Produtora é condenada por música com incitação à violência contra mulher

A produtora de funk Furacão 2000 Produções Artísticas foi condenada a pagar indenização por danos morais pela veiculação da música “Tapinha”. A 2ª seção do TRF da 4ª região entendeu que a letra da composição incita a violência contra a mulher. A empresa deverá pagar R$ 500 mil em multa, a ser revertida para o Fundo Federal de Defesa dos Direitos Difusos da Mulher.

As músicas “Tapinha” e “Tapa na Cara” foram alvo de ação civil pública sob a alegação de que as letras banalizam a violência contra a mulher, transmitindo uma visão preconceituosa. O pedido foi parcialmente acolhido em 1ª instância, com a fixação do valor da multa, sendo que a condenação ficou restrita à produtora Furacão 2000 e à música “Tapinha”. A produtora, então, recorreu da decisão.

Na fase da apelação, a empresa conseguiu reverter a sentença, suspendendo a multa. À época, o relator do acórdão, desembargador Federal Cândido Alfredo Silva Leal Júnior, considerou insuficientes as provas de que as letras denegrissem a imagem feminina, entendendo como excessiva a censura das músicas. A decisão, porém, não foi unânime e couberam embargos infringentes.

Violência de gênero

Citando a necessidade de existência da lei Maria da Penha (11.340/06), o desembargador Federal Luiz Alberto d’Azevedo Aurvalle, cujo entendimento prevaleceu no caso, ressaltou o cenário de violência doméstica existente no Brasil.

“Até mesmo uma lei especial e investimentos de conscientização foram e são necessários porque persiste enraizada na sociedade brasileira inconcebível violência contra a mulher. Nessa perspectiva, músicas e letras como ‘Tapa na Cara’ e ‘Tapinha’ não se mostram simples sons de gosto popular ou ‘narrativas de relações privadas íntimas’ ou ‘ manifestação artística’ de prazer feminino masoquista, mas abominável incitação à violência de gênero ou aval a tais criminosas e nefastas condutas, ao transmitir a jovens e público em geral a noção errônea de que a regra é a mulher gostar de sofrer.”

Tendo em vista o problema, o magistrado decidiu pela manutenção da multa, já que a difusão das músicas em questão contribui para o reforço de uma situação de vulnerabilidade social.

“Mesmo o repúdio geral à censura não implica irrestrita possibilidade de divulgação e comunicação de tudo. Deve-se ponderar todos os demais direitos fundamentais, sob pena de o cidadão ficar refém de mídia onipotente, visando apenas ao lucro, sem o cumprimento de escopos coletivos, insculpidos em tratados internacionais, na Constituição Federal e em diplomas legais.”

Fonte – Migalhas

Fábio Câmara faz ação social na Colônia São José do Bonfim e constata descaso do Estado no local

O vereador Fábio Câmara (PMDB) visitou na sexta-feira, 16, a Colônia São José do Bonfim, localizada no bairro da Vila Nova, em São Luís. O objetivo foi levar solidariedade para as famílias do local, com a entrega de cestas básicas. Cerca de 50 famílias da comunidade foram atendidas.

Ao chegar à colônia, Fábio foi recebido pelo padre Bráulio Sousa Aires, pároco de São José do Bomfim, pelo líder comunitário Raimundinho e por moradores da comunidade como dona Domingas Borges.

Durante a visita, o líder comunitário Raimundinho relatou a importância da presença do parlamentar, já que pouquíssimos políticos visitam a localidade. Ele destacou uma série de reivindicações envolvendo a colônia.

Os problemas não são poucos, como aponta Raimundinho. Entre outros, falta de infraestrutura e os constantes problemas de invasão são ocasionados por falta de um muro.

“Cobramos do governo do estado à construção de muros para impedir que a área seja invadida por sem-teto. Além disso, pedimos a melhoria da infraestrutura e manutenção do espaço”, relatou o líder comunitário.

Atualmente moram na colônia egressos já curados, familiares e ex-funcionários já aposentados que habitam nas 30 casas e chegam a cerca de 100 pessoas. Isto além dos pacientes tratados ambulatorialmente na Unidade de Apoio Hospital Aquiles Lisboa que está instalado na localidade.

O padre Bráulio aproveitou a oportunidade para agradecer ao vereador pelo apoio que sempre deu ao grupo de jovens da igreja.

“O vereador [Fábio Câmara] é sempre muito solícito quando se trata da Colônia São José do Bonfim. Sempre que pode, nos prestigia com uma visita e também sempre nos apoia. Foi graças a ele que conseguimos o teclado musical para o grupo de jovens da igreja”, declarou o religioso.

Fábio Câmara lamentou o descaso com egressos e afirmou que o Estado tem uma dívida social com os moradores da colônia.

“É lamentável o descaso do governo estadual com essas pessoas. O estado tem uma dívida social com os moradores desta colônia. Há direitos e deveres para esses moradores e tudo deve ser respeitado”, afirma.

LOCAL ESCONDE RIQUEZAS
A Colônia do Bonfim é um antigo hospital, estilo colônia, localizado na capital maranhense. Hoje é mais conhecido com Hospital Aquiles Lisboa, especializado no tratamento dos portadores de hanseníase.

Dizem os mais antigos que esse nome veio como reverência ao Nosso Senhor do Bom Fim, outros já dizem que era porque as pessoas eram internadas lá para ter um bom fim de vida. Mas na verdade, deve-se ao Cabo do Bomfim.

Segundo historiadores, a verdadeira origem do nome Colônia do Bonfim é porque ela foi construída para “abrigar leprosos”, na Ponta do Bonfim, sendo separada do centro da cidade pelo rio Bacanga. O local foi escolhido exatamente por ser bem afastado e de difícil acesso, pois antes a única forma de transporte era pelo mar. Assim, tornou-se ideal para o isolamento de “leprosos” como forma de afastá-los definitivamente do convívio social.

O senhor Flávio Serafim Lisboa, de 69 anos, conhece bem o lugar. Ele conseguiu venceu a doença e conta que chegou à Colônia do Bonfim no dia 21 de março de 1962, com 16 anos, quando saiu da cidade de Anajatuba, no interior do Maranhão e aqui formou sua família com 14 filhos. O sanatório funcionava como uma cidade isolada, onde moravam centenas de pessoas. Uma das riquezas escondidas no local é a praia do Bonfim. A área também tem uma vista magnifica do litoral da capital maranhense.

Líderes comunitários participam da II Oficina Qualificar é Servir

Líderes comunitários de várias regiões de São Luís participaram na manhã do sábado, 17, da II Oficina Qualificar é Servir, que tem como objetivo a qualificação de lideranças em relação ao uso de redes sociais, práticas de assessoria parlamentar, atendimento ao público e relações interpessoais.

Na oficina, os líderes tiveram a oportunidade de aprender e discutir sobre Atendimento ao Público, Relações Interpessoais e Marketing Pessoal, assuntos que permitem melhor relação entre eles e as comunidades.

O minicurso é uma realização do vereador Armando Costa (PSDC), que tem o mandato voltado às ações comunitárias, em parceria com o Sistema JB10 de Comunicação, responsável por ministrar a oficina. Segundo o Armando, a qualificação de líderes comunitários melhora a relação deles com os poderes executivo e legislativo além de ajudar na promoção pessoal de cada um.

O Sistema JB10 trabalha para melhorar o relacionamento dos líderes com as comunidades e o vereador abraçou essa ideia. Com isso, os bairros da capital ganham com conhecimento e formação de opinião.

Chico Carvalho destaca no legislativo municipal projeto de despoluição da Lagoa da Jansen

O vereador Francisco Carvalho (PSL), apresentou à Mesa Diretora da Câmara Municipal, moção de aplausos ao senador Roberto Rocha (PSB), pela iniciativa em apresentar projeto à presidente Dilma Roussef (PT), em que reivindica a despoluição e revitalização da Lagoa  da Jansen, envolvendo recursos da ordem de R$ 8 milhões.

“É um projeto de elevado alcance social o que mostra a visão do senador Roberto Rocha. Conversei com ela sobre sua proposição que é de muita importância para a cidade de São Luis. A Lagoa da Jansen, sempre mostrou suas ambiguidades, uma vez que, apesar de ser um dos nossos cartões postais, exala um mau cheiro  insuportável, além de representar perigo para a saúde pública”, disse Chico Carvalho.

De acordo com o vereador, consta no projeto do senador a construção de uma estação de tratamento de esgoto, a retirada do lodoçal existente no fundo da lagoa e a remoção daquela comunidade que reside na orla, para moradias mais dignas, com base nos projetos habitacionais do Governo Federal.

“O senador Roberto Rocha é um jovem político de larga visão. Quando deputado federal, ele foi responsável pela urbanização da área que margeia o Rio Bacanga, na Avenida dos Africados, através de uma emenda parlamentar de sua autoria”, revelou o vereador.

Na concepção de Chico Carvalho, a recuperação e urbanização da Lagoa da Jansen é um projeto que deve ser executado o mais rápido possível, já que extingue uma grande contradição. “Ela fica localizada em área nobre, cercada de prédios de luxo e também de casebres, mas sem tratamento. Era para atrair multidões em busca de lazer e para a prática de esporte, mas afasta a população, por conta de uma inexplicável poluição”, acrescenta Chico Carvalho.

“Merece aplausos essa iniciativa do senador Roberto Rocha e tenho plena certeza de que ele conseguirá o seu objetivo, já que esse é um desejo de toda a cidade de São Luis”, finalizou Chico Carvalho.

Impunidade nas mortes de quase 200 bebês na Maternidade Carmosina Coutinho de Caxias. O caso voltou a ser destaque nacional

     aldir

A mídia nacional voltou a comentar o escabroso caso das mortes de 200 bebês e de 20 crianças que ficaram cegas, em decorrência da irresponsabilidade da gestão municipal e da direção da Maternidade Carmosina Coutinho, no município de Caxias, distante 360 km da capital. O fato à época mereceu destaques nacional e internacional e o mínimo que se esperava era que as autoridades tomassem as devidas providências para responsabilizar criminalmente todos os culpados e determinasse acompanhamentos psicológicos às mães que perderam os seus filhos e tratamento para as crianças que ficaram cegas.

      O Ministério Público chegou a adotar algumas providências assim como a policia, que chegou a instaurar inquéritos policiais. Como já era esperado, as influências politicas pesaram bastante e até hoje muitas mães nunca foram chamadas para pelo menos prestar depoimento.

      As 200 mortes de recém-nascidos registradas na Maternidade Carmosina Coutinho, me levou a refletir e sugerir, que seria necessário a criação de uma Força Tarefa integrada pela Procuradoria Geral de Justiça, Defensoria Pública, Segurança Pública e Secretaria de Saúde para com transparência e a devida responsabilidade que o caso requer proceder todos os processos investigatórios e indiciar os responsáveis, a partir do prefeito Leonardo Coutinho e os administradores da Maternidade Carmosina Coutinho.

      A única ação concreta que se tem informação foi feita de maneira esmoteada pela Secretaria de Saúde do Estado, com acompanhamento técnico na assistência técnica pediatra e a aplicação de recursos, mas não interferiu nas questões administrativas e o prefeito Leonardo Coutinho, continuou com ingerências bem determinadas na casa de saúde. Na verdade, tudo não passou de uma tentativa do Governo do Estado tentar mostrar que de alguma forma adotou providências, quando se sabe, que o prefeito é sobrinho do deputado Humberto Coutinho, presidente da Assembleia Legislativa do Estado e a maternidade tem tudo a ver com o parlamentar.

                A Subserviência do Poder Legislativo

     Por ocasião da denúncia nacional feita pela Rede de Televisão Record, deputados das  Comissões de Saúde e de Direitos Humanos e das Minorias, chegaram a registrara em plenário que iriam ver a realidade no município de Caxias e também das mães que perderam os seus filhos e as crianças cegas, que precisam de acompanhamentos médicos. Tudo não passou de ensaio e os comentários que surgiram foram que os parlamentares decidiram recuar da visita a Caxias, por ser área de atuação do presidente da Assembleia Legislativa do Estado e o prefeito é seu sobrinho que está tentando a reeleição com o irrestrito apoio do governador Flavio Dino.

     O que é lamentável sob todos os aspectos é que o povo mais uma vez foi iludido na troca dos atores. Os novos se esqueceram dos compromissos assumidos em praça pública e as práticas que eram criticadas em todos os níveis, permanecem vivas, com algumas delas bem mais rigorosas em relação aos gestores anteriores.

                     E a CPI da Saúde?

          Criada de maneira obsessiva e articulada no Palácio dos Leões, a Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar praticas ilícitas dentro do Sistema Estadual de Saúde, tinha como o único objetivo, a destruir totalmente o ex-secretário e ex-deputado estadual Ricardo Murad. Com o surgimento do escândalo criminoso de Caxias, inevitavelmente a CPI iria chegar ao prefeito Leonardo Coutinho e a Maternidade Carmosina Coutinho e por extensão causaria sérios e graves prejuízos para o deputado Humberto Coutinho, presidente do legislativo estadual.

         A CPI está totalmente esvaziada e os deputados indicados para a ocupação dos cargos estabelecidos para o seu normal funcionamento, mostram-se desmoralizados, principalmente alguns que foram orientados por colegas a não fazer parte dela, uma vez que não iria prosperar. Comenta-se que algumas consultas jurídicas chegaram a ser feitas, se a CPI poderia ser restrita unicamente aos problemas de corrupção na Secretaria de Estado da Saúde.

          A verdade é que a impunidade e o abandono a que foram relegadas as mais de 200 mães que perderam os seus filhos e 20 crianças que ficaram cegas por irresponsabilidades e até mesmo incompetências dos gestores da Maternidade Carmosina Coutinho, do prefeito Leonardo Coutinho e do Governo do Estado.

PRIMAVERA ÁRABE

A “Primavera Árabe” foi o nome
dado à onda de protestos populares
ocorrida em 2011 contra os governos do
mundo árabe. A raiz daqueles protestos estava
no agravamento da crise econômica, na
falta de democracia e no alto índice de corrupção
praticado por tais governos.
A população daqueles países cansou de
ver a sua condição de vida piorar, enquanto
políticos e seus protegidos se deleitavam e
esbanjavam dinheiro público a custa do suor
do povo. No Brasil, em 2013, várias mobilizações
sacudiram o país como as da “Primavera
Árabe” e pelos mesmos motivos.
Os parlamentos brasileiros e, em particular,
a Assembleia Legislativa do Estado do
Maranhão – ALEMA está precisando de uma
dose CAVALAR de “Primavera Árabe”.
Notícias veiculadas recentemente em programas
de televisão denunciaram o desvio
abissal de dinheiro público nos parlamentos
brasileiros mascarado na forma de contrata-
ção de servidores fantasmas.
Essa prática tão comum que envergonha
os cidadãos honestos deste país, para a maioria
dos deputados, especialmente para os que
têm dirigido a ALEMA nos últimos anos e
na atual gestão, é justificada com a seguinte
frase: “aqui é uma casa política e não se
muda isso da noite para o dia”.
Assim, essa prática nociva tem se perpetuado
e se transformado em um axioma político
vergonhoso na Casa do Povo. Em outras
palavras, na ALEMA, os desvios de dinheiro
público também se materializam na contratação
de servidores fantasmas a serviço de
interesses de muitos deputados.
Consegue, inclusive, desafiar leis da física,
na medida em que servidores da cidade
de Caxias, localizada a mais de 600 km da
sede do Rangedor, exercem dupla jornada de
trabalho, já que estão na folha de pagamento
daquela cidade e ao mesmo tempo na folha
da ALEMA.
Diante do exposto, nós – servidores efetivos
– precisamos ter, pelo menos, surtos de
Primavera Árabe, no sentido de nos mobilizar
para fazer valer nossos direitos e,
sobretudo, para derrotar esse axioma político
vergonhoso e ilegal existente na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

aldir

Fonte – Sindsalem – Maranhão

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A Prefeitura precisa ter respeito a São Luís e zelar pela cidade

        aldir

Há poucos dias denunciei aqui, que um reboque foi abandonado há mais de três anos, na rua Afonso Pena, bem na porta do prédio onde funcionou o Diário Associados, então responsável pelo jornal O Imparcial. O prédio é hoje de propriedade da prefeitura de São Luís, que chegou a ensaiar a recuperação, uma vez que é de uma grande referência do Centro Histórico, da cidade Patrimônio Cultural da Humanidade.

         O reboque que é de propriedade de uma gráfica instalada no Beco da Pacotilha foi abandonado bem próximo de uma placa de estacionamento rotativo, na então chamada zona azul. O mais vergonhoso é que para as autoridades, o abandono é indiferente, o mesmo tratamento que vem dando a cidade e de uma maneira especial para o Centro Histórico.

           Pode-se observar na foto, que o dono do reboque colocou uma corrente para prender o reboque a um poste de sinalização vertical da Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte. O que também se pode deduzir, é que a prefeitura ao ignorar a reboque seja a falta de sensibilidade, respeito e compromisso com a administração da cidade, ou então na visão do gestor público uma referência negativa para atração turística. Por algumas vezes já vi realmente turistas nacionais e estrangeiros fotografando o reboque para mostrar lá fora, o abandono imposto a uma cidade que a UNESCO, levando em consideração o seu grande e importante acervo arquitetônico  e histórico e a qualificou como Patrimônio Cultural da Humanidade.

              Infelizmente, a visão e o sentimento  do valor do nosso patrimônio cultural não é incorporado pelas autoridades, daí vermos sinais  diversos de abandono, principalmente de casarões seculares como é o caso do prédio dos Diários Associados, pertencente  a Prefeitura de São Luís, que pelo visto o adquiriu para mantê-lo  sob a ameaça desabamento, o que realmente configura não só falta de respeito aos ludovicenses, mas ao combalido turismo em nossa capital.

Governo do Estado é acionado na justiça pelo Ministério Público para garantir segurança nas escolas rede da pública da capital

      aldir

 

Estudante esfaqueada dentro de uma escola na área do Anjo da Guarda

   Para garantir a segurança de alunos, professores e funcionários de escolas da rede pública estadual em São Luís, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) ajuizou, em 8 de outubro, Ação Civil Pública de Obrigação de Fazer (ACP) contra o Estado do Maranhão, requerendo que a Justiça determine, liminarmente, que as secretarias de Educação e Segurança Pública mantenham serviços de vigilância nestes locais.

        A ação foi formulada pelos titulares das 1ª e 2ª Promotorias de Justiça de Defesa de Educação de São Luís, Paulo Silvestre Avelar Silva e Maria Luciane Lisboa Belo, respectivamente.

         Os promotores explicam que a medida foi motivada por notícias divulgadas na mídia local, relatando a insegurança nas escolas estaduais da capital. Eles destacam que a situação é causada, principalmente, pela ausência de vigilantes nas unidades escolares e de policiamento preventivo nas adjacências.

          Foram enumerados, pelo menos, cinco episódios que comprovam a falta de segurança nas escolas da rede pública estadual na capital.

   EPISÓDIOS

       Dois incidentes citados pelos representantes do MPMA mostram a insegurança no Centro de Ensino Doutor João Bacelar Portela, no bairro Ivar Saldanha. Em 23 de setembro, uma professora teve seu carro roubado do estacionamento da unidade escolar. Câmeras de vigilância registraram o veículo entrando na escola, acompanhado por quatro homens em duas motocicletas e saindo logo em seguida.

         Uma estudante foi assaltada, em 5 de outubro, dentro do banheiro do estabelecimento. A aluna teve seu aparelho celular levado por um homem que pulou o muro da escola. “Isso demonstra a facilidade de acesso ao local de maneira indiscriminada”, destacam os representantes do Ministério Público.

         Na ação, estão citadas denúncias de tráfico de drogas nas salas de aula do Centro de Ensino Paulo Freire, no Turu. Com medo de represálias, diretores e professores da unidade escolar preferem não se manifestar quanto a essa situação.

           A insegurança também foi um dos objetos do protesto realizado, em 30 de setembro, pelos estudantes do Centro de Ensino Marcelino Champagnat, no Centro.

           Além da ACP, o problema levou o MPMA a instaurar procedimento preparatório, com base em reclamações de professores, funcionários, alunos e pais de estudantes do Centro de Ensino Coelho Neto, no bairro Ivar Saldanha, onde as atividades foram paralisadas no ano passado, devido à falta de segurança.

De acordo com os promotores de justiça, a ausência de vigilantes também atinge todo o entorno das unidades de ensino. Para eles, o problema não se limita às escolas estaduais. Por isso, foi ajuizada, ainda, Ação Civil Pública com o mesmo tema no âmbito da rede municipal de ensino.

               PEDIDOS
Na ação, além do pedido liminar, o MPMA requer, ainda, que seja estipulada multa por descumprimento no valor de R$ 1 mil diários por aluno afetado pela insegurança escolar.

Fonte – CCOM-MPMA

Prazo de validade de concurso público para a Secretaria de Segurança Pública é suspenso a pedido do Ministério Público

Acolhendo Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão contra o Estado do Maranhão, a Justiça proferiu decisão, em 14 de outubro, em caráter liminar, determinando a imediata suspensão do prazo de validade do concurso público, regido pelo edital nº 2, de 10 de outubro de 2012, para provimento de vagas nos cargos de auxiliar de perícia médica legal, escrivão de polícia, farmacêutico legista, investigador de polícia, médica legista, odontolegista e perito criminal. O prazo de validade do certame encerraria no dia 26 de dezembro de 2015.
Também determinou que sejam tomadas providências para oferta do Curso de Formação e Investigação Social aos candidatos aprovados até a terceira fase da 2ª etapa. As medidas devem ser tomadas no prazo de 45 dias. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 10 mil.
Formulou a Ação Civil Pública a titular da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Fundamentais de São Luís, Márcia Lima Buhatem. A decisão foi proferida pelo juiz Clésio Coelho Cunha, da Vara de Interesses Difusos e Coletivos.
De acordo com o edital n° 02, o certame seria dividido em duas etapas: a primeira, compreendida por prova objetiva, prova discursiva, prova prática (para o cargo de escrivão de polícia) e títulos. Já na segunda etapa, seriam feitos os testes de aptidão física, psicotécnico, exame médico e odontológico, além do Curso de Formação e Investigação Social.
No entanto, o edital nº 21, de 29 de maio de 2013 limitou o número de aprovados a participar do curso. Dessa forma, para o cargo de investigador de polícia, 134 candidatos aprovados até a terceira fase da segunda etapa foram impedidos de avançar à próxima fase. No cargo de escrivão de polícia, esse número chegou a 23 e, entre os auxiliares de perícia médica legal, oito.
De acordo com o MPMA, o edital nº 21, que retificou o edital n° 2, restringindo o quantitativo de candidatos à participação no Curso de Formação e Investigação Social, comprometeu significativamente a lisura do procedimento, porque a criação de critérios de classificação, criados de última hora, é conduta ofensiva aos princípios da moralidade administrativa e da isonomia.
A promotora argumentou, na ação, que o edital original do concurso não estabeleceu norma limitadora sobre a convocação para o curso de formação. Somente no edital posterior foi inserido o item ilegal que limita a quantidade de candidatos para participação no curso.
Fonte – (CCOM-MPMA)

Neurocientista dá sete dicas de estudo para o Enem Exame será realizado nos dias 24 e 25 de outubro

aldir

Faltam poucos dias para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que será realizado nos dias 24 e 25 de outubro. De acordo com a balanço divulgado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), cerca de 7,7 milhões de candidatos deverão fazer a prova.

Para quem está se preparando para a reta final do exame, conhecer melhor o funcionamento do cérebro e o processo de aprendizagem pode ser útil na hora de otimizar os estudos.

Para reunir dicas de como se preparar melhor, o Porvir conversou com o professor Antonio Pereira, pesquisador do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e membro da Rede Nacional de Ciência para a Educação.

Neurocientista dá 7 dicas de estudo para o Enem. Exame será realizado nos dias 24 e 25 de outubro. Cerca de 7,7 milhões de candidatos deverão fazer a prova.

“Existem muitas coisas que são importantes que o estudante tenha conhecimento para otimizar o aprendizado”, diz o pesquisador. No entanto, é importante lembrar que não existem receitas de como fazer, mas apenas orientações que podem auxiliar. Confira:

Treinar a fluência na leitura    

Em uma prova extensa como o Enem, ter fluência na leitura é fundamental. Para ampliar a competência leitura não existe segredo, senão criar o hábito de ler. Segundo o pesquisador, os livros de ficção podem ser bons aliados. “Além de favorecer a fluência, a leitura de ficção também é muito importante em outro aspecto. Ela permite que criar cenários e fazer simulações que ajudam a entender melhor o mundo”, explica.

Resolver simulados

Fazer testes regulares ajuda a solidificar um conhecimento. De acordo com Pereira, forçar a recuperação de memória para resolver um teste ajuda na consolidação de uma determinada informação. “Se você pratica essa recuperação regularmente, a memória se consolida de maneira mais eficiente”, conta.

Fazer um teste inicial

Antes de estudar um conteúdo, submeter-se a um teste de múltipla escolha pode ser uma boa estratégia. Pereira afirma que isso ajuda a estruturar a mente e preparar o foco para o conteúdo que vem adiante, facilitando o aprendizado.

Separar um tempo para dormir

“O sono é importantíssimo para consolidar a memória”, diz o pesquisador. Segundo ele, não é produtivo deixar de dormir para tentar estudar um determinado assunto.

Estabelecer intervalos de estudos

A fadiga mental pode dificultar a manutenção de atenção por um tempo muito longo. Para explicar sobre a necessidade de estabelecer intervalos durante o período de estudos, Pereira compara a função cerebral com o desenvolvimento de uma atividade física. Segundo ele, é necessário fazer pequenas pausas para descanso.

Variar as disciplinas enquanto estuda

Estudar física, matemática ou português o dia inteiro pode não ser a estratégia mais eficiente para manter o foco. “Quando você muda de disciplina, você se depara com informações de outra natureza ou categoria.”

Não deixar para estudar nas vésperas

O pesquisador afirma que é necessário um tempo para que o aprendizado ocorra de maneira eficiente. Portanto, estudar nas vésperas da prova não é recomendado. Além disso, o estudante também deve controlar a sua ansiedade.

Fonte – Agência Brasil