‘Brasil prende muito e prende mal’, diz especialista em direito penal

A cidade de Altamira na região sudoeste do Pará ganhou o noticiário nacional nos últimos dias por conta de um massacre que deixou 62 mortos e desnudou novamente a crise no sistema penitenciário brasileiros. Novo capítulo da briga entre facções criminosas pelo poder nos presídios, o episódio rendeu cenas de selvageria ganharam o mundo. O número de vítimas foi tão elevado que o IML da cidade não teve capacidade para armazenar o número de mortos que foram condicionados em um caminhão frigorifico.

O mau cheiro e o estado de decomposição dos corpos fizeram com que muitas famílias simplesmente desistissem de velar os seus mortos. A maioria –cerca de 120– dos 206 detentos do local era de presos provisórios que ainda não haviam sido julgados. O levantamento é da Defensoria Pública do Pará e não inclui a situação jurídica dos 62 internos mortos. Em entrevista à BBC Brasil, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) resumiu a realidade do sistema penitenciário brasileiro a uma “crônica de mortes anunciadas, de crises anunciadas”.

Para entender melhor o problema o Yahoo! Notícias conversou com o advogado criminalista Augusto de Arruda Botelho. Botelho é um dos fundadores do Instituto Direito de Defesa (IDDD) e conselheiro do Human Rights Watch e do Innocence Project no Brasil. Ele falou um pouco das causas da superlotação nos presídios, detalhou o perfil do preso brasileiro e apontou medidas que poderiam amenizar o problema.

Yahoo Notícias: Do massacre ao Carandiru (SP), passando por Pedrinhas (MA), até a recente tragédia em Altamira o sistema prisional brasileiro tem um longo histórico de violência. Quem são os principais fatores responsáveis por essa matança?

Augusto de Arruda Botelho: Precisamos voltar um pouco no tempo. Não dá para comparar acontecimentos de 15 anos atrás com o que acontece hoje. Tivemos no passado na década de 1980 e 1990 rebeliões causadas por más condições e reinvindicações de presos que não foram atendidas. Atualmente as rebeliões são muito mais ligadas a disputas de poder entre facções criminosas que dominam o sistema penitenciário brasileiro. As rebeliões hoje em dia, até tem um caráter de reinvindicações de direitos, mas estão muito mais ligadas a disputa de poder. Essa é a diferença do passado para o momento atual. Só que por trás de tudo isso temos o próprio formato do sistema de justiça criminal brasileiro. É um formato propenso a gerar sempre no preso o sentimento de revolta. Esse sentimento passa pelas condições totalmente insalubres dos presídios. Passa pela falta de higiene…. Pela superlotação. Outra questão é o desrespeito a direitos e garantias fundamentais do próprio preso. Temos desde violência e abusos cometidos dentro do sistema penitenciário como desrespeito ao trâmite processual desses sujeitos. Um exemplo típico é o preso que não tem benefícios da lei analisados em tempo hábil. Então o sujeito cumpre um sexto de pena e faz os pedidos de progressão para o regime semiaberto, por exemplo, e esse pedido demora anos para ter uma resposta. Obviamente isso gera um sentimento de revolta nos presos e esse sentimento pode ser sentido no cotidiano do sistema prisional.

Yahoo Notícias: Qual é o perfil do preso brasileiro?

Augusto de Arruda Botelho: O perfil básico do preso hoje em dia é de um réu primário, jovem, sem instrução e está detido por um crime sem violência. Os crimes que mais prendem hoje em dia são crimes patrimoniais. Dentre eles você tem o furto que é um crime sem violência e o tráfico de drogas que é um crime sem violência direta. Esse é o perfil do preso que temos hoje em dia. Muitas vezes esse jovem primário e sem instrução que foi pego com uma pequena quantidade de entorpecente é o que mais sofre. Esse cara vai virar massa de manobra e mão de obra praticamente escrava do crime organizado. Aquela máxima de que você entra no presídio na escola e sai na graduação é uma verdade absoluta. Não é um ditado vazio. Se você tem um jovem com 18,19,20 anos primário que entra no sistema prisional e cumpre uma pena de dois ou três anos vai sair praticamente um PHD no crime.


Yahoo Notícias: Por quais motivos tanta gente segue presa no Brasil sem julgamento?

Augusto de Arruda Botelho: Temos vários fatores para explicar esse problema. O ponto número um é que o Brasil prende muito e prende mal. O ponto dois é que temos um número elevadíssimo de presos provisórios que são aqueles presos que não tiveram condenação. Cerca de 35% dos presos do sistema prisional é formada por pessoas que não foram condenadas ainda. Qual a necessidade de deixar presas pessoas que ainda não foram condenadas? É preciso analisar caso a caso. Você também tem a questão de termos uma mentalidade punitivista grave no Brasil de achar que a resposta para o aumento da criminalidade se dá apenas por prisão e não por penas alternativas. Essa é uma questão de mentalidade mesmo do legislador, da opinião pública e muitas vezes do sistema judiciário de que essa é a única solução. E não é. Existem soluções mais baratas e eficazes para combater e se punir crimes. Então colocamos essas pessoas com o perfil que te contei na prisão e isso gera todos esses problemas que enumerei e o aumento da população carcerária.

Yahoo Notícias: Quais soluções seriam mais baratas e eficazes para o problema do sistema prisional?

Augusto de Arruda Botelho: Algumas delas já vem sendo adotadas. A principal delas para mim é a audiência de custódia. Esse é para mim o principal avanço civilizatório na justiça criminal nas últimas décadas. É o mecanismo mais correto de verificar 24h depois da prisão da pessoa que ela foi precisa cumprir pena em regime fechado ou não. Sem esse estigma de que audiência de custódia coloca criminosos na rua. Isso é uma mentira absoluta. As pessoas que repetem isso nunca leram um estudo e não tem a menor ideia do que estão falando. A audiência de custódia é o maior avanço civilizatório do sistema criminal. O que temos de fazer é incentivar e aumentar o apoio as audiências de custódia. É uma coisa que não custa nada para fazer e economiza milhões para o Estado. Cada preso que deixa de aguardar na prisão o julgamento economiza em média R$ 3 mil por mês para o Estado de São Paulo por exemplo. Então é só fazer a conta.

Yahoo Notícias: O senhor é um dos grandes entusiastas das audiências de custódia. Recentemente ela foi criticada pelo presidente. Explique para uma pessoa leiga como funciona realmente esse mecanismo jurídico?

Augusto de Arruda Botelho: O que acontecia na prática antes da audiência de custódia. O sujeito era preso hoje por um crime x. Vamos imaginar que ele foi preso por tráfico de drogas. O entendimento do momento da prisão foi que ele era um traficante. Essa pessoa passaria em São Paulo por uma audiência… O juiz olharia na cara dele muitas vezes em dois, três e até seis meses de prisão. Quando então o juiz olhando para cara do preso poderia perceber que esse é um caso de um usuário e não de tráfico e colocaria ele em liberdade. Quem vai devolver esses meses para essa pessoa que ficou presa injustamente e desnecessariamente? O que a audiência de custódia faz é antecipar para em até 24h do momento da prisão o contato pessoal entre o detido e juiz para que o juiz possa ver não se ele é culpado ou inocente. A audiência de custódia não é isso. Ela primeiro serve para verificar se o preso foi maltratado ou sofreu algum tipo de tortura na abordagem policial –infelizmente isso ainda é comum no nosso país. Ela também serve para que por meio de perguntas específicas o juiz analisar se a pessoa precisa responder ao processo presa ou não. Ele é primário? Tem bons antecedentes? Praticou um crime sem violência? Então é natural que possa responder o processo solto. A pessoa é reincidente? Tem vários problemas? Vai responder o processo preso. O que a audiência de custódia faz é antecipar essa análise pessoal do juiz com o preso para saber se ele precisa de responder o processo preso ou não. Não se ela é culpada ou inocente. Então dizer que a audiência de custódia coloca livra milhões de bandidos na cadeia é errado. Essa pessoa sequer está condenada. Como chamar ela de bandida?

Yahoo Notícias: O ministro Gilmar Mendes fez questão de prestar solidariedade as famílias dos presos mortos em Altamira. Já o presidente Jair Bolsonaro se limitou a dizer que deveriam perguntar sobre as vítimas dos presos que morreram. São duas visões bem distintas do problema. Qual tipo de pensamento predomina no sistema judicial brasileiro?

Augusto de Arruda Botelho: Infelizmente é o pensamento punitivista. E isso vem aumentando porque o Judiciário influenciado equivocadamente pela opinião pública continua entendendo que a melhor resposta ao crime é a punição pura e simples. Essa declaração do presidente é extremamente infeliz porque se você pegar o número de presos em Altamira. Muitos deles, sequer tinham sido julgados. Como se pode falar em vítimas dos presos mortos se existiam muitos que sequer tinham sido condenados lá? Como fazer essa generalização? Essa generalização típica do atual presidente da República é extremamente perigosa.

Yahoo Notícias: Neste ano o governo de São Paulo anunciou a intenção de privatizar presídios. Qual a sua opinião sobre a medida?

Augusto de Arruda Botelho: Eu sou contra a privatização de presídios por um motivo bem simples. A privatização pressupõe o lucro. Do ponto de vista econômico a pessoa participa de um processo desses para ter lucro. Não vejo nada de errado em privatizar uma série de setores da economia pública. Não vejo problema na privatização. Mas, lucrar com presídios significa pressupor o aumento no número de presos. É uma lógica de hotel. Se eu não tiver hospede eu não vou ter receita. Você lucrar com o aumento de número de presos é antagônica a política de desencarceramento que eu defendo. Minha posição não é ideológica. É por princípios.

Yahoo Notícias: A maioria dos especialistas em uníssono repetem que o sistema prisional brasileiro está em crise faz alguns anos? Existe solução?

Augusto de Arruda Botelho: Entendo que além da audiência nós poderíamos ter a aplicação de uma lei extremamente bem-feita e cuidadosa que é a que prevê as medidas cautelares alternativas a prisão como prisão domiciliar, monitoramento eletrônico e proibição de frequentar certos lugares. Curiosamente essa lei não pegou. Aqui no Brasil tem lei que pega e que não pega. A lei das medidas cautelares não pegou. Os juízes não aplicam…

Yahoo Notícias: O senhor é especialista em direito penal. O código penal brasileiro é eficiente? Precisaria ser reformado?

Augusto de Arruda Botelho: O código penal brasileiro já é bom. Não precisa de lei nova. Não precisa de nenhuma medida legislativa. Nada. Se aplicarmos corretamente as leis que já temos já daríamos conta do recado.

Fonte: Rafael Santos – Yahoo Noticias

 

Dodge compara STF a ‘tribunal de exceção’ e vê inquérito das fake news como ilegal

– A procuradora-geral da República, Raquel Dodge. (Foto: Folhapress) – A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu que seja anulado o inquérito aberto pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para apurar notícias falsas, ameaças e calúnias contra seus ministros. Em manifestação enviada à corte na quarta (31), ela pediu que a portaria que instaurou as apurações, assinada pelo ministro Dias Toffoli em março, seja declarada ilegal e inconstitucional.

A manifestação se deu em mandado de segurança apresentado pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República), no qual requer liminar para que os efeitos do ato editado por Toffoli sejam suspensos e, no julgamento definitivo, considerados nulos.

Um dos propósitos é evitar que integrantes da categoria sejam alvo de medidas investigativas da corte, que são consideradas ilegais. A procuradora-geral endossou os argumentos da associação.

Sustentou que o inquérito, da forma como foi instaurado, afronta o sistema penal acusatório instituído pela Constituição de 1988. Por esse modelo, o órgão responsável pela acusação não pode ser o mesmo que julga. Para abrir um inquérito, o juiz tem de ser acionado pela polícia e o Ministério Público. E cabe a esses órgãos propor as medidas investigativas.

Com base num dispositivo do Regimento Interno do Supremo, Toffoli abriu o inquérito em março, de ofício, ou seja, sem provocação de terceiros. Designou o ministro Alexandre de Moraes para conduzi-lo. O Ministério Público Federal não tem participação ou acesso ao caso. Entre os supostos ataques que podem estar no foco da apuração, que corre em sigilo, estão manifestações de procuradores da República nas redes sociais.

A procuradora fez críticas duras à iniciativa do Supremo e à possibilidade de seus pares serem investigados no âmbito do inquérito. “A usurpação de competências constitucionais reservadas aos membros do Ministério Público e sua investigação por verdadeiro tribunal de exceção evidenciam as ilegalidades apontadas”, escreveu.

Ela sustentou que a PGR (Procuradoria-Geral da República) vem sendo alijada da condução do caso. “Se o Ministério Público é privado de realizar essa avaliação, ela será feita diretamente pelo magistrado, que, então, atuará como investigador. Tal dinâmica ofende, a um só tempo, o princípio da separação de poderes e o sistema acusatório vigente no país.”

Esta é a segunda vez que Dodge se posiciona contra o chamado inquérito das fake news. Em abril, ela enviou ofício ao Supremo informando que decidira arquivá-lo. A PGR entende que, por ser titular da ação penal –o único órgão com legitimidade para levar adiante uma acusação–, cabe a ela decidir pelo arquivamento ou continuidade de procedimentos como esse.

Na ocasião, Dodge informou que nenhuma prova colhida na investigação seria considerada pela PGR para formar sua opinião sobre os crimes eventualmente apontados. Moraes, no entanto, discordou da manifestação dela e manteve as apurações em curso.

Na quinta (1º), um dia depois de Dodge enviar seu novo parecer ao Supremo, o ministro determinou que seja enviado ao Supremo todo o material apreendido com suspeitos de invadir contas de celulares de autoridades como o ministro da Justiça, Sergio Moro, e procuradores da República. A decisão se deu após a Folha e o site Intercept noticiarem que, em mensagens, o coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, incentivou colegas a investigarem o ministro Dias Toffoli, em 2016.

Fonte: Folhapress 

 

Em mensagem intrigante, general parece questionar “Ditadura da Toga” de “juízes criminosos”

Uma mensagem postada nesta sexta-feira (2) pelo general da reserva e ativista político Paulo Chagas, surpreendeu as redes sociais.

Eis o conteúdo:

“Em um PROCESSO JUDICIAL, juízes, promotores, advogados, criminosos e vítimas exercem, cada um, em princípio, apenas um papel.

Como se pode chamar o “PROCESSO” em que criminosos são Juízes que se fazem de vítimas, advogam em causa própria e acusam promotores?

Isto é só uma pergunta!!”

Não parece haver dúvidas de que o general se refere a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Paulo Chagas é conhecido por suas declarações contundentes.

Ele, inclusive, no malfadado “Inquérito das Fakes”, foi vítima de um mandado de busca e apreensão determinado pelo ministro Alexandre de Moraes.

A mensagem postada demonstra que o general não se sentiu atemorizado pela ação do STF e que o país vive uma terrível turbulência jurídica.

 

Jornal da Cidade Online

 

“Nada encobre o fato de que a Petrobras foi devastada pela corrupção”, diz o ministro Luís Barroso

Em palestra realizada em São José dos Campos, nesta sexta-feira (2), o ministro Luis Roberto Barroso manifestou com clareza o que ocorre atualmente no país, com a bandidagem tentando insanamente destruir a Operação Lava Jato.

“Parte da agenda brasileira foi sequestrada por criminosos”, disse o magistrado, que ainda classificou os conteúdos que vem sendo divulgados por parte da imprensa brasileira como “fofocas”.

“É muito impressionante a quantidade de gente que está eufórica com os hackeadores. Celebrando o crime. E, na minha percepção, há mais fofoca do que fatos relevantes, apesar do esforço de se maximizarem esses fatos. Com um detalhe, e, se tiver alguma coisa errada, o que é certo é certo, e o que é errado é errado. Apesar de todo o estardalhaço que está sendo feito, nada encobre o fato de que a Petrobrás foi devastada pela corrupção”, disse ainda o ministro.

Jornal da Cidade Online

 

Crise institucional grave se instala na PM com o corte de gratificações de oficiais superiores

Desde quando o governador Flavio Dino decretou o contingenciamento de 30% nos repasses de custeio para todos as unidades militares do Estado, os problemas que já eram graves, passaram atingir patamares inimagináveis. Para que se tenha uma ampla dimensão do problema, s Região Metropolitana que recebia uma repasse mensal de um pouco mais de 20 mil reais, sofreu uma forte queda de 7 mil reais e passou a operar com 13 mil reais. Se com os 20 mil, o problema era acentuado e a Polícia Militar já operava no vermelho e contraindo mais débitos para não parar os serviços, deixando de honrar despesas de locação de viaturas, alimentação, combustível e suprimiu muitas operações que proporcionem gastos fora da verdadeira economia de guerra. Mesmo com essas justificativas, o Comando Geral da PM, depois que foram rompidos contratos com os militares da reserva que ganhavam a metade dos seus soldos para trabalhar dentro da instituição, decidiu fazer outros contratos, que seriam políticos com novos militares da reserva em torno de 100, com pagamentos feitos com os reduzidos recursos do custeio, já  com menos de 30%, o que tem dado uma grande revolta e indignação na tropa.

A mais recente decisão do Comando Geral, que teria sido por determinação expressa do governador Flavio Dino, a título de economia diante da crise e quebradeira financeira do Estado, foram retiradas gratificações de 113 tenentes-coronéis, o que está transformando a Polícia Militar em um verdadeiro barril de pólvora. O mais sério ou mais grave é que gratificações que foram usurpadas dos tenentes-coronéis, simplesmente serviu para contemplar dezenas majores, inclusive com o mesmo valor. Se o clima que já era de explosão, começou a tomar um rumo de proporções inimagináveis. Tem tenente-coronel com quase 30 anos de serviços, que se sente traído pela corporação, diante dos importantes serviços prestados e reconhecidos através da distinção de méritos.

A maioria dos tenentes-coronéis prejudicados em seus direitos e até se sentindo ofendido na dignidade, estão se organizando para recorrer a justiça e antes devem através dos seus advogados dar uma nota pública sobre as razões das suas atitudes, que não são contra a instituição que é muito maior do que o governador, o comandante geral e naturalmente dos militares, mas pela falta de seriedade, princípios, valores e obediência as normas que regem a Polícia Militar do Maranhão.

O problema assumiu uma dimensão bastante acentuada, que vários oficiais superiores da reserva foram procurados pelos tenentes-coronéis em busca de como contornar o problema. Os mais experientes entendem que o caminho certo é a justiça, mas com bastante reservas eles podem buscar apoio na Assembleia Legislativa do Estado, no Ministério Público e no Poder Judiciário, mas não garantem se podem se pelo menos ser bem entendidos.

 

 

 

 

 

 

 

O emocionante desabafo da advogada atacada por Santa Cruz e o silêncio das “feministas”

 A senhora Flavia Ferronato foi covardemente atacada nas redes sociais pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz. Um ataque vil contra uma mulher, mãe de três filhas e advogada, colega de profissão do agressor. O episódio só demonstra o quanto Felipe é despreparado e faz sobressair o seu caráter tirano, violento e desrespeitoso. Entretanto, o que se vê é o mais completo silêncio das feministas, como bem colocou o ator Carlos Vereza.

Abaixo, o relato de Flavia. Verdadeiro e emocionante.

“Desde segunda, me sinto em um vídeo game. Sabe quando ele acaba e você ganha vida extra? Pois é, ganhei um bônus de mais 15 minutos de fama.

Nem todos sabem, mas fui eu a advogada chamada de PUTA pelo presidente da OAB.

Virei meme em diversos veículos de comunicação.

Eu, até então, não conhecia quem era o presidente da OAB. Não sabia qual o seu nome… soube naquele dia.

Em um Tweet de um advogado que até então não conhecia, vi esse cidadão atacando uma senhora idosa, que viveu durante a Ditadura, após ela postar uma foto do seu pai nos tempos de guerrilha.

Aliás, coisa que hoje em dia ele diz se orgulhar muito.

Pois bem, se se orgulhasse, não se ofendia, não é?

Pois bem, se ofendeu e partiu para o ataque.

Ao ver a falta de urbanidade e decoro ao dizer a uma senhora que o pai dele era um herói e que ela nem sabia quem era o pai dela, entrei na discussão. Afinal, como um representante da minha classe pode tratar alguém daquela maneira.

E foi aí que qual tipo de educação que imagino que um dia ele teve, foi jogada para escanteio…

O meio e o final dessa conversa vocês já conhecem: acabei virando PUTA, mesmo sendo advogada, casada e mãe de 3 filhas.

A fala desse cidadão foi de um machismo escatológico. De um preconceito com mães solteiras e garotas de programa como poucas vezes vi.

Para azar dele eu era a advogada…

Fico me perguntando: e se eu não fosse?

Para piorar sua situação ele me bloqueou logo em seguida e fez um pedido de desculpas que eu não recebi, afinal estava bloqueada.

Para piorar ainda mais, nos dias seguintes ele ainda me injuriou e caluniou dizendo que eu era uma inimiga declarada, que vivia atacando sua honra na internet.

Para seu azar, tenho tudo isso documentado.

O único ponto positivo dessa história foi que, a partir daí, conheci muita gente bacana e nosso Movimento Advogados do Brasil surgiu.

Quero deixar claro que, apesar das ameaças veladas, não irei me calar.

Ele ganhou uma inimiga eterna!”

 

Jornal da Cidade Online

Kajuru quer o corte de 50% das verbas de senadores e deputados para aplicação na educação

O primeiro projeto de Jorge Kajuru (PRP), senador eleito por Goiás, será tentar reduzir em 50% os benefícios e gastos dos congressistas. A ideia é que senadores e deputados abram mão de parte dos salários e das verbas indenizatórias e destinem esses recursos para investimentos em educação.

— Cada senador custa R$ 3 milhões por ano. O que eu quero propor é que a gente dê um exemplo à nação brasileira ao cortarmos na própria carne. Se cortarmos 50% e destinarmos essa economia para investir na qualificação dos nossos professores, escolas e universidades, e que os nossos educadores tenham um salário mais digno, isso será algo revolucionário na educação brasileira.

Ainda que o projeto não avance, Kajuru, que é atualmente vereador em Goiânia, garantiu que doará 50% das verbas destinadas ao mandato.

— Só aceitarei 50% do meu salário para pagar minhas despesas porque vou morar em Brasília. Não devolverei o que eu receber ao erário porque não sei se esse dinheiro pode parar no ralo da corrupção. Vou investir em escolas e instituições sérias e vou documentar essas doações — assegurou.

Kajuru, que ficou nacionalmente conhecido trabalhando no jornalismo esportivo, disse que tem outras 49 propostas prontas para protocolar no Senado. Entre elas, a criação de um imposto sobre grandes fortunas e medidas para revitalizar os Rios Araguaia e Tocantins.

O futuro senador iniciou a carreira na política em 2014, ao se candidatar a deputado federal por Goiás. Na ocasião, obteve mais de 106 mil votos, mas não foi eleito em sua coligação. Em 2016, elegeu-se vereador mais votado da história de Goiânia, com 37,8 mil votos. Na Câmara Municipal de Goiânia, priorizou ações na área da saúde e na economia de recursos públicos. Aos 57 anos, chega pela primeira vez ao Senado.

— Farei história e deixarei um legado. Não jogarei minha honra no lixo — disse.

Agência Senado

 

Contratos milionários firmados pelo escritório do presidente da OAB com o governo do PT sem licitação

A fúria do presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Felipe Santa Cruz, com o presidente da República Jair Bolsonaro, tem uma explicação bem lógica. Durante o período em que o PT esteve a frente do governo, o advogado realizou contratos milionários de prestação de serviços jurídicos sem a necessidade de qualquer procedimento licitatório.

Ganhou muito dinheiro.  Numa simples consulta ao Portal de Transparência percebe-se o aparecimento do nome de Felipe Santa Cruz e os contratos firmados. Os contratos fechados pelo escritório desse cidadão, que evidentemente não terão continuidade no novo governo, o que explica a ira de Santa Cruz .Os valores são estratosféricos.

Jornal da Cidade Online

Analistas da grande mídia perdem habilidade e previsões e atuam como torcedores de time

O que está acontecendo com a mídia brasileira? Por que os analistas políticos mais famosos do país perderam a habilidade de adiantar os fatos e aceitaram só repercutir acontecimentos, errando a maioria de suas previsões? Eles são realmente livres para pensar? Teriam perdido a liberdade de falar, ou estão analisando os conteúdos como torcedores de um time?

Não tenho bola de cristal, sou apenas uma escritora, articulista, pós-graduanda em estratégia política, que está fazendo análises sobre os acontecimentos políticos do país. Deixo a paixão, a fé e o clubismo de lado e foco exclusivamente nos fatos, isso é o que qualquer analista deveria fazer, mas estou preocupada… Onde estão os analistas afinal?

Vejam esses 3 casos:

Fui a primeira a publicar no Jornal da Cidade Online, que não havia necessidade do hacker pedir o contato da Manuela D’avila porque no próprio site do Intercept há um link chamado CONTATO e lá tem o contato de mais de 20 jornalistas do site, inclusive o de Glenn, além dos links JURÍDICO e TRABALHE CONOSCO, ou seja, qualquer um pode contactar os editores do site. Sem contar que o hacker teve acesso às agendas de todos e encontrar o número de alguém não seria difícil.

Um dia depois que fiz a matéria, outros analistas de grandes jornais começaram a falar no assunto.

Fui a primeira também a explicar a estratégia dos advogados de Bolsonaro em não recorrer no caso Adélio, enquanto a mídia tradicional estranhou o fato e a mídia esquerdista tentou transformar em uma espécie de confissão de Bolsonaro, por supostamente ter contratado uma pessoa para o esfaquear e ganhar as eleições. Os analistas ficaram calados! Dias depois o próprio presidente explicou em vídeo exatamente o que eu já havia adiantado.

Desta vez vou registrar aqui uma nova análise e pedir para que meus leitores me ajudem a acompanhar se os analistas famosos irão considerar o tema, ou continuarão ignorando. Falei sobre o “efeito manada” que acontecerá com os presos da Lava Jato caso a justiça aceite as conversas dos hackers como provas legais. Os presos irão se apressar para delatar tudo o que sabem com medo que nas conversas haja provas suficientes para prender mais pessoas, causando o desinteresse da justiça em suas delações premiadas.

Não posso imaginar que eu seja tão inteligente assim, que só eu perceba os fatos e na sequência os grandes analistas do Brasil repercutem uma ideia que já foi compartilhada milhares de vezes nas redes sociais. O que me vem em mente é que eu tenho a liberdade de falar que eles não têm.

Eles ocupam um lugar poderoso demais para ficarem calados, quem trabalha com contrainformação não pode temer a indústria poderosa, não é questão de ganhar likes, é serviço de utilidade pública! Ou está faltando expertise dos analistas, ou liberdade para falar de certos assuntos.

Como continuo acreditando no olhar treinado dos analistas políticos do Brasil, desejo-lhes liberdade para trabalhar e coragem para falar o que o povo precisa saber. Mas se os grandes canais perceberem que seus analistas “perderam o faro”, precisando dos meus serviços profissionais, aceito proposta sob uma condição: Liberdade!

Raquel Brugnera

Pós Graduanda em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político – Universidade Estácio de Sá – RJ.