Viagens de autoridades em jatinhos da FAB chegam a 400, em 2026

Apenas entre janeiro e abril, autoridades do governo Lula (PT) realizaram 400 viagens nos jatinhos administrados pelo Grupo de Transporte Especial da Força Aérea Brasileira. Somente no mês passado, os folgados voaram 117 vezes nos jatinhos da FAB, recorde no ano até agora. Mesmo sem um único voo em abril, o ministro da Educação de Lula, Camilo Santana, é o recordista de voos em jatinhos em 2026: 52 viagens. E nem por isso consegue firmar reputação de competência.

Empate na prata

Este ano, Hugo Motta, presidente da Câmara, voou 43 vezes, mesmo número de viagens dos ministros do STF por conta dos impostos.

Abril nos ares

Quem mais viajou em abril foi Alexandre Padilha (Saúde), com 18 voos nos jatinhos da FAB. Mauro Vieira (Itamaraty), dez.

Por nossa conta

Cerca de 60 autoridades do governo têm autorização para pedir jatinhos; presidentes de Poderes, ministros de Estado e do STF e chefes militares.

Coluna do Claudio Humberto

 

Lula recebeu Daniel Vorcaro fora da agenda e o aconselhou a não vender banco Master ao BTG

Banqueiro foi levado a Lula por Mantega, a quem pagava R$1 milhão por mês “a pedido do Planalto”. Além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), alvo de ataques petistas após vazamento de seus áudios cobrando patrocínio de um filme sobre seu pai, também Lula (PT) tem muito a explicar sobre suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a quem recebeu sigilosamente, fora da agenda, para uma longa reunião em 4 de dezembro de 2024, na qual aconselhou o banqueiro a não vender o Banco Master ao BTG Pactual, de André Esteves.

Depois do conselho que Vorcaro considerou animador, após haver exposto as dificuldades do seu banco, Lula ainda o tranquilizou sobre o futuro, garantindo que tudo mudaria para melhor com a posse de Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central, dali a algumas semanas. Galípolo também participou ao menos, de parte dessa reunião, que foi agendada pelo petista Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff (PT) contratado pelo banqueiro “a pedido do Palácio do Planalto”, como já se divulgou. Esses detalhes da reunião secreta de Lula com Vorcaro foram mencionados neste domingo (17) em reportagem do Poder360. De acordo com o site, Lula aconselhou Vorcaro “a não vender o Banco Master por um valor simbólico para o BTG Pactual, de André Esteves”. E confirmou que o conselho foi dado pessoalmente por Lula a Vorcaro na reunião no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024.

Também os jornalistas Fabio Serapião e Natália Portinari, do UOL, divulgaram neste domingo informações sobre o plano inicial cogitado por Vorcaro, com base em documento obtido pela Polícia Federal. De acordo com a publicação, o banqueiro pediu um conselho a Lula desta maneira: “O BTG, de André Esteves, quer comprar meu banco por R$ 1. Eu não quero confusão. Devo vender ou seguir no mercado? Nós queremos reduzir a concentração bancária do Brasil, presidente”.

Segundo o relato, Lula ouviu e respondeu “usando alguns palavrões para se referir ao então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, cujo mandato terminaria alguns dias depois”. E que “houve críticas também direcionadas a André Esteves, chairman, sócio sênior e acionista controlador do BTG Pactual.” Esteves sempre foi próximo a Lula, o que custou caro ao banqueiro, que até chegou a ser preso na Operação Lava Jato. Na sequência, Lula aconselhou a Vorcaro para que seguir com seu banco, sem aceitar a proposta do BTG.

Vorcaro fez “gentilezas” ao governo Lula

Além da contratação de Guido Mantega como “consultor” (como em Brasília denminam os lobistas) por R$1 milhão mensais, Daniel Vorcaro fez outras gentilezas a Lula e a seus amigos e aliados, como contratar o escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Outra “gentileza” de Vorcaro foi comprar participação majoritária da Biomm, fabricante de insulina de propriedade da família de Walfrido dos Mares Guia, ex-ministro e amigo pessoal de Lula. As dívidas milionárias do laboratório atormentavam Mares Guia e familiares até Vorcaro entrar no negócio.

Na nova composição acionária da Biomm, também já objeto de reportagem do Poder360, o fundo Cartago, de Vorcaro, é o maior acionista do laboratório, com 25,86%, enquanto a empresa Samos, de Mares Guia, tem apenas 8,24%. Todos os demais sócios são minoritários com participações de até 9,71% (Lab Fia). Ou seja, Vorcaro controla a empresa. A reinauguração da Biomm ocorreu em abril de 2024, quase oito meses antes da reunião secreta de Lula com Vorcaro, com a presença de Lula e comitiva de peso, como a então ministra da Saúde, Nísia Trindade, e Alexandre Padilha, que a substituiria no cargo. Na época, Padilha era ministro de Relações Institucionais. Na sequência, o laboratório ganharia um contrato lotérico com o Ministério da Saúde de mais de R$300 milhões.

A presença da comitiva presidencial deu peso significativo à inauguração, mas, curiosamente, Vorcaro não apareceu: ele preferiu estar em Londres para outro evento patrocinado pelo Banco Master. Naqueles dias, ocorreria também a degustação de uísque Macallan e charutos em um exclusivo clube londrino, com a presença de três ministros do Supremo Tribunal Federal, três ministros do Superior Tribunal de Justiça, ministros de Lula como Ricardo Lewandowsky, o procurador Geral da República e o diretor da Polícia Federal. Vorcaro também pagou a conta da degustação, equivalente a R$6,3 milhões.

Diário do Poder

A ideologia do medo

 

                                                                                                         *Percival Puggina

Há poucos dias, numa entrevista, indagado sobre o encerramento do inquérito dito “do fim do mundo” ou das “fake news”, o ministro Gilmar Mendes afirmou que esse inquérito “vai acabar quando terminar”. Salientou que a investigação segue necessária e “não deve ser encerrada antes do período eleitoral”, pois “o STF tem sido vilipendiado”.

A propósito, há que sublinhar, mais uma vez, que os membros de um poder não são a instituição a que pertencem. As pessoas dos ministros não são o Supremo, como as pessoas dos senadores não são o Senado. Não surpreende que tantos cidadãos não façam essa distinção se os próprios ministros, reiteradamente, incorrem no mesmo erro. E há que reconhecer, também, os dois fatores que dão causa às reações da sociedade. Refiro-me aos excessos que, para salvar a democracia, a tornaram irreconhecível e o silêncio que envolve seriíssimas ocorrências nas entranhas do poder.

Esquece-se, o ministro, de que o inquérito em questão é um concentrado de anomalias: foi instaurado de ofício; viola o sistema acusatório; desrespeita o juiz natural (o relator foi designado e não sorteado); seu objeto é indeterminado e tem servido para uma devassa genérica; não há como incluir a quase totalidade dos investigados num foro (o do STF) cuja natureza é especial por prerrogativa de função.

O leitor destas linhas, que não é bobo, deve ter percebido uma falácia lógica (um non sequitur) na afirmação reproduzida no primeiro parágrafo. O que têm a ver o encerramento de um inquérito e o período eleitoral com o fato de estar, o Supremo, sendo vilipendiado? Nada! A menos que a intenção seja usar o inquérito como instrumento no período eleitoral. Toda essa história é uma narrativa de tragédias pessoais, de pressões psicológicas, de críticas amordaçadas, de interdições, de mandados de busca e apreensão que, recolhendo telefones e computadores, equivalem, em tempos modernos, a mutilação dos investigados. O produto eficaz desse instrumento é a difusão do medo para obter, dos cidadãos, um silêncio de cemitério.

De fato, a violência sofrida por uns intimida os demais. Os danos sofridos por uns estendem seus efeitos para além das vítimas diretas, afetando a população civil e produzindo submissão. Muitos cientistas políticos, sem hesitar, classificariam como terrorismo de Estado a relação entre o instrumento – inquérito – e a finalidade descrita.

*Percival Puggina é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org),

 

Zema nega recuar contra ‘intocáveis’ do STF, após denúncia da PGR ao STJ

Ex-governador mineiro foi acusado de calúnia em vídeo que sugeriu corrupção de ministros no caso Master. O ex-governador mineiro, Romeu Zema (Novo), afirmou na noite desta sexta-feira (15) que não vai recuar um milímetro de suas paródias em vídeo contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ao ser denunciado ao Superior Tribunal de  Justiça (STJ) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crime de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes.

O político de direita que pretende disputar a Presidência da República tem divulgado vídeos, desde março, com paródias sugerindo crimes de corrupção de ministros, tratados como “intocáveis” e ligados ao Banco Master, liquidado pela maior fraude financeira da história do Brasil.

“Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Não vou recuar um milímetro. Segue o jogo”, reagiu Zema, ao comentar a denúncia.

A denúncia é resultado da iniciativa do ministro Gilmar de pedir ao seu colega de Supremo, Alexandre de Moraes, para investigar Zema no interminável Inquérito das Fake News (Inq 4.781), que tramita há mais de sete anos. E o procurador-geral da República, Paulo Gonet, concluiu pela denúncia com o argumento de que o ex-governador mineiro excedeu o limite da crítica, ao usar humor para atribuir ao ministro conduta criminosa, de corrupção passiva, e sugerir pedido de propina em razão da função jurisdicional.

“O denunciado não se limitou a formular crítica institucional, paródia política ou inconformismo com decisão judicial. Ao atribuir falsamente ao Ministro Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva, fez incidir o tipo de calúnia, previsto no art. 138 do Código Penal, que pune a imputação falsa de fato definido como crime”, diz um trecho da denúncia.

 Diário do Poder

 

Romaria das Terras e das Águas: A luta viva do Padre Josimo e dos excluídos da região Tocantina

“…. Quero entoar um canto novo de alegria
Ao raiar naquele dia, de chegada em nosso chão.
Como meu povo celebrar a alvorada
Minha gente libertada,
Lutar não foi em vão…”

                              Josimo Morais Tavares nasceu em Marabá (PA), mas viveu desde a infância no extremo norte de Goiás, hoje estado do Tocantins. Filho de família negra e pobre, Josimo se tornou coordenador da Comissão Pastoral da Terra no Bico do Papagaio, área localizada entre o Pará e o Maranhão, enfrentando o latifúndio e a violência para defender os lavradores pobres e indefesos, ameaçados, expulsos e assassinados em seus territórios, dizendo, entre tantas palavras: “Se eu me calar, quem os defenderá?”

                              Padre Josimo continua presente na caminhada. Formado em Letras, Filosofia e Teologia, colocou toda sua experiência acadêmica e formação religiosa a serviço do povo esquecido do Bico do Papagaio, por quem lutou e confrontou incomodando o latifúndio.

                              Seu martírio aos 33 anos, em 10 de maio de 1986, o consagrou como semente de resistência. O sangue da sua camisa, levantada pela sua mãe, Dona Olinda Tavares, fecunda a luta do povo por Igualdade, Terra, Água e Moradia (lema da 21ª Romaria).

                            Em 2025, a Romaria da Terra e das Águas Pe. Josimo chegou à sua 20ª edição, sendo realizada no dia 10 de maio em Buriti do Tocantins, tendo como tema: “Com Pe. Josimo, peregrinos e peregrinas da Esperança” e como lema: “Ecologia Integral: Cuidar da Vida!”, sintonizada com a Campanha da Fraternidade do ano passado.

                           Cada romaria é momento de celebrar a memória e a luta de um mártir do povo, símbolo da resistência pela terra, pela defesa dos territórios e pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais. A romaria é sempre um intenso momento de fé, caminhada e compromisso com a justiça social, o cuidado com a criação e a luta pela justiça e a paz para os povos do campo.

 Fonte: Por Carlos Henrique Silva (Comunicação CPT Nacional),
com informações da CPT Araguaia-Tocantins e do Memorial Padre Josimo

 

Datafolha: 39% acham governo Lula ruim ou péssimo e somente 30% o aprovam

De acordo com pesquisa divulgada neste sábado (16), 39% dos brasileiros avaliam o governo de Lula (PT) como ruim ou péssimo, enquanto 30% aprovam a gestão e 29% a consideram como regular e 1% não respondeu. Os números de avaliação do governo petista são semekhantes àqueles do mês anterior, de abril, com 40% reprovando o governo e 29% aprovando, além de 29% como o apontando como regular.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece empatado com o presidente Lula (PT) em 45% de intenções de votos, na simulação de 2º turno das eleições presidenciais de outubro divulgada pelo Datafolha. Os novos números paralisam as trajetórias de ascensão de Flávio e de queda do petista. Mas não há relação direta com a polêmica cobrança de dinheiro junto ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, porque a maioria das respostas foram coletadas antes do vazamento do áudio entre o senador e o dono do Banco Master, divulgado na tarde de quarta-feira (13) pelo site Intercept Brasil.

No último levantamento de abril, Flávio liderava numericamente, após saltar de de 36% para 46%, desde dezembro, enquanto Lula despencou de 51% para 45%, nos mesmos período de quatro meses. Agora, o antigo empate técnico pela margem de erro de 2 pontos percentuais consolida-se em empate numérico.

Lula ampliou vantagem e consolidou liderança sobre os ex-governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás. O petista surge com 46% da preferência de voto contra 40% do ex-governador mineiro. Enquanto pontua os mesmos 46% contra 39% do ex-governador goiano.

1º turno

Na pesquisa estimulada de 1º turno, há empate técnico entre Lula (38%) e Flávio Bolsonaro (35%), no cenário 1, no qual o petista recua um ponto percentual. Zema e Caiado aparecem na terceira posição, empatados com 3%. Renan Santos (Missão) pontua 2% e Cabo Daciolo (Mobiliza) 1%. São 9% afirmando voto branco ou nulo. E 3% dizendo não saber. O cenário 2 incluiu Ciro Gomes (PSDB) na disputa, mas ele já anunciou que disputará o governo do Ceará. Neste contexto, Lula lidera com 37%, empatado tecnicamente com Flávio, com 34%. Ciro é terceiro com 5% das intenções de voto., seguido por Zema (4%). Com 2%, empatam Caiado, Renan Santos e Augusto Cury (Avante). E Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO) e Cabo Daciolo (Mobiliza) têm 1%. Enquanto 8% afirmam votar branco ou nulo; e 3% dizem não saber.

A pesquisa nacional do Datafolha ouviu 2.004 brasileiros em entrevistas em 139 municípios. O levantamento de intenções de votos está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo BR-00290/2026. E tem margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Diário do Poder

Senado paga horas extras ‘fixas’ de R$9,5 mil mensais

Como na Câmara, servidores do Senado só faltam se estapear para saber quem entrará na folha de pagamento de horas extras, com valores sempre obesos. Em abril, foram preenchidas 408 páginas com a lista de “sortudos” contemplados com “serviços extraordinários” garantindo, em média, a cerca de R$9,5 mil ao mês. Um servidor que atua em comissão do Senado contou haver recebido R$10.385,98 somente em horas extras. E ainda havia R$9.545,60 de “pendência” relativa a fevereiro.

Bandeira 2

O servidor lotado em comissão trabalhou 2 horas e 25 minutos a mais em 2 de março. Faturou mais de meio salário mínimo: R$840,38.

Pequena fortuna

Outro servidor, que fez a “proteção de comissões” levou outra bolada: R$9.488,74. Foram 33h48 que disse ter trabalhado a mais, em março.

Mundo real

Segundo o IBGE, mais de um terço dos trabalhadores no Brasil recebe até um salário mínimo. O valor diário é de R$54,04, ou R$7,37 por hora.

Coluna do Claudio Humberto

 

Democracia Cristã tira Aldo Rebelo e anuncia Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência

O partido DC (Democracia Cristã) confirmou o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa como pré-candidato à Presidência da República no lugar de Aldo Rebelo. O presidente do DC, João Caldas, confirmou que a substituição ocorreu por causa do desempenho nas pesquisas. Segundo ele, o acordo com Aldo Rebelo previa três meses de testes para avaliar a viabilidade da campanha presidencial. A informação de que Aldo seria substituído pelo ex-ministro do STF foi inicialmente publicada pelo jornal Folha de São Paulo.

Nesse ínterim, a filiação de Joaquim Barbosa ao DC mudou os rumos do partido. Caldas disse que o ex-ministro do STF surgiu no meio do caminho como “uma mudança já foi feita pelo povo”, disse ao Broadcast. O partido avalia que Barbosa “equilibra as instituições e dá esperança ao país”. Em nota oficial, o DC declarou que a trajetória do ex-ministro responde ao desejo de mudança da sociedade. “Ele é um brasileiro que representa a todos nós. Estou muito empolgado com essa candidatura”, falou. A legenda também fez um apelo por união nacional. A nota do DC afirmou que Barbosa representa a possibilidade de reconstrução da confiança dos brasileiros nas instituições e na reconstrução nacional: “O Brasil está acima de projetos pessoais”.

Resistência de Aldo Rebelo

A troca de candidatos gerou atrito interno no partido. O ex-ministro da Defesa publicou uma nota no Instagram em que dizia que sua pré-candidatura estava mantida e que a candidatura de Barbosa é uma afronta ao que ele defende como relações políticas apoiadas na transparência e nas decisões democráticas. O presidente do DC rebateu as críticas e cobrou responsabilidade. Caldas declarou que Aldo teve meses de exposição sem pontuar nas pesquisas e afirmou que “o povo já disse não para ele para presidente”. “Ele não pode reclamar do partido. O partido é uma instituição e tem que olhar para o Brasil, tem que ter responsabilidade.” Caldas sugeriu que Aldo dispute outros cargos políticos. Ele ofereceu apoio para campanhas ao Senado, à Câmara ou a governos estaduais, e completou: “Política se faz com razão e emoção, menos com o fígado”.

(UOL Com Estadão Conteúdo)

 

O STF perdeu o respeito? TCU cria penduricalhos e libera bônus de até 35% para ministros

O Supremo Tribunal Federal (STF) está se desmoralizando completamente, perdendo o respeito de outras instituições. Basta ver o que acaba de fazer o Tribunal de Contas da União (TCU). A corte de contas aprovou uma resolução que cria “penduricalho” para ministros da Corte e integrantes do Ministério Público junto ao tribunal. A medida, assinada pelo presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo, autoriza o pagamento de uma gratificação de até 35% sobre os salários dos integrantes que acumularem funções ou atribuições. O texto define a verba como uma “gratificação por exercício cumulativo de jurisdição”. Trata-se de um benefício válido para os juízes e que agora é copiado pelo TCU.

“A gratificação de que trata esse artigo tem natureza indenizatória, não se incorpora ao subsídio, não gera efeitos para quaisquer parcelas futuras e não se converte em vantagem permanente, não sendo, portanto, computada na base de cálculo do 13º salário e adicional de férias”, diz o documento. Uma vez considerado indenização, o benefício será pago para além do teto constitucional, atualmente em R$ 46,3 mil. Na prática, o adicional funcionará como um bônus para integrantes do TCU que assumirem tarefas extras além das funções regulares do cargo. O texto prevê pagamento proporcional ao período trabalhado, com percentual de 35% para ministros titulares e de 30% para ministros substitutos e para o procurador-geral do Ministério Público junto ao TCU. O texto cita as decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e uma resolução conjunta do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para justificar a criação do benefício.

Jornal da Cidade Online

Salários atrasados levam jornalistas das Revistas IstoÉ e IstoÉ Dinheiro fazerem greve

Profissionais da editora responsável pelas revistas IstoÉ, IstoÉ Dinheiro, Gente, Motorshow, Planeta, Menu e Dinheiro Rural iniciaram uma greve na última quinta-feira (14), em meio a sucessivos atrasos no pagamento de salários e benefícios trabalhistas. A paralisação ocorre em um momento de forte instabilidade financeira enfrentada pelo Grupo Entre, controlador das publicações.

A situação da empresa teria se agravado após decisões judiciais determinarem o bloqueio de parte dos bens e ativos do conglomerado. Com isso, além das pendências salariais, diversos setores operacionais da editora passaram a enfrentar dificuldades para manter as atividades em funcionamento. Entre os problemas relatados por funcionários estão falhas em sistemas internos, interrupções no provedor de e-mails corporativos e instabilidade na plataforma utilizada para publicação de conteúdos nos portais das revistas. Ao longo da semana, vários sites deixaram de receber atualizações. Até este sábado (16), o portal da IstoÉ permanecia fora do ar.

Profissionais ligados à empresa afirmaram que as dificuldades operacionais já vinham comprometendo o trabalho das equipes antes mesmo do início oficial da paralisação. Segundo relatos, tarefas básicas do cotidiano passaram a ser afetadas pela indisponibilidade dos sistemas internos. A crise ganhou maior repercussão após investigações envolvendo a Entre Investimentos e Participações, empresa associada ao empresário Antônio Carlos Freixo Junior. O grupo é alvo de apurações relacionadas a movimentações financeiras consideradas suspeitas pelas autoridades.

Jornal da Cidade Online