Ferry Boat colide violentamente com barreira de pedras na saída do Porto de São Luís

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Do blog do João Filho

              Faz tempo que o aviso foi comunicado e uma tragédia está sendo anunciada há muito tempo na travessia via Ferryboat. Em pouco menos de um ano já foram vários incidentes e nenhuma solução foi tomada pelos órgãos competentes. São Ferryboats antigos, reformados, mas sem nenhuma condição de trafegar na baía de São Marcos, local com forte maresia, por atravessar o famoso boqueirão.

             Na manhã deste sábado (14), o Ferryboat Cidade de Tutóia que fazia a travessia São Luís/Cujupe colidiu violentamente com a barreira de pedras, na saída do Porto da Espera em São Luís. O pânico foi geral e muitos passageiros passaram mal por causa do susto. Até agora ninguém conseguiu entender o motivo que levou a causa da batida. A empresa responsável pelo Ferryboat ainda não se manifestou sobre o caso.

           Um dono de Van que faz a travessia todos os dias e estava no momento da batida, disse que já não confia mais nos Ferrybots há muito tempo. “Nós atravessamos nisto por que somos obrigados. Temos que trabalhar e pagar nossas prestações de carro. Mas aqui ninguém tem segurança. Me preocupo muito com as pessoas idosas e as crianças” – desabafou o motorista que prefere não se identificar com medo de retaliações.

A passageira Maria Tereza Gomes Sodré, de 32 anos, moradora da zona rural de Bequimão, contou que pensou que o Ferryboat havia se partido ao meio. “A pancada foi tão forte que eu achei que o Ferry havia rachado ao meio. Fiquei tremula e não tive mais perna pra ficar em pé. O pior foram vários idosos que estavam do meu lado. Um susto muito grande” – declarou.

O site da Agência Estadual de Transporte e Mobilidade Urbana (MOB) até às 22h:41min deste domingo (15) não havia publicado nenhuma nota sobre o acontecido. Na verdade durante muito tempo, a MOB só aparece nos portos de Cujupe e Ponta da Espera, somente em feriados prolongados. No restante dos dias, tudo fica jogado as cobras.

Fonte – Blog do João Filho

Ministérios Públicos Federal e Estadual recomendam a prefeitura de Governador Edison Lobão a aplicação correta de recursos da educação

Medida visa garantir a correta gestão de recursos financeiros da educação

            O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) e o Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA) expediram recomendação conjunta à Prefeitura e Secretaria de Educação do Município de Governador Edison Lobão a fim de garantir a correta movimentação bancária dos recursos financeiros provenientes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

          A recomendação é resultado de procedimento extrajudicial instaurado na Procuradoria da República no município de Imperatriz (PRM/Imperatriz), que investiga se a administração do Município de Governador Edison Lobão vem cumprindo com o princípio da ampla publicidade das contas públicas, seja para os órgãos de fiscalização, seja para o controle social. Por meio de fiscalização promovida pela Controladoria-Geral da União (CGU), ficou constatado que a administração municipal não está movimentando os recursos do Fundeb a partir da conta-corrente específica do fundo, e sim através de outras contas de titularidade da prefeitura.

          Assinam a recomendação conjunta o procurador da República Hilton Araújo de Melo e a promotora de Justiça Nahyma Ribeiro Abas. No documento, eles destacam que a prática constatada, além de contrariar a legislação específica, prejudica as ações fiscalizatórias do Ministério Público, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União, Tribunal de Contas do Estado, Câmara Municipal, Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb e também dos cidadãos e contribuintes interessados em consultar os extratos da conta-corrente específica do fundo.

          Com a recomendação, a Prefeitura e a Secretaria de Educação do município deverão adotar providências imediatas para impedir a transferência de valores mantidos na conta-corrente específica do Fundeb para outras contas-correntes de titularidade do próprio município, além de deixar de realizar operações de transferências com rubricas genéricas ou destinação desconhecida.

          Deverão, com isso, assegurar que as movimentações dos recursos sejam realizadas pela Secretaria Municipal de Educação e pelo prefeito, além de disponibilizar aos órgãos públicos de fiscalização o acesso às contas públicas, observando, assim, o princípio da publicidade.

Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no Maranhão

Resistência de Waldir Maranhão assusta base de Temer

Parlamentares que querem tirar deputado do comando da Câmara só veem duas saídas para afastá-lo e convocar nova eleição: renúncia ou cassação. Waldir Maranhão diz que não abrirá mão do cargo

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Resistência de Waldir Maranhão assusta base de Temer

Resistência de Waldir Maranhão assusta base de Temer
Parlamentares que querem tirar deputado do comando da Câmara só veem duas saídas para afastá-lo e convocar nova eleição: renúncia ou cassação. Waldir Maranhão diz que não abrirá mão do cargo

Maranhão assumiu a presidência no último dia 5, após o afastamento de Eduardo Cunha

O presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), se transformou no mais sério problema para a defesa dos interesses do recém-formado governo Michel Temer no Congresso. O caso é de difícil solução política e pode, em última instância, ser definido por deliberação da Justiça. “Estudei todas as alternativas e não há solução a não ser a renúncia ou a cassação do seu mandato”, disse o primeiro-secretário Beto Mansur (PRB-SP).
Primeiro-vice-presidente, Maranhão assumiu o cargo com o afastamento liminar do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em razão de pedido do Ministério Público Federal acatado unanimemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Cunha é acusado de obstruir as investigações e de utilizar o mandato em benefício próprio, inclusive para impedir o seu julgamento por parte do Conselho de Ética da Câmara.
A oposição considera inaceitável a permanência do deputado maranhense no cargo desde que ele tentou anular a aceitação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pela Câmara. Mas Waldir Maranhão, que é muito ligado ao dilmista Flávio Dino (político do PCdoB que governa o Maranhão, estado do parlamentar), resiste, o que assusta a base aliada do presidente em exercício Michel Temer (PMDB). Temer tem sinalizado que não pretende entrar na disputa pelo comando da Casa. Mas deputados próximos ao peemedebista tentam emplacar um nome com maior afinidade com o novo governo.
Maranhão descartou a renúncia em todos os rápidos pronunciamentos que fez. Tenta se manter no cargo contra, até mesmo, a pressão do seu partido, o PP, que quer obrigá-lo a abandonar o posto. Nem mesmo a suspensão da filiação, cogitada pela cúpula partidária, foi suficiente para dissuadi-lo. O parlamentar foi eleito primeiro-vice-presidente da Câmara. E, pelo entendimento da assessoria jurídica da Casa, o cargo não pertence à sigla pela qual foi eleito ou coligação partidária.
Cassação ou renúncia
O próprio presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e os deputados da bancada entendem que não há como afastá-lo a não ser pela cassação do mandato ou pela renúncia. As ameaças de punições administrativas dentro da legenda não funcionaram. Maranhão já perdeu o cargo de presidente do diretório estadual do PP, o que tampouco o levou a mudar de ideia.
Na sexta-feira (13), Maranhão foi alvo de mais uma ofensiva deflagrada com o objetivo de tirá-lo do cargo. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Osmar Serraglio (PMDB-PR), encomendou um parecer ao corpo técnico da Câmara, que concluiu pela necessidade de realizar nova eleição para presidente da Casa. Serraglio tenta substituir Maranhão por um nome de confiança do Palácio do Planalto. O estudo da CCJ não foi discutido no plenário da comissão e contradiz o entendimento da Secretaria-Geral da Mesa, que alega ser de Maranhão o posto que ele ocupa.
Beto Mansur sugeriu outra alternativa: ele assumiria a direção dos trabalhos durante as sessões mais

Resistência de Waldir Maranhão assusta base de Temer
Parlamentares que querem tirar deputado do comando da Câmara só veem duas saídas para afastá-lo e convocar nova eleição: renúncia ou cassação. Waldir Maranhão diz que não abrirá mão do cargo

Maranhão assumiu a presidência no último dia 5, após o afastamento de Eduardo Cunha

O presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), se transformou no mais sério problema para a defesa dos interesses do recém-formado governo Michel Temer no Congresso. O caso é de difícil solução política e pode, em última instância, ser definido por deliberação da Justiça. “Estudei todas as alternativas e não há solução a não ser a renúncia ou a cassação do seu mandato”, disse o primeiro-secretário Beto Mansur (PRB-SP).
Primeiro-vice-presidente, Maranhão assumiu o cargo com o afastamento liminar do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em razão de pedido do Ministério Público Federal acatado unanimemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Cunha é acusado de obstruir as investigações e de utilizar o mandato em benefício próprio, inclusive para impedir o seu julgamento por parte do Conselho de Ética da Câmara.
A oposição considera inaceitável a permanência do deputado maranhense no cargo desde que ele tentou anular a aceitação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pela Câmara. Mas Waldir Maranhão, que é muito ligado ao dilmista Flávio Dino (político do PCdoB que governa o Maranhão, estado do parlamentar), resiste, o que assusta a base aliada do presidente em exercício Michel Temer (PMDB). Temer tem sinalizado que não pretende entrar na disputa pelo comando da Casa. Mas deputados próximos ao peemedebista tentam emplacar um nome com maior afinidade com o novo governo.
Maranhão descartou a renúncia em todos os rápidos pronunciamentos que fez. Tenta se manter no cargo contra, até mesmo, a pressão do seu partido, o PP, que quer obrigá-lo a abandonar o posto. Nem mesmo a suspensão da filiação, cogitada pela cúpula partidária, foi suficiente para dissuadi-lo. O parlamentar foi eleito primeiro-vice-presidente da Câmara. E, pelo entendimento da assessoria jurídica da Casa, o cargo não pertence à sigla pela qual foi eleito ou coligação partidária.
Cassação ou renúncia
O próprio presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), e os deputados da bancada entendem que não há como afastá-lo a não ser pela cassação do mandato ou pela renúncia. As ameaças de punições administrativas dentro da legenda não funcionaram. Maranhão já perdeu o cargo de presidente do diretório estadual do PP, o que tampouco o levou a mudar de ideia.
Na sexta-feira (13), Maranhão foi alvo de mais uma ofensiva deflagrada com o objetivo de tirá-lo do cargo. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Osmar Serraglio (PMDB-PR), encomendou um parecer ao corpo técnico da Câmara, que concluiu pela necessidade de realizar nova eleição para presidente da Casa. Serraglio tenta substituir Maranhão por um nome de confiança do Palácio do Planalto. O estudo da CCJ não foi discutido no plenário da comissão e contradiz o entendimento da Secretaria-Geral da Mesa, que alega ser de Maranhão o posto que ele ocupa.
Beto Mansur sugeriu outra alternativa: ele assumiria a direção dos trabalhos durante as sessões mais complicadas e Maranhão ficaria como representante da Câmara, presidindo as sessões mais leves ou sem previsão de votação. Nem mesmo entre os demais membros da Mesa essa ideia vingou. “Essa solução é uma vergonha para todos os deputados. Não podemos ficar mais desmoralizados”, disse o deputado Júlio Lopes (PP-RJ).
O dilema da Câmara com seu presidente interino atravessa a rua e chega ao Palácio do Planalto. O presidente em exercício Michel Temer receia que as medidas provisórias e outros projetos de lei do ajuste fiscal e da reforma administrativa demorem a ser votados pelos deputados por falta de um presidente da Casa que saiba tocar as sessões sem muitas interrupções da oposição formada por PT, PDT, Psol e PCdoB.
Também foi descartada alternativa apresentada pelo PPS para aprovar um projeto de resolução considerando vago o cargo de presidente da Câmara e convocando nova eleição. As assessorias jurídicas de vários partidos consideraram esse caminho inadequado. Por ser uma “inovação”, seria facilmente questionada no STF e poderia desmoralizar ainda mais a Casa. E assim na próxima semana Maranhão retornará a Brasília do mesmo jeito que saiu, disposto a ser o presidente da Câmara no lugar de Cunha até 2 de fevereiro do próximo ano.

Fonte – Congresso em Foco

complicadas e Maranhão ficaria como representante da Câmara, presidindo as sessões mais leves ou sem previsão de votação. Nem mesmo entre os demais membros da Mesa essa ideia vingou. “Essa solução é uma vergonha para todos os deputados. Não podemos ficar mais desmoralizados”, disse o deputado Júlio Lopes (PP-RJ).
O dilema da Câmara com seu presidente interino atravessa a rua e chega ao Palácio do Planalto. O presidente em exercício Michel Temer receia que as medidas provisórias e outros projetos de lei do ajuste fiscal e da reforma administrativa demorem a ser votados pelos deputados por falta de um presidente da Casa que saiba tocar as sessões sem muitas interrupções da oposição formada por PT, PDT, Psol e PCdoB.
Também foi descartada alternativa apresentada pelo PPS para aprovar um projeto de resolução considerando vago o cargo de presidente da Câmara e convocando nova eleição. As assessorias jurídicas de vários partidos consideraram esse caminho inadequado. Por ser uma “inovação”, seria facilmente questionada no STF e poderia desmoralizar ainda mais a Casa. E assim na próxima semana Maranhão retornará a Brasília do mesmo jeito que saiu, disposto a ser o presidente da Câmara no lugar de Cunha até 2 de fevereiro do próximo ano.

Fonte – Congresso em Foco

 

Fonte – Congresso em Foco

“Há 50 maneiras de ser mais generoso com os pobres e gastar menos”

             Arquiteto do programa mais famoso de Lula, o Bolsa Família, Ricardo Paes de Barros é conhecido entre os colegas economistas como uma espécie de “liberal dos pobres”. Doutorado em economia pela universidade de Chicago, PB não é um “chicago boy” convencional. Por mais de 30 anos, tempo em que integrou o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (IPEA), realizou inúmeras pesquisas focadas em temas como desigualdade, miséria e educação. Foi subsecretário da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da presidência no Governo Dilma, entre 2011 e 2015. E, depois de ter largado a carreira pública para assumir um posto de economista-chefe do Instituto Ayrton Senna e de professor do Insper, voltou a nortear as políticas públicas do Governo quando o vice-presidente Michel Temer assumiu a presidência interinamente, na última quinta-feira.

            O programa “Uma ponte para o futuro“, desenvolvido pelo PMDB enquanto o partido ainda fazia parte da base governista de Dilma Rousseff, fez uso das ideias de PB no âmbito das políticas sociais. Áreas como a previdência social e programas como o Bolsa Família precisam, na sua opinião, ser peneirados. “Qualquer medida de cortar gasto é impopular. Em momento de crise, não existe presidente popular”.

A entrevista foi concedida a Ana Carolina Cortez, durante o Seminário Internacional Educação para a cidadania global, promovido pelo jornal, a Fundação Santillana e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

A entrevista é publicada por El País

Eis a entrevista.

Temer assumiu o Governo interinamente, num momento turbulento. E defende diversos cortes nos gastos públicos para ajustar a economia. Como é possível fazer tais ajustes e manter algum apoio da sociedade?

A gente espera que Temer corte os gastos públicos. Como não podemos cortar? O Governo brasileiro gasta mais que 40% do PIB. Vai ter que cortar, ele não tem esse dinheiro. Agora, não tem razão nenhuma para cortar isso em educação, muito menos no Bolsa Família. Só para a gente ter uma ideia, os 50% mais pobres do Brasil têm uma renda que equivale a apenas 10% do PIB. O Governo pode cortar à vontade sem tirar do pobre, sem tocar nos serviços públicos.

De que forma?

A primeira coisa é mexer na Previdência. Vai ter que cortar gastos dramaticamente. Os idosos que recebem os benefícios estão entre os 50% mais ricos do país. Você não vai tocar nos 50% mais pobres, portanto, mexendo na Previdência. Outro ponto está nos altos salários do setor público. A desigualdade no Brasil caiu nos últimos 15 anos no setor privado, mas no público ficou parada. Isso quer dizer que os salários no setor público continuam tão altos como nunca. Você quer cortar gasto que não vai ter nenhum impacto sobre pobreza e só vai reduzir desigualdade? Corta salário do setor público. Como? Não ajusta pela inflação.

Outra área que pode ser ajustada é a educação pública. Ninguém consegue explicar por que a universidade pública é gratuita. Uma universidade que atende somente 25% dos alunos? 75% dos alunos estão em universidades privadas e pagam, exceto pelos que estão no Pro-Uni. Aquilo que o pai pagava pelo filho no ensino médio, ele pode pagar no ensino universitário.

Um país minimamente organizado no mundo, ainda mais com tamanho nível de desigualdade, faria isso. A gente abriu 15 universidades federais em oito ou dez anos. Não seria mais barato fazer um ProUni mais amplo e aproveitar a estrutura que você tem das universidades privadas? Não seria uma forma de atingir melhor os pobres? Consigo imaginar 50 maneiras de ser mais generoso com os pobres e gastar menos. O Governo tem que analisar tudo o que destina para os pobres, mas que não está chegando até eles. É aí que precisa cortar. Grande parte disso devem ser subsídios que ele está dando para não pobres.

Como subsídios para setores industriais?

Sim. Os mais variados subsídios que ele pode estar dando. Analisar o porquê de estar gastando com isso. Tudo precisa de uma justificativa. O que Temer tem a favor, que é muito importante, é estar sinalizando para o mercado que ruma a um Governo saudável, que poderá pagar o que deve. Apresentando planos de como pretende fazer isso. A expectativa, desta forma, é que a taxa de juros caia. Se a taxa de juros cair, você vai poupar uma quantidade enorme de dinheiro. Uma das maneiras que alguém que está endividado tem para sair da dívida é fazer um bom acordo sobre aquilo que vai pagar, empenhar todos os seus bens, dar garantias… de forma que consiga juros melhores.

A política econômica vai ser muito importante para recuperar o crescimento rapidamente, ter menos pessoas desempregadas, menos pobreza e, portanto, menos necessidade de atuação do Governo. Agora precisa aumentar a credibilidade de que “sim, vou pagar”, e mais do que isso, “vou parar de gastar o que não tenho e a minha dívida não vai crescer”, só isso já vai levar a taxa de juros a cair. Porque se esse Governo não for capaz de fazer a taxa de juros cair, está em sérios apuros. Quando você pergunta se o Governo deve tocar nos programas sociais, não, ele não pode, não deve e espero que não faça. Acho que não tem nenhuma declaração direta de Temer de que irá fazer isso, pois os programas têm sido importantíssimos para os pobres. Claro, tudo na vida precisa ser melhorado. Veja o Bolsa Família. Eu mexeria no programa em dez coisas diferentes.

Que coisas você mudaria?

O cadastro único é um documento enorme que faz mais de cem perguntas para as pessoas. Você descobre quem vai receber e quanto vai receber com base em uma única variável, que é a renda declarada. Por quê? Por que eu não uso todo o resto das informações que eu tenho, para garantir que aquela renda declarada é fidedigna? Todo o lugar do mundo, e o Estado do Rio de Janeiro em particular, faz isso. Eu acho que não tem nenhuma justificativa para eu dar os benefícios e definir a magnitude do Bolsa Família olhando para apenas uma das informações que a família me deu, e não para todas. Várias informações que aquela família me dá me dão indícios de que aquela renda pode estar um pouco para cima ou um pouco para baixo. E há estudos que mostram que isso pode ter um efeito enorme. Você tem a informação na sua mão. Pode começar a fazer isso amanhã. E isso vai fazer com que mais dinheiro chegue na mão do pobre e que menos dinheiro seja desperdiçado, pois está indo para não pobres.

Mas qual seria a equação ideal entre políticas públicas e gastos públicos no novo Governo? Porque o aumento de gastos foi justificado pelos governos Lula e Dilma como medidas necessárias para a redução das desigualdades.

O problema do Brasil não foi que ele caiu nesse excesso de gastos. Ele gastou como nunca com o pobre, e isso foi ótimo. E temos que continuar gastando. Até mais. O Brasil caiu nesse problema porque, além de gastar com o pobre, ele gastou com várias outras coisas que não eram para o pobre. O fato de que você tem que parar de gastar com quem não é pobre e gastar mais com que é pobre é meio óbvio. Você quer gastar mais? Arrecade antes mais. Agora, gastar antes aquilo que você não tem é se meter em apuros. E foi um pouco o que aconteceu.

Você falou que a educação precisa de ajustes também. O orçamento da pasta é o terceiro maior do Governo, o que contrasta com os nosso rendimento em indicadores globais de qualidade de ensino. Na sua visão, qual é o problema da educação, é falta de recursos ou da gestão desse dinheiro? Como promover ajustes sem prejudicar a educação?

Os gastos com educação não vêm apenas do MEC. Mas, de maneira geral, gastamos demais com educação superior e de menos com as etapas anteriores, a educação básica. Agora, a gente precisa ser dramaticamente mais eficiente. Toda evidência mostra que a gente poderia ter indicadores 15% ou 20% melhores do que aqueles que a gente tem. O MEC tem que parar de tentar ensinar os municípios a educar e começar a aprender com os municípios que sabem educar, para que eles expliquem para os que não sabem. Temos vários municípios brasileiros com um IDEB [Índice de Desenvolvimento de Educação Básica] de 5,5 ou 6 [nota máxima] no interior do Nordeste. Brejo Santo, um município no interior do Ceará, com renda per capita de 300 reais, é um exemplo de IDEB europeu. O que o MEC tem que fazer é mapear as melhores práticas e difundi-las.

Um dos pontos que devem voltar à pauta do ajuste fiscal é a Desvinculação de Receitas da União (DRU). O Governo já encaminhou projeto ao Congresso para ressuscitá-la até 2023. Especialistas de educação não querem a DRU de volta, mas a equipe de Temer conta com ela. O que você pensa a respeito?

A vinculação precisa ter, como contrapartida, um plano, um projeto. Se eu tenho um plano que me diz quais são as ações, quais resultados quero alcançar e quanto eu vou gastar, a sociedade pode fazer um acordo plurianual contigo, que não é para sempre, é, por exemplo, por dez anos. E depois vamos sentar para renegociar. Recursos são uma contrapartida para resultados. Os ministérios não podem, em nenhuma sociedade, ter recursos garantidos sem ter resultados acordados. Claro que todo mundo tem dificuldades, a ponte custou mais caro do que eu pensei que ia custar, mas você vai discutir de uma maneira sensata. Mas não assim: vou te dar o dinheiro e não importa o que você fizer você tem o dinheiro. Isso não é uma boa coisa. O anormal é a vinculação, portanto, e não a desvinculação. Você tem um orçamento e escolhe como gastá-lo, assim como toda família. Eu acho que a gente não deveria ter gastos vinculados. A gente deveria ter leis e acordos plurianuais vinculados a planos. Isso, na educação, está faltando. A vinculação automática só te protege contra um Governo irresponsável, o que não é o caso aqui. Nem foi no caso Dilma.

Mas a gente não corre o risco de, com a volta da DRU, deixar de direcionar esses recursos para a educação?

Sim. E todo mundo corre. A saúde corre, a segurança corre… por isso é tão importante quem governa o país tomar as decisões de investimento. E isso estar muito claro na hora que vamos votar. Quem está trabalhando corre o risco de ficar desempregado a qualquer momento. Não dá para acreditar que na sociedade não existem riscos. Esses riscos não são eliminados por lei, que limitam tudo. São eliminados por diálogo, por instituições que funcionam, por convencimento… Claro que mais recurso para educação é sempre melhor, mas não precisamos de receitas vinculadas para isso. O ministério pode ir ao Congresso e pedir mais recursos, com um objetivo concreto na mão. Se ele falar que quer mais dinheiro para abrir uma universidade federal, vou dizer que esta não é a melhor ideia, porque este não é o nosso problema. E aí não vou dar o dinheiro. Riscos não são eliminados por lei, são eliminados por diálogo.

Dizem que você ajudou a desenvolver o programa “Uma ponte para o futuro”, no qual essa sua visão de peneirar gastos sociais sem prejudicar os mais pobres se faz presente. Você recebeu algum convite para participar formalmente do Governo Temer?

Eu nunca falei com o vice-presidente – quer dizer, nosso presidente neste momento – mas eu trabalhei quatro anos com o ministro Moreira Franco [na Secretaria de Assuntos Estratégicos], que é presidente da Fundação Ulysses Guimarães. Quando eles estavam escrevendo o que seria uma política social para o Brasil – e o PMDB ainda fazia parte da base governista de Dilma – eu tinha algumas coisas escritas no âmbito social e, com muito prazer, cedi tudo o que eu tinha. Eu não escrevi nenhum documento formalmente nem coordenei nada. Poderia até ter coordenado se tivesse sido solicitado e se eu tivesse tempo. Aproveitaram minhas ideias num documento do partido e é super honesto dizer, portanto, que eu participei. Estou muito orgulhoso de terem usado parte do que eu tinha feito e aproveitado lá.

Algumas dessas medidas, que incluem parte do que você disse aqui, são bem impopulares, não?

O fato que a gente tem que gastar menos é um fato da vida. A gente não tem o dinheiro. Nem um país, nem uma família, pode gastar mais do que tem. Qualquer medida de cortar gasto é impopular. Em momento de crise, se você quiser ter presidente popular, não vai acontecer. Presidente popular é aquele que faz coisas pelo bem comum, mas corre o risco de ser visto negativamente.

Fonte – IHUSINOS

Loja Maçônica recebe homenagem da Câmara pelos 56 anos em São Luís

Maçons de várias cidades do Estado estiveram reunidos, na última sexta-feira, 13, na Câmara Municipal de São Luís para celebrar os 56 anos de fundação da Grande Loja Maçônica do Estado do Maranhão (Glema) na capital maranhense. O autor da proposta que homenageou a entidade com a realização de uma sessão solene foi o vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), vice-líder do governo naquela Casa parlamentar.
No seu discurso na sessão especial, Ivaldo Rodrigues parabenizou a Grande Loja Maçônica pelos serviços prestados a humanidade e de forma especial, ao povo ludovicense. O parlamentar afirmou que Instituição Maçônica tem o propósito de preservar os valores da liberdade, igualdade, fraternidade, da fé, esperança e caridade para todos os povos, sem distinção de fronteiras, convicções políticas ou religiosas.
“Ao longo da história, a Maçonaria sempre contribuiu para um mundo melhor, mais humanista e solidário. Temos a consciência da missão do maçom, que é lutar pela prevalência da dignidade humana, da justiça, dos valores morais e a responsabilidade com a Nação em que vive. O maçom não convive com ações sociais que violentem os princípios básicos da dignidade, do respeito e da honestidade de conduta”, afirmou o vereador Ivaldo Rodrigues.
Durante a cerimônia, a Câmara entregou títulos e comendas ao Grão-Mestre da GLEMA, Ubiratan João de Castro e os Grão-Mestres Ad Vitam, Bolivá Marques Vieira e Raimundo Livramento, em reconhecimento aos serviços prestados por eles à capital, onde está localizada a sede da instituição.
Ao fazer uso da palavra, o Sereníssimo Grão-Mestre, Ubiratan João de Castro, agradeceu a homenagem e destacou a contribuição histórica e social dessa Loja Maçônica a São Luís e ao estado.
O Maçom, sendo um pedreiro, é um permanente construtor social, onde todos obreiros das Lojas têm a plena consciência, de que somente serão atingidos os objetivos traçados, através do sentimento da solidariedade e do amor fraternal, formando um grande universo de defesa dos direitos humanos e combate sistemático à injustiça. “Parabenizo todos os maçons homenageados e agradeço o trabalho desempenhado por cada um, para o engrandecimento da Grande Loja Maçônica do Estado do Maranhão”, declarou.
SAIBA MAIS
A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista. Tem por princípios a LIBERDADE dos indivíduos e dos grupos humanos, a IGUALDADE de direitos e obrigações sem distinção de religião, raça ou nacionalidade; a FRATERNIDADE entre os homens e consequentemente entre povos e nações.
Seus objetivos são: a investigação da verdade, o exame da moral e a prática das virtudes. Entende por dever o respeito e os direitos dos indivíduos e da sociedade, protegendo e servindo o semelhante, resumindo o dever do homem assim: respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família. O ideal maçônico preconiza a união de todos os povos, cultivando o respeito à personalidade, à justiça social e mais estreita solidariedade entre os homens.
A história da Maçonaria no Brasil registra sua existência desde o século XIX, cuja atividade sócio-política resulta no papel decisivo na Independência do Brasil, Abolição dos Escravos e na Proclamação da República.
No Maranhão, a Maçonaria está representada pela Grande Loja Maçônica do Estado do Maranhão – GLEMA, Grande Oriente do Maranhão – GOBMA e Grande Oriente Autônomo do Maranhão – GOAM, onde convivem sob a égide do Tratado de União, celebrado aos 20 dias do mês de agosto 1999.
A Grande Loja Maçônica do Estado do Maranhão – GLEMA foi fundada em 27 de março de 1960, com três lojas agregadas: Loja Independência nº 22, em São Luís, Loja Deus e Caridade nº 24, em Codó e Loja Lauro Sodré nº 26, em São Luís, e naquela época eram jurisdicionadas à Grande Loja Maçônica do Estado do Pará, para logo depois serem renumeradas como Loja Independência nº 1 (São Luís), Loja Deus e Caridade nº 2 (Codó) e Loja Lauro Sodré nº 3 (São Luís).
Fonte – Diret – Comunicação – CMSL

 

Sindicato dos Radialistas escolhe o vereador Astro de Ogum como patrono da entidade

        O presidente do  Sindicato dos Radialistas do Maranhão, J. Kerly, o diretor financeiro José Santos e o diretor administrativo Herberth Pereira, o Betinho, foram recebidos em audiência na manhã da última quinta-feira (12), com o presidente da Câmara Municipal de São Luis, Astro de Ogum, informando-o que ele foi escolhido pela direção da entidade para ser o patrono da categoria.

       O respeito, o apoio e o alinhamento com os comunicadores radiofônicos de São Luis fizeram com que o nosso Sindicato lhe escolhesse como patrono. Isso é em reconhecimento ao respaldo que o senhor vem dando aos radialistas desde que assumiu a presidência desta casa parlamentar”, afirmou José Santos, enfatizando que o vereador se destaca pelo respeito aos comunicadores.

        Já o presidente do Sindicato, J. Kerly, frisou que um dos itens que levaram a categoria a escolher Astro de Ogum como patrono, foi a instituição do programa “Câmara em Destaque” , levado ao ar de segunda a sexta-feira, das 10 às 13 horas, pela Rádio Difusora AM e que transmite ao vivo as sessões da Câmara Municipal de São Luis.

        “Os radialistas são agradecidos por esta iniciativa, vereador Astro de Ogum, tanto pelo ineditismo como pelo fato do referido programa ter contribuído para a abertura do mercado de trabalho para radialistas e técnicos, numa área que vem reduzindo a oferta da mão de obra. Essa é uma iniciativa louvável”, acrescentou o presidente J. Kerly.

       Já o diretor administrativo do Sindicato, Herberth Pereira, que também é presidente do Comitê de Imprensa da Câmara Municipal, ressaltou que os profissionais da comunicação recebem tratamento diferenciado naquele parlamento.

        “Posso afirmar que dificilmente um jornalista ou radialista pode reclamar das condições de trabalho na Câmara. O presidente Astro, além da iniciativa do programa “Câmara em Destaque”, melhorou as condições de trabalho no Comitê, disponibilizando novos computadores, além de manter ainda a sala onde funciona a Assessoria de Comunicação, que pode ser utilizada pelos comunicadores que ali desempenham suas funções”, destacou Herberth Pereira.

       Por sua vez, o vereador Astro de Ogum afirmou ter sido tomado de uma agradável surpresa pela escolha. Afirmou que sempre teve um bom relacionamento com a imprensa maranhense, por reconhecer que a comunicação é uma das áreas mais importantes no contexto da sociedade.

          “A imprensa  é a verdadeira voz da sociedade. É essa imprensa livre que transmite os anseios e as angústias da população. O programa Câmara em Destaque, por exemplo,  foi criado com o objetivo de que o povo pudesse tomar conhecimento das ações dos seus vereadores, e vem cumprindo seu papel a contento e tem a participação popular”, disse o presidente da Câmara.

             Ele disse se sentir, além de honrado, muito emocionado com o que ele considera uma grande honraria, enfatizando que a Câmara Municipal de São Luis, sob a sua administração, sempre esteve e sempre estará de portas abertas para o povo e para a imprensa.

Fonte – Diret – Comunicação – CMSL

Investir no refrigerante “zero” pode ser uma armadilha para a sua saúde

          Mesmo com baixas quantidades de açúcar, bebidas contêm adoçantes que podem aumentar peso e contribuir para doenças associadas à glicose e outras disfunções

              Na última semana de abril, chegou ao mercado a “Coca Cola Verde”. O  refrigerante diz ter 50% menos açúcar que o tradicional, mas segundo o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), bebida está longe de ser saudável. Junto com ele, outras versões de refrigerantes diets e lights foram desmistificadas pelo instituto. A entidade emite um alerta para quem opta por essas opções: elas não são a mais saudável.

          Sobre a “Coca Cola Verde”, o instituto avisa que o refrigerante mistura açúcar com adoçante. O edulcorante é do tipo o estevia que, apesar de ser natural, não necessariamente faz bem à saúde. “Apesar de se venderem como ‘saudáveis’, elas continuam sendo bebidas açucaradas que contribuem para o aumento de doenças crônicas como obesidade e diabetes, cuja incidência vem aumentando muito no Brasil”, disse Ana Paula Bortoletto, nutricionista e pesquisadora do Idec, em nota.

          Uma pesquisa da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) mostrou que o estevia causou danos ao DNA e ao cérebro de ratos. “Quando a substância penetra em uma célula, como em bactérias presentes no intestino, ocorre a sua metabolização e a produção de uma outra substância, o esteviol, que é tóxico”, disse o pesquisador Adriano Caldeira de Araújo, professor do Instituto de Biologia da UERJ. O professor indica que mais estudos são necessários para analisar o efeito do estevia em humanos e em baixas dosagens ao longo do tempo.

             O Idec explica que a Coca Cola Verde só foi permitida no Brasil por uma mudança na lei orquestrada em dezembro do ano passado. “Um decreto de 2009 proibia a associação de açúcares com adoçantes na fabricação de bebidas, exceto para refresco em pó (aqueles de saquinho). Porém, em dezembro do ano passado, a regra foi alterada (por meio de outro decreto, de nº 8592), e passou a permitir tais misturas”, diz o Idec, em nota.

          O instituto diz que a mudança na legislação ocorreu por pressão da indústria e que representa um retrocesso ao consumidor.

          De olho nos refrigerantes “zero”

          No ano passado, o Idec publicou uma extensa pesquisa em que avaliou 53 produtos diet/light ou zero e concluiu que, apesar de alguns deles conterem menos açúcar, os adoçantes usados para manter o sabor doce dos alimentos ainda representam riscos à saúde.

Segundo a entidade, se ingeridos em grandes quantidades, eles podem aumentar o risco de câncer, prejudicar o feto e causar aumento do peso. O argumento do Idec é corroborado por alguns estudos, apesar de ainda serem insuficientes. Um estudo de 2014 publicado na Nature, por exemplo, mostra que adoçantes contribuem para a intolerância à glicose por meio da alteração da microbiota intestinal.

Fonte – SaudeBrasileiros

Terapia usada em cães abre caminho para novos tratamentos de câncer de pele em humanos

Pesquisa livrou sete cães de câncer de pele sem necessidade de quimioterapia. Cientistas esperam que mesmos benefícios sejam reproduzidos em humanos

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O tratamento que cura câncer de pele em cães já está sendo testado em câncer de pele humano.

             Uma terapia inovadora desenvolvida pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (Inct) conseguiu curar um tipo de câncer de pele em sete cães. Nos testes clínicos, os pesquisadores utilizaram a terapia fotodinâmica, tratamento ativado por luz que produz radicais livres capazes de matar as células cancerígenas. A terapêutica dispensou quimioterapia, radioterapia e cirurgia e abriu caminho para terapias promissoras em humanos.

            “Nós conseguimos a cura do hemangiossarcoma cutâneo em sete cães que tiveram esse tratamento”, relatou a veterinária Martha Rocha, que desenvolve a técnica como trabalho de doutorado na Universidade de Brasília (UnB). A pesquisadora explica que a terapia consiste na aplicação de uma emulsão no tumor. A fórmula é ativada com o uso de um fotossensibilizador – no caso, uma luz vermelha que produz radicais livres que matam as células cancerígenas.

               De acordo com o coordenador do Inct em Nanobiotecnologia e orientador do projeto, Ricardo Bentes, o tratamento já está sendo testado em câncer de pele humano. “Estamos ajustando o fluido que será usado em pessoas. [É] uma questão de acertar detalhes como a estabilidade do produto e em que quantidade penetra para darmos como concluído”, disse ele.

                Em humanos, o hemangiossarcoma é mais comum em órgãos internos, onde é difícil chegar com a luz. Porém, a técnica está sendo adaptada para a cura do carcinoma basocelular, comum em pele humana, e que atualmente pode ser curado principalmente com cirurgia, quimioterapia local e radioterapia. O próximo passo, segundo o pesquisador, será investir na adaptação deste tratamento para outros cânceres humanos – nos quais a luz possa alcançar – e patologias causadas por fungos e bactérias.

              O especialista explica que além de matar as células do tumor, esse tratamento estimula a imunidade do organismo. “O que se busca em tratamento para câncer é a imunoterapia; é fazer com que o organismo reaja contra o câncer. Mas o que acontece quando você faz quimioterapia e radioterapia é o contrário: a imunidade cai. Nesse caso, se ficar alguma célula residual, o organismo está imunodeprimido, e o tumor pode voltar com tudo e vir até mais agressivo. O que a gente percebe com a terapia fotodinâmica é que ela faz uma imunoestimulação”, acrescentou.

Tecnologia

             O pesquisador explica que já existe uma primeira geração de fotossensibilizadores no mercado, mas diferentemente da nova tecnologia, a antiga exige a incidência de luz no tumor por mais tempo e também a permanência do paciente no escuro para evitar lesões. Outra desvantagem da primeira geração, segundo o especialista, é que ela usa um comprimento de onda baixa, o que por vezes impossibilita a morte das células malignas por completo. Ele salientou que “o comprimento da luz vermelha atinge profundidades maiores do tumor”, disse.

            Segundo Bentes, a vantagem da nova terapia é que ela não tem efeitos colaterais, “no máximo um pouco de dor no momento da aplicação. O paciente não vai sentir enjoo, nem perder cabelo, e assim o paciente adere melhor ao tratamento. Além disso, o paciente faz o tratamento e meia hora depois vai para casa, não precisa ser internado”. O professor informou que busca parcerias com a indústria farmacêutica para viabilizar a oferta do produto no mercado.

Fonte – Agência Brasil

 

Estagiária da Caixa Econômica com 62 cartões do Bolsa Família foi detida pela Polícia Federal

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Ela e o primo chegaram a movimentar R$ 25 mil em uma única transferência.

A suspeita era justamente de que a estagiaria estaria desviando recursos do Bolsa Família. O caso ocorreu em Bezerros, no Agreste de Pernambuco. De acordo com o UOL, os valores eram transferidores dos 62 cartões do programa para a conta de um primo da jovem.

Em apenas uma das transferências da conta, foram movimentados R$ 25 mil. Mas a polícia ainda não tem noção do tamanho do esquema.

Fonte – UOL  Noticias

Grêmio Lítero Recreativo Português corre o risco de ser extinto. Importantes assembleias serão realizadas no dia 18.

       aldir

    Decorrente da séria dificuldade financeira, em razão da inadimplência de associados, o Grêmio Litero Recreativo Português, corre o sério de ser completamente extinto. O presidente do clube, o advogado Carlos Sebastião Silva vem arregimentando pessoas interessadas em reativar a participação do clube em diversas modalidades esportivas, com vistas a manter viva a imagem de clube, mas para tanto precisa de recursos financeiros para formar equipes e motivar interessados a representar o clube. Diante da referida proposta que é fruto de diretores e inúmeros associados pode perfeitamente prosperar, caso sejam feitos esforços para diminuir consideravelmente a inadimplência atual.

          Estão marcadas para o próximo dia 18 (quarta-feira), a partir das 15 horas na sede da praça João Lisboa, duas importantes assembleias gerais. A primeira de caráter ordinário para a apreciação da prestação de contas da diretoria executiva. A segunda será extraordinária irá deliberar sobre propostas de alteração estatutária.

        O presidente diz que existem propostas de extinção do clube e distribuição do valor da venda para os sócios que estejam em dias com as suas obrigações. No entanto esclarece que tal procedimento não é possível na vigência do atual estatuto, em razão de que o Clube é uma entidade sem fins lucrativos e a destinação do seu patrimônio será para outra entidade sem fins lucrativos. Uma observação importante que é feita pelo advogado Carlos Nina, reside em que além de mudar a natureza do clube, será necessário quitar todas as suas dívidas.

       Existe um consenso entre os atuais diretores do Clube, que se venderem uma parte do patrimônio, o Litero poderá retomar suas atividades usando como já vem sendo feito  em outras capitais, as instalações de clubes sólidos, em parcerias que atendam aos interesses das partes.

       Muito embora os problemas sejam bastante acentuados no campo financeiro, a direção do Litero está resgatando a memória do Clube para disponibilizá-las no site da agremiação, já tendo sido inseridas centenas de fotos e milhares de imagens de vídeos que integram a memória do Grêmio Litero Recreativo Português.

       Diante da realidade, será de fundamental  a importância de diretores e associados nas duas assembleias marcadas para esta quarta-feira a partir das 15 horas na sede da João Lisboa, diz o presidente Carlos Nina.