Idosa de 62 anos, diabética e com três cirurgias na coluna é presa pelos atos de 8 de janeiro

Na noite de sábado (9), Marlúcia Ramiro, mais conhecida como Lucinha, foi presa por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Moradora de Guarulhos, SP, ela tem várias comorbidades, fez três cirurgias de coluna para colocação de placas e é diabética.

Lucinha foi recolhida à delegacia de Buritizal na noite de sábado, mas já se encontra na cadeia pública de Franca, onde permanece isolada numa cela. A previsão é de que ela seja transferida para a Penitenciária Feminina de Guariba.

A advogada Valquíria Durães, que está atendendo Lucinha gratuitamente, explica que o caso dela é idêntico a todos os processos dos demais patriotas presos. É o que a advogada chama de ‘copiar e colar.” .Ela diz ainda que já se passaram mais de 48 horas da prisão e a audiência de custódia ainda não foi realizada.

A advogada, extremamente preocupada, acrescenta:

“Marlúcia precisa de atendimento especializado para tratar os vários problemas de saúde. Não pode dormir em colchões comuns e está em estado de sofrimento há muito tempo. Falam muitas bobagens a respeito dela, mas o fato é que se trata de uma pessoa muito humilde e não fez nada de errado que justificasse sua prisão”.

Jornal da Cidade Online

Governo Lula negociou com traficantes a devolução de armas furtadas do Exército, diz jornalista

E pensar que durante a campanha eleitoral o TSE proibiu que se falasse nos tais ‘diálogos cabulosos,’ Pois bem, parece que esse tempo voltou e expõe o Exército Brasileiro a uma das suas maiores vergonhas na história. A notícia foi publicada pelo jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles.

Eis o texto:

“O Exército e a Polícia Civil do Rio de Janeiro negociaram com um integrante do Comando Vermelho a devolução das 21 armas roubadas da base do Exército em Barueri (SP) em setembro deste ano. A negociação foi detalhada pelo inspetor Christiano Gaspar Fernandes, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, no dia 7 de novembro, em um depoimento a que a coluna teve acesso.

Fernandes depôs como testemunha da apreensão das armas e contou que as tratativas ocorreram com um ‘colaborador’ do Comando Vermelho, que não foi identificado no depoimento, e com um traficante de armas.

O inspetor disse que, alinhado com o Exército, usou uma tática de contrainformação e forneceu ao ‘colaborador’ do Comando Vermelho informações sobre uma operação que aconteceria na Cidade de Deus, favela na zona oeste do Rio, onde estavam as armas. Em troca, as metralhadoras seriam devolvidas.

No dia 19 de outubro, a Polícia Civil anunciou ter ‘encontrado’ oito das 21 armas que haviam sido roubadas do Exército. Na ocasião, ninguém foi preso. O resgate ocorreu no primeiro dia da gestão do delegado Marcus Amin à frente da Secretaria de Polícia Civil.

Em seu depoimento, o inspetor Christiano Gaspar Fernandes continua, então, o relato sobre a recuperação das armas. Fernandes conta que o Exército e a Polícia Civil chegaram ao traficante de armas ‘Jesser’, conhecido como ‘Capixaba’, que passou a colaborar com a devolução das armas em tratativas com os militares e agentes.

No dia 2 de novembro, segundo o depoimento, foram ‘encontradas’ outras duas metralhadoras e, mais uma vez, nenhum criminoso foi preso. Na ocasião, os policiais disseram que estavam monitorando o carro e seguindo o condutor — o que, de acordo com o relato de Fernandes, não procede.

No total, 19 armas do arsenal roubado foram encontradas: oito pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e nove pela Polícia Civil de São Paulo.

Procurada pela coluna, a Polícia Civil não quis se pronunciar sobre o caso. O espaço continua aberto para manifestações.

O Exército negou que tenha participado das tratativas e alegou que as ‘ações tomadas são sempre pautadas pelo princípio da legalidade.”

Fonte: Metrópoles e Jornal da Cidade Online

 

Crime quer fazer ato em SP em defesa de ‘resolução do STF’

Uma manifestação prevista para esta quarta (13) permite adaptar a célebre sentença de Otávio Mangabeira: “pense num absurdo, no Brasil há precedente”. O ato é convocado em vídeo por figuras lombrosianas, que parecem saídas das páginas policiais ou de galeria de fotos de fichados em delegacias.

Dirigem-se “aos mano” e “a famila” e dizem que o ato será “em defesa da resolução do STF” sobre o sistema prisional. Mas nenhum se mostra capaz explicar o teor da suposta “resolução”. As informações são do jornalista Cláudio Humberto, colunista do Diário do Poder.

No vídeo, figuras suspeitas usam expressões introduzidas nos presídios quando do surgimento do PCC, tipo “tratamento digno, sem opressão”. A polícia estará de olho na manifestação ciente de que, se cercar e gritar “estejam presos”, capaz e recolher muitos procurados pela Justiça. O ato é organizado por ONGs de “familiares” de presos, caso da “Dama do Tráfico”, flagrada se reunindo com Ministros do governo Lula.

Jornal da Cidade Online

 

Declaração da Janja de Lula: “Se tudo der certo,” Bolsonaro será preso e escancara “plano” do STF

Há semanas, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) tomou conhecimento de que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) discutem a possibilidade de sua prisão. A informação é do portal IG. Junto a isso, Janja acaba de afirmar que “se tudo der certo”, o ex-presidente Jair Bolsonaro logo estará preso.

Fontes próximas a Bolsonaro revelaram que ele manifestou a convicção de que está “condenado”, independentemente dos argumentos apresentados por sua defesa nos tribunais. Ele argumenta que se tornou alvo político no STF e acredita que, mais cedo ou mais tarde, poderão tentar prendê-lo. De acordo com informações do jornal O Globo, ministros do STF consideram que Bolsonaro enfrenta uma alta probabilidade de ser condenado à prisão e o motivo seria uma suposta tentativa de “golpe de estado”.

A avaliação dos ministros é de que a prisão do ex-presidente não provocaria uma reação significativa na opinião pública, o que facilitaria o desdobramento das questões judiciais. Desde então, Bolsonaro está preparando uma forte “reação” e acredita que uma eventual prisão mobilizaria seus apoiadores, fazendo com que se sintam perseguidos e saiam às ruas em protesto, como já vem acontecendo e vai acontecer no próximo dia 10. Além disso, Bolsonaro acredita que isso fortaleceria o candidato que ele apoiará nas eleições presidenciais de 2026. O ex-presidente tem trabalhado nos bastidores para evitar sua condenação e prisão.

Toda a perseguição contra o ex-presidente está documentada no livro “O Fantasma do Alvorada – A Volta à Cena do Crime”que está na iminência de se tornar um best seller no Brasil. O livro, que na verdade é um “documento”, já se transformou em um arquivo histórico, devido ao seu corajoso conteúdo. São descritas todas as manobras do “sistema” para trazer o ex-presidiário Lula de volta ao poder, os acontecimentos que desencadearam na perseguição contra Bolsonaro e todas as ‘tramoias’ da esquerda. Eleição, prisões, mídia, censura, perseguição, manipulação e muito mais… Está tudo documentado. Obviamente, esse livro está na “mira” da censura e não se sabe até quando estará a disposição do povo brasileiro…

Jornal da Cidade Online

 

Como ficará Paulo Vitor depois de acesso e uso de documento sigiloso da justiça e corrupção no parlamento?

Na segunda-feira (04), o vereador Paulo Vitor Duarte, presidente da Câmara Municipal de São Luís, chegou um pouco mais cedo do que de costume no parlamento, relatando que tinha uma bomba para explodir, que teria repercussão no Maranhão e na mídia nacional. Aos colegas que formam o seu bloco pessoal, chegou a dar pistas, mas não adiantou detalhes, para não perder o impacto da bomba. Esperavam muitos dos seus aliados que seria na esfera política, mas a última notícia que tinham do presidente Paulo Vitor, foi o papelão vergonhoso na convenção do MDB, que chegou acompanhado de um grupo paramentado de propaganda política dele e uma equipe de mídia demonstrando que seria filiado ao partido, mas diante do fracasso saiu na surdina com todos os seus acompanhantes.

Denúncia contra promotor e confissão de acesso a processo judicial sigiloso

O presidente do legislativo municipal foi contundente em acusações a um promotor público e taxativo ao afirmar que vinha sendo chantageado pelo integrante do Ministério Público. Como provas mostrou prints do seu celular e desandou quando destacou que havia nomeado parentes do promotor para trabalhar no seu gabinete sem a necessidade de comparecer ao local de trabalho. Registrou que havia um acordo entre ele e promotor sobre uma operação feita pelo Gaeco, na Câmara Municipal em que ele sabia era um dos indiciados. Se realmente estava sendo chantageado, o que o impediu de fazer a denúncia imediatamente? Deu demonstrações claras de ter tido acesso ao processo, que no dia seguinte, através dos seus advogados ingressou no Tribunal de Justiça com um pedido de habeas corpus preventivo, temendo ser preso e o pedido foi instruído com informações do processo sigiloso, que acaba se transformando em prova de crime. O Tribunal de Justiça indeferiu o pedido e nas consultas ficou evidenciado que conteúdos do pedido foram retirados de um processo sigiloso, o que será um complicador muito sério para o vereador Paulo Vitor Duarte e naturalmente para quem lhe deu cópia e se houve negociação política e financeira.

Nota Pública do Ministério Público despertou a Câmara

Existem comentários de que o Ministério Público deve pedir a Justiça, o afastamento do promotor público e do presidente da Câmara Municipal de São Luís para apurar os fatos e a responsabilização dos envolvidos sem quaisquer interferências.

O vereador Paulo Vitor Duarte, conhecido por sua arrogância, autoritarismo e mania de ver as coisas sempre em benefício próprio, para muita gente ele não deu apenas um tiro no pé, mas com certeza, uma rajada de metralhadora, uma vez que se tivesse consultado um advogado experiente não estaria em uma situação em que pode até perder o mandato e como político se auto destruiu. A Câmara não pode silenciar,  diante da seriedade e gravidade do problema criado pelo presidente Paulo Vitor Duarte.

A grande expectativa é que nesta segunda-feira (11)  a Câmara Municipal de São Luís se posicione para o fato grave praticado pelo presidente dentro do parlamento, que não pode ficar sem ser apurado pela Comissão de Ética, afinal de contas ele teria feito negociata com um promotor público, em que ele queria informações de um inquérito do Gaeco e em troca ofereceu vagas de empreso no legislativo, em que as pessoas não deveriam comparecer ao local de trabalho, e registrou em plenário detalhes de documento sigiloso da justiça, adquirido de forma ilegal.

Fonte: AFD

 

Quem fez o L, ficou: Sem picanha, sem cervejinha, sem compras do natal e pode ficar sem futuro!

Olá, amigo. Sente-se aqui, no boteco da vida real, e vamos bater um papo.

Esse Natal de 2023 tá mais pra comédia pastelão do que para festa, né? Lembra do grande presidente Bolsonaro? Ele tinha seus defeitos, mas pelo menos a gente sabia o que esperar. A verdade é que ele governava com boas intenções. O povo sabia que ele fazia de tudo, mesmo lutando contra tudo e contra todos. Agora, com este infeliz de volta ao poder, parece que entramos numa máquina do tempo direto para os tempos de vacas magras.

A economia, que já não era essas coisas, já está de pernas pro ar. Taxação de comprinhas do povo, sofá de R$65 mil, cama de R$42 mil, canetada atrás de canetada. Parece que é tudo para humilhar o povo; para nos derrubar, sabe?! Parece que eles fazem isso para se reunir depois e rir da nossa cara. E a corrupção, que a gente achava que tinha dado um tempo, voltou com força total, como se nunca tivesse ido embora.

E as promessas do Lula, hein? Parece piada. Picanha e cervejinha, que antes rolavam soltas, agora viraram artigo de luxo. E as comprinhas da China? Ah, isso virou história pra boi dormir. O Natal com Lula no comando tá mais pra “conto do vigário” do que para “noite feliz”. Sem comprinhas, sem picanha, sem cervejinha e sem sorriso no rosto e orgulho de ser brasileiro; sem esperança e sem futuro!

O povo, coitado, está se sentindo como quem foi enganado. A esperança que a gente tinha tá sumindo mais rápido do que cerveja em dia de calor. E a fé, então? Ah, essa tá difícil de manter. O Lula, com todo respeito, parece que tá mais perdido que cego em tiroteio. Não sabe pra onde vai e ainda quer levar a gente junto.

Então é isso, meu caro. Esse Natal com Lula no comando tá mais pra um desses filmes de comédia triste. Bem, o que restou é tentar comprar alguma coisa para presentear os parentes e amigos nesse natal. Isso, se você não for um dos milhares que perdeu o emprego esse ano.

Viu os 5000 que foram demitidos recentemente pelas Americanas? Pois é… Isso que dá “fazer o L”, amigão! A gente ri pra não chorar. Vamos brindar com o que sobrou e torcer pra que o próximo ano seja menos “mequetrefe”, como diria minha avó. Saúde!

Agostinho Neves – Jornal da Cidade Online

 

Mais um membro da alta cúpula periculosa do PCC é colocado em liberdade

Para onde caminha o Brasil? Os criminosos estão com extrema ousadia após o retorno do PT ao governo. A criminalidade está aumentando vertiginosamente, a onda de violência avança e a sensação de insegurança predomina em todo o país. Nessa toada absurda, mais um bandido de alta periculosidade é colocado na rua. Trata-se de Pedro Luiz da Silva Soares, o Chacal. Ele saiu pela porta da frente da Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, e está em liberdade desde o fim de outubro. Com diversas passagens pela polícia, Chacal havia sido preso pela última vez em 2015, por liderar uma quadrilha que roubou caixas eletrônicos e tentou resgatar um integrante da facção no interior de São Paulo.

Pouco depois de voltar às ruas, relatório de inteligência do Ministério Público de São Paulo (MPSP) apontava suposto envolvimento de Chacal com a “Sintonia Restrita”, a célula de elite do PCC, responsável por monitorar e planejar ataques contra autoridades no Brasil. Os investigadores descobriram recentemente que o grupo pesquisou os endereços dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), para realizar uma “missão” no Distrito Federal. Também foi essa célula do PCC que planejou o atentado contra o senador Sergio Moro (União-PR).

Ao lado de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder máximo do PCC, Chacal fez parte da primeira leva de chefões da facção que foram transferidos, no início de 2019, para presídios federais. Ele ficou cinco anos no sistema de segurança máxima. À época, o MPSP argumentou que Chacal era afilhado de Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, número 2 do PCC, e havia assumido a função de “Sintonia Final”, a mais alta prateleira da facção, indicado pelo próprio Marcola. Na federal, o criminoso passou por Porto Velho (RO), Mossoró (RN) e Brasília.

Entre 2013 e 2014, antes de ser preso pela última vez, Chacal também teria exercido o posto de “Sintonia Final de Rua”, o equivalente a criminoso mais importante do PCC fora da cadeia, segundo a promotoria.

Jornal da Cidade Online

 

A “ameaça” do Comando Vermelho ao Comandante da Aeronáutica do Governo Lula

Os criminosos estão com extrema ousadia após o retorno do PT ao governo. A criminalidade está aumentando vertiginosamente, a onda de violência avança e a sensação de insegurança predomina em todo o país. Nessa toada absurda, o brigadeiro Marcelo Damasceno, comandante da aeronáutica, foi recentemente ameaçado de morte.

O brigadeiro recebeu em casa um envelope pardo, postado numa agência dos Correios no Rio de Janeiro. Dentro, havia um manuscrito em letra de fôrma, no qual o autor insinua ter conhecimento sobre a rotina do brigadeiro, dos familiares dele, faz uma exigência e o adverte sobre o que aconteceria caso ela não fosse atendida.

A exigência: a Força Aérea deveria entregar 200 fuzis, cinquenta metralhadoras, cinquenta pistolas, cinquenta granadas e “farta” munição. A ameaça: se as armas não fossem entregues até o dia 11 de novembro, haveria uma retaliação violenta contra o comandante e seus familiares. De acordo com as instruções, o material deveria ser embarcado em um caminhão e levado até uma rua da Cidade de Deus, uma das favelas mais conhecidas do Rio de Janeiro.

No final da carta, são assinaladas as iniciais C.V., referência à facção criminosa Comando Vermelho.

                 A Revista Veja esclareceu o risco da ameaça:

“A exigência feita pelos supostos criminosos era tão absurda que a primeira reação do comandante foi imaginar que estava sendo vítima de um trote, uma brincadeira de mau gosto.

Ao analisar a carta, no entanto, alguns detalhes chamaram a atenção dos policiais, que recomendaram uma apuração mais profunda.

Os peritos não encontraram impressões digitais nem qualquer vestígio de material genético, o que indicava que o autor se preocupou em não deixar pistas que permitissem sua identificação.

Outro detalhe que chamou atenção: o manuscrito enviado ao brigadeiro era uma fotocópia, o que também indica que o autor tem um nível no mínimo razoável de conhecimento.

Peritos consultados por VEJA explicam que a polícia pode elucidar casos assim a partir do exame da tinta da caneta utilizada ou da pressão exercida sobre o papel.

A cópia inviabiliza a utilização dessas técnicas.

Esses cuidados sugerem que o autor pode não ser quem se apresenta, o que justificou uma elevação do nível do alerta de segurança.”

Entre os itens elencado na suposta carta do Comando Vermelho, um deles adverte o brigadeiro de que não adiantava procurar o “Xandão”, referência ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nem o ministro da Justiça Flávio Dino, porque “todos comem nas nossas mãos”.

Jornal da Cidade Online

 

Juiz destaca indício de corrupção, mas absolve José Dirceu

Juiz acusa o MPF de não fornecer “evidências” de lavagem de dinheiro

O juiz Fábio Nunes de Martino, da 13ª Vara Federal de Curitiba, absolveu o ex-ministro da Casa Civil de Lula José Dirceu no processo em que ele era acusado de lavagem de dinheiro em contratos com as empreiteiras Engevix e UTC. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (7). 

De acordo com a decisão judicial, o Ministério Público Federal (MPF) não forneceu evidências que comprovassem a prática de lavagem de dinheiro por Dirceu. A acusação foi feita em 2017, no contexto da Operação Lava Jato.

O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, os ex-executivos das empreiteiras Walmir Pinheiro Santana e Gerson de Melo Almada, além de Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro da Casa Civil também estavam envolvidos no caso. Todos foram absolvidos na decisão de Martino, com exceção de Vaccari, que não constava como réu no processo. 

O juiz mencionou a existência de indícios de corrupção na decisão. No entanto, como o MPF não apresentou denúncias sobre tais crimes, o magistrado não poderia realizar a condenação. Martino afastou a possibilidade de lavagem de dinheiro por considerar que os pagamentos feitos para Dirceu eram regulares. Na sentença, o juiz menciona que os pagamentos eram feitos através de notas fiscais, com dedução de tributos. 

José Dirceu foi deputado federal por São Paulo e ministro da Casa Civil durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A defesa do ex-ministro ainda não se pronunciou sobre a decisão.

Diário do Poder 

 

 

CANDIDATOS

*Lino Raposo Moreira, PhD
Economista
Da Academia Maranhense de Letras

“Fulano de Tal já criticou urnas, chamou STF de órgão político e propôs mandato para ministros.” Essa é a manchete da Folha e S. Paulo, de 2/12/2023. Adivinhe, por favor, atento leitor, quem é esse Fulano, pois estamos lidando com um pseudônimo que eu mesmo pus no dono do nome verdadeiro. Ele já defendeu, simultaneamente a um grupo de senadores bolsonaristas, alterações como as mencionadas pela Folha. Ganha uma viagem de ida e volta a qualquer região do mundo quem acertar. Quando voltar no Brasil, não pagará imposto algum sobre as bugigangas aquiridas na viagem.

Porém, como não desejo dar trabalho aos leitores, revelo logo de quem se trata: o ministro da Justiça Flávio Dino, indicado pelo presidente Lula a ocupar uma cadeira atualmente vaga no Supremo Tribunal Federal – STF. A mim pareceu ato surpreendente a pauta dinista, pois estamos todos habituados a Vê-lo como um político de esquerda, mas as propostas dele, até agora, mais parecem de Bolsonaro. Estaria ele, no momento, apoiando essa e outras proposições bolsonaristas, opostas às do esquerdismo? Sobre o mandato dos ministros, ele disse, em outubro último, num noticiário da Globo:

“Defendi em 2009 e defendo até hoje. Esse é um modelo bom, modelo que a Europa pratica. Os Estados Unidos não, os Estados Unidos têm a cláusula do ‘enquanto bem servir’, que não tem nem a aposentadoria compulsória. São modelos bem diferentes, mas eu acho que o mandato é uma mudança importante”, disse Flávio em entrevista recente à GloboNews”.

O modelo seria de fato diferente. No entanto, nenhuma palavra ele pronunciou sobre o porquê de considerá-lo melhor em comparação com o atual. Nem os militares do Golpe de Sessenta e Quatro tentaram controlar o Supremo assim. Eles preferiam aposentar os ministros que se recusavam a representar farsas no Tribunal, como a de fingir independência frente aos militares. Mudança tão súbita no pensamento de Dino tem de ter explicação minimamente crível. É possível mudar de rumo de maneira surpreendente, em assunto de tamanha repercussão na sociedade país. A capacidade de racionalização do ser humano acerca de benefícios próprios é infinita. Estaria ele pensando dessa forma, mesmo inconscientemente, desligado dos interesses da nação, ao propor certas mudanças antes e, agora, candidato ao STF, calar sobre o assunto?

Quando era deputado federal, Flávio Dino, em 2009, como relator de um projeto de reforma eleitoral, introduziu a obrigatoriedade de impressão de 2% dos votos, antecipando-se, essa forma, a Bolsonaro, desejoso este, porém, de se imprimirem a totalidade dos votos e se dispensarem as urnas eletrônicas. Depois, em 2010, ao ser derrotado na eleição de governador, atacou a utilização das urnas eletrônicas nas eleições brasileiras. Em 2011, disse referindo-se à derrota de 2010: Fui “[…] vítima de processo que precisa ser aprimorado, precisa ser melhor (sic) [mais bem] auditado, precisa ser melhor (sic) [mais bem] acompanhado, que é o sistema das urnas eletrônicas”. Mais uma vez, Dino antecipou-se ao ex-presidente Bolsonaro, com a história de “auditagem das urnas”.

Indagado pela Folha se ainda tinha o mesmo posicionamento anterior a respeito desses temas, o ministro ficou mudo. Pelo menos, não disse: Minhas palavras foram tiradas de contexto, como muitas pseudoautoridades fazem, como também não adotou o tom autoritário tão característico dele. Mas, o hábito de não responder perguntas incômodas permaneceu.

Ainda sobre a mudança de estrutura do Supremo, ele propôs também mudança profunda no mecanismo de escolha de seus membros. Os Poderes da República nomeariam os candidatos a uma cadeira no STF, em sistema de revezamento: cinco nomeados pelo chefe do Executivo, três pela Câmara e três pelo Senado, a partir de listas tríplices elaboradas por órgãos do campo do Direito.

Parece-me, tal mecanismo, maneira temerária de mudar, em terreno com toneladas de fertilizante de boa de qualidade ao fim de gerar conflitos permanentes entre os Poderes. Se hoje, com um método de escolha muito mais simples, há conflitos, vejam como seria envolverem-se as instituições de um só golpe.

Os reflexos da eventual escolha, no nosso Estado, de Flávio Dino para o STF, certamente deixarão o governador Brandão tranquilo no estabelecimento de nova liderança política estadual, livrando-o de pressões do ministro da Justiça. Sobre isso não dúvida alguma.

A campanha sistemática contra o Tribunal, em desenvolvimento desde o início do governo Bolsonaro, transferiu sua sede. Saiu do Palácio do Planalto e presentemente reside no Senado. Lá, na tentativa de ganhar apoio dos parlamentares bolsonaristas daquela Casa, Pacheco, seu presidente atual, propôs medidas de enfraquecimento do STF, na expectativa de, com isso, amealhar votos de golpistas do bando de Bolsonaro, quando da eleição à presidência daquela Casa, de adesão a seu candidato, senador Alcolumbre, como também no pleito do ano vindouro, de suporte a sua própria eleição como governador de Minas Gerais.

Tudo isso é sujeição dos interesses da nação aos interesses pessoais de Pacheco.

*O artigo de Lino Moreira foi publicado originalmente no jornal O Imparcial