Reforma política urgente

Frei Betto

Foi inusitada a eleição de 2014 para eleger presidente, governadores de 26 estados e do Distrito Federal, deputados estaduais e federais (estes, 513 para a Câmara dos Deputados) e renovar 1/3 do Senado.

Para presidente, 11 candidatos! Cinco formados nas fileiras do PT: Dilma, Marina, Eduardo Jorge, Luciana Genro e Zé Maria.

O Congresso Nacional, a ser empossado este ano, é remendo novo em pano velho, como diz o Evangelho. De cada 10 deputados federais eleitos, sete receberam recursos de ao menos uma das dez empresas (empreiteiras, mineradoras, agroempresas, bancos) que mais investiram na eleição. Algumas delas com seus diretores trancafiados na lavanderia da Operação Lava- Jato, comprovando que nem a Suíça lava mais branco…

Nós votamos, elas (empreiteiras, bancos etc) elegem, até que se proíba o financiamento de campanhas por pessoas jurídicas. De fato, já está proibido, mas de direito ainda não: seis dos 11 ministros do STF votaram pela proibição e, no momento de manifestar seu voto, o ministro Gilmar Mendes pediu vista e enfiou a decisão debaixo do braço. A decisão foi tomada pela maioria, mas enquanto Mendes não se pronunciar a corrupção continuará grassando em nosso sistema eleitoral.

O Congresso de 2015 não será formado propriamente por bancadas de partidos, e sim de interesses: bancada do agronegócio,  bancada das empreiteiras (214 deputados de 23 partidos), bancada dos bancos (197 deputados de 16 partidos), bancada dos frigoríficos (162 deputados de 21 partidos), bancada das mineradoras (85 deputados de 19 partidos), bancada da bebida alcoólica (76 deputados de 16 partidos). Sem falar nas bancadas evangélica, da grande mídia etc.

A bancada da bala comemora. Mais de 70% dos candidatos que receberam, legalmente, doações de campanha da indústria de armas e munições, se elegeram em outubro. Dos 30 nomes beneficiados pelo setor, 21 saíram vitoriosos das urnas: são 14 deputados federais e sete deputados estaduais. Fabricantes de armas destinaram R$ 1,73 milhão para políticos de 12 partidos em 15 estados.

Ganha força em todo o país a proposta de se levar adiante a reforma política, com financiamento público das campanhas, redução do número de partidos, fidelidade partidária, e promovida através de uma Constituinte exclusiva.  O Plebiscito, realizado a 7 de setembro de 2014, recolheu mais de oito milhões de votos.

As mudanças exigidas pelas manifestações de junho/julho de 2003, e apoiadas por amplos setores da sociedade civil, têm escassas possibilidades de ser abraçada pelos deputados e senadores eleitos pelo viciado sistema do financiamento privado das campanhas eleitorais.

O principal obstáculo para a reforma política é a atual composição do parlamento: mais de 70% de fazendeiros e empresários (da educação, da saúde, industriais etc); apenas 9% de mulheres (elas são mais da metade da população brasileira);8,5% de negros (51% dos brasileiros se autodeclaram negros); menos de 3% de jovens (os jovens de 16 a 35 anos representam 40% do eleitorado do Brasil).

Frei Betto é escritor, autor de “Oito vias para ser feliz” (Planeta), entre outros livros.

Inmeq autua 37 veículos de passageiros por irregularidades

O Instituto de Metrologia e Qualidade Industrial (Inmeq) do Maranhão autuou 37 veículos de transporte de passageiros por irregularidades no cronotacógrafo, que consiste em um conjunto de instrumentos que indica e registra, de forma simultânea, a velocidade e a distância percorrida pelo veículo, em função do tempo decorrido.

 

As irregularidades foram detectadas durante fiscalização realizada no terminal de embarque de passageiros da Ponta da Espera, em São Luís. Ao todo foram fiscalizados 61 veículos, entre vans, ônibus e micro-ônibus. Os problemas mais comuns detectados pela equipe do Inmeq foram a ausência da verificação periódica do aparelho e a falta do lacre do Inmetro.

 

O cronotacógrafo é obrigatório em veículos de transporte de cargas, de passageiros, incluindo o escolar com mais de dez lugares e com peso superior a 4,536 toneladas. O equipamento é uma espécie de ‘caixa-preta’ de caminhões, vans e ônibus e também registra parâmetros como o tempo de trabalho e os tempos de parada e de direção.

O uso obrigatório do aparelho é uma exigência do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) desde 1997. “Os veículos que já possuem o equipamento devem fazer a verificação periódica a cada dois anos em oficinas credenciadas pelo Inmetro”, explicou o diretor técnico do Inmeq, Zois Gantzias.

Postos credenciados

No Maranhão, existem postos e oficinas credenciadas para aplicação do selo do Inmetro nas cidades de São Luís, Imperatriz, Açailândia, Balsas e Timon. O veículo que não possui o equipamento ou está com o prazo de aferição vencido e não possui o lacre do Inmetro pode receber multa que varia de R$ 800 a R$ 2 mil.

 

Fonte – Agência Secom

Petrobras Distribuidora é proibida de contratar com poder público

Por Giselle Souza

Em meio à grave crise que vive a Petrobras, sua subsidiária Petrobras Distribuidora — dona dos Postos BR — perdeu o direito de fechar contratos com a administração pública, assim como de receber incentivos fiscais. A BR é a maior empresa do setor de distribuição de combustíveis no Brasil.

A decisão foi proferida pela 22ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e se deve a irregularidades na obtenção de permissões para instalar postos de gasolina em terrenos da prefeitura carioca  em áreas nobres da cidade. Cabe recurso.

O caso chegou à 22ª Câmara Cível por meio de embargos infringentes proposto pela própria Petrobras Distribuidora contra a decisão da 10ª Câmara Cível que a condenava por improbidade administrativa — e, em consequência, à impossibilidade de contratar com a administração pública.

As irregularidades nas concessões dos terrenos foram denunciadas pelo Ministério Público do Rio em ação civil pública contra a BR e o então prefeito Luiz Conde, entre outras pessoas. A primeira instância determinou a inelegibilidade do ex-político, mas negou provimento ao pedido do parquet com relação à empresa.

O MP-RJ recorreu e o processo foi parar na 10ª Câmara Cível, que condenou à empresa. A decisão foi por maioria, então a BR propôs os embargos infringentes pelo qual argumentou que mais de 40 permissões de uso teriam sido deferidas entre 1996 a 2000 em favor das diversas empresas que atuam no setor, como Cia. Brasileira de Petróleo Ipiranga, Esso Brasileira de Petróleo Ltda., Texaco do Brasil S.A. e Shell do Brasil S/A.

Segundo a Petrobras, a formalização das permissões ocorria por provocação da empresa interessada, que apresentava ao município protocolo de intenções sobre a área que pretendia explorar. Por isso, não poderia ser condenada haja visto a “prescindibilidade de prévia licitação (para a obtenção da permissão), a incomprovação de ausência ao erário e a inexistência de ofensa aos princípios norteadores da administração pública e benefício em seu favor”.

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O relator do caso, desembargador Marcelo Buhatem (foto), não acolheu os argumentos. “A embargante e também os outros réus, ao longo de suas respectivas defesas, insistiram na tese de que, em se tratando de permissão de uso, estar-se-ia diante de hipótese em que inexigível processo licitatório, de modo que a conduta aqui alvitrada nada teria de ilícita ou afrontosa. Grande erro”, escreveu em seu voto.

Segundo Buhatem, “tem-se que da inexistência de licitação decorreu inegável lesão à coletividade, com inquestionável dano ao erário, ainda que não quantificável neste momento”.

“Conforme já salientado, as avenças aqui impugnadas versam sobre a utilização exclusiva de postos de gasolina em determinadas áreas nobres, ou com alto fluxo de veículos, sendo certo que a Petrobras Distribuidora S/A, pela sua natureza de empresa estatal, uma das maiores multinacionais atuando no segmento de combustíveis, ignora as regras que disciplinam a administração pública, mormente as licitatórias”, afirmou.

Ao manter a decisão anterior, Buhatem disse que a Petrobras “contrariou os deveres de ética e governança corporativa, ignorando o seu próprio código de ética, o que reclama, pois, sua pronta e efetiva responsabilização”.

Com a determinação o município terá que rescindir todas as permissões e, em consequência, a Petrobras distribuidora terá que devolver os terrenos. Ao todo são 47 permissões.

Fonte – Revista Consultor Juridico

Kátia Abreu loteia o Ministério da Agricultura

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Ignorando pedido da presidente Dilma, ministra da Agricultura indicou para compor sua equipe pessoas que respondem a ações na Justiça e já provoca constrangimento no ministério

               Ao compor o novo Ministério, a presidente Dilma Rousseff transmitiu aos integrantes do primeiro escalão que o preenchimento dos cargos nas pastas deveria obedecer ao tripé: força política, capacidade de gestão e probidade administrativa. Para estarem aptos às vagas os indicados deveriam reunir preferencialmente essas características. Não é isso, porém, o que vem ocorrendo no Ministério da Agricultura. Além de chegar ao ministério sob as desconfianças do PT e de transformá-lo numa espécie de República da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e de Tocantins, a ministra Kátia Abreu tem indicado para comandar cargos estratégicos pessoas com problemas na Justiça.
Para a Secretaria de Defesa Agropecuária, Kátia Abreu indicou Décio Coutinho, atualmente assessor técnico da CNA. Coutinho foi articulador da entidade na elaboração da Plataforma de Gestão Agropecuária – ferramenta criada para fazer a gestão operacional do setor agropecuário e reforçar o controle sanitário do rebanho bovino brasileiro. O problema é que Décio Coutinho foi condenado, em outubro de 2013, pela Justiça Estadual de Mato Grosso por improbidade administrativa. A ação, ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, condenou Coutinho por irregularidades na execução de um contrato firmado em 2003 entre a gestão do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea) e a Agência de Viagens Universal Ltda. O Ministério Público considerou irregular a alteração do valor inicial do contrato, efetivação do pagamento à empresa sem a devida comprovação dos serviços prestados e pagamento de quantia superior à estabelecida. Segundo os procuradores, as irregularidades resultaram num prejuízo de R$ 1,15 milhão ao erário.
O novo subsecretário de Planejamento, Orçamento e Gestão do Ministério da Agricultura, Luizevane Soares Mizurine, é réu num processo de busca e apreensão de um carro por inadimplência. Ou seja, o novo responsável pelo orçamento da Agricultura responde a um processo por falta de pagamento. Seguindo a mesma toada de nomeações de pessoas que respondem a processos na Justiça, a ministra escolheu Kátia Rocha para assessorá-la. Ela foi secretária de Estado da Cultura e presidente da Fundação Cultural de Tocantins quando o órgão foi questionado sobre o pagamento de polpudos cachês para duplas sertanejas fazerem shows no Tocantins. Além disso, a então secretária da Cultura foi denunciada ao MP por improbidade administrativa por ter dado calote em profissionais do curso de capacitação em gestão cultural em Palmas, em 2012. A denúncia foi feita por Paulo Azevedo, que ministrou o curso. “Ela cometeu várias irregularidades, entre as quais abuso de poder e improbidade administrativa, pois a mesma exerce a função de secretária de Estado e presidente da fundação, além de formação de quadrilha”, acusou na época.
A ministra Kátia Abreu não se constrangeu em importar integrantes da CNA e de Tocantins para a Agricultura. Além de Coutinho e Rocha, para a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio ela indicou a superintendente de Comércio Exterior da CNA, Tatiana Palermo. O loteamento desenfreado já provoca constrangimentos aos funcionários de carreira do Ministério da Agricultura. Desde a terça-feira 6, cerca de dez assessores de Kátia vinculados à CNA tomam conta das dependências da pasta, mesmo sem estarem oficializados no “Diário Oficial”.

Fonte – Noticias BDF

 

Venda de alimentos e lixeiro dominam as áreas laterais da Biblioteca Publica Benedito Leite no Centro Histórico

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Ao lado da Biblioteca Benedito Leite e em frente a praça do Panteon, recentemente reformada, ambulantes continuam indiferentes a tudo a todos, fazendo do local lixeiro e improvisação para assar, cozinhar e vender milho e outros produtos, afetando inclusive a jardinagem  e prejudicando seriamente a visão do bonito prédio e centro de referência literária e cultural de São Luís e do Maranhão. A própria praça do Panteon, que foi  completamente restaurada, já foi vítima de ação de vândalos, que a picharam em diversos locais.

   Se a prefeitura de São Luís não tomar uma atitude séria para retirar da área da biblioteca, o pessoal da sujeira, que quer se identificar como do comércio informal, de pouco ou nada  adiantou investimentos no local. São Luís terá muitas dificuldades para recuperar o visual de um dos seus bonitos cartões postais. As autoridades já perderam batalhas para a bandidagem e foram obrigadas a colocar grades em frente ao estabelecimento público e agora correm o risco de também ficarem sem as áreas laterais, praticamente dominadas por vendas de alimentos, sem qualquer higiene, o que já poderia ter sido alvo de fiscalização por parte da vigilância sanitária. Cadê a Blitz Urbana e a Guarda Municipal ?

Comerciante instala tendas em calçadas para vendas de frutas no João Paulo e a prefeitura é indiferente ao desrespeito

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Já denunciei por sucessivas vezes, que um comerciante decidiu instalar quatro tendas na calçada da Unidade de Ensino Estadual São Paulo, no bairro do João Paulo. Privatizando o local para a venda de frutas, o comerciante impede o direito do pedestre de utilizar a calçada, além de afetar a visualização do estabelecimento de ensino e também não ser referência digna para uma escola. Sinceramente, não acredito que ninguém da prefeitura de São Luís, não  tenha visto, o total desrespeito e o autêntico desafio imposto as autoridades. Suspeita-se de que haja um protecionismo ao comerciante por parte da fiscalização, uma vez que algumas pessoas ligadas a prefeitura conversam constantemente com o proprietário, me revelou um ambulante que tem uma banca nas proximidades. O dono das tendas não paga tributos diários que é obrigatório para os feirantes e ainda faz uma concorrência desleal aos que procuram trabalhar de acordo com a determinação da Secretaria Municipal de Abastecimento.

      A Blitz Urbana, que quando quer apreende, ameaça e faz jogo duro contra muita gente em locais não tanto irregulares, ainda não conseguiu ver a absurda situação  em que se penaliza o pedestre que paga tributos e deve ser tratado comi cidadão, impede a visualização de uma escola e concorrência desleal que o comerciante faz aos feirantes do mercado que pagam imposto todos os dias, quer trabalhem ou não.

Punição contra Petrobras será mais dura nos EUA

Jornal Estado de São Paulo

                    A ação simultânea da Securities and Exchange Comission (SEC), do Departamento de Justiça (DoJ), e dos tribunais norte-americanos indica que virá de fora a artilharia mais pesada contra a Petrobras, se comprovadas as denúncias de corrupção e apurados os prejuízos aos investidores estrangeiros.

O poder de fogo para multas e acordos bilionários do sistema dos Estados Unidos se contrapõe à atuação limitada da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e à falta de proteção aos investidores no Brasil.

O Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, apurou que o Departamento de Justiça dos EUA já enviou técnicos ao Rio de Janeiro para investigar as denúncias.

Especialistas afirmam que as indenizações e multas aplicadas à Petrobras podem superar os valores de casos emblemáticos, como o da elétrica Enron, cujas fraudes contábeis terminaram em acordo de US$ 7,2 bilhões em 2006.

Por aqui, a CVM está ligada ao Ministério da Fazenda, o que acaba abrindo questionamentos sobre seu poder para atuar em casos ligados a empresas controladas pelo governo federal. Além disso, a autarquia tem papel administrativo e o valor de suas multas é restrito. O Poder Judiciário também é mais lento e tem menos tradição em ações de reparação ao investidor. “A lei e o Poder Judiciário nos EUA são mais rígidos e fazem com que se tenha punições mais graves e economicamente maiores para as empresas do que no Brasil”, diz o advogado do Almeida Advogados, André de Almeida, que se associou ao escritório Wolf Popper para abrir uma ação coletiva contra a Petrobras nos EUA. Para ele, a Petrobras “tem grande influência na sociedade brasileira” e, por isso, a SEC pode ser mais independente para julgá-la.

Em entrevista ao Estado na última semana, o presidente da CVM, Leonardo Pereira, descartou qualquer constrangimento do órgão em investigar e punir a União, controladora da Petrobras, caso necessário. “Não é verdade que a CVM só agiu por causa da SEC”, afirmou.

A estrutura tecnológica, os recursos humanos e poderes de investigação da CVM ainda estão aquém de seu par americano. A brasileira tem um quadro de 500 pessoas e orçamento na casa dos R$ 300 milhões. Já a SEC solicitou US$ 1,7 bilhão em recursos para 2015 e tem 4 mil funcionários. Só em 2014, arrecadou US$ 4,2 bilhões em penalidades, em 755 ações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Das 50 cidades mais perigosas do mundo um terço fica no Brasil. São Luís é a 7ª do Brasil e a 15ª do mundo Por: Por Mariana Barros

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  San Pedro Sula, em Honduras, a mais violenta do mundo (Foto Miguel Reyes)

As cidades da América Latina são as mais perigosas entre todas as cidades do mundo. É o que diz um relatório da fundação City Mayors, centro de estudos dedicado a temas urbanos, que concluiu que 47 das 50 localidades mais violentas do planeta ficam no continente. As exceções são Cidade do Cabo, na África do Sul, além de Detroit e Nova Orleans, ambas nos Estados Unidos. O critério para a elaboração da lista foi o número de homicídios registrados por ano em cada grupo de 100 mil habitantes.

No ranking geral, pela terceira vez consecutiva, a campeã foi San Pedro Sula, cidade com 720 mil moradores no norte de Honduras. Por lá, são registrados 187 assassinatos a cada grupo de 100 mil pessoas, taxa que segue crescendo. A presença do tráfico internacional e as disputas entre gangues locais são as principais causas das mortes. Um vídeo do portal Veja.com publicado em setembro traz o depoimento da jovem hondurenha Danya Gutierrez, moradora de San Pedro Sula que sonha em fugir para os Estados Unidos para escapar da violência. Em 2012, um incêndio em um presídio superlotado da cidade  causou a morte de mais de 300 pessoas, episódio considerado uma das maiores tragédias carcerárias da América Latina.

Caracas, na Venezuela, ocupa o segundo lugar da lista. A capital venezuelana tem quase 3 milhões de habitantes e registra 134 homicídios em cada grupo de 100 mil. O terceiro lugar é da turística Acapulco, cidade portuária mexicana com quase 700 mil moradores e taxa de 113 mortos por 100 mil. Quase um terço das 50 cidades do ranking fica no Brasil, o país de maior presença na lista do City Mayors, que pode ser lida na íntegra aqui.

Os países com mais cidades violentas
(apenas dois não são latinos*)
1º) Brasil
16 cidades

2º) México
9 cidades

3º) Colômbia
6 cidades

4º) Venezuela
5 cidades

5º) Estados Unidos*
4 cidades

6º) África do Sul*
3 cidades

7º) Honduras
2 cidades

8º) Guatemala, El Salvador, Jamaica, Haiti e Porto Rico
1 cidade cada um

O documento destaca que “moradores de cidades do Brasil, México e Colômbia correm mais risco de serem atingidos nas batalhas entre gangues rivais”. Entre as cidades brasileiras, a mais violenta é Maceió, com taxa de 80 em cada 100 mil. Depois dela vêm Fortaleza, com 73, e João Pessoa, com 67. No patamar de 57 a 58 por 100 mil, aparecem Natal, Salvador, Grande Vitória e São Luís, nesta ordem.

Campina Grande, na Paraíba, é a única não capital a figurar entre as mais violentas do Brasil. Com 500 mil habitantes, ela vive o paradoxo de estar sob a tensão da violência ao mesmo tempo em que é considerado um dos locais mais prósperos da região, por ser um importante polo industrial e tecnológico e concentrar dezessete universidades. Veja abaixo:

As cidades mais perigosas do Brasil
(conforme a taxa de homicídios por 100 mil habitantes)

1º) Maceió
80 homicídios por 100 mil habitantes/ 5º lugar no ranking geral

2º) Fortaleza
73 homicídios por 100 mil habitantes/ 7º lugar no ranking geral

3º) João Pessoa
67 homicídios por 100 mil habitantes/ 9º lugar no ranking geral

4º) Natal
58 homicídios por 100 mil habitantes/ 12º lugar no ranking geral

5º) Salvador

58 homicídios por 100 mil habitantes/ 13º lugar no ranking geral

6º) Grande Vitória**
57 homicídios por 100 mil habitantes/ 14º lugar no ranking geral

7º) São Luís
57 homicídios por 100 mil habitantes/ 15º lugar no ranking geral

8º) Belém
48 homicídios por 100 mil habitantes/ 23º lugar no ranking geral

9º) Campina Grande
46 homicídios por 100 mil habitantes/ 25º lugar no ranking geral

10º) Goiânia
45 homicídios por 100 mil habitantes/ 28º lugar no ranking geral

11º) Cuiabá
44 homicídios por 100 mil habitantes/ 29º lugar no ranking geral

12º) Manaus
43 homicídios por 100 mil habitantes/ 31º lugar no ranking geral

13º) Recife
37 homicídios por 100 mil habitantes/ 39º lugar no ranking geral

14º) Macapá
37 homicídios por 100 mil habitantes/ 40º lugar no ranking geral

15º) Belo Horizonte
35 homicídios por 100 mil habitantes/ 44º lugar no ranking geral

16º) Aracaju
33 homicídios por 100 mil habitantes/ 46º lugar no ranking geral

**Dados obtidos pelo City Mayors referem-se apenas à Grande Vitória
Campina Grande: a única não capital brasileira a figurar no ranking

Fonte – Veja Online

Desemprego é a causa da inadimplência para 36% dos consumidores

consumidores

Levantamento mostra que 95% dos consumidores inadimplentes possuem dívidas com atraso superior a 90 dias; e 42% se consideram, no momento, pouco endividados.

O desemprego ainda é a principal causa da inadimplência para 36% dos consumidores entrevistados pela Boa Vista Serviços S/A, em sua tradicional Pesquisa Perfil do Inadimplente. O levantamento foi realizado no 4º trimestre de 2014, e ouviu 1.000 consumidores com dívidas registradas. Em seguida, aparece o descontrole financeiro como causa da inadimplência, com 28% das menções e empréstimo do nome para terceiros (12%).
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A pesquisa apontou queda de 16% para 14% na fatia dos que consideram pior a situação financeira no trimestre, enquanto 43% afirmaram que a situação está melhor. Em comparação ao ano anterior, 32% afirmam que as dívidas diminuíram, enquanto que para 35% continuam iguais e para 33% elas aumentaram. Analisando um espaço menor de tempo, na comparação com o mês anterior, as dívidas diminuíram para 28% dos entrevistados, continuam iguais para 46% e aumentaram para 26%.

O levantamento revelou que 95% dos inadimplentes entrevistados possuem dívidas com atraso superior a 90 dias. A aquisição de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos gerou a inadimplência para 19% dos entrevistados, o mesmo percentual que obteve o item pagamento de contas diversas (condomínio, aluguel, conta de celular e outros serviços). Em seguida, aparece a aquisição de vestuário e calçados (17%), alimentação (15%), despesas com água, luz, telefone, TV a cabo e gás (14%), empréstimo pessoal (8%), material de construção (4%) e financiamento de veículos e casa própria (4%).

A forma de pagamento utilizada na compra que gerou a inadimplência foi o carnê ou boleto para 33% dos entrevistados, seguida de cartão de crédito (25%), empréstimo pessoal (15%), cheque (15%), cheque especial (6%) e cartão da loja (6%). Quanto ao valor das dívidas, 33% dos consumidores disseram que a soma das dívidas em atraso é de até R$ 500, enquanto 34% têm endividamento entre R$ 500,01 e R$ 2.000 e 33% devem acima de R$ 2.000.

Para quitar a pendência financeira, 58% optariam por parcelar e 42% fariam o pagamento à vista. Além disso, 87% pretendem quitar a dívida nos próximos 90 dias, e apenas 13% acima desse prazo.

Endividamento do consumidor

A grande maioria (90%) está otimista também em relação aos próximos 12 meses. A percepção de melhoria e otimismo por parte do consumidor surpreende em um contexto de relativa instabilidade, e desaquecimento do mercado de trabalho, além de menor concessão de crédito.

Os consumidores declararam estar pouco endividados (42%), muito endividados (25%) e mais ou menos endividados (33%).

A renda familiar dos consumidores está comprometida até 25% com o pagamento de dívidas para 47% dos entrevistados, de 25% a 50% para 30% dos consumidores, e acima de 50% de comprometimento para 23% dos pesquisados.
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Questionados sobre o comprometimento com dívidas nos próximos meses, 31% dos consumidores estão comprometidos, um aumento de 8 pontos percentuais em relação a pesquisa anterior (3º trimestre de 2014).

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Intenção de compra

A pesquisa da Boa Vista Serviços S/A revela aumento na intenção dos consumidores em realizarem novas compras, após quitarem as dívidas: 32% pretendem realizar novas compras – aumento de 5 pontos percentuais em comparação com a pesquisa anterior – 67% não pretendem realizar novas compras, e 1% não soube informar.

Após reabilitar o nome, os consumidores pretendem comprar em seguida um veículo (32%), um imóvel (25%), móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos (24%), materiais de construção (6%), vestuário (4%) e outros (9%).

Fonte – Migalhas

 

Bancada ruralista em campanha para eleger Eduardo Cunha presidente da Câmara dos Deputados

Carta dos Ruralistas ao candidato Eduardo Cunha>
>
>
> A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) expressa suas boas-vindas ao
> colega que chega ao mesmo tempo em que deseja sucesso nessa nova e
> importante empreitada, sempre em defesa dos ideais mais sublimes e dos
> interesses daqueles que o elegeram para o mandato na Câmara Federal.
> Aproveitamos esta oportunidade para comunicar nossa decisão de apoiar o
> combativo líder Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para presidente da Câmara
> Federal. E nesse sentido o convidamos também a engrossar essa fileira
> conosco.
>
>Como se sabe, no próximo dia 1º de fevereiro, seremos convocados a eleger
> a nova Mesa Diretora desta Casa para o biênio 2015/2016. Nessa data,
> escolher um colega experiente, dedicado e profundo conhecedor dos meandros do
> Congresso Nacional é imprescindível para a dignidade da Câmara Federal.
> Nosso apoio ao diligente Eduardo Cunha é resultante de encontro que
> tivemos com ele, quando se mostrou disposto a protagonizar a altivez da Câmara em
> relação ao Executivo, pretensão essa compartilhada por todos nós.
>
> Saibam que à frente desta entidade – a FPA -, temos nos esforçado em
> combater o bom combate, sempre em prol do fortalecimento do setor rural e
> valorização do homem do campo e das entidades que os representam. Não é de
> hoje que enfrentamos os desafios com destemor. Foi assim na aprovação do
> Código Florestal, na revisão dos índices de produtividade, no emplacamento
> de máquinas agrícolas etc. E será assim na demarcação de terras indígenas,
> no projeto de acesso aos recursos genéticos, trabalho escravo, na
> legislação sobre agroquímicos, na lei trabalhista específica para o
> trabalhador rural, entre outros temas.
>
> Eduardo Cunha sinalizou que as nossas bandeiras serão por ele também
> conduzidas, a exemplo do que fez o presidente Henrique Eduardo Alves, a
> quem emprestamos apoio dois anos atrás para comandar esta Casa. Aliás,
> Alves reconheceu (é bom que se diga) que sua vitória se deveu aos
> decisivos
> votos da conhecida, atuante e suprapartidária bancada ruralista. Estamos
> confiantes de que eleito Eduardo Cunha reconhecerá o nosso peso e abraçará
> as nossas causas. Este é o nosso desejo. Por isso mesmo é que estamos
> recomendando nele votar, unidos, eis que nenhum de nós é tão forte quanto
> todos nós juntos.
>
> *Luis Carlos Heinze (PP-RS) – Presidente da FPA *
>
>
>
> *Marcos Montes (PSD-MG) – Presidente eleito da FPA*