Ministro Alexandre de Moraes jogou no lixo 383 votos e fechou o Congresso

Parlamentares estão indignados com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, nesta quarta (16).  O magistrado decidiu manter o decreto do governo Lula que aumentou o Imposto de Operações Financeiras (IOF).

Um texto publicado pelo deputado Alexandre Ramagem demonstra com clareza o sentimento que que reina no parlamento brasileiro: “Em resposta ao questionamento aberto pelo governo no Supremo, Moraes entendeu que o decreto do presidente da República que mexia na alíquota do IOF estava de acordo com a Constituição.

Um único ministro, monocraticamente, em uma cautelar, decidiu validar o Decreto do Lula sobre o IOF. Então, não estamos em uma juristocracia?

Atropelou a decisão do Congresso Nacional e o voto da maioria de deputados e senadores. Primeiro inventou uma conciliação, criando audiência para (pasmem) presidir matéria de outros poderes.

Ao final, subverte o art. 49, V, da Constituição, descartando o poder legislativo como soberano para decidir, em controle político, quando o executivo extrapola seu exercício de regulamentação. Decidiu não haver desvio de finalidade na alteração de alíquotas e incidência do IOF, e pronto. Está validado, mais impostos do PT, pela vontade do ungido iluminado, contra todo parlamento. Há ainda dúvidas de que o poder judiciário desvirtua suas competências e concentra os poderes de Estado se colocando acima dos demais? Ao legislativo ainda cabe a iniciativa de retorno à ordem constitucional e acabar com todas essas arbitrariedades. Há instrumentos para tanto.

Do contrário, fechem as portas.”

Jornal da Cidade Online

Desembargadora Oriana Gomes recebeu merecida homenagem na sessão da sua aposentadoria do TJMA

Cerimônia conduzida pelo presidente Froz Sobrinho destacou o legado da magistrada e reuniu familiares, colegas, amigos(as), servidores(as) e autoridades para celebrar sua atuação profissional e humana.  O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) realizou, nesta quarta-feira (16/7), uma sessão solene em homenagem à desembargadora Oriana Gomes, que se aposenta na magistratura após uma carreira marcada por dedicação, conhecimento jurídico e compromisso com a Justiça. A cerimônia foi conduzida pelo presidente do TJMA, desembargador Froz Sobrinho, e reuniu familiares, colegas magistrados e magistradas, representantes do Ministério Público, docentes, servidores(as) e amigos(as) da homenageada.

A primeira a prestar homenagem foi a ex-procuradora-geral de Justiça, Elimar Figueiredo de Almeida Silva, que lembrou o início da trajetória da desembargadora, ainda como promotora de Justiça em Barreirinhas. “Como era de se esperar, a juíza Oriana Gomes construiria uma carreira sólida e respeitada pautada pela aplicação justa e imparcial da lei”, afirmou, destacando que “perdeu o Ministério Público, ganhou a magistratura”.

Em seguida, o professor doutor Alberto Tavares Vieira da Silva compartilhou memórias da atuação de Oriana Gomes como professora e formadora de gerações. Emocionado, disse: “O conhecimento que adquiriu na profissão, o conhecimento de juíza, ela o transmitiu através da sua condição de professora e formou gerações. A figura da professora se aliou à grande juíza.”

A procuradora de Justiça Regina Maria da Costa Leite também expressou reconhecimento: “Testemunhei de perto a sua vocação, seriedade, competência e comprometimento com a Justiça. Parabenizo pelos anos dedicados à magistratura do Maranhão, desejando muita saúde e felicidade nessa nova fase da vida, com a merecida aposentadoria, um coroamento de uma grande trajetória marcada pelo zelo e compromisso perante a nossa Justiça”.

Representando as desembargadoras do TJMA, a desembargadora Márcia Chaves descreveu Oriana como uma mulher virtuosa e símbolo de superação. “A senhora é exemplo de profissional batalhadora, dedicada, impoluta, e isso é motivo de muito orgulho para a magistratura do Maranhão”, declarou, visivelmente emocionada.

O desembargador Raimundo Neris Ferreira, representando o TJMA, destacou a trajetória marcada por integridade e empatia da magistrada. “Sua presença sempre foi sinônimo de lucidez, equilíbrio e inarredável respeito ao devido processo legal”, afirmou.

A sessão também contou com homenagens do desembargador Ronaldo Maciel, que compartilhou experiências vividas ao lado da colega, e da assessora Tácita Duarte, que, em nome dos servidores e servidoras, exaltou a humanidade e generosidade de Oriana. “É a pessoa que entra todos os dias perguntando como estamos, se preocupando com nossos filhos, nossas mães, nossos problemas e que nunca deixa de ver a necessidade do outro e se importar de verdade com as pessoas”, disse a servidora, em discurso emocionado.

Ao final, a desembargadora Oriana Gomes agradeceu pelas homenagens recebidas: “Gratidão é a palavra que vai marcar este dia. Gratidão a Deus, ao Arquiteto do Universo, e a todos os colegas e servidores(as) que caminharam ao meu lado”, declarou. Ela também destacou o fato de finalizar sua trajetória na magistratura durante a atual gestão do TJMA, presidida pelo desembargador Froz Sobrinho, que é marcada como exemplo de aproximação com a sociedade — exatamente como sempre idealizou ao longo de sua carreira: “Um Judiciário que chega até o povo”. Trajetória de Vida e atuação profissional digna e exemplar

Natural de São Luís (MA), Oriana Gomes nasceu em 29 de julho de 1949. É graduada em Pedagogia (1977) e Direito (1980) pela UFMA, e possui especializações em Direito Público, Ciências Criminais e Direito Constitucional. Ingressou no serviço público em 1974 e, ao longo da carreira, atuou como Oficiala de Justiça, promotora de Justiça, juíza de direito e professora da UFMA por 26 anos, onde lecionou Direito Público. Em janeiro de 2024, assumiu o cargo de desembargadora do TJMA, coroando décadas de atuação comprometida com o serviço público.

Exerceu diversas funções de destaque, como diretora do Fórum Eleitoral do Maranhão (2008/2009), juíza auxiliar da Corregedoria-Geral de Justiça, e professora das escolas superiores da Magistratura e do Ministério Público. Também participou ativamente de entidades jurídicas e educacionais, sendo madrinha de várias turmas de formandos em Direito. Aposenta-se como exemplo de integridade, sensibilidade e entrega à causa da Justiça, deixando um legado que inspira futuras gerações de operadores e operadoras do Direito.

Agência TJMA de Notícias

 

“STF é poodle com ladrões, e pitbull com quem picha estátua,” diz o ex-procurador e Deltan Dallagnol

O ex-procurador e ex-deputado, Deltan Dallagnol, usou suas redes sociais para cobrar o STF sobre punições para os envolvidos no esquema de propinas na liberação de emendas parlamentares no Ceará. Na publicação, Deltan contrastou a postura “leniente” da Corte para com corruptos e a severidade demonstrada contra os manifestantes do 8 de janeiro de 2023.

“O STF é um poodle com os ladrões e um pitbull com quem picha uma estátua. Muitos deputados pedem “volta” de emendas, desviando milhões para o seu bolso dos mais de 30 milhões que gerenciam por ano. 

A reportagem cita um percentual entre 6 e 12%, mas fala-se de 20%. Para quem rouba, não tem prisão, não tem ação penal em tempo recorde, não tem pena de 14 ou 17 anos. Tem leniência, demora, acordo de não persecução e prescrição… tem impunidade”, disse. A fala é uma referência à cabeleireira Débora Rodrigues, que foi condenada a 14 anos de prisão após pichar a estátua da Justiça com a frase “Perdeu, Mané”, durante os atos do 8 de janeiro de 2023.

Jornal da Cidade Online

Lula e o “Supremo Tribunal de Moraes” entram em alerta com as críticas do Departamento de Estado dos EUA

Em meio à crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, o governo Lula e o STF foram duramente criticados pelo Departamento de Estado norte-americano. O subsecretário Darren Beattie chamou o STF de “Supremo Tribunal de Moraes” e afirmou que os EUA estão atentos aos ataques contra Jair Bolsonaro e à liberdade de expressão no Brasil.

Uma verdadeira “bomba” nos planos do “sistema” contra o ex-presidente.

No mesmo dia, a PGR pediu a condenação de Bolsonaro por suposta tentativa de golpe — coincidência?

E é nesse cenário que surge o livro que está tirando o sono do PT: “O Homem Mais Desonesto do Brasil – A verdadeira face de Luiz Inácio Lula da Silva”.

A obra revela os bastidores sombrios da vida de Lula — contradições, interesses e tudo que tentam esconder. Essa obra impactante está desafiando o silêncio imposto pela censura e revela detalhes inconfessáveis da trajetória de Lula, figura que há décadas se apresenta como defensor do povo, mas que carrega consigo uma série de contradições e atitudes que colidem frontalmente com seus discursos públicos.

Jornal da Cidade Online

Depois de ameaçar embate sobre o tarifaço de Trump, Brasil pede ao EUA diálogo sobre os 50% nas exportações

Carta assinada por Alckmin e Mauro Vieira foi entregue pela embaixada do Brasil em Washington, com a participação das Câmaras de comércio nos EUA e no Brasil com pedido de suspensão da taxa de 50% para produtos de exportação. A embaixada do Brasil em Washington protocolou uma carta junto ao governo dos Estados Unidos, nesta quarta-feira (16), pedindo a retomada do diálogo técnico sobre a suspensão das tarifas de 50% impostas às exportações brasileiras. A previsão é de que a taxação entre em vigor em 1º de agosto. O documento é assinado pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

Nesta quarta-feira, o vice-presidente conduziu a segunda rodada de reuniões com o setor produtivo para debater os impactos da tarifa. Alckmin disse que o Brasil vai explicar aos Estados Unidos os pontos citados na investigação comercial aberta pelo governo Donald Trump contra o Brasil. O Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR) abriu processo e vai apurar se as práticas listadas são consideradas desleais. Na terça-feira (15), a U.S. Chamber of Commerce e a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) divulgaram nota conjunta na qual solicitam ao presidente Trump a suspensão das tarifas. No documento, as Câmaras de Comércio pedem que os governos dos dois países se engajem em negociações de alto nível porque a imposição pode causar graves danos tanto às relações econômicas entre Estados Unidos e Brasil, quanto aos consumidores finais. 

As instituições afirmam que mais de 6,5 mil pequenas empresas nos Estados Unidos dependem de produtos importados do Brasil e que 3,9 mil empresas norte-americanas têm investimentos no país. Além disso, o Brasil está entre os dez principais mercados para exportações dos Estados Unidos e é destino, a cada ano, de cerca de US$ 60 bilhões em bens e serviços norte-americanos.

Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o posicionamento dos grupos empresariais é “estratégico e emblemático”. “A manifestação da U.S. Chamber e da Amcham deixa claro que não estamos sozinhos. Contar com a voz ativa de líderes empresariais dos Estados Unidos fortalece nossas negociações e evidencia que essa medida é danosa não só para o Brasil”, afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI.

Alban destaca que, se entrar em vigor, a tarifa pode gerar perda de mais de 110 mil empregos na indústria brasileira, ao mesmo tempo em que coloca em risco cadeias produtivas e pequenas empresas norte-americanas, que dependem de insumos brasileiros. O presidente da CNI também tem defendido a resolução diplomática entre os países. “É essencial mantermos um tom técnico e construtivo, não político. Defendemos que o governo americano revogue a tarifa ou, no mínimo, adie sua entrada em vigor por 90 dias, permitindo um debate mais racional e equilibrado sobre seus impactos”, disse. 

EUA é o país mais prejudicado com aumento de tarifas

Os Estados Unidos tendem a ser os mais prejudicados com a escalada protecionista da Casa Branca, mostra levantamento feito pela CNI. As estimativas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano pode encolher 0,37% em razão das tarifas adotadas contra o Brasil, a China e outros 14 países, além das taxas adicionais sobre as importações de automóveis e aço de qualquer origem. O panorama foi feito com base em dados do IBGE, da UFMG e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Para o Brasil e a China, o impacto estimado é uma retração de 0,16% no PIB de cada país. O tarifaço ainda pode afetar a economia global, com uma queda de 0,12% no PIB mundial e uma redução de 2,1% no comércio internacional – o equivalente a US$ 483 bilhões.

BRASIL 61

Ministro Alexandre de Moraes desrespeita decisão do Poder Legislativo e favorece o Executivo restaurando o IOF

Mais uma vez o STF interfere e desrespeita decisão do Poder Legislativo pela Câmara e Senado para favorecer ao Executivo, se posiciona contra os pobres brasileiros que serão atingidos pelo imposto do IOF. Com uma canetada Alexandre de Moraes determinou a eficácia do IOF, impondo a ditadura da toga. Uma grande parceria que fica cada vez evidente entre o Executivo e o Judiciário. Infelizmente, em detrimento do povo. O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (16) o retorno da eficácia do decreto que aumentou a alíquota do IOF (Imposto de Operações Financeiras).

Com isso, o decreto legislativo aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado no mês passado deixa de ter validade e restabelece-se a decisão original do governo. A única ponderação feita por Moraes diz respeito à operação do varejo.

“O decreto presidencial, no tocante à ampliação da hipótese de incidência por meio da inclusão de novas operações no fato gerador do tributo, incorreu em inconstitucionalidade ao pretender expandir a hipótese de incidência do IOF, naquilo em que determinou a equiparação das operações de ‘risco sacado’ ao fato gerador do imposto”, afirmou o ministro na decisão.

Jornal da Cidade Online e AFD

Plataformas Trump Media e Rumble fazem nova acusação contra Alexandre de Moraes na Justiça da Flórida nos EUA

Em meio à crescente tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos, a plataforma Rumble e a Truth Social, empresa ligada ao presidente norte-americano Donald Trump, acusaram o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de agir por motivação política ao determinar o bloqueio de contas e a entrega de dados do comentarista político Rodrigo Constantino. A denúncia foi apresentada em nova petição enviada à Justiça da Flórida nesta quarta-feira (16).

Segundo a peça, obtida pelo site Metrópoles, a defesa das empresas norte-americanas considera a ordem do magistrado brasileiro um caso explícito de abuso de autoridade. “Essa ordem sigilosa enviada à Rumble é um exemplo clássico de abuso de autoridade: ordenar que uma empresa americana silencie um cidadão americano, entregue seus dados pessoais e mantenha tudo em segredo — sob pena de multas diárias altíssimas”, afirmou Martin de Luca, advogado da Rumble Inc.

O argumento central da petição é que a decisão de Moraes teria sido uma reação à tarifa de 50% imposta por Trump sobre produtos brasileiros no início do mês. Para os advogados, o ministro teria agido poucos dias depois da medida tarifária e da publicação de uma carta do presidente dos EUA criticando ações de censura no Brasil.

“Moraes fez isso poucos dias depois da carta do presidente Trump alertando sobre censura e tarifas. Isso não parece justiça legítima — parece uma jogada pessoal de poder. E, até onde sabemos, ninguém no governo brasileiro ou no STF se opôs ao que ele fez, ou sequer sabia da ordem”, declarou Luca.

A ordem judicial brasileira, emitida em 11 de julho, exigia da Rumble o bloqueio de contas associadas a Rodrigo Constantino e a entrega dos dados vinculados a esses perfis. Constantino, que tem dupla cidadania, também é cidadão norte-americano. O não cumprimento da ordem acarretaria uma multa diária de R$ 100 mil — cerca de US$ 20 mil. Rumble Inc. e Truth Social já haviam recorrido à Justiça americana, alegando que a solicitação brasileira não foi feita por meio dos canais legais e diplomáticos apropriados, como tratados internacionais ou notificação prévia ao governo dos EUA.

Jornal da Cidade Online

 

Sérgio Moro sobre o STF anular as penas do corrupto Alberto Youssef: “reforçam a impunidade” no Brasil

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) afirmou que as anulações feitas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dos processos contra corrupção na Operação Lava Jato, refletem a “inversão de valores” e “reforçam a impunidade” no Brasil. O manifesto foi publicado em suas redes sociais, nesta terça-feira (15) após a decisão do ministro Dias Toffoli de anular todos os atos impugnados da Operação Lava Jato contra o doleiro Alberto Youssef, principal nome da investigação na época, ligado à corrupção.

“A anulação dos processos da Lava Jato, desta feita em relação a Alberto Youssef, reflete a inversão de valores morais pela qual o Brasil passa, reforça a impunidade e abre portas para novos escândalos como o do roubo dos aposentados e pensionistas do INSS”, disse o senador no X (antigo Twitter).

Ainda na postagem, o senador disse que as anulações abrem caminho para novos escândalos, como o rombo no INSS, que fez descontos indevidos em pagamentos de aposentados e pensionistas. Sergio Moro era o juiz na 13ª Vara Criminal da Justiça Federal do Paraná e deferiu grande parte das ações penais contra os investigados. Moro emitiu a primeira sentença ao presidente Lula (PT), no caso do tríplex do Guarujá, que em seguida foi anulada pelo STF.

Moro operou as investigações da Lava Jato de 2014 a 2018, resultando em um convite para ser o ministro da Justiça no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Operação Lava Jato foi deflagrada em março de 2014 e foi protagonista na desarticulação de um dos maiores escândalos de corrupção da história do Brasil. O esquema envolvia crimes como desvio e lavagem de dinheiro, envolvendo grandes estatais, como a Petrobras. A investigação agia também contra políticos e empreiteiras do país.

Canetada de Toffoli

O ministro da Suprema Corte Dias Toffoli afirmou que o doleiro foi alvo de “conluio” entre a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e Sergio Moro. O ministro da Suprema Corte destaca que o processo contra o doleiro tinha “cartas marcadas”, com o objetivo de garantir as condenações dos investigados. Toffoli afirma que Sergio Moro (União Brasil-PR), articulou medidas com procuradores para condenar Youssef, comprometendo seu direito a um julgamento imparcial.

“A parcialidade do juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba extrapolou todos os limites, porquanto os constantes ajustes e combinações realizados entre o magistrado e o Parquet e apontados acima representam verdadeiro conluio a inviabilizar o exercício do contraditório e da ampla defesa pelo requerente”, argumenta Toffoli.

Diário do Poder

Defensoria Pública do Maranhão denúncia Golpe: Bandidos se dizem defensores para fazer extorsões

Em razão do crescimento no número de golpes aplicados à população por pessoas se fazendo passar por defensores públicos e demais colaboradores da instituição, a Defensoria Pública do Estado (DPE/MA) intensificou o trabalho de divulgação contra esse tipo de prática ilegal, alertando os assistidos para ficarem atentos a cobranças e solicitações indevidas de dados bancários. A DPE/MA não cobra por nenhum procedimento. O atendimento é totalmente gratuito em todas as etapas do processo, do início à conclusão.

Recentemente, chegaram ao conhecimento da DPE novos casos de assistidos que foram contatados por pessoas se passando por defensores públicos. Felizmente, os assistidos buscaram os canais oficiais da Defensoria Pública e confirmaram que as situações se tratavam de golpes.

Em um dos casos, o golpista entrou em contato com um assistido pelo WhatsApp dizendo ser um dos defensores estaduais. Na conversa, ele repassa ao assistido o número do processo movido na Justiça por meio da Defensoria, informa que foi dado ganho de causa e pergunta se pode fazer uma ligação, possivelmente para pedir pagamentos para liberar o valor da causa.

Informação do defensor público-geral do Estado do Maranhão, Gabriel Furtado, a orientação é que, diante de uma situação dessas, as pessoas sempre desconfiem de qualquer solicitação de pagamento. Para confirmar que o caso se trata de um golpe, os assistidos devem utilizar os canais oficiais da instituição, comparecer pessoalmente às unidades de atendimento ou buscar a vara onde tramita o processo.

“O nosso atendimento é inteiramente gratuito. Por isso, a Defensoria Pública recomenda que a população fique atenta aos contatos suspeitos e que não responda a conteúdos duvidosos. Caso receba alguma cobrança indevida ou pedido de dados bancários, faça uma denúncia mandando uma mensagem pelo WhatsApp para (98) 99242-0257”, declara o defensor-geral Gabriel Furtado.

INFORMAÇÕES

Para atendimento inicial em São Luís, os assistidos e assistidas podem entrar em contato com a instituição por meio do telefone (98) 2055-3010 ou pelo WhatsApp (98) 99181-2373. Os números de todos os Núcleos Regionais do interior do Estado e Especializados podem ser consultados no site da Defensoria Pública do Estado do Maranhão: https://defensoria.ma.def.br/dpema/portal/locais-de-atendimento. Já as informações sobre processos que já tramitam na Justiça podem ser obtidas pelo Ligue 129 ou pelos números de Telegram (98) 99241-9770 (Cível e Família) ou (98) 99242-1930 (Criminal).

Assessoria de Comunicação da DPE-MA

 

O petismo estacionou o Brasil no 8 de janeiro

 

                                                                                                                                            * Percival Puggina

E jogou fora a chave. Há dois ano e meio, Lula e seus companheiros têm um único assunto. É um pacote, que inclui os supostos crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa e deterioração de patrimônio público atribuídos às pessoas envolvidas nas ocorrências do dia 8 de janeiro de 2023.

Ali, o novo governo estacionou e envelheceu com as próprias artimanhas. Toda a energia de que dispusesse foi lançada na difusão de uma narrativa para combater seus fantasmas: o bolsonarismo, a direita e o suposto golpismo. Nada mais relevante do que usar o episódio para destruir os adversários.

Governar resumiu-se a espremer ainda mais um limão já ressequido. Refiro-me à empobrecida nação brasileira, que hoje ocupa o 87º lugar no ranking mundial do PIB per capita. Em 1984, nossa posição era a 40ª. Tal decadência, porém, não importa. Aliás, nada mais importa se a base do governo no Congresso Nacional puder sobreviver mediante emendas parlamentares, se a turma de rabo preso se sentir resguardada por seu “bom comportamento”, se o dito “Poder Executivo” preservar seu apoio no STF, se o business não for prejudicado e se a população miserável, cultivada como base do poder político, puder ser demograficamente ampliada com vista ao pleito de 2026.

Fosse o Brasil um paciente, seu boletim médico falaria em vida vegetativa instalada no dia 8 de janeiro de 2023. Mais de 200 milhões de brasileiros querem encerrar esse ciclo vicioso e viciante, mas a organização que segura o leme precisa do assunto para que sua inércia perante os males nacionais e os novos escândalos não transpareçam à opinião pública. Precisa desse funeral da Política e do Direito, da Constituição e de suas instituições, que nos é proporcionado todo santo dia.

Vivemos horas decisivas. Ficou perfeitamente audível que a base do governo acelerou o ritmo da vitrola. Apareceu algo seriíssimo no horizonte. É positivo? Não, é muito negativo, mas acrescenta um inimigo externo a enfrentar e – maravilha! – o petismo percebe que, com apoio do Consórcio Goebbels, dá para pôr na conta de suas vítimas cotidianas.

Apesar de ser tratado por Lula como um inimigo gratuito, por palavras e ações, a carta de Trump deixa bem claras suas motivações e seu interesse em ouvir o que o governo brasileiro tem a dizer. Nosso destino, porém, reservou este momento à presidência de um parlapatão, bravateiro, profissional da mistificação e dos péssimos conselheiros, limo que cresce à sua sombra. Trump chamou Lula para negociar, colocou uma cervejinha sobre a mesa e Lula, que se vê como player de sei lá que jogo, xinga de longe, fazendo cenas grosseiras para faniquitos do que resta de sua torcida.

*Percival Puggina é arquiteto, empresário, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org),