Desembargador é punido por diálogo inadequado com candidata de concurso

senhoraA atitude é incompatível com a dignidade, a honra e o decoro de suas funções.

O plenário do CNJ, por maioria de votos, colocou o desembargador Jaime Ferreira de Araújo, do TJ/MA, em disponibilidade com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço, por diálogos “inadequados, impróprios e de cunho pessoal”, com candidata de concurso para ingresso na magistratura do Estado.

De acordo com a conselheira Maria Cristina Peduzzi, relatora do PAD, os fatos ocorreram quando o desembargador integrava a comissão do concurso. A apuração constatou que, durante a realização de prova oral, o desembargador dirigiu-se à candidata e perguntou por que ela não atendera a ligação telefônica feita por ele. Esse diálogo foi gravado, segundo relatou a conselheira. Para ela, o desembargador deveria se declarar impedido de atuar em qualquer ato relacionado à candidata.

“Após a realização da prova oral, o desembargador não poderia mais atuar em qualquer ato administrativo que envolvesse essa candidata, pois estabelecera diálogos inadequados, impróprios para o contexto do certame. Dessa forma, já estaria configurada sua suspeição.”

A relatora afirmou que “o desembargador agiu de forma incompatível com a dignidade, a honra e o decoro de suas funções”. Entretanto, “por tratar-se de um acontecimento isolado”, ela aplicou-lhe a pena de disponibilidade compulsória com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.

 Migalhas

O Papa e a prisão perpétua de menores nos Estados Unidos

?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????Quinhentos jovens detidos em prisões dos Estados Unidos, condenados à prisão perpétua quando ainda eram menores de idade e sem possibilidades de liberdade condicional, escreveram cartas ao papa Francisco, que se declarou “profundamente” comovido pelos relatos. Bergoglio pediu para que rezem por ele, assim como rezará por eles. A situação dos menores condenados à prisão perpétua, nesse país, foi motivo de numerosas reivindicações de organismos internacionais de direitos humanos.

Os quinhentos jovens, em sua maioria de origem hispana, escreveram cartas em que relatam suas vidas, segundo publicou o periódico dos jesuítas American, em uma nota que foi citada pela agência ANSA. As cartas foram reunidas pelo capelão penitenciário e diretor executivo do Jesuit Restorative Justice Initiative, Michael Kennedy.

“Li as cartas que você me fez chegar, gentilmente, de cada lugar dos Estados Unidos, por parte de centenas de garotos condenados à prisão perpétua, em tão jovem idade, sem a condicional”, respondeu o Papa, em sua resposta ao capelão. E acrescentou que “suas histórias e o pedido destes de que esta forma de sentença seja revisada à luz da justiça e da possibilidade de uma reforma e reabilitação, comoveram-me profundamente”.

A condenação à prisão perpétua para menores de idade por crimes diferentes do homicídio é denunciada por diferentes organizações de direitos humanos, que destacam que os Estados Unidos são o único país do mundo que aplica semelhante pena nesses casos. Devido às reiteradas denúncias sobre esta situação, nos últimos anos alguns estados, como a Califórnia, eliminaram as condenações à prisão perpétua para menores.

“Comovi-me muito ao ler as cartas dos jovens, por favor, diga-lhes que rezo por eles ao Senhor Jesus, que ama cada um deles com todo o seu coração”, escreveu o Papa, no último dia 12 de abril, ao capelão de uma prisão juvenil de Los Angeles, onde os reclusos cumprem pena, segundo publicou o jornal espanhol ABC.

Vários dos jovens condenados à prisão perpétua, em sua maioria hispanos, escreveram cartas ao Papa ao saberem que, no dia 28 de março, iria celebrar os ofícios da Quinta-Feira Santa e lavar os pés de doze reclusos e reclusas da prisão juvenil de Roma.

Os jovens presos norte-americanos, na prisão Barry J. Nidorf, em Sylmar, ao norte de Los Angeles, receberam nessa mesma Quinta-Feira Santa a visita de doze noviços jesuítas que lavaram os pés de doze detidos.

Um dos jovens, segundo o jornal, escreveu: “Querido papa Francisco, acredito que seja um homem humilde. Quando ler esta carta já terá lavado os pés de outros garotos como eu. Escrevo-lhe esta carta porque me dá esperança”.

Em sua carta ao padre Kennedy, o Papa pede aos jovens que lhe escreveram para que rezem por ele e conclui enviando-lhes sua bênção “com gratuidade e carinho”.

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Alerta da ONU: 70% da população mundial não tem segurança social

Mais de 70% da população mundial não estão cobertos por uma proteção social adequada: a afirmação é de um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A reportagem é do sítio Rai News

De acordo com os dados do “Relatório sobre a Proteção Social 2014/15”, apenas 27% da população mundial têm acesso a uma segurança social completa.

Para a OIT, os motivos para reforçar a proteção social são ainda mais óbvios neste período de incerteza econômica, de baixo crescimento e de crescente desigualdade.

No entanto, a partir de 2010, muitos governos optaram pela consolidação fiscal. As medidas de saneamento orçamental não se limitaram à Europa. “Na verdade, nada menos do que 122 governos reduziram os gastos públicos em 2014, incluindo 82 países em desenvolvimento”, destacou Isabel Ortiz, diretora do Departamento de Bem-Estar da OIT.

Essas medidas dizem respeito, dentre outras coisas, à reforma das pensões, dos sistemas de saúde e de segurança social, que muitas vezes envolveram uma redução da cobertura ou do financiamento desses sistemas.

“De fato – acrescentou Ortiz – o custo da consolidação fiscal e da adequação estrutural é transferido para as populações, em um momento em que o trabalho é raro, e o sustento, mais necessário do que nunca.”

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Abusos sexuais: ”Reformas na Igreja estão surtindo efeito”

Ao longo dos últimos dez anos, o Vaticano reduziu ao estado laical 848 sacerdotes réus de abuso sexual. Segundo o padre jesuíta Hans Zollner, membro da Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, esses números são depositários de uma dura realidade, mas também de esperança e de uma férrea vontade de remover a podridão que, nos últimos anos, manchou a Igreja.

A reportagem é de Alessandro Notarnicola,

“Esses números demonstram que as reformas do sistema judiciário dentro da Igreja estão surtindo os seus efeitos”, afirmou o padre Zollner ao site RomeReports.

“É preciso acrescentar que agora podemos ver o resultado positivo da vontade do Papa Bento XVI. Podemos ver que a justiça existe”, acrescentou o sacerdote alemão, enfatizando o aspecto penal e os procedimentos tomados contra os culpados.

Mas, como já foi dito muitas vezes, a Pontifícia Comissão tem um quantitativo relativamente consistente de trabalho para fazer: em primeiro lugar, é preciso tentar medir o porte dos abusos cometidos por eclesiásticos de todo o mundo.

“Abusos sexuais foram registrados em toda a parte: em todos os países, talvez não em todas as dioceses e congregações religiosas, mas temos os dados provenientes de todos os países do mundo”, continua o padre Zollner, motivando o projeto de contar com especialistas da Ásia e África dentro da comissão.

Além disso, o jesuíta destaca a essencialidade de definir, de um ponto de vista canônico, a responsabilidade de um bispo e de um provincial considerados negligentes na gestão de um sacerdote acusado de abusos.

A Igreja está implementando medidas drásticas em escala global (onde por essa expressão deve-se entender o conjunto de todos os lugares em que foram denunciados abusos cometidos por expoentes do clero), especialmente desde o dia 25 de março de 2005, quando, por ocasião da Via Sacra no Coliseu, o mundo foi literalmente abalado pelo poder das meditações escritas pelo cardeal Joseph Ratzinger.

Particularmente duro, de fato, foi considerado o comentário composto para a Nona Estação, na qual o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé falou de “sujeira na Igreja” e de uma Igreja que “nos parece um barco prestes a afundar, um barco que mete água por todos os lados”.

Muitos comentaristas consideram que, com essas palavras, o então cardeal prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé se referia quase abertamente ao escândalo dos padres pedófilos que explodiu não muito tempo antes nos EUA e na Irlanda.

Dentre outras coisas, é bom lembrar o episódio inédito do maio posterior, quando Bento XVI, como um pai intransigente que trabalha pelo bem de toda a família, revogou todas as faculdades sacerdotais de Gino Burresi, fundador dos Servos do Coração Imaculado de Maria, por abusos sexuais contra alguns jovens seguidores.

As acusações de “encobrimentos” contra o Vaticano, amplificadas notavelmente pelos órgãos de imprensa depois da eleição de Joseph Ratzinger, que começou a luta contra o “pecado e o crime da pedofilia e dos abusos”, começaram dessa forma a diminuir.

Essa linha de “tolerância zero”, iniciada por Bento XVI, é hoje perseguida com tenacidade e com um forte espírito de humanitas cristã pelo Papa Francisco, que instituiu a Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores, que foi anunciada no dia 5 de dezembro de 2013. Foram chamados a fazer parte dela: a Drª. Catherine Bonnet (França); a Srª. Marie Collins (Irlanda); a Profª. Sheila Hollins (Reino Unido); o cardeal Seán Patrick O’Malley, OFM Cap (Estados Unidos); o Prof. Claudio Papale (Itália); a Profª. Hanna Suchocka (Polônia); o Pe. Humberto Miguel Yáñez, SJ (Argentina); e o Pe. Hans Zollner, SJ (Alemanha).

A principal tarefa dessas pessoas é preparar os estatutos da comissão, que definirão as suas competências e as suas funções. A mesma comissão, no entanto, será posteriormente integrada por outros membros, escolhidos nas várias regiões geográficas do mundo.

O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, SJ, comentou que, com a instituição dessa comissão, “o Papa Francisco deixa claro que a Igreja deve colocar a proteção dos menores entre as suas prioridades mais altas (…). Na certeza de que a Igreja deve desempenhar um papel crucial nesse campo e olhando para o futuro sem esquecer o passado, a comissão adotará uma abordagem múltipla para promover a proteção dos menores, que incluirá a educação para prevenir a exploração das crianças, os processos penais contra as ofensas aos menores, os deveres e responsabilidades civis e canônicas, o desenvolvimento das ‘melhores práticas’ que foram identificadas e desenvolvidas na sociedade como um todo”.

“Conscientizar as pessoas” é sinônimo de prevenção dos abusos sexuais, para que não se repitam no futuro. O Pe. Zollner, além desse princípio, lembrou que, geralmente, leva anos para que uma vítima chegue a denunciar os abusos. Por isso, acrescentou que, graças a medidas recentes, as denúncias diminuíram significativamente. “Essa é uma boa razão – concluiu – para seguir o caminho traçado por esta nova Pontifícia Comissão instituída pelo Papa Francisco no dia 22 de marco de 2014.”

Os membros da comissão se reuniram na presença do Santo Padre no dia 1º de maio passado para a sua primeira reunião. Na declaração emitida na conclusão do encontro, os membros da comissão escreveram: “Desejamos expressar a nossa profunda solidariedade a todas as vítimas que sofreram abusos sexuais quando crianças ou como adultos vulneráveis, e desejamos tornar público que, desde o início do nosso trabalho, adotamos o princípio de que o bem de uma criança ou de um adulto vulnerável é prioritário no momento em que seja tomada qualquer decisão (…) Respondendo às solicitações do Santo Padre, essas discussões foram dedicadas à natureza e aos objetivos da comissão e à ampliação do número dos membros, de modo a incluir pessoas de outras áreas geográficas e de outras áreas de competência”.

Nos estatutos, em conclusão, serão apresentadas propostas específicas “para enfatizar as formas para sensibilizar as pessoas sobre as trágicas consequências dos abusos sexuais e sobre as consequências devastadoras da falta de escuta, da falta de relatórios de suspeita de abusos e da falta de apoio às vítimas de abusos sexuais e às suas famílias“.

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“Há lobos dentro e fora da Cúria”, afirmavaticanista

Os defensores do papa Francisco dentro da Igreja ainda não apareceram. E mais: na Cúria Romana, ou seja, a partir dos prelados que trabalham no Vaticano, está ocorrendo uma difícil batalha entre o projeto reformista do pontífice argentino e seus opositores que, com uma resistência passiva e com a inércia, fazem com que as coisas não mudem. Esta é a tese que sustenta em seu último livro, “Francesco tra i lupi” (Francisco entre os lobos, Editora Laterza), um dos mais importantes vaticanistas da Itália, Marco Politi. Politi começou a trabalhar como jornalista vaticano em 1971, em dois grandes jornais da capital italiana: Il Messaggero e La Repubblica. Atualmente é colunista do jornal Il Fatto Quotidiano. “Francisco entre os lobos” é seu oitavo livro, todos relacionados com sua experiência vaticana.

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Na entrevista, Politi mencionou vários dos ásperos assuntos com os quais Francisco precisa lidar cotidianamente e a respeito dos problemas de segurança que pode enfrentar. No livro, cita declarações do juiz antimáfia da Calábria, Nicola Gratteri, que disse: “A máfia financeira foi perturbada em seus tráficos por um pontífice que rema contra o luxo, é coerente, é credível (…). Se os mafiosos pudessem lhe dar uma rasteira, acredito que não hesitariam (…). Não sei se a criminalidade organizada está em condições de fazer algo, mas certamente está refletindo sobre o assunto. Pode ser muito perigoso”.

A entrevista é de Elena Llorente

Eis a entrevista.

Quem são os “lobos” de seu livro?

Os lobos são os adversários do papa Francisco na Cúria e fora da Cúria, mas também no mundo econômico, sobretudo quando aponta seu dedo em nível global contra as injustiças da gestão da economia. Ele não é contra a economia de mercado, mas ataca a gestão dessa economia, sobretudo financeira. Todos aplaudem, mas ninguém dá um passo. Há uma forte resistência passiva ao Papa, no campo econômico, em razão das mudanças que está fazendo na estrutura econômica da Santa Sé, entre outros no IOR, o banco vaticano. Na Itália, há uma série de entrelaçamentos entre monsenhores e gente de negócios, inclusive ex-membros dos serviços secretos. Um caso foi o de monsenhor Scarano(hoje preso), que tentou carregar 20 milhões de euros ilegalmente da Suíça, em um avião. Quem pilotava o avião era um ex-membro dos serviços secretos.

No livro, você menciona as palavras do juiz Gratteri. Pensa que seria possível um atentado contra Francisco?

Francisco está tocando grandes interesses e o alerta de Gratteri é muito sério. O Papa não quer medidas de segurança especiais. Decidiu encomendar-se completamente à Providência. A gendarmaria vaticana está aterrorizada pelo fato de que beba, como se não fosse nada, de um recipiente que alguém do público lhe oferece durante suas audiências gerais.

Quem são os “lobos” em nível religioso?

Está em curso uma batalha muito séria entre o projeto reformista de Francisco e as oposições. Os opositores são diversos e na hierarquia eclesiástica, tanto em Roma como fora de Roma, não se manifestam abertamente. Esta oposição silenciosa se manifesta por meio de portais na Internet que são muito agressivos. Há muitos, de pequenos grupos católicos, que antes não eram importantes, mas que agora são nutridos pelos opositores. Há portais deste tipo na Itália, na Alemanha, na América Latina. Acusam o Papa de demagogia, de populismo, de diminuir o primado papal, de levar a uma “protestantização” da Igreja e de falar muito de pobreza.

Todos os opositores coincidem nas críticas?

Não. Por isso falo de oposições, no plural. Porque pode haver prelados que estão em favor de um ponto e contra outro. Por exemplo, pode haver prelados que dizem: “sim, vamos dar comunhão aos divorciados em segunda união”, mas que não aceitam que as mulheres cheguem a cargos de poder na Igreja. Ou pode haver outros que pensam que não se deve ser tão duro com os homossexuais, mas que se opõem claramente ao matrimônio homossexual. Entre os que votaram neste Papa, há alguns que dizem, sempre privadamente, que fala muito. Os que fazem estas críticas são, em sua maioria, prelados não europeus. As oposições também se manifestam por meio de uma resistência passiva e da inércia. Dizem “sim, sim”, mas depois não fazem nada. Estão somente observando. Alguns porque estão desorientados ou porque esperam as resoluções do comitê de cardeais assessores, conhecido como G8, para reagir, outros porque esperam que outros reajam antes. Há quem quer esperar as resoluções do Sínodo dos Bispos de outubro sobre a família.

Alguns também criticam o seu estilo, sua simplicidade…

Francisco é afetuoso, quer que o Papa seja ao mesmo tempo bispo e sacerdote. Também João Paulo II era afetuoso, mas ele era um imperador que ia até o povo, enquanto que Francisco se coloca no mesmo nível do povo. Quer humanizar a figura do Papa, quer que deixe de ter essa áurea de imperador romano. E nem todos veem isto com bons olhos. Na Cúria, às vezes, justificam, dizendo que é seu estilo latino-americano. Porém, apresentando-lhe deste modo, na realidade, querem diminuir suas novidades. Ou seja, querem dizer que se trata de uma coisa pessoal, não de uma mudança da Igreja.

Que importância teve, em todas estas mudanças, a experiência argentina de Francisco?

Acredito que o Papa foi marcado profundamente por sua experiência em Buenos Aires. Francisco é o único Papa da época moderna, em absoluto, que vem de uma metrópole. Ele não vem “do fim do mundo”. Ele vem de uma metrópole com mais de 15 milhões de habitantes, onde há de tudo: super-ricos que vivem como europeus, situações de pobreza ou de quase escravidão. Nenhum pontífice teve esta experiência. João Paulo II vinha de uma pequena cidade polaca; Ratzinger de uma pequena cidade da Baviera; João XXIII de um povoado do norte da Itália. Todos estes papas vinham do mundo católico. Francisco vem de uma realidade onde convivem culturas, religiões e etnias diferentes. E isso lhe dá uma abertura que outros papas não tiveram. É a primeira vez, por exemplo, que um pontífice leva consigo um muçulmano ao Muro das Lamentações em Israel…

Com um ano e meio de pontificado, os “lobos” podem acurralá-lo?

No Vaticano, há um núcleo duro, rígido, ao qual pertencem vários cardeais. Porém, o objetivo de Francisco é desenvolver uma estratégia inclusiva. Ele não quer criar o partido dos “bergoglianos”. No G8, por exemplo, estão todas as tendências, conservadores como o cardeal australiano George Pell, centristas como o alemão Reinhard Marx e reformistas como o hondurenho Oscar Rodríguez Maradiaga e o estadunidense Sean Patrick O’Malley. Francisco persegue uma estratégia inclusiva: é seu método como Papa.

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Presos da Casa de Detenção de Pedrinhas destruíram hoje dois pavilhões

   BARBAREDe há muito venho chamando a atenção das autoridades e dos mais diversos segmentos da sociedade civil organizada sobre os riscos iminentes de novas barbáries no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Hoje, os presos da Casa de Detenção destruíram dois pavilhões, sendo um deles reformado recentemente, depois de ter sido o local da barbárie de 10 mortes, muitas das quais com decapitação. O local, segundo intenção da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária, seria transformado em um centro de ressocialização.

                A Policia Militar, o GEOP e a Força Nacional observaram por sucessivas vezes o diretor da unidade,os riscos iminentes de problemas dentro da Casa de Detenção, principalmente pelos constantes jogos de bola à noite dentro de uma área da unidade prisional, onde havia a desconfiança de rolar drogas e bebidas alcóolicas e que se estendia muitas vezes até a madrugada. Como o diretor da Cadet é uma pessoa bem próxima do secretário, de pouco ou nada adiantaram as observações feitas e os jogos ganharam até mais intensidade, o que gerava forte tensão para o pessoal da vigilância, uma vez que se houver qualquer conflito, será um tanto difícil os plantonistas sufocarem, havendo a necessidade da presença do GEOP e da Policia Militar, por inúmeras vezes foi dito. A destruição dos pavilhões D e E, além dos prejuízos materiais vai criar outro problema para o recolhimento dos presos, o que dará origens a mais conflitos entre as facções.

               Por ocasião da gravação do programa Profissão Repórter, da Rede Globo, o local do jogo de bola foi mostrado com a realização de cultos evangélicos, inclusive um pastor apareceu fazendo exorcismo, como tentativa de ratificação, que o local era de paz, tranquilidade e harmonia e quelá estava implantado um trabalho de ressocialização. O clima atualmente é muito tenso dentro da Cadet, uma vez que hoje foram usadas muitas bombas de efeito moral e disparos de armas de fogo.

Licitação Nacional para o Transporte Coletivo de São Luís

As greves dos transportes coletivos em nossa capital são decorrentes de articulações entre empresários e o sindicato da categoria, principalmente quanto o cerne do problema são os aumentos de tarifas. Os empresários têm a convicção plena de que um aumento no preço da passagem criará um problema sério para o prefeito, então forçam a barra para que o executivo municipal subsidie com muitos milhões de reais, além de diminuição de tributos e outros interesses. A prefeitura já cedeu em outras oportunidades e devido a atual resistência, empresários e o sindicato de motoristas e trocadores atropelam até mesmo a Justiça do Trabalho e impõem regras com a retirada total da frota de circulação e mostram-se indiferentes quanto as possibilidades de virem a sofrer sanções penais.

O prefeito Edivaldo Holanda, tem neste momento um meio eficaz para dar resposta aos empresários, abrindo o processo de licitação nacional para o transporte coletivo de nossa capital e consequentemente acabar com toda essa exploração e precariedade com que os proprietários de empresas tratam a população de São Luís. Em uma licitação, acredito que nenhuma dessas empresas instaladas em nossa capital terá condições de pelo menos se habilitar à disputa. Atualmente, elas vergonhosamente dividem a cidade por setores para atender os usuários, contando naturalmente com muitos interesses políticos, daí é que a população fica a mercê da boa vontade dos empresários, os quais impõem regras pela inexistência de competição. Diariamente vemos coletivos apresentando panes em ruas e avenidas da cidade e que acabam por ampliar os problemas no trânsito. Neste tempo de inverno em alguns ônibus, se o passageiro não tiver guarda-chuva correrásérios riscos de se molhar e nos chamados pregos dos coletivos sofrem até o surgimento de outro ônibus da mesma empresa para resgatá-los. São desrespeitos diários a cidadãos e cidadãs, que precisam de um transporte coletivo de qualidade, dentro de uma politica responsável de mobilidade urbana.

Ministério Público aciona a Prefeitura de São Luís pela crise no transporte coletivo

O Ministério Público do Maranhão ajuizou nesta terça-feira, 3, execução de título executivo judicial contra o Município de São Luís cobrando o pagamento, no prazo de 24 horas, de R$ 7.425.000,00 milhões a serem repassados ao Sindicato das Empresas de Transportes (SET). O objetivo é cumprir o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em maio de 2013 entre a 2ª Promotoria de Defesa do Consumidor, a Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte (SMTT) e o Sindicato das Empresas de Transporte (SET).

 O TAC foi assinado nos autos da Ação Civil Pública nº 18922-87.2010.8.10.0001, ajuizada em junho 2010, que tramita na 4ª Vara da Fazenda Pública.

 Assinaram a manifestação os promotores de justiça Lítia Cavalcanti, Carlos Augusto da Silva Oliveira, Tarcísio José Sousa Bonfim e Cláudio Rebelo Correia Alencar.

 O MPMA pediu ao Poder Judiciário que obrigue o Município de São Luís a promover o equilíbrio econômico-financeiro do Sistema de Transporte Coletivo de São Luís, mediante o repasse, até o dia 5 de cada mês, do prejuízo, a ser apurado mensalmente, pelo SET e SMTT.

 A 2ª Promotoria do Consumidor também solicitou à Justiça que determine à Prefeitura de São Luís a imediata deflagração do processo licitatório das linhas de transporte urbano; além da adoção de medidas para combater as fraudes ocorridas pelo uso ilícito do cartão de transporte de passageiros não inclusos no benefício.

 Além disso, os promotores que assinam a ação de execução pediram a imediata formulação de Plano de Ação, entre o Município e o SET, com vistas a implementar melhorias no sistema. Também foi solicitado o imediato encaminhamento do Projeto de Lei à Câmara Municipal prevendo o marco regulatório do transporte público.

 “Todo o esforço do Ministério Público é feito para garantir a renovação da frota, bilhetagem eletrônica e um sistema de transporte que sirva a população de forma eficiente”, avaliou Lítia Cavalcanti.

 CLÁUSULAS DESCUMPRIDAS

Pelo acordo, a Prefeitura de São Luís se comprometeu a deflagrar o processo licitatório até 30 de dezembro do ano passado, para contratar empresa habilitada para prestação do serviço de bilhetagem automática, incluindo os módulos de biometria e bilhete único. A gestão e o controle do sistema também seriam realizados pela prefeitura.

 O Município de São Luís se comprometeu, ainda, a encaminhar projeto de lei à Câmara de Vereadores tratando do novo marco regulatório do serviço de transporte público até 30 de novembro de 2013.

REUNIÃO

 Na manhã desta terça-feira, 3, Lítia Cavalcanti se reuniu com representantes do SET e do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Maranhão (Sttrema) para debater um acordo sobre o fim da greve em São Luís.

 A promotora de Defesa do Consumidor destacou os prejuízos à população e solicitou o retorno dos rodoviários ao trabalho. O presidente do Sttrema, Gilson Coimbra, afirmou que defende o fim da paralisação. A proposta será apreciada pela categoria ainda nesta terça.

  CCOM-MPMA

Vereador Pavão Filho cria problema com a imprensa na Câmara Municipal

pavão-filhoO vereador Pavão Filho, que tem tido uma atuação muito discreta no parlamento municipal para não dizer fraca, criou uma mecanismo como tentativa para aparecer na mídia. Decidiu de maneira intempestiva e arbitrária, mandar fecha a porta de acesso dos jornalistas ao plenário da Câmara Municipal. Como segundo vice-presidente e exercendo a presidência nas ausências do presidente Isaias Pereirinha e Astro de Ogum, procurou impor uma regra sua contra jornalistas, radialistas e blogueiros que fazem cobertura do parlamento municipal, os quais se recusam a aceitar.

           O presidente Isaias Pereirinha e o vice-presidente e futuro presidente, Astro deOgum sempre tiveram um grande respeito pela imprensa e procuram sempre facilitar o exercício profissional, o que tem deixado o pessoal bastante revoltado. Hoje o comentário era que a atitude do vereador Pavão Filho, é semelhante a dos chamados politicos “Zé Cueca”, que querem aparecer de qualquer maneira, mesmo que precise se expor e ser alvo de criticas. Ele não tem dimensão da briga que comprou com dezenas de profissionais.

Justiça condena Edinho Lobão como ficha suja

edinho_lobãoEm qualquer outro estado ou qualquer outro grupo político, diante de uma condenação criminal de seu pré-candidato, trataria de substituí-lo do pleito eleitoral por reconhecer o quão absurdo tal candidatura seria. A forte afirmação foi feita pelo líder da oposição na assembleia legislativa do Maranhão, deputado Rubens Jr. (PCdoB), durante sessão plenária desta terça-feira (03). O parlamentar fez referência à notícia de que o pré-candidato do grupo Sarney, Edison Lobão Filho (PMDB), conhecido como Edinho Lobão, teria sido condenado pela Justiça Federal a 16 meses de detenção por desenvolver clandestinamente atividade de telecomunicações na cidade de São Matheus – Ma.

O processo corria na Justiça Federal desde 1999 e investigou a relação de Edinho Lobão com irregularidades no uso de sua empresa de TV. A acusação do Ministério Público foi pelo cometimento de infração penal, com pena de 2 a 4 anos de prisão, por infringir a Lei das Telecomunicações. A partir da emissão da frequência da TV Difusora à TV São Mateus, Edinho foi considerado culpado pelo crime que lesa o regime de Concessão Pública para distribuição de sinal de TV.

Para evitar o cumprimento da pena determinada pela Justiça em setembro de 2010, Edinho Lobão entrou com um recurso judicial denominado “apelação”, alegando a prescrição da pena. Em dezembro de 2010, três meses após a apelação de Edinho, o juiz federal Ivo Anselmo Höhn Júnior declarou a punição prescrita, em dezembro de 2010.

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Segundo Rubens Jr., a forma como Lobão Filho conduziu todo o processo evidencia ainda mais a culpa do mesmo. “O empresário Edison Lobão assina instrumento particular de contrato de utilização de canal de televisão e outras avenças com informações inverídicas, autorizando a instalação de TV sem as devidas condições legais, é processado pela justiça federal e condenado a 16 meses de detenção. E o que sobrou para o senador Edison Lobão? Apenas afirmar que o crime já havia prescrito. Ou seja, a morosidade da justiça brasileira evitou que o hoje pré-candidato ao governo do estado, cumpra detenção por 16 meses.”

Mas o que diz o Ficha Limpa neste caso? A lei prevê que quem é condenado não serve para a ocupar qualquer cargo público. O fato de o crime ter prescrito e Lobão Filho não ter sido preso, não excluí a condenação e outras eventuais punições.

Para finalizar o forte discurso, o líder da oposição afirmou que: “Nenhuma mentira ficará sem resposta, nenhum ataque ficará sem combatividade, por que o povo do Maranhão merece saber quem é o candidato que se dispõe a ocupar o cargo de governador do Maranhão.”.

 

Caso foi analisado pelo STF

A partir de denúncia do Ministério Público Federal (MPF), em agosto de 1999, foi instaurado inquérito policial contra Edinho Lobão Filho, por suposta participação nas irregularidades encontradas na empresa. Em outubro de 2001, o juiz de primeira instância recebeu a denúncia do MPF contra o parlamentar, pela suposta prática do crime previsto no artigo 183 da Lei n° 9.472/1997 – Lei Geral das Telecomunicações.

Ao assumir a vaga de senador no lugar do pai, o ministro de Minas e Energia Edison Lobão, Edinho Lobão passou a responder ao mesmo processo através do Supremo Tribunal Federal, responsável por analisar processos cujos réus sejam senadores.

À época, o relator foi o ministro Joaquim Barbosa, que chegou a emitir relatório sobre o caso e negou o pedido de prescrição feito pelos advogados de Edinho, em 18 de março de 2010.

Assessoria de Comunicação Deputado Estadual Rubens Jr.