Política, futebol, mentiras e discurso de ódio

                                                                                                                                   Percival Puggina

Poucas situações tão ridículas quanto o esquerdista radical se apresentar em versão trans, mãos limpas, unhas feitas, voz de monge e vestes alvas, a condenar discursos de ódio e notícias falsas. Sustenta, em tom solene, que a mentira [alheia] põe em risco a democracia e a boa política.

A carreta da história vivida me traz lembranças do bandido Fidel Castro durante visita oficial aos Estados Unidos em 1959, imagem de “mocinho”, afirmando à imprensa mundial que o movimento revolucionário cubano não era comunista. Semanas antes, ao entrar vitorioso em Havana, afirmara às mães cubanas que, por sua causa, “nunca iriam chorar”. Dias depois, os fuzis começavam a espoucar no “paredón” revolucionário. Fidel e a esquerda pedagógica brasileira, aprenderam de Lênin, Goebbels e Stalin: com a verdade, os totalitarismos não dão um passo. Hoje, mentem para nossos estudantes nas salas de aula do Brasil.

Não quero fulanizar o texto. Mas todos sabem o quanto é incomum encontrar fiapo de verdade em qualquer afirmação que Lula faça. Uma das consequências dessa condição de existência política é a introdução no vocabulário corrente das palavras “narrativa” e “fake news”. O relato histórico sempre conviveu com a diversidade de interpretações. Narrativa é outra coisa: é a adulteração do fato. Foi o que Lula, entre afagos, recomendou ao amigo Maduro – lembram? – que criasse a sua “narrativa”. E o venezuelano fez isso mesmo: enfiando a faixa no próprio peito, mentiu que ganhou a eleição perdida. A mentira é frequentadora assídua do embate político. A esquerda, porém, tem nisso uma longa história e disseminada escola. Na prática nacional, o vocábulo “fake news” entrou para o vocabulário brasileiro como forma de criminalizar a mentira (quando não a simples opinião) proveniente da direita porque só a esquerda tem os poderes para oficializar “verdades”. Ficou claro, agora?

Não é diferente com o “discurso de ódio”. Quanto ódio nasceu do fracionamento social causado pelas políticas e estratégias identitárias abraçadas pela esquerda! E quanta censura foi imposta colando etiquetas sanções de “discurso de ódio” contra meras e legítimas expressões humanas de indignação em relação aos excessos do Estado!

“E o futebol do título do artigo?”, perguntará o leitor atento. Pois então… Você já percebeu como são incomuns a mentira e o discurso de ódio no jornalismo futebolístico? Sabe por quê? Porque a comunicação é livre por todos os meios disponíveis, o interesse popular pelos temas é grande, os fatos da bola circulam amplamente e não existe censura nem sigilos de cem anos para preservar mentiras, gerar suspeitas e jogar no acostamento a carreta da história. Pense nisso. Poucas situações tão ridículas quanto o esquerdista radical se apresentar em versão trans, mãos limpas, unhas feitas, voz de monge e vestes alvas, a condenar discursos de ódio e notícias falsas. Sustenta, em tom solene, que a mentira [alheia] põe em risco a democracia e a boa política.

A carreta da história vivida me traz lembranças do bandido Fidel Castro durante visita oficial aos Estados Unidos em 1959, imagem de “mocinho”, afirmando à imprensa mundial que o movimento revolucionário cubano não era comunista. Semanas antes, ao entrar vitorioso em Havana, afirmara às mães cubanas que, por sua causa, “nunca iriam chorar”. Dias depois, os fuzis começavam a espoucar no “paredón” revolucionário. Fidel e a esquerda pedagógica brasileira, aprenderam de Lênin, Goebbels e Stalin: com a verdade, os totalitarismos não dão um passo. Hoje, mentem para nossos estudantes nas salas de aula do Brasil.

Não quero fulanizar o texto. Mas todos sabem o quanto é incomum encontrar fiapo de verdade em qualquer afirmação que Lula faça. Uma das consequências dessa condição de existência política é a introdução no vocabulário corrente das palavras “narrativa” e “fake news”. O relato histórico sempre conviveu com a diversidade de interpretações. Narrativa é outra coisa: é a adulteração do fato. Foi o que Lula, entre afagos, recomendou ao amigo Maduro – lembram? – que criasse a sua “narrativa”. E o venezuelano fez isso mesmo: enfiando a faixa no próprio peito, mentiu que ganhou a eleição perdida. A mentira é frequentadora assídua do embate político. A esquerda, porém, tem nisso uma longa história e disseminada escola. Na prática nacional, o vocábulo “fake news” entrou para o vocabulário brasileiro como forma de criminalizar a mentira (quando não a simples opinião) proveniente da direita porque só a esquerda tem os poderes para oficializar “verdades”. Ficou claro, agora? Não é diferente com o “discurso de ódio”. Quanto ódio nasceu do fracionamento social causado pelas políticas e estratégias identitárias abraçadas pela esquerda! E quanta censura foi imposta colando etiquetas sanções de “discurso de ódio” contra meras e legítimas expressões humanas de indignação em relação aos excessos do Estado!

“E o futebol do título do artigo?”, perguntará o leitor atento. Pois então… Você já percebeu como são incomuns a mentira e o discurso de ódio no jornalismo futebolístico? Sabe por quê? Porque a comunicação é livre por todos os meios disponíveis, o interesse popular pelos temas é grande, os fatos da bola circulam amplamente e não existe censura nem sigilos de cem anos para preservar mentiras, gerar suspeitas e jogar no acostamento a carreta da história. Pense nisso.

Percival Puggina é arquiteto, empresário, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org)

 

Senadores trabalharam 1 dia e já foram ressarcidos em ‘despesas’ de R$2,7 milhões dos pagadores de impostos

O Senado teve só um único dia de trabalho nos dois primeiros meses de 2025, mas senadores já conseguiram drenar para seus bolsos mais de R$2,7 milhões em “ressarcimento de despesas” por meio da “Cota para Exercício da Atividade Parlamentar, o “cotão”, malandragem criada para turbinar os salários de suas excelências. O ano legislativo nem começou, não há projetos aprovados, nem mesmo o Orçamento de 2025, mas eles obtiveram ressarcimento de R$763,4 mil em despesas com… gasolina.

Adoram viajar

Só em passagens foram R$300,1 mil este ano. O líder do governo Lula, Randolfe Rodrigues (PT-AP) gastou R$54,1 mil por nossa conta.

Minha imagem primeiro

A “divulgação da atividade parlamentar”, gastos com propaganda dos senadores, assessorias, gráficas etc, custaram exatos R$437.339,03.

Jeitinho

O cotão parlamentar (entre R$26,3 mil e R$55,4 mil por mês, a depender do Estado do senador) banca contas diversas, do cafezinho a aluguéis.

Muito mais gasto

O salário dos senadores, ajustado este mês, é de R$46,3 mil, além de terem outros R$133,1 mil por mês para pagar assessores do gabinete.

Coluna do Claudio Humberto

No discurso no parlamento dos EUA, Donald Trump chama OMS de corrupta e Acordo de Paris de ridículo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez seu primeiro discurso de balanço no parlamento americano, após 43 dias de governo, quando chamou Acordo de Paris de “ridículo” e a Organização Mundial da Saúde (OMS) de “corrupta”. Trump também destacou o fim da “tirania da chamada ‘diversidade, equidade e inclusão’ em todo o governo federal e no setor privado e forças militares”, assim como mencionou haver retirado o “veneno da teoria de raças” em seu país. O presidente acusou o Acordo de Paris de tentar “frear” o aumento da temperatura provocada pelo aquecimento global, da Organização Mundial de Saúde e do Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas).

Presente ao local, o empresário Elon Musk, que faz sucesso com seu trabalho de investigação e descoberta de gastos bilionários dos impostos dos americanos com itens absurdos, foi bastante aplaudido pela maioria republicana e hostilizado pela minoria democrata, derrotada nas urnas.

“Eu retorno a esta Câmara para relatar que o impulso da América voltou”, disse Trump. “Nosso espírito voltou, nosso orgulho voltou, nossa confiança voltou”.

Após berrar insultos ao presidente americano, um deputado do Texas, de oposição, foi expulso do plenário, mas Trump não conteve a ironia ao observar ouros parlamentares segurando cartazes contra ele: “Olho para os democratas na minha frente e percebo que não há absolutamente nada que eu possa dizer para fazê-los felizes ou ficarem de pé, sorrir ou aplaudir”.

Trump também não esqueceu seu antecessor Joe Biden, a quem classificou de pior presidente da História americana e acusou de facilitar a invasão ilegal de criminosos no país: “Havia centenas de milhares de travessias ilegais por mês, incluindo assassinos, traficantes, membros de gangues e pessoas de hospícios e asilos para loucos. Eles eram liberados para nosso país”.

Diário do Poder

Guitarrista Tony Belloto, da banda Titãs se afasta do grupo, para cirurgia e retirada de um tumor no pâncreas

O guitarrista Tony Bellotto, integrante da banda Titãs, anunciou que deixará temporariamente os palcos para passar por uma cirurgia após a descoberta de um tumor no pâncreas em um exame de rotina. Apesar do afastamento, o músico garantiu que pretende retornar às atividades assim que estiver recuperado. Durante esse período, a banda seguirá com sua agenda de shows e contará com Alexandre de Orio como substituto temporário de Bellotto. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o guitarrista tranquilizou os fãs e demonstrou confiança no tratamento. Tony Belloto é casado com a atriz Malu Mader.

“Durante esse período, vou me afastar temporariamente dos palcos, mas os Titãs seguem com a agenda planejada, acompanhados pelo músico Alexandre de Orio. Quando me recuperar, vou retornar aos shows e às minhas atividades profissionais.”

“Desde já eu quero agradecer os pensamentos, palavras e mensagens de apoio e de carinho, e pedir que vocês não sofram, sem drama. Eu estou tranquilo e confiante, enfrentando tudo com coragem e dignidade.”

Na mensagem aos fãs, Bellotto citou como inspiração seu colega de banda Branco Mello, que passou recentemente por um tratamento contra um tumor na amígdala e conseguiu retornar aos palcos em agosto do ano passado. “Inspirado pelo nosso querido Branco Mello, que enfrentou tratamentos difíceis e agora está aí, tocando, cantando e se divertindo nos shows. É isso, nos vemos em breve!”

Os Titãs também divulgaram um comunicado reforçando que o guitarrista se afastará para cuidar da saúde, mas que estará de volta assim que possível: “Assim que se recuperar, Tony retomará suas atividades profissionais. Os Titãs agradecem o carinho e o apoio de todos.”

Jornal da Cidade Online

 

Senado tem custo bilionário ao pagador de impostos, mas só trabalhou um dia este ano de 2025

Ano começou há dois meses, mas os senadores só trabalharam um dia. O pagador de impostos já bancou mais de R$733 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais este ano, de acordo com o impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, mas, enquanto isso, no Senado, houve apenas um dia de trabalho. E não inclui a eleição para os novos presidentes e integrantes das mesas diretoras das casas do Congresso, realizada no sábado 1º de fevereiro, como determina a Constituição. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O plenário do Senado realizou só uma sessão deliberativa, dia 19. No dia 20, fez sessão para comemorar aniversário de uma consultoria. A Câmara realizou em fevereiro seis sessões deliberativas presenciais, para votação de projetos pouco relevantes, e cinco “semipresenciais”. O destaque do mês foi o rateio de cargos no Senado e na Câmara, onde o ano só irá começar na próxima terça (11), após o feriadão do Carnaval

Diário do Poder

SINTSEP aguarda o governo Carlos Brandão sobre perda salarial dos servidores defasados em mais de 60%

O SINTSEP segue mobilizado para garantir avanços significativos aos seus filiados, tanto no âmbito judicial quanto nas negociações com o Governo do Estado. Apesar da reconhecida morosidade da Justiça, o sindicato vem colhendo resultados importantes e projeta boas perspectivas para o ano de 2025.

De acordo com o presidente do SINTSEP, Cleinaldo Bil Lopes, a entidade permanece empenhada em agilizar os processos judiciais que envolvem os filiados. “Embora não tenhamos nenhum poder de pressão sobre o Judiciário, nossos advogados estão constantemente em diálogo com os desembargadores para tratar das ações em andamento. Temos boas expectativas para 2025, especialmente em relação à URV, um tema em que algumas pessoas já foram beneficiadas. Acreditamos que mais filiados serão contemplados ao longo deste ano”, destaca.

Em 2024, diversos servidores receberam valores decorrentes de ações judiciais, o que reforça o compromisso do SINTSEP em buscar soluções concretas para as demandas da categoria. Para 2025, a expectativa é de continuidade no pagamento da URV e avanços em outras pautas judiciais.

Salários defasados

Com o recente aumento do salário mínimo anunciado pelo Governo Federal, os servidores públicos do Maranhão enquadrados no grupo Apoio Operacional enfrentam uma grave situação de defasagem salarial. Essa realidade, que já vinha se desenhando há algum tempo, foi intensificada pela falta de reajustes compatíveis com a inflação e a política salarial vigente no Estado. Dado o crescimento do PIB do Maranhão, que supera a média nacional, o Governo do Estado deveria reajustar o salário-base desses servidores para, no mínimo, o valor do salário mínimo.

O SINTSEP tem tentado, sem sucesso, estabelecer um diálogo produtivo com o governador Carlos Brandão, para tratar dessa questão. A falta de abertura para negociações impede avanços na construção de uma política salarial que valorize adequadamente os servidores e que acompanhe os reajustes do salário mínimo.

“É urgente que o governador Carlos Brandão abra espaço para uma conversa transparente e produtiva com as entidades representativas dos servidores. Revisar a atual política salarial é essencial para que os servidores não sofram prejuízos em momentos de reajuste do salário mínimo pelo Governo Federal. Mais do que um direito, essa é uma questão de justiça e respeito aos trabalhadores que dedicam suas vidas ao serviço público”, afirma Cleinaldo Bil Lopes.

O sindicato segue cobrando o governador Carlos Brandão para discutir o tão aguardado reajuste salarial e a reposição das perdas acumuladas, que já ultrapassam os 60%. Ressaltamos, ainda, a importância da participação ativa dos filiados para fortalecer as lutas da categoria. “O SINTSEP sempre foi um instrumento de luta dos trabalhadores, mas precisamos do apoio e da participação dos nossos filiados para que possamos fortalecer nossas bandeiras. Juntos, somos mais fortes”, assinala o presidente do SINTSEP.

O SINTSEP reafirma a sua luta e compromisso em ser a voz permanente dos servidores públicos estaduais e convida todos os filiados a se engajarem nas ações e mobilizações previstas para 2025, visando garantir direitos e avançar em conquistas para a categoria, destacou Cleinaldo Bil.

Fonte: SINTSEP

Papa Francisco nomeia monsenhor Giuseppe Luigi Spiga como bispo da Diocese de Grajaú (MA)

O Papa Francisco nomeou, na segunda-feira, 17 de fevereiro, o monsenhor Giuseppe Luigi Spiga como bispo para a diocese de Grajaú, no Estado do Maranhão. A atualmente ele é vigário geral e reitor do seminário São Bonifácio, na diocese de Viana, também no Maranhão. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou saudação ao Monsenhor.

Saudação ao Monsenhor Giuseppe Luigi Spiga

Estimado irmão, Monsenhor Giuseppe Luigi Spiga,

Nos alegramos com a sua nomeação como novo bispo da Diocese Grajaú, no Estado do Maranhão. Agradecidos pelo cuidado do Papa Francisco em prover a Igreja no Brasil com os Pastores de que necessita, acolhemos o irmão como futuro membro de nossa Conferência Episcopal. Recordamos, nesta ocasião, uma expressão do próprio Papa Francisco sobre o papel e o ministério dos bispos expressa na Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”: “Os bispos são chamados a serem pastores”.

Que são José, exemplo de pai e padroeiro da diocese de Grajaú, guie e ilumine seus passos neste novo ministério.

Em Cristo, Cardeal Jaime Spengler 

Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Presidente da CNBB

Dom João Justino de Medeiros Silva 
Arcebispo de Goiânia (GO)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa
Arcebispo de Olinda e Recife (PE)
Segundo Vice-Presidente da CNBB 

Dom Ricardo Hoepers
Bispo Auxiliar de Brasília (DF)
Secretário-geral da CNBB 

Currículo e trajetória eclesial

Monsenhor Giuseppe Luigi Spiga é natural da Itália. Nasceu em Serramanna (SU), em 29 de julho de 1972. Filho de Antônio e Lucia Rosária Carcangiu. Ordenou-se diácono no dia 28 de junho de 1997, em Serramanna (Italia). Foi ordenado presbítero no dia 3 de outubro de 1998, na paróquia Sant’Ignazio da Laconi a Serramanna. De 1992 a 1994, estudou filosofia na “Pontifícia Facoltà Teologica della Sardegna”. De 1994 a 1998 estudou Teologia na “Pontifícia “Facoltà Teologica della Sardegna”. Foi enviado como “fidei donum” da arquidiocese de Cagliari à diocese de Viana (MA) em novembro 2008.

Na Itália, foi formador do “Seminário Arcivescovile de Cagliari” (1996-2002); Colaborador da paróquia Sacro Cuore in Quartu Sant’Elena (1998-2003);  Vigário Episcopal da Pastorale Sociale e del lavoro (1999-2005);  Diretor da Scuola di Fede e Coscienza Politica (1999-2005); Pároco da paróquia San Giorgio Vescovo em Donori (CA) (2003 -2008) e administrador da paróquia “Santa Lucia” em Barrali (CA) (2006-2007).

 Na Diocese de Viana (MA), foi vigário paroquial da paróquia Nossa Senhora de Nazaré em Viana, (2008-2009). Pároco de São Sebastião em Matinha, (2009-2015); Coordenador da área pastoral dos Lagos (2013-2015). Vigário episcopal da área dos Lagos (2013-2015). Assessor Espiritual da Pastoral da Sobriedade (2013-2015). Assessor eclesiástico para Pastoral da Juventude Área dos Lagos (2013-2015). Assessor eclesiástico diocesano para Pastoral da Juventude (2016-2018). Coordenador diocesano da Prioridade IV (2013-2015). Vigário episcopal para a Pastoral Vocacional e promotor vocacional (2015-2017). Administrador diocesano de fevereiro 2018 a maio 2019. Foi presidente da OSIB Regional NE 5 (2019-2024).

Atualmente, exerce as funções de vigário geral da diocese de Viana (2019); Reitor do seminário maior São Bonifácio da diocese de Viana (2016). Diretor administrativo e financeiro da Faculdade Católica do Maranhão (2024). Juiz do Tribunal Eclesiástico Regional NE 5 (2021). Vice-coordenador do COMIRE regional NE 5 (2023). Coordenador dos Missionários Fidei Donum Italianos no Brasil.

Fonte: CNBB Nacional

 

Tribunais de Contas e Prefeitos: O que muda após a decisão do STF?

O Supremo Tribunal Federal finalizou mês passado o julgamento da ADPF 982/PR e, por unanimidade, atribuiu aos Tribunais de Contas a competência para julgar prefeitos que atuem como ordenadores de despesa. Essa decisão reforça a responsabilidade dos chefes do Executivo e permite a aplicação de sanções ou cobrança de débitos, sem interferir na esfera eleitoral. Proposta pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), a medida consolida o papel técnico das Cortes de Contas e fortalece a proteção ao erário.

Inicialmente, vale esclarecer que a arguição de descumprimento de preceito fundamental é um instrumento previsto na Constituição que permite ao STF analisar situações em que atos do poder público possam estar violando preceitos fundamentais, isto é, princípios e valores basilares da nossa Carta Magna. Em outras palavras, a ADPF age como um mecanismo “guarda-chuva”: quando outros tipos de ação (como a ação direta de inconstitucionalidade ou a ação declaratória de constitucionalidade) não se aplicam, recorre-se à arguição para proteger direitos e garantias essenciais a toda a sociedade.

No caso específico da ADPF 982/PR, que tramitou no STF, tendo como relator o ministro Flávio Dino, discutiu-se, em linhas gerais, se os Tribunais de Contas podem julgar prefeitos que atuem como ordenadores de despesa e aplicar-lhes sanções fora da esfera eleitoral (como imputação de débito ou multa), sem que haja a necessidade de confirmação posterior pelo Poder Legislativo. A distinção é relevante porque a Constituição faz uma separação muito clara entre as contas de governo, julgadas politicamente pelas Câmaras Municipais (com base em parecer prévio dos Tribunais de Contas), e as contas de gestão, examinadas tecnicamente pelos próprios Tribunais de Contas.

O STF reafirmou que, quando o prefeito age como ordenador de despesa (assina contratos, autoriza pagamentos etc.), ele presta contas de seus atos de gestão diretamente ao Tribunal de Contas. Nesse caso, a Corte de Contas pode, sim, julgá-lo e aplicar sanções, sem passar por nova votação na Câmara Municipal. Já as contas anuais de governo, que analisam o conjunto maior da execução orçamentária e das políticas públicas do município ao longo do exercício financeiro, continuam a ser julgadas pela Câmara Municipal, com base no parecer técnico emitido pelo Tribunal de Contas.

Decisão fortalece fiscalização do dinheiro público

O STF também reforçou que, no campo eleitoral, a competência para declarar o prefeito inelegível permanece com a Câmara de Vereadores, pois a Lei de Inelegibilidades (Lei Complementar nº 64/1990) define que a rejeição das contas de governo, para gerar inelegibilidade, exige decisão final do Legislativo. No entanto, a responsabilização administrativa e financeira (pagamento de débitos, multas etc.) é da alçada do Tribunal de Contas.

A decisão consolida a ideia de equilíbrio entre o julgamento político e o julgamento técnico. Protege-se a autonomia e a autoridade técnica das Cortes de Contas para coibir eventuais desvios na aplicação de recursos públicos e exigir reparação ao erário, enquanto se mantém o papel legítimo do Poder Legislativo para avaliar a dimensão política das contas anuais.

Assim, o julgamento do STF deixou três pontos claros: (1) prefeitos que ordenam despesas devem prestar contas diretamente aos Tribunais de Contas; (2) as cortes podem julgar e aplicar sanções em caso de irregularidades, inclusive exigindo a devolução de valores; (3) as Câmaras Municipais mantêm a análise dos efeitos eleitorais, mas não podem alterar as decisões técnicas dos Tribunais de Contas. Essa vitória fortalece a fiscalização do dinheiro público, trazendo mais transparência, segurança jurídica e confiança de que os recursos do cidadão serão protegidos de forma eficaz. A decisão do STF valoriza ainda mais o trabalho de fiscalização exercido pelos Tribunais de Contas, que contam com equipes especializadas em auditoria, análise financeira e verificação de legalidade dos atos administrativos.

Fonte: CONJUR

 

CNBB Nacional lança Campanha da Fraternidade 2025 sobre a Ecologia Integral nesta quarta-feira, às 10h

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza a cerimônia de lançamento da Campanha da Fraternidade 2025 (CF 2025) na Quarta-feira de Cinzas, 5 de março. O evento ocorre na sede da entidade, em Brasília (DF), a partir das 10h. Neste ano, a CF vai abordar o tema “Fraternidade e Ecologia Integral” e o lema bíblico, extraído de Genesis 1, 31: “Deus viu que tudo era muito bom”. A Cerimônia de Lançamento da Campanha da Fraternidade 2025 será transmitida em sinal aberto pela emissora católica Canção Nova e retransmitida por outras emissoras católicas. Os fiéis poderão acompanhar a transmissão pelo canal de Youbute e redes sociais da CNBB.

Razões que inspiraram o tema

Inspirada na publicação da Carta Encíclica Laudato Si’ do Papa Francisco, que em 2025 completa 10 anos, nos 800 anos da composição do Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis, na recente Exortação Apostólica Laudate Deum, nos 10 anos de criação da Rede Eclesial PanAmazônica (REPAM) e na realização da COP 30 – a primeira na Amazônia, em Belém (PA) –, a campanha acolhe ainda a sugestão das Comissões Especiais da CNBB para a Amazônia e Ecologia Integral e Mineração. O objetivo geral da Campanha é promover, em espírito quaresmal e em tempos de urgente crise socioambiental, um processo de conversão integral, ouvindo o grito dos pobres e da Terra.

Programação

A CNBB abre as atividades na Quarta-feira de Cinzas com uma missa, às 9h, presidida pelo secretário-geral, dom Ricardo Hoepers. A cerimônia de lançamento da CF 2025 terá início na sequência, às 10h, no auditório Dom Helder Câmara, na sede da entidade. Durante a cerimônia, conduzida pelo secretário-geral da CNBB, dom Ricardo Hoepers, e pelo coordenador de Campanhas da CNBB, padre Jean Poul Hansen, serão apresentados a Mensagem do Papa Francisco para a CF e um vídeo com um balanço dos projetos apoiados, em 2024, pelo Fundo Nacional de Solidariedade, composto com recursos da Coleta Nacional da Solidariedade.

A Campanha da Fraternidade

Celebrada nacionalmente desde 1964, a Campanha da Fraternidade é um modo de a Igreja Católica no Brasil celebrar o Tempo da Quaresma – os 40 dias em preparação para a Páscoa com atitudes de oração, jejum e caridade. O ponto alto da Campanha é a Coleta da Solidariedade, realizada em todas as comunidades do Brasil no Domingo de Ramos. Neste ano, nos dias 12 e 13 de abril. Os recursos são destinados a projetos sociais em todo o país.

CNBB – Nacional Notícias

Projeto de Lei do senador Magno Malta proíbe verbas públicas para evento em que haja discriminação

 PL visa proibir o uso de recursos públicos em projetos culturais que violam princípios constitucionais. Administradores públicos poderão ser proibidos de destinar recursos para projetos culturais, festas populares, espetáculos e outras manifestações culturais que contenham mensagem discriminatória, seja de caráter religioso ou racial. O Projeto de Lei (PL) do senador Magno Malta (PL-ES), que prevê a proibição, ainda será distribuído às comissões apropriadas para discussão e votação. O senador destaca que a Constituição Federal estabelece a igualdade entre todos e veda qualquer tipo de discriminação. Também menciona legislação específica, como a Lei do Racismo, que fixou penalidades severas para condutas discriminatórias, e o Estatuto da Igualdade Racial,

“Apesar desse arcabouço legal, observa-se que recursos públicos têm sido destinados, em alguns casos, a projetos culturais, festas populares, shows e outras manifestações artísticas que violam frontalmente princípios constitucionais”, lamenta o senador.

Ele ressalta que a Lei Rouanet, para fomento cultural, não prevê mecanismos para coibir a discriminação em projetos financiados com recursos públicos. O Plano Nacional de Cultura também não fixa sanções nesses casos.

“Recentemente, casos de discriminação em eventos culturais financiados com recursos públicos ganharam destaque na mídia. Em 2022, um projeto teatral no Sudeste recebeu recursos públicos e foi denunciado por utilizar estereótipos racistas em sua narrativa, causando constrangimento e revolta na comunidade negra local”, afirma Malta.

O senador também relembra uma exposição artística financiada com recursos públicos no Sul do país em 2021 acusada de ofender símbolos religiosos, e um festival de cinema no Nordeste em 2023 que excluiu filmes cristãos. Outro evento mencionado por ele foi o “Bloco da Laje”, em Porto Alegre, ocorrido em janeiro de 2025, que retratou Jesus de forma polêmica.

Diário do Poder