Garantida reforma de campos e quadras poliesportivas de São Luís

             Na tarde da última terça-feira (1), foi oficializada a assinatura de contrato de repasse entre o Ministério de Esportes e a Secretaria Estadual de Esporte e Lazer (Sedel), de R$ 1,5 milhão, para execução das obras de reforma e ampliação de campos de futebol e quadras poliesportivas de São Luís.
O contrato é referente à emenda parlamentar do senador Roberto Rocha (PSB), que destinou o recurso atendendo a uma solicitação feita pelo vereador Roberto Rocha Júnior (PSB). Vários bairros da capital maranhense serão beneficiados.

O ato de assinatura, que ocorreu na sede da Superintendência da Caixa Econômica, contou com a presença do vereador Roberto Rocha Júnior (PSB), do secretário Estadual de Esporte e Lazer, Márcio Jardim, do superintendente Regional da Caixa, Ricardo Porto e de representantes da Liga Desportiva do Recanto Fialho.

A emenda, que será aplicada ainda este ano para a revitalização dos espaços esportivos de São Luís, foi um trabalho conjunto do gabinete do vereador Roberto Rocha Júnior com o do senador Roberto Rocha, que viabilizou a liberação do contrato junto ao Ministério de Esportes.

“Estamos todos muito contentes, pois com esse recurso já podemos realizar algumas solicitações de vários bairros que chegam diariamente ao meu gabinete. Sabemos que o esporte é uma ferramenta eficaz de socialização, capaz de afastar os jovens das drogas e da criminalidade. E, nós políticos temos que incentivar e promover cada vez mais políticas públicas de incentivo ao esporte e a outras práticas de inclusão social, sobretudo, nos bairros mais carentes”, disse Roberto Rocha Júnior.

O campo de futebol Verona, localizado no bairro Vila Vicente Fialho, está entre os campos de São Luís que serão beneficiados com o contrato. O local, onde é desenvolvido torneios, gincanas e eventos culturais, é o único espaço de lazer de toda a região, como Vila Cruzado, Vila Jiboia, Vila União.

“Estamos todos muito agradecidos ao vereador Roberto Júnior, que por intermédio do senador Roberto Rocha conseguiu mais esse benefício para o nosso bairro”, agradeceu o vice-presidente da Liga Desportiva do Recanto Fialho, Antônio Pedro da Silva, o “Ceará”.

Quem também comemorou a liberação da emenda foi o secretário da Sedel, Márcio Jardim. Ele agradeceu a indicação da emenda e ressaltou a importância que o recurso trará para o estímulo do esporte em São Luís.

“Essa emenda é um benefício que temos que aplaudir, pois trará muitas melhorias para São Luís. Só temos que agradecer o apoio dos nossos parlamentares em proporcionar aos moradores de nossa cidade, a oportunidade da prática de esporte, em especial do futebol”, ressaltou.

Segundo ele, a equipe técnica de engenharia da secretaria vai iniciar as visitas técnicas nos locais que serão contemplados com as melhorias e analisar todas as medidas a serem tomadas para que as reformas aconteçam no tempo mais exíguo possível.

Diret – Comunicação – CMSL

Ministério Público Federal aciona o Estado na Justiça para a recuperação de trecho da BR 135 prejudicado por esgoto a céu aberto

aldir

Esgoto do Complexo Penitenciário de Pedrinhas complica o tráfego de veículos na BR 135

No km 13 tem havido degradação ambiental e dificuldades no tráfego de veículos, decorrente do lançamento irregular de esgoto vindo da Penitenciária de Pedrinhas      

           O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) propôs ação civil pública, com pedido de liminar, contra o Estado do Maranhão por lançamento irregular de esgoto na BR 135 pelo Centro de Detenção Provisória (CDP) do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no trecho referente ao km 13.

As investigações foram iniciadas a partir de denúncia realizada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) relatando que o lançamento de resíduos não tratados na BR 135 e no seu acostamento era um problema comum há anos, com grande acúmulo de esgoto na rodovia, causando constantes alagamentos e danos à pavimentação asfáltica, além de riscos à saúde pública.

 De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), o Estado adotou medidas emergenciais a fim de interromper o lançamento nas vias, contudo, elas foram mínimas e temporárias. A Companhia de Águas e Esgotos do Maranhão (Caema) também indicou que as providências adotadas pelo Estado tratavam-se de medidas precárias e provisórias que solucionavam apenas a parte visível do problema.

Segundo o MPF/MA, caso essa situação não seja definitivamente solucionada, permanecerá o risco de que novas chuvas aumentem o volume do esgoto da penitenciária, provocando novos vazamentos para a BR 135, danificando a via e gerando prejuízo aos moradores do local, aos motoristas e aos cofres públicos. O MPF ressalta ainda que a BR 135 é a única via terrestre que liga a ilha de São Luis ao interior do estado.

Na ação, proposta na Justiça Federal, o MPF pede que o Estado apresente ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e à Semmam projeto técnico de recuperação integral das estações de tratamento de esgoto localizadas no interior do Complexo Penitenciário no prazo de 180 dias, com implementação em prazo não superior a 1 ano, e que o lançamento de dejetos de qualquer natureza na BR 135 e nas áreas próximas seja interrompido, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

O MPF/MA requer ainda que o Estado do Maranhão, sob a supervisão do Dnit, realize a recuperação da BR 135 em todo percurso da rodovia que foi atingido pelo despejo irregular de esgoto. Pede-se, também, que seja fixada multa diária em caso de descumprimento da decisão. A ação foi proposta em fevereiro de 2016.

 

Assessoria de Comunicação

Procuradoria da República no Maranhão

Dos 50 assassinatos registrados em 2015 no campo 47 foram na região da Amazônia e 06 no Maranhão denuncia relatório da CPT

          aldir

  A Articulação das CPT’s da Amazônia, projeto da Comissão Pastoral da Terra (CPT) que reúne os nove regionais da entidade na Amazônia Legal, lançou durante coletiva de imprensa em Manaus, no Amazonas, a publicação “Amazônia, um bioma mergulhado em conflitos – Relatório Denúncia”.

           O evento será realizado no Instituto de Teologia Pastoral de Ensino Superior da Amazônia (ITEPES), localizado na Rua São Luís, nº 20, Chapada, região central de Manaus. Participarão da coletiva Dom Sérgio Eduardo Castriani, Arcebispo de Manaus; Daniel Pinheiro Viegas, procurador do Ministério Público de Manaus; Gerson Priante, viúvo da liderança Dora Priante – assassinada em Iranduba (AM) em 2015; Francisco Loebens, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi); Irmã Rose, militante pela erradicação do Trabalho Escravo; Josep Iborra, da Articulação das CPT’s da Amazônia; e Ruben Siqueira, da coordenação nacional da CPT.

             O Relatório-Denúncia apresenta nove casos de conflitos emblemáticos enfrentados por comunidades dos estados que compõem a Amazônia Legal. “Esta publicação quer ser uma amostra dos conflitos e suas causas. Em cada estado da Amazônia foi escolhido um conflito que, de certa forma, representa, ainda hoje, o mundo dos conflitos e da violência em que estão inseridas as comunidades do campo”, destaca a apresentação da publicação.

              Membro da coordenação executiva nacional da CPT, Ruben Siqueira afirma que a infinidade de riquezas naturais da região amazônica tem atraído, há décadas, os interesses dos poderosos de dentro e fora do País, culminando nos conflitos no campo, alguns esmiuçados no Relatório-Denúncia. “Além disso, o caos fundiário nunca resolvido se presta de novo à ganância dos poderosos. A CPT está prestando mais um grande serviço aos povos do campo e da floresta, ao País e ao futuro. Precisa urgentemente ser ouvida”, ressalta.

            Em 1975, quando surgiu a CPT, era grave a situação de conflito vivida por trabalhadores rurais, posseiros e peões, sobretudo da Amazônia. Hoje, 40 anos depois, a incessante violência na Amazônia brasileira persiste e insiste em não dar trégua aos povos do campo. Para se ter uma ideia, entre os anos de 1985 e 2009, 63% dos assassinatos no campo registrados pela CPT se concentravam na Amazônia.

         E em 2015 a situação conflituosa no campo adquiriu uma dimensão espantosa. Dos 50 assassinatos registrados no Brasil, 47 foram na Amazônia, sendo 20 em Rondônia, 19 no Pará, 6 no Maranhão, 1 no Amazonas e 1 em Mato Grosso. Além disso, das 144 pessoas que receberam ameaças de morte no campo, 93 estão na Amazônia. E é neste território que 30 das 59 tentativas de assassinato aconteceram.

         “Este Relatório é de grande importância e oportunidade. Pela extensão e gravidade das denúncias que traz. A Amazônia é hoje a região de maior intensidade nos conflitos agrários no Brasil. Ano passado foram assassinados inúmeros camponeses, indígenas, lideranças populares nestes conflitos na Amazônia. E em 2016 já foram cinco assassinatos na Amazônia”, acrescenta Ruben Siqueira.

Fonte – CPT Nacional

Governo está “chutando” sobre Zika e pode protagonizar “escândalo global”, diz professor da USP

           zika

O Governo Federal está totalmente perdido sobre doenças que teriam origem causada pelo aedes eagypti

Apesar de o ministro da Saúde, Marcelo Castro, dizer que não há mais dúvidas de que o zika causa microcefalia em recém-nascidos, há quem questione a afirmação e critique o tom de certeza do governo “É questão superada”, disse recentemente Castro, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. “A causa da epidemia de microcefalia é o vírus Zika. O que não tem resposta ainda é se o vírus é causa suficiente para provocar microcefalia ou se precisa de alguns fatores contribuintes.”

A reportagem é de Ruth Costas e Ingrid Fagundez, publicada por BBC Brasil

         Para o professor de epidemiologia da USP, Alexandre Chiavegatto, porém, qualquer cientista que analisar com rigor as evidências que vêm sendo enumeradas pelo ministro para provar essa relação causal se dará conta de que elas são insuficientes.”Se formos analisar isso com rigor científico, o governo está chutando, tem quase que um palpite de que o Zika causa microcefalia. E o problema é que se estiver errado poderá ser responsabilizado pelas consequências do pânico que causou. Seria o maior escândalo global da área de saúde dos últimos anos. Tema de tese, de livro”, diz ele.

           O professor da USP faz a ressalva de que não está dizendo que o vírus Zika não causa microcefalia.”É possível que sim”, completa. “Hoje, se eu tivesse de apostar, ainda colocaria minhas fichas na existência dessa relação (de causa), mas ciência não é aposta e temos de admitir que, estão surgindo evidências que mostram que precisamos de mais pesquisas.” No momento, a comunidade científica parece estar dividida sobre o tema.

           Parte diz acreditar que os estudos são suficientes para fazer essa relação causal entre zika e microcefalia. Entre as pesquisas citadas por essa parcela estão um trabalho publicado no mês passado na revista científica The New England Journal of Medicine, que relatou o caso de uma jovem da Eslovênia, infectada por zika em Natal (RN), no primeiro trimestre da gestação.

          O estudo está sendo considerado o mais completo já realizado por contar com imagens do feto, análises patológicas do cérebro danificado pelo vírus e o sequenciamento completo do vírus da zika encontrado nas estruturas cerebrais do bebê. “Para mim, é evidência definitiva. Não se fala em outra coisa entre os cientistas”, disse o infectologista Esper Kallas, também professor da USP, à Folha.

Críticos

           Do outro lado, porém, também vem crescendo o número de cientistas que, como Chiavegatto, pedem mais estudos para que seja estabelecida uma relação causal. A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, por exemplo, parece ter endossado esse coro na semana passada, defendendo que deve ser uma prioridade o investimento em estudos sobre a associação da infecção com a anomalia neurológica.

           “É preciso chegar a fundo dessa questão que é inusitada. Vejo que estudos [sobre a associação do vírus da zika com a microcefalia] estão sendo feitos no Brasil e em outros países e eles são muito importantes”, afirmou Margaret à imprensa durante uma visita a um hospital no Recife. Em dezembro, um comunicado da organização reconheceu pela primeira vez oficialmente a relação entre o zika e os casos de microcefalia ao mencionar um estudo brasileiro do Instituto Evandro Chagas, que revelou a presença do vírus em um bebê microcéfalo.

            “Há uma conexão entre as duas coisas, mas causalidade é uma outra história. Não podemos dizer 100% que é só o zika vírus a causa da microcefalia, ela pode ser atribuída a diversas questões. Há uma conexão porque há um evidente aumento nos casos de microcefalia no Brasil ao mesmo tempo em que há um surto de zika no país”, afirmou na época à BBC Brasil o especialista da OMS Marcos Espinal, diretor do departamento de doenças comunicáveis da Organização Pan-Americana de Saúde.

              Em nota, o Ministério da Saúde disse que a relação entre o vírus Zika e os casos de microcefalia “foi confirmada após analise de exame realizado em um bebê, nascido no Ceará, com microcefalia e outras malformações congênitas”. De acordo com o ministério, a análise foi feita em amostras de sangue e tecidos, onde foi identificada a presença do vírus Zika pelo Instituto Evandro Chagas, órgão do ministério em Belém (PA). “A partir desse achado do bebê que veio a óbito, o Ministério da Saúde considerou confirmada a relação entre o vírus e a ocorrência de microcefalia. Essa é uma situação inédita na pesquisa científica mundial.”

            No informe, o órgão diz que a relação foi reforçada por outros fatos, como resultados positivos em amostras no líquido amniótico de gestantes cujos bebês apresentaram microcefalia, no sangue e tecidos de crianças com microcefalia e no tecido de fetos e placenta após aborto.

Casos no Nordeste

                  O Ministério da Saúde também costuma apontar como evidência de que o Zika possa causar microcefalia o fato da região Nordeste, bastante afetada pelo vírus, também ter registrado um grande número de casos da malformação fetal. “No início de 2015, tivemos epidemia de zika no Nordeste. Nove meses depois, uma epidemia de microcefalia. Onde? Exatamente no Nordeste. Epidemiologicamente está estabelecida a relação”, disse o ministro à imprensa. Segundo Chiavegatto, pelos estudos feitos até agora, por enquanto sabemos, basicamente, que foi encontrado o vírus Zika no cérebro de bebês com microcefalia e que o Zika pode passar para a placenta da mãe e líquido amniótico. Para o professor da USP, porém, esses dados são inconclusivos.

                   Como alguns cientistas dessa linha mais cética costumam explicar, tais estudos mostram que o Zika estava no local do crime, mas não que cometeu o assassinato. Entre as evidências mencionadas por Chiavegatto que ainda precisam ser explicadas está o fato de a Colômbia ter registrado mais 7 mil grávidas com zika e, por enquanto, apenas um caso de microcefalia que poderia ser associada à doença.

                 “Mas é claro que também é possível que os casos de microcefalia estejam apenas começando a aparecer por lá, porque a epidemia de zika chegou mais tarde na Colômbia“, diz o professor. “Os dados colombianos também precisam ser tratados com rigor e precisamos estar abertos a todas as possibilidades.” Outra questão que ainda precisaria de resposta, segundo ele, seria o caso do Sergipe.

               Segundo uma reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo no domingo, o menor Estado da Federação tem, proporcionalmente a sua população, o maior número de casos registrados de microcefalia do país (192), mas nenhum caso confirmado de infecção por vírus Zika.

Subnotificação

                Alguns cientistas também questionam a possibilidade de se tirar qualquer conclusão com base nas estatísticas do governo para microcefalia, que para eles seriam falhas. Dois estudos publicados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e feitos na Paraíba e em Pernambuco sugerem que havia uma subnotificação de casos de microcefalia antes da epidemia de zika. Ou seja, menos casos eram informados às autoridades. O número oficial, geralmente usado na comparação, é de 150 casos por ano na fase pré-zika. Um desses estudos, por exemplo, avaliou bases de dados oficiais com informações de mais de 100 mil bebês nascidos na Paraíba e concluiu que até 8% das crianças registradas entre 2012 e 2015 se encaixavam nos critérios de diagnóstico de microcefalia.

              “Acho que o governo tem medo de errar, de voltar atrás. Então em vez de admitir o erro sobre a certeza (da relação causal entre zika e microcefalia) resolveu dobrar a aposta. Está causando alarde com a desculpa de que o alarmismo ajuda a prevenção – e acho que, de fato, ajuda. Mas gerar pânico com uma mentira também pode ter um custo bastante elevado”, diz Chiavegatto. O professor cita os bilhões de reais supostamente perdidos no Brasil e demais países atingidos com a queda no turismo. Também os casos de grávidas que, após pegarem zika, resolveram abortar em diversos países. “Imagine só como vai ficar a cabeça dessas mulheres mais para frente se ficar provado que a relação não era tão direta, por exemplo, que havia mais fatores envolvidos, ou que a relação causal não existia” afirma ele.”Por isso é essencial que a comunicação com a população seja feita de forma cuidadosa e bastante franca”, defende.

                Segundo o último balanço do Ministério da Saúde, já são 583 casos confirmados de bebês com microcefalia ou alterações no sistema nervoso central em 16 Estados do país. O Ministério da Saúde diz que está “se aprofundando na análise dos casos, além de acompanhar outras análises que vem sendo conduzidas pelos seus órgãos de pesquisa e análise laboratorial”.

               “O Governo Federal e representantes do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, na sigla em ingês), dos Estados Unidos, estão trabalhando em conjunto na análises desses materiais. O CDC é referência para a OMS em doenças transmissíveis”, diz uma nota do ministério.

Fonte – IHUSINOS

Crise alcança o mercado do sexo e a prostituição tem até promoções

            aldir

     È quase fim de tarde, e Sandra ainda não atendeu um cliente. Sentada na escada, ela mexe no celular para passar o tempo. Espera a chuva, o frio e a crise irem embora. Há tempos, a garota de programa não vê o antigo hotel, no centro de Taguatinga, tão vazio. “Está muito difícil. O mercado está parado. Não é mais como antigamente. Estamos até fazendo desconto para ver se o cliente fica”, conta a mulher de 31 anos. Para ela, 2015 foi o ano menos lucrativo desde que entrou para o mercado do sexo, há nove anos. “A crise atingiu a todos”, salienta. 

                Sandra lembra que, há dois anos, conseguia lucrar, no mínimo, R$ 6 mil por mês. Agora, lamenta: “Se eu faço R$ 3,5 mil é muito”. Segundo a garota de programa, os clientes estão sem dinheiro e pedem descontos. E, para não perder freguês, ela negocia: “Se for cliente antigo, faço mais barato. Por exemplo, normalmente, são R$ 65, com quarto no hotel, por uma hora. Se for uma pessoa antiga, amiga, digamos assim, tenho feito por até R$ 50. O que não dá é para perder os clientes”.

              Site de acompanhantes

              E na tentativa de não ficar para trás no mercado, Sandra apelou para sites que oferecem acompanhantes. Mas, para ela, não deu certo. “Eu estava em um que nos oferecia só R$ 50. Só que, em site, acaba saindo mais caro, porque tem o táxi, o motel. Mas eles insistiam em dar só R$ 50, Então, saí de lá, tirei meu perfil”, fala. O jeito foi voltar para as ruas, onde, segundo ela, perde-se menos dinheiro. “Aqui não tem no que gastar. O que vem é só para mim”, diz.

              Apesar de não haver dados oficiais revelando o quanto as profissionais desse mercado foram afetadas pela crise econômica, fato é que Sandra não é a única a reclamar. Quem está começando assegura que o mau momento econômico do País está, sim, afetando a libido dos brasileiros. “Os clientes preferem ‘carne nova’ e, mesmo assim, está bem complicado. Faz uns dois meses que comecei e, sinceramente, não sei se vou conseguir juntar dinheiro como queria”, desabafa Letícia, 29 anos.

              Natural de Goiás, a garota de programa conta que “Brasília tinha fama de ser um bom lugar para esse serviço”. Mas, por enquanto, a capital não a impressionou. “Esperava mais. Vim para cá achando que tiraria, pelo menos, R$ 5 mil. Meu máximo foram R$ 4 mil”, revela. Diferente de Sandra, ela não faz descontos. “A gente deve ser mais exigente. Ou tem ou não tem”, opina a acompanhante, que oferece seus serviços por meio de sites.

                  Anúncios em sites e jornais e cartão de crédito

                Outra garota de programa, que também trabalha por meio da internet, conta que “a clientela está mais reservada”. Segundo Mariana, de 38 anos, “as pessoas não estão mais querendo gastar com sexo. Querem pechinchar”, conta. Com os descontos, revela, o maior problema é que elas perdem valor de mercado. “Se a gente não ceder, acaba ficando sem. Mas tem cliente que quer descer tão baixo que, se cedermos, fazemos de graça. A crise realmente nos afetou”, completa.

                Para competir e não perder clientes, conta Mariana, o jeito foi colocar anúncios em sites e jornais. “Ou passar no cartão de crédito. Isso foi uma opção boa para mim”, revela. Os preços variam de R$ 150 até R$ 1 mil. “ A gente tem que se virar. Antes, eram R$ 2 mil determinado programa. Hoje, é mais barato. Tenho um agente que faz divulgação em sites, pelo Whatsapp. A gente procura diversificar”, ressalta.

             Segundo a presidente da Associação das Prostitutas de Minas Gerais (Aprosmig), Cida Vieira, apesar de 2015 ter sido um ano de conquistas para a categoria, a crise atingiu bastante o mercado do sexo. “Enfrentamos desafios e, para superar, investimos em parcerias como o uso da máquina de cartão de crédito. Hoje, um programa pode ser parcelado também, já facilita”, aponta.  Em Minas, ela conta que há semanas promocionais. “A gente orienta as meninas a negociarem. Os dias de desconto atraem mais clientes”, explica. Mas, para ela, não dá para acompanhar a inflação e o aumento de gastos.

Sex shops lançam novos produtos

              Uma outra área dentro do mercado do sexo também teve que se reinventar para enfrentar a crise sem perder a margem de lucro: os sex shops. De acordo com a presidente da Associação Brasileira das Empresas do Mercado Erótico e Sensual (Abeme), Paula Aguiar, em 2015, o ramo conseguiu ultrapassar, pelo menos, 3% de crescimento, o que é positivo diante do cenário do País.

            “Nós usamos a criatividade em 2015. Foram criados muitos produtos novos, inspirados no filme Cinquenta tons de cinza. Teve ainda a linha evangélica. Essa nova categoria de produtos comestíveis eróticos, com pó, bebidas e gotas, também deu uma reacendida”, conta.

             Para ela, justamente por conta da crise, muitos casais precisaram “fazer as pazes” durante o ano. Por isso, o setor investiu na reconciliação dessas pessoas. “Quando tem crise, há muito divórcio. Nós investimos para apoiar os casais nesse momento, preservando a intimidade e os ajudando a esquecer os problemas”, salienta a presidente da associação, Paula Aguiar.

Vendas online

            Para ela, o trabalho na internet também ajudou a salvar o ramo. “As revendedoras dos produtos focaram em vendas online. Isso foi relevante. Tivemos também um importante lançamento do energético erótico. Ele está fazendo muito sucesso e aumentou bastante as vendas do ano passado”, diz.

          A linha comestível erótica, destaca, foi a que mais vendeu em 2015. “Tivemos crescimento de 120% entre 2013 e 2015 nessa categoria de produto”, aponta.

Lojistas usam criatividade para crescer

            Mesmo com os números oficiais apontando um crescimento na área dos sex shops no Distrito Federal, quem está dentro das lojas assegura que o ano não foi tão fácil assim e que perdeu, em termos de lucro, para 2014.

           “Eu esperava mais. No Natal, por exemplo, tinha uma expectativa maior de vendas. Continuamos vendendo, sim, especialmente esses produtos menores, como géis, óleos, entre outros”, afirma Grazi Freire, de 30 anos, proprietária de uma boutique sensual no Sudoeste.

Alternativas

           Segundo a empresária, o jeito foi investir também na criatividade. Aí, começaram as vendas online.

            “Comecei a oferecer os produtos em um site e isso ajudou bastante. Além disso, faço chá de lingerie na própria loja. Comecei a focar mesmo em eventos. E, graças a Deus, deu certo”, comemora.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Moção de apoio de Rede Sindical Internacional as famílias quilombolas de Cruzeiro e ao Movimento Quilombola do Maranhão

            As organizações que compõe a Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Luta vêm a público manifestar irrestrita solidariedade a luta das famílias quilombolas do território Cruzeiro no município de Palmeirândia no estado do Maranhão/Brasil e ao Moquibom (Movimento quilombola do Maranhão) que estão sofrendo perseguições políticas e ameaças de eliminação física provenientes de jagunços, grandes fazendeiros, grupos políticos e jornalísticos da região.

Nos últimos 20 anos 144 lideranças do campo no Maranhão como quilombolas, indígenas e camponesas já foram mortos e tantos outros estão marcados para morrer. É obrigação da presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, e do governador do estado Maranhão, Flávio Dino (PC do B), intervir urgentemente na região para preservar a integridade física das famílias quilombolas e evitar que ocorra um banho de sangue conforme têm prometido os poderosos que se sentem no direito de agir por fora da lei, mas com total conivência do Tribunal de Justiça do Maranhão.

É preciso garantir, com a mesma urgência, a titulação dos territórios quilombolas bem como julgar e punir os grupos que pretendem arrancar do mapa da região as famílias quilombolas que no passado resistiram à escravidão e que hoje lutam pelo direito a terra e a vida. Exigimos ainda que o INCRA do Maranhão deixe de fazer manobras em favor dos fazendeiros e contra os quilombolas. Em caso de omissão, tanto a presidenta Dilma do Partido dos Trabalhadores (PT) como o governador Flávio Dino do Partido Comunista do Brasil (PC do B) serão os principais responsáveis por qualquer tragédia que venha ocorrer na referida região.

Solidariedade internacional! 01 de março de 2016

Assinam abaixo:

 

 Organizações da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e de Lutas è Central Sindical e Popular Conlutas (CSP-Conlutas) – Brasil. è Confederación General del Trabajo (CGT) – Estado Espanhol. è Union syndicale Solidaires (Solidaires) – França. International trade union network of solidarity and struggle Réseau syndical international de solidarité et de luttes Rede Sindical Internacional de solidariedade e de lutas Red sindical internacional de solidaridad y de luchas Rete sindicale internazionale di solidarietà e di lotta 2 è Confédération Générale du Travail du Burkina (CGT-B) – Burkina. è Confederation of Indonesia People’s Movement (KPRI) – Indonesia. è Confederación Intersindical (Intersindical) – Estado Espanhol è Syndicat National Autonome des Personnels de l’Administration Publique (SNAPAP) – Argélia. è Batay Ouvriye – Haiti. è Unione Sindacale Italiana (USI) – Italia. è Confédération Nationale des Travailleurs – Solidarité Ouvrière (CNT SO) – França. è Sindicato de Comisiones de Base (CO.BAS) – Estado Espanhol. èOrganisation Générale Indépendante des Travailleurs et Travailleuses d’Haïti (OGTHI) – Haïti. èSindacato Intercategoriale Cobas (SI COBAS) – Italie. è Confédération Nationale du Travail (CNT-f) – France. è Intersindical Alternativa de Catalunya (IAC) – Catalogne. è Union Générale des Travailleurs Sahraouis (UGTSARIO) – Sahara occidental. èEzker Sindikalaren Konbergentzia (ESK) – Pays basque. è Confédération Nationale de Travailleurs du Sénégal Forces du Changement (CNTS/FC) – Sénégal. è Independent Trade Unions for Egyptian Federation (EFITU) – Egypte. è Sindicato Autorganizzato Lavorator COBAS (SIAL-COBAS) – Italie. è General Federation of Independent Unions (GFIU) – Palestine. è Confederación de la Clase Trabajadora (CCT) – Paraguay. è Red Solidaria de Trabajadores – Perou Organizações nacionais è National Union of Rail, Maritime and Transport Workers (RMT/TUC) – Grande-Bretagne. èCentrale Nationale des Employés – Confédération Syndicale Chrétienne (CNE/CSC) – Belgique. è Sindicato Nacional de Trabajadores del Sistema Agroalimentario (SINALTRAINAL/CUT) – Colombie. è Fédération Générale des Postes, Telecom et Centres d’appel – Union Générale Tunisienne du Travail (FGPTT/UGTT) – Tunisie. èTrade Union in Ethnodata – Trade Union of Empoyees in the Outsourcing Companies in the financial sector – Grèce. èSyndicat national des travailleurs des services de la santé humaine (SYNTRASEH) – Bénin è Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (ASFOC-SN) – Brésil. è Organizzazione Sindicati Autonomi e di Base Ferrovie (ORSA Ferrovie) – Italie. è Union Nationale des Normaliens d’Haïti (UNNOH) – Haïti. è Confederazione Unitaria di Base Scuola Università Ricerca (CUB SUR) – Italie. è Confederazione Unitaria di Base Immigrazione (CUB Immigrazione) – Italie. è Coordinamento Autorganizzato Trasporti (CAT) – Italie. è Confederazione Unitaria di Base Credito e Assicurazioni (CUB SALLCA) – Italie. èSyndicat des travailleurs du rail – Union Nationale des Travailleurs du Mali (SYTRAIL/UNTM) – Mali. è Gıda Sanayii İşçileri Sendikası – Devrimci İşçi Sendikaları Konfederasyonu (GIDA-IŞ/DISK) – Turquie. è Syndicat National des Travailleurs du Petit Train Bleu/SA (SNTPTB) – Sénégal. èAsociación Nacional de Funcionarios Administrativos de la Caja de Seguro Social (ANFACSS) – Panama. è Conseil des Lycées d’Algérie (CLA) – Algérie. è Confederazione Unitaria di Base Trasporti (CUB Trasporti) – Italie. èSyndicat de l’Enseignement Supérieur Solidaire (SESS) – Algérie. è Palestinian Postal Service Workers Union (PPSWU) – Palestine. èUnion Syndicale Etudiante (USE) – Belgique. è Sindicato dos Trabalhadores de Call Center (STCC) – Portugal. è Sindicato Unitario de Trabajadores Petroleros (Sinutapetrolgas) – Venezuela. è Alianza de Trabajadores de la Salud y Empleados Publicos – Mexique. èCanadian Union of Postal Workers / Syndicat des travailleurs et travailleuses des postes (CUPW-STTP) – Canada. Organizações locais è Trades Union Congress, Liverpool (TUC Liverpool) – Angleterre. è Sindacato Territoriale Autorganizzato, Brescia (ORMA Brescia) – Italie. è Fédération syndicale SUD Service public, canton de Vaud (SUD Vaud) – Suisse è Sindicato Unitario de Catalunya (SU Metro) – Catalogne. è Türkiye DERİ-İŞ Sendikasi, Tuzla et Izmir (DERİ-İŞ Tuzla et Izmir) – Turquie. è L’autre syndicat, canton de Vaud (L’autre syndicat) – Suisse è Centrale Générale des Services Publics FGTB, Ville de Bruxelles (CGSP/FGTB Bruxelles) – Belgique 3 è Arbeitskreis Internationalismus IG Metall, Berlin (IG Metall Berlin) – Allemagne è Sindicato Unificado de Trabajadores de la Educación de Buenos Aires, Bahia Blanca -(SUTEBA/CTA de los trabajadores Bahia Blanca) – Argentine è Sindicato del Petróleo y Gas Privado del Chubut/CGT – Argentine. èUCU University and College Union, University of Liverpool (UCU Liverpool) – Angleterre. Organizações internacionais è Industrial Workers of the World – International Solidarity Commission (IWW) Correntes, tendências ou redes sindicais è Transnationals Information Exchange Germany (TIE Germany) – Allemagne. è Emancipation tendance intersyndicale (Emancipation) – France. è Globalization Monitor (Gmo) – Hong Kong. è Courant Syndicaliste Révolutionnaire (CSR) – France. è No Austerity – Coordinamento delle lotte – Italie. è Solidarité Socialiste avec les Travailleurs en Iran (SSTI) – France. è Basis Initiative Solidarität (BASO) – Allemagne. è LabourNet Germany – Allemagne. èResistenza Operaia – operai Fiat-Irisbus – Italie.

 

Vereador Estevão Aragão pede ao prefeito e a SMTT providências contra os acidentes no cruzamento das ruas Aririzal e Eurípedes Bezerra no Turu

     aldir

  O plenário da Câmara Municipal aprovou por unanimidade, o requerimento do vereador Estevão Aragão, que solicita providências ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior e a Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte, para os constantes acidentes de trânsito que estão se registrando no cruzamento das ruas do Aririzal com Eurípedes Bezerra. O vereador registrou na sua justificativa no plenário, que o problema assume proporções sérias com o considerável número de acidentes, relatando que ontem (01), um motociclista perdeu a vida em mais um dos sérios, registrados praticamente todos os dias. Ele disse que se faz necessário um estudo técnico por parte das autoridades com vistas a solução do problema, com a observância de que o tráfego é bem intenso no cruzamento, em decorrência do acesso a vários condomínios que foram sendo construídos sem planejamento de acesso a ruas e avenidas que poderiam ter espaços maiores para a circulação de veículos.

      Estevão Aragão foi mais além, para relatar que em São Luís já existe uma problemática séria na questão de acessos aos locais em que estão concentrados inúmeros empreendimentos imobiliários. Os empresários da construção civil procuram não disponibilizar áreas para facilitar vias de acessos aos próprios empreendimentos e os órgãos que aprovam projetos e emitem licenças deixam muito a desejar no que reside a  fiscalização e aos problemas que irão surgir a partir das ocupações dos prédios ou residências, afirmou o vereador.

Câmara de São Luís aprova título de cidadão para presidente nacional da OAB

           Na segunda-feira, (29), a Câmara Municipal de São Luís aprovou o projeto de decreto legislativo que concede ao presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Furtado Coelho, o título de cidadão ludovicense. A proposição, de autoria do vereador Fábio Câmara (PMDB), foi aprovada por unanimidade. A data da cerimônia ainda não foi agendada pela Casa.

            Marcus Vinícius nasceu no município de São João dos Patos, interior maranhense, e graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Piauí, onde obteve a aprovação, em primeiro lugar, na seleção para professor de Direito Público.
Na justificativa para homenagear o advogado, Fábio Câmara lembrou que é um orgulho para o povo maranhense ter um filho desta terra no comando de uma das instituições mais forte do país.

           Além de presidente do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinícius foi secretário-Geral da entidade, Conselheiro Federal e presidente da Comissão de Legislação da OAB Nacional à época da aprovação e sanção da lei da inviolabilidade do direito de defesa. Foi coordenador Nacional do Exame de Ordem Unificado, membro da Comissão de Juristas que elaborou o projeto de novo Código de Processo Civil e membro da Comissão do Senado para o novo Código Eleitoral. Membro do Instituto dos Advogados Brasileiros, no qual integra a Comissão de Direito Constitucional. Membro do Instituto Brasileiro de Direito Eleitoral – IBRADE. Foi representante do Conselho Federal da OAB no diálogo com o Supremo Tribunal Fe deram (STF) sobre Repercussão Geral.

Fonte – Diret – Comunicação – CMSL

É altamente precário o abastecimento d’agua no bairro da Liberdade

             aldir

  A foto é de uma bomba utilizada por vários moradores do bairro da Liberdade, nos dias em que há bombeamento para a comunidade. A princípio se tem a ideia de que uma bomba venha a beneficiar apenas uma residência, mas a na realidade o espírito solidário dos moradores, chega até mais de meia  dúzia de casas, algumas com mais de uma família. A verdade é que as famílias conseguem água apenas  com as bombas gastando também energia, e são muitas espalhadas em todo o bairro.

               Lideranças do grupo Desperta Liberdade, dizem que o problema é sério e grave e já foi discutido com autoridades, que ficam na promessa até um novo pleito eleitoral. Estamos nos organizando à espera desses políticos, que não têm respeito ao direito constitucional da população, que é o de ter saneamento básico com serviços de qualidade. O nosso grupo não pede nada individual para os políticos, queremos deles apenas a garantia dos nossos direitos como comunidade, o que infelizmente não vem sendo honrado.

              O grupo Desperta Liberdade, diante da precariedade e das pessoas não terem a mínima informação sobre a qualidade da água que estão consumindo devem recorrer a Defensoria Pública em nome das famílias pobres das comunidades do bairro da Liberdade para acionar instituições públicas estaduais e municipais em busca de garantias dos seus direitos e da dignidade humana, afirmam as lideranças.

Por não ter produção e por conta dos valores das tarifas de energia elétrica e do frete o preço da banana disparou no mercado

aldir

Em algumas redes de supermercados da capital, o quilograma da banana pacovan e da pratinha já ultrapassou o valor dos quatro reais. A banana maçã já pode ser encontrada até por sete reais o quilo e a nanica passou a ser preferida dos consumidores em decorrência do preço variar entre R$ 2,80 e R$ 3,50, Nas feiras e mercados, o produto é comercializado em dúzias, quando se pode encontrar a pacovan e a pratinha por preços que variam entre cinco e seis reais e maçã entre sete e oito reais.
O infelizmente o Maranhão continua sendo um dos estados que mais importa alimentos, decorrente da sua produção ser bastante insignificante e que na maioria das vezes não dá para atender a demanda dos próprios municípios. A elevação do preço da banana é que o produto é importado do Ceará, Bahia, Pernambuco e Paraíba e houve um reajuste no frete e as tarifas da energia elétrica concorreram para o aumento. A banana antes de ser comercializada pelos importadores leva entre 24 e 48 horas armazenada em câmaras frigoríficas, o que concorre para o amadurecimento do produto. Os distribuidores informam, que se realmente o governo retirar a famosa bandeira das contas de energia, o produto poderá sofrer uma pequena redução.
A Agricultura Familiar no Maranhão nunca respondeu pela produção de alimentos, por ser bastante reduzida e principalmente pela falta de assistência técnica e de uma politica efetiva estadual e federal para a reforma agrária. A agricultura familiar subsiste apenas nos discursos e em convênios milionários que nem os reflexos chegam às famílias pobres do campo, as quais não possuem terras e nem alimentam sonhos. Quando eram posseiras, viviam como pobres, depois que foram expulsas por políticos, grileiros e pelo agronegócio passaram a miseráveis e assim passaram a integrar o grande exército de miseráveis e excluídos que estão por todo esse Maranhão.