Senador Marcos do Val mostra o “crime gravíssimo” praticado por Alexandre Moraes e o silêncio do STF

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) criticou a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. De acordo com o parlamentar, o bloqueio de seu salário, por ordem de Moraes, atinge o valor integral dos vencimentos, e não parcial, como informa o STF. Segundo o senador, o magistrado mudou de opinião e liberou apenas recursos de ajuda de gabinete.

“Muita gente no Brasil está achando que o Xandão está bonzinho, que liberou 30% [do salário]. Ele liberou 30% da ajuda de gabinete, da verba de gabinete, que ele bloqueou da conta do Senado Federal, não é da minha conta. O meu salário ele bloqueou na integralidade, e a lei diz que o salário é inviolável — nem para pagamento de pensão alimentícia, caso a pessoa esteja devendo, pode ser retido. Então, é um crime gravíssimo”, disse.

Marcos do Val também questionou a retenção de seu passaporte diplomático. Segundo ele, a medida prejudica seu trabalho no exterior e a representação de seus eleitores. Além disso, o senador destacou que a suspensão de suas redes sociais, ordenada pelo ministro, dificulta sua atuação parlamentar.

O senador afirmou que Moraes pressionou Elon Musk, dono da plataforma X (antigo Twitter), a “descumprir a Constituição brasileira”, ao solicitar a remoção de conteúdos e bloqueio de contas da rede social, sob ameaça de multa diária. O parlamentar também lembrou que a Corte exigiu que fosse nomeado um representante do X no Brasil, segundo ele, contrariando a legislação.

“Você está coagindo um empresário para que ele descumpra a nossa Constituição! E ainda tem a audácia de dizer: 

‘Não, ele está cumprindo a lei’. 

Aí você vai na Constituição, não tem nada dizendo. Você vai descendo: na hierarquia da lei, lá no oitavo nível, tem o Marco Civil da Internet [Lei 12.965, de 2014], aí está dizendo: recomenda-se à empresa que presta serviço no Brasil, de rede social, a ter um escritório ou um canal direto com a parte jurídica da empresa. Não está dizendo que é obrigatório, isso está no Projeto de Lei das Fake News [PL 2.630/2020], é um projeto que ele está brigando para ter”, alegou.

Jornal da Cidade Online

 

TRF-1 anula resolução do Conselho Federal de Odontologia que proíbe dentista de fazer rinoplastia

É ilegal que o Conselho Federal de Odontologia (CFO) edite resolução para proibir cirurgiões-dentistas de conduzir procedimentos na face como rinoplastia e lifting de sobrancelhas, uma vez que isso escapa de suas competências.

TRF-1 entendeu que resolução escapa de competências previstas pela lei ao CFO. Com esse entendimento, a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região anulou, por unanimidade, a vedação prevista no art. 1º da Resolução CFO 230/2020.

A normativa do conselho proíbe que os profissionais vinculados a ele realizem alectomia, blefaroplastia, cirurgia de castanhares ou lifting de sobrancelhas, otoplastia, rinoplastia, e ritidoplastia ou face lifting. O CFO alega na resolução que “determinados procedimentos ainda não constam no conteúdo programático dos cursos de graduação e pós-graduação em Odontologia” e que há “carência de literatura científica relacionando tais procedimentos à prática odontológica”.

Resolução ilegal

O desembargador Novély Vilanova da Silva Reis, relator do acórdão, destacou que o CFO é uma autarquia federal e, por conta disso, se submete ao príncipio da legalidade, segundo o qual a atuação da Administração Pública é limitada pela lei. Tendo em vista que a Lei 4.324/1964 atribuiu ao conselho a finalidade de “supervisão ética profissional”, isso “nada tem a ver” com mérito do dispostivo editado pelo CFO, o que torna ele ilegal.

“Ainda que o réu tivesse competência para estabelecer vedações ao exercício profissional, os procedimentos cirúrgicos na ‘face humana’ são atos pertinentes e de competência do ‘cirurgião-dentista’ (graduado ou pós-graduado), conforme a Lei 5.081/1966”, acrescentou o magistrado.

Fonte: CONJUR

 

Nonato Reis falou do livro“O órfão e o jornalista,”de Djalma Rodrigues a ser lançado, na Livraria AMEI

Nonato Reis, coordenador editorial do livro, “O órfão e o jornalista” do jornalista Djalma Rodrigues, conversou com a jornalista Elda Borges

O programa ‘Café com Notícias’ desta quarta-feira (11), na TV Assembleia, recebeu o jornalista e escritor Nonato Reis, que falou sobre o lançamento do livro “O órfão e o jornalista”, de Djalma Rodrigues, que faleceu em junho deste ano.

Nonato Reis, coordenador editorial do livro, contou que antes de seu falecimento, em decorrência de um câncer, Djalma Rodrigues lhe deu a missão de publicar a obra, uma justa e merecida homenagem a sua trajetória. Também reforçou que o livro será lançado, no sábado (14), às 19h, no auditório da Livraria AMEI, no São Luís Shopping. 

“A obra rememora os fatos que marcaram a vida de Djalma, a partir de sete anos de idade, quando ficou órfão de mãe e a partir daí ele parte em busca de pão e abrigo. De casa em casa chegou a Rosário, onde conheceu Elizabeth de Morais Assis Rodrigues, a Lizoca, que o acolheu como filho”, contou.

O coordenador editorial ressaltou, ainda, que o livro é todo escrito em primeira pessoa e retrata a trajetória de vida de Djalma Rodrigues, que foi marcada por muitos desafios e também cheia de conquistas.

Agência Assembleia

Do Editor

Era uma pessoa simples, dedicada ao trabalho, sempre aberta a ouvir e construir amizades e se preocupava muito com o próximo, que se constituíram em fatores determinantes para construções afetivas e merecedor do respeito e admiração de quem teve o privilégio de conhece-lo e privar da sua acolhedora amizade.

Pelas suas produções jornalistas, podia se verificar perfeitamente a sua serenidade, sempre lembrada pelos amigos e mais precisamente pelas suas gargalhadas ou na defesa dos seus argumentos em debates. Está perfeitamente integrado no Reino da Glória.

Câmara amplia pena de feminicídio para até 40 anos e reforça proteção

Nova legislação ainda prevê novos agravantes contra crime bárbaro e depende da sanção do presidente Lula

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4266/23, do Senado, que amplia a proteção das mulheres contra o crime bárbaro do feminicídio, aumentando a pena atual de 12 a 30 anos para uma nova punição de 20 a 40 anos de prisão. A nova legislação que só depende da sanção do presidente Lula (PT) inclui a previsão de novas situações consideradas agravantes capazes de ampliar a pena para o crime

A partir da provável sanção presidencial, o crime passará a figurar em um artigo específico em vez de ser um tipo de homicídio qualificado, como é hoje. Mudanças que, de acordo com a relatora do projeto, deputada Gisela Simona (União-MT), contribui para aumentar a proteção às mulheres vítimas de violência.

Simona ressalta que a criação do tipo penal autônomo de feminicídio não só torna mais visível essa forma extrema de violência contra a mulher, mas também reforça o combate ao crime bárbaro e viabiliza a uniformização das informações sobre as mortes de mulheres no Brasil.

“A classificação do feminicídio como circunstância qualificadora do homicídio dificulta sua identificação. Em muitas situações, a falta de formação adequada ou de protocolos claros pode levar as autoridades a classificar o crime simplesmente como homicídio, mesmo quando a conduta é praticada contra a mulher por razões da condição do sexo feminino”, exemplifica.

A deputada ainda destaca a importância de tornar pública a ação penal relativa ao crime de ameaça cometido contra a mulher por razões da condição do sexo feminino.

“Além de melhor resguardar a integridade física e psicológica da ofendida, contribuirá para a redução da subnotificação desse tipo de violência e servirá de desestímulo à ação dos infratores, que não mais poderão contar com o silêncio das vítimas para se livrar da punição devida”, avalia.

Agravantes criados

Todas as circunstâncias do crime analisado serão atribuídas também ao coautor ou participante do assassinato. E as novas situações que podem aumentar a pena (agravante) são de assassinato da mãe ou da mulher responsável por pessoa com deficiência e quando o crime envolver:

  • emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio cruel;
  • traição, emboscada, dissimulação ou recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido; e
  • emprego de arma de fogo de uso restrito ou proibido

Medidas protetivas

Na lei Maria da Penha, o projeto aumenta a pena do condenado que, no cumprimento de pena, descumprir medida protetiva contra a vítima. Isso ocorreria, por exemplo, para condenado por lesão vinculada a violência doméstica que progrediu de regime, podendo sair do presídio durante o dia, e se aproximou da vítima quando isso estava proibido pelo juiz.

A pena para esse crime de violação da medida protetiva aumenta de detenção de 3 meses a 2 anos para reclusão de 2 a 5 anos e multa.

Outros direitos

O texto muda também outros direitos e restrições de presos por crimes contra a mulher por razões da condição do sexo feminino, conceituadas pelo Código Penal como os crimes que envolvem violência doméstica e familiar ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

Assim, quando um presidiário ou preso provisório por crime de violência doméstica ou familiar ameaçar ou praticar novas violências contra a vítima ou seus familiares durante o cumprimento da pena, ele será transferido para presídio distante do local de residência da vítima.

No caso da progressão de regime, em vez de ter de cumprir 50% da pena no regime fechado para poder mudar para o semiaberto, o PL 4266/23 aumenta o período para 55% do tempo se a condenação for de feminicídio. Isso valerá se o réu for primário e não poderá haver liberdade condicional.

Se o apenado usufruir de qualquer saída autorizada do presídio terá de usar tornozeleira eletrônica e não poderá contar com visita íntima ou conjugal.

Todos os crimes

Em relação a outros direitos previstos na Lei de Execução Penal para todos os apenados, em vez de eles poderem ser suspensos ou restringidos pelo diretor do presídio, isso caberá ao juiz da execução penal. Será o caso de:

  • proporcionalidade na distribuição do tempo para o trabalho, o descanso e a recreação;
  • visita do cônjuge, da companheira, de parentes e amigos em dias determinados; e
  • correspondência

Agressão

Na lei de contravenções penais (Decreto-Lei 3.688/41), para o crime de agressão praticado contra a mulher por razões da condição do sexo feminino a pena de prisão simples de 15 dias a 3 meses será aumentada do triplo. A prisão simples é cumprida no regime aberto ou semiaberto em estabelecimento diferente do presídio para condenados.

Já o crime de ameaça, que pode resultar em detenção de 1 a 6 meses, terá a pena aplicada em dobro se cometido contra a mulher por razões do sexo feminino e a denúncia não dependerá de representação da ofendida.

De igual forma, crimes como de injúria, calúnia e difamação praticados por essas razões terão a pena aplicada em dobro.

Lesão corporal

Para os crimes de lesão corporal praticados contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou contra pessoa com quem o réu tenha convivido, a pena de detenção de 3 meses a 3 anos passa a ser de reclusão de 2 a 5 anos.

Igual intervalo de pena é atribuído à lesão praticada contra a mulher por razões de sua condição feminina. Atualmente, o condenado pega de 1 a 4 anos de reclusão.

Efeitos da condenação

A perda do poder familiar, segundo o texto aprovado, passará a atingir o condenado por crimes praticados em razão da condição do sexo feminino, independentemente de a mulher partilhar do mesmo poder familiar.

Um exemplo disso seria o feminicídio de uma mãe que antes de seu assassinato tenha perdido juridicamente o poder familiar sobre os filhos.

Essa consequência e outras como a perda de cargo ou mandato eletivo ou proibição de futura nomeação em função pública (desde a condenação em definitivo até o fim da pena) serão automáticas.

Execução da pena

A procuradora a Mulher, deputada Soraya Santos (PL-RJ), elogiou o recrudescimento do tratamento para agressores de mulheres na fase de execução da pena para concessão de benefícios. “Se não cumprir 55% da pena, não adianta pensar em regalia”, avisou. Soraya Santos cobrou mais recursos para monitorar agressores com tornozeleiras eletrônicas. “Das mulheres que morrem por feminicídio, 70% têm medidas protetivas. Nenhuma morreria se os agressores tivessem tornozeleiras eletrônicas.”

A deputada Erika Kokay (PT-DF) destacou a importância de tratar o feminicídio como um crime autônomo. “Enfrentar o feminicídio não é apenas recrudescimento penal. Envolve política de educação, cultura e multissetorialidade. É necessário termos uma sociedade onde não haja dor em sermos mulheres”, declarou.

Já a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) ponderou que o aumento da pena pode inibir o feminicídio. “Aumento de pena não resolve tudo, mas inibe”, contrapôs. “A gente avança a partir do momento em que corta privilégios para quem comete abusos. Quem comete feminicídio não poderá ser nomeado a cargo público ou ter visita íntima.”

Com Agência Câmara de Notícias

 

Especialista sugere que o Brasil adote lei federal que regulamente uso de celulares nas escolas

O neurocientista Dr. Fabiano de Abreu Agrela, especialista em comportamento humano e inteligência, defende que o Brasil deveria implementar uma lei federal para regular o uso de celulares nas escolas, similar à recente medida adotada em Portugal. A proibição do uso de telemóveis em salas de aula para alunos até 12 anos em Portugal foi bem recebida, mas Dr. Fabiano acredita que o Brasil precisa de uma abordagem ainda mais abrangente.

Segundo o especialista, o uso excessivo de dispositivos móveis em ambientes escolares tem contribuído para o aumento de casos de ansiedade, dificuldade de concentração e até mesmo o desenvolvimento de vícios relacionados à dinâmica de recompensa instantânea das redes sociais. Ele afirma que uma legislação que proíba o uso de celulares em todas as idades escolares, e não apenas em determinados horários ou locais, seria mais eficaz no combate a esses problemas.

Além disso, Dr. Fabiano destaca que a lei deveria incluir também programas de conscientização voltados para os pais, que são os primeiros responsáveis por introduzir o uso de tecnologias na vida das crianças. “É fundamental educar os pais para que eles compreendam os riscos do uso excessivo de dispositivos móveis e como isso pode afetar o desenvolvimento dos filhos”, argumenta. Ele sugere ainda que as escolas incluam no currículo uma disciplina específica sobre o uso responsável das tecnologias, conscientizando os alunos desde cedo sobre os impactos neurológicos e comportamentais do uso exagerado de smartphones e redes sociais.

No Brasil, a questão do uso de celulares nas escolas já é discutida em várias esferas, com algumas leis estaduais proibindo o uso em sala de aula, como em São Paulo. No entanto, segundo o especialista, a ausência de uma regulamentação federal deixa espaço para interpretações diversas e, muitas vezes, insuficientes para lidar com o problema em sua totalidade.

                 Legislação de Portugal como inspiração

Inspirado pela nova legislação em Portugal, Dr. Fabiano acredita que uma política nacional seria um passo necessário para garantir o bem-estar das crianças e adolescentes nas escolas brasileiras, promovendo um ambiente de ensino mais focado e menos suscetível às distrações tecnológicas. Esta proposta também visa combater o crescente impacto negativo das redes sociais, que, segundo Dr. Fabiano, adaptam o cérebro à busca constante por recompensas rápidas, afetando o desenvolvimento de habilidades como a paciência, a concentração e o autocontrole.

O Brasil poderia, portanto, seguir o exemplo de Portugal e outras nações que já adotaram medidas rígidas para limitar o uso de celulares nas escolas, garantindo um ambiente educacional mais saudável e produtivo.

Agência Brasil

 

 

 

 

 

Governo Lula avalia o retorno do horário de verão

De acordo com Alexandre Silveira, Ministro de Minas e Energia, o horário impulsiona a economia, ajuda o sistema energético brasileiro em tempos de seca e o alivia quando há grande consumo de energia em horários de pico

O Ministério de Minas e Energia, avalia reimplementar o horário de verão no Brasil, segundo disse em entrevista à jornalistas o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), nesta quarta-feira (11). De acordo com Silveira, o horário impulsiona a economia, ajuda o sistema energético brasileiro em tempos de seca e o alivia quando há grande consumo de energia em horários de pico.

“Quando há qualquer possibilidade que aponte um caminho de uma solução para a modicidade tarifária e para a segurança do setor, é importante ser avaliada. Então, nós estamos na fase de avaliação da necessidade ou não de horário de verão”, disse o ministro.

“É aquele horário que o cidadão vai para casa, liga o ar-condicionado, liga o ventilador. Ele vai tomar banho, vai tomar todo mundo quase que junto, abre a televisão para assistir um jornal, para poder assistir um filme, e naquele horário nós temos um grande pico, e é exatamente no momento onde nós estamos perdendo as energias intermitentes”, comentou Silveira sobre o horário de pico.

O vice-presidente do Brasil e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, comentou sobre essa possibilidade em entrevista coletiva no Palácio do Planalto nesta quarta-feira (11). segundo o ministro, a medida seria uma boa forma de economizar energia.

“Eu acho que o ministro falou uma coisa importante: não vai faltar energia, mas precisamos todos ajudar. O horário de verão pode ser uma boa alternativa para você poupar energia. (E também) Campanha para economizar energia. Agora, o Brasil tem uma energia extremamente limpa, com o crescimento da eólica e da energia solar.

O horário de verão foi dissolvido em 2019, quando o Brasil estava sob o comando do à época presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). Um dos argumentos para se acabar com o horário é que ele não tinha mais razão para existir.

“As conclusões foram coincidentes: questão de economia, o horário de pico era mais pra 15h, então não tinha mais a razão de ser [da permanência do horário], não economizava mais energia; e na área de saúde, mesmo sendo uma hora apenas, mexe com o relógio biológico das pessoas”, disse Bolsonaro em 2019.

Diário do Poder

Brasil é responsável por 76% dos incêndios na América do Sul

O Brasil registrou nas últimas 24 horas 5,132 focos de incêndio, o que corresponde à 75,9% das queimadas na América do Sul. As informações são do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). O principal bioma brasileiro afetado pelas queimadas foi o Cerrado, superando a Amazônia e registrando 2.489 focos na última segunda-feira (9) e nesta terça-feira (10).

No último mês, o Brasil foi afetado por uma série de queimadas em regiões diferentes do país, o interior de São Paulo foi a região brasileira mais afetada, 48 cidades da região entraram em alerta máximo para queimadas. O Brasil já havia registrado apenas no primeiro quadrimestre do ano, de janeiro a abril, 17.182 focos de queimadas, registrando assim o maior número de queimadas nos primeiros quatro meses do ano desde 2003 quando o Brasil registrou 16.988 focos.

Diário do Poder

 

A “carta” de Michel Temer e o ponto em que atinge de maneira certeira o ministro Alexandre de Moraes

O último sábado (7) foi marcado por uma virada histórica da população brasileira contra o “sistema”, quando, no Dia da Independência, cidadãos foram às ruas pedindo o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Coincidentemente, no dia anterior, o ex-presidente Michel Temer publicou uma ‘carta’ nos jornais O Globo, Estadão e Folha de São Paulo, intitulada “Independência e a Paz”, onde fez declarações que podem ser interpretadas como críticas às instituições brasileiras. Ele destacou a necessidade de harmonia entre os Poderes e o respeito às leis como base para garantir a estabilidade política e a justiça social.

Segundo Temer, “transformar a natural polarização, característica de todas as sociedades, em radicalização” pode trazer vantagens imediatas, mas enfraquece o país a longo prazo. Dadas as coincidências, a carta de Temer parece ter como alvo certo o ministro Alexandre de Moraes, especialmente pelo trecho que diz que o poder só é legítimo quando reconhecido e aceito pela população, por meio do consenso e do respeito às regras:

 “O exercício do poder com sabedoria demanda, além da capacidade de exercer a força, o talento para construir consensos. “Daí decorre o conceito de legitimidade. E nenhum poder se sustenta sem isso.” Enquanto isso, o Congresso Nacional está em obstrução, com parlamentares pressionando o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, a analisar o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes, já em suas mãos.

Leia na integra a carta de Michel Temer:  

A Independência e a paz

“A consolidação da Independência do Brasil, proclamada por dom Pedro 1º há 202 anos, sempre teve como força organizadora primordial a busca pela paz interna. Nações divididas e em permanente conflito intestino tornam-se vulneráveis à ação de forças externas que desejem subjugá-las. Mais ainda quando conflitos crônicos e aparentemente insolúveis passam a opor os Poderes, que a Constituição determina serem harmônicos, mesmo independentes.

Na mais que centenária história da nossa República, a pacificação interna sempre apareceu como objetivo desejável, ainda que os métodos para tentar alcançá-la tenham oscilado, de regimes concentradores de poder e força a regimes que buscaram alguma forma de conciliação entre opostos. Na verdade, esses dois vetores sempre existiram em paralelo, com um polo prevalecendo sobre o outro de acordo com as circunstâncias históricas.

Presidentes que buscaram a pacificação interna tiveram como prêmio para a posteridade o reconhecimento da História. Talvez o exemplo mais agudo seja Juscelino Kubitschek, que soube compreender o papel estratégico da conciliação. Ideia que também orientou nossa transição mais recente, liderada por Ulysses Guimarães e Tancredo Neves e consolidada de modo admirável sob o comando do presidente José Sarney.

Com as velas enfurnadas por esses ventos, a Nova República plasmou na Constituição Federal de 1988 a ideia de um novo Estado alicerçado na tese da paz interna e internacional. Para isso, a ordem que o povo deu por meio dos constituintes às autoridades constituídas foi “unam-se todos”. As controvérsias sempre existirão, e haverá momentos de disputa especialmente aguda, mas o método para dirimi-las será o diálogo e a decisão democraticamente adotada.

Note-se que o texto da Carta embute a indispensabilidade da oposição, pois seu sentido jurídico constitucional determina que ela ajuda a governar, na medida em que critica, contesta, contradita, contraria, fiscaliza. É natural que haja diferentes correntes de opinião, distintos grupos com ambição política. Nosso ordenamento constitucional determina, entretanto, que as diferenças devem ser decididas pacificamente, de acordo com as leis do país.

E se vale para os cidadãos, vale também para as instituições de Estado, que jamais deveriam lançar combustível na fogueira das paixões políticas. Isso apenas aceleraria a tendência a uma indesejável radicalização, além de minar a segurança jurídica de que decorre a segurança social, essencial para os investimentos, o trabalho e o relacionamento entre os indivíduos e as instituições. Cumprir rigorosamente o sistema normativo é perseguir a paz.

E o Supremo Tribunal Federal será sempre o primeiro e maior interessado em cumprir a regra à risca. Até por ser última instância do Judiciário e guardar a responsabilidade do controle constitucional.

Não haverá no Brasil desenvolvimento e justiça social sem paz política, e esta não terá permanência se todos os segmentos sociais e políticos não se sentirem participantes legítimos do jogo, submetidos às mesmas regras que os adversários e com possibilidade real de alcançar seus objetivos dentro da lei e da ordem. É sabido que a força da lei reside não apenas na força do Estado para impô-la, mas principalmente na crença social de que ela vale para todos.

Transformar a natural polarização, característica de todas as sociedades, em radicalização pode gerar prêmios imediatos em poder e glória, especialmente nesta nossa era de digitalização e interconexão ubíquas. Mas será ilusão, e, como toda ilusão, passageira. Ainda que proporcione vitórias eleitorais momentâneas. O exercício do poder com sabedoria demanda, além da capacidade de exercer a força, o talento para construir consensos.

Daí decorre o conceito de legitimidade. E nenhum poder se sustenta sem isso.”

Jornal da Cidade Online

Ministro Flavio Dino diz que Brasil vive ‘pandemia de incêndios’ e cobra reforços no combate aos focos

Bombeiros militares ajudarão a compor o efetivo da Força Nacional

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmou nesta terça-feira (10) que o país vive uma “pandemia de incêndios florestais” e determinou medidas para o enfrentamento às queimadas na Amazônia e no Pantanal. Pela decisão, o governo federal deverá convocar mais bombeiros militares para compor o efetivo da Força Nacional no combate os incêndios nas regiões. Os novos integrantes deverão ser oriundos dos estados que não foram atingidos pelos incêndios. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) deverá ampliar o efetivo de fiscalização nas rodovias da região.

O ministro também determinou que mais aviões devem ser utilizados no trabalho dos militares. A contratação e a requisição de aeronaves na iniciativa privada, foi autorizada. A Polícia Federal e as polícias civis dos estados deverão realizar um mutirão de investigação sobre os incêndios provocados pela ação humana. O Poder Executivo ainda terá que apresentar, no prazo de 90 dias, um plano nacional de enfrentamento às queimadas para o ano de 2025. O plano deverá ser realizado de forma integrada com os estados.

Pandemia

Na abertura da audiência, Dino disse que o enfrentamento às queimadas deve ser feito pelos Três Poderes, como ocorreu durante as enchentes no Rio Grande do Sul.

“Não podemos normalizar o absurdo. Temos que manter o estranhamento com o fato de que 60% do território nacional está sentindo os efeitos dos incêndios florestais e das queimadas. Isso é um absurdo, isso é inaceitável. Temos que reconhecer que estamos vivenciando uma autêntica pandemia de incêndios florestais”, afirmou.

O ministro também defendeu a investigação e punição de quem provoca queimadas ilegais.

“Há ação humana. Por isso, o Supremo vem com essa ideia de diálogo, mas, ao mesmo tempo, de coerção, investigação e punição dessa ação humana”, completou.

Conciliação

A decisão de Flávio Dino foi proferida após audiência de conciliação no STF. A reunião envolveu representantes de diversos ministérios, da Procuradoria-Geral da República (PGR), a Advocacia-Geral da União (AGU), além de partidos políticos. A conciliação pretende dar cumprimento à decisão na qual o plenário do STF determinou, em março deste ano, que o governo federal cumpra metas contra o desmatamento na Amazônia, por meio da quinta fase do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm). Medidas de combate às queimadas também devem ser acatadas.

O caso chegou ao STF em 2020. Nas ações julgadas, partidos políticos cobraram do ex-presidente Jair Bolsonaro ações contra o desmatamento da Amazônia. O plano estava em passos lentos durante o governo Bolsonaro e foi retomado em junho do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

(Com Agência Brasil).

 

Imprensa internacional repercute manifestação do 7 de setembro na Avenida Paulista contra a ditadura da toga

A manifestação convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no dia 7 de setembro, em protesto contra o ministro Alexandre de Moraes e a decisão de censurar a rede social X/Twitter, foi amplamente repercutida na mídia internacional.

Diversos veículos renomados destacaram o evento, abordando tanto o volume expressivo de manifestantes quanto o cenário político acirrado no Brasil.

O jornal Al Jazeera, do mundo árabe, relatou a presença de milhares de manifestantes em São Paulo, com foco na defesa da “liberdade de expressão”, destacando as críticas ao Supremo Tribunal Federal.

A manifestação, que coincidiu com as celebrações do Dia da Independência em Brasília, lideradas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também teve como alvo a derrubada de Moraes, reflexo de um crescente descontentamento popular em relação ao que foi descrito como uma “escalada autoritária”.

Nos Estados Unidos, o The Washington Post descreveu o protesto como uma reação direta à suspensão do X/Twitter, observando a participação massiva de manifestantes vestidos de verde e amarelo.

O veículo ressaltou o apoio a Elon Musk presente nos cartazes e o efeito polarizador das ações de Moraes, que inclusive geraram críticas até de opositores de Bolsonaro. O jornal americano observou ainda a demonstração de força da direita brasileira em termos de mobilização, especialmente às vésperas das eleições municipais.

A agência Bloomberg avaliou o ato como parte de uma estratégia de Bolsonaro para revitalizar sua base conservadora, usando a decisão de Moraes como um estímulo à direita. A reportagem destacou o apelo do ex-presidente ao Senado, pedindo intervenção nas ações do Supremo Tribunal Federal, particularmente nas decisões de Moraes.

Outros veículos internacionais, como o OneIndia e o Jersey Evening Post, também reportaram a manifestação, ressaltando a indignação crescente no Brasil e observando que o Judiciário estaria atuando em conjunto com o governo de Lula para suprimir a oposição política. O Jersey Evening Post comparou a força da mobilização do 7 de setembro com uma manifestação anterior em fevereiro, ambas reunindo grandes multidões na Avenida Paulista.

Jornal da Cidade Online