‘Consórcio’ de Lula com ministros do STF tenta isolar André Mendonça, e ser favorecido

Quanto mais o sistema estrebucha, mais a opinião pública vê André Mendonça como juiz que não se dobra aos poderosos. André Mendonça logo se firmou como um dos mais admirados ministros do Supremo, por sua coragem, decência, rigor técnico e serenidade nas relatorias das fraudes bilionárias contra aposentados do INSS e clientes do Banco Master, atingindo poderosos em cheio, incluindo colegas. A turma que compartilha o poder no Brasil – Lula (PT), lulistas do STF e o presidente do Senado – tentam a isolar Mendonça, mas isso o fortalece: quanto mais o sistema estrebucha, mais a opinião pública o vê como juiz que não se dobra aos poderosos e inspira temor em cada um deles.

Inspirando confiança

A firmeza com que enfrenta o dilema de investigar o poder ou preservar o poder é o que o tornou, para os brasileiros, figura de confiança.

Reconhecimento

Agora, aonde chega, em eventos jurídicos ou nos cultos semanais de sua igreja em São Paulo, o tímido ministro André se vê ovacionado.

Tudo a seu tempo

Até mesmo antipetistas compreendem seu cuidado no caso envolvendo tráfico de influência e corrupção Lulinha, filho de Lula (PT).

Dilema do STF

Dividido entre relatoria e retaliação, o STF tem outro dilema: preservar ou hostilizar quem é sua esperança de reconquistar respeito e confiança.

Coluna do Claudio Humberto

Delegada afirma que Moraes preparava golpe com o inquérito da fake News e pretendia prender André Mendonça

A delegada Maria Corsato comentou nesta sexta-feira (4), durante o programa Última Instância: A Sentença Final, apresentado por Ilmar Muniz, da BNTV, a crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Segundo a delegada, o plano de Moraes envolvia concentrar os poderes da Corte e mandar prender o colega de tribunal, o ministro André Mendonça, caso houvesse oposição interna. Ela utilizou a metáfora de que Moraes “ia cortar a primeira cabeça, que era do André Mendonça”.

“O Alexandre de Moraes ia cortar a primeira cabeça, que era do André Mendonça”, declarou.

Ela ainda comparou o ministro à Rainha de Copas, personagem de Alice no País das Maravilhas. A delegada também afirmou que a retirada do inquérito das fake news das mãos de Moraes teria evitado consequências ainda mais graves:

“Alexandre de Moraes ia dar um golpe no Brasil”.

Jornal da Cidade Online

São superiores a R$ 208 milhões os valores do esquema criminoso entre Moraes e o Banco Master de Vorcaro, diz a PF

O relatório da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master e os elos de Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes, divulgado nesta semana mostra que os três contratos feitos entre o escritório de advocacia Barci de Moraes e o banqueiro somam 208 milhões de reais. Um desses contratos prevê o pagamento de 40 milhões de reais por meio de dois fundos proprietários de uma aeronave e um helicóptero. Nesta terça, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o segredo de Justiça sobre relatórios da Polícia Federal na investigação do escândalo. Os documentos mostram vínculos de Moraes com Vorcaro, que chegou a consultar o ministro antes da sua tentativa de fuga para os Emirados Árabes Unidos, em novembro do ano passado.

Junto com o relatório da PF, estão três contratos de prestação de serviços advocatícios. Um deles é do Barci de Moraes (gerido por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro) com o próprio Banco Master, no valor de 108 milhões de reais, que seriam pagos em 36 parcelas fixas de 3 milhões de reais. Os outros dois são do escritório com a Viking Participações, que é de Vorcaro. Cada um tem o valor de 50 milhões de reais. Juntos, os três contratos somam, portanto, 208 milhões de reais.

Um dos contratos feitos com a Viking previa que 40 milhões de reais seriam pagos por meio de cotas sociais de dois fundos de investimento, que são proprietários de aeronaves. Uma é a Fraction 024 Administração de Bem Próprio S/A, dona de um jato Legacy 650, prefixo PP-NLR. A outra é a Fraction 053 Administração de Bem Próprio S/A, que na época do contrato estava finalizando a compra de um helicóptero modelo EC 155, B1, da Airbus Helicopters.

As investigações da Polícia Federal encontraram as digitais de Moraes nos contratos feitos entre o Barci de Moraes e as empresas Vorcaro. O escritório confirmou que o ministro foi consultado sobre “eventual existência de impedimentos legais para a contratação” e reiterou que em seu gabinete não há nenhum caso envolvendo o Master ou o seu proprietário.

Jornal da Cidade Online

 

André Mendonça pede ao presidente do STF o imediato afastamento de Alexandre de Moraes

Após Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitar ao presidente da Corte, Edson Fachin, a investigação de André Mendonça, o relator do caso envolvendo o Banco Master apresentou uma resposta imediata. Mendonça pediu a Fachin o afastamento imediato de Moraes do Supremo, conforme revelou a jornalista Natuza Nery, do Grupo Globo, nesta quinta-feira (3). Segundo a informação divulgada pela jornalista, a solicitação de Mendonça prevê que o afastamento seja determinado de imediato, com posterior submissão da medida à análise e confirmação do Plenário do STF.

A ofensiva ocorre depois de Moraes recorrer ao Inquérito das Fake News para apontar contra Mendonça acusações de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade. Na quarta-feira (2), Mendonça havia retirado o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que reuniu 51 mensagens consideradas comprometedoras envolvendo Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Alexandre de Moraes acusa o colega de ter comprometido a imparcialidade judicial e de favorecer determinados grupos políticos durante a condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero. De acordo com a acusação, Mendonça teria cometido três tipos de irregularidades: usurpação da condução de investigações realizadas pelas autoridades policiais, atuação irregular nas tratativas relacionadas a uma possível colaboração premiada e direcionamento de determinados alvos para investigação por razões pessoais e políticas.

Para fundamentar o pedido de providências contra Mendonça, Moraes apresentou a Fachin uma petição de 20 páginas. No documento, o ministro citou o artigo 102 da Constituição Federal, o artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional e o artigo quinto do regimento interno do Supremo.

Jornal da Cidade Online

 

Ministro André Mendonça faz pronunciamento à nação para agradecer o apoio dos brasileiros

O ministro André Mendonça acaba de fazer um pronunciamento à nação:

“Meus irmãos e minhas irmãs, minha palavra se dirige a vocês essencialmente para agradecer tantas mensagens de oração e de carinho.

Estejam certos de que suas preces a Deus têm sido fundamentais para me sustentar e sustentar a minha família.

Eu louvo a Deus por suas vidas e sou grato pela generosidade e solidariedade que tenho recebido.

Que Deus os abençoe e que Deus abençoe o nosso país.”

Jornal da Cidade Online

Transparência Internacional defende afastamento de Alexandre de Moraes, diz o Antagonista

Segundo a ONG anticorrupção, o ministro do Supremo Tribunal Federal é “um risco institucional” e um elemento “desestabilizador.” A Transparência Internacional – Brasil defendeu nesta sexta-feira, 4, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja afastado de suas funções, para que a crise institucional gerada pela divulgação das mensagens enviadas a ele por Daniel Vorcaro não piore. A ONG anticorrupção diz que Moraes é “um risco institucional” e um elemento “desestabilizador”. A manifestação vem após o magistrado usar o inquérito das fake news para pedir investigação contra André Mendonça, que levantou o sigilo das mensagens de Vorcaro.

Nunca foi tão fácil ficar bem informado com O Antagonista. “Um juiz constitucional cercado por gravíssimos indícios de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça já representa, por si só, um risco institucional em razão da natureza de suas condutas. Mas torna-se um elemento ainda mais desestabilizador pelas medidas que pode adotar em busca da impunidade,”

“É nisso que o ministro Alexandre de Moraes se transformou diante das revelações que apontam para suas condutas com Daniel Vorcaro e, sobretudo, diante de sua retaliação autoritária, colocando o Supremo Tribunal Federal no caminho de uma crise institucional sem precedentes”.

O Brasil precisa priorizar a defesa de suas instituições e de seu regime democrático, neutralizando imediatamente essas ameaças. O ministro Moraes deve ser afastado de suas funções para que as investigações possam ser conduzidas sem riscos de interferência e sem que a crise escale ao ponto de uma ruptura institucional”.

Ainda de acordo com a ONG, da mesma forma, “toda a rede de autoridades potencialmente implicadas ou que esteja obstruindo os mecanismos constitucionais de responsabilização também deve ser afastada e investigada”.

Se as vias naturais de resolução estão sendo bloqueadas pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirma, cabe aos plenários do STF e da Casa, e ao Conselho Superior do Ministério Público “desobstruir os mecanismos previstos pela Constituição para o enfrentamento dessa crise”.

Para a TI – Brasil, “as investigações dos esquemas do Banco Master e de outros casos de grande complexidade exigem a atuação coordenada dos órgãos de investigação, persecução criminal e julgamento, cada qual dentro de sua competência constitucional”. Apenas assim, pontua, é possível garantir “o devido processo legal, a ampla defesa e a solidez das futuras responsabilizações, evitando que nulidades ou interferências comprometam a busca por justiça, reparação e recuperação da confiança pública.

O Antagonista

 

Seccionais da OAB vão ao STF pedir investigação do escândalo Vorcaro/Moraes

Objetivo é manifestar preocupação da advocacia com a crise no STF. O presidente nacional da OAB, Beto Simonetti, e os presidentes das 27 seccionais da Ordem marcaram reunião para o próximo dia no dia 9 com o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), para pedir investigação rigorosa das mensagens ligadas ao ministro Alexandre de Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Na audiência, a entidade deve manifestar a preocupação da advocacia com os fatos recentes envolvendo integrantes da Corte, em especial Moraes, e reiterar o pedido de investigação aprofundada, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e à presunção de inocência. Os representantes da OAB também pretendem ouvir de Fachin quais providências já estão sendo tomadas.

O encontro foi solicitado pelo próprio Simonetti, por telefone. Em nota divulgada no dia 1º de setembro, a OAB já havia defendido a apuração dos fatos “em relação a quem quer que seja” e alertado para os impactos da crise sobre as instituições. Os presidentes das seccionais terão espaço para apresentar suas posições durante a reunião.

Diário do Poder

 

Escândalo Vorcaro/Moraes: Brasil à beira da desobediência civil, adverte especialista

O Brasil está à beira de uma crise institucional sem precedentes e até da desobediência civil, adverte o cientista político Christian Lobauer, após as reações de pouco caso das autoridades diante do relatório da Polícia Federal documentando a relação de Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes, com o ex-banqueiro tratando o ministro do STF como a um subalterno. Piorou muito depois da divulgação do flagrante em foto de ministros do STF às gargalhadas, entre eles o próprio Moraes.

Vexame histórico

Também mostravam as amídalas de tanto gargalhar os ministros Gilmar Mendes, Christiano Zanin e até o próprio presidente, Edson Fachin.

Ele perdeu a linha

Atônito, Davi Alcolumbre, presidente do Senado, o tribunal que julga o STF, mandou às favas os escrúpulos e a isenção: não terá impeachment.

Brincando com fogo

O País ficou sem respostas: Lula (PT) se omitiu, Hugo Motta (Rep) se escondeu, Fachin gargalhou e Alcolumbre atacou os indignados.

Ilegitimidade, a chave

“Quando as decisões deixam de ser reconhecidas como legítimas”, avisa Lobauer, “entramos no terreno perigoso da desobediência civil.”

Coluna do Claudio Humberto

 

Presidente Edson Fachin age: Toma forte decisão e inclui a “nota” que pode aniquilar Alexandre de Moraes

O presidente do STF, Edson Fachin determinou que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se manifestem sobre a troca de acusações no prazo de cinco dias úteis. Na decisão, Fachin também determina que seja incluída na petição a nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social do STF, por solicitação de Moraes, em 6 de março, na qual o ministro trata das mensagens de Vorcaro. Há seis meses, Moraes negou publicamente que o banqueiro tivesse, lhe enviado mensagens no dia de sua prisão, algo que se confirmou depois. Na ocasião, chegou a afirmar que se tratava de uma “ilação mentirosa” para atacar o STF.

“Juntem-se a esta PET: […] b. A Nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social por solicitação do gabinete do Ministro Alexandre de Moraes em 06.03.2026”, determinou Fachin.

Pelo visto, Alexandre de Moraes mentiu usando o nome da Corte. Isso é gravíssimo.

A decisão de Fachin é uma resposta ao parecer da PGR, que pediu a nulidade da decisão de Mendonça sobre as conversas entre Moraes e Daniel Vorcaro, e ao pedido de Mendonça para levar o caso ao plenário do STF.

Fachin afirma que cabe ao presidente do STF “zelar para que a possível apreciação colegiada seja feita, a tempo e modo, com o elevado senso de responsabilidade que os fatos reclamam, sempre assegurando o respeito às garantias constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório”.

Jornal da Cidade Online

 

Alexandre de Moraes usou relatório sem assinatura e valor probatório para acusar Mendonça, diz O Estadão

O próprio relatório, anônimo, classifica a confiabilidade dos seus relatos como “baixa a moderada.” O ministro Alexandre de Moraes, do STF, baseou o pedido de investigação contra o colega André Mendonça em um relatório interno da Polícia Federal, anônimo, que o próprio documento classifica como “sem caráter decisório e sem valor probatório”. O material não tem cabeçalho oficial da corporação nem assinatura de delegado, segundo informou reportagem de Carolina Brígido e Aguirre Talento, no Estadão.

O texto, citado por Moraes para acusar Mendonça de “abuso de autoridade e interferência indevida em inquéritos”, reúne relatos anônimos. Segundo essas fontes, o relator das operações Sem Desconto (fraudes no INSS) e Compliance Zero (Banco Master) teria tentado influenciar acordos de delação premiada e dito que não confiava no diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, nem no procurador-geral da República, Paulo Gonet. Uma das informações anônimas afirma ainda que Mendonça instaurou procedimento para avaliar o afastamento de Rodrigues por suspeitas ligadas à investigação que alcançou o filho do presidente Lula.

O próprio relatório, no entanto, classifica a confiabilidade desses relatos como “baixa a moderada”, justamente por se apoiarem apenas em depoimentos sem provas documentais.

Sobre a ordem de Mendonça para identificar o interlocutor do banqueiro Daniel Vorcaro em mensagens apagadas do celular, o documento considera o pedido “ato preliminar defensável e possivelmente devido”. Já a exigência da íntegra de todas as conversas dos interlocutores é vista como investigação indevida, por poder extrapolar a competência do relator. O texto também registra que Mendonça já havia perguntado, em reuniões com a PF, o que havia no aparelho de Vorcaro em relação a Moraes.

O relatório contradiz ainda a conclusão de Moraes de que o material apontaria direcionamento indevido das apurações contra cinco ministros do STF. Os nomes aparecem em outros contextos e com confiabilidade baixa. Em um trecho, o documento afirma que as suspeitas da PF sobre a relação de Dias Toffoli com Vorcaro eram graves e não foram apuradas no Supremo. Em outro, registra preocupação de Mendonça com acusações infundadas contra Kassio Nunes Marques.

Moraes usou o inquérito das fake news, do qual é relator, para encaminhar o material ao presidente do STF, Edson Fachin, e pedir providências. Fachin abriu procedimento para apurar o caso.

Diário do Poder