CPI do MST quer investigar presença do líder dos sem-terra em viagem de Lula à China

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST, que procura apurar as ações de movimentos sociais de invasões de terra ligados ao Partido dos Trabalhadores; assim como saber de onde vêm os recursos e a infraestrutura milionária que baseia os acampamentos em todo o Brasil; aprovou também, nesta quarta-feira (14), requerimento para investigar a presença de João Pedro Stédile em viagem presidencial à China.

Os parlamentares querem saber por que motivo o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) acompanhou a imensa comitiva presidencial para o gigante asiático, que é o maior parceiro comercial do Brasil, além de obter a informação de quem pagou as passagens e estadia de João Pedro Stédile.

No mês em que viajou com o presidente de esquerda, Stédile promoveu uma série de invasões de propriedades produtivas no Brasil e o desespero dos agricultores foi tão grande em algumas regiões do país que, na Bahia, os ruralistas se uniram apressadamente em um movimento inverso, chamado “Invasão Zero”, para impedir as ocupações.

Além desse requerimento, o colegiado solicitou também pedido quanto ao material elaborado por CPIs anteriores que investigaram o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), o próprio MST e a reforma agrária. O relator Ricardo Salles (PL-SP), que é ex-Ministro do Meio Ambiente do Governo Bolsonaro, acredita que as pesquisas passadas podem embasar muito do trabalho feito até agora porque, de acordo com os deputados, o “modus operandi” dos sem-terra não mudou ao longo das décadas.

– Muito do trabalho, da metodologia de financiamento e modus operandi das invasões já está naquelas investigações. Saber isso já nos permite avançar muito – explicou.

A Comissão deseja ouvir também dirigentes de ONGS ligadas ao MST e requisitou detalhes sobre as rádios comunitárias que o Governo Lula deu ao movimento social.

Jornal do Agro Online

 

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