Grupo #ForaMoraes fará ato em SP nesta quarta-feira contra ‘juristocracia’ pelo impeachment do ministro do STF

Manifestação coincide com a presença no Brasil da Corte Interamericana que investiga abuso de poder do STF. O movimento denominado #ForaMoraes convocou para esta quarta (12) uma manifestação com passeata e motociata, em São Paulo, para denunciar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e cobrar o fim da “juristocracia” no Brasil. O ato ainda vai defender anistia para presos pelo 8 de janeiro de 2023, apoiar perseguidos políticos e exigir que o Congresso Nacional instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a denúncia de interferência internacional da Usaid nas eleições de 2022.

Segundo Guilherme Sampaio, fundador do movimento que pede o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, o ato marcado para 16h, no Museu de Arte de São Paulo (MASP), ocorrerá no meio desta semana, para aproveitar a visita do relator especial para a liberdade de expressão, Pedro Vaca Villarreal, com sua comitiva da comissão vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA) ao Brasil.

“Queremos mostrar para eles que vivemos em um estado de exceção!”, disse Sampaio, ao ser questionado sobre o ato ocorrer em plena quarta-feira, com trajeto que passa pelas avenidas Paulista e 23 de maio, até a sede da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Moraes é alvo preferido dos brasileiros apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por ter presidido o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a tentativa frustrada de sua reeleição, em 2022, e ser responsável por uma série de decisões que censuraram bolsonaristas por atos que o ministro do STF considerou crimes eleitorais.

O magistrado também conduz o interminável Inquérito das Fake News. E ainda prendeu e condenou acusados de participar ou contribuir com ataques aos Três Poderes da República, em 8 de janeiro de 2023, que visavam impedir a continuidade do governo de Lula (PT).

No último fim de semana, Moraes recuou de decisões que censuravam redes sociais de jornalistas e políticos conservadores e de apoiadores do ex-presidente Bolsonaro. Recuos que foram atribuídos a um suposto temor do magistrado sobre a vinda ao Brasil do relator especial da OEA para analisar a liberdade de expressão no país.

Diário do Poder

 

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