Os bandidos querem prender os mocinhos?

Os bandidos querem prender os mocinhos? Não, né? Quando isso ocorre é porque está havendo uma tentativa de inversão de valores e uma corrosão na teia de formação ética de uma sociedade.

E é exatamente isso que está implícito na lei de Abuso de Autoridade, aprovada pela Câmara dos Deputados por voto de lideranças. O Brasil inteiro sabe o que está por trás desta manobra.

Muitos dos deputados que integram a Câmara Federal tem ligações diretas com as práticas de corrupção que estão sendo objeto das investigações iniciadas pela Operação Lava Jato. Já estão ou serão investigados, processados e julgados como todo o cidadão comum deve ser, quando houver indícios de envolvimento com atos ilícitos e criminosos.

Todos nós sabemos que as instituições brasileiras foram (e algumas seguem) aparelhadas por corruptos e corruptores para pilharem os cofres públicos. E que está em ação uma complexa organização criminosa, com tentáculos os mais profundos que se auto protegem.

O crime organizado comanda a corrupção, a lavagem de dinheiro, o tráfico de armas e de drogas e semeia a violência. O Estado brasileiro começou a reagir. E veio a reação contra a reação.

Sob o manto esfarrapado da imposição de limites a supostos abusos, o que essa horda deseja é parar a operação Lava Jato e o combate à corrupção. São uma minoria, mas são fortes, articulados e audaciosos.

Não foi por acaso que o presidente do Supremo Tribunal Federal, em contradição com as suas próprias decisões, resolveu estancar qualquer investigação que tenha advindo de indícios consistentes de movimentação irregular de dinheiro.

Não foi por amor ao devido processo legal que outro ministro proibiu que integrantes do Supremo Tribunal Federal e seus parentes sejam investigados por indícios de práticas que se provadas caracterizam severos ilícitos penais.

A República corre perigo! Mas está viva! Prova disso, foi a mobilização que aconteceu hoje em todo o Brasil, nas capitais e no interior, onde centenas de integrantes da Magistratura brasileira (Juízes Federais e Estaduais), Procuradores e Promotores de Justiça, Delegados da Polícia Federal e Civil, Auditores-Fiscais e outras autoridades protestaram contra essa abusada lei de combate ao abuso de autoridade.

A repercussão da manifestação destas autoridades é um grito ensurdecedor que não pode deixar de ser ouvido pela nação, pelas autoridades que não tem vínculo com a corrupção e pelo Presidente Jair Bolsonaro.

O Senado da República já percebeu a armação da Câmara. Mais de 30 Senadores entregaram, nesta quinta-feira (22), ao Ministro Sérgio Moro, um manifesto pedindo que o Presidente vete integralmente a Lei.

E é isso que precisa ser feito, incondicionalmente, sem concessões nem flexibilizações!

E mais, as investigações que apuram os indícios precisam seguir. Como necessitam ir adiante os pedidos de impedimento dos Ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes junto ao Senado da República, obedecidas as formalidades de estilo.

Cada brasileiro de bem tem um papel a desempenhar nesse momento da nossa história. E esse comportamento não pode ser o silêncio nem a omissão.

Portanto, não é hora de “fazer que não é nada comigo!” O Brasil tem que dar um passo adiante! Eles, os bandidos, não vão prender os mocinhos.

A menos que os mocinhos deixem…

Luiz Carlos Nemetz

Advogado.Vice-presidente e Chefe da Unidade de Representação em Santa Catarina na empresa Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Sócio na empresa Nemetz & Kuhnen Advocacia.

 

Padre Ribamar pároco da Liberdade com profissão de fé agradeceu homenagem recebida da Câmara Municipal e Cézar Bombeiro

Sinceramente, foi uma significativa, reflexiva, límpida e das ilimitadas reservas do espírito do coração, a manifestação do padre José de Ribamar Nascimento, pároco da Igreja Divino Espírito Santo do bairro da Liberdade, ao agradecer a homenagem tributada a ele pela Câmara Municipal de São Luís, através do vereador Cézar Bombeiro.

Ele desnudou a sua vida desde criança entre dificuldades e necessidades, mas a fé forte e cristalina no seio do coração, o conduziu a ser servo de Deus. Problemas de saúde, com a diabetes, a hemodiálise com sofrimento profundo, o fez sentir de perto que estava prestes a ser chamado ao Reino de Deus. De um grupo de sofredores, Deus o poupou para continuar a sua profissão de fé semeando, a paz, o amor, a dignidade humana e a vida na sua peregrinação sacerdotal.

Houve pessoas presentes no plenário da Câmara Municipal, que não conseguiram evitar que as lágrimas expressassem o sentimento do coração. O discernimento do padre Ribamar com detalhes do sofrimento até receber um rim transplantado doado por um irmão e o amor incondicional da sua mãe Conceição Nascimento e do padre Edmilson, que sempre estiveram ao seu lado, fizeram-no ser um religioso muito mais comprometido com a construção do Reino de Deus.

Padre Ribamar, diz que ser pároco do bairro da Liberdade é uma missão e o fez sentir, o quanto as comunidades da paróquia são portadoras de ricos potenciais culturais, descobrindo no dia a dia, que homens e mulheres de toda a área paroquial desejam é ser protagonistas das suas próprias histórias. Estou feliz no bairro da Liberdade, afinal de contas ela me adotou e eu me sinto plenamente filho dela, afirmou o padre Ribamar Nascimento.

O músico cantor Louro Seixas, presente a solenidade a convite do vereador Cézar Bombeiro e amigo de longos anos do padre Ribamar, expressou através da apresentação de duas músicas do padre Zezinho, solicitadas pelo padre Ribamar, que se identificam com a sua vida. “O Deus que me Criou” e “Águia Pequena”, traduzem grande parte da sua trajetória de pessoa, cristão, religioso e ser humano, o que mereceu o reconhecimento de todos os presentes.

O vereador Cézar Bombeiro e a sua esposa Débora Rocha, mostravam-se bastante emocionados diante de uma autêntica confissão pública de compromisso com o próximo, de fé e amor a Deus, e afirmam que o padre Ribamar é o missionário que vai ajudar e fazer do bairro da Liberdade, uma das grandes comunidades de São Luís semeando a paz e o amor, afirmaram.

Estiveram presentes à solenidade, além de lideranças comunitárias, o coordenador da Pastoral Universitária, Walber Pereira Nascimento, a senhora Eva Maria Silva, coordenadora paroquial da Igreja Divino Espírito Santo e muitos fiéis das diversas comunidades da paróquia, os quais revelam que um novo futuro no bairro da Liberdade já começou.

 

 

 

 

STF nega em julgamento pedido de Lula contra atuação de Sérgio Moro

STF decreta nova derrota de Lula ao rejeitar pedido contra atuação de Sergio Moro No próximo dia 27, Supremo irá analisar outro recurso da defesa do ex-presidente

A 2ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou, por unanimidade, um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a atuação do ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro No pedido, a argumentação da defesa foi para anular atos de Moro em uma ação penal na qual o ex-presidente é acusado de fraudes envolvendo o Instituto Lula, segundo divulgou o portal G1.

Os ministros acompanharam o voto de Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo, que não viu atos infrações de Moro que descumprissem a Constituição. Advogados contestaram a autorização para a realização de perícia em documentos da Oderbrecht, que foram mantidos em sigilo durante o processo, sem que houvesse oportunidade da defesa de contestá-los.

A defesa de Lula ainda trabalha tentando obter um habeas corpus que anula tudo o que Moro fez em todas as ações relativas ao ex-presidente. Não há, porém, data prevista para o julgamento desse HC. Na próxima terça-feira (27), a Segunda Turma vai analisar outro recurso do ex-presidente. Os ministros decidirão se suspendem a ação penal que apura suposto repasse de propina na aquisição de um terreno pela Odebrecht.

Folhapress

Bolsonaro mira no Exército para conter queimadas na Amazônia

Bolsonaro afirmou, rapidamente, que vai assinar uma Garantia da Lei e da Ordem para enviar as Forças Armadas à Amazônia. Para a tarde desta sexta, está prevista uma reunião com representantes de cinco ministérios para debater a questão A GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para que o Exército auxilie no combate às queimadas na Amazônia.

“É uma tendência. A tendência é essa, a gente fecha agora de manhã”, disse em rápida declaração ao deixar o Palácio da Alvorada. Questionado se pretende liberar recursos financeiros, o presidente disse que o problema é ter recursos para isso. A declaração ocorre menos de 15 dias depois de países europeus, como Alemanha e Noruega, terem anunciado que suspenderiam recursos para o Fundo da Amazônia por descumprimento do Brasil na política de combate ao desmatamento.

Acuado em meio a uma repercussão global dos incêndios na região amazônica, Bolsonaro disse que seu governo fará tudo que estiver ao seu alcance. Ele deixou o Alvorada apressado para despachar no Palácio do Planalto, onde se reúne com sua equipe para discutir saídas para a situação. Entre os pontos está a eventual assinatura da GLO. Uma reunião ampla com a equipe ministerial está prevista para a tarde desta sexta, com participação de representantes de cinco ministérios: Defesa, Relações Exteriores, Meio Ambiente, Secretaria-Geral da Presidência e Casa Civil.

Ainda na manhã desta sexta, o presidente participa de uma cerimônia em comemoração ao Dia do Soldado, no QG do Exército, em Brasília. Após sofrer críticas do presidente francês Emmanuel Macron, Bolsonaro assinou na noite de quinta (22) um despacho que determina que toda equipe ministerial adote medidas de combate à série de queimadas na floresta amazônica. O documento, que também prevê que as pastas ministeriais façam um levantamento dos focos de incêndio, foi assinado durante reunião de emergência promovida pelo presidente, no Palácio do Planalto. O encontro teve as participações dos ministros da Casa Civil, Meio Ambiente, Defesa, Agricultura e Relações Exteriores.

DISCUSSÃO NO G7

Na quinta, o presidente francês convocou, por meio das redes sociais, os países membros do G7 a discutirem a série de queimadas na floresta amazônica e classificou os incêndios criminosos como uma crise internacional.

O Palácio do Planalto tem minimizado o chamado de Macron e o classificado como uma “ameaça sem sentido”. A aposta do entorno do presidente é de que, mesmo que o assunto seja discutido, o Brasil terá o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como aliado para barrar qualquer possibilidade de retaliação ao país.

“O Macron não tem conhecimento do que está passando aqui, né. E essa questão das queimadas ocorrem em todo o período seco. Normalmente, ocorrem junto das cidades, junto de Manaus, Porto Velho, Rio Branco. Áreas meio degradadas”, disse ao jornal Folha de S.Paulo o vice-presidente Hamilton Mourão. Em live, nas redes sociais, Bolsonaro disse que o governo está buscando informações sobre a origem dos incêndios. Ele reconheceu que o desmatamento tem crescido, disse que não é fácil combater o problema, e sinalizou preocupação com eventual retaliação ao país.

“Quero dizer aos repórteres, aqueles que vão usar a parte, não todos, mas uma minoria que vai usar o que eu estou dizendo aqui para maldade, [vou] dizer a vocês: estamos no mesmo barco. A nossa economia está escorada nas commodities. Se o mundo resolver nos retaliar, e a economia nossa bagunçar, todos vocês repórteres vão sofrer as consequências”, disse.

FolhaPress

 

Porta-voz confirma ter recebido denúncias de incêndios criminosos

O porta-voz do Palácio do Planalto, Otávio Rêgo Barros, afirmou nesta quarta-feira (21) que o presidente Jair Bolsonaro tem recebido denúncias de que incêndios criminosos na Floresta Amazônica podem ter sido causados em reação à suspensão de repasses para organizações não governamentais (ONGs) e também de verbas de países para o Fundo Amazônia, projeto de cooperação internacional para preservação da floresta.

“O presidente tem a percepção de que essas queimadas podem estar sendo realizadas em represália a esses prejuízos por parte das organizações não governamentais. Algumas denúncias desses atos já foram apontadas em algumas regiões”, afirmou Rêgo Barros.

Mais cedo, o próprio presidente da República reforçou a desconfiança de que o aumento de queimadas registrado nos últimos dias na Amazônia pode ser resultado de ação criminosa.

“O presidente já destacou que muitas delas [ONGs] atendem aos interesses estrangeiros que cobiçam as riquezas naturais existentes no território brasileiro. Algumas vivem exclusivamente do aporte financeiro externo, que no momento, em face das ações do governo brasileiro, foram estancadas por má-gestão”, disse o porta-voz do Palácio do Planalto.

Ainda segundo Rêgo Barros, a responsabilidade pelas queimadas criminosas e o desmatamento ilegal não é só do governo federal, mas também de estados, municípios e da própria sociedade. Ele defendeu as ações federais em curso para mitigar os problemas.

“Achamos até que a opinião pública está sendo conformada de uma maneira equivocada em relação às ações demandas pelo presidente e realizadas pelo Ministério do Meio Ambiente. E o Ministério do Meio Ambiente vem atuando, vem se fazendo presente, o ministro hoje mesmo, após ir a um evento realizado em determinado estado, viajou para a região [Mato Grosso] para, in loco, liderar pela percepção, pela análise do ambiente operacional, para ver o que possa ser feito, em ajuda aos brigadistas daquela área, por parte do governo federal”, acrescentou.

Após sobrevoar algumas das regiões atingidas, no Mato Grosso, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que a maior parte dos focos de incêndio está localizada na área urbana. Ele destacou que, dos 10 mil hectares de área que foram queimados, cerca de 3 mil estão localizados na Chapada dos Guimarães, próximo a Cuiabá.

Segundo o ministro, o governo federal está atuando nas regiões mais críticas com pelo menos 1 mil brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

*Com informações Agência Brasil

 

STF forma maioria para impedir redução de salários de servidores públicos

O Plenário do Supremo Tribunal Federal formou maioria para declarar inconstitucional artigo 23 da Lei de Responsabilidade Fiscal, que prevê a redução da jornada e salários de servidores para que os órgãos se adequem aos limites da lei. O julgamento foi suspenso em razão da ausência do ministro Celso de Mello.

STF forma maioria para impedir redução de salários de servidores públicos
Prevalece, até o momento, entendimento do ministro Luiz Edson Fachin, que inaugurou a divergência, declarando inconstitucional o parágrafo 2º do art 23 da LRF e votou contra a possibilidade de reduzir jornada e salário de servidores quando a despesa estourar o teto de 60% da receita.

Em sua visão, não há como reduzir o salário de servidores públicos, e a Constituição “não merece ser flexibilizada por mais pesadas que sejam as neves dos tempos”.

A ministra Rosa Weber acompanhou o entendimento firmado por Fachin, declarando a medida inconstitucional. Para ela, “a alternativa criada pela LRF de redução de jornadas e salários não atende ao texto constitucional”. Os ministros Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Luiz Fux também seguiram a divergência.

A ministra Cármen Lúcia deu um voto intermediário. A ministra disse que se pode reduzir a carga horária de servidores públicos, mas não se pode reduzir o salário.

Constitucionalidade
Esse dispositivo está suspenso desde 2002, por liminar do STF. O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou para derrubar a liminar que suspendeu a norma em 2002, declarando a constitucionalidade do artigo 23 parágrafos 1º e 2º, da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Moraes disse que a Constituição, no artigo 169, prevê medida mais drástica que a LRF, que é a perda de cargo de servidor estável em caso de não cumprimento dos limites fiscais. Defende que a LRF traz uma opção intermediária.

“Será que o servidor público prefere ser demitido a manter seu cargo, manter sua carreira? A discussão não se dá entre ter essa flexibilização e continuar como está, é entre ter a flexibilização temporária ou ser demitido”, questionou.

“Não vejo nada de arbitrário nessa norma, ela pretende proteger ao mesmo tempo a estabilidade do servidor, sua carreira, e o próprio serviço público, sua prestação contínua. Essa medida excepcional e temporária é destinada a proteger o serviço público”, defendeu.

O ministro Luís Roberto Barroso acompanhou o relator, aceitando a possibilidade de flexibilizar jornada e salário de servidores públicos. “É melhor uma redução da jornada e salário do que perder o cargo”, disse.

O ministro Gilmar Mendes também acompanhou o entendimento do ministro Alexandre de Moraes, declarando a norma constitucional. “É preciso que saibamos que a alternativa que vamos deixar, se entendermos insubsistente a cláusula do artigo 23, é a alternativa da exoneração, tal como prevista no textos constitucional.”O presidente da corte, ministro Dias Toffoli, deu interpretação de acordo com a Constituição, para destacar que a redução de jornada e salário só poderá ser feita após esgotadas as medidas previstas no artigo 169 da Constituição.

Julgamento
O plenário voltou a julgar, nesta quinta, oito ações que questionam a Lei de Responsabilidade Fiscal. Entre elas, ações que questionam os limites de gastos com pagamento de pessoal impostos a órgãos como Tribunal de Contas e Ministério Público.

Movidas por partidos, associações de servidores públicos e outras entidades, as ações alegam, entre outros pontos, que o estabelecimento para estados e municípios de um limite de gasto com pessoal afrontaria a autonomia financeira dos entes.

Sustentações Orais
Em fevereiro, a sessão no STF teve apenas sustentações orais dos representantes das entidades que apresentaram as ADIs. O advogado Paulo Machado Guimarães, em nome do PCdoB, argumentou contra o que chamou de excessos normativos que fundamentalmente comprometem a separação de poderes e atinge direitos e garantias de servidores públicos.

Eugênio Aragão, advogado do PT, destacou que o partido reconhece a importância da LRF, mas que a Constituição veda a redução de salários.

Aristedes Junqueira sustentou em nome da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp). O foco dele foi o dispositivo da lei que limitou em 2% os gastos dos estados com pessoal do Ministério Público local. Seria uma quebra de independência da instituição.

Fonte: Conjur

 

Por que vamos à rua no dia 25 de agosto

 “Será que adianta?”, perguntam-me muitos leitores. É o que adianta. Durante décadas, as manifestações de rua no Brasil careceram de legitimidade, eram manipuladas a “um sanduba e dez real”, e não mereciam ser tomadas em conta. Mais do que cidadãos querendo expressar-se, envolviam pneu queimado, piquete de grevistas e “miguelitos” para impedir a circulação. Visavam, no velho perfil totalitário, impor à nação inteira as pautas corporativas e eleitorais da vez.

As atuais mobilizações envolvem grandes temas, focam legítimos e consistentes anseios de parcela expressiva da opinião pública: combate à corrupção e à impunidade, segurança pública, redução do tamanho e peso do Estado. Houvesse sintonia entre a nação e suas instituições, seriam desnecessárias. Mas o fato é que, como de hábito, a opinião pública vai para um lado e elas para o outro. Alias, entre os fatos altamente positivos destes últimos anos sublinho a crescente consciência de que temos instituições e de que há, nelas, gravíssimos problemas.

Até recentemente, não chegava a dois dígitos em todo o país, ou seja, contavam-se nos dedos do Lula, os colunistas que, como eu, identificavam e abordavam tais questões. Hoje, esse número aumentou. Infelizmente, porém, aumentou incluindo os do contra. Chutando o balde da Razão, eles cobram reverência popular às instituições nacionais, cuja existência e conexões acabam de descobrir, afirmando que elas “estão cumprindo seu papel” e que o povo deve aceitar com submissão a regra que o exclui, permanecendo em casa, assistindo-os dizer isso na TV.

Não! As instituições não são confiáveis! Já o revelaram com excesso de evidências. Protegem-se reciprocamente num círculo de ferro. Estão em flagrante dissintonia com a sociedade. Nos longos anos de desatenção nacional, à sombra do desinteresse geral, desenvolveram o talento de entortar boas ideias, contornar o bem, tangenciar a verdade para, depois, enterrá-la viva, em posição vertical, sob toneladas de falácias. Exercem, na plenitude, o silencioso poder dos arquivos! A quem julgam enganar quando dizem aprovar uma lei contra o abuso de autoridade para proteger o “cidadão comum”, ou seja, o padeiro, a manicure, o eletricista?

As redes sociais e o povo na rua me enganam menos, me respeitam mais e – creiam! – me representam melhor. Enfim, para ser bem entendido: os bons congressistas (e eu conheço muitos que correspondem a esse conceito) precisam dos cidadãos para constituírem maioria e cumprirem o que a história está a lhes exigir.

E o STF precisa saber de nossa total inconformidade com um colegiado onde não há sequer um conservador, onde não há um único liberal, e que eles, os onze, são sequelas de uma grave doença que acometeu o país. Só em países totalitários vamos encontrar supremas cortes tão rompidas com a nação a que deveriam servir.

 

Percival Puggina

Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

Lava Jato nas ruas chega na casa do homem que financiou a Revista Veja

A Operação Lava Jato está novamente nas ruas nesta bela sexta-feira (23). A nova fase da maior operação contra a corrupção do mundo foi batizada de “Pentiti” e apura pagamentos da Odebrecht para o esquema do homenzinho preso em Curitiba, com base nas informações colhidas do delator Antonio Palocci.

A Polícia Federal neste momento cumpre mandado de busca e apreensão na casa de André Esteves, dono do Banco BTG Pacrual, tido como o banqueiro de Lula e responsável pela grana que financiou a compra da Revista Veja para o esquema.

Leia abaixo nota da PF sobre a operação:

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de hoje (23/08), a 64ª fase da Operação Lava Jato, denominada Pentiti com o objetivo de apurar crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de capitais relacionadas a recursos contabilizados em planilha denominada “Programa Especial Italiano” gerida por grande empreiteira nacional.

Cerca de 80 policiais federais cumprem 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo/SP e Rio de Janeiro/RJ. As medidas cautelares foram autorizadas pela 13ª. Vara Federal de Curitiba/PR.

A investigação é complexa e trata de fatos abordados em diferentes inquéritos policiais, tendo sido impulsionada por acordo de colaboração premiada celebrado entre a Polícia Federal e ex-Ministro de Estado investigado.

Além da identificação de beneficiários da planilha “Programa Especial Italiano” e do modus operandi de entregas de valores ilícitos a autoridades, também é objeto desta fase esclarecer a existência de corrupção envolvendo instituição financeira nacional e estatal petrolífera na exploração do pré-sal e em projeto de desinvestimento de ativos no continente africano – conduta que pode ter lesado os cofres públicos em pelo menos um bilhão e meio de dólares, que equivalem hoje a aproximadamente 6 bilhões de reais.

O nome da operação significa “arrependidos” e faz referência a termo empregado na Itália para designar pessoas que integraram organizações criminosas e, após suas prisões, decidiram se arrepender e colaborar com as autoridades para o avanço das investigações.

 

Jornal da Cidade Online

A ex-presidente da Petrobrás, Graça Foster é alvo da Operação Pentiti e a PF esteve em casa dela

Com base nas informações colhidas na delação de Antonio Palocci, a Polícia Federal está vasculhando a residência da ex-presidente da Petrobras Graça Foster. Segundo o Ministério Público Federal, Graça tinha conhecimento de todo o esquema de corrupção ocorrido na empresa.

“Apura-se, ainda, informações contidas em e-mails de Marcelo Odebrecht e prestadas por Antonio Palocci no sentido de que a ex-Presidente da Petrobras, Graça Foster, teria conhecimento do esquema de corrupção existente à época na estatal, mas não teria adotado medidas efetivas para apurar tal esquema ou impedir a continuidade do seu funcionamento. Graça Foster ocupou a presidência da Petrobras entre fevereiro de 2012 e fevereiro de 2015,” Não é segredo as fortes ligações existentes entre Dilma e Graça.

Eram grandes amigas e agiam em sintonia. Graça conseguia entender a sintonia de Dilma.

Jornal da Cidade Online

Vereador Estevão Aragão voltou a fazer mais denúncias de corrupção em órgãos da prefeitura de São Luís

O vereador Estevão Aragão voltou a fazer mais denúncias de corrupção em órgãos da prefeitura de São Luís, destacando que as deficiências vergonhosas apresentadas nas diversas áreas da administração pública são decorrentes do dinheiro que vem sendo desviado através de obras superfaturadas e inúmeras sem as necessárias qualidades e que não são fiscalizadas. Estevão Aragão lamentou profundamente, que os órgãos de controle municipais, estaduais e federais simplesmente se omitem de exercer as suas responsabilidades.

Aqui na Câmara Municipal, a bancada de sustentação das práticas ilícitas da administração municipal barra toda e qualquer tentativa que sejam feitas para as devidas investigações para que a população venha a tomar conhecimento do rumo que é dado para os recursos públicos, fazendo observações sérias sobre o submundo dos negócios ilícitos na Semosp

O vereador também deu destaque aos casos que vieram a público de laranjas sendo utilizados para desvio de milhões de reais dos cofres públicos. Infelizmente, se tem a impressão de que em São Luís não existe Ministério Público e Procuradoria Geral de Justiça. Os casos vêm assumindo proporções tão sérias, que vários vereadores da bancada do prefeito, não estão querendo defende-lo, diante das inúmeras e constantes denúncias feitas em plenário pela oposição, que apesar de ser bem pequena, mas muito atuante e bem informada.

Para a próxima semana estão previstas mais denúncias que virão por outros vereadores, o que causa muita preocupação ao Palácio La Ravardiére, não pelas possíveis investigações, que naturalmente devem estar sob controle, mas pela repercussão perante a opinião pública. À semana passada, quando o vereador Estevão Aragão iniciou denúncias contra o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, o líder do governo, o vereador Pavão Filho, habilmente se retirou do plenário e ninguém defende o dirigente municipal.