Sérgio Moro sobre o STF anular as penas do corrupto Alberto Youssef: “reforçam a impunidade” no Brasil

O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) afirmou que as anulações feitas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dos processos contra corrupção na Operação Lava Jato, refletem a “inversão de valores” e “reforçam a impunidade” no Brasil. O manifesto foi publicado em suas redes sociais, nesta terça-feira (15) após a decisão do ministro Dias Toffoli de anular todos os atos impugnados da Operação Lava Jato contra o doleiro Alberto Youssef, principal nome da investigação na época, ligado à corrupção.

“A anulação dos processos da Lava Jato, desta feita em relação a Alberto Youssef, reflete a inversão de valores morais pela qual o Brasil passa, reforça a impunidade e abre portas para novos escândalos como o do roubo dos aposentados e pensionistas do INSS”, disse o senador no X (antigo Twitter).

Ainda na postagem, o senador disse que as anulações abrem caminho para novos escândalos, como o rombo no INSS, que fez descontos indevidos em pagamentos de aposentados e pensionistas. Sergio Moro era o juiz na 13ª Vara Criminal da Justiça Federal do Paraná e deferiu grande parte das ações penais contra os investigados. Moro emitiu a primeira sentença ao presidente Lula (PT), no caso do tríplex do Guarujá, que em seguida foi anulada pelo STF.

Moro operou as investigações da Lava Jato de 2014 a 2018, resultando em um convite para ser o ministro da Justiça no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Operação Lava Jato foi deflagrada em março de 2014 e foi protagonista na desarticulação de um dos maiores escândalos de corrupção da história do Brasil. O esquema envolvia crimes como desvio e lavagem de dinheiro, envolvendo grandes estatais, como a Petrobras. A investigação agia também contra políticos e empreiteiras do país.

Canetada de Toffoli

O ministro da Suprema Corte Dias Toffoli afirmou que o doleiro foi alvo de “conluio” entre a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e Sergio Moro. O ministro da Suprema Corte destaca que o processo contra o doleiro tinha “cartas marcadas”, com o objetivo de garantir as condenações dos investigados. Toffoli afirma que Sergio Moro (União Brasil-PR), articulou medidas com procuradores para condenar Youssef, comprometendo seu direito a um julgamento imparcial.

“A parcialidade do juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba extrapolou todos os limites, porquanto os constantes ajustes e combinações realizados entre o magistrado e o Parquet e apontados acima representam verdadeiro conluio a inviabilizar o exercício do contraditório e da ampla defesa pelo requerente”, argumenta Toffoli.

Diário do Poder

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