Ministério Público ajuíza ação para evitar promoção pessoal do prefeito de Bacabal

mapaPrática é vedada pelo Artigo 37 da Constituição Federal

O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Bacabal, ajuizou, em 14 de abril, Ação Civil Pública Inibitória, com Pedido de Tutela Antecipada, solicitando que o prefeito José Alberto Veloso abstenha-se do uso de elementos que vinculem a realização de obras e atividades do Município de Bacabal à pessoa do gestor.

Na ação, formulada pelo promotor de justiça Lindemberg Vieira, o MPMA também requer que sejam retirados, no prazo de 15 dias, nomes, símbolos, imagens e/ou slogan, de obras, publicidade, propagandas, sites e programas municipais, que possam caracterizar promoção pessoal do prefeito.

O objetivo é obrigar o Município de Bacabal a cumprir os princípios da moralidade e da impessoalidade na administração pública, contidos no artigo 37 da Constituição Federal.

De acordo com o representante do MPMA, o Município de Bacabal costuma promover a imagem de seus gestores, especialmente, do prefeito, desrespeitando o princípio constitucional da impessoalidade. Ainda segundo Lindemberg Vieira, o MPMA encaminhou, em março deste ano, Recomendação tratando do assunto, mas não houve resposta.

“A publicidade de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação. Não pode conter nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”, explica o promotor. Ele esclarece, ainda, que a Lei Orgânica de Bacabal prevê o brasão oficial como símbolo oficial do município.

O MPMA requer que o Poder Judiciário estipule a multa por descumprimento das solicitações da ação em R$ 100 mil diários. O município de Bacabal fica localizado a 246 km de São Luís.

(CCOM-MPMA)

Bárbara Soeiro pede investimentos para a zona rural da capital

 O plenário da Câmara Municipal de São Luís aprovou indicação de autoria da vereadora Bárbara Soeiro (PMN), pedindo o envio de expediente ao governador Flávio Dino para que, por meio da Secretaria de Estado Infraestrutura, seja elaborado um projeto de desenvolvimento específico para as zonas rurais I e II de São Luís.

 Segundo a parlamentar, o projeto tem o objetivo de gerar o crescimento e estruturação naquelas áreas, em diversos setores, como por exemplo, na saúde, educação, saneamento básico, transporte segurança, infraestrutura das vias de acesso e esporte e lazer.

 Bárbara Soeiro disse que a adoção de medidas se justifica – em forma de políticas públicas – devido ao contingente populacional da região, que oferece à capital maranhense benefícios, mas, infelizmente, vive em uma situação de total abandono.

 A Zona Rural abastece a cidade de São Luís com produtos alimentícios como pescados, mariscos, verduras, legumes, hortaliças, frutas, plantas medicinais e ornamentais, areia, barro, até mesmo asfalto. Bárbara Soeiro afirmou ainda, que a falta de estrutura – em todos os serviços públicos – é própria em todas as comunidades que compõem estas regiões, fato que inibe o desenvolvimento, forçando a carente população a procurar atendimento nas instituições públicas da zona urbana da capital.

 “Investir para garantir avanços em áreas que temos baixos indicadores sociais desta macrorregião constitui um ato de justiça por parte do governo e das grandes empresas aqui implantadas, mediante a valorosa contribuição que a Zona Rural oferece a muitos”, acentuou Bárbara Soeiro

Diret/Com/CMSL

Governador Flavio Dino e o secretário Jeferson Portela concentram atenção no Sistema Penitenciário

Pedrinhas

As 13 fugas incluindo as 04 do resgate e os 03 assassinatos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, nos três meses da atual administração, causaram enorme preocupação dentro do Palácio dos Leões. O governador Flavio Dino chamou à responsabilidade os gestores do Sistema Penitenciário e o secretário Jeferson Portela foi chamado para apurar as responsabilidades em torno das questões de facilidades ou sabotagem, que estão dentro do contexto das especulações em torno do fato. A decisão se constituiu em um forte choque para a direção da pasta.

       A verdade é que o secretário Murilo Andrade, embora tenha vindo de Minas Gerais precedido das melhores referências como conhecedor da realidade e gestor experiente das problemáticas inerentes ao Sistema Penitenciário Brasileiro, tem se comportado como tímido e falta de pulso para comandar um dos mais sérios complexos carcerários do país. O choque de gestão esperado não houve e agora com a determinação exigida pelo governador e o importante apoio do Secretário de Segurança Pública, desponta a expectativa de que a inércia chegou ao fim e os rumos serão outros.

      Não de pode de maneira alguma se mirar na incompetência e irresponsabilidade do passado para justificar qualquer tipo de avanço administrativo, uma vez que fazer referência ao caos anterior é muito pouco e até insignificante para quem tem a responsabilidade de efetivar mudanças em busca de resultados concretos.

      Determinar cumprimento de regras e princípios emanados de regimentos, estatutos e da Lei das Execuções Penais, devem ser rigorosos, com vista a garantia da ordem e da disciplina para que todo o Sistema Penitenciário possa funcionar efetivamente. Uma das questões fundamentais reside na humanização da população carcerária, como um todo, não apenas com ações isoladas, muitas das quais clientelistas, com tentativas de dar satisfação a sociedade. Vícios de tal natureza foram bastante utilizados no período das barbáries, e de nada adiantou. Copiar o inexpressivo é lamentável e proporcionará a própria população carcerária de que o feito hoje é o mesmo de ontem, e até mesmo sem criatividade.

     Como a investigação do caso do resgate, sobre se houve facilitação ou sabotagem está sendo apurada pela Policia Civil, é bem provável que tenhamos resultados claros e bem objetivo em torno dos fatos, uma vez que a direção da Corregedoria da Secretaria de Administração Penitenciária é incompetente, bem inexpressiva e foi bastante utilizada para perseguir servidores públicos na administração marcada pela corrupção e barbáries. Para uma administração nova que tem pretensões de efetivar mudanças propostas pelo governador, não pode de maneira carregar um enorme contingente de pessoas viciadas e que podem interferir negativamente em todo processo de mudança e preparação para a ressocialização. Não a que costumam falar como engodo, mas a que possa proporcionar a transformação  da população carcerária, levando os presos, incusive a descobrirem que são seres humanos e não monstros como na maioria das vezes são tratados dentro do próprio Sistema Penitenciário.

Terceirização: Juízes chamam Projeto de Lei de inconstitucional e pedem ‘dignidade do trabalhador’

Presidente do TST diz que enquanto não for sancionada lei, tribunal continuará aplicando súmula que impede terceirização na atividade-fim. Juízes e procuradores mostram pontos perigosos na matéria.

A reportagem é de Hylda Cavalcantie publicada por Rede Brasil Atual

   Ao participar de uma audiência pública no Senado Federal que teve o objetivo de discutir o Projeto de Lei (PL) 4.330, da regulamentação da terceirização, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Barros Levenhagen, disse que o momento é delicado e que espera que os senadores atuem com equilíbrio ao receberem a matéria da Câmara dos Deputados – onde está prevista para ser votada amanhã (14). Levenhagen afirmou que é preciso verificar se o texto não resultará em precarização e levar em conta o artigo 1º da Constituição Federal, que destaca os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa no mesmo patamar como fundamentos da República.

Segundo deixou claro o presidente da mais alta corte da Justiça trabalhista, o inciso IV do artigo 1º da Constituição Federal coloca os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa no mesmo patamar como fundamentos da República. “Não se pode pensar num Brasil grande, com melhor distribuição de renda, sem a garantia da dignidade do trabalhador, da mesma forma que não se pode pensar no empregado sem valorizar a empresa”, ressaltou.

Barros Levenhagen, que já havia se posicionado anteriormente assinando um documento que criticava a terceirização das atividades-fim, disse que falava na audiência muito mais como cidadão do que como magistrado. E, sendo assim, não consegue entender “que a garantia da produtividade implique subtrair direitos dos trabalhadores”.

Ele enfatizou, ainda, que confia no Senado para, como casa revisora, fazer um debate menos acalorado sobre o tema, acalmar as tensões hoje existentes e evitar a precarização excessiva. O debate do ministro foi feito em meio a vários juízes trabalhistas, procuradores do Ministério Público do Trabalho e representantes de centrais sindicais e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Sem protecionismos

O presidente do TST também afirmou que, aproveitando para esclarecer mal entendidos, existe uma ideia equivocada de que a Justiça do Trabalho seja protecionista, pois, na verdade, o que os tribunais fazem é aplicar uma legislação que tenta equilibrar as forças, “dando superioridade jurídica ao trabalhador, frente à superioridade econômica da empresa”, conforme acentuou. E acrescentou que enquanto não for sancionada uma lei sobre a regulamentação da terceirização, o TST continuará decidindo com base na sua Súmula 331, que proíbe a terceirização na atividade-fim.

Levenhagen lembrou que a súmula 256 – a primeira a tratar do tema no âmbito do tribunal – foi construída pelo TST com o intuito de conter o que chamou de “terceirização predatória” que estava em curso no país na época (1993) – tendo sido depois substituída pela súmula 331 (em 2003).

No tocante ao texto do PL 4.330 em si, o presidente do tribunal sugeriu, como modificações a serem feitas, o estabelecimento de um percentual máximo para a contratação de terceirizados e a adoção de mecanismos que possam garantir isonomia entre empregados efetivos e prestadores de serviços, observando-se as convenções coletivas de trabalho da categoria principal do tomador de serviços. Sugeriu ainda, dentro destes percentuais, que fiquem em torno de 30% os prestadores de serviços terceirizados por cada empresa. E também que os vencimentos dos terceirizados nunca sejam inferiores a 80% dos salários dos empregados diretos.

‘Mais tempo’

A fala do presidente do TST deixou animados vários parlamentares que são contrários ao projeto atual. Principalmente o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, senador Paulo Paim (PT-RS), que disse ter conversado com o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre o assunto. Conforme contou Paim, Renan Calheiros garantiu que, ao chegar no Senado, o projeto terá mais tempo para discussão. “Não deixaremos que aconteça, nesta Casa, uma discussão atabalhoada como sendo observado na Câmara”, criticou.

Durante a audiência, o presidente da Comissão de Trabalho da OAB, Dino Andrade, também se manifestou afirmando que o PL 4.330 prejudicará os trabalhadores por não obrigar as empresas a cumprir direitos básicos como o atendimento médico, ambulatorial ou de refeição aos seus empregados.

Quantidade, não qualidade

Outro ponto que chamou a atenção no debate foi a crítica do presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), Carlos Azevedo Lima, sobre o projeto a ser votado na Câmara. De acordo com Lima, o PL 4.330 pode levar ao aumento de casos de corrupção no país, pois poderá fazer com que aumente o número de indicações políticas nestas vagas de terceirização.

A juíza trabalhista Noêmia Aparecida Oliveira, por sua vez, acentuou que com o avanço da terceirização a perspectiva futura para os empregados por meio desta prática tende a ser de baixos salários, aumento de acidentes de trabalho e o fim do direito de férias para esses trabalhadores. Ao abordar a terceirização na atividade-fim e o argumento que tem sido apresentado por empresários no sentido de que dessa forma será possível gerar mais empregos, a magistrada disse que o que está em jogo “não é o número de empregos, mas a qualidade do emprego no país”.

Já o procurador do Ministério Público do Trabalho (MPT) Helder Amorim afirmou que a terceirização na atividade-fim é inconstitucional porque atinge direitos fundamentais como o direito à greve, acordos e convenções coletivas, reduz a remuneração dos trabalhadores e as contribuições para a Previdência.

Fonte – IHUSINOS

Nova Lei da Magistratura quer desarticular CNJ, acusa Eliana Calmon

                        aldir

  Ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e também ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon diz que a nova Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) tem como proposito “desarticular o CNJ”. A ordenação tramita no Supremo Tribunal Federal e, se aprovada, irá substituir a Loman de 1979. “A nova Loman é um retrocesso. Querem transformar o CNJ em um órgão altamente burocrático e sem poderes. Essa ação é orquestrada pelas associações de classe e o Colégio Permanente de Presidentes, com ajuda do presidente do CNJ, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski”, acusou. Ainda de acordo com Eliana, “parte da magistratura nunca aceitou o CNJ” e juízes tentam barrar condenações. “A nova Loman estabelece que só podem ser aplicadas sanções por maioria absoluta dos conselheiros do CNJ. Agora, veja, dos 15 membros, nove são juízes. O julgamento de juízes ficará na mão de juízes. Há um claro corporativismo”, apontou. A relação entre as associações, o Colégio de Presidentes e Lewandowksi é também ponto crítico para Calmon. “Esses órgãos dominam, hoje, o CNJ. O presidente baixa portarias que dão plenos poderes a eles. Recentemente, inclusive viraram órgãos de assessoramento da Corte e órgãos consultivos”, afirmou. Apesar de já estar aposentada, Eliana diz fazer articulações contra a aprovação da lei. “Tenho escrito artigos e entrado em contato com jornalista, com juristas e com o meio acadêmico. Precisamos articular uma magistratura boa”, desejou. Além de Calmon, a conselheira do CNJ Gisela Gondin Ramos também se posicionou contra a nova Loman. Em  artigo no jornal Estado de S. Paulo, ela diz que tentam transformar o conselho em um “leão sem dentes”. “Ao menos a figura de um leão, mesmo sem mostrar os dentes, é capaz de inspirar respeito. Já o que se pretende fazer com o Conselho, hoje, é algo sem precedentes”, afirmou. Também conselheiro do CNJ – indicado pela Ordem dos Advogados da Brasil (OAB) -, Paulo Eduardo Pinheiro Teixeira se posicionou contra a nova Loman em artigo no site Consultor Jurídico. “O conselho, desde sua idealização, é palco de exaustivas discussões sobre a extensão de suas atribuições. Entretanto, as novas propostas para enfraquecimento do CNJ chegam no momento em que deveríamos discutir seu fortalecimento e consolidação — o momento de celebrarmos seus 10 anos de funcionamento. Pela leitura da minuta, identificamos rapidamente problemas de ordem jurídica e mesmo lógica. Ao prever, por exemplo, em seu art. 92, IV, como prerrogativa do magistrado ‘não ser interrogado em processo disciplinar ou criminal, a não ser por magistrado de instância igual ou superior, ainda que integrante ou designado pelo CNJ’, a proposta de Estatuto da Magistratura carrega uma inconstitucionalidade clara e inviabiliza o órgão, considerando que há seis membros não magistrados e três juízes de primeiro grau”, escreveu.

Fonte – CNJ

Enquete da Câmara questiona fim do exame de Ordem

Presidente da Casa Eduardo Cunha é a favor do fim da prova.

O site da Câmara dos Deputados realiza enquete sobre o fim do exame de Ordem desde fevereiro. Já são 153.291 votos. Até o momento, maioria é a favor da extinção (64,98% x 34,65%).

 aldir

Dados extraídos no dia 14/4/15, às 9h

O atual presidente da Casa, Eduardo Cunha, é autor de um PL (2.154/11) que tem o objetivo de extinguir o exame para o exercício da profissão de advogado.

O PL foi apresentado por Cunha após ter sido destituído da função de relator da proposta do novo CPC, na qual enfrentou forte resistência da OAB por não ter formação jurídica.

Na justificativa, Cunha afirma que a obrigatoriedade do exame é “absurda” e cria uma “avaliação das universidades de uma carreira, com poder de veto”.

Em 2012, o deputado apresentou à Câmara proposta para alterar as eleições para a diretoria do Conselho Federal da Ordem. O PL 4.174/12 estabelece que a eleição para a OAB obedeça ao disposto nas leis de inelegibilidade (LCs 64/90) e ficha limpa (135/10).

Além do fim do exame de ordem, Eduardo Cunha também defende o controle do TCU sobre as contas da Ordem.

Fonte – Migalhas

 

Prisão ilegal pode configurar ato de improbidade administrativa

O entendimento foi adotado pela 2ª turma do STJ.

                  Prisão efetuada sem mandado judicial se caracteriza como ato de improbidade administrativa. O entendimento foi adotado pela 2ª turma do STJ em julgamento de REsp do MP/MG, que ajuizou ação civil pública por improbidade administrativa contra policias civis que teriam feito prisões ilegais, mantendo as vítimas detidas por várias horas no “gaiolão” da delegacia.

“Injustificável pretender que os atos mais gravosos à dignidade da pessoa humana, entre os quais se incluem a tortura e prisões ilegais, praticados por servidores públicos, sejam punidos apenas no âmbito disciplinar, civil e penal, afastando-se a aplicação da lei de improbidade administrativa”, disse o relator, ministro Herman Benjamin.

Lesão à moralidade

O juízo de 1ª grau deu razão ao MP. Para ele, ao efetuar as prisões sem as formalidades da lei, os policiais praticaram ato que atenta contra os princípios da administração pública, “compreendendo uma lesão à moralidade administrativa”.

A sentença foi reformada pelo TJ/MG, para o qual a prática de ato contra particular não autoriza o ajuizamento de ação civil pública por improbidade administrativa. Em seu entendimento, os policias só poderiam ser punidos no âmbito administrativo disciplinar.

O ministro Herman Benjamin adotou posição contrária. Ele explicou que, embora o legislador não tenha determinado expressamente na lei 8.429/92 quais seriam as vítimas da atividade ímproba para configuração do ato ilícito, o primordial é verificar se entre os bens atingidos pela postura do agente público há algum vinculado ao interesse e ao bem público.

Em relação ao caso específico, afirmou que a postura arbitrária dos policiais afrontou não somente a CF e a legislação infraconstitucional, mas também tratados e convenções internacionais, com destaque para a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, promulgada no Brasil pelo decreto 678/92.

Coletividade

“O agente público incumbido da missão de garantir o respeito à ordem pública, como é o caso do policial, ao descumprir suas obrigações legais e constitucionais, mais que atentar apenas contra um indivíduo, atinge toda a coletividade e a corporação a que pertence”, afirmou o ministro.

Além disso, ele lembrou que a prisão ilegal tem outra consequência imediata: a de gerar obrigação indenizatória para o estado.

Para o relator, atentado à vida e à liberdade individual de particulares praticado por policiais armados pode configurar improbidade administrativa porque, “além de atingir a vítima, também alcança interesses caros à administração em geral, às instituições de segurança em especial e ao próprio Estado Democrático de Direito”.

Fonte – Migalhas

Vereador Honorato intermedia reunião do transporte alternativo com a SMTT

O vereador Honorato Fernandes (PT) acompanhou, na segunda feira (13), uma comissão de trabalhadores de transporte alternativo de São Luís e Paço do Lumiar durante reunião com o secretário Municipal de Trânsito e Transportes, Canindé Barros.

Os trabalhadores solicitaram o auxílio do vereador para que ele os ajudasse a conseguir junto a SMTT a autorização de volta para as vans pararem em frente ao Ceprama para o embarque e desembarque de passageiros.  A secretaria tinha determinado que os transportes alternativos não parassem mais pelo local com a justificativa de que o trânsito estava tumultuado.

“O que acontece é que eles não estavam apenas parando para embarque e desembarque de passageiros. Eles estavam estacionando no local o que cria problemas de deslocamento na área”, explicou Canindé Barros.

O vereador disse que marcou a reunião entre os trabalhadores e o secretário para que o impasse pudesse ser resolvido.

“Atendi a solicitação destes trabalhadores e marquei esta agenda com o secretário para que junto possamos encontrar a solução para este problema que atenda as partes envolvidas”, disse Honorato Fernandes.

Claudiomir Dias, um dos trabalhadores do transporte alternativo disse que nenhum dos motoristas querem causar problemas no trânsito.

“Não queremos causar nenhum tipo de problema. Precisamos trabalhar para ganhar o sustento das nossas famílias”, disse Claudiomir Dias, do transporte alternativo de Ribamar.

Ao final da reunião foi definido que eles podem voltar a parar no local somente para embarque e desembarque de passageiro, não podendo ficar estacionado. A decisão do secretário da SMTT foi bem recebida pelos trabalhadores que se comprometeram a seguir o combinado.

“Nós vamos seguir o que acertamos aqui e falamos aqui para o secretário que o transporte que for encontrado estacionado no local ele pode mandar multar. Queremos agradecer a compreensão do secretário e o grande apoio do vereador na solução deste impasse”, ressaltou Luis Fernando Moreno, trabalhador do transporte alternativo de Paço do Lumiar.

“Chegamos a uma solução e espero que eles cumpram o combinado. Agradeço também a presença do vereador e seu auxilio na intermediação deste problema. Quanto as multas que foram dadas a estes transportes, em decorrência da proibição, as mesmas serão canceladas pois o trabalho no local era só de orientação”, declarou Canindé Barros.

“Saio daqui muito satisfeito é com a certeza de que foi tomada a melhor decisão. Sempre falo que o diálogo é o caminho para a solução dos problemas. Agradeço ao secretário pela atenção e empenho em resolver este problema”, destacou Honorato Fernandes.

Fonte – Diret/Com CMSL

SBT e Gugu deverão indenizar apresentador por entrevista com falsos integrantes do PCC

aldirRoberto Godoi foi ameaçado pelos falsos membros da facção.

O ministro Luis Felipe Salomão, do STJ, negou seguimento à cautelar por meio da qual o SBT e o apresentador Gugu Liberato visavam conferir efeito suspensivo a REsp para estancar os efeitos do cumprimento de sentença que os condenaram a indenizar  Roberto Godoi, ex-apresentador do programa Cidade Alerta, na Record.

O REsp 1.473.393, que ainda será julgado no mérito, visa reverter acórdão do TJ/SP que majorou de R$ 100 mil para R$ 250 mil o valor da indenização por danos morais causados por transmissão de entrevista com falsos integrantes do PCC.

Na entrevista divulgada pelo programa “Domingo Legal”, em 2003, dois homens encapuzados, que diziam ser membros do PCC, fizeram ameaças a Godoi, a outros apresentadores, e ao então vice-prefeito de São Paulo, Hélio Bicudo. Posteriormente, foi apurado que a notícia era falsa, razão pela qual restou configurado o dano moral.

Medida cautelar

Ao solicitar o estancamento dos efeitos do cumprimento de sentença, Gugu e o SBT sustentaram que, a qualquer momento, poderiam ter bloqueados R$ 1 milhão para o pagamento da indenização, tendo em vista a proximidade do fim do prazo para impugnação à execução.

Argumentaram que, diante da ausência de matéria que possa minimamente embasar o incidente processual de impugnação, o único remédio processual para estancar-se a execução provisória seria a medida cautelar “que persegue efeito suspensivo ao REsp já admitido“.

Entretanto, o ministro não verificou a presença do risco pela demora e da fumaça do bom direito para concessão da cautelar. Isso porque, segundo Salomão, a jurisprudência do STJ é no sentido de que “a simples possibilidade de execução provisória não representa, em si, risco de dano irreparável ao devedor, não estando configurado o alegado periculum in mora“.

“Ademais, não há notícia nem indício de prova nos autos de que o magistrado de piso pudesse vir a deferir o levantamento de eventual quantia bloqueada pelo exequente sem a exigência de prévia caução.”

Fonte – Migalhas

 

Vereador se emociona ao falar de amigo que faleceu

        O vereador de São Luís, Ivaldo Rodrigues (PDT), ocupou a tribuna no plenário da Câmara Municipal na manhã de segunda feira (13) para falar da dor pela perda do secretário municipal de Esportes e amigo Jerry Abrantes, falecido na madrugada do último sábado (11). Jerry que receberia nesta terça-feira, (14), o Título de Cidadão de São Luís, no Legislativo Municipal, ficou doente na sexta-feira (10) e faleceu no dia seguinte após ser internado.

“Jerry era mais que um amigo, era um irmão, um homem que militava no PDT desde jovem, era cria de Leonel Brizola, Jackson Lago, Neiva Moreira e tantas outras lideranças do partido que lutaram pela sociedade. Era um militante atuante, por isso foi secretário várias vezes, tanto municipal quanto estadual. Atualmente era secretário municipal de Esportes, na gestão do Prefeito Edivaldo Holanda Junior e amava trabalhar com esporte” – disse o vereador Ivaldo.

Requerimento – Durante a sessão de segunda-feira o pedetista teve um requerimento aprovado pela casa. Na proposição, o vereador pede ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) e ao Secretário de Agricultura do Estado, Márcio Honaiser (PDT), por meio de um ofício, a construção de um mercado público na área do Vinhais.

“A área do Vinhais é carente de um grande mercado público e por isso estamos pedindo ao governador Flávio Dino, e também ao Secretário de Agricultura, que façam um estudo técnico e também uma parceria com a prefeitura de São Luís, para viabilizar a construção de um mercado na região. Na área do Turu também será criado um mercado, mas lá já está bem avançado o projeto” afirmou Ivaldo Rodrigues.

 

Fonte – Diret/Comunicação CMSL