Defensoria Pública do Estado pede novo lockdown no Maranhão

Ação civil pública pede que as restrições sejam adotadas pelo período de 14 dias.

A Defensoria Pública do Maranhão pediu que o Estado adote medidas para restrição total de atividades comerciais e sociais não essenciais pelo período de 14 dias (lockdown), em razão do aumento de casos relacionados à covid-19.

Na ação civil pública, a DP/MA alega que boletins epidemiológicos demostram o avanço do número de contágio e ocupação de leitos por covid-19 na rede pública de saúde.

“Apesar de todo esforço realizado pelo Poder Público estadual em, paulatinamente, flexibilizar as medidas de restrição de circulação de pessoas ao longo do segundo semestre do ano passado, no momento atual, não há comportamento social adequado com as medidas restritivas em vigor, o que nos levou aos índices de contágio em crescimento e a taxas de ocupação de leitos à beira do colapso da rede pública de saúde atualmente.”

Por esses motivos, requereu, em caráter de urgência, que o Estado publique decreto determinando o lockdown e que os municípios se abstenham de editar norma que contrarie a regra estadual.

A Defensoria pediu, ainda, que o Estado use todo seu efetivo disponível na polícia civil e militar, bem como demais funcionários públicos estaduais da área de fiscalização em geral, para que seja exercida efetiva atividade fiscalizatória quanto ao cumprimento do lockdown, bem como responsabilização de quem descumprir as regras.

Migalhas

 

Aglomerações nos embarques e dentro dos coletivos são diferentes das registradas em bares e eventos?

                Respeito e valorizo as ações das autoridades sanitárias e as demais dos poderes constituídos voltadas para as mais diversas restrições que possam evitar contaminações e aumento dos casos de covid-19. A proibição do carnaval e depois restrição da realização de eventos e posteriormente um recuo, deixa bem claro que o empresariado quer a todo custo sair do sufoco e ter o direito de subsistir. Mesmo assim, a fiscalização tem sido bastante implacável, principalmente pelo Ministério Público, o que pode ser natural, mas o que me deixa intrigado é que para alguns setores os rigores da lei com cobranças bem acentuadas e até autoritárias em nome do combate a pandemia da covid-19, mas para outros  de riscos muito mais acentuados, parece existir um silêncio obsequioso.

Muito estranho é que o rigor da fiscalização relacionado aos bares e eventos não é estendido aos transportes coletivos. Enquanto os eventos dispersos são realizados nos finais de semana, todos os dias circulam centenas de coletivos com mais de mil viagens superlotadas, em que a maioria dos passageiros não usa máscaras e que não há qualquer tipo de proteção e a fiscalização simplesmente inexiste em favor de pessoas pobres da periferia a mercê da contaminação todos os dias.

Até mesmo algumas ações preventivas e a fiscalização nos terminais e dentro dos coletivos desapareceram, além de que os motoristas de coletivos por temerem represálias não se preocupam se os passageiros usam ou não máscaras ao adentrar aos coletivos, durante o período das viagens e na saída. O que me causa surpresa é tanto rigor para um setor e a indiferença para outro, que no caso de uma avaliação é muito mais de risco e que possibilita a que milhares de trabalhadores e trabalhadoras levem todos os dias para as suas casas a covid-19, infectando pais, mães e avós e muita gente nas comunidades.

Uma pergunta se faz necessária. Será que as aglomerações em bares e eventos são diferentes e mais perigosas em relação às superlotações diárias nos terminais e dentro dos coletivos? Sinceramente, gostaria saber para distinguir e me situar quanto às prioridades das ações das autoridades sanitárias e policiais e do Ministério Público.

Rodrigo Maia por não ser confiável foi abandonado e deixou a presidência da Câmara desmoralizado

É terrível o que o destino guardou para Rodrigo Maia.

Esnobou poder durante quatro anos, usando a presidência da Câmara dos Deputados exclusivamente para os seus interesses pessoais e agora deixa o cargo totalmente isolado. Doravante, Maia deve comer o “pão que o diabo amassou”.

Figura execrável. Volta a ser novamente o “Botafogo” das planilhas de propina da Odebrecht.

No domingo, cravando uma espada na cabeça de Maia, a Comissão Executiva Nacional dos Democratas decidiu não entrar no bloco de apoio ao deputado Baleia Rossi. Para piorar a situação, no embalo, o PSDB também optou por não participar do grupo pró-Baleia, diante de muitas desconfianças pela voracidade de Rodrigo Maia.

Tais fatos, praticamente consolidaram a vitória esmagadora do deputado Arthur Lira, candidato do centrão e do presidente Jair Bolsonaro à presidência da Câmara.

Assim, a derrota de hoje na Câmara, marcará o início da mais completa desmoralização para o homem que mais fez mal ao país nos últimos tempos e que pensava colocar um laranja na presidência da Câmara dos Deputados.

Quem Viver! Verá!

Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.

 

Arthur Lira desmonta bloco de Maia e Baleia para colocar adversários na Mesa Diretora

O novo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou que irá desconsiderar a formação do bloco que apoiou Baleia Rossi (MDB-SP) nas votações dos cargos restantes da Mesa Diretora da Câmara. A decisão adia para esta terça-feira (2) a decisão sobre quem serão os três vice-presidentes e quatro secretários que estarão com Lira no comando da Casa para o próximo biênio.

Lira argumentou que a chapa organizada pelo deputado paulista foi registada após o prazo regimental. O bloco era composto por PT, MDB, PSB, PSDB, PDT, Solidariedade, PCdoB, Cidadania, PV e Rede e teria sido aceito de maneira monocrática e totalmente irregular pelo então presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Em seu primeiro ato como presidente, Lira desmanchou o bloco por considerá-lo formado de maneira irregular. A partir disso, o presidente adiou para esta terça a decisão dos cargos: até as 11h, cada bloco – incluindo o seu, que ganhou a eleição – poderá escolher os cargos que deseja concorrer; até as 13h, serão registradas novas candidaturas. Às 16h, será realizada nova sessão para votar estes nomes.

A decisão de Arthur Lira tem influência direta na formação da Mesa diretora da Casa, que já estava próxima da definição desde a tarde desta segunda-feira. A possibilidade de o PT assumir a primeira secretaria da casa com Marília Arraes (PE) fica em risco. Indicações a cargos como o da primeira vice-presidência, prometida a Marcelo Ramos (PL-AM), terão de ser refeitas.

Congresso em Foco

 

Rodrigo Maia: Sem aviões da FAB e mordomias em mansão com o dinheiro do povo

Essa aqui é uma foto da RESIDÊNCIA OFICIAL DO PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS.

Deve ter muita regalia lá dentro. Muita mesmo!

Regalia é bom; com dinheiro público, então, imaginem, para quem tem valores morais diferentes dos nossos, deve achar ser melhor ainda do que se tivesse que pagar pela própria regalia.

De tudo o que deve ter de regalia nessa casa, certamente a que Rodrigo Maia mais sentirá saudades, quando for obrigado a desocupá-la depois de ininterruptos mais de 1600 dias, com a DESPENSA SEMPRE ABASTECIDA.

Não duvidem, mas lá deve ter até potes de sorvete Häagez-Dazs, espumantes franceses sempre gelados, e “prosciutto” e outras iguarias similares sempre à disposição.

Coitado do Maia! Ele deve estar em um sofrimento, vendo o relógio contra ele. Espero que ele amadureça e aprenda a enxergar o lado bom das dificuldades e das armadilhas que a vida prega: ele poderá aproveitar para fazer uma dietinha forçada, já que não terá mais a geladeira cheia independentemente do que faça.

Sem os aviões da FAB para se deslocar com a família para onde quisesse, agora vai encarar a realidade de aeroportos e aeronaves comerciais e naturalmente não deve escapar das piadas e hostilizações de passageiros indignados.

Nesta segunda-feira cessou a época do maior sabotador da Nação de todos os tempos, uma única pessoa, tirada do subterrâneo da Câmara dos Deputados, eleito com apenas 70.000 votos, e que impediu um país continental, de 210.000.000 de habitantes, de progredir sob o novo governo eleito pela maioria do povo.

Guillermo Federico Piacesi Ramos

Advogado e escritor.

 

Arthur Lira derrotou Rodrigo Maia e foi eleito presidente da Câmara no 1º turno

Líder do Centrão, Lira derrotou candidato de Rodrigo Maia. Na presidência, deputado comandará pauta de votações e deve acabar com a concentração de poder e autoritarismo no Poder Legislativo, promessa da sua campanha. 

O deputado federal Arthur Lira (PP-AL) foi eleito nesta segunda-feira (1º) presidente da Câmara dos Deputados e ficará no comando da Casa Legislativa pelos próximos dois anos, até 2023. Lira recebeu 302 votos, mais que o dobro do segundo colocado, Baleia Rossi (145 votos) e mais que a metade dos 503 votantes. Com isso, a vitória foi definida já no primeiro turno.

Líder dos partidos do Centrão, que fazem parte da base do governo na Câmara, o deputado tinha o apoio do Palácio do Planalto. O resultado representa uma vitória política do presidente da República, Jair Bolsonaro, que trabalhava para ter um aliado no comando na Casa.

Além de definir as pautas de votação do plenário, o presidente da Câmara tem a prerrogativa de decidir, sozinho, se abre ou não um processo de impeachment para afastar o presidente da República.

O placar final da votação ficou assim:

  • Arthur Lira (PP-AL): 302 votos
  • Baleia Rossi (MDB-SP): 145 votos
  • Fábio Ramalho (MDB-MG): 21 votos
  • Luiza Erundina (PSOL-SP): 16 votos
  • Marcel Van Hattem (Novo-RS): 13 votos
  • André Janones (Avante-MG): 3 votos
  • Kim Kataguiri (DEM-SP): 2 votos
  • General Peternelli (PSL-SP): 1 voto

O presidente da Câmara também ocupa o segundo lugar na linha de sucessão da Presidência da República. Na hipótese de Bolsonaro e o vice, Hamilton Mourão, estarem fora do país, quem comandará o Planalto será Lira.

O principal adversário do novo presidente na disputa foi Baleia Rossi (MDB-SP) – candidato do agora ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tentava emplacar um sucessor. Ao todo, nove candidatos se inscreveram na eleição.

Lira foi eleito com o apoio de 11 partidos: PP, PL, PSD, Republicanos, Avante, PROS, Patriota, PSC, PTB, PSL e Podemos.

Questionado sobre o impacto da atuação do Planalto na eleição, Lira negou interferência do Planalto e disse que ninguém “influi” na Presidência da Câmara.

Desde o ano passado, Lira já vinha articulando nos bastidores a sua candidatura. O lançamento oficial foi em dezembro, dias após o Supremo Tribunal Federal (STF) negar a possibilidade de Maia disputar a reeleição no mesmo mandato. Em janeiro, o parlamentar intensificou a campanha e fez um giro por vários estados do país, onde se reuniu com parlamentares e governadores – que poderiam ajudar no convencimento de deputados a seu favor.

Yahoo Noticias

 

Sucessão: Márcio Jerry ataca Carlos Brandão e Othelino Neto é cotado para o senado

O que era apenas especulação, começa a se tomar pública e os embates dentro da base do governo mostram que eles estão interessados em antecipar a sucessão estadual dentro do próprio grupo político com uma base em conflito e um tanto dispersa. O deputado federal e Secretário de Estado de Cidades, Márcio Jerry, soldado do primeiro escalão do governador Flavio Dino decidiu partir para um enfrentamento ao vice-governador Carlos Brandão. Primeiramente anunciou a existência de um consenso dentro grupo político e apoio do governador Flavio Dino, com o seu nome como candidato a governador em 2022.

A informação foi recebida como uma piada e sem merecer quaisquer considerações, muito embora alguns dos políticos bem críticos, registrarem que, quem nasceu valete nunca chega a rei. Fiel ao seu rei e capaz de tudo para não contrariá-lo, e se for preciso pode superar até a subserviência para atender os interesses do chefe e tenta  criar uma espécie de isolamento ao vice-governador e torna-lo vulnerável aos interesses do governador Flavio Dino,  daí  os ataques ao vice-governador.

Por outro lado, o vice-governador Carlos Brandão, entende que embate com Márcio Jerry é perda de tempo e já deixou claro que não abdicará do direito de ser governador e candidato á reeleição, a não ser que governador Flavio Dino não renuncie e decida permanecer no exercício do seu mandato e desista de permanecer na vida pública. Para ele não existe outra hipótese e nem admite qualquer negociação.

       Othelino Neto registra boa cotação para o senado, mas abre mão em favor de Flavio Dino

O deputado estadual Othelino Neto, presidente da Assembleia Legislativa do Estado, teria registrado hoje, que tem o seu nome muito bem cotado para o senado federal, mas caso o governador Flavio Dino confirme a sua candidatura ele abdicará dela, mas não teceu maiores comentários. O deputado Othelino Neto foi o primeiro político a seguir o senador Weverton Rocha, quando se mostraram publicamente com camisas do “Deserte-se”.

Embora existam ainda muitas discussões no campo especulativo, há quem afirme que o senador Weverton Rocha está se articulando politicamente para ser candidato a governador e vai enfrentar o Carlos Brandão, o que pode enfraquecer o próprio Flavio Dino. Vocês já pensaram se num conflito de ruptura o vice-governador Carlos Brandão faça uma aliança com o grupo da oposição?  Esse pode ser o caminho dele, diante das pressões e dos desgastes que estão tentando lhe impor. Eu não acredito que o governador Flavio Dino tenha alguma possibilidade de deixar a vida pública, e ele sabe e conhece a audácia de Weverton Rocha.

Não duvidem também, se Weverton Rocha se aliar a oposição com formação de uma grande frente política para enfrentar Flavio Dino e Carlos Brandão dentro do próprio Palácio dos Leões. A verdade é que os conflitos existentes dentro do grupo então liderado pelo governador Flavio Dino, está disperso e a caminho de rupturas, muitas das quais já sinalizadas pelo próprio dirigente do executivo estadual, por falta de habilidade e sensibilidade política para acordos e barganhas e pelo seu exacerbado autoritarismo. Dentro do  contexto eleitoral é cada vez maior o seu desgaste. As duas últimas derrotas sofridas pelo governador foram demonstrações de que em muitas ocasiões, o poder nem tudo pode.

 

 

Depois de dois meses, o Maranhão volta a registrar 10 mortes por Covid-19 em 24 horas

Número havia sido registrado pela última vez no dia 04 de novembro. Casos ativos também voltaram subir e ultrapassam sete mil em todo o estado.

Após mais de dois meses, o Maranhão voltou a registrar no último sábado (30) o número de 10 mortes por Covid-19 em um único dia. A última vez havia sido no dia 04 de novembro.

Também no sábado (30), o estado chegou a 7187 casos ativos de Covid-19, ou seja, de pessoas que estão em tratamento contra o coronavírus. Destes, 6.410 estão em isolamento domiciliar, 427 internados em enfermarias e 350 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (SES). Desde o início da pandemia, o estado já registrou, no total, 207.415 casos confirmados e 4.688 mortes pela doença.

Dos casos registrados nas últimas 24 horas, 87 foram na Grande Ilha (São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar e Raposa), 35 em Imperatriz e 148 nos demais municípios do estado. Até o momento, 195.540 pacientes já se recuperaram da Covid-19 no Maranhão.

Com informações do G1

Eleição na Câmara tem 08 deputados na disputa

Votação está marcada para esta segunda-feira (1º) e será secreta. Oito deputados estão na disputa para comandar a casa legislativa no biênio 2021-2022.

A Câmara dos Deputados realiza eleição nesta segunda-feira (1º) para escolher o presidente que irá comandar a casa legislativa no biênio 2021-2022.

Oito candidatos estão na disputa, que será definida em votação secreta e presencial. O registro de candidaturas poderá ser feito até a reta final.

Para ser eleito no primeiro turno, o candidato precisa obter a maioria absoluta (metade mais um) dos votos desde que 257 deputados tenham votado. No segundo turno, basta maioria simples. Disputam o pleito, os seguintes deputados: Alexandre Frota (PSDB), Arthur Lira (PP), André Janones (Avante), Baleia Rossi (MDB), Fábio Ramalho (MDB), General Peternelli (PSL) e Marcel Van Hattem (Novo).

Fonte: G1

“Penduricalhos” de juízes custaram R$ 1,4 bilhão aos cofres públicos em plena pandemia

A crise econômica mundial – causada pela pandemia da Covid-19 – assola toda a cadeia de produção dos países, falindo empresas e gerando desemprego em alta escala. Famílias inteiras fazem “malabarismo” para sobreviver com o rendimento que conseguiram manter nesses dez meses de surto.

O “retrato”, acima, é dos trabalhadores da iniciativa privada. Nada comparável à remuneração dos magistrados de tribunais estaduais que, embolsaram, juntos, só em “extras” o equivalente a R$ 1,4 bilhão.

Os dados são do próprio Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que, publicou, em seu portal, os benefícios que recebem os magistrados. São auxílio-saúde, auxílio-alimentação, indenização por férias não tiradas, ajudas de custo e gratificação pelo exercício cumulativo de atividades. Todas essas “coisinhas engordam”, significativamente, os “supersalários” do judiciário.

Pra se ter uma ideia dos valores extratoféricos, o rendimento anual líquido de um único juiz de Uberlândia (MG), por exemplo, ultrapassou 1 milhão de reais. Isso porque o salário de, aproximadamente, 33 mil reais soma-se a “extras” que totalizaram 700 mil reais e, assim, ele recebeu um teto superior ao constitucional do funcionalismo público.

“É um problema sistêmico, não individual. Algumas categorias de servidores públicos utilizam sua autonomia orçamentária e gerencial para aumentar os benefícios corporativistas”, explica Rubens Glezer, doutor em teoria do direito e professor da Fundação Getúlio Vargas (SP).

Dez mil juízes receberam, ao menos, uma parcela mensal de rendimentos líquidos acima do limite constitucional, em 2020. Sendo que, 54% deles pertencem ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que gastou, em benefícios, quase 326 milhões de reais. A maior parte para indenizações por férias não tiradas.

Fora isso, outros magistrados mineiros ganharam mais de 100 mil reais de indenização por férias-prêmio e o auxílio-saúde superou os 42 milhões de reais. O Tribunal de São Paulo não fica atrás: juntos, os juízes receberam R$ 116 milhões líquidos, também em férias não tiradas.

Os benefícios pagos, em 2019, em todo o país, somaram, no mínimo, R$ 1,6 bilhão. Porém, aí, não está o valor total, visto que alguns tribunais não encaminharam os meses completos.

Em 2020, cinco tribunais não atualizaram os dados no portal do CNJ. Mas, convém lembrar que a indenização mais cara concedida aos magistrados brasileiros em 2020 se refere a férias não tiradas. Esse “penduricalho” custou, pelo menos, 423 milhões de reais aos cofres públicos.

O abono-permanência, benefício conferido aos servidores que já cumpriram as exigências para a aposentadoria voluntária, mas escolheram permanecer em atividade até a aposentadoria compulsória, também “abocanhou”, em 2020, mais de 134 milhões. Além disso, mais 183 milhões foram gastos em auxílio-saúde e auxílio-alimentação.

Em 2015, o Supremo Tribunal Federal (STF) até tentou um “acerto de contas” em relação às regalias do Judiciário. Os ministros alegaram inconstitucional que as gratificações ultrapassassem o teto. Mas, permitiram que tal limite não se aplicaria a verbas indenizatórias, que são a maior parte dos benefícios.

Os Tribunais de Justiça de Minas Gerais e Goiás, assim como, o Conselho Nacional de Justiça, não encontraram ilegalidades nos recebimentos. Os demais tribunais citados não responderam à reportagem.

Fonte: Piauí Folha