Jornalista denuncia o STF a OEA por condenação de um pai de 6 crianças e bloqueio do salário da mãe

O que está acontecendo no Brasil ultrapassa todos os limites da justiça e da humanidade. Vanessa, esposa de Ezequiel, condenado a 14 anos de prisão por uma farsa judicial, está sendo brutalmente punida sem ter cometido crime algum.

Mãe de seis filhos, servidora pública por 15 anos, Vanessa já havia perdido seus caminhões, sua principal fonte de sustento. Mas isso não foi suficiente para o sistema de perseguição liderado por Alexandre de Moraes e o regime Lula. Sem qualquer justificativa razoável, o ministro BLOQUEOU ATÉ MESMO O SALÁRIO DELA, jogando sua família na miséria e tornando impossível a sobrevivência de seus filhos.

Isso não é justiça, é vingança! Isso não é punição, é crueldade! Até onde vai essa sanha autoritária? Qual é o limite da destruição que estão dispostos a impor contra cidadãos inocentes? Vanessa não apenas perdeu o marido para uma sentença absurda, mas agora é forçada a assistir seus filhos pagarem um preço que jamais deveriam pagar.

ISSO PRECISA PARAR! O Brasil não pode aceitar que famílias sejam arruinadas por decisões arbitrárias, sem direito à defesa, sem crime, sem nada além de um desejo implacável de punição política. O que estão fazendo com Vanessa e seus filhos é desumano, é covarde, é inaceitável!

Karina Michelin. Jornalista.

 

O que será o Brasil em 2025?

 

                                                                                                            * Jurista Ives Gandra Martins

Creio que o Presidente Lula, que foi um presidente pragmático em seus dois primeiros mandatos, talvez por influência de sua esposa, tornou-se um presidente ideológico de extrema esquerda, neste seu terceiro mandato, cometendo, na minha avaliação de modesto advogado de província, alguns equívocos que poderão tornar o ano de 2025 um ano de pesadelos para o Brasil. O primeiro dos equívocos é aquele da política econômica que teima em seguir, semelhante àquela que levou a presidente Dilma ao impeachment, de gastar o que não tem, elevando consideravelmente a dívida pública, descompassando as contas do Governo, propiciando o aumento da inflação e a dramática desvalorização do real.

O país entrou na ciranda inflacionária, com o estouro do teto máximo da meta de inflação em 2024, ou seja, 4,84% quando a meta, em sua tolerância máxima era de 4,50%, gerando um círculo vicioso de aumento de juros, fuga de recursos – tivemos uma das maiores saídas de dólares do país -, redução de investimentos e imprevisibilidade de possível reversão deste processo pela resistência de cortes de despesas que são feitas, em parte, sem recursos próprios.

Entramos no denominado fenômeno econômico da “dominância fiscal”, em que nem mesmo uma rígida política monetária é capaz de sustar a inflação.

A previsão, portanto, com esta mentalidade presidencial, a qual o Ministro Fernando Haddad não consegue alterar, é de que teremos mais fugas de capitais, resistência dos bancos estrangeiros em sugerir investimentos no país, elevação da inflação, com a possibilidade de ocorrer o triste fenômeno da estagnação, ou seja, estagnação desenvolvimentista e inflação.

Ronaldo Coase e Douglas North, dois prêmios Nobel de Economia, em seus escritos do século passado, entendiam que, sem segurança jurídica, não há possibilidade de prosperar a economia de mercado.

O segundo equívoco de seu governo é, portanto, trazer a Suprema Corte para apoiá-lo, já que 7 dos 11 Ministros foram indicados por seu Partido, ou seja, por ele ou a Presidente Dilma. Há um protagonismo maior do Pretório Excelso a favor do Presidente Lula, com invasões de competência do Poder Legislativo e hospedando pautas presidenciais, como de regulação das redes sociais, marco temporal, narrativas golpistas, etc, o que gera uma insegurança jurídica que intranquiliza parte considerável da população.

Não sem razão, como mostrou o jornal O Estado de São Paulo, em um de seus editoriais, a credibilidade do STF, na avaliação entre “bom” e “ótimo”, caiu de 32% para 12% na opinião pública. Isto representa que 88% do povo brasileiro não considera a Corte nem ótima, nem boa, razão pela qual se compreende porque, pela primeira vez, seus Ministros são obrigados a sair à rua com muitos seguranças.

Lembro-me, nos 43 anos de Simpósios de Direito Tributário que coordenei no Centro de Extensão Universitária, que saia com Ministros como Moreira Alves, Oscar Corrêa, Carlos Mário Velloso, Cezar Peluso sem necessidade de qualquer segurança, muitas vezes levando-os em meu carro às suas residências ou hotéis sem acompanhamento de ninguém.

Mais do que isto. Nos restaurantes todos que os viam diziam com admiração e reverência “Lá vem um Ministro do STF”. É que, à época, nem legislavam, nem interferiam na administração pública, sendo tão somente juízes encarregados de administrar a justiça, no máximo como legisladores negativos, dizendo se uma lei era ou não inconstitucional, mas não legislando, até porque a Constituição os proíbe de fazê-lo por força dos artigos 49, inciso XI e 103, §2º.

À evidência, minhas divergências doutrinárias com os eminentes Ministros do STF não mudam minha admiração pelos seus méritos de grandes juristas e de idoneidade moral inquestionável. Sou apenas um professor universitário de província, mas como cidadão com o direito de expor minha inteligência sobre a Constituição e sobre o Direito, num país em que a liberdade de Cátedra continua ainda sendo permitida.

O terceiro equívoco, a meu ver, que dificultará o crescimento do país reside em não pretender seguir seu discurso de posse de pacificação nacional, mas, ao contrário, continuar com narrativas conflitivas, mantendo o clima “Eu contra eles” e não “Nós pelo Brasil”.

Como antigo professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército por 33 anos e emérito – título outorgado ainda em 1994 -, disse durante todo o segundo semestre de 2022 que o risco de golpe de Estado era zero, multiplicado por zero, dividido por zero, somado a zero. É que o curso onde lecionei desde 1990, foi criado em 1989 para aqueles coronéis dentre os quais seriam escolhidos os generais ao fim de cada ano, para que fossem, todos eles, escravos da Constituição.

Sabia, portanto, que nunca, nunca dariam um golpe de Estado. À evidência, 8 de janeiro foi uma baderna em que um grupo desarmando e sem líderes jamais poderia dar um golpe de Estado. Nunca houve, na história do mundo, um golpe de Estado sem armas e sem Forças Armadas. Foi semelhante à baderna que o PT e o MST fizeram no Governo Temer, invadindo e destruindo dependências do Congresso Nacional, nem o STF nem o Governo tendo-os punido como golpistas.

Manter a narrativa, dois anos depois, na Praça dos Três Poderes esvaziada de povo e repleta de autoridades e servidores, é não querer a pacificação, mas pretender continuar alimentando a polarização. É de se lembrar que o discurso em “defesa da democracia”, que quer dizer governo do povo, não teve povo na comemoração. A manutenção desta polarização alimentada pelo Governo, não faz bem ao Brasil.

O quarto e último ponto – não abordo outros pelo tamanho do artigo – diz respeito à palavra de presidentes. Um presidente deve ter a liturgia do cargo, como tiveram Fernando Henrique e Michel Temer. Cada palavra em público que diz tem reflexos na Economia, na Política e no Exterior.

Ora, o presidente Lula não tem cautela no que diz. Quando fala em economia criticando o mercado e os livros de economia, não pretendendo cortar gastos, nem controlar as contas públicas, afeta imediatamente o câmbio, a inflação e a confiança no país. Quando manda uma embaixadora à posse do fraudulento ditador Maduro, está avalizando uma ditadura sangrenta. Quando diz que Dilma sofreu um golpe desmoraliza seu Ministro da Justiça, que foi o presidente do procedimento de impeachment, com aprovação do Congresso Nacional e previsão constitucional. O mesmo ao declarar que o Presidente Temer não foi eleito e não poderia estar na Presidência, quando sua posse seguiu rigorosamente a Constituição.

E assim, outros deslizes como comparar o amor à democracia ao amor à amante e não à esposa, desmoraliza a Instituição do casamento, equiparando este amor a uma traição conjugal e, certamente, desagradando sua esposa e todas as mulheres, menos as amantes.

São algumas reflexões que trago, na esperança de que o Presidente Lula deixe de ser candidato ou sindicalista, quando podia dizer o que quisesse, e lembre que é o Presidente do Brasil, em razão do qual todos os brasileiros e eu desejaríamos quês seu Governo desse certo e não mostrasse sinais de problemas que poderão afetar toda a Nação em seu futuro.

*Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército

 

          

Deputado pediu a Corte Interamericana de Direitos Humanos, que investigue abusos e perseguição do STF

O deputado federal Marcel van Hattem (NOVO-RS) afirmou que a Organização dos Estados Americanos (OEA) é parte do problema e não da solução no caso envolvendo a censura no Brasil. A fala do parlamentar ocorreu durante reunião na tarde desta terça-feira (11) com o relator da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que integra OEA, Pedro Vaca, para tratar dos constantes abusos praticados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra a liberdade de expressão no Brasil.

No começo da reunião, integrantes da OEA chegaram a exigir que o encontro não fosse gravado, mas Pedro Vaca concordou com a gravação após pedido de transparência feito por Marcel. Durante o encontro, o deputado gaúcho reafirmou ao conselheiro que os abusos têm sido denunciados há anos, inclusive no exterior e na própria OEA, reforçou que as duas medidas cautelares apresentadas à Organização sobre a censura do X e o caso de perseguição judicial e policial que está sofrente ainda estão sem resposta e rebateu a afirmação do STF de que “apenas” 125 brasileiros foram censurados no Brasil.

“É mentira que “apenas” 125 pessoas tenham sido censuradas como teriam dito os ministros do Supremo Tribunal Federal. Somente no ano passado o X afirmou que derrubou mais de duzentas contas e se acrescentarmos todos aqueles que hoje sofrem processos judiciais ilegais, inconstitucionais, com claro abuso de autoridade e que sequer estão denunciados, e que não podem usar as redes sociais, nós estamos falando de milhares de pessoas hoje censuradas no Brasil”, afirmou Marcel.

Durante sua fala, Marcel apresentou ao comissário Pedro Vaca alguns exemplos de perseguição política feita aos opositores do governo Lula, inclusive em flagrante desrespeito à Constituição, como o processo ao qual o deputado gaúcho responde após denunciar na tribuna da Câmara dos Deputados o abuso de autoridade e ilegalidades cometidas durante todo processo envolvendo o ex-assessor do presidente Jair Bolsonaro, Felipe Martins. Sobre Felipe Martins, Marcel sugeriu ao comissário que ele também seja ouvido pela OEA.

Em resposta aos parlamentares, o comissário Pedro Vaca afirmou que a visita ao Brasil busca documentar todas as denúncias relacionadas à censura no país. Vaca pediu aos parlamentares mais informações sobre os bloqueios das redes sociais; como os usuários foram notificados dos bloqueios, se pelas plataformas ou por notificação judicial; o tempo em que o acesso às redes foi suspenso e se as informações sobre as decisões de suspensão de contas ou conteúdos estão disponíveis.

Pedro Vaca afirmou aos parlamentares que recebeu milhares de pedidos de reunião de brasileiros que gostariam de denunciar as censuras que sofreram nos últimos anos. A comissão permanece no Brasil até sexta-feira e terá ainda reuniões no Rio de Janeiro e São Paulo.

A reunião contou ainda com a participação dos senadores Damares Alves (Republicanos-DF), Jorge Seif (PL-SC), Eduardo Girão (NOVO-CE), Magno Malta (PL-ES) e os deputados federais Bia Kicis (PL-DF), Gustavo Gayer (PL-GO), Lucas Redecker (PSDB-RS), Alexandre Ramagem (PL-RJ), Nikolas Ferreira (PL-MG), Nelsinho Padovani (UNIÃO-PR) e a ex-deputada Carla Zambelli.

Diário do Poder

 

Lula manda Janja representar o Brasil em reunião do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, na Itália

 Janja levou 04 assessores com diárias no total de R$24 mil. O tour da primeira-dama em Roma (Itália) impôs ao pagador de impostos a fatura de R$24 mil em diárias para que a esposa de Lula pudesse levar quatro assessores para o passeio no país europeu. O custo da viagem deve subir, já que os valores consideram apenas às diárias, não contabilizando outros gastos como passagens aéreas e a hospedagem da equipe que Janja levou.

A primeira-dama foi escolhida por Lula para representar o Brasil em uma reunião do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, preterindo que técnico especializado do Sistema Nacional de Agricultura, estivesse em um evento da maior importância, para favorecer a própria esposa sem requisitos, que tem se constituído como gastadora de recursos públicos para saciar a vaidade pessoal.  O tour começou ontem (10) e segue até esta quarta-feira (12).

Diário do Poder

Sarney e a Democracia

*Carlos Nina

José Sarney é um personagem digno de referência quando se fala de Democracia. Sinto-me à vontade para tal afirmação. Muitas vezes critiquei decisões suas como Governador e, especialmente, como Presidente da República. E as combati, notadamente no processo de convocação da Assembleia Constituinte.

Mas este texto não visa a erros ou acertos das decisões de José Sarney. É um testemunho sobre suas convicções democráticas, a partir do conceito que aprendi de Democracia, quer nas aulas do professor Orlando José da Silveira Leite, na disciplina Teoria Geral do Estado (na Salamanca da Rua do Sol, como Sálvio Dino se referia à antiga Faculdade de Direito, antes da criação da UFMA), quer nas leituras e pesquisas em autores cujas obras preservo, como Amoroso Lima, Machado Paupério, Carl Schmitt, Darcy Azambuja, Geoffrey Roberts, Jellinek, Kelsen, Mabbott, Jean-Jacques Chevalier, Rawls, Schumpeter, Cranston, Paulo Bonavides, Dahl, Jaeger e, especial, Norberto Bobbio.

O conceito de Democracia varia de autor para autor, mas os princípios não. Um deles é precisamente o defendido por Bobbio já no título de seu livro O futuro da Democracia – uma defesa das regras do jogo. E escreve: “o único modo de se chegar a um acordo quando se fala de democracia, entendida como contraposta a todas as formas de governo autocrático, é o de considerá-la caracterizada por um conjunto de regras (primárias ou fundamentais) que estabelecem quem está autorizado a tomar as decisões coletivas e com quais procedimentos.” (p. 18)

No último capítulo, conclui: “E o que é a democracia se não um conjunto de regras (as chamadas regras do jogo) para a solução dos conflitos sem derramamento de sangue? E em que consiste o bom governo democrático se não […] no rigoroso respeito a estas regras? […] No momento mesmo em que um regime democrático perde de vista este seu princípio inspirador, degenera rapidamente em seu contrário, numa das tantas formas de governo autocráticos …”. (p. 171)

Criticado duramente por seus adversários, não tenho notícia de Sarney usando o poder que detinha para cercear-lhes o direito de opinião e manifestação do pensamento, a liberdade pessoal ou profissional. Nem mesmo quando assumiu a presidência da República, nas circunstâncias em que se deu, e enfrentou incontáveis crises e greves, sem deixar de observar a chamada liturgia do cargo.

​Ao discursar no Congresso Nacional, em fevereiro de 2010, Sarney referiu-se ao “Poder Judiciário, guardião da Constituição. Nós fomos quem a entregamos […] ao Supremo Tribunal Federal, para guardá-la. É ele que tem essa missão e, portanto, devemos respeitá-lo e acatá-lo sabendo que vai cumprir essa missão em favor do povo brasileiro. Sem o Judiciário […] a democracia seria impossível.” (Agência Câmara de Notícias)

No plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão há uma frase principiológica de José Sarney: “Não existe democracia sem parlamento livre.”

Eram as meias-palavras que gostaria de dizer …

*Carlos Nina é advogado, jornalista e juiz de direito aposentado

 

 

Pesquisa Atlas aponta nova queda na popularidade de Lula, com a desaprovação chegando 51,4%

Em pesquisa feita pelas Atlas/Intel/Bloomeng, divulgada nesta terça-feira (11) aponta que a desaprovação com o trabalho do presidente Lula (PT) aumentou e chegou a 51,4% no mês passado, alcançando um aumento no percentual desde 2024.

51,4% dos entrevistados desaprovam o governo do petista, e 45,9% aprovam.  Em relação à pesquisa de dezembro, o aumento de desaprovação variou para 1,6 pontos percentuais.

Veja os números da pesquisa:

  • Aprovam – 45,9% (era 47,8% em dezembro)
  • Desaprovam – 51,4% (era 49,8%)
  • Não sei – 2,7% (era 2,4%)

Para 46,5%, a gestão Lula é ruim ou péssima. Na avaliação de 37,8% dos entrevistados, o governo é ótimo ou bom, enquanto 15,6% consideram a administração regular. Outros 0,1% não souberam opinar.

Avaliação do governo Lula:

  • Ruim/péssimo – 46,5% (era 44,6% em dezembro)
  • Ótimo/bom – 37,8% (era 40,8%)
  • Regular – 15,6%
  • Não sei – 0,1%

A pesquisa ouviu 3.125 pessoas e foi realizada pela internet. O levantamento foi realizado entre os dias 27 e 31 de janeiro com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiabilidade de 95%.

Diário do Poder

Ministro Flavio Dino suspende processo de indicação para vaga no Tribunal de Contas do Maranhão

Para avaliar a constitucionalidade das regras e dos procedimentos adotados pela Assembleia Legislativa do Maranhão, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu o processo de indicação para vaga no Tribunal de Contas maranhense. A suspensão foi feita nos autos de uma ação ajuizada pelo Solidariedade, apontando a inconstitucionalidade da norma que prevê tramitação secreta do processo de aprovação de indicações. De acordo com o partido, o processo secreto já está em andamento, para preenchimento de vaga decorrente da antecipação da aposentadoria do conselheiro Álvaro César de França Ferreira. A legenda apontou ainda que, em sessão de Comissão Parlamentar na última sexta-feira (7/2), foram apresentadas questões de ordem sobre publicidade, que restaram indeferidas.

Segundo Flávio Dino, há uma notável discrepância de procedimentos para escolha de membros do Tribunal de Contas quando comparados o caso maranhense e o adotado pelo Senado Federal, que prevê “amplos esclarecimentos sobre o candidato”. Assim, ele deu prazo de cinco dias para que a Assembleia Legislativa do Maranhão apresente a íntegra do “processo secreto”, assim como a ata e os registros audiovisuais da sessão de Comissão Parlamentar ocorrida na sexta. Após análise do material, haverá decisão do pedido de liminar feito na ADI. Até que isso aconteça, o processo parlamentar sobre tal vaga no TCE ficará suspenso.

Indicação ao Tribunal de Contas

A ADI é uma das ações levadas ao Supremo devido a sucessivas mudanças feitas pela Assembleia Legislativa maranhense em relação ao processo de indicação para o TCE-MA. Segundo Dino, há uma “inusitada sequência de normas” que tem dificultado o andamento dessas ADIs, já que, a cada nova resolução, surge a necessidade de ouvir as partes, por força da Constituição e do Código de Processo Civil.

“Tudo isso indica que faltam regras que sejam constitucionais, seguras e estáveis, para esse intenso processo de sucessão na Corte de Contas maranhense, evitando nulidades insanáveis”, destacou.

Fonte: CONJUR

 

Grupo #ForaMoraes fará ato em SP nesta quarta-feira contra ‘juristocracia’ pelo impeachment do ministro do STF

Manifestação coincide com a presença no Brasil da Corte Interamericana que investiga abuso de poder do STF. O movimento denominado #ForaMoraes convocou para esta quarta (12) uma manifestação com passeata e motociata, em São Paulo, para denunciar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e cobrar o fim da “juristocracia” no Brasil. O ato ainda vai defender anistia para presos pelo 8 de janeiro de 2023, apoiar perseguidos políticos e exigir que o Congresso Nacional instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a denúncia de interferência internacional da Usaid nas eleições de 2022.

Segundo Guilherme Sampaio, fundador do movimento que pede o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, o ato marcado para 16h, no Museu de Arte de São Paulo (MASP), ocorrerá no meio desta semana, para aproveitar a visita do relator especial para a liberdade de expressão, Pedro Vaca Villarreal, com sua comitiva da comissão vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA) ao Brasil.

“Queremos mostrar para eles que vivemos em um estado de exceção!”, disse Sampaio, ao ser questionado sobre o ato ocorrer em plena quarta-feira, com trajeto que passa pelas avenidas Paulista e 23 de maio, até a sede da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Moraes é alvo preferido dos brasileiros apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por ter presidido o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a tentativa frustrada de sua reeleição, em 2022, e ser responsável por uma série de decisões que censuraram bolsonaristas por atos que o ministro do STF considerou crimes eleitorais.

O magistrado também conduz o interminável Inquérito das Fake News. E ainda prendeu e condenou acusados de participar ou contribuir com ataques aos Três Poderes da República, em 8 de janeiro de 2023, que visavam impedir a continuidade do governo de Lula (PT).

No último fim de semana, Moraes recuou de decisões que censuravam redes sociais de jornalistas e políticos conservadores e de apoiadores do ex-presidente Bolsonaro. Recuos que foram atribuídos a um suposto temor do magistrado sobre a vinda ao Brasil do relator especial da OEA para analisar a liberdade de expressão no país.

Diário do Poder

 

Trump assina Ordem Executiva para taxar em 25% as importações de aço e alumínio aos EUA e atinge o Brasil

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpriu, nesta segunda-feira (10), promessa feita nesse domingo (9) e seu governo passará a taxar em 25% todas as importações norte-americanas de aço e alumínio. A decisão de Trump afeta diretamente o Brasil, que atualmente é um dos principais fornecedores de aço para os EUA. A Ordem Executiva foi assinada no fim da tarde desta segunda, nos Estados Unidos. Desde quando assumiu a Casa Branca, em 20 de janeiro de 2025, Trump tem feito ameaças tarifárias como estratégia para proteger os interesses dos EUA. Até o momento, haviam sido anunciadas taxações para as importações de produtos do México, Canadá e China.

Os presidentes do México e do Canadá buscaram entendimentos com os EUA e, temporariamente, as tarifas foram suspensas. De acordo com Trump, a medida vai atingir importações de metal de todos os países, inclusive antigos aliados.

“Qualquer aço que entrar nos Estados Unidos terá uma tarifa de 25%”, declarou o presidente republicano. O Brasil é o terceiro maior fornecedor de aço para os Estados Unidos, ficando atrás apenas de Canadá e México.

Jornal da Cidade Online

‘Governo Lula está completamente doido e sem futuro”, diz Paulinho da Força, do Solidariedade

Político afirma que o tipo de governo do petista ‘não tem mais futuro’. O presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força Sindical, afirmou nesta segunda-feira (10) que o governo Lula (PT) “está completamente doido”. Apoiador da campanha do petista nas eleições de 2022, o político tem feito diversas críticas à gestão Lula.

“O governo está completamente doido. E a equipe é ruim. Não tem diálogo, o presidente não fala com ninguém. O presidente se trancou em casa”, criticou em entrevista à CNN.

De acordo com Paulinho, ele nunca mais vai apoiar o petista.

“Se depender de mim, é um partido, né? Tem que ouvir todo mundo, mas, se depender de mim, eu nunca mais apoio o Lula. […] Acho que esse tipo de governo não tem mais futuro. A eleição presidencial está longe ainda, mas eu não voto mais no Lula. Eu gostaria muito de construir uma candidatura mais ao centro”, ressaltou.

O político avaliou ainda que Lula não vai conseguir se reeleger nas eleições de 2026, caso o petista lançar campanha.

“Se ele não for [candidato], o PT vai ter quem? […] Acho muito difícil o Lula não ser candidato. Agora, também acho difícil ele ganhar a reeleição”, ponderou.

Diário do Poder