Murilo Hidalgo afirma que Flávio Bolsonaro deve ser mais beneficiado com maior participação de eleitores no 2º turno. Os 33,4 milhões de brasileiros que não votaram no primeiro turno dificilmente serão a saída para Lula (PT) reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. A avaliação é de Murilo Hidalgo, presidente do instituto Paraná Pesquisas, um dos mais respeitados e experientes profissionais do setor. Em entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, neste sábado (10), Hidalgo afirmou que a abstenção pode ter ajudado Lula no primeiro turno e que uma participação maior dos eleitores no dia 25 de outubro tenderia a beneficiar mais Flávio que Lula, segundo o especialista.
“Acho muito pouco provável que o presidente Lula consiga virar a eleição em cima disso”, afirmou.
O primeiro turno, realizado em 4 de outubro, registrou uma abstenção de 21,08% do eleitorado, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram 33,4 milhões de ausentes, o maior índice em eleições gerais desde 1998. Em 2022, o percentual havia sido de 20,95%. Hidalgo explicou que, desta vez, a ausência de eleitores aumentou no Sul e no Sudeste, regiões onde Flávio teve melhor desempenho, enquanto diminuiu no Norte e no Nordeste, onde Lula recebeu mais votos.
“Se diminuir a abstenção, pela realidade da eleição de primeiro turno, o grande beneficiário seria Flávio Bolsonaro”, avaliou.
A análise ocorre em meio à vantagem numérica de Flávio em levantamentos divulgados após o primeiro turno. O Datafolha apontou 52% dos votos válidos para o senador e 48% para Lula. Já o Atlas/Bloomberg registrou 52,8% para Flávio e 47,2% para o presidente. Nas urnas, Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. Os dois voltam a se enfrentar em 25 de outubro.
Diário do Poder