos para outros relatores no TSE, por entender que não deveriam ser de responsabilidade somente da corregedoria, ante o tamanho e a gravidade das acusações.

Os casos ficaram quase um ano parados enquanto o plenário do TSE decidia se deveria haver a distribuição livre ou não. Ao final, as representações acabaram sendo distribuídas para relatoria da ministra Rosa Weber e do ministro Luiz Fux.

Ainda em 2020, os relatores votaram pelo arquivamento dos processos. Em seguida, o corregedor Luís Felipe Salomão, que sucedeu Maria Thereza de Assis Moura, pediu vista (mais tempo de análise) dos processos, que ficaram parados desde então.

Nesta quinta-feira, o atual corregedor-geral eleitoral, Benedito Gonçalves, devolveu as vistas e decidiu acompanhar os votos pelo arquivamento. “Não há o mínimo suporte de prova para poder prosseguir com a investigação”, afirmou ele. Os demais ministros fizeram o mesmo. Com isso, as representações serão arquivadas antes mesmo de se tornarem ações de investigação judicial eleitoral (Aije’s).

Jornal da Cidade Online

 

TSE dá 48 horas para Bolsonaro se manifestar em ação que poderá torná-lo inelegível

A perseguição contra Jair Bolsonaro segue a todo vapor…Na sexta-feira (31), a fase de coleta de provas na ação que investiga o ex-presidente por suposto crime eleitoral em reunião com embaixadores no Planalto no ano passado, foi encerrada.

O principal intuito da ação é tornar Bolsonaro inelegível. Tanto Bolsonaro, como o Partido Democrático Trabalhista (PDT) – autor da ação – terão prazo de dois dias para se manifestar. Em seguida, o processo será julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), podendo ser votado ainda no mês de abril.

Outro alvo da mesma ação é o ex-candidato a vice-presidente de Bolsonaro, general Walter Braga Neto. Na reunião com embaixadores no último ano, Bolsonaro fez críticas ao sistema eleitoral brasileiro.

Jornal da Cidade Online