O que impede a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de reunir com quilombolas em greve de fome na sede do INCRA

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  Perseguidos por décadas decorrente do desrespeito aos seus direitos constitucionais e vítimas constantes engodos de instituições do poder público, com destaque para o INCRA e o ITERMA, os quilombolas maranhenses dão demonstrações claras de que estão dispostos a dar vidas para terem direito legal a terras que lhes pertencem e poderem ter uma vida digna para construírem suas famílias e com o suor de cada dia retirar do solo o pão de cada dia. Grupos da Baixada Maranhense estão ocupando a sede do INCRA e várias pessoas estão em greve de fome.

      A Comissão de Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa do Estado, tem procurado intervir e assumir a participação em diversos setores sociais em que há conflitos e em outros que podem propiciar projeção aos parlamentares, principalmente o presidente deputado José Inácio Rodrigues Sodré.

      O estranho é que ela se omitiu totalmente a ver a realidade e cobrar providências do próprio parlamento, do executivo e do judiciário, o caso das mais de 200 mulheres que foram vítimas de atendimentos médicos deficientes e precários e em local desumano como a maternidade Carmosina Coutinho, e acabaram perdendo seus filhos, muitos dos quais em situação de desaparecimento. Também deixou de ver a realidade de mais de 20 crianças que ficaram cegas por erros médicos maternidade do município de Caxias, que tem como prefeito um sobrinho do presidente do Poder Legislativo Estadual.

      A Comissão também se recusou a participar de uma reunião da Ouvidoria Agrária Nacional com a Comissão Nacional de Combate a Violência no Campo, Ministério Público Federal, INCRA, Igreja Católica e os Movimentos Sociais Quilombolas que lutam pela desapropriação de áreas e regularização fundiária. As entidades e inúmeras lideranças de outros conflitos agrários no Maranhão fizeram inúmeras denúncias às autoridades federais justamente contra o ex-superintendente do INCRA, o bacharel em direito José Inácio Rodrigues Sodré, que já é réu em processo na Justiça Federal e deve ser indiciados em inúmeros outros processos por malversação de grandes recursos públicos, principalmente de grande parte destinada para os povos quilombolas. Pesa também contra o parlamentar do PT, acusações de negociações com políticos e empresários do agronegócio para prejudicar milhares de posseiros, com grande destaque para a Baixada Maranhense e de um modo especial o município de Codó.

      No momento em que os quilombolas dão demonstrações claras de que não estão mais dispostos a serem objetos de engodo, uma vez que segundo relataram o atual deputado José Inácio, os enrolou por sucessivas vezes, assim como a direção do ITERMA. Estão em greve de fome e querem uma solução definitiva para os seus problemas, haja vista que existem processos no INCRA com mais de 20 anos para desapropriações e regularizações fundiárias, sendo que grande parte tinham recursos assegurados para a solução no período da administração de José Inácio Sodré Rodrigues e nada foi feito e ninguém saber onde os recursos foram parar. Como o presidente da Comissão de Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa do Estado, não tem valores morais para dialogar com quilombolas, os demais parlamentares bem que poderiam ir até o local para serem informados da verdadeira realidade

Preços disparam nas redes de supermercados e consumidores já começam a estocar alimentos

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A inflação real e bem diferente da que é anunciada pelo governo, tem diminuído consideravelmente o poder de compra da população e já mobiliza muita gente a estocar alimentos e correr atrás de promoções, uma vez que as remarcações de preços já estão ocorrendo diariamente nas redes de supermercados. A criação de grupos familiares para a compra no atacado em busca de preços melhores e barganhas, já vem sendo colocada em pratica, uma vez que a população não acredita no controle imediato da inflação, e está bastante pessimistas, acreditando que ela tende a entrar em um processo de aumento constante.

       A corrupção deslavada praticada por aliados do Partido dos Trabalhadores na Petrobrás  e os arranjos criminosos que foram feitos para garantir a reeleição da presidente Dilma Roussseff, são vistos como os maiores estelionatos políticos aplicados ao povo brasileiro. O sentimento de indignação das pessoas que enfrentam dificuldades com o desemprego é que elas também são os reflexos de toda a roubalheira que está sendo tornada pública com a Operação Lava Jato e que na ponta dos beneficiários estão políticos e partidos aliados ao Palácio do Planalto.

      Os trabalhadores foram atropelados, perderam várias conquistas trabalhistas e podem perder muito mais e não sabem que rumo tomará o país, levando-se em conta que a tão chamada reforma politica caminha para a garantia de privilégios da classe politica e favorecimento à corrupção. A verdade é que logo o exército de miseráveis brasileiros que passam fome será bastante reforçado. A violência avançará com a ampla dimensão do tráfico e consumo de drogas e a incerteza é de domínio da população. Se em períodos bem favoráveis não haviam politicas sociais, dentre as quais saúde, educação e infraestrutura básica, o que se esperar agora? Ate mesmo as politicas compensatórias, que têm sido as praticas mais utilizadas pelo governo federal e bem alimentadas pelos estaduais, devem ser abolidas, e naturalmente substituídas pelo clientelismo perverso da dominação pela fome e por necessidades diversas com a hipocrisia que atende pelo  nome de ação social, diante da proximidade das próximas eleições, em que a corrupção deve imperar em todos os setores. Como algumas décadas passadas o deputado federal Lister Caldas, dizia: Quem viver, verá!

APRUMA APOIA E SE SOLIDARIZA COM QUILOMBOLAS, INDÍGENAS E CAMPONESES ACAMPADOS NA SEDE DO INCRA-MA

Em nota divulgada, no último final de semana, a  APRUMA – Seção Sindical do ANDES- Sindicato Nacional manifestou publicamente apoio e solidariedade à luta dos quilombolas, indígenas e camponeses acampados na sede do INCRA, em São Luís- MA, desde o dia 8 de junho de 2015.

A nota explica que “o ato de extrema coragem que coloca em risco suas próprias vidas ocorre em resposta ao descanso do Estado brasileiro com a situação dos povos tradicionais que lutam pela titulação dos seus territórios”.

Em 2011, dois padres da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e 17 quilombolas ameaçados de morte fizeram  em greve de fome por 36 horas pelo mesmo motivo. O governo do estado do Maranhão, na época governadora Roseana Sarney, e o governo federal se comprometeram em agilizar a titulação dos territórios, imediata regularização fundiária e garantir melhoria nas condições de vida das comunidades, porém, até a presente data os compromissos não foram cumpridos.

 A Seção Sindical da APRUMA, se soma a esse movimento, exigindo cumprimento do artigo 68 das disposições transitórias da Constituição de  1988, que reconhece às comunidades quilombolas a propriedade definitiva dos seus territórios, assim como a retirada de todas as medidas provisórias e projetos de lei que ameaçam os territórios quilombolas,  indígenas e camponeses.

APRUMA – Seção Sindical – ANDES

Padre Haroldo celebra missa boeira no Arraial da Cidade

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A celebração feita pelo padre Haroldo foi bem participativa. O vereador Astro de Ogum ao lado do povo aplaudiu a homilia do religioso.

Na noite do último sábado(13), o padre Haroldo celebrou a tradicional Missa Boiera, no Arraial da Cidade, localizado ao lado da Casa de Eventos Batuque Brasil, na Avenida Daniel de La Touche – na Cohama. O arraial foi inaugurado oficialmente na sexta-feira(12).

A Tribuna do Divino serviu de palco para celebração, que contou com as presenças de devotos do santo casamenteiro. Realizado pelo vereador Astro de Ogum, há mais de uma década em homenagem a Santo Antônio, a missa abre oficialmente a temporada junina no terreiro idealizado e organizado pelo presidente da Câmara Municipal e vice-prefeito de São Luís, com o apoio do senador Roberto Rocha e do prefeito de São Luís – Edvaldo Holanda Junior.

Durante o período, além de Santo Antônio, seguindo uma orientação da Igreja Católica, o vereador e demais amantes da cultura maranhense também celebram São João (24), São Pedro(29) e São Marçal(30). O padre agradeceu o convite e ratificou o amor que nutre pelo reggae e pelo bumba meu boi, por isso é chamado, carinhosamente, como o padre regueiro e boieiro.

No curso da celebração, algumas parábolas bíblicas foram usadas para mostrar a importância do homenageado. Ao final, o vereador declarou oficialmente instalada a temporada, e distribuiu aos convidados pão e chocolate quente. Anteriormente, a celebração era feita no Parque da Vila Palmeira, local onde funcionará um dos arraiais patrocinados pelo Governo do Estado.

“Sou devota há mais de cinco décadas de Santo Antônio, por isso acompanho essa missa há anos, o que vai continuar acontecendo enquanto Deus nos permitir, independente de local da realização”, declinou a aposentada Remédio da Costa Viana, de 71 anos.

Itamargareth Correia Lima

Centenário das Irmãs Paulinas é registrado pela Câmara Municipal

        politica

Sem dúvidas as Irmãs Paulinas têm dado importante colaboração para a formação cristã com consciência critica para o Povo de Deus de São Luís e do Maranhão

Para fazer o registro dos “100 anos da Congregação Pia Sociedade Filhas de São Paulo – Irmãs Paulinas”, a Câmara Municipal de São Luís realizou, na manhã desta segunda-feira, 15, uma sessão solene. A proposta foi do vereador José Joaquim Guimarães (PSDB), por meio do requerimento nº 208/2015, aprovado por unanimidade.

       Os trabalhos  da mesa foram presididos pelo vereador Josué Pinheiro (PSDC) e constituída pelos vereadores José Joaquim (PSDC) e Ivaldo Rodrigues (PDT), padre Ricardo Moreira, da Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Bequimão), e as irmãs Lourdes Neves, Celeste Ghislandi e Helena Francischini, que representaram a Congregação na solenidade e  receberam placas e diplomas alusivos a data, conferidas pelo Legislativo Ludovicense.

Ao prestar homenagem às Irmãs Paulinas, José Joaquim fez um histórico sobre a Congregação fundada no ano de 1915 pelos jovens Tiago Alberione e Tecla, “quando no contexto da I Guerra Mundial era feito um investimento forte das forças políticas em tornar o Estado laico e fragilizar os valores da Igreja”.

No seu pronunciamento, ele enfatiza que a Itália foi o berço dessa irmandade, mas o Brasil foi o primeiro País, fora da Itália, a receber as Paulinas em 1931, “e hoje são 221 religiosas e cerca de 579 colaboradores leigos que, em nosso país trabalham na difusão dos valores cristãos e de promoção humana, oferecendo com suas publicações em livros, quadrinhos, revistas, páginas na net, redes sociais, DVDs, CDs, cursos e oficinas, valiosos subsídios pela leitura e decifração de cotidianos, histórias, vivências, relações e mapas de inserção no momento sócio-histórico e político, análise crítica e escolhas frente a lógicas culturais postas em processo”.

José Joaquim fala também das instalações iniciais das Paulinas e do trabalho “daquelas jovens vocacionadas que incentivam autores e compositores, protagonistas de diversas áreas a produzir a boa comunicação de informações e valores, que com sua editora selecionam e editam trabalhos, tendo como principal missão a comunicação a serviço da vida, e que hoje celebram um século de trabalho abençoado que merece ser reconhecido e aplaudido como justa ressonância social”.

AGRADECIMENTO – Num rápido agradecimento manifestaram as irmãs Lourdes Neves e Celeste Ghislandi que falando em nome das Paulinas “expresso a nossa gratidão por essa homenagem, com destaque a atuação de 36 anos no Maranhão, dizendo que esses 100 anos é, sem sombra de dúvida, o revisitar, a valorização e ternura garantida ao longo da história, que surgiu no coração de dois jovens adolescentes (Tiago Alberione e Tecla).”

Fonte – Diret/Comunicação/CMSL

Drogas ilícitas fazem menos mal do que muitas drogas lícitas, diz cientista

Drogas ilícitas fazem menos mal do que muitas drogas lícitas, como o álcool e o açúcar, declararam vários cientistas, em debate promovido hoje (12), pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro, sobre política de drogas, proibicionismo e seus efeitos.

Para o professor de medicina da UFRJ, João Menezes, a proibição e criminalização de drogas são arbitrárias e hipócritas. “Sou contra o sedentarismo, mas não acho que todo o sedentário deve ser preso. O mesmo vale para o usuário de drogas. Várias drogas lícitas matam tanto ou mais é ninguém vai preso por isso”, disse ele.

“Todos os animais correm atrás de substâncias psicoativas. Até o inseto. É natural. Criminalizar a droga é uma hipocrisia. Todos os trabalhos que justificam a proibição da maconha foram feitos a partir da proibição, não antes”, afirmou.

Ele defendeu que os estudos atuais não são suficiente para determinar os verdadeiros efeitos nocivos de determinas drogas. Muitos produtos entorpecentes vêm com outras substâncias nocivas que não são consideradas em várias pesquisas”, afirmou o professor.

O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Francisco Neto considera que o efeito do álcool é muito mais devastador na sociedade brasileira do que o do crack. “A ciência hoje em dia mostra uma visão muito distante do que é o senso comum”, declarou.

Para Francisco Inácio Bastos, também pesquisador da Fiocruz, a cultura de criminalização das drogas prejudica até os estudos sobre o assunto. “É uma questão estigmatizada, sujeita à penas. Algumas pessoas acham que ao tratar desse tema correm risco pessoal. Então, a pesquisa acaba subestimando o uso”.

Bastos coordenou uma pesquisa nacional sobre uso do crack no ano passado. Ele lamentou que pouco se saiba sobre as drogas consumidas no país, visto que as autoridades não liberam seu uso para fins acadêmicos. “Se quisermos fazer ciência, precisamos analisar e precisar essas amostras. Temos que saber o que de fato as pessoas estão usando. Muitas vezes, a presença da substância ilícita é ínfima. Precisamos ter padrões confiáveis”, comentou.

Todos os presentes concordaram que a política de enfrentamento às drogas adotada pelas autoridades brasileiras só contribui para a superlotação carcerária, aumento da violência e do consumo de drogas.

Outro consenso é que o uso de drogas não devem ser tratado como problema de segurança, mas de saúde pública, quando o consumo for problemático.

Foram citadas experiências em outros países, como Portugal e Inglaterra em que a descriminalização e o enfoque na saúde têm ajudado a diminuir o número de mortes na população usuária de substâncias e diminuído o número de encarcerados.

O defensor-geral do Rio de Janeiro, André Cruz, destacou que o aumento no número de prisões no estado está diretamente relacionado ao aumento de processos que tratam de drogas. “Tínhamos, em 2008, uma população carcerária de aproximadamente 25 mil pessoas. Atualmente são 43 mil. Praticamente dobrou, mas estamos mais seguros hoje? O número de processos relativos a tráfico de drogas aumentou vertiginosamente”, declarou.

Ele adiantou que a Defensoria iniciou, há cerca de duas semanas, uma recomendação  institucional para que os defensores peçam automaticamente a inconstitucionalidade de toda a prisão de usuários, na maioria jovens negros e pobres. “Queremos que seja dado aos jovens pobres o mesmo tratamento que dão ao jovens  ricos, quando são pegos com pequena quantidade de drogas”.

Apesar dos dados concretos que apontam que a guerra às drogas causa mais danos que o consumo, a maioria da população ainda trata as drogas como tabu, declarou o jornalista Denis Bugierman, autor do livro “O fim da guerra”.

“Fazem uma associação das drogas com o mal, e qualquer atitude em relação a elas torna-se má”, comentou o pesquisador. “A violência está explodindo onde a guerra às drogas acontece”, disse ele, que acredita que o país vive o auge dessa guerra.

“Não existe mundo sem crime, como não existe mundo sem drogas, mas essa enorme massa de excluídos é que precisa ganhar dignidade, ser atendido com respeito, ter oportunidades”, disse Inácio Bastos.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve votar ainda neste mês a inconstitucionalidade da criminalização do porte de drogas para uso pessoal, por entender que é questão de foro íntimo.

FONTE – Jornal do Brasil

Santo Antônio e a esperança cristã: repartir sempre!

Cardeal Orani João Tempesta
Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

Dentro do Ano da Esperança Arquidiocesano, em que somos chamados a aprender ou reaprender a repartir sempre, neste dia 13 junho comemoramos o Dia de Santo Antônio de Pádua ou de Lisboa. Neste ano temos a coincidência de memória, pois celebramos também a do Imaculado Coração de Maria. Porém, em muitas Dioceses e Paróquias se celebra a festa do santo em que ele é padroeiro. Santo Antônio é um dos santos mais populares, venerado além de Pádua, onde foi construída uma basílica que acolhe os restos mortais dele, mas também no mundo inteiro, particularmente nos países de evangelização portuguesa, já que ele nasceu em Lisboa. São estimadas pelos fiéis as imagens e estátuas que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus nos braços, que lembram uma aparição milagrosa, mencionada por algumas fontes literárias.

Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, em uma família nobre, por volta de 1195, e foi batizado com o nome de Fernando. Jovem vocacionado, começou a fazer parte dos cônegos que seguiam a regra monástica de Santo Agostinho, primeiramente no mosteiro de São Vicente, em Lisboa, e depois no da Santa Cruz, em Coimbra, renomado centro cultural de Portugal. Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia e dos Padres da Igreja, adquirindo aquela ciência teológica que o fez frutificar nas atividades de ensino e na pregação.

Em Coimbra, aconteceu um fato que mudou sua vida: em 1220, foram expostas as relíquias dos primeiros cinco missionários franciscanos que haviam se dirigido a Marrocos, onde encontraram o martírio. Em todas as épocas matam cristãos por causa da fé! Esse acontecimento fez nascer no jovem Fernando o desejo de imitá-los e de avançar no caminho da perfeição cristã: então, pediu para deixar os cônegos agostinianos (e) para converter-se em frade menor. A petição foi acolhida e, tomando o nome de Antônio, também ele partiu para Marrocos. Mas a Providência divina dispôs outra coisa.

Devido a uma doença, Santo Antônio se viu obrigado a voltar e acabou chegando à Itália onde, em 1221, encontrou São Francisco. Depois disso, viveu por algum tempo totalmente escondido em um convento perto de Forlí, no norte da Itália. Convidado, casualmente, a pregar por ocasião de uma ordenação sacerdotal, Antônio mostrou estar dotado de tal ciência e eloquência que os superiores o destinaram à pregação. Começou, assim, na Itália e na França, uma atividade apostólica que levou muitas pessoas que haviam se separado da Igreja a retomarem sua participação e engajamento na vida eclesial.

Nomeado como superior provincial dos Frades Menores da Itália Setentrional, Antônio continuou com o ministério da pregação, alternando-o com as tarefas de governo. Concluído o mandato de provincial, retirou-se para perto de Pádua, local em que já havia estado outras vezes. Depois de apenas um ano, morreu nas portas da cidade, no dia 13 de junho de 1231. Pádua, que o havia acolhido com afeto e veneração em vida, prestou-lhe sempre honra e devoção.

Nos “Sermões”, Santo Antônio discorre sobre a oração como uma relação de amor, que conduz o homem a conversar com o Senhor, criando uma alegria que envolve a alma em oração. Antônio nos recorda que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio, que não coincide com o afastamento do barulho externo, mas é experiência interior, que procura evitar as distrações provocadas pelas preocupações da alma. Para Santo Antônio, a oração se compõe de quatro atitudes indispensáveis: abrir com confiança o próprio coração a Deus, conversar afetuosamente com Ele, apresentar-lhe as próprias necessidades, louvá-lo e agradecer-lhe.

Ele é invocado como “casamenteiro” pelas pessoas que desejam se casar, e assim lembrado pelo nosso folclore. A origem dessa devoção talvez esteja ligada a algum milagre feito pelo santo. Há um episódio com explicação que indica isso. Certa senhora, no desespero da miséria a que fora reduzida, decidiu valer-se da filha, prostituindo-a, para sair do atoleiro. Mas a jovem, bonita e decidida, não aceitou de forma alguma. Como a mãe não parava de insistir, a moça resolveu recorrer à ajuda de Santo Antônio. Rezava com grande confiança e muitas lágrimas diante da imagem quando, das mãos do Santo, caiu um bilhete que foi parar nas mãos da moça. Estava endereçado a um comerciante da cidade e dizia: “Senhor N…, queira obsequiar esta jovem que lhe entrega este bilhete com tantas moedas de prata quanto o peso do mesmo papel. Deus o guarde! Assinado: Antônio”.

A jovem não duvidou e correu com o bilhete na mão à loja do comerciante. Este achou graça. Mas, vendo a atitude modesta e digna da moça, colocou o bilhete num dos pratos da balança e no outro deixou cair uma moedinha de prata. O bilhete pesava mais! Intrigado e sem entender o que se passava, o comerciante foi colocando mais uma moeda e outras mais, só conseguindo equilibrar os pratos da balança quando as moedas chegaram a somar 400 escudos. O episódio tornou-se logo conhecido e a moça começou a ser procurada por bons rapazes propondo-lhe casamento, o que não tardou a acontecer, e o casamento foi muito feliz. Conta-se que daí por diante, as moças começaram a recorrer a Santo Antônio sempre que se tratava de casamento.

Temos também a tradição do Pão dos Pobres: essa prática consiste em doações para prover de pão os pobres, honrando assim o “protetor dos pobres”, que é Santo Antônio. Uma tradição liga essa obra ao episódio de uma mãe cujo filho se afogou dentro de um tanque, mas recuperou a vida graças a Santo Antônio. A mulher prometera que, se o filho recuperasse a vida, daria uma porção de trigo igual ao peso do menino. Por isso, no começo, esta obra foi conhecida como a obra do “pondus pueri” (peso do menino). Outra tradição relaciona a obra do pão dos pobres com uma senhora de Tbulon, chamada Luísa Bouffier. A porta do seu armazém tinha enguiçado de tal modo que não havia outro remédio senão arrombá-la. Fez, então, uma promessa ao santo: se conseguisse abrir a porta sem arrombá-la, doaria aos pobres uma quantia de pães. E deu certo. Daí por diante, as petições ao santo foram se multiplicando em diferentes necessidades. Toda vez que alguém era atendido, oferecia certa quantia de dinheiro para o pão dos pobres. A pequena mercearia de Luísa Bouffier tornou-se uma espécie de oratório ou centro social. A benéfica obra do “pão dos pobres” teve extraordinário desenvolvimento, com diferentes modalidades, e hoje é conhecida em toda parte.

Para preparar a festa de Santo Antônio, um dos santos juninos, cuja memória é cercada de folguedos tradicionais da cultura brasileira, temos uma trezena: são 13 dias de orações e preparações, lembrando a data da morte de Santo Antônio e quando celebramos sua memória.

Como estamos vivendo o Ano Arquidiocesano da Esperança, queremos propor Santo Antônio como exemplo daquele que viveu a virtude da partilha e se preocupou em repartir os muitos dons que possuía em favor dos mais pobres, levando a esperança cristã. Vamos imitá-lo, lembrando o seu santo ensinamento: “Se o espírito colocar de lado o cuidado ansioso com coisas temporais, jamais se aproximará de Deus. As pessoas que estão presas em infinitas preocupações temporais fazem com que os fardos do pecado e o peso da preocupação com o mundo alcancem sua alma. As coisas temporais são como uma nuvem matinal. Não são absolutamente nada, no entanto, como uma nuvem, parecem ser algo. A nuvem matinal impede que vejamos o sol, e o excesso de bens temporais desvia a alma dos pensamentos de Deus”. (p.423. Madeline Pecora Nugent…). Vamos partilhar o que temos, a exemplo de Santo Antônio, para que Deus nos ajude a viver neste vale de lágrimas. Que ele interceda por nós que somos chamados, como testemunhas da esperança, a ser discípulos missionários de Jesus Cristo. Que o entusiasmo e obediência na missão do nosso Santo nos inspirem em nossa vida e nos entusiasmem em nossa missão permanente. Santo Antônio, rogai por nós!

O trem passa, a sujeira fica: Projeto para tampar vagões com cargas de minérios

       aldir

Comida cheia de pó de minério, plantação prejudicada, pulmões adoecidos e muita sujeira dentro de casa. Esse é o cenário constante de moradores das regiões de Barra Mansa e Quatis, além de outros municípios do sul fluminense, por conta das partículas de minério e outros materiais expelidos dos trens de carga, que passam nas cidades cortadas pela Ferrovia do Aço, fruto do “Milagre Econômico” do período da ditadura militar.

Após visita ao local, o deputado Flavio Serafini desarquivou o projeto 2711/2014, protocolado pela deputada Inês Pandeló (PT-RJ) em 2014, que teve sua tramitação suspensa pelo fim da legislatura.

O projeto propõe que todos os vagões de trens de carga trafegando dentro da área geográfica pertencente ao Estado do RJ, que transportem material poluente que possa ser espalhado com o vento, trafeguem tampados.

As empresas que descumprirem deverão pagar multa de cerca de R$135 por vagão e havendo reincidência, o valor será cobrado em dobro.
É importante lembrar – como denunciaram diversos moradores – que alguns vagões, dependendo do material, trafegam tampados.

“Quando a mercadoria é sensível, causa dano ao objeto, ele vem protegido. Agora, quando o prejuízo é a nossa saúde e a saúde ambiental, essa preocupação não existe”, informou Guilherme Gonzaga, um dos responsáveis pelo assentamento Irmã Dorothy , que tem o projeto de produção agroecológica prejudicado, devido ao pó que cobre a plantação.

“Além disso, os trens passam dentro das cidades, bloqueiam qualquer organização urbanística, geram dificuldades no trânsito e ainda podem causar acidentes, como a queda de pedras”, afirma.

Fonte: Brasil de Fato
Por Viviane Tavares
do Rio de Janeiro

 

Público lota o Arraial da Cidade para prestigiar grupos folclóricos

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O Arraial da Cidade tem merecido apoio popular.

Com o apoio do senador Roberto Rocha e do prefeito de São Luís – Edivaldo Holanda Júnior, o Arraial da Cidade, idealizado pelo presidente da Câmara Municipal de São Luís – vereador Astro de Ogum vem atraindo um excelente público.

A mega estrutura de iluminação, luz e som, bem como a decoração montada para a temporada junina, nunca antes vista em um arraial na capital maranhense, agradou pessoas comuns, bem como políticos, empresários e secretários estadual e municipal.

O arraial, que promete ser o mais bonito do período junino, está funcionando desde a sexta-feira(12) ao lado da Casa de Show Batuque Brasil, na Cohama. Todas as noites, a barraca do senador Roberto Rocha atrai um número considerável de convidados ilustres.

O senador recepciona, pessoalmente, os seus convidados. Ao lado do presidente da Jucema – Sergio Sombra, o jornalista Lourival Bogéa tem sido um dos frequentadores mais assíduos da barraca Senadinho.

Os secretários municipais Júlio César Marques(Metropolização), Diogo Diniz Lima(Urbanismo), Marlon Botão(Cultura) e Raimundo Penha(IPAM) já estiveram acompanhando a festança no Arraial da Cidade na Barraca do presidente Astro de Ogum. Os vereadores Nato, Francisco Chaguinhas, professor Lisboa também. O reitor da Ufma – Natalino Salgado não foi diferente.

“Quando chegamos, temos a impressão de não estarmos em São Luís. A estrutura montada é coisa de primeiro mundo. Temos espaço, conforto, gente bonita, segurança, comidas típicas, enfim, os requisitos necessários para as famílias acompanhem a festa mais tradicional da cultura maranhense com tranquilidade”, disse o vereador Nato.

Anônimos também estão prestigiando o espaço, erguido em apenas 15 dias pelo vereador e equipe de assessores. “Estou impressionada com essa estrutura. A decoração ficou linda. A Tribuna do Divino é algo impressionante. Os grupos são animados, cheio de gente bonita. As comidas são de qualidade, e o que é melhor, além das atrações para o público adulto, as crianças também podem se divertir no parque de diversão. A organização está de parabéns”, disse a turista baiana Gertrudes de Freire Aguiar.

Fonte – Diret/Comunicação/CMSL

Qual é a resposta do governo para o assassinato do mecânico Irinaldo Batalha em Vitória do Mearim

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O assassinato cruel praticado com requintes de perversidade contra a pessoa do mecânico Irinaldo Batalha, trabalhador sem qualquer passagem pela policia e reconhecido como cidadão de bem e descendente de uma família tradicional de Arari, precisa de uma resposta das autoridades. O autor do torpe homicídio foi o elemento Luís Carlos Machado de Almeida, empregado da prefeitura de Vitória do Mearim à disposição da Policia Militar, que inclusive no ato portava equipamentos de uso restrito a PM

     O que precisa ser esclarecido publicamente, a quem cabe a responsabilidade dele estar usando equipamentos privativos da Policia Militar e fazendo parte de uma blitz, empunhando ostensivamente arma de fogo, não para ameaçar, mas para matar e infelizmente a vítima foi o mecânico Irinaldo Batalha. Nada justificativa o ato, nem mesmo a recusa em não terem parado para a fiscalização policial quando transitavam em uma moto conduzida por uma amigo sem antecedentes criminais.

     As imagens mostradas para todo o país e para mundo são revoltantes pelos requintes de perversidade que precederam a execução, inclusive a covardia de chutes no rosto da vítima já baleada e moribunda, sem poder exercer um mínimo de defesa e nem clamar por piedade.

     Responsabilizar os policiais militares que inseriram uma pessoa que já era assassina para fazer parte de uma blitz militar é um problema da maior seriedade e grave, que suscitam dúvidas sobre a capacitação dos militares que deveriam ter a responsabilidade maior de defender o direito de ir e vir de cidadãos, como Irinaldo Batalha. As imagens mostradas em rede nacional

exibidas nas maiores emissoras de televisão do mundo voltou a colocar o Maranhão como referência mundial de violência.

      O que não se pode é fazer silêncio diante de um fato sério e grave e que precisa de uma resposta para a população. Esta semana acidentalmente assisti uma reunião entre moradores do Jardim Eldorado com a presidente da Funac e do Secretário de Direitos Humanos, sobre a existência de uma unidade da Funac naquele bairro. O diálogo foi muito importante em busca do entendimento, mas um senhor registrou como exemplo, o caso dos assassinatos de cinco pessoas na praia do Panaquatira  poderia ter sido evitado, se a policia tivesse atentado para várias denúncias feitas sobre a violência naquela área, sendo algumas delas por ele.

      A propósito, algumas pessoas tentaram responsabilizar o policial militar morto no tiroteio por ter enfrentado os bandidos. Na minha percepção ele foi vítima da falta de uma melhor capacitação profissional. A verdade é que os soldados não estão devidamente formados e passando por estágios para irem para as ruas. Com o considerável número de oficiais que foram reformados por uma lei de mobilidade urbana, inclusive coronéis instrutores altamente capacitados e experientes, os reflexos negativos ficam cada vez mais visíveis dentro da Policia Militar. O caso de Vitoria do Mearim é um fato de ser dada ampla autonomia a um sargento sem o devido acompanhamento, mesmo à distância.

      Entendo que o governo deve um esclarecimento a família do mecânico Irinaldo Batalha e muito mais à população das cidades de Vitoria do Mearim e Arari, pelo crime brutal em que a responsabilidade maior é imputada à Policia Militar do Maranhão.