Conta de luz mais cara do governo Lula: ANEEL aciona bandeira vermelha 2 para o mês de agosto

Acréscimo de R$ 7,87 por 100 kWh será aplicado devido à baixa nos reservatórios e ao uso de fontes de energia mais caras. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) informou, na última sexta-feira (25), o acionamento da Bandeira Vermelha no patamar 2. A medida adiciona R$ 7,87 à conta de luz para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos no mês de agosto. O principal fator para o aumento segundo o governo Lula, é a redução na afluência de rios e reservatórios, que está abaixo da média esperada. Essa condição reduz a capacidade de geração de energia das usinas hidrelétricas e exige a ativação de fontes mais caras, como as usinas termelétricas.

Com a entrada em vigor da Bandeira Vermelha no patamar 2, a ANEEL reforça a importância do consumo consciente de energia elétrica. “A economia de energia contribui para a preservação dos recursos naturais e para a sustentabilidade do setor elétrico como um todo”, justifica a Agência.

O que são as bandeiras tarifárias e como elas impactam a conta de luz?

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) implementou em 2015 o sistema de bandeiras tarifárias para tornar mais transparente o custo da geração de energia elétrica no Brasil. O modelo funciona como um sinalizador mensal, que informa se o valor de produção está alto ou baixo e se haverá acréscimos na conta de luz.

Antes da adoção, as variações que ocorriam nos custos de geração de energia, para mais ou para menos, eram repassados até um ano depois, no reajuste tarifário seguinte. Assim como um semáforo, o sistema de bandeiras tarifárias usa as cores verde, amarela e vermelha para indicar diferentes níveis de custo.

 São elas:

  • Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;
  • Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido;
  • Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$4,46 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumido;
  • Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.

As informações são da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

 

Flavio Dino acusa Trump de ‘sequestro econômico’ por pressão contra STF

Ministro do Supremo critica tarifas dos EUA e afirma que coação externa busca influenciar decisões sobre Bolsonaro. Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou recentemente a tentativa de ingerência de governos estrangeiros sobre decisões judiciais brasileiras, qualificando o episódio como uma forma inédita de “sequestro da economia de uma nação”. Ele alertou que esse tipo de pressão configura algo sem precedentes na ordem constitucional mundial.

Durante o voto na Primeira Turma do STF, Dino apoiou a manutenção das medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar e proibição de contato com autoridades estrangeiras. Segundo o ministro, essas ações representam “coação inédita” sobre o Judiciário brasileiro.

O ministro responsabilizou diretamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, argumentando que a medida serviria como retaliação política e condicionamento ao arquivamento do processo penal contra Bolsonaro. Dino declarou que isso equivaleria a exigir um “resgate” ao STF para encerrar o caso.

Flávio Dino afirmou ainda que cidadãos brasileiros que participam dessas tentativas de coação estariam trilhando um caminho que se aproxima da “traição à pátria”. Ele defendeu que a independência do Judiciário é um direito fundamental do povo brasileiro, que não pode ser subordinado a interesses externos.

O julgamento segue na Primeira Turma da Corte, que deve referendar ou não a decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes. Até agora, o STF mantém as restrições a Bolsonaro, enquanto Flávio Dino reafirma que as pressões econômicas externas não podem interferir na atuação institucional da Justiça brasileira.

Diário do Poder

Desembargadores do TJMA são denunciados por corrupção na venda de sentenças

*Do Blog do José Linhares

PGR acusa quatro desembargadores, dois juízes e outros 23 investigados por esquema de liberação rápida e suspeita de desvios que chegam a R$ 50 milhões. O Ministério Público Federal (MPF) denunciou quatro desembargadores, dois juízes de primeiro grau e mais 23 investigados por envolvimento em suposto esquema de corrupção no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).

A acusação faz parte da Operação 18 Minutos, deflagrada pela Polícia Federal. A Procuradoria estima prejuízos de até R$ 50 milhões aos cofres públicos. De acordo com a denúncia, os desembargadores Antonio Pacheco Guerreiro Júnior, Luiz Gonzaga Almeida Filho, Marcelino Everton Chaves e Nelma Celeste Sousa Silva Sarney Costa, além dos juízes Alice de Souza Rocha e Cristiano Simas de Souza, teriam participado da venda de sentenças judiciais.

O grupo teria atuado com apoio de políticos, advogados e servidores públicos. Também foram denunciados 13 advogados, três ex-assessores do Tribunal, um ex-deputado federal e um prefeito de município da região metropolitana de São Luís. O esquema teria favorecido a liberação de alvarás judiciais em tempo recorde, com prejuízos ao Banco do Nordeste.

Esquema envolvia honorários e decisões aceleradas

A denúncia foi divulgada inicialmente pelo portal jurídico Direito e Ordem e confirmada pelo jornal O Estado de São Paulo. Segundo o MPF, os magistrados articularam com advogados o pagamento de altos honorários, enquanto decisões judiciais favoreciam a liberação de recursos de forma irregular.

A Polícia Federal identificou movimentações suspeitas com base no Relatório de Inteligência Financeira nº 48451, emitido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O documento apontou saques de R$ 14 milhões em alvarás expedidos a partir de processo judicial considerado fraudulento.

O nome da operação faz referência ao tempo entre a autorização da decisão judicial e o saque dos valores: apenas 18 minutos. As investigações revelaram que o grupo teria agido com rapidez incomum, levantando quantias milionárias em curto espaço de tempo. Segundo a Procuradoria Geral da República, a denúncia foi fundamentada não apenas no relatório da Polícia Federal, mas em todo o conjunto probatório reunido durante o inquérito. A análise documental reforça as suspeitas de atuação criminosa dentro do Judiciário maranhense.

Fonte: Blog do José Linhares

 

As 04 maiores montadoras automotivas que atuam no Brasil, enviam carta com “ultimato” a Lula

Matéria publicada no site Poder 360 é mais uma preocupação para o país, diante da gestão irresponsável e inconsequente do governo Lula.

Diz o texto publicado:

 “Os presidentes das 4 principais montadoras que atuam no Brasil escreveram uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 15 de junho de 2025, falando sobre o forte impacto que uma medida pronta para ser adotada causará no setor.

A mando do Palácio do Planalto e sob coordenação do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), a administração petista pretende baixar uma norma para incentivar a produção de carros cujas peças e componentes são 100% produzidos no exterior.

As empresas mais beneficiadas devem ser as montadoras chinesas. Por esse sistema conhecido como SKD (Semi Knocked Down), a empresa quase nunca contrata fornecedores no Brasil e a geração de empregos é muito pequena.

As montadoras brasileiras haviam anunciado recentemente cerca de R$ 180 bilhões de investimentos no Brasil em 5 anos, dos quais R$ 130 bilhões para o desenvolvimento e produção de veículos e outros R$ 50 bilhões para o parque de autopeças. Essa cifra será cortada em pelo menos R$ 60 bilhões.

As empresas estimam ainda que deixarão de contratar 10.000 trabalhadores e que 5.000 empregados atuais poderão ser demitidos.

A carta ressalta que o impacto não se restringiria apenas às montadoras. Para cada trabalhador demitido nessas empresas, outros 10 empregos podem ser perdidos na rede de fornecedores, ampliando o efeito negativo sobre toda a cadeia produtiva automotiva.

Ou seja, o impacto nesse caso tende a ser multiplicado por 10 na cadeia de sistemistas, com um corte total de 50.000 postos de trabalho.

‘Essa prática deletéria pode disseminar-se em toda a indústria, afetando diretamente a demanda de autopeças e de mão de obra’, diz trecho do documento.

Os executivos defendem que a política industrial brasileira privilegie a produção local, ‘vetando privilégios para a importação de veículos desmontados ou produzidos no exterior com subsídios”.

O governo não respondeu a carta. Certamente interesses inconfessáveis estão por trás de mais essa lambança.

Jornal da Cidade Online

 

Tribunal de Contas da União fará ampla auditoria no Programa Bolsa Família

A partir desta quarta-feira (30) o Tribunal de Contas da União (TCU) enviará para todas as secretarias estaduais e municipais de Saúde, Educação e Assistência Social de estados e municípios brasileiros questionários para que seja feita uma avaliação na qualidade do acompanhamento das condicionalidades do Programa Bolsa Família.

O Tribunal de Contas da União (TCU) enviará 15 mil questionários a secretarias estaduais e municipais de Saúde, Educação e Assistência Social de todas as unidades da federação com perguntas cujas respostas vão permitir que a corte de contas faça uma avaliação sobre a qualidade do acompanhamento das condicionalidades do Programa Bolsa Família (PBF). O início do envio dos questionários será na nesta quarta-feira (30). De acordo com o TCU, auditoria está prevista para terminar no final de setembro, mas não há prazo definido para que seja apreciada em plenário, momento em que as informações do processo se tornam públicas. 

O acompanhamento realizado pelo TCU é essencial para verificar se os princípios da eficiência, da eficácia, da efetividade e da economicidade do Programa estão sendo cumpridos. São seis modelos de questionários, cada um direcionado a um grupo de secretários das três áreas nos municípios e nos estados.  O TCU enviará o e-mail a partir do endereço condicionalidadespdbf@tcu.gov.br, contendo um link para o questionário eletrônico. A equipe de auditoria pede que o questionário seja respondido, para que eventuais problemas no acompanhamento sejam verificados e possam ser resolvidos. 

Bolsa Família: como funciona

Para ter direito ao Bolsa Família é necessário que a renda do grupo familiar dividida pelo total de pessoas do grupo não ultrapasse R$ 218 reais; que o membro da família que vai receber o benefício esteja inscrito no Cadastro Único do governo federal, o CAD Único; e que os dados do beneficiário estejam atualizados. Os beneficiários também devem cumprir o calendário nacional de vacinação das crianças; fazer o acompanhamento do estado nutricional, para os beneficiários que tenham até 7 (sete) anos de idade incompletos; e realizar o pré-natal das gestantes. Na educação, crianças, adolescentes e jovens devem frequentar a escola.

Bolsa Família: condicionalidades

As condicionalidades do Programa Bolsa Família são uma estratégia para ampliar o acesso a direitos das famílias beneficiárias nas áreas de saúde, a exemplo da vacinação e do acompanhamento nutricional de crianças; e de educação, como a frequência escolar. O descumprimento de qualquer uma das condicionalidades é frequentemente informado ao Sistema de Condicionalidades do Programa Bolsa Família (Sicon), ferramenta de apoio à gestão intersetorial, acompanhada por gestores federais, estaduais e municipais.

BRASIL 61

Casa Branca ignora o fraco chanceler trapalhão do Brasil

O chanceler Mauro Vieira chegou aos Estados Unidos. Sem estratégia e sem inteligência, tenta criar canais de comunicação com interlocutores do governo Donald Trump. Foi solenemente ignorado pela Casa Branca. Por outro lado, os senadores brasileiros conseguiram uma reunião com integrantes da Câmara de Comércio Brasil-EUA.

Do encontro, teria saído a sugestão para o grupo enviar carta à Casa Branca pedindo a prorrogação do tarifaço. Mas, segundo o líder da comitiva, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o grupo de empresários não se mostrou muito otimista. Pelo contrário, a agonia é generalizada. Lula insultou Trump diversas vezes e rompeu qualquer possibilidade de negociação. Enquanto isso, inúmeros outros países conseguiram negociar.

Veja a lista de países que conseguiram nas últimas horas negociar com os EUA:

– Japão: a alíquota ficou em 15%, e o país se comprometeu a realizar investimentos nos EUA.

– Filipinas: o acordo previu alíquotas em 19% para os produtos filipinos, enquanto os EUA não pagarão tarifas no país.

– Indonésia: as alíquotas no país também ficaram em 19%, e 99% dos produtos americanos receberão isenção.

– Vietnã: o acordo fechou as alíquotas em 20%.

– Reino Unido: negociações em alíquotas de 10% e redução de tarifas para o setor automotivo.

Jornal da Cidade Online

 

EUA não sinalizam recuo: Brasil representa apenas 1,1% das suas importações

Cresce a certeza de que o presidente Donald Trump confirmará o tarifaço de 50%, a partir do dia 1º, e aplicará mais sanções contra o Brasil porque pode, simples assim, como já disse. Há relatos de que Trump está de fato indignado com as perseguições a Jair Bolsonaro e atos de censura a empresas e cidadãos dos EUA pelo regime, segundo diplomatas brasileiros. E Trump já teria precificado a briga: são do Brasil só 1,1% dos produtos importados pelos americanos, anualmente.

Brasil é que perde

Os EUA são o segundo maior cliente, compra 12% das exportações do Brasil, mas é ínfimo o papel brasileiro nas importações americanas.

Copo d’água no oceano

Os US$40,3 bilhões que os EUA compraram do Brasil em 2024 representam só 1,1% dos US$3,4 trilhões do total de suas importações.

É Democracia, mané

O Brasil é elo fraco no Brics, onde quase todos já fecharam acordo com os EUA. E sobra espaço para os EUA imporem seus próprios valores.

Isolamento possível

Brigar com China, Índia ou Rússia provocaria mais estragos aos EUA do que o Brasil, cuja capacidade de retaliar é próxima de zero.

Coluna do Claudio Humberto

 

O nó legal brasileiro: Excesso de normas e insegurança jurídica

                                                                                                                     Jurista Ives Gandra Martins

O critério de produtividade parlamentar muitas vezes privilegia o número de proposições legislativas em detrimento da sua relevância ou técnica. Considerando a crise institucional vivenciada pelo Brasil, coloca-se a necessidade de reflexão sobre o emaranhado normativo que sabota, por dentro, as bases do Estado Democrático de Direito. É o chamado normativismo brasileiro — um mal crônico e estrutural, cujas raízes remontam ao período colonial, mas que, no século XXI, ganha contornos de calamidade jurídica, econômica e democrática.

Durante a última reunião do Conselho Superior de Direito da Fecomércio de SP, tivemos a oportunidade de debater e expor as causas, consequências e possíveis caminhos para superar esse entrave que compromete o desenvolvimento nacional. A partir de um diagnóstico rigoroso, chegamos à constatação de que o país padece não apenas de excesso de normas, mas de uma cultura legalista que, longe de produzir segurança jurídica, alimenta a sua própria negação.

Hoje, o ordenamento jurídico brasileiro ostenta mais de 15 mil leis federais ordinárias, 200 leis complementares, milhares de medidas provisórias e uma Constituição que já sofreu 135 emendas. Além disso, tramitam atualmente mais de 41 mil projetos de lei — sendo que 2.437 foram propostos apenas nos primeiros meses de 2025. Essa hipertrofia legislativa, muitas vezes redundante, contraditória ou inócua, reflete um modelo de Estado centralizador, intervencionista e incapaz de operar com a racionalidade e estabilidade que se espera de uma democracia madura.

O critério de produtividade parlamentar, como os dados demonstram, muitas vezes privilegia o número de proposições legislativas em detrimento da sua relevância ou técnica. Isso sem falar na centralização das competências federativas. O Brasil exerce um federalismo às avessas, no qual decisões que deveriam ser locais foram absorvidas pela União no texto constitucional, demonstrando a falta de autonomia dos Estados e Municípios para muitas questões que seriam melhor decididas regional e localmente, em contrariedade ao princípio da subsidiariedade.

O problema não é só de quantidade, mas sobretudo de qualidade, promovida por meio do debate amplo e maduro. Observa-se que por vezes as normas são produzidas com rapidez, mas sem a clareza e simplicidade para sua aplicação, exigindo-se, como consequência, a formulação de novas normas, bem como corroborando para uma jurisprudência instável.

Essa disfunção também se espraia para o Executivo, que abusa do instituto das medidas provisórias, e para o Judiciário, especialmente o Supremo Tribunal Federal, que se vê compelido a decidir sobre tudo — da alta política ao cotidiano da administração. Em 2022, o STF proferiu 89.951 decisões, sendo 86% monocráticas, com cada ministro julgando, em média, 45 processos por dia. Isso indica que a própria competência do Supremo Tribunal Federal precisa ser revisitada. A sobrecarga do Poder Judiciário e, por consequência, sua morosidade, também se relaciona com o excesso de normas, na medida em que normas ambíguas ou contraditórias desafiam a própria aplicação do direito.

As consequências são concretas: insegurança jurídica, retração de investimentos e perda de competitividade. O Brasil ocupa a 124ª posição no ranking Doing Business do Banco Mundial, atrás de países como Uganda e Senegal. O custo-Brasil é real – e caro.

Mas, há saídas. A primeira delas é cívico-política: sem participação ativa da sociedade civil e do setor produtivo, não haverá correção de rumo. Precisamos de engajamento cívico permanente, e não apenas eleitoral. A segunda é legislativa: urge uma reflexão sobre a possibilidade de uma ampla e inteligente reforma, capaz de consolidar, simplificar, revogar o que for preciso e, em última análise, modernizar o arcabouço normativo, devolvendo clareza e eficácia à legislação. A terceira é institucional: é n ecessário redesenhar a separação entre jurisdição constitucional e jurisdição ordinária, revisar a forma de exercício do federalismo e promover uma reforma política.

Problemas estruturais exigem soluções estruturais. A revisão do federalismo, a reforma política, a racionalização do processo legislativo e a restauração da credibilidade das instituições são pilares de uma agenda de reconstrução jurídica do país. Precisamos romper com a ilusão de que mais normas significam mais justiça. Ao contrário: neste momento, menos pode ser mais.

*Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme),

 

Ordem de Donald Trump causa pânico: “Congelar” relações com Lula e mais medidas contra autoridades

A agonia paira sobre integrantes do Governo Lula. A ordem do presidente Donald Trump é de total ‘congelamento’ nas relações com o governo brasileiro. Lula, inconsequente e irresponsável, fez tantas ofensas que fulminou todas as possibilidades de diálogo.

A postura do jornalista Lourival Sant’Anna, diretamente de Washington, demonstra com como a situação está complicada. No Palácio do Planalto o clima é o pior possível. A avaliação de assessores próximos a Lula é de que o discurso de enfrentamento “tem limite” e que foi ultrapassado, dando a conta dos prejuízos da medida pode chegar às urnas nas eleições de 2026.

A narrativa da soberania, embora política para mobilizar a base, não foi e nem será suficiente para compensar as consequências do tarifaço no bolso dos brasileiros. A estratégia de atacar.  Donald Trump e depois se manifestar com humildade com pedidos de negociação não funcionou e muito pelo contrário criou mais problemas para uma possível negociação sobre o tarifaço. O desespero é geral!

Jornal da Cidade Online

Laudo da PF da queda da ponte entre Maranhão e Tocantins, que matou 14 pessoas, a culpa é do Dnit

Perícia durou mais de sete meses. Laudo aponta que a queda foi provocada pela deformação do vão central, causada pelo excesso de peso dos veículos, sem a observação alta irresponsabilidade do DNIT, pela falta de fiscalização.

Mais de sete meses depois da tragédia que matou 14 pessoas e deixou outras três desaparecidas, a Polícia Federal concluiu a perícia sobre a queda da ponte Juscelino Kubitschek, que ligava os municípios de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO). O Fantástico teve acesso exclusivo ao laudo final, que revela em detalhes como e por que a estrutura desabou. O documento aponta que a queda foi provocada pela deformação do vão central, causada pelo excesso de peso dos veículos.

 Relembre o caso: no dia 22 de dezembro de 2024, próximo da véspera do Natal, dezenas de veículos cruzavam a ponte quando ela cedeu. Dezoito pessoas caíram no rio Tocantins. Apenas uma sobreviveu. A perícia da Polícia Federal durou mais de sete meses. Os peritos usaram drones, scanners a laser e modelagem 3D para reconstruir a cena do colapso. “No momento em que esse vão central foi cedendo, isso causou um esforço lateral na ponte, que causou rachadura que a gente vê na filmagem”, explicou o perito criminal federal Bruno Salgado Lima. O processo de colapso durou 15 segundos. O vão central caiu em menos de um segundo.

A ponte foi construída na década de 1960, durante o governo de Juscelino Kubitschek, com um vão livre de 140 metros — um feito de engenharia para a época. A estrutura foi erguida sobre um trecho profundo do rio Tocantins, onde não era possível instalar pilares. Para vencer esse desafio, foi usado concreto protendido, uma tecnologia inovadora no Brasil naquele período. Com o passar das décadas, a ponte não acompanhou o crescimento da frota de veículos nem o aumento da carga transportada. Além disso, os materiais foram perdendo resistência com o tempo.

A última grande reforma da ponte ocorreu entre 1998 e 2000. Os peritos identificaram que, nessa intervenção, foi feito um reforço lateral, retirada a camada original de concreto e aplicada uma nova camada de asfalto. Essa alteração pode ter comprometido a estrutura. O reforço lateral “foi arrancado do concreto como se fosse fita crepe”, descreveu o perito criminal federal Laércio de Oliveira Silva Filho.

Em 2019, o DNIT encomendou um relatório técnico, publicado em 2020, que já apontava problemas graves: vibrações excessivas e um rebaixamento de 70 centímetros no vão central. O documento classificava as condições da ponte como “sofríveis e precárias” e recomendava reformas. Uma tentativa de licitação foi feita em 2024, mas não teve vencedor. A ponte caiu antes que uma nova licitação fosse concluída. Com o laudo em mãos, a Polícia Federal agora vai ouvir os responsáveis pelo planejamento de recuperação da ponte. “Queremos entender por que o reparo não foi feito e por que o fluxo na ponte não foi interrompido”, afirmou o delegado Allan Reis de Almeida.

Para ele, não há dúvidas de que houve crime. “Houve uma omissão por parte de agentes públicos quanto à manutenção da obra. Não posso falar que esse desastre foi um caso fortuito. Ele foi anunciado, era de conhecimento, e era plausível que poderia acontecer.”

  • O DNIT, responsável pela manutenção da ponte, informou que os trabalhos da comissão técnica que apura os fatos foram finalizados e estão na corregedoria do departamento.
  • O Ministério dos Transportes disse que o superintendente regional do DNIT no Tocantins, Renan Bezerra de Melo Pereira, foi exonerado em abril.
  • Em nota, Renan Bezerra afirmou que exerceu o cargo com zelo e responsabilidade por apenas um ano e cinco meses, que aguarda as perícias e que não é culpado pela tragédia.

Entre as vítimas da queda da ponte está a família de Alessandra, o marido Salmon e o neto Felipe, de 10 anos. Eles viajavam de Palmas para o Maranhão e se despediram dos parentes um dia antes do acidente. “Eles estavam muito felizes com essa viagem”, contou Maristela Alves, parente das vítimas. A caminhonete da família aparece em um vídeo entrando na ponte, atrás de um caminhão. O corpo de Alessandra foi encontrado. Salmon e Felipe continuam desaparecidos. “É muito sofrimento para a nossa família”, disse Maristela.

Em fevereiro, o que restou da ponte foi implodido. No mesmo local, uma nova estrutura está sendo construída. A nova ponte terá 630 metros de extensão — 100 a mais que a anterior — e um vão central de 154 metros, sustentado por dois pilares com altura equivalente a um prédio de sete andares. A obra, orçada em R$ 171 milhões, deve ser concluída em dezembro.

Enquanto isso, balsas fazem a travessia entre os estados. A espera pode durar horas. “Aqui já tem um pouco mais de duas horas esperando”, disse o gesseiro Luiz Oliveira. “Às vezes, eu chego aqui meio-dia e consigo passar 10 horas da noite”, relatou o caminhoneiro Júlio César.

Para o diretor técnico-científico da Polícia Federal, Roberto Reis Monteiro Neto, o caso é um alerta. “Esse é um caso que mostra a importância da prevenção. Se eu tenho uma manutenção adequada, no tempo adequado, e reavaliações periódicas da carga suportada pelas pontes, talvez a gente consiga evitar que isso aconteça novamente.”

Fonte: G1