Servidora mãe de criança autista não precisa compensar jornada reduzida

O servidor que tem direito legal a jornada semanal reduzida para acompanhar o tratamento de saúde do filho autista não deve ser obrigado a compensar as horas, sob pena de afrontar o ordenamento jurídico que concede proteção aos direitos e interesses do menor. Com esse entendimento, a juíza Sabrina Martinho Soares, da Vara da Fazenda Pública de Limeira (SP), anulou o Decreto Municipal 52/2021, que exige dos servidores a compensação de até dez horas que forem usadas no acompanhamento do tratamento de filhos. A redução da carga horária semanal dos servidores públicos nessas condições é autorizada pelo artigo 1º da Lei 6.327/2019. No caso concreto, a servidora pediu a redução de 9 horas e 30 minutos para levar o filho autista para tratamento em uma cidade vizinha.

Para a magistrada, obriga-a a compensar até dez horas na mesma semana ou na semana seguinte, com prevê o decreto, não é proporcional ou razoável. A possibilidade legal de redução de jornada de trabalho para pais que possuem filhos com deficiência, nada mais é do que o meio para concretização dos direitos à saúde e à dignidade.

“É notório que a criança com necessidades especiais, demanda atenção e cuidados a serem prestado por seus familiares, portanto, considerando que seus interesses deverão prevalecer sobre qualquer outro, a limitação sofrida pela autora na plena dispensa dos meios indispensáveis de prestar tal amparo ao filho, viola tanto os interesses como a própria dignidade da criança, principalmente, ao se considerar a tenra idade do infante”, afirmou.

Com a anulação do decreto, o município de Limeira deve reduzir as horas da servidora sem prejuízo do regular e integral recebimento dos seus vencimentos, incluindo-se as horas necessárias para o devido deslocamento.

Fonte: CONJUR

 

Prefeito reforma escola no São Cristóvão a pedido do vereador Francisco Chaguinhas

Durante a entrega do novo espaço, o prefeito anunciou outras obras no bairro a pedido do parlamentar. Na manhã do sábado (17), durante a entrega da requalificação da Unidade Integrada Felipe Conduru, no bairro do São Cristóvão, o prefeito Eduardo Braide (PSD) revelou que o pedido para realizar a obra na escola foi feito pelo vereador Francisco Chaguinhas (Podemos), 1º vice-presidente da Câmara Municipal de São Luís. Além disso, na solenidade, o prefeito anunciou outras obras no bairro a pedido do parlamentar, mas brincou dizendo que não vai acabar com essa surpresa.

“Ele não quis dizer para vocês, mas uma das vezes que ele foi no meu gabinete, um dos primeiros pedidos que ele me fez foi para que fizesse a reforma aqui da escola Felipe Condurú. Então Chaguinhas, nós estamos aqui retribuindo o seu pedido e esse carinho que eu sei que você tem pelo São Cristóvão e já vou adiantando para vocês, como um bom morador de São Cristóvão, o vereador Chaguinhas já me apresentou outras demandas do bairro, mas eu não vou acabar com essa surpresa não, né Chaguinhas? As outras nós vamos entregar na hora certa, mas tenho certeza que elas já fazem parte das demandas do bairro”, revelou Braide.

Em seu pronunciamento, o prefeito fez questão de agradecer o apoio que vem recebendo de Chaguinhas na Câmara com a aprovação de projetos importantes para que a cidade possa ter obras.

“Quero dizer a vocês que eu tenho o vereador Chaguinhas como um vereador correto que tem nos ajudado lá na Câmara, aprovando os projetos importantes para que nossa cidade possa ter obras, para que vocês tenham uma ideia, tudo que vocês viram aqui, foi feito com recurso próprio do município. Isso só é possível quando a Câmara aprova os projetos importantes e todos os projetos importantes para nossa cidade, eu tenho o vereador Chaguinhas como uma pessoa que tem me ajudado lá na Câmara”, completou.

Chaguinhas agradeceu as palavras do chefe do Executivo ludovicense e afirmou que estava muito feliz em saber que os alunos agora contarão com um novo espaço para estudar de forma digna.

“Coração grato por suas palavras e pelo trabalho firme em prol da nossa comunidade do São Cristóvão. Estou muito feliz, em saber que nossas crianças agora vão estudar de forma digna. Obrigado a toda comunidade pela confiança e apoio! Assim que começou o mandato, fiz esse pedido ao prefeito Eduardo Braide, para reformar a Escola Felipe Conduru. Hoje temos uma nova escola para nossas crianças estudarem de forma mais digna, com ar-condicionado em todas as salas, nova Biblioteca, banheiros mais amplos e muito mais”. Vereador salientou que é necessário que o vereador conheça as comunidades e muito mais as aspirações da população, para avançar nas conquistas, afirmou Francisco Chaguinhas.

As obras foram executadas por meio do “Escola Nova”, maior programa de reforma de escolas da história de São Luís, que já recuperou totalmente mais de 140 unidades de um total de 256 escolas da rede pública municipal.

A Unidade Integrada Felipe Conduru teve toda sua estrutura física reformada. As salas foram climatizadas e ganharam acessibilidade às suas dependências, incluindo, o pátio de recreação, sala de computação, dentre outros.

Fonte: Comunicação – CMSL

 

A esdrúxula e inescrupulosa tentativa de “blindar” o general de Lula

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga os atos de 8 de janeiro aprovou, na terça-feira (13), os primeiros 223 requerimentos com solicitações de informações e de oitivas de testemunhas envolvidas com as ações que tiveram início após o segundo turno da eleição de 2022.Desses requerimentos, 35 são para ouvir pessoas na condição de testemunhas.

Entre as oitivas aprovadas, estão a de Braga Netto, ex-ministro da Defesa do governo Bolsonaro, Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e que ocupava a Secretaria de Segurança do Distrito Federal no dia 8 de janeiro, além de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, e Jorge Eduardo Naime Barreto, coronel responsável pelo Departamento Operacional da PM-DF.

Dos 39 nomes apresentados para serem ouvidos pela CPMI, quatro, inacreditavelmente. não foram aprovados na sessão.

São eles: Gonçalves Dias, ex-ministro do GSI do atual governo; Ricardo Cappelli, interventor da segurança pública do DF após os atos golpistas; Saulo Moura Cunha, ex-diretor-adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) nomeado pelo atual governo; e Flávio Dino, atual Ministro da Justiça e Segurança Pública.  

Dá pra acreditar nisso? Justamente o General Gonçalves Dias, “peça-chave” para explicar os estranhos acontecimentos do dia 8 de janeiro, ficou de fora da lista.

O deputado Marco Feliciano (PL-SP) criticou a retirada desses nomes:

“O general Gonçalves Dias, aquele que deu água aos manifestantes lá dentro do GSI, o governo não quer que o convoquemos aqui”.

A relatora, senadora Eliziane Gama, deu uma declaração, no mínimo, estranha:

“Temos uma lógica e organização cronológicas. No plano de trabalho eu cito o Gonçalves Dias, como cito outras personalidades que julgo importantes de serem ouvidas. Temos seis meses de trabalho. Alguém que eventualmente não foi aprovado nessa primeira rodada será, em uma segunda rodada, e tenho certeza que todos serão ouvidos pela Comissão”, disse.

Por que, afinal, estão adiando o depoimento do ex-chefe do GSI? Muitas revelações estão por vir. Diante disso, uma nova campanha surge: 8 de janeiro, Eu Sei a Verdade!

Jornal da Cidade Online

 

Contestar não é ‘antidemocrático’, é um direito

Coube a Rui Costa Pimenta, líder do Partido da Causa Operária (PCO), importante lição sobre Democracia. Trata-se de um ativista de esquerda que compreende e acata o espírito da Constituição Cidadã de 1988. Lembrou nas redes sociais que, ao contrário da “norma” do cassetete em vigor, contestar a atuação do Estado nada tem de antidemocrático. “Quer achar o Estado maravilhoso, tem todo o direito de dizê-lo”, mas “quem achar o contrário, também o tem.” Falar não mata, nem agride, ensina.

Apego à democracia

Ainda que nutra simpatia por regimes autoritários de esquerda, Pimenta mostra apego a Democracia que mal se vê na Praça dos Três Poderes.

Consciências pesadas

As palavras de Pimenta, ele próprio vítima do surto autoritário no País, deveriam calar fundo nas consciências de democratas de meia pataca.

Eles sabem

Não se sabe exatamente a quem o líder do PCO dirige suas críticas, mas os destinatários estão carecas de saber.

Coluna do Claudio Humberto

 

O PT e seu governo invadiram a CPMI da invasão

                                                                          *Percival Puggina

O cãozinho caminhava alguns metros à minha frente. De repente, parou, deixou seu “souvenir” no passeio e, em movimentos rápidos, com as patinhas traseiras, supostamente encobriu com terra imaginária a sujeira real que ali havia deixado.

Inevitável a analogia entre o que eu assisti e o que vejo nestes tempos em que querem encobrir o passado com fundamentos tão inexistentes quanto terra bruta na calçada da minha rua. Não obstante, zelosamente, as patinhas traseiras se movem.

Há quem se preste para isso. Ontem, a CPMI sobre os acontecimentos do dia 8 de janeiro, que o governo se apressou em pedir e desapoiou tão logo a oposição passou a endossar, revelou algo realmente atávico na esquerda brasileira. Refiro-me ao hábito de invadir bens públicos e privados. Essa prática revolucionária iniciou na década de 50 com as Ligas Camponesas organizadas por Francisco Julião e teve continuidade com a criação do MST nos anos 80. Foi uma dissidência do MTST, liderada pelo Bruno Maranhão, um dos fundadores do PT, que invadiu e depredou a Câmara dos Deputados em 6 de junho de 2006 deixando 24 feridos, um dos quais em estado grave.

Nas jornadas de 2013, o Brasil conheceu os black blocs. Infiltrados nas manifestações sadias contra a corrupção, depredaram bancos, redes de lojas e viaturas policiais. Em 12 de fevereiro de 2014, cerca de 20 mil manifestantes do MST derrubaram as grades de proteção e invadiram o STF. Doze policiais foram feridos na contenção e expulsão dos invasores. Em abril de 2017, manifestantes contrários ao governo Temer, quebraram vidraças da Câmara dos Deputados, entraram no prédio e foram contidos pela Polícia Legislativa. No mês seguinte, manifestações convocadas pela CUT promoveram ataques aos ministérios da Agricultura, da Cultura e da Fazenda. Quarenta e nove pessoas ficaram feridas.

Então, enquanto o país assistia os atos de violência gratuita do dia 8 de janeiro, percebia-se em tudo aquilo um carimbo atávico, geneticamente reconhecível. Ele ficou ainda mais evidente quando, em meio a um total desinteresse em ouvir agentes do governo diretamente relacionados com a suposta prevenção dos fatos, aconteceu o “vazamento” de vídeos que estavam sob … sigilo. E as cenas eram estarrecedoras!

Com a CPMI, tudo deveria se encaminhar para o necessário esclarecimento e responsabilização de cada ator daquele espetáculo deplorável, onde até “diretor de cena” foi flagrado em plena atuação. O que se tem, no entanto, é um pouco mais do mesmo mal atávico: o PT e seu governo invadiram a CPMI! Não sei o quanto de responsabilidade lhes corresponde nas invasões do dia 8 de janeiro. Mas que eles invadiram a CPMI para impedir a elucidação dos fatos, não fica a menor dúvida.

O ato é tão simbólico, a tomada de assalto tão contundente, que seus objetivos dispensam explicação. As patinhas traseiras falam por si. E você aí, leitor, andando por este Brasil saído das urnas de 2022, cuide onde pisa. Os donos do poder estão, digamos assim, obrando.

*Percival Puggina

Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org),

 

“Não se defende a democracia com censura”, diz editorial do Estadão

Em contundente editorial, o centenário Estadão ataca decisão do ministro Alexandre de Moraes que bloqueou as redes sociais do YouTuber Monark.

“Ao bloquear as redes de um cidadão que duvidou da lisura das eleições, Alexandre de Moraes atua supostamente em defesa da democracia. Ora, não há democracia sem liberdades individuais”, diz o subtítulo do texto

Eis a íntegra:

No dia 13 de junho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atuou uma vez mais supostamente em defesa da democracia. Informado pela assessoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre um vídeo do podcaster Monark com ‘notícias falsas sobre a integridade das instituições eleitorais’, o relator do Inquérito 4.923 determinou de ofício o bloqueio, sob pena de multa diária de R$ 100 mil, de todas as contas do entrevistador nas redes sociais.

No texto da decisão, nota-se a convicção do sr. Alexandre de Moraes de que, com os bloqueios de perfis nas redes sociais, ele está prestando um serviço ao País, tornando o regime democrático brasileiro mais seguro. É preciso dizer: a decisão é um desserviço ao País. O STF tem o dever de proteger a democracia tal como está prevista na Constituição. Democracia não é uma ideia vaga a justificar as idiossincrasias de um juiz.

O relator do Inquérito 4.923, que ainda continua em sigilo, afirma que, a depender das circunstâncias, seria possível ‘o afastamento excepcional de garantias individuais’, já que elas ‘não podem ser utilizadas como um verdadeiro escudo protetivo para a prática de atividades ilícitas’. Para o sr. Alexandre de Moraes, este é o fundamento do bloqueio dos perfis: atividades ilícitas não podem prosperar no Estado Democrático de Direito e, tendo o ministro tomado conhecimento de atividades desse teor, ele tem o dever de adotar medidas excepcionais, inclusive afastando garantias individuais, como meio de interromper a prática dos ilícitos.

Na aplicação do raciocínio ao caso, existem dois grandes problemas.

Em primeiro lugar está a própria compreensão do que seriam “atividades ilícitas”. Em nenhum momento, o sr. Alexandre de Moraes explica o motivo pelo qual considera ilícitas as falas de Monark. A ilicitude não é uma ideia abstrata. É a violação, concreta e específica, de uma norma jurídica.

Dizer, como fez Monark, que o TSE tentou manipular as eleições por meio da censura ou que Alexandre de Moraes prendeu pessoas sem base legal pode ser uma grande estupidez, mas não é, por si só, uma atividade ilegal. No limite, essas falas poderiam ser compreendidas como parte de um esquema criminoso para derrubar o regime democrático. No entanto, não cabe presumir esse tipo de contexto. Ele precisa ser muito bem demonstrado. Caso contrário, as garantias constitucionais nada valem. Como se sabe, é justamente nesse tipo de presunção que regimes autoritários se baseiam para perseguir e prender opositores.

O segundo problema refere-se ao próprio argumento. A suposta prática de uma atividade criminosa não autoriza uma ação estatal absolutista, indiferente às regras de competência, aos procedimentos, à proporcionalidade e às garantias individuais. No entanto, tem sido frequente – e não apenas da parte do sr. Alexandre de Moraes – ignorar essas exigências constitucionais sob o pretexto de proteção do bem maior, condição de todos os outros, que é a democracia.

Se o argumento fosse válido, não precisaria haver regras processuais em relação a muitos crimes, como, por exemplo, os crimes contra a vida. O bem protegido por eles é de tal ordem que deveria autorizar o Estado a ter poderes irrestritos. No entanto, e à parte das opiniões que cada um pode legitimamente ter sobre a gravidade das circunstâncias vividas no País, não foi essa a opção feita pela Constituição de 1988, ao configurar e estruturar o regime democrático. O motivo dessa escolha é simples. O argumento segundo o qual, na proteção de um bem muito importante, não deveria haver limitações para a atuação estatal foi o que o regime militar sempre utilizou em suas violações dos direitos humanos e das garantias fundamentais. A Constituição instaurou uma lógica muito diferente, que é a do Estado Democrático de Direito.

No novo regime, as palavras, especialmente as da lei, importam. Não são manipuláveis. Não podem ser distorcidas. Quando a Constituição proíbe a censura, não é mera sugestão, a depender das circunstâncias. É norma que obriga a todos, sempre.

O ESTADÃO e Jornal da Cidade Online

 

PL vai à Justiça contra dinheiro do BNDES à Argentina

Ação popular de 12 deputados quer evitar o 10º calote da Argentina

Após a notícia de que a Argentina, depois de quebrar sua economia, tenta tomar o dinheiro do Brasil, 12 deputados federais do Partido Liberal protocolaram uma ação popular contra o empréstimo bilionário do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o país que é recorrente em não honrar dívidas. A legenda publicou em seu perfil no Twitter um post sobre a oferta de recursos por meio do BNDES.

O que ocorreu?

Tentando evitar que o dinheiro seja emprestado para o país governado por Alberto Fernández, os parlamentares enviaram a ação para a 9ª Vara Federal Cível da Justiça de Brasília.

São eles: Carla Zambelli (PL-SP), Coronel Meira (PL-PE), Daniel Costa (PL-SC), Delegado Caveira (PL-PA), Éder Mauro (PL-PA), Evair de Melo (PP-ES), José Antônio (PL-MT), Gilvan Aguiar Costa (PL-ES), Júnior Amaral (PL-MG), Mário Frias (PL-SP), Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Zé Trovão (PL-SC).

O empréstimo por meio do BRICS, banco presidido pela ex-presidente do Brasil, Dilma Rousseff, seria uma forma de garantir que a dívida seja paga caso a Argentina não pague o empréstimo ao BNDES, utilizando a instituição financeira assim como “fiador” de sua possível dívida.

Diário do Poder

 

CPI do MST quer investigar presença do líder dos sem-terra em viagem de Lula à China

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST, que procura apurar as ações de movimentos sociais de invasões de terra ligados ao Partido dos Trabalhadores; assim como saber de onde vêm os recursos e a infraestrutura milionária que baseia os acampamentos em todo o Brasil; aprovou também, nesta quarta-feira (14), requerimento para investigar a presença de João Pedro Stédile em viagem presidencial à China.

Os parlamentares querem saber por que motivo o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) acompanhou a imensa comitiva presidencial para o gigante asiático, que é o maior parceiro comercial do Brasil, além de obter a informação de quem pagou as passagens e estadia de João Pedro Stédile.

No mês em que viajou com o presidente de esquerda, Stédile promoveu uma série de invasões de propriedades produtivas no Brasil e o desespero dos agricultores foi tão grande em algumas regiões do país que, na Bahia, os ruralistas se uniram apressadamente em um movimento inverso, chamado “Invasão Zero”, para impedir as ocupações.

Além desse requerimento, o colegiado solicitou também pedido quanto ao material elaborado por CPIs anteriores que investigaram o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o próprio MST e a reforma agrária. O relator Ricardo Salles (PL-SP), que é ex-Ministro do Meio Ambiente do Governo Bolsonaro, acredita que as pesquisas passadas podem embasar muito do trabalho feito até agora porque, de acordo com os deputados, o “modus operandi” dos sem-terra não mudou ao longo das décadas.

– Muito do trabalho, da metodologia de financiamento e modus operandi das invasões já está naquelas investigações. Saber isso já nos permite avançar muito – explicou.

A Comissão deseja ouvir também dirigentes de ONGS ligadas ao MST e requisitou detalhes sobre as rádios comunitárias que o Governo Lula deu ao movimento social.

Jornal do Agro Online

 

STJ avalia relevância ao contrabando de mil maços cigarros por questão de política criminal

A sobrecarga que as ocorrências de apreensão de contrabando de até mil maços de cigarro causa sobre a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, a Justiça Federal e o sistema prisional brasileiro podem levar o Superior Tribunal de Justiça a admitir a aplicação do princípio da insignificância nesses casos e naturalmente a relevância para os infratores

A proposta foi feita à 3ª Seção nesta quarta-feira (14/6), em voto-vista do ministro Sebastião Reis Júnior. O tema está em julgamento sob o rito dos repetitivos. Uma tese será definida, a qual vinculará as decisões de todos os tribunais e juízes do país nas instâncias ordinárias.

Relator, o ministro Joel Paciornik votou em abril para recusar a aplicação do princípio da insignificância. Para ele, há inequívoca ofensa à saúde publica e também à segurança pública, motivo suficiente para afastar a ausência de tipicidade da conduta.

Abriu a divergência o ministro Sebastião, que encampou a proposta do próprio Ministério Público Federal. A ideia é considerar a conduta insignificante quando a apreensão for de até mil maços de cigarro, exceto se o acusado for reincidente nessa conduta.

O julgamento gerou debate e foi interrompido por pedido de vista do ministro Reynaldo Soares da Fonseca. Até o momento, o placar está em 3 a 2 pela aplicação da insignificância. Restam ainda três ministros para votar. Se houver empate, o presidente da Seção definirá o caso.

Política criminal
O voto do ministro Sebastião Reis Júnior reconhece, na linha da jurisprudência do STJ apresentada pelo relator, que o contrabando de cigarros, em regra, não comporta aplicação da insignificância ante os bens jurídicos tutelados pelo artigo 334-A, inciso II, do Código Penal.

Mas pontua a necessidade prática de mitigar essa posição. Conforme defendeu o MPF, processar as apreensões de menos de mil maços de cigarro é medida ineficaz para proteger esses bens jurídicos, além de não ser razoável do ponto de vista de política criminal e gestão de recursos.

“O Estado não tem estrutura suficiente para atuar em todos os ilícitos que são praticados”, disse o ministro Sebastião Reis Júnior. “Isso sobrecarrega a Justiça Federal e os demais órgãos da persecução penal, sobretudo em região de fronteira, com inúmeros inquéritos e feitos derivados de apreensões inexpressivas, drenando tempo e recursos indispensáveis para punir crimes de vulto”, justificou. Acompanharam a divergência, até agora, o ministro Rogerio Schietti e o desembargador convocado Jesuíno Rissato. A tese proposta foi:

O princípio da insignificância é aplicável ao crime de contrabando de cigarros quando a quantidade apreendida não ultrapassar mil maços, seja pela diminuta reprovabilidade da conduta, seja pela necessidade de se dar efetividade à repressão ao contrabando de vulto, excetuada a hipótese de reiteração da conduta, circunstância apta a indicar maior reprovabilidade e periculosidade social da ação.

Já o relator foi acompanhado pelo desembargador convocado João Moreira Batista. A tese proposta por ele foi:

O princípio da insignificância não se aplica aos crimes de contrabando de cigarro, por menor que possa ter sido resultado da lesão patrimonial, pois a conduta atinge outros bens jurídicos como a saúde, a segurança e moralidade públicas.

Falência do Estado
Com o pedido de vista do ministro Reynaldo Soares da Fonseca, abre-se a possibilidade de a ministra Laurita Vaz votar no caso — ela estava ausente justificadamente nesta quarta-feira, mas poderá se manifestar. Além deles, votará ainda o ministro Antonio Saldanha Palheiro.

O ministro Messod Azulay, que não tem direito a voto porque estava ausente no dia das sustentações orais sobre o tema, chamou a atenção para a importância da tese a ser definida e criticou a posição manifestada pelo MPF, a qual classificou como “a falência do Estado”.

Fonte: CONJUR

 

Senador Girão alfineta STF: ‘população está com liberdade de expressão cassada’

O parlamentar afirmou que a população conservadora é a mais afetada com essa ‘grande escalada autoritária’

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que o Brasil vive uma “grande escalada autoritária” que tem assustado a população e deixado a democracia “em frangalhos”. O parlamentar declarou também que “todas as pessoas que hoje são perseguidas e intimidadas são conservadoras”.

“Se eu for falar a lista de pessoas no Brasil que estão com a liberdade de expressão cassada eu ia ficar aqui mais do que esses 15 minutos que ainda me restam falando nomes, nomes, nomes. Sejam pessoas de orientação religiosa, sejam empreendedores que geram empregos para o Brasil, sejam parlamentares. Hoje nós temos presos políticos no Brasil. Isso não pode estar normal. A gente não pode achar isso correto”, completou o senador em pronunciamento nesta sexta-feira (16), no Plenário do Senado.

Ele citou o caso do influenciador digital Monark, que teve seus perfis nas redes sociais bloqueados por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Girão também criticou o mandado de busca e apreensão contra o senador Marcos do Val (Podemos-ES) realizado na última quinta-feira (15) e classificou o caso como “mais uma arbitrariedade vinda do STF”.

Para o senador, a apreensão do celular de Marcos do Val pela segunda vez é “gravíssima”.

Diário do Poder